A LUTA DE BRAÇOS CRUZADOS
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Muitos professores decidiram não entregar os objectivos individuais, alegando nunca é mencionada essa entrega como um dever dos professores. Permitam-me discordar: tal não é um dever, é um direito. Os professores têm o direito de definir os seus objectivos, e preferiram declinar esse direito. Os resultados a curto prazo não se farão sentir: o director da escola definirá os objectivos para esses docentes e a avaliação continuará. A longo prazo poderemos perder esse direito, e porque nos foi atribuído e não quisemos usufruir dele, no futuro esses objectivos passarão a ser definidos pelos órgãos de gestão… Se o vosso director não for uma pessoa razoável, terão de acatar os seus objectivos com os quais poderão eventualmente não se identificar e sem possibilidade de reclamação!
Os professores decidiram não pedir aulas assistidas. Como resultado a curto prazo não se pode esperar nada: tudo vai decorrer tudo na maior normalidade, não haverá ainda mais excesso de trabalho, excesso de burocracia, excesso de papelada e, ironicamente, a avaliação até parecerá que é exequível. Como resultado a longo prazo espera-se que a senhora ministra no final do ano proclame “apenas 10% dos professores requereram aulas assistidas” e o impacto na opinião pública será: “continuam uma cambada de preguiçosos privilegiados, que não querem fazer nada, nem têm brio profissional - desde que não tenham trabalho, contentam-se pelo bom”.
No final do ano lectivo todos os docentes serão avaliados e terão uma nota, pois apesar de não terem entregue os objectivos individuais terão de preencher a ficha de auto-avaliação, uma vez que essa, sim, é um dever dos professores.
Tendo em conta o reduzido número de professores que pediu aulas assistidas as quotas, obviamente, não serão preenchidas. A conclusão será: os professores fartaram-se de reclamar por causa das quotas e afinal nem as preencheram! A maioria dos docentes optou por esta luta de braços cruzados, a luta do “não concordo e então não faço nada”.
A decisão mais inteligente seria a luta do “vou fazer tudo e mostrar que, apesar de todo o esforço e empenho, este sistema não é exequível”. Não será difícil de imaginar que, se todos pedissem aulas assistidas, o que só por si iria causar inúmeros transtornos a nível de organização das escolas, se todos reclamassem da classificação atribuída - em primeira instância na própria escola e para a CCAD, cem ou duzentas reclamações para serem decididas em 15 dias, podendo ainda reclamar-se para o Director Regional, milhares de reclamações para serem decididas em 10 dias - instalar-se-ia o caos e assim se mostraria que este sistema é impossível. Nada fazendo, que provaremos?
Então, porquê esta opção pela luta de braços cruzados?
Na maioria das escolas, quem a liderou foram os avaliadores, pois sentiam-se muito angustiados com o facto de ter de avaliar colegas, mas quando concorreram para professores titulares (ninguém os obrigou) sabiam que teriam de avaliar, quando aceitaram as comissões de serviço (ninguém os obrigou…) sabiam que teriam de avaliar; arranjaram, assim, uma maneira de, não só evitarem avaliar como de parecerem heróis na liderança da “luta contra o sistema”.
Para conseguirem tal, muitos deles coagiram directa (dizendo alto e bom som na sala dos professores que quem pedisse aulas assistidas iria ser lixado) ou indirectamente (há maneiras muito subtis de coagir) os avaliados a não pedirem aulas assistidas.
Os docentes que pediram aulas assistidas estão agora a ser apelidados de oportunistas: oportunista é uma pessoa que se aproveita da desgraça dos outros em proveito próprio. Que desgraça? O não terem pedido aulas assistidas não podendo por isso ter muito bom ou excelente? Mas não o fizeram de livre e espontânea vontade? Nas sociedades democráticas, as pessoas são livres de tomar decisões e, mais importante ainda, têm o direito de ser respeitadas pelas mesmas. Coacção é o método preferencial utilizado nas ditaduras…
Falando em oportunismo, não foram os avaliadores oportunistas quando aceitaram os cargos e as regalias, nomeadamente as monetárias? Se desde sempre tencionavam não cumprir parte dos deveres inerentes ao cargo… Claro que os avaliadores não optaram pela luta do tudo fazer e depois reclamar, pois seriam eles na berlinda ao ter de deliberar em primeira instância sobre essas reclamações. Decidiram o que mais lhes interessava e os avaliados foram na onda.
Tudo isto tem servido para demonstrar o pior das pessoas: as qualidades primordiais de um professor deveriam ser a tolerância e o respeito pelos outros e não é isso que se verifica.
De momento, não sei se me orgulho de ser professor!
Um Professor que não cruzou os braços.
- José Viriato -
Fevereiro 23, 2009 at 3:24 pm
Viriato, traduz lá isso em miúdos porra! Três frases não chegariam?
Fevereiro 23, 2009 at 3:28 pm
É uma perspectiva….e válida como o seu contrário…(já vimos que) a oposição a esta avaliação não passa por uma acção unitária…para mim qualquer iniciativa é válida, desde que realizada com coerência… entre argumentos contra e a favor a entrega dos objectivos, espero que não nos esqueçamos ver a “floresta”…e de respeitar as opiniões dos nossos 139.999 colegas…(pelo menos dos que têm um discurso coerente…qualquer que seja a sua opinião).
prof “OI-free”
Fevereiro 23, 2009 at 3:33 pm
Se bem percebi, o autor destas linhas entregou os OIs e pediu a avaliação complex. Quer-nos convencer que fez bem e que devíamos ter feito todos o mesmo.
Confirma-se que nos prognósticos a posteriori continuamos a ser bons.
Mesmo assim, não me convenceu.
Fevereiro 23, 2009 at 3:36 pm
É impressão minha ou este testemunho de José Viriato marca uma linha de mudança em relação à estratégia do Umbigo?
Parece-me que se trata agora de clarificar o que se vai, de facto, passando pelas escolas do país.
No caso da minha escola, tal como já o disse ontem, os Objectivos Individuais foram entregues no contexto do Memorando e sem qualquer eco de contestação, pois ainda nem sequer se tinha ouvido falar em manifestações…
Nenhum professor da escola acredita neste modelo de ADD, mas só três professores decidiram, sem o conhecimento dos demais, não entregar O.I.
Quanto ao direito/dever de traçar O.I., o que preocupava os avaliados do meu departamento era sobretudo o primeiro parâmetro e a mensurabilidade dos restantes. Quanto à “difícil” mensurabilidade dos restantes itens, a mesma ficou declarada em acta. Relativamente ao parâmetro dos reultados dos alunos os docentes avançaram um número irrelevante relativamente à avaliação de diagnóstico, pelo que os avaliadores teriam que subir a “bitola” se quisessem…
Entretanto, vieram as manifestações e as moções.
Tal como também já o disse, numa RGP foi votado por unanimidade um pedido de suspensão do modelo.
O mais curioso é que se tentou suspender “formalmente” o processo mas a resistência veio do executivo e dos avaliadores.
Penso que isto, a mostrar o que quer que seja, mostra que cada escola é um caso, ainda que acredite que a nível nacional tenham sido sobretudo os avaliadores a resitir mais.
O que me parece certo é que quem tenha pedido avaliação “científico-pedagógica” o fez, maioritariamente, por receio de perder vantagens, nomeadamente em concursos.
Falando em orgulho, não me parece que com o que se avizinha haja grandes motivos para o manter, mas sempre sublinho casos de colegas meus que, mesmo não concordando com este sistema, achavam que, face à possibilidade de se optar pela avaliação “cientifico-pedagógica”, era essa a melhor via a seguir, mas que, ao verem que a esmagadora maioria dos colegas avaliados optou por não entregar requerimento, também não o fizeram.
Fevereiro 23, 2009 at 3:38 pm
estratégia proposta seria tomada pelo ministério como uma vitória pois afinal todos tinham estado de acordo. Não se demonstraria quye era inexequível porque o ME tomaria as medidas necessárias para que a coisa encaixasse nem que toda torcida. Se os professores saem lesados com estas atitudes acho que se deve louvar o espírito de sacrifício. Quanto a pressõpes sobre colegas isso é coisa que independe do assunto (avaliação ou outro) sendo característica dos sistemas sociais em geral (porque estes envolvem negociação). A estratégia de Viriato já uma vez deu no que deu. Agora convem estarmos atentos aos traidores a soldo dos romanos. O que está em causa é muito mais do que a educação. Os professores são meros cobaias nesta história toda. Mas infelizmenbte não se espera que os 99% de Viriatos o entendam para já.
Fevereiro 23, 2009 at 3:55 pm
Viriato, isto visto assim de relance, parece-me que partences mais aos “Xico esperto complicaites este caminho é mehor para mim”
Fevereiro 23, 2009 at 4:03 pm
Chegados a este ponto, pergunto: para quê tanto radicalismo na rejeição total deste modelo de avaliação?
Porque é que andaram alguns a chamar traidores aos sindicalistas que assinaram o “entendimento”? Como designarão agora os Viriatos todos que entregaram os OIs e exigem a avaliação a preceito?
Quem é que afinal conhece e entende melhor a classe a que pertencemos? Os sindicatos supostamente afastados das escolas ou os grupos e movimentos mais radicais que, quando a coisa dá para o torto, culpam uma vez mais… adivinhem quem.
Fevereiro 23, 2009 at 4:09 pm
Tá-se mesmo a ver que o José Viriato entregou os OI (vá-se lá saber porquê!) e agora a consciência pesa-lhe. Vai daí arranjou um conjunto de argumentos para tentar convencer-se a si próprio de que fez o melhor que havia a fazer.
Fevereiro 23, 2009 at 4:23 pm
Queria esclarecer dois pontos:
1º Quem concorreu a titular – obrigado, sim, porque os sindicatos não sabiam dar respostas a nenhuma das perguntas – quando concorreu, não sabia que ia avaliar os colegas, porque essa tarefa não consta do conteúdo funcional do professor titular;
2º Que eu saiba, nenhum professor titular teve qualquer benefício em sê-lo, muito menos monetário. A redução – 1 h (45′) por cada professor avaliado- era retirada da componente não lectiva, e, como perceberão, não chegava para nada.
Fevereiro 23, 2009 at 4:26 pm
Na falta de melhores bandeiras, o governo agarra-se de unhas e dentes à avaliação dos professores, que, proclamará ufano dentro de poucos meses, se fez pela primeira vez na história de Portugal.
Alguns colegas estão indignados, por terem descoberto que vão ser avaliados mesmo sem quererem, e sem terem entregue os OIs. Ah, pois vão!
Fevereiro 23, 2009 at 4:31 pm
[...] Opinião de um Professor com P grande, estranhamente publicada no Blog da IURG By anti-tretas (…) Os docentes que pediram aulas assistidas estão agora a ser apelidados de oportunistas: oportu… [...]
Fevereiro 23, 2009 at 4:35 pm
As desculpas são só para o próprio porque os “inimigos” não acreditam nelas e os “amigos” não precisam delas.
Fevereiro 23, 2009 at 4:39 pm
“Falando em oportunismo, não foram os avaliadores oportunistas quando aceitaram os cargos e as regalias, nomeadamente as monetárias?”
Que regalias?! Que regalias, nomeadamente as monetárias?!
Já vi esta afirmação mais do que uma vez, mas ainda ninguém me explicou onde estão essas regalias e onde se ganha mais com isso! Gostaria que isto me fosse explicado porque estou a ficar preocupada! Devo ter deixado escapar algo e portanto estou a ficar prejudicada!
Fevereiro 23, 2009 at 4:44 pm
Nem me vou dignar a perder tempo com tamanha aberração de estratégia para legitimar a ADD tomando os que não entregaram como parvos e intimidatórios.
Porr@…
Fevereiro 23, 2009 at 4:46 pm
Não se entusiasmem com os argumentos do Viriato, pois a avaliação que teremos no futuro depende de quantos cederem agora. Muitos não entregaram os OIs, querendo com isto afirmar, não que não querem ser avaliados, mas sim que não concordam nem colaboram com a implementação deste modelo.
Ao contrário do que pensa o Viriato, não temos de estar a pensar no que o ME irá dizer se fizermos isto ou aquilo. Porque é óbvio que eles dizem o que lhes dá jeito e se agirmos assim atacam-nos duma maneira, se fizermos assado atacam-nos doutra. Por isso temos é que boicotar ao máximo esta avaliação.
Não seremos todos os professores, porque bastantes já desistiram. Importa que, ainda assim, sejamos muitos.
Fevereiro 23, 2009 at 4:46 pm
Quanto ao resto do texto…
Em Janeiro de 2008 quando saiu o 2/2008, tendo-o lido com atenção, redigi, de imediato, uma moção contestando todo o documento e pedi para ser equacionada e tomada posição a seu respeito no Conselho Pedagógico.
Não acharam que fosse oportuno porque ainda não se sabia bem…
Distribuí-a por alguns colegas que também me disseram para deixar estar porque “poderia não ser bem assim”, “aquilo era mau de mais para ir para frente”, “se calhar não estás a ver bem”, etc.
Tudo bem (ou tudo mal… mas uma andorinha não faz a primavera…). Foram feitas as grelhas, foram estabelecidos os trâmites que o documento impunha e entre o final do ano e o ano seguinte, vi-me, de repente, com um departamento com 7 grupos e 17 professores para avaliar, sem possibilidade de delegação de competências porque os horários estavam feitos de tal forma que não dava para o fazer.
Mais uma vez tudo bem, já que ninguém contestava, abertamente, a situação – apenas umas opiniões, uns rumores, umas conversa de ocasião na SP.
Começou a avaliação e, apesar de ter estipuladas, no meu horário, horas para avaliação, estas não coincidiam com as dos horários dos colegas. Passei a andar a todas as horas do dia para trás e para a frente porque tinha que assistir a aulas. Tinha logo de manhã ao iniciar o dia, depois tinha “furos”, seguiam-se as minhas aulas, depois mais “furos”, depois uma observação. Isto repetiu-se durante 3 semanas! Era de manhã até ao fim do dia. Pelo meio tive reuniões intercalares.
Acresce a tudo isto o mau estar causado por ter que CLASSIFICAR colegas, alguns com o mesmo tempo de serviço do que eu, sendo uma delas também elemento do CP e elemento da CCAD; colegas que não são da minha área, nem têm qualquer base de conhecimentos em comum (não é que eu não saiba os seus programas, nem domine conteúdos das suas áreas… só que oficialmente não tenho que os dominar!)
Gostava que alguém, nomeadamente o colega José Viriato, me explicasse onde estão as regalias e as compensações monetárias!
Ao fim de um mês de avaliações, um grande número de colegas da escola, veio pedir-me que parasse com aquilo, que resolvesse o problema!
Sim, fui eu, por acaso avaliadora, que acabei por liderar o “movimento”. Fi-lo a pedido! A minha posição estava definida desde o dia em que saiu o 2/2008. Não porque fosse avaliadora, nessa altura. Sim porque a minha experiência me dizia que o que está em causa não tem nada ver com o que é dito. A melhoria da qualidade do ensino não passa por aqui!
Não foi por ser avaliadora que o fiz! Poderia ser avaliada e fá-lo-ia na mesma.
O problema não está na situação em que se está! O problema está na capacidade de se querer estar actualizado e tentar saber no dia a dia o que vai saindo e nos diz respeito. O problema está em ser capaz de agir e não esperar para ver se a onda não nos afoga. O problema está em se tentar andar de cabeça erguida, tentando evitar que nos ponham o pé em cima, logo que é feito o 1º movimento e não tentar tirá-lo depois de já ter a cabeça esmagada.
Sim, seria fácil ter seguido com a avaliação tal como estava no 2/2008. No final entregaria(mos) as fichinhas todas preenchidas. O ME teria dito “afinal é possível”. Sim é possível! As perguntas são: “à custa de quê?” “que resulta disto tudo?” “como somos capazes de nos vender por tão pouco?”
Podem acusar-me: “ah! Mas se concorreste a titular….”.
Sim, concorri! Já expliquei por aqui porque o fiz!
Não foi porque alguém dissesse que poderia ser castigada porque isso não me incomoda. Não foi porque não soubesse que poderia ser avaliadora porque isso estava explícito nos conteúdos funcionais dos titulares. Não foi por sede de poder porque isso não me interessa de todo. Para isso procuraria poderes que satisfizessem.
Concorri porque esta “cena” já tinha acontecido! Aconteceu quando quiseram impor uma prova na passagem do 7º para o 8º escalão. Também, nessa altura, foi proposto que ninguém entregaria a “intenção” de candidatura. Tudo bem. Não entreguei. Descobri, posteriormente, que apenas uma meia dúzia não o tínhamos feito. Perdemos uma “fortuna” (que os outros receberam em retroactivos) e ficou tudo em “águas de bacalhau”. Esta foi uma das razões. A outra… conheço-me e sei que não sou sacana! E esta última, num processo destes é muito importante.
Por tudo isto, acho inadmissível que, tendo a maioria da classe ficado a dormir, agora se voltem constantemente contra os professores titulares e ou avaliadores acusando-os de oportunistas., por um lado, de condutores da “revolta”, por outro, ou ainda de agentes de coacção, por outro.
Decidam-se, bolas! Decidam se somos uma classe, ou se vamos no engodo da divisão em que nos querem. Não me venham é com desculpas parvas para não agir, ou para agir. Quem toma decisões deve assumi-las pelo que decide e não desculpando-se ou insultando os outros.
Sejamos coerentes!
Fevereiro 23, 2009 at 4:50 pm
Quando a avaliação do desempenho for de novo discutida entre o ME e os sindicatos, o que contará é se irão discutir um modelo de avaliação que, no geral, funcionou e apenas precisa de ligeiros ajustamentos, ou a sua substituição pura e simples, uma vez que não se revelou justo nem exequível.
Fevereiro 23, 2009 at 4:51 pm
Na minha escola houve gente nas manifestações e a assinar moções contra o modelo. Logo que apareceu o Simplex mudaram de atitude e entregaram os papéis para ter aulas assistidas.
Ora, o que é isto se não incoerência e oportunismo?
Fevereiro 23, 2009 at 4:57 pm
Não sei se estamos divididos, ou apenas se uns oportunistas aproveitam esta oportunidade para subir na carreira com menos concorrência…
De qualquer modo não entreguei nem entregarei os objectivos – e comigo quase todos os professores da minha escola. Digo quase, porque tanto quanto sei, dos mais de 100, apenas dois os entregaram.
Dia 7 estaremos em Lisboa para o cordão humano!!! Até lá. A luta não pode parar. ´Não somos esparguete!
Fevereiro 23, 2009 at 5:01 pm
Acho curioso o argumento de alguns titulares:
cada um concorreu porque se o não fizessem seriam ultrapassados por um bando de oportunistas que concorreria à nova categoria, mas agora não aceitam o argumento dos que entregaram OI’s para não serem ultrapassados, ficando mesmo sujeitos a horários zero, risco que os heróicos titulares nunca correram.
São o máximo da corência estes valorosos guerreiros.
Fevereiro 23, 2009 at 5:03 pm
Paulo, tu és muito tolerante ao publicares um texto destes sem um comentário teu.
Qto ao Viriato, eu respondo-lhe que o que os professores decidiram com a estratégia de não entregar OI foi contestar um modelo de avaliação que não aceitam, pela arbitrariedade da divisão da carreira, pelas condições de acesso a titular, por todas as ilegalidades que ficaram demonstradas no Parecer do Garcia Pereira.
Não foi um cruzar de braços, foi uma contestação activa!
Muito mais activa do que entregar OI e pedir aulas assitidas e, depois, dizer que, ao fazer tudo o que o ME quer, se está a contestar esperando que o sistema encrave.
Essa estratégia chegou a ser aqui debatida, tendo nós considerado que era impossível uma unanimidade de posições.
O Viriato terá as suas aulas assistidas e, como não deve ter mta concorrência de quotas para as notas mais altas, terminará isto avaliado como Muito BOm ou Excelente!
Fevereiro 23, 2009 at 5:04 pm
#9
Os professores quando concorreram a professor titular não sabiam que iam ser avaliadores mas, muitos, já diziam que assim poderiam atingir um possível 11º escalão(cuja existência se veio a confirmar).
Pensaram, estes professores, que iriam ser titulares sem lhes ser pedido nada em troca?????????????????????????
Foram ingénuos quando concorreram? Na minha escola foram avisados e agora dizem que foram obrigados, porque……………………..
Fevereiro 23, 2009 at 5:07 pm
#16:
Esta “inveja” dos titulares não tem razão nenhuma de ser. Isto é uma criação artificial do ME para cortar as perspectivas de carreira à maioria dos professores.
Com o último simplex avaliativo, então, a titularidade deixou de ter qualquer relevância para a avaliação.
No meu agrupamento, feita a distribuição dos avaliadores, verificou-se que dos cerca de 150 professores, apenas 1 será avaliado por professor titular.
Fevereiro 23, 2009 at 5:08 pm
Titulares!
Ainda gostaria de ver em que reino desta velha Europa existe essa espécie iluminada!
Estude-se o assunto e se houver outro exemplo, calemo-nos.
Fevereiro 23, 2009 at 5:12 pm
#4,
Eu publico os textos que me chegam com indicação de divulgação, concorde eu com eles na totalidade ou não.
Não há nenhuma inflexão em nada, com base na publicação deste texto, apenas o desejo de publicitar todas as posições que assim o desejarem.
A minha posição pessoal é conhecida, assim como a sua evolução.
Inicialmente, antes das simplificações, a exigência da aplicação extensiva do modelo, para demonstrar a sua inexequibilidade.
Com a simplificação achei que se método já não daria os seus resultados, pelo que optei por recusar ser avaliado no modelo faz-de-conta.
Fevereiro 23, 2009 at 5:13 pm
Lembro-me de na altura alguns colegas estarem com dúvidas em concorrer a Titular.
Realizou-se uma reunião sindical e o conselho do sindicalista foi no sentido de concorrerem, pois não se sabia quais as consequências no futuro!
Fevereiro 23, 2009 at 5:16 pm
Exercício prático:
Recuem até à abertura do concurso de titulares. Socratinismo na máxima força. Lei dos disponíveis, congelamentos nas progressões, novo ECD imposto pelo ME e tudo o mais que estava na altura na ordem do dia.
Imaginem que os sindicatos propunham: vamos boicotar o concurso de titulares. Que ninguém concorra.
Alguns, solidários, não concorriam. Mas outros, certamente, fá-lo-iam. No final, os que não tivessem concorrido, diriam, ao ver-se ultrapassados por colegas que tiraram partido da situação: Enganaram-me! E a culpa foi dos ______________! (preencher o espaço com o óbvio do costume)
Fevereiro 23, 2009 at 5:17 pm
Não acredito no que estou a ler.
Quando há uma tarefa para realizar, em que são exigidos objectivos, estes terão obrigatoriamente de serem formulados antes do início da dita tarefa. Não à beira do fim.
Este texto faz lembrar aquele saudoso jogador que deu um murro no estômago do àrbitro, os prognósticos só no fim.
Fevereiro 23, 2009 at 5:24 pm
#16
Maria Lisboa
Concordo, em absoluto, consigo mas, tem que ver que nem todos os titulares pensam da mesma forma.
Por estas bandas diziam com orgulho “mas eu sou titular”. Pessoalmente, não concordo nem discordo de quem concorreu. Depende da informação disponível……………………..
Estão a falar, no “opinião pública” da Sicn, sobre a violência nas escolas.
Fevereiro 23, 2009 at 6:24 pm
Querida Carlota Joaquina
O Viriato entregou os OI e tem a consciência tranquila não precisa de arranjar desculpas.
Estou convicto que este é melhor caminho.
No fim veremos o que é que a maioria consegui com a não entrega dos OI.
Mas mais do que a entrega, ou não, dos OI importa aqui o respeito por todas as opiniões.
Afinal somos professores, formadores de futuros cidadãos.
Fechando, ou não, os olhos, a verdade é que há muita “gente” que se está a aproveitar de posições de “poder” para intimidar outros.
Fevereiro 23, 2009 at 6:41 pm
#30:
Não é preciso ser bruxo para perceber que isto acaba com Bom para (quase) todos. Além disso, dará imenso jeito que alguns se tenham candidatado ao MB/Exc, pois a atribuição de algumas dessas notas permitirá que os socratinos possam alardear que fizeram a “diferenciação” e premiaram a “excelência” e não sei quê.
Os colegas que se prestam a esse papel podem achar que fazem uma grande coisa, mas estão a ser, na perspectiva do ME, e sem ofensa, os idiotas úteis.
Fevereiro 23, 2009 at 6:50 pm
Acabar com bom para toda a gente, se calhar é mesmo o que a maioria quer.Voltar ao sistema antigo, ai o saudosismo!!!!!
Mas temos que nos mentalizar que os tempos mudaram. Não podemos escapar de um sistema que remeta para a diferenciação.
E por muito que nos custe a admitir, não somos todos iguais.
Na minha escola há professores que eu considero melhores que eu (não me causa qualquer problema que tenham melhor classificação que eu)e há piores
O que temos de fazer é mostrar que este modelo de avaliação é demasiado burocrático.
Fevereiro 23, 2009 at 6:50 pm
Quando o bom senso regressar e for eliminada a divisão titulares/professores, vai ser feita muita história. Muitos estudos e muitos livros devem estar na forja. A amazon.com deve estar a contar com muita leitura, apesar do País ser pequenino, cerca de 10 milhões de habitantezecos.
Fevereiro 23, 2009 at 6:54 pm
Este texto está porreirinho! E se a luta se intensificar até aos limites do confronto físico, outro processo inteligente era batermos com a nossa cara valentemente nos pés dos gajos e atacar os bastões da polícia com os dentes!
Ana Maria, mais uma versão de quem nós sabemos, continua a tentar intoxicar as coisas. Mostre em que país é que este nazismo vigora, sff! Só isso!
Fevereiro 23, 2009 at 7:00 pm
#31
Há muitos colegas que se prestam a esse papel, muitos a aproveitar a oportunidade, muitos a alegar o que todos podem alegar: a família; os filhos; a precariedade da situação profissional; o receio de retaliações, de penalizações, de sanções; as necessidades do… cão ou do gato!
Ouvem-se as mais inacreditáveis e inverosímeis explicações, mesmo quando não se pedem…
As justificações parecem ser maiores da parte de quem entregou os OI e/ou pediu aulas assistidas.
Por que será?
Há aqui um padrão de comportamento?
Ou apenas uma consequência imediata do peso de uma consciência “pouco limpa”?
Já não sei quem comentou aqui (as minhas desculpas)que os amigos não precisam das nossas justificações e os inimigos não acreditam nelas…
E, neste caso, nem amigos ou inimigos justificam tanta linha.
Terminei!
Fevereiro 23, 2009 at 7:02 pm
Viriato esse paleio é bom para convenceres o Sertório…
Fevereiro 23, 2009 at 7:04 pm
Caro professor X
nazismo, porquê não entendo?
A diferenciação só existe no nazismo?
Então a forma de governo em todos os países industrializados deve ser o nazismo, uma vez que em todos, nas diferentes classes profissionais, existe avaliação e consequente diferenciação.
Fevereiro 23, 2009 at 7:08 pm
#32:
Ana Maria, reconhecer que há professores melhores do que outros, na prática, é o quê?
Dizer-se por exemplo, que em resultado do preenchimento de não sei quantas fichas, o professor A vale 6,2 e o professor B vale 6,5. Para que é que isto serve?
Já pensou no dispêndio de tempo e de energias que é necessário para que aqueles valores, que classificam colegas e podem ser determinantes no seu percurso profissional, tenham um significado real e não sejam o resultado de pouco mais do que uma lotaria, como foi o concurso de titulares?
No final, estou convencido que o que se ganha (fundamentalmente, poupanças na progressão da carreira dos considerados menos bons) é muito menos do que o que se perde, no trabalho cooperativo, e não competitivo, entre colegas, e no centrar da actividade dos professores nos seus alunos, em vez de ser na avaliação do director ou do avaliador.
Fevereiro 23, 2009 at 7:08 pm
É acerca de colegas como o Sr António Duarte que eu falo.
Não respeita as opiniões que não coincidem com as suas.
Quem não tem a mesma opinião que ele é idiota.
Fevereiro 23, 2009 at 7:24 pm
José Viriato, escusa de se ofender. Eu não disse que o colega é idiota. O texto que escreveu e a forma como argumenta, embora não concorde consigo, levam-me a tê-lo na conta de uma pessoa inteligente.
O que pretendi dizer foi que quem colabora na implementação desta avaliação está a ser útil à legitimação das políticas do ME. E estará a fazê-lo contra os seus próprios interesses e o interesse da classe a que pertence.
Fevereiro 23, 2009 at 7:30 pm
Colega Reb
Aquilo que o colega Guinote fez (publicar o texto) chama-se democracia.
Quanto ao resto até pode ser só um professor a pedir aulas assistidas, não significa que vá ter excelente.
Aqueles que optaram por não pedir aulas assistidas fizeram uma opção de acordo com as sua ideologias. O facto de agora estarem com “inveja” dos eventuais MB ou excelentes que os outros possam ter fica-lhes muito mal.
Fevereiro 23, 2009 at 7:35 pm
#41
Inveja!!!???
Num modelo de avaliação destes só a menção de “MUITO IRREGULAR” será digna de ser invejada!
“Roma não paga a traidores!”
Fevereiro 23, 2009 at 7:37 pm
#42:
Não é inveja que está aqui em causa, embora esse seja um sentimento que os socratinos sabem explorar bem entre os Portugueses.
São outros valores, que não se aprendem na monodocência da Independente ou nos negócios do abate de sobreiros ou do fripór.
Honestidade. Justiça. Solidariedade.
Por exemplo.
Fevereiro 23, 2009 at 7:37 pm
Sabe sempre bem saber que neste mundo cão da engenharia política ainda restam alguns resquícios de ideologia.
Fevereiro 23, 2009 at 7:38 pm
Desculpem, o #43 era para o #41.
Fevereiro 23, 2009 at 7:38 pm
Colega António Duarte
Não estou ofendido, idiota até é um insulto suave relativamente aos que tenho ouvido na minha escola.
E lamento informa-lo mas a avaliação está mais do que implementada. À SR ministra pouco importa se quem definiu os objectivos foi o professor ou se foi o director da escola, estão definidos e pronto.
E quantos menos MB e excelentes houver melhor, mais se poupa e é só isso que eles querem.
Fevereiro 23, 2009 at 7:39 pm
Mais um castrado e/ou oportunista a desculpar-se apontando culpas a outros.
Fevereiro 23, 2009 at 7:48 pm
#46 joseviriato
À SR ministra pouco importa se quem definiu os objectivos foi o professor ou se foi o director da escola, estão definidos e pronto.
Neste aspecto concordo consigo. Os sindicatos ainda não se aperceberam que se os pces fazem e impõem os Ois a ADD fica em funcionamento. Tem sido esse meu ponto de vista e tentar chamar a atenção para o facto mas que não colheu apoio.
Fevereiro 23, 2009 at 7:49 pm
#46:
Neste momento, a questão do dinheiro não é problema para o governo. Gastam o que for preciso, se for para ganhar votos.
Depois das eleições logo acertam as contas.
Fevereiro 23, 2009 at 7:52 pm
#48:
Pois, Tollwut, mas aí, de um ponto de vista legalista, não se pode fazer nada, pois essa medida está prevista na lei. Já discutimos isso noutro post. Somos donos das nossas acções, não das do PCE.
Fevereiro 23, 2009 at 8:11 pm
Caro colega
O que tu queres sei eu!
Já agora o que pensas da lógica do que foi decidido na Madeira e nos Açores?
Qual destes modelos preferes?
Um professor destes países pode ou não concorrer para o nosso país?
Pensa também nestes pormenores.
Fevereiro 23, 2009 at 8:33 pm
O texto vai ao encontro das posições: http://educar.wordpress.com/2009/01/03/as-opcoes-perante-o-novo-simplex-2/
Não estava publicado mas já se conhecia o seu conteúdo.
Fevereiro 23, 2009 at 8:34 pm
Somos mesmo giros…!?
Tornámo-nos nos mestres da arte de esgrimir!
Aquele é alvo porque concorreu e chegou a titular…
Aquele é alvo porque não chegou a titular, mas queria…
Aquele é alvo porque entregou os OIs e afinal quer é ser avaliado…
Aquele é alvo porque não entregou os OIs , afinal não queria era ser avaliado…
Aquele quer ser avaliado, mas o avaliador não está à altura da tarefa…
Aqule não quer ser avaliador e oh que chatice, ele é que está à altura…
Aquele … aquele…aquele….porra! E se cada um olhasse para si, agora que todos se sentem outra vez de “barriguinha cheia”! E porquê? Por que será?
Fevereiro 23, 2009 at 8:42 pm
Para a Maria Lisboa,
«Podem acusar-me: “ah! Mas se concorreste a titular…».
Só acho que não se deve apontar o dedo a ninguém por ter entregue.
Vejamos a sua coerência:
«Durante o debate, soubemos que já havia, pelo menos, 3 pedidos de aulas assistidas.
.
Pessoalmente, esta informação “caiu-me muito mal”.(…)»
http://www.professorsemquadro.blogspot.com/
Houve reuniões para se decidir se deveriam ou não concorrer para titulares?
Foi ponderada e equacionada essa situação?
Fevereiro 23, 2009 at 8:47 pm
Não sei se É prof. o que sei é que quer fazer parte de um sistema que nada de bom e novo nos vai trazer.
1º Porque a avaliação não depende de si, e não se deixe enganar
2º Quer a gente queira quer não queira isto caminha para o ditador desculpe, o director, impor os seus objectivos, pois só assim ele poderá justificar as suas vitorias ou fracassos
3º Ou paramos esta censura agora, pois já devia ter sido em 2005, ou ….
4º Para o poder central estas medidas até podem melhorar os numeros, MAS para o futuro do país? Queremos e desejamos alunos, futuros dirigentes sem espirito critico habituados aos yes men?
5º não vou continuar, estou a comentar directo e nunca mais acabava.
um abraço a toda a resistencia
Fevereiro 23, 2009 at 8:49 pm
Caro José Viriato,
Compreendi perfeitamente a sua posição, embora não concorde consigo.
Mas, eram necessárias tantas linhas para tentar justificar o que, só por si, não tem pés nem cabeça?
Parece-me que não era necessário tanto… ou no seu íntimo existe alguma dúvida?
É que é costume dizer-se que “quanto mais te explicas, mais te enterras”!
alebana
Fevereiro 23, 2009 at 9:12 pm
Caro Viriato
A leitura do seu texto incomoda-me profundamente porque tenta justificar aquilo que é injustificável..pretende convencer-se a si próprio,tranquilizar a sua consciência, deixar de ter vergonha por ter possibilitado que este sistema irracional vingue??É que foi isso que fez, “torceu como o spagetti”; se tivesse tido a coerência intelectual e ética necessária não teria sucumbido a pressões ou ambições…Neste momento estou a deixar de gostar de ser professora porque as fracturas que este sistema está a provocar são excessivas para aqueles que fazem do ensinar a sua missão existencial.Espero que consiga viver com a sua decisão e accção…
Numa democracia não é o medo que nos governa é a razão e pode racionalmente defender este modelo de avaliação? Cumprimentos
Fevereiro 23, 2009 at 9:43 pm
# 54
Se se deu ao trabalho de transcrever essa frase, deveria ter tido a correcção de transcrever a justificação que dei para dizer que me caiu mal essa atitude!
“Pessoalmente, esta informação “caiu-me muito mal”.
Não porque não respeite as opções dos outros. Não porque entenda que as pessoas não têm o direito de exercer os seus direitos, mesmo que contra a maioria, se entenderem que estão a ser violentadas nos seus princípios, mesmo que não concorde com elas. Não porque, uma atitude democraticamente estabelecida possa ser imposta a todos, de igual forma e “pela força”, se estes não estão de acordo com ela e se agem dentro da lei – estaríamos a ser iguais às pessoas de quem nos tentamos defender, neste momento.
.
“Caiu-me muito mal porque:
- nem da 1ª vez, nem da 2ª, os referidos colegas se dignaram estar nas reuniões/encontros para debater as questões, para defender as suas opções, para participar nas decisões, argumentando a favor do cumprimento dos procedimentos em causa;
- tendo conhecimento deste 2º debate, tendo, ainda tempo, dentro do prazo estipulado, para exercer os seus direitos, para além de não irem defender as suas posições, não se deram sequer ao trabalho de esperar para saber qual a decisão que os colegas do agrupamento tomariam;
- na sua ânsia de exercerem os seus direitos, não se questionaram quanto aos direitos do avaliador; até podiam exigir outro avaliador que não o da escola porque reúnem condições para tal, e não o fizeram.
Para mim, acima dos direitos de cada um, existem questões de ética, hombridade e respeito pelos outros que definem carácteres e atitudes.
Reconheço, o direito a que cada um exija aquilo a que tem direito, ainda por cima quando se encontra dentro dos limites do legalmente estabelecido, mas lamento, profundamente, a falta de princípios reflectida nas atitudes tomadas.”
http://professorsemquadro.blogspot.com/2009/01/confirmao-da-deciso-de-suspenso.html
Foi por isto que a atitude dos colegas me caiu mal.
De resto, não tenho nada a argumentar. Reconheço-lhes o direito para tomarem as suas opções, tal como exijo que mo reconheçam a mim.
Continuo a falar-lhes e a tratar de assuntos de escola com eles como se nada se tivesse passado porque não é minha função condená-los.
Como nota, deixo mais um reparo: esses mesmos colegas, passados dias, resolveram vangloriar-se de que sem competição e havendo quotas para cumprir estariam na “calha” para os EXC e para os MB.
É atitudes deste tipo e do tipo das anteriores que condeno e que me caem mal!
Nada tenho contra a coerência de atitudes. Prezo-a muito… esteja ou não de acordo com elas! Só têm que ser coerentes com os princípios que defendem!
Quanto ao haver reuniões para decidirmos se concorríamos a titulares ou não, não a convocámos formalmente. No entanto, juntámo-nos, todos, na sala de professores e equacionámos, em conjunto, os prós e os contras, demos a nossa opinião e decidimos candidatar-nos. Aliás, equacionadas que foram as hipóteses chegámos à conclusão de que iríamos ter que desempenhar os mesmos papéis, candidatássemo-nos ou não.
Fevereiro 23, 2009 at 9:52 pm
Estamos no fim de Fevereiro e vão acontecer 3 épocas de eleições.
Falta alguma tomada de posição dos partidos políticos.
Fevereiro 23, 2009 at 9:54 pm
#58 Maria Lisboa
Neste contexto, é mesmo de toda a coerência, e para mim muito esclarecedor, que os EXC e os MB sejam ‘dados’ a estes ‘colegas’.
Não falo por inveja, falo por alívio de não ter de sentir o peso dessa vergonha.
Fevereiro 23, 2009 at 9:56 pm
O PSD vai acabar com a separação da carreira?
Fevereiro 23, 2009 at 10:00 pm
O PSD é muito nosso amigo. Nem imaginam…
Fevereiro 23, 2009 at 10:03 pm
Não concordo com a argumentação do José Viriato. E não é especialmente por discordar da conclusão (apesar de também discordar dela), mas porque acho que parte de duas premissas arriscadas ( a primeira mais do que a segunda):
1ª A de que a contestação de “braços cruzados”, como lhe chama, partiu dos professores avaliadores.
2ª A de que todos preencherão as grelhas de autoavaliação.
Portanto, a conclusão de que o ME ficará a cantar vitória não se segue de modo necessário e, muito menos, a de que a opção por não entregar OI é uma via de “braços cruzados”.
Tudo dependerá do que formos capazes de continuar a fazer e a comunicar. E da boa-fé dos que contestam, independentemente das crenças quanto ao caminho escolhido.
Fevereiro 23, 2009 at 10:12 pm
Eu acho muito bem que haja gente que se tenha aproveitado da luta dos outros e/ou até renegado a própria luta que encetou. Esses vão ser os “excelentes”, não é?… É a esses que, no meu agrupamento, eu vou dizer: “faz tu… tu é que sabes… tu é que és o/a excelente”!
(aliás, assim que houve titulares abandonei todos os cargos que tinha a “favor” deles: ficaram furiosos… mas é a vida que escolheram… que se há-de fazer?)
Fevereiro 23, 2009 at 10:19 pm
#64:
Também me faz confusão que alguns colegas, que até ficaram chateados por não acederem à titularidade, aceitem cargos que, pela lógica, deveriam ser dados aos titulares.
Fevereiro 23, 2009 at 10:27 pm
#65
No meu agrupamento há muita gente “furiosa”: titulares e não titulares.
Mas há quem chore ao pé de mim que tem muito trabalho… mas não faz nada para “alijar a carga”!
Eu fiz… e agora vivo com relativa tranquilidade e paz! Vale-me o Xanax…
Não sou titular (mas sou QE, se é que ainda vale de alguma coisa), não entreguei os OI e estou em diferendo com o ME… que já ligou para a minha escola porque reclamei e não enviei um documento que citava na reclamação! Hehehehe…
Vou concorrer para sair de onde estou… e se conseguir… tenho a dúvida sobre quem me vai avaliar. Se é que vou ser avaliado… se não sair antes, sei lá…
Fevereiro 24, 2009 at 12:50 am
Quando alguém se pretende justificar sem que lhe tenha sido pedio, é porque tem consciência intranquila.
Quando se pede para que ninguém entregue OI, (bem ou mal foi essa a tendência),o que se pode chamar a quem pede aulas assistidas?
Concerteza alguém que vê a oportunidade de no contexto da minoria ter um excelente!
Suponho que sou um de dois que na minha escola não assinaram os OI propostos pelo PCE. Julgo que esta embrulhada vai continuar, porque é mais útil ao governo dizer que esta mistura é uma avaliação concretizada, do que assumir qualquer derrota ou recuo.
Estou convicto que esta nunca vai ser uma avaliação que venha a vingar. Há-de cair por si mais cedo ou mais tarde. No entanto é provavel que venham a existir oportunistas beneficiados e lutadores prejudicados.
Fevereiro 24, 2009 at 3:01 am
Já vi outras pessoas (algumas que me espantaram) a defender o que o Viriato defendeu. Mas até poderia estar de acordo, se todos em conjunto, tivessemos enveredado por essa forma de luta (embora duvide).
Mas como não foi essa a forma de luta escolhida… Vamos agora mudar a meio… Só serviu para nos dividir.
Li aqui, vários casos de escolas em que só dois ou três professores é que não entregaram os OI. Como na minha, foi aprovada uma moção de suspensão da ADD e só eu e outro é que não os entregámos, gostaria de saber se esta está a ser a regra.
Alguém conhece dados actualizados do que se passa nas escolas de portugal?
Fevereiro 24, 2009 at 12:16 pm
Viriato, não entregar OI’s é cruzar os braços?
Bolas! Ficar com ameaças mais ou menos veladas e pendentes sobre a cabeça é cruzar os braços?
Atitude mais radical que esta só ir de G3 em punho pelo ME adentro…
Ao contrário do que diz (estratégia para se autodesculpabilizar?), cruzar os braços é alinhar com este modelo. E houve vários graus de alinhamento: os que entregaram OI’s e os que pediram aulas assistidas. Estes últimos são os colados ao modelo. Do pior, sabendo que vão ficar com classificações superiores num universo extremamente reduzido de colegas. Trata-se de uma atitude altamente reprovável e pouco abonatória do carácter de quem a tomou.
Fevereiro 24, 2009 at 7:11 pm
Voltaremos a este assunto depois de TODA A GENTE ter entregue a auto-avaliação. Será o descruzar dos braços de muita gente, mesmo.
Fevereiro 24, 2009 at 7:13 pm
#69
Pedir aulas assistidas não estava ao alcance de TODOS? Então, quem não pediu, não deveria falar sobre o carácter de quem pediu. Porque quem pediu também pode dizer que o que os outros querem é não fazer nada e ter o seu Bonzinho com pouco trabalho. CAda um fale por si e assuma-se.
Fevereiro 24, 2009 at 7:16 pm
Em tempos, a palavra dada não era revogada sob pena de alguém sem princípios, hoje damos o nome e depois faz-se o contrário.
Outros tempos.