Presidentes de Conselhos Executivos denunciam “pressão” do Ministério da Educação
A docente que este mês foi escolhida para porta-voz dos 212 presidentes dos conselhos executivos que contestam a avaliação dos professores, Isabel Le Gué, interpretou hoje como “uma forma de pressão” e “uma manobra intimidatória” a mensagem de correio electrónico enviada pela Direcção Regional de Educação do Centro (DREC) para escolas daquela área do país, em que se pergunta qual “a posição da Comissão Executiva relativamente aos docentes que não entregaram os Objectivos Individuais”.
“Não vejo que utilidade possa ter essa informação para a DREC ou para o Ministério da Educação”, disse, quando contactada pelo PÚBLICO, Isabel Le Gué, presidente do Conselho Executivo (PCE) da secundária Rainha D. Amélia, de Lisboa, considerando que o objectivo “só pode ser pressionar, no pior sentido”.
Contesta, em concreto, aquela pergunta, enviada, pelo menos às escolas da Região Centro, no âmbito de um inquérito em que se pedem, também, o número de professores que entregaram objectivos, o dos que os não entregaram, o dos que requereram avaliação científico-pedagógica e avaliador do próprio grupo disciplinar e ainda o daqueles que pediram dispensa de avaliação.
“Que relevância tem a posição do PCE em relação aos que não entregaram os objectivos individuais? Infelizmente, só posso interpretar a pergunta como uma manobra intimidatória, como forma de levar os PCE a agirem – não com o propósito que devia ter qualquer avaliação, a de melhorar o desempenho dos avaliados – mas sim por medo de serem prejudicados”, reagiu Isabel Le Gué.
Na sua perspectiva, a intenção “poderá ser impedir o movimento [de PCE contestatários] de crescer. “Somos muitos, mas podemos vir a ser muitos mais e penso que esta será uma maneira de nos tentarem silenciar”, acusou.
O PÚBLICO contactou um elemento da assessoria de imprensa do Ministério da Educação, que se escusou a comentar a denúncia, alegando que “é momento de avaliar e não de comentar assuntos relacionados com a avaliação”.
Fevereiro 17, 2009
Fevereiro 17, 2009 at 10:55 pm
«“é momento de avaliar e não de comentar assuntos relacionados com a avaliação”.»
Uma atitude típica de justiceiro-convencido.
Fevereiro 17, 2009 at 11:31 pm
Repito: Amigos e colegas Paulo, Reb e Cia.Lda.
EStamos prontos para o que for, simplifiquem, apenas, um pouco as coisas… Façam uma petição com o texto e quem quiser subscreve, isto não é difícil nem pedir muito, o próprio GP pode ajudar…
Fevereiro 17, 2009 at 11:33 pm
Petição ? Onde’ Onde?
Fevereiro 17, 2009 at 11:35 pm
#3, Olhe para o chão.
Fevereiro 18, 2009 at 1:19 am
Inadmissível.
Isto tem que levar uma volta, rapidamente.
Fevereiro 18, 2009 at 9:14 am
Vergonhoso, inadmissível e “pidesco” é o que se pede aos PCE(s) !
Não podemos deixar passar estas situações sem nos indignarmos verdadeiramente!
Fevereiro 18, 2009 at 9:56 am
A pergunta é qual “a posição da Comissão Executiva relativamente aos docentes que não entregaram os Objectivos Individuais?”.
Eu se tivesse no lugar dos PCE’s responderia muito simplesmente: “Aplicar o que se encontra instituído na lei.” Não dizia mais nada porque sobre esta matéria existem visões diferentes sobre o que lei determina. A DRE recebia uma resposta e eu aplicaria posteriormente a minha interpretação da lei.
Fevereiro 18, 2009 at 6:16 pm
Direcção Regional de Educação do Centro nega que e-mail enviado aos Conselhos Executivos tivesse qualquer objectivo de “pressão ou intromissão”
Pergunta sobre professores que não entregaram objectivos foi “um lapso”
Graça Barbosa Ribeiro
Os presidentes dos Conselhos Executivos das Escolas que haviam sido chamados a revelar qual a sua “posição relativamente aos docentes que não entregaram os objectivos individuais” foram hoje contactados por um responsável da Equipa de Apoio às Escolas de Coimbra, que lhes disse que a pergunta foi feita “por lapso” e os dispensou de responder.
http://www.ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1365708
Fevereiro 18, 2009 at 7:14 pm
#8
Muuuuuuuuito interessante…
Só que se calhar não foi só esse “lapso” que cometeram…esforcem-se mais um bocadinho e encontram mais uns 50 ou 56…
Vá, puxem pelo neurónio independente que ainda lhes resta…
Fevereiro 18, 2009 at 11:56 pm
Grande, grande post…
Abraço,
——
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Fevereiro 19, 2009 at 5:12 pm
Hummmm..
Foi um “lapso….
Mas não um “Lapsus linguae”….
Talvez um “lapsus… papirus” ?? ou assim…
Ou um lapsus …faxus”…