There is a conspiracy to deny children the vital lesson of failure
Parents, teachers and ministers are all engaged in a deception over our exam system says the former chief inspector of schools
Sitting at the back of the classroom, I cringed. A pupil had given an answer that betrayed his complete misunderstanding of the question. His teacher beamed. “Well done, Johnny,” she said, “that is fantastic.”
Why, I asked her afterwards, had she not corrected his mistake? She looked at me as if I were mad. “If I’d told him that he’d got it wrong he would have been humiliated in front of the rest of the class. It would have been a dreadful blow to his self-esteem.” With a frosty glare she left the room.
Have you looked at your children’s exercise books recently? The odds are that the teacher’s comments will all be in green ink. Red ink these days is thought to be threatening and confrontational. Green is calm and reassuring and encouraging. If you read the comments, you will probably find that they are pretty reassuring and encouraging, too. The work may not be very good, but the teacher appears to have found it inspirational.
One of my Sunday Times readers wrote in recently to ask why her son’s headmaster was so reluctant to tell parents whether children had passed or failed internal school examinations. His line was that school tests were meant to diagnose weaknesses rather than to give a clear view of a pupil’s grasp of the subject. He wanted to help his pupils do better and he was worried that honesty might demotivate pupils who were not achieving very much. Did I, she asked, think this was a very sensible idea? I replied that I did not.
Fevereiro 15, 2009
Elementar Bom Senso
Posted by Paulo Guinote under (In)Sucesso, Aprendizagens, Infância[20] Comments
Fevereiro 15, 2009 at 10:35 pm
Artigo completamente actual e que nos faz reflectir!…
Fevereiro 15, 2009 at 10:37 pm
Chamem o Daniel Sampaio que ele vai dizer que a escola exigente, “das elites”, é coisa do passado e que o que interessa é a relação de afectos, o aumento da auto-estima que a escola proporciona à manada de deficientes intelectuais que vão ser despejados na selva do mercado capitalista.
Por isso é bom que comecem cedo, desde os 3 anos de idade, a habituarem-se a um horário de trabalho de 12 horas, passadas nas creches, e depois mais 12 anitos nas escolas inclusivas e terapêuticas, de onde sairão completamente “socializados”.
Fevereiro 15, 2009 at 11:20 pm
Excelente. Alguém devia aprender com eles… Parece que a nossa moda de agora já passou por lá nos anos 70…
Fevereiro 15, 2009 at 11:49 pm
Há dois anos, dei uma disciplina chamada Modelos Pedagógicos num CEF de Apoio à Infância.
Lembro-me de as minhas alunas contarem que as educadoras dos jardins-de-infância onde estagiavam as instruiam para nunca usarem a palavra “não”.
Então e como é que dizem a um menino que não pode fazer isto ou aquilo?, perguntei. Resposta: não dizemos. Quando muito, dizemos para fazer aqueloutro!
Não imaginam o quanto ficaram espantadas perante o meu espanto.
Fevereiro 16, 2009 at 12:04 am
Bom artigo.
Vou guardar.
Nos meus ex-files.
Fevereiro 16, 2009 at 12:08 am
#4
Isso é muito vulgar no 1.º ciclo e nos JI.
Mas até funciona, nas salas de aula destes níveis há pouca indisciplina.
Fevereiro 16, 2009 at 1:22 am
A semana passada apareceu-me uma aluna (podia ser aluno, dava no mesmo, m/f) que não sabia utilizar uma vassoura.
Em tempo, a minha sala tem te ficar impecável no final da cada aula!
Fevereiro 16, 2009 at 9:31 am
Há três anos a propósito de discussão de “projecto educativo” da minha escola “escrevinhei” meia dúzia de dicas para atear a fogueira das opiniões…
…o que se segue é uma delas.
_________
Vejamos : é tão claro assim que a auto-estima e autoconfiança sejam factores de formação de cidadãos conscientes e felizes ?
Será que a auto-estima e autoconfiança podem constituir objectivos por si próprios, para que se fale em fomentá-los, ou devem resultar dos sucessos noutras etapas ?
Será desajeitado dizer-se que até muitos acidentes de viação ( ou outros ) resultam de auto-estima e autoconfiança encapotadas?
E quantos desaires terá o adolescente a quem se “fomentou” estas características se, em adulto “amadurecido” ( não há idade certa para amadurecer, como se sabe), verificar que sua estima e confiança são apenas suas e que para os outros não passa dum imbecil?
E de que lhe servem se, mesmo convicto delas, não ganhar o reconhecimento dos outros?
Será que muitos comportamentos ,que hoje observamos , não são o choque desse excesso de estima e confiança a entrar em conflito com a confiança e estima de outros ( professores incluídos) à medida que o avanço na escolaridade vai tendo de perder a sua faceta quase exclusivamente lúdica ?
Fevereiro 16, 2009 at 11:05 am
Próximo guião para os X-files (ou talvez não): a acção começa com o transporte escolar, aguardando logo à saída da maternidade…
Fevereiro 16, 2009 at 11:08 am
#9
lol
Fevereiro 16, 2009 at 12:43 pm
Povo atrasado, o inglês!…
Researchers at Durham University have monitored A-level standards over 20 years. Each year they have compared the results that a group of students achieved on an aptitude test with their A-level grades. A student who achieved a grade C in 1988 would have been awarded a grade A in 2008.
Nós fizemos o mesmo em dois ou três anos!!
Fevereiro 16, 2009 at 12:56 pm
#8:
Muito bem visto, Aristides.
Fevereiro 16, 2009 at 1:07 pm
É bom saber que, nos países «desenvolvidos», há idiotas maiores do que os nossos.
Mas não perdemos pela demora: é só esperar mais uns tempitos e a idiotice cá chegará!
Fevereiro 16, 2009 at 1:15 pm
h5n1 #2 acertou na muge. Somos a maioría silenciosa, é a nós que cabe denunciar esta estupidez toda!
Fevereiro 16, 2009 at 1:16 pm
Peço desculpa pelo preciosismo, mas esclareço que a “muge” é uma semi private joke deste blog. Não venham “malhar” no nosso Português!
Fevereiro 16, 2009 at 1:19 pm
Está na hora do governo trabalhista inglês ir embora. Este post mostra até que ponto o ridículo chegou à educação anglo-saxónica. O programa “60 minutos” da CBS fez notar há alguns dias que esta é a geração que não aguenta uma pequena frustração no local de trabalho. Pudera, foram tratados pelos pais e pelo sistema educativo como “flores de estufa”!
Reparem também como o governo trabalhista inglês promoveu o sindicalismos xenófobo que alastra na Grã-Bretanha. Há dias para espanto meu julgava que estava perante uma alucinação: Gordon Brown apelava no Parlamento que o trabalho em Inglaterra é em 1º lugar para os britânicos enquanto que o líder conservador, David Cameron avisava Gordon Brown das nefastas consequências de tal apelo populista. Existe uma onda socialista na Europa que merece ser varrida do mapa, pelos votos claro!
Daqui para frente teremos que corrigir os testes a “verde” porque é uma cor de esperança… RIDÍCULO!
Fevereiro 16, 2009 at 3:48 pm
a ler: “Class Wars” do mesmo Chris Woodhead (antigo inspector geral da educação, publicado pela Litle, Brown em 2002.
Fevereiro 16, 2009 at 4:02 pm
Interessantíssimo artigo. Tenho pouco a acrescentar ao que comentou Aristides (este, não o Élio ou outro qualquer).
Tanta conversa fiada de exigir excelência a torto e a direito, e blá blá estamos inseridos numa sociedade competitiva, o mérito é tudo, temos de estar preparados para desafios ada vez maiores (geopolítica e gestão de conflitos a todos os níveis, ambiente,optimização e preservação de recursos naturais e outros…)e no fim de tudo… a escola serve para avalizar coisa nenhuma, ou pior, uma mão-cheia de idiotices (perdão pelo termo tão trauliteiro, digo, traumatizante, mas ainda me apetecia dizer outros mais fortes).
Vá, vá, o que estão para aqui a ler?!Atirem-se mas é às estatísticas, perdão, estratégias para sermos todos muuuito booons e cheios de sucksex
Fevereiro 16, 2009 at 6:30 pm
#6
DA, que diz?
Isso é que era bom!
Os meus ainda “cantam a tabuada” antes de saír.
E levam trabalhos de casa, fazem cópias, têm os erros devidamente assinalados. Uso caneta vermelha e digo NÃO sempre que é necessário. Um bocado à “antiga”, é certo, mas dá bons resultados, mesmo com os alunos “étnicos”.
Que eu saiba ninguém contesta. Sou muito amiga dos meus alunos, mas têm que trabalhar.Às tantas, os meus(alguns
) cabelos brancos e cara de poucos amigos ajudam um bocado.
Fevereiro 16, 2009 at 7:49 pm
Pipa – 19
Exagerei no “muito vulgar”.
Alguns professores do 1.º ciclo e educadores de infância usam esse método.