Janeiro 2009


p1240036p1240033p1240035p1240039

Fotos da Rosa Medina featuring a famosa bandeira, a Gata, a Reb, a Rosa, a Olinda e o sedutor de serviço.

p1240032p1240025

Fotos da Rosa Medina

Claramente identificáveis, para facilitar a vida ao SIS: Teodoro, Suomi, Fafe e Maurício.

conspiradores

Umbigo-MUP-APEDE, em som de fundo acho que o Octávio do PROmova

(estou mesmo a precisar de cortar o cabelo…)

Foto do João Francisco

p1240172p1240176

Fotos do Ludgero Brioa

a-bandeira-do-fafe

Foto do João Francisco

100_2181

Atenção ao penachinho amarelo na bandeira a servir de senha para o núcleo umbiguista.

Caro Paulo Guinote,
Junto envio a moção que suspende o Processo de Avaliação versão SIMPLEX no Agrupamento de Escolas Martim de Freitas, Coimbra. A moção foi aprovada com 132 votos a favor, um voto contra e nove votos em branco.
Um abraço
Miguel Dias

MOÇÃO

Os professores e educadores do Agrupamento de Escolas de Martim de Freitas, reunidos no dia 22 de Janeiro de 2009, entendem que as condições objectivas para a aplicação do modelo de avaliação do desempenho não se alteraram, tendo em conta os seguintes aspectos:

1. As alterações sucessivas do Modelo de Avaliação traduzem um reconhecimento inequívoco, por parte do Governo, da sua inadequação pedagógica e da sua inexequibilidade;

2. As alterações pontuais que foram introduzidas não alteraram a filosofia e os princípios que lhe estão subjacentes. Não obstante a designação Modelo de Avaliação, não o é efectivamente. Carece de natureza formativa, não promove a melhoria das práticas, uma vez que assenta na seriação dos professores para efeitos de gestão de carreira;

3. As alterações emanadas do Governo mantêm o essencial do Modelo, designadamente, alguns dos aspectos mais contestados, como a existência de quotas para Excelente e Muito Bom, desvirtuando assim qualquer perspectiva dos docentes verem reconhecidos os seus efectivos méritos, conhecimentos, capacidades e investimento na Carreira;

4. Outras alterações como as que têm a ver com as classificações dos alunos e abandono escolar são meramente conjunturais, verificando-se que esses aspectos serão posteriormente retomados para efeitos de avaliação;

5. A implementação do Modelo de Avaliação imposto pelo Governo significa a aceitação tácita do ECD, o qual dificulta o ingresso na carreira e promove a sua divisão artificial em categorias.

Os professores e educadores do Agrupamento de Escolas Martim de Freitas reafirmam a sua inteira disponibilidade para virem a ser avaliados no seu desempenho docente por um novo modelo de avaliação que privilegie a dimensão formativa, numa perspectiva contínua, assente no trabalho cooperativo, que reconheça o mérito pela competência científico-pedagógica.

Apelam a que se substitua o actual Modelo de Avaliação por um Modelo consensual e pacífico, que se revele exequível, justo e transparente, de forma a melhorar o serviço educativo público e a dignificar o trabalho docente, promovendo assim uma Escola Pública de qualidade.

Tendo em consideração o que foi referido anteriormente e coerentes com todas as tomadas de posição que têm assumido ao longo deste processo, reafirmam a sua vontade em manter a suspensão do Modelo de Avaliação.

… e já expliquei pessoalmente parte das minhas razões ao pessoal dos movimentos. Quando a adesão a manifestações entra em queda, radicalizar formas de luta faz-me achar que alguém acha que gritar mais alto é gritar melhor.

Professores: movimentos independentes sugerem greve por tempo indeterminado

Que me desculpem os mais inflamados se sou demasiado tacticista e acho que isto não vai lá apenas à pedrada e perdendo a opinião pública com exageros com timing errado. E até fico com um sorriso de orelha a orelha quando uma amiga me chama «c******* do sul».

E antes que saibam por outras vozes, disse-lhes pessoalmente e fica aqui claro, preto no branco com verde em fundo.

100_2184100_2186100_2188

Não digo que estivessem muito mais de 2500  docentes, mas não é preciso exagerar na diminuição dos presentes.

Já parece a disputa de números entre ME e sindicatos sobre a adesão à greve, em que todos perdem a credibilidade.

Garcia Pereira diz que avaliação e Estatuto da Carreira Docente violam regras da Constituição

Garcia Pereira, que esteve presente este sábado na manifestação de professores, disse esperar ter pronto dentro de poucas semanas um parecer jurídico que lhe foi encomendado por Paulo Ginote, professor e autor do Blogue «A Educação do meu Umbigo».

Em declarações à TSF, o advogado afirmou que o processo de avaliação dos professores e o Estatuto da Carreira Docente violam várias regras da Constituição Portuguesa.

«Há várias violações de princípios constitucionais que poderão fundamentar o desencadeamento dos meios que os professores entenderem mai adequados, com vista à reposição da legalidade», apontou.

Professores em Belém para pedir fim do silêncio de Cavaco Silva

Cerca de dois mil professores, um número muito aquém dos 15 mil esperados pelos movimentos independentes, concentraram-se esta tarde frente ao Palácio de Belém. Os docentes rumaram à residência oficial do Presidente da República para manifestar a sua insatisfação relativamente ao estatuto da carreira docente.

Um dos movimentos justificou a fraca adesão com a desorientação sentida pela classe, pelo que admite um apelo à greve por tempo indeterminado.

Os movimentos independentes de professores que convocaram o protesto deste sábado criticaram o “silêncio conivente” de Cavaco Silva em relação à política educativa do Executivo Sócrates, uma das razões que os levou a rumar a Belém.

Os docentes querem sensibilizar o Presidente da República para o que consideram o “conflito social” vivido nos últimos meses pelo sector da Educação.

“Queremos estar perto de um local onde tem morado muito silêncio. O Presidente de República não pode esquecer os professores como fez na mensagem de Ano Novo”, acusou Ilídio Trindade, do Movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP).

Estes docentes estão preocupados nomeadamente com “o clima de perturbação” que o modelo de avaliação de desempenho “esta a provocar nas escolas”, razão que os leva a pedir a intervenção de Cavaco Silva “num momento de tudo ou nada em que a luta tem sido longa e desgastante”, acrescentou aquele dirigente.

Ricardo Silva, da Associação dos Professores em Defesa do Ensino (APEDE), lamentou frases de dirigentes governativos que “espelham as ofensas, os insultos e a forma vergonhosa como os professores têm sido tratados pelo Governo e pelo Ministério da Educação”.

Octávio Gonçalves, do Movimento Promova, considerou por seu lado que “já não é possível Cavaco Silva ignorar a contestação dos professores” e lançou esse apelo à greve por tempo indeterminado e ao voto nas legislativas em outros partidos que não o PS.

Perante o regresso do caso Freeport o espaço que sobrou para a manifestação de hoje junto a Belém na comunicação social foi muito reduzido.

sol24jan09

Sol, 24 de Janeiro de 2009

Esperemos que no final do dia exista matéria para alguma análise na imprensa de amanhã e para reflexão em matéria da promoção de mais destas formas de contestação e mobilização dos docentes.

Escolas ainda esperam chegada dos ‘Magalhães’

(…)
Governo diz que entrega sete mil computadores por dia

Treta… se fosse assim num m~es estaria distribuídos – só nos dias úteis – mais do que aqueles que estão desde o início do ano lectivo.

A imprensa de sábado pode escrever o que quiser (Expresso, Público, Sol), que eu esou com o sempre fiel JN e tenho para mim que o actual primeiro ministro está completamente livre de qualquer suspeita de ter qualquer contacto indevido com o tal Charles Smith (nome próximo de José Silva, em português) de que se fala.

Razão: em nenhum momento o Inglês-à-época-nem-sequer-Técnico (Tecnischas Englishas para os conhecedores) de José Sócrates permitiria qualquer comunicação razoável com o bife.

Eu cá acho que este argumento é perfeitamente imbatível e derriba, à partida, qualquer cabala que andem a montar com o nosso primeiro.

Patrick Watson and the Cinematic Orchestra, To Build A Home

Para a Maria João Santos.

Neste caso é uma calendarização de todo o processo de avaliação que assume que os docentes que não apresentem os Objectivos Individuais não querem ser avaliados.

Só que, nunca é por demais repetir, essa conclusão é ilegítima já que no ECD o processo de avaliação, para o avaliado, começa com o preenchimento da ficha de auto-avaliação e não há decreto regulamentar que possa enxertar uma nova fase num decreto-lei.

Anexo: calendarizacao_avaliacao_de_desempenho08-09.

cartaz-da-manif

(c) Protesto Gráfico

Para além dos contactos pessoais, vão-me também chegando documentos de diversas origens, desde os famosos requerimentos para se pedir a avaliação a notificações para os incumpridores dos prazos se justificarem, não esquecendo uma nova geração de grelhas.

Em seguida deixo um modelo de grelhas de 3ª geração, no qual o hábil grelhador conseguir incluir no ponto 3 de forma pouco disfarçada, como factor de avaliação, os resultados dos alunos.

Anexo: objectivosindividuaisesajan09.

Gostaria, após a leitura de alguns mails e de alguns telefonemas, de deixar aqui duas questões incómodas e que me me estão a deixar entre o irritado e o preocupado com a conduta de alguns protagonistas em todo este processo:

  • Antes de mais a pressa que alguns órgãos de gestão demonstram em intimidar os colegas que não entregaram ou declararam não entregar os Objectivos Individuais, ameaçando-os com procedimentos disciplinares ou usando expressões intimidatórias que em nada abona o seu civismo, em especial quando alguém chamou «chantagistas» aos manifestantes de Novembro.
  • Em seguida, a (in)coerência de muitos daqueles que teriam como missão esclarecer e encorajar os colegas nas escolas mas que, aqui que ninguém nos ouve dizem alguns, acabam a aconselhar a entrega dos O.I. e, para rematar melhor, os entregam ele(a)s próprio(a)s nos prazos acordados.

Continuo a achar que a quantidade de docentes que manterão uma atitude de não adesão aos procedimentos (neste caso abusivos) será significativa e que o bom-senso, mesmo dos insensatos, impedirá atitudes de ajustes de contas com este pretexto. Mas a verdade é que o clima começa a tornar-se irrespirável num número crescente de escolas e, neste momento, é a coesão do sistema de ensino público que está em causa.

Pelos piores motivos e, em tantos casos, pelas piores das fraquezas humanas.

Caro colega:
É com imenso prazer que lhe comunico e solicito que divulgue no “A Educação do meu umbigo” o resultado de mais um anti-simplex.
Escola Secundária/3 Pinhal do Rei – Marinha Grande
Total de professores na escola: 71
Professores na reunião: 61
Sim : 44 – 72,1%
Não : 8 – 13,1%
Votos em branco: 9 – 14,8%

Abraço:
Armando Agostinho PQND Dep. Curr. Educação Física

MOÇÃO 1: TOMADA DE POSIÇÃO SOBRE O MODELO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO

Os professores da Escola Secundária/3 de Pinhal do Rei suspendem a entrega dos objectivos individuais relacionados com o processo de avaliação em curso – assente no modelo de avaliação regulamentado pelo Decreto Regulamentar nº2/2008, de 10 de Janeiro, à semelhança do sucedido em várias escolas do país, como é do conhecimento público.
Entendem que as centenas de milhares de manifestações públicas de desacordo com as actuais propostas da tutela reforçam a legitimidade da classe profissional, de resto retratadas nas sucessivas alterações do modelo de avaliação, provando o reconhecimento de parte da sua inexequibilidade.
As alterações pontuais introduzidas no modelo, pelo Decreto Regulamentar nº1-A/2009 de 5 de Janeiro, não alteraram a filosofia e os princípios que lhe estão subjacentes (continuam a promover a divisão artificial da carreira, a não reconhecer o mérito profissional pela imposição de quotas cujo único propósito é servir a gestão administrativa da carreira, vedando a progressão a muitos docentes de elevado profissionalismo). O horizonte temporal desta versão do modelo tem como limite o término do ano civil de 2009, regressando em 2010 à versão inicial, regulada pelo Decreto Regulamentar 2/2008.

Deste modo, os professores presentes na Reunião Geral decidem:
1)      Manifestar o seu direito a ser avaliado através de um modelo que seja justo, testado, simples, formativo e que, efectivamente promova o mérito pela competência científico-pedagógica;
2)      Manifestar repúdio pelo Decreto Regulamentar nº1-A/2009 de 5 de Janeiro que só introduz alterações temporárias e não elimina as injustiças do modelo original, que será reactivado no ano lectivo seguinte;
3)      Manifestar-se pela recusa da entrega dos objectivos individuais, solicitando à Presidente do Conselho Executivo que, aos signatários da presente moção, se digne proceder a anulação dos objectivos individuais apresentados em Novembro de 2008, considerando-os sem efeito a partir da presente data.

Escola Secundária/3 de Pinhal do Rei, Marinha Grande, 22 de Janeiro de 2008

« Página anteriorPágina Seguinte »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 293 other followers