SOS Professores Desinformados
Ex.ºs Srs.,
Estou metido em manifestações e reuniões há mais de um ano, e começa-se a desenhar um padrão que me é particularmente desagradável e muito frustrante.
Aos sábados manifesto-me, segunda feira reunimo-nos e planeamos formas de luta, a partir de terça, não se fala mais no assunto e alguns até aproveitam para ir entregando os objectivos e no próximo sábado em que houver jornada de luta, toca a tirar o cartaz e a t-shirt do armário, que aí vamos nós em romaria para a manifestação. Mas, andamos a brincar às manifestações? O aspecto folclórico e alegórico da luta chega para ficarmos contentes e com a sensação de dever cumprido?
Sou um professor sindicalizado há muitos anos e consigo continuar a ver que os professores, pelo menos os meus colegas, não são instrumentalizáveis, ao contrário do que alguns reclamam e outros desejam.
Não consigo compreender a falta de orientação, liderança e esclarecimento dos sindicatos dos professores, como é que depois das grandes manifestações se parou e se deixou arrefecer um processo que parecia bem encaminhado.
Procuro alguém que me explique como é que neste momento estamos a fazer a luta individualmente e escola a escola, ou melhor, professor a professor, já que, pelo menos na escola onde estou, é cada um por si e não sentimos nenhuma espécie de apoio.
Apenas conseguimos ouvir o silêncio.
Como é que se perdeu o timing e o momento criado pelas grandes manifestações? Estamos à espera de Junho para tomar iniciativas? ou será que estamos à espera das eleições e do aval das agendas politicas?
Enquanto o Correio da Manhã o DN e a TSF vão lançando informações e desinformações, e os despachos de gabinete ministerial se vão sucedendo a um ritmo impossível de assimilar, alguns intimidados resistentes continuam a lutar, mas com a duvida a surgir na mente.
Enquanto as cúpulas sindicais se degladiam para assumir protagonismo e alguns colegas obtém os seus 15 minutos de exposição mediática, outros, mais espertos, mas menos conscientes fazem contas aos dias que vão ganhar aos “Otários” que ao não entregarem objectivos perdem dois anos de contagem de tempo de serviço, outros ainda, fazem contas aos ganhos resultantes das passagens de escalão através de comissão de serviço e ainda, há os que fazem as contas aos ganhos resultantes dos cargos de direcção. Só por aqui, já podem ter uma ideia de onde e como vai ser investida a poupança obtida com os anos de congelamento de carreiras e de salários.
A hierarquização vertical e a divisão das carreiras são outros aspectos que permitirão aos professores serem meros preenchedores de fichas ou confirmadores de muito anunciadas estatísticas de sucesso escolar.
Os sindicatos merecem todo o meu respeito e continuo a ser sindicalizado, mas, para merecerem a representatividade eles têm realmente que representar. Representem-nos Porra!
O mundo tende para a justiça e ela pode tardar, mas chegará, mas, é preciso fazer alguma força nesse sentido, existe alguém com capacidade para liderar, sem ter no horizonte as eleições do outono?
As nossas lutas não foram em vão e alguns ganhos existiram, mas, se elas só serviram para tirar a cara do Dr. Lemos e da Dr.ª Rodrigues da TV e para colocar lá diariamente a cara do Dr. Pedreira, então, o resultado foi muito escasso e fizemos demasiada força para tão pouco ganho.
Dos 212 signatários do pedido de suspensão já somos só 4 que confirmadamente não vão entregar os objectivos, será que somos como aquele grupo de soldados japoneses que não receberam a noticia do fim da 2ª grande guerra e que ficaram 30 anos escondidos na floresta à espera do fim do conflito? Se assim é, alguém nos avise. Será que somos figurantes de alguma nova versão de “O Triunfo dos Porcos” ou do “Ensaio Sobre a Cegueira”? Alguém nos avise. É que corremos o risco de estar iludidos a pensar que somos um pequeno grupo de espartanos que vão impedir os persas de chegar a Roma ,e, mais tarde, vir a descobrir que tudo não passou de um sonho sem sentido.
Deixem-se de brincadeiras, tomem decisões e adoptem formas de luta sérias e consequentes, garanto que há professores com querer e com qualidade para uma luta a sério. Não dêem a desculpa do dinheiro, os trabalhadores do saneamento fizeram uma semana de paralisação sem tirar o lixo.
Alguém diga alguma coisa, o que é que se passa? “Está alguém em casa?!”
José Semedo
Janeiro 31, 2009 at 3:25 pm
Deixem-se de brincadeiras, tomem decisões e adoptem formas de luta sérias e consequentes, garanto que há professores com querer e com qualidade para uma luta a sério. Não dêem a desculpa do dinheiro, os trabalhadores do saneamento fizeram uma semana de paralisação sem tirar o lixo.
Em tempos falou-se de greve de uma semana, até mesmo por tempo indeterminado. Nessa altura havia muita gente disposta a seguir esse caminho. Agora…
Parece que não se quer entrar numa luta a sério.
Porquê? Têm medo de ganhar tal é o hábito da derrota?
Janeiro 31, 2009 at 3:29 pm
“Não dêem a desculpa do dinheiro, os trabalhadores do saneamento fizeram uma semana de paralisação sem tirar o lixo”
Pois eu defendo luta pura e dura!
Janeiro 31, 2009 at 3:30 pm
Professores!
Está na altura de deixarmos de ser subservientes, engolindo tudo o que se diz e imagina!
A união que a nossa classe tem demonstrado nos últimos dois anos não poderá perder-se, embora a estratégia governamental seja claramente dividir para reinar!
Se a força da unidade não prevalecer, terá de se adoptar a forma de luta da Batalha de Estalinegrado – cada um por si e sem olhar a medos/receios!
Neste momento não há lugar a soldados rasos, mas sim a Generais de 4 estrelas…é assim que todos se devem assumir!
Os Governos passam, os professores ficam…
Aguardo a nossa vitória!
Janeiro 31, 2009 at 3:33 pm
Eu achava mais simples não terem entregue os OI.
Se é pura e dura, recusa-se participar naquilo de que se discorda.
Acho eu.
Farei eu.
Janeiro 31, 2009 at 3:42 pm
4. Foi o que fiz Paulo…
Janeiro 31, 2009 at 4:45 pm
Homens de pouca fé! Não sou “criado” dos sindicatos, mas tb não sou contra eles! Todas as frentes contam! Não perdemos nada!E é natural que, por agora, alguns hesitem e falhem – devemos compreender isso, em vez de recriminar destrutivamente!Nos momentos baixos, basta que alguns resistam! Sempre houve e haverá aristocracias( chamem-lhe vanguardas ou o que quiserem,mas é o mesmo) As guerras são longas e têm altos e baixos. Mas estamos a reorganizar-nos… e a luta ainda nem a meio chegou! A impaciência é dos fracos.Ganharemos e os que agora soçobram, voltarão. Dêmos ânimo a quem precisa. Venceremos.
Janeiro 31, 2009 at 4:49 pm
Se a entrega dos Ois não for obrigatória,como se pensa,então também a luta pela não entrega não será assim tão dura, mesmo sendo muitos.
Precisam-se de outras formas de luta!
Se os professores pudessem declarar greve por tempo indeterminado sem os sindicatos, acho que o faziam.
Janeiro 31, 2009 at 4:55 pm
#7,
Duvido que isso fosse seguido por muita gente.
Se nem sequer conseguem não entregar o papelito sem olhar para o lado …
Janeiro 31, 2009 at 5:03 pm
#7
Não faziam.
Janeiro 31, 2009 at 5:35 pm
#7 Eu defendi aqui muitas veses uma greve prolongada. Agora tenho dúvidas. Por vezes atiramos culpas para os sindicatos, mas se estes convocassem uma greve prolongada, tenho impressão, depois daquilo que assisti na entrega dos OI, que seríamos poucos a fazer tal tipo de greve.
Temos que ter em mente que lutar implica coragem, prescindir de algumas comodidades e saber acima de tudo que corremos riscos. Ora temos que ser realistas; a maioria dos professores portugueses não têm a tal coragem necessária tal como os nossos colegas belgas, gregos e chilenos. E nem falo aqui da atitude radical dos colegas espanhóis, que perante uma situação semelhante há muito tempo atrás, resistiram estoicamente prescindindo do subsídio de férias. Este evento testemunhei pesoalmente dado que a minha cara metade tem família docente no País vizinho.
Paciência! Temos em primeiro lugar de conhecer por dentro a classe docente, e sabermos aceitar que não temos a coragem destes colegas de países estrangeiros que, enfrentando a opinião pública com duros sacrifícios, conseguiram derrotar os respectivos governos.
Assim cabe aos mais “corajosos”, escola-à-escola, captar as mentes e saltar para a frente da barricada. Isto é uma tarefa que demora tempo e que envolve uma entre-ajuda entre colegas.
Não adianta, assim, hostilizar aqueles que entregaram os OI’s porque estaremos a colocá-los do outro lado da barricada. Sei que “custa” às nossa próprias entranhas, mas temos de engolir “sapos” e tentar captar emocionalmente e racionalmente esses colegas para a CAUSA DA MELHORIA DA ESCOLA PÚBLICA!
Janeiro 31, 2009 at 5:35 pm
#10 ler “vezes” em vez de “veses”.
Janeiro 31, 2009 at 5:36 pm
Eu também acho que uma greve de longa duração poderia ser decisiva.
Temos bons exemplos, tanto de professores noutros países, como de outras classes profissionais em Portugal.
O problema é: quantos a fariam?
Janeiro 31, 2009 at 5:39 pm
Muito poucos…
Janeiro 31, 2009 at 5:41 pm
A inciativa dos “Umbiguistas” de tentar a via jurídica neste momento é neste momento, devido àquilo que explicitei no comentário #10, uma das vias que devemos apostar.
Não só, mas também!
Janeiro 31, 2009 at 5:45 pm
# 10 Pedro Castro
Aprecio bastante os teus comentários e em muitas ocasiões concordo com o que escreves.
Desta vez não concordo.
Não me parece que essa aliança se possa estabelecer.
Afinal o que vimos acontecer foi suficientemente esclarecedor, para não voltar a embarcar em ingenuidades.
Alguns vão conviver mal com a sua consciência por algum tempo, depois tenderão a esquecer porque “é a vidinha…”
A confiança, que é um dos elementos fundamentais na coesão social, está desfeita.
Por incrível que pareça o mesmo corre o risco de acontecer ao nível nacional em maior escala.
Janeiro 31, 2009 at 5:47 pm
#14:
Eu tenho neste momento uma acção do meu sindicato, em meu nome, por causa dos abusos dos horários. Estou curioso em saber se vai ter algum resultado. Desconfio um bocado da capacidade dos tribunais portugueses para “fazer justiça em nome do povo”, como é a tradição das democracias que se prezam.
Janeiro 31, 2009 at 5:51 pm
Vejo algumas pessoas cansadas disto e que alinham na coisa só para não se chatearem mais, esquecendo-se que, se não houver luta, no próximo ano aplicarão o modelo na íntegra e nada mais será como antes.
Se muitos não conseguem tomar decisões individuais, não seria preferível continuarmos unidos e tomarmos decisões em conjunto nas escolas?
Não compreendo a desmobilização de alguns grupos de docentes que aprovaram moções contra este modelo.
Janeiro 31, 2009 at 6:01 pm
#15 Leão, se neste momento houver uma convocatória à chilena eu lá estarei!
Mas, a amostragem, que te foi dada da entrega dos OI’s, não achas que irias para um campo de batalha com “poucos soldados” e “mal armados”?
Repara que eu estou aqui no Norte e há muita gente ansiosa para uma tal greve…
Mas olha para o Sul e a Grande Lisboa e o que me chega daí é desolador!
Janeiro 31, 2009 at 6:01 pm
Continuo a defender uma greve por tempo indeterminado.
Quem pode faz.
Quem não pode ou não quer, não faz.
Em princípio temos todos de ter presente 3 aspectos:
- É um direito, não é uma delito.
- Só tem impacto porque prejudica alguém.
- Os PRIMEIROS prejudicados são os grevistas.
Janeiro 31, 2009 at 6:03 pm
# 19, Leão achas que os dirigentes sindicais deveriam fazer a prova dos “nove” e convocar uma greve prolongada?
Janeiro 31, 2009 at 6:03 pm
#18 Pedro
Certo, certo!
Estamos de acordo, sim.
A saída terá de ser assumida por nós e não podemos esperar mais pela opinião pública, nem pela queda do governo, nem pela chegada do homem a Marte…
Janeiro 31, 2009 at 6:06 pm
#20 Pedro
É a hora!
Este é o momento certo.
Se não for agora, já não terão mais oportunidades tão apropriadas, até pelo panorama em que vamos entrar a nível nacional.
Os sindicatos, não tenho nada contra eles, deviam deixar-se de agendas políticas e defender a classe.
E agora…
É a HORA!!!
Janeiro 31, 2009 at 6:09 pm
Esperarmos pelo quê se este PM está envolto numa embrulhada de todo o tamanho e mesmo assim lá continua no poleiro?
Neste país não podemos esperar que os outros tomem a iniciativa se queremos mudar alguma coisa.
Eu continuo a concordar com uma greve prolongada ou por tempo indeterminado. Se marcarem eu faço. O problema está precisamente naquilo que o Pedro frisou. No norte há adesão à ideia, para os lados da grande Lisboa e para o sul nem por isso.
Mas também penso que o leão tem razão. Marcava-se a greve e quem a pudesse fazer fazia. Julgo que até os não grevistas fariam pelo menos 1 dia de greve.
Janeiro 31, 2009 at 6:12 pm
#22, Leão, mas para isso é necessário que pelo menos um sindicato tenha a coragem de a convocar…
Eles estão nessa?
Janeiro 31, 2009 at 6:13 pm
#22
Eu concordo.
Não querendo misturar assuntos, com o caso fripó no auge a greve vinha mesmo a calhar.
Isto precisa de ser agitado e com a projecção internacional devida.
Janeiro 31, 2009 at 6:15 pm
#24
Dúvida: quem é que pode convocar uma greve?
São só os sindicatos? Os movimentos não têm poder para isso?
Janeiro 31, 2009 at 6:17 pm
# 25, Jurema num País a sério, tendo em conta o caso Freeport, já haveria uma manifestação em frente ao Palácio S. Bento a pedir a demissão do PM.
Existe alguém neste momento a tentar organizar tal inciativa?
Janeiro 31, 2009 at 6:20 pm
# 26, Jurema,
Artigo 2º
Competência para declarar a greve
1 – O recurso à greve é decidido pelas associações sindicais.
2 – Sem prejuízo do direito reconhecido às associações sindicais no número anterior, as assembleias de trabalhadores poderão decidir do recurso à greve, por voto secreto, desde que na respectiva empresa a maioria dos trabalhadores não esteja representada por associações sindicais e que a assembleia seja expressamente convocada para o efeito por 20% ou duzentos trabalhadores.
3 – As assembleias referidas no número anterior deliberarão validamente desde que participe na votação a maioria dos trabalhadores da empresa e que a declaração de greve seja aprovada pela maioria absoluta dos votantes.
Janeiro 31, 2009 at 6:20 pm
#27
Pedro, num país a sério não seria necessário tal manifestação.
Das duas uma: ou o PM já se tinha demitido, ou o PR já o tinha posto a andar de patins.
Podemos sempre começar a organizar uma manifestação para isso… 8)
Janeiro 31, 2009 at 6:21 pm
# 28,
Empresa = ME?
Empresa = Escola?
Janeiro 31, 2009 at 6:22 pm
#28
Entendido. Nesse caso há que pressionar os sindicatos.
Janeiro 31, 2009 at 6:23 pm
#30
Por acaso estava a pensar nisso.)
A não ser que cada agrupamento avance para essa iniciativa…
Janeiro 31, 2009 at 6:25 pm
Jurema, temos um problema jurídico?
20% dos trabalhadores do ME poderão convocar a reunião para convocar a greve?
ou
20% dos trabalhadores da Escola poderão convocar uma reunião para decidir uma greve?
Se calhar poderemos ter descoberto o “ovo de Colombo” e convocar greve Escola a Escola?
Gostava de ouvir o Paulo. Estás aí?
Janeiro 31, 2009 at 6:26 pm
Eu acho que muitos dos professores ficaram desgastados por tanto tentarem e nada conseguirem.
Talvez isto não tenha muito a haver com o assunto,mas estou quase convencida que se tivessemos uma ORDEM nada disto estaria a acontecer.
Não seria altura para tentarmos?
Janeiro 31, 2009 at 6:27 pm
Leão, já emigraste? Que tal?
Janeiro 31, 2009 at 6:28 pm
Paula Castanheira, achas que tentaram tudo?
Olha para o Chile…
Janeiro 31, 2009 at 6:33 pm
Pedro
Não são as escolas que têm a tão falada autonomia para decidir sobre uma série de assuntos?
Resta saber se esta questão se enquadra na autonomia das escolas…
Por outro, se fosse empresa = ME, seria impossível reunir 20% dos docentes… Logo os professores não veriam acedido o seu direito à greve por essa via.
Será que não poderá ser mesmo empresa = agrupamento?
Janeiro 31, 2009 at 6:34 pm
(Por outro lado,)
Agora também gostava de saber a opinião do Paulo.
Janeiro 31, 2009 at 6:38 pm
Pedro
Tens memória de alguma greve feita por médicos e/ou enfermeiros num só hospital?
Janeiro 31, 2009 at 6:39 pm
Jurema
Mas,
Artigo 12º
Função pública
1 – É garantido o exercício do direito à greve na função pública.
2 – Sem prejuízo do disposto no número anterior, o exercício do direito à greve na função pública será regulado no respectivo estatuto ou diploma especial.
QUEM CONHECE O NORMATIVO QUE REGULAMENTA A GREVE NA FUNÇÃO PÚBLICA?
Janeiro 31, 2009 at 6:42 pm
#35 Pedro
Não emigrei.
Penso que não vale a pena equacionar uma decisão dessas ao nível de escola ,porque a avaliar pela experiência recente…
Além do mais temos a questão jurídica. Não é claro para mim, que devamos fazer essa deliberação.
Por outro lado acabaria cada escolinha a marcar as sua datinha e isso teria um impacto zero!
Não quero nem ouvir falar de Ordens.
É bom olhar para o mundo civilizado, onde não existem ordens de professores.
Portanto restam os siindicatos!
Ora eles não querem arriscar…
Quanto a mim, este seria o momento certo para uma greve pesada, por tempo indeterminado e só a fará quem quiser e puder.
Eu faço!
Janeiro 31, 2009 at 6:44 pm
Mas não seria de descartar a hipótese de cada agrupamento convocar a sua própria greve…
Janeiro 31, 2009 at 6:45 pm
Uma hipótese era juntar as pessoas à porta dos sindicatos a pedir que convoquem a dita greve…
era giro! serem os professores a dizer às cúpulas dos sindicatos aquilo que eles deviam fazer…
Janeiro 31, 2009 at 6:45 pm
#33 Pedro,
Caso 20% dos trabalhadores de uma Escola possam legalmente convocar uma greve por tempo indeterminado… pode ser que essa seja mais uma solução (para além da jurídica) muito interessante. Eu, pelo menos, alinho nessa, até por (caso seja um meio legalmente possível), então é apenas perder o subsídio de férias…
Janeiro 31, 2009 at 6:47 pm
E digam-me lá que impacto é que teria uma greve dessa natureza se cada escola a fizer numa data diferente?
O IMPACTO seria se fosse NACIONAL!
Acham que o ME sequer se importaria com uma escolinha em greve de cada vez?
Janeiro 31, 2009 at 6:49 pm
Do meu ponto de vista teria impacto se fosse:
GREVE N A C I O N A L
TODAS AS ESCOLAS AO MESMO TEMPO
E POR TEMPO INDETERMINADO.
Janeiro 31, 2009 at 6:50 pm
Isso sim, daria cabo do juízo aos responsáveis do ME e a juntar à confusão que vai na vida política…
Seria o golpe final nesta coisa!
Janeiro 31, 2009 at 6:51 pm
Leão branco
Agrupamento a entrarem em greve em alturas diferentes também tinha o seu quê de interessante e desgastante. Notícias a toda hora de novas greves…
Janeiro 31, 2009 at 6:52 pm
Leão Branco,
É importante ponderar o meios para se convocar uma greve dessas. Mas estou convencido que muitos a fariam. Falava com uma colega de uma escola hiper-coiso e dizia-me: entregámos OI, caso contrário… o mencionar-se processos disciplinares a direito era constante. Mas estava na disposição (tal como outros colegas) de fazer greve por tempo indeterminado, mesmo que tivesse (disse) de recorrer a “crédito fácil”.
Janeiro 31, 2009 at 6:52 pm
Calma…
Todos acham que sim.
Mas… E se os sindicatos não convocarem nenhuma greve?
Pelo menos havia uma saída…
Janeiro 31, 2009 at 6:53 pm
#48 Jurema
Neste momento e nos próximos tempos os meiso de comunicação social darão primazia ao que se passa com José Sócrates. Não terão reporteres que cheguem para cobrir grevezinhas daqui e dali.
Perderíamos tempo e dinheiro e oportunidade de causar impacto sério!
Janeiro 31, 2009 at 6:54 pm
#49 “os meios”
Janeiro 31, 2009 at 6:55 pm
#49 João Paulo
Pois talvez tenhamos de ir para a porta dos sindicatos exigir que cumpram a sua primeira tarefa: defender os nossos interesses, em vez da sua agenda política própria.
Janeiro 31, 2009 at 6:55 pm
#51 Leão, sei que muitas pessoas enviaram e-mails para os sindicatos no sentido de convocarem greve por tempo indeterminado, mas até agora fizeram do assunto um “tabu”.
Janeiro 31, 2009 at 6:55 pm
#51
Compreendo.
Mas como penso que os sindicatos não convocam greves como as que achamos necessárias…
Janeiro 31, 2009 at 6:57 pm
Não há volta a dar.
Parece-me que com a inércia dos sindicatos esta questão das greves por agrupamento é bastante pertinente e tem toda a razão de ser.
Não disseram para os professores tomarem decisões individuais?
Janeiro 31, 2009 at 6:59 pm
# 54 Pedro
Eu enviei montes de emails e muitos colegas aqui da região também.
Eles não ligaram a nada disso.
Mas ficariam envergonhados se um movimento cívico de cidadãos convocasse os professores para irem durante uma semana seguida protestar à porta dos sindicatos a fim de começarem a agir enquanto é tempo e oportuno para nós.
Ora uma convocatória de protesto pode ser feitapelos movimentos independentes.
Janeiro 31, 2009 at 7:02 pm
# 56 jurema
Neste momento, quer o ME, quer os sindicatos empurram tudo para cima das escolas… Que a autonomia e coiso e tal…
Está na hora de lhes pedir contas sobre o que andaram a fazer da força que lhes foi dada e não souberam aproveitar.
A areia está a fugir-lhes por entre os dedos, este é o momento derradeiro para uma acção com impacto nacional.
Janeiro 31, 2009 at 7:04 pm
Bem…
Mas quando os movimentos convocaram o pessoal para a manif em Belém, que é que aconteceu?
Leão, se convocassem para a frente dos sindicatos a malta iria?
Janeiro 31, 2009 at 7:06 pm
#59 Peguntas
Eu ia.
Se convocarem a tal greve faço-a.
Já pelos outros não posso responder.
Há muita gente cheia de medo.
Sei lá de quê…
Janeiro 31, 2009 at 7:06 pm
#58 Leão
De acordo.
Aprovo a ideia do protesto à porta dos sindicatos.
A questão é: e se não pudermos contar com os sindicatos?
Não achas que poderia ser uma arma de último recurso?
Janeiro 31, 2009 at 7:06 pm
#53 e #54
Leão e Pedro,
Pode sempre criar-se um sindicato… Qt tempo isso levaria? Esse poderia ser o problema e não só. A máquina daqueles a que tb pertenço entraria em acção e, creio, estragaria os planos.
Janeiro 31, 2009 at 7:10 pm
Ora, então não se vê que recomeçaram as negociações em beneficio dos sindicalistas? Seria estranho que continuassem a manifestar-se depois de lhes ter sido prometida qualquer coisa, pelo desempenho…
Janeiro 31, 2009 at 7:10 pm
#61 Jurema
Esse argumento, que os sindicatos usam, de a greve nacional ser o último recurso, a mim não convence!
Já tentámos tudo.
Já chegámos ao último recurso.
Nenhum ME aguenta mais de 4 dias de uma greve nacional de professores.
#62 João Paulo
Outro sindicato? Mamma Mia! Já são tantos…
Janeiro 31, 2009 at 7:13 pm
#63 pão e água
O que é que tu sabes mas não dizes?
Janeiro 31, 2009 at 7:15 pm
Neste momento as escolas deste país não andam todas à mesma velocidade.
Numas já foram entregues os objectivos, noutras o prazo terminou ontem e ainda as há em que o prazo só termina nas próximas semanas.
Portanto, como cada agrupamento está em fases diferentes, não me chocaria nada que cada agrupamento convocasse greves em tempos diferentes.
Janeiro 31, 2009 at 7:18 pm
#64 Leão branco
Entendeste mal. (Quero lá saber do que os sindicatos dizem que é último recurso ou não… )
Estava a perguntar-te a ti, se não achas que convocar greves em cada agrupamento não poderia ser uma medida a considerar, mesmo que de último recurso.
Janeiro 31, 2009 at 7:20 pm
# 66 jurema
Sim, as escolas andam em ritmos diferentes.
Insisto em que uma greve para ter impacto sobre aqueles que pretendemos tem de ter força, impacto.
Greves às pinguinhas não surtem efeito e estaríamos a entrar em processos de desgaste sem qualquer influência.
Quanto mais tarde pior.
Agora é o momento ideial.
Imaginem o impacto:
As pessoas estão descontentes, já não levam o 1º Ministro a sério, o clima nacional tende a encrispar-se, ficariam ainda mais chateadas com os filhos sem escola…
Os professores poderiam ter um momento de fazer alguma coisa de muito importante pela Escola Pública: impedir que continue a ser deswmantelada.
Janeiro 31, 2009 at 7:23 pm
# 67 jurema
… se não achas que convocar greves em cada agrupamento não poderia ser uma medida a considerar, mesmo que de último recurso.
Acho que greves dessas são desgastantes e terão pouco impacto.
Janeiro 31, 2009 at 7:26 pm
Este assunto da greve por tempo indeterminado já foi muitas vezes discutido aqui.
Estou de acordo com uma série de comentadores que costumam defender a ideia de uma greve por tempo indeterminado, como diz o Leão é agora que estão criadas condições para que tenha impacto e sucesso.
Janeiro 31, 2009 at 7:27 pm
Então toca a pressionar os sindicatos.
Janeiro 31, 2009 at 7:28 pm
i´m there!
greve por agrupamentos? nã….
greve geral por tempo indeterminado.até a corda partir. acho que ao terceiro dia ressuscitaríamos
Janeiro 31, 2009 at 7:29 pm
eu já mandei mails para a fenprof mas ninguém liga ao que eu digo
Janeiro 31, 2009 at 7:30 pm
#71
Não pertenço a nenhum sindicato.
Nada impede que os pressione na mesma.
Sabiam que a ANP (Associação Nacional de Professores) está a criar uma Ordem de Professores?
Não também não sou da ANP.
Janeiro 31, 2009 at 7:31 pm
Questão:
Como fazer com que os sindicatos convoquem nova greve?
Janeiro 31, 2009 at 7:33 pm
#72 like a rolling…
Yeaaahhhh! Me too.
iés ui quen!
Janeiro 31, 2009 at 7:33 pm
mails para cima deles.
:):)
mas cuidado: mails fatais , não.
Janeiro 31, 2009 at 7:34 pm
stobe???? um bug da xibangada?
Janeiro 31, 2009 at 7:35 pm
Eu, sinceramente, sinto que fui utilizado pelos sindicatos.
Não percebo como é que ainda há colegas sindicalizados… Tudo isto foi uma aldrabice pegada.
Eu gostava era de impugnar tudo isto. Desde o concurso para titulares até à palhaçada que é esta avaliação. As injustiças em cima de injustiças. Ficamos com um sistema completamente distorcido, em que, às tantas, muitos dos maus professores serão avaliados com Excelente e Muito Bom.
Eu quero lá ter uma nódoa dessas no meu currículo! Livra!
Janeiro 31, 2009 at 7:37 pm
Contactos com sindicatos, só se for para desindicalização!
Janeiro 31, 2009 at 7:37 pm
essa é uma guerra que teremos de ter depois…
agora, focus!
Janeiro 31, 2009 at 7:39 pm
Caro Dr. Paulo Guinote
Que moderação !!!!
Excertos (in Blog educação do meu umbigo)
“…..nunca incitarei ninguém a fazer algo…”
“Podemos ser só 12.000 em vez de 120.000 mas mesmo assim seremos muitos …”
Veja-se !!!! E que autoridade moral para criticar e classificar as atitudes dos seus colegas professores que querem ser avaliados.
Veja-se:
“…falta de coragem que assolou muitos colegas, fruto de uma paciente táctica de erosão desenvolvida pelo ME”
Caro Dr. Paulo Guinote
Afinal em que ficamos !!!! foram só 12.000 os que não querem ser avaliados por este modelo ????
Estamos a baixar a parada.
O Senhor (assim como Mario Nogueira, Ramiro Marques …) é um dos responsáveis por ter conduzido estes seus colegas a um beco sem saída.
Daqui a duas semanas verá que não só os conduziu ao ERRO como ao DESESPERO.
Mas mesmo assim o número peca por excesso. Na próxima semana esta gente VAI CAIR NA REAL
Então os ditos ADESIVOS, COVARDES, RATOS ….. e outros adjectivos obscenos é que são a MAIORIA SILENCIOSA
Janeiro 31, 2009 at 7:42 pm
vejam só a lata : alguém que é reformado com 3.000 e declara 250 érios. terá o resto ido para o dízimo?
Janeiro 31, 2009 at 7:42 pm
Ó Xibanga, vai apregoar lá para a tua freguesia.
Janeiro 31, 2009 at 7:43 pm
Já me vou embora…
Janeiro 31, 2009 at 7:43 pm
o parvalhão do xibanga não desiste. alguém que chame o controleiro do gajo para o levar para o centro de reeducação.
Janeiro 31, 2009 at 7:45 pm
# 83 like a rolling
# 84 jurema
Façam a vossa prova de resistência para treinar para a greve e evitem os agentes provocadores.
Janeiro 31, 2009 at 7:47 pm
# 86 like a rolling
Já uma vez me roubaram o avatar. Há sempre uns engraçados…
Portanto vai lá ver se não te estão a mexer no nome.
Janeiro 31, 2009 at 7:47 pm
Cuidado pessoal
O Dr. Paulo Guinote já fala em apenas 12.000 fieis seguidores da RECUSA À AVALIAÇÃO.
Eu ontem avisei que não vão chegar os 10 EUROS.
Vai ser necessário muito mais. Reforcem a conta.
As defesas em tribunal são caras.
Janeiro 31, 2009 at 7:50 pm
#87 Leão
Tenho feito as greves todas, tenho ido às manifestações todas (excepto esta última junto aos pastéis).
Embora as iniciativas dos professores em relação aos objectivos individuais sejam importante, sempre achei que o país precisa de ser agitado com uma greve a sério.
Já faz falta uma greve dessas há muito tempo.
Se fosse nacional melhor ainda. Eu quero é fazer greve.
(E mandar este tipo que nos(des)governa para o olho da rua.)
Janeiro 31, 2009 at 7:50 pm
Come a papa, Joana come a papa!
Um, Dois, Três
Uma colher de cada vez!
Janeiro 31, 2009 at 7:52 pm
#90 Jurema
Não estás só.
Resistir é Vencer!
Lembra-te que eles vão cair como um baralho de cartas. Quando cair o 1º … Os outros fogem e deixam queimar os tontos que os apoiam agora.
Janeiro 31, 2009 at 7:53 pm
Acho que temos um tolinho…
Olha lá já tomaste o Prozac?
E o Victan?
Não te chegou…
Então toma dois ao almoço e dois ao jantar.
Depois eu mando-te a factura? Tens ADSE?
Janeiro 31, 2009 at 7:56 pm
E agora quero assistir à abertura do telejornal.
Janeiro 31, 2009 at 7:56 pm
#93 Pedro
Resiste às provocações!
Olha continuo na minha ideia: GREVE NACIONAL POR TEMPO INDETERMINADO.
Quem quiser e puder faz.
Agora vou jantar!
Janeiro 31, 2009 at 8:00 pm
está tudo ok grande leão branco.
eu confio na scotlandyard…
Janeiro 31, 2009 at 10:05 pm
mUITOS ENTRGARAM porque sentiram-se sós ,perguntavam aos colegas e todos :”não sei o que vou fazer “. E os sindicatos no meio disto ?Imaginem que na minha escola uma delegada sindical entregou os O.I. e aínda pediu aulas assistidas !
Fevereiro 1, 2009 at 5:13 am
Vocês já perderam e ainda não o sabem.
Fevereiro 1, 2009 at 12:24 pm
#65
O que sei é que irá ser público, mas vai passar despercebido, como têm passado despercebidas as benesses aos sindicalistas. É preciso ler as linhas todas, porque não virá nas entrelinhas.
Fevereiro 1, 2009 at 12:35 pm
Eu sou professora e estou-me nas tintas para a opinião pública. Faz-me lembrar os linchamentos!!! Os professores estão do lado da defesa da sua dignidade e contra as tentativas de transformar uma classe “pensante”, numa classe decadente e submissa aos interesses dos corruptos e incompetetes que nos governam. Se todas as profissões lutassem pela sua dignidade, a país não estaria prisioneiro neste lodaçal.
Fevereiro 1, 2009 at 6:26 pm
[...] “viva” que ela foi a única a não entregar a ficha de objectivos individuais, e questiona se esta declaração de pessimismo do agiprof João Semedo não terá o mesmo destino no cesto da reciclagem da prestigiada [...]