Confesso não ter grande conhecimento das posições de Joel Neto sobre nenhum assunto em particular. Não faz parte das minhas leituras regulares, por nenhuma razão em especial, mas apenas porque alguém meu amigo e conterrâneo insular de JN que o conhece me disse que não valeria muito a pena. Sei que é um mau método, mas há que confiar nos amigos.
Joel Neto prosador e escritor é mainstream o suficiente para também não me atrair muito, mesmo se as capas dos livros são interessantes e os títulos das obras suficientemente atractivos. Não me ocorre agora nenhum, mas é porque estou cansado.
No entanto foram vários os mails que hoje me pediram para dar atenção à crónica seguinte, publicada na Notícias-Sábado, em que Joel Neto aparentemente incita os professores a terem decoro e qualifica como obscenidade a sua conduta.
Ora bem, lida a crónica, escrita com prosa escorreita, moderada inventiva e algo entre a ironia quase fina e o sarcasmo mal disfarçado, sou obrigado a resumir os argumentos do cronista da seguinte forma:
- Os tempos estão maus.
- Há gente a perder o emprego.
- Os professores deviam ficar caladinhos com o que têm.
É uma forma de ver as coisas, aquela forma a que eu costumo considerar o culto da mediocridade ou o elogio do nivelamento por baixo. Joel Neto defende, em suma, que se há quem esteja mal, todos – ou pelo menos os professores – devem estar mal. É uma espécie de Trabalhador da Silva, mas com crónica assinada na imprensa.
Joel Neto não parece capaz de pensar de forma contrária, ou seja, que o errado é estar tanta gente em más condições apesar da chuva ininterrupta de subsídios europeus nos últimos 25 anos. Joel Neto não parece perceber que esse é o raciocínio do miserabilismo. Chega mesmo a dizer que há quem tenha deixado de telefonar porque deixaram de «ter cabeça para os afectos». É uma frase interessante, mas cheguei a pensar que iria escrever que tinham deixado de ter dinheiro para usar o telemóvel 3G.
Joel Neto parece mesmo incomodar-se que os professores apareçam na televisão. num exercício, a traço médio entre a graça e a graçola, escreve que os professores «aceitam completamente ser avaliados, desde que não sejam nunca alvo de avaliação».
É giro.
Joel Neto deve ter olhado para esta frase e ter sentido algum orgulho em ter alcançado uma espécie de redondel argumentativo.
E, rendido ao estilo, escorregou para a generalização fácil sobre toda uma classe profissional.
Claro que seria fácil devolver na mesma moeda e falar daqueles jornalistas que fazem peças a pedido ou por encomenda. Ou que passeiam às custas dos promotores dos eventos sobre os quais fazem reportagens. Ou que vão lá fora fazer entrevistas com tudo pago por quem interesse em opiniões, no mínimo, satisfatórias. Ou que saltitam das redacções para os gabinetes ministeriais e vice-versa. E que usam os amigos nas redacções para fazerem passar as mensagens do poder. Se ele precisar, posso dar-lhe detalhes. Mas nunca consideraria a hipótese de afirmar que todos os jornalistas são biscateiros.
Nada disso será obsceno. Ou a Joel Neto ainda não lhe ocorreu denunciar isso.
Mas há jornalistas e jornalistas. Há que saber distinguir o trigo do joio. No caso dos jornalistas a avaliação é nebulosa. Escuso-me mesmo a comentar como tem sido feita no grupo para que é produzida a revista em que ele escreveu esta prestimosa crónica.
Mas Joel Neto acha que, em nome da miséria do proletariado actual, todos devemos baixar os braços e desejar ser miseráveis também.
Eu acho essa atitude quase obscena.
Porque se rende à fatalidade da mediocridade.
Pior, critica quem não cede a essa fatalidade e ainda luta contra ela.
São atitudes.

Janeiro 31, 2009 at 11:06 pm
PalavrAS PARA QUÊ MAIS UM ARTISTA PORTUGUES…
Janeiro 31, 2009 at 11:14 pm
Paulo
Obsceno é soft, mas serve. Há muitos artistas …
Janeiro 31, 2009 at 11:15 pm
Parafraseando o outro, quando começam a falar dos afectos (uma coutado do Calhau, perdão, Bloco de Esquerda), apetece-me puxar da pistola.
Janeiro 31, 2009 at 11:15 pm
“coutada”, por supuesto.
Janeiro 31, 2009 at 11:25 pm
Nem vou ler … é outro idiota que para aí anda …
O Albino que o publicite! Apaga este post Paulo (LOL sorry …) … o tipo não merece.
Janeiro 31, 2009 at 11:26 pm
O “jornalista” que se dedique ao Fripó, terá mais assunto.
Janeiro 31, 2009 at 11:28 pm
Estou farto destes parvalhões do neoliberalismo e do nivelamento por baixo
Janeiro 31, 2009 at 11:28 pm
Não tinha lido ainda o texto por baixo da imagem. Nesse caso, e como as tuas palavras valem ser lidas … retiro eu a ideia anterio
Bjo e bom restito de fim-de-semana,
M.
Janeiro 31, 2009 at 11:29 pm
Hum!, é o tio, é o filho do tio, é a mãe…
E agora é o neto.
Janeiro 31, 2009 at 11:31 pm
‘Valem ser lidas’?!!! My God … :/
Belos comentários
… Vou dormir!
Janeiro 31, 2009 at 11:32 pm
AHAHAHAHAH
Kaos
http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2009/01/orgulho-de-engenheiro-da-independente.html
Janeiro 31, 2009 at 11:34 pm
Os gestores dos Bancos dão golpes e desviam milhões: o buraco do BPN é de 2.000 milhões.
E que culpa é que eu tenho?
O BPP a mesma coisa.
Diabolizam os funcionários públicos à boa maneira nazi (como faziam com os judeus) com a história de que não há dinheiro e injectam 1500 milhões de euros no BPP e BPN A FUNDO PERDIDO!
Fecham empresas a torto e a direito com a história da deslocalização em Portugal e milhares vão para o desemprego.
E a culpa é minha? Em Espanha, apesar do desemprego, que não passe pela cabeça de uma empresa transnacional fechar porta…
Janeiro 31, 2009 at 11:35 pm
Ele pensa como a maioria dos portugueses. Quem não tem emprego ou tem um emprego precário/inseguro estará preocupado com a possibilidade de ser avaliado? Os profs, devido ao seu protagonismo na sala de aula, pensam que o mundo gira à volta deles.
Janeiro 31, 2009 at 11:35 pm
Eu quero é que o Joel Neto vá à m….
Até amanhã
Janeiro 31, 2009 at 11:36 pm
13. Vai também tu à m..
Janeiro 31, 2009 at 11:36 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/01/31/lost-in-translation-by-sofia-coppola/
PARA RELAXAREM..bons sonhos ao som da chuva e algures lost in ….
Janeiro 31, 2009 at 11:37 pm
Não vou ler isto nem vou entregar os oi. Parvoíces, não.
Janeiro 31, 2009 at 11:38 pm
Paulo,
O meu comentário não passou…
Janeiro 31, 2009 at 11:38 pm
Entretanto, o negócio da saúde vai de vento na popa
http://www.spanishalgarveproperties.com/moreinfo/article.php?articleid=45
Janeiro 31, 2009 at 11:38 pm
13. Vocês mais a m… de frases:
“a maioria dos portugueses”
“o comum dos portugueses”
Não há paciência!
Janeiro 31, 2009 at 11:40 pm
A este pobre de espírito só faltou dizer que os professores são a causa da crise mundial e da cabala contra o sobrinho do tio.
Está bem a escrevinhar onde escrevinha. Está ao nível…
Janeiro 31, 2009 at 11:42 pm
13. Vocês metem-me nojo! É vocês e a estúpida da pseudo intelectual – eu não preciso de homem – mas vou levando – Fernanda Escort
Janeiro 31, 2009 at 11:42 pm
neto.joel@gmail.com
Daqui: http://www.joelneto.blogspot.com/
Janeiro 31, 2009 at 11:42 pm
“A este pobre de espírito só faltou dizer que os professores são a causa da crise mundial e da cabala contra o sobrinho do tio.”
De facto… Só falta isso mesmo!
Janeiro 31, 2009 at 11:44 pm
Esse Joel Neto é um bom exemplo da inveja à portuguesa: o escravo que leva cem chicotadas não odeia quem lhas dá: em vez disso, odeia o outro escravo, esse privilegiado, que só leva cinquenta.
Janeiro 31, 2009 at 11:44 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/01/31/utopia/
Janeiro 31, 2009 at 11:45 pm
#23 Fafe
O blogue “…está temporariamente inactivo. Será em breve substituído por um novo, mais completo e articulado. Não desista.”
Janeiro 31, 2009 at 11:47 pm
Dois dos mais feios vícios da mentalidade portuguesa são o anti-intelectualismo e a inveja. Quem se serve deles para atingir os seus fins, seja político ou jornalista, merecia ser coberto de alcatrão e penas e posto fora do País.
Janeiro 31, 2009 at 11:55 pm
Não consigo ler, mesmo que quisesse, as letras estão muito pequenas, mesmo ampliando.
Só li as gordas.
Claro que as greves dos professores não devem fechar as escolas. Os pais pagam as Cantinas e até as Auxiliares no caso dos Jardins de Infância. Desde que existem condições de segurança devem manter-se abertas.
Concordo com o post do Paulo.
Janeiro 31, 2009 at 11:57 pm
Mais um com um discurso miserabilista. Onde é que eu já li isto… A teoria de tens um emprego contenta-te com isso… Não refiles, está caladinho! É assim nas ditaduras.
Socrates tem os seus melhores lacaios na imprensa.
Fevereiro 1, 2009 at 12:00 am
Quem é este “cromo”? Vindo de um jornal que é o órgão oficioso do socretinismo no Norte (para o Sul, há o DN) não me espanta
Todo o artigo é um paradigma da mentalidade socretina. Há nela uns laivos de populismo miserabilista, quase salazarento, escondido sobre um roupagem de pretensa modernidade (tecnocrática e tecnológica). Basicamente, a ideia é aproveitar a inveja social dos “pequenos”, atacando os “médios”. Enquanto isso, os “grandes” folgam. No fundo, é colocar o foco nas árvores para esconder a floresta.
Fevereiro 1, 2009 at 12:08 am
Joel Neto? Quem é ??? Mais um imbecil lambe botas?? Pois que lamba!!!!!Dos BARDINAS não reza a história!!
Fevereiro 1, 2009 at 12:15 am
Nos tempos que correm é preciso ser-se ainda mais exigente na defesa daquilo em que acreditamos, porque não tardarão a renascer os que desejam escravizar (ainda mais) os trabalhadores. Apesar do respeito por todos não pretendo abdicar das minhas convicções, só porque estamos em “crise”.
Fevereiro 1, 2009 at 12:19 am
Segundo Joel Neto, a solução da crise passa pelo agravamento das condições de trabalho dos empregados, pela diminuição de salário,pelo impedimento da progressão na carreira, etc. Boa ideia seria pôr todos os empregados a ganhar o salario mínimo, todos sem excepção, assim acabar-se-ia a inveja, voltar-se-ia ao tempo da utopia comunista de plena igualdade… Segundo o Neto, os professores devem carregar às costas o remorso de serem técnicos superiores, em média pior pagos que os restantes trabalhadores com qualificações semelhantes, tanto no sector publico como no privado.Esta é a arma da hipocrisia e da demagogia, já está gasta e não merece crédito algum.Um país que despreza a educação é um país condenado ao fracasso.
Fevereiro 1, 2009 at 12:21 am
Mais um medíocre.
Apenas mais um.
E mais nada.
Fevereiro 1, 2009 at 12:25 am
Bem para o Neto ser coerente tem então de pensar:
Há países onde os jornalistas são torturados
Logo, ele deveria era estar calado pois poderia ser torturado
Está bem está.
Fevereiro 1, 2009 at 12:29 am
O senhor não adianta uma vírgula à temática da luta dos professores que, na óptica em que a analisa (?), já foi abordada por dúzias antes dele.
Mas acrescenta um factor que vai render durante os tempos que aí vêm: a desgraça dos outros.
Melhor fora que o cavalheiro se dedicasse a dissertar sobre as causas da decadência política, económica e social para onde um bando de tubarões arrastou os trabalhadores do mundo inteiro, incluíndo os insurrectos professores.
Fevereiro 1, 2009 at 12:32 am
Como é que se sabe números da entrega dos OI se a avaliação é sigilosa?
ECD
art 53
2—Todos os intervenientes no processo, à excepção
do avaliado, ficam obrigados ao dever de sigilo
sobre a matéria.
Fevereiro 1, 2009 at 12:36 am
o homem tem de ganhar a vida dele, valha-me Deus! a criatura teve falta de inspiração e escreveu aquilo que poderia vender bem.
Força Joelzito!!!
terinha
uma professora
Fevereiro 1, 2009 at 12:37 am
uma professorazeca!
assim é que é!
Fevereiro 1, 2009 at 12:39 am
Jurema,
Deixei, no outro post, uma resposta à sua questão sobre a entrada em vigor da lei.Espero que seja esclarecedora.
Fevereiro 1, 2009 at 12:47 am
Joel Palhaço Neto,
Conheço taxistas a opinarem melhor que tu. Em que país é que os professores são avaliados assim? No Chile de Pinochet?
Errado! Lá o sistema não é tão miserável como cá. Temos todos os recordes negativos da Europa. A culpa não é dos professores. Os professores evitam é que o descalabro seja pior.
vai pastar.
Fevereiro 1, 2009 at 12:57 am
Os jornalistas deste pais não contam como são avaliados. Porque a maioria tem um passado tão negro como o do nosso 1º fax. Dizem que são, mas não contam como o são!!
Fevereiro 1, 2009 at 12:57 am
país…ops!
Fevereiro 1, 2009 at 1:04 am
Mais um que quer protagonismo! Não tem imaginação e quer que os professores se indignem com a leitura da sua crónica. Depois, vai fazer queixinhas ao “chefe” acerca dos mails que recebeu dos professores, para mostrar que tem muita gente que lê as sua crónicas. Deve estar coladinho ao umbigo todo contente com o tempo de antena que está a ter no umbigo.
Fevereiro 1, 2009 at 1:06 am
Vulgaridades… discurso miserabilista e bacoco… nivelamento por baixo… estou farto…
Não será este o TS? Não será este o Ferrer?
Ou o deprimente bipolar do Xibanga?
Vomito só de olhar para esta gente.
Paciência …comprei a Sábado, mas quando comecei a ler o comentário deste pobre de espírito, desisti porque o que é demais já enjoa.
Fevereiro 1, 2009 at 1:09 am
E vocês ainda perdem tempo com isto?
E há quem compre a revista onde isso é dito?
óóóóóóóhhhhhhhhh
Fevereiro 1, 2009 at 1:09 am
No meio de tanto descalabro o assunto mais importante (ou interessante?) é escrever sobre aquilo que menos sabe. è mais um que não tem assunto.
Não vou ler. Vale sempre a pena ler os comentários do Paulo.
Fevereiro 1, 2009 at 1:12 am
Que tal…
devolver a revista para casa do dito Joel?
Fevereiro 1, 2009 at 1:18 am
Conhecedor do mundo do futebol, mundo que lhe cheira a dinheiro, nada nele acha obsceno!
Fevereiro 1, 2009 at 1:18 am
O que me chateia nestes tipos, como o Neto, que às vezes até escreve uma coisas engraçadas, é que julgam que podem opinar sobre tudo o que se passa sem terem que investigar. Este Joel escreve o que lhe apetece. ÁS vezes tem graça, como uma crónica que fez sobre a Floribela depois dos implantes, mas é tudo pela rama. Em relação à luta dos professores, depois de tudo o que já se passou, é de uma grande leviandade basear-se apenas no “senso comum” sem tentar aprofundar a questão
Fevereiro 1, 2009 at 1:18 am
Mais um treinador de bancada… a deitar papos… todos sabem comentar… mas não querem que se saiba a realidade… logo escrevem destas “TEORIAS”… prontos… e assim eles não ficam no desemprego pois fazem com que se compre papel sem ideias… mas eles são donos da verdade e a culpa como não pode morrer solteira é nossa… dos professores…
Fevereiro 1, 2009 at 1:22 am
Paulo, gostei muito do seu comentário! Brilhante, como sempre! O texto não li. Para quê?…
Fevereiro 1, 2009 at 1:23 am
Qualquer dia os desestabilizadores do caso Fripor são
OS ZECOS!
Fevereiro 1, 2009 at 1:24 am
Palhaço!
Fevereiro 1, 2009 at 1:24 am
Fafe gostei da tua harmonia familiar!
Fevereiro 1, 2009 at 1:26 am
#54, Pedro, por incrível que possa parecer, eu já ouvi isso!
Fevereiro 1, 2009 at 1:26 am
«Como é que se sabe números da entrega dos OI se a avaliação é sigilosa?»
Anónimo.
Cá está, devias saber que nas escolas tudo se sabe…
Fevereiro 1, 2009 at 1:28 am
Quando os professores forem avaliados Portugal sai da crise, o país deixa de ser maioritariamente iletrado, seremos a maior superpotência mundial!
Fevereiro 1, 2009 at 1:33 am
Acho que os professores estão metidos no freeport… cheira-me a isso… Obrigado neto por teres cérebro!
Fevereiro 1, 2009 at 1:33 am
# Olha Reb, eu só de ouvir a Clara Ferreira Alves com a sua “superioridade moral” a defender os correlegionários socialistas qundo no passado em relação ao Santana, ao Portas não teve a mesma bitola, fiquei logo enjoado!
Hoje o Eixo do Mal parecia um coro de “moralistas”. Só escapou o Luís Pedro Nunes e um Daniel muito submisso à tia Clara.
Fevereiro 1, 2009 at 1:36 am
Desculpem a minha ignorância, o Neto também é filho do tio do outro?ou é primo da mariazinha tontinha?
Fevereiro 1, 2009 at 1:38 am
#61, isso tb me enoja imenso.
Se o caso freeport se passasse com um tipo do PSD ou do CDS saltavam-lhe logo em cima….mas como o suspeito é de “esquerda” passa a ser cabala.
Que raio de moral!
Fevereiro 1, 2009 at 1:38 am
#62, segundo o Fafe, era o familiar que faltava
Fevereiro 1, 2009 at 1:39 am
vou dormir!
boa noite a todos!
yes, weekend
Fevereiro 1, 2009 at 1:53 am
Moriae…
Fevereiro 1, 2009 at 1:55 am
… cada um sente a coisa à sua maneira, eu sinto assim :
não sei o que fez Joel Neto pela vida fora, o que estudou ou não estudou , o que quis ser e foi, o que quis ser e não foi… invejoso nota-se que está. Da minha parte sei dizer que fiz o percurso, como diria o humorista, “certinho e direitinho”, não à direita , felizmente , não vendi a alma ao diabo, não fui à missa, nem “Deus” me ajudou, que sou ateu desde pequenino e mesmo sendo pobre, bolsa daqui, subsídio dacolá aos 22 anos estava Licenciado em Eng.Electr., não na Independente, mas no IST ( ” O Técnico”!), com muito orgulho numa nota razoável, que isto quem vivia da bolsita tinha que correponder…
A habilitação académica permitia-me ter tido outro percurso, mas o ensino como recurso inicial veio a revelar-se um gosto. Outros como eu o fizeram , mas saíram por achar que isto não prestava, PTs e EDps é que era bom, ganhava-se o dobro, viajava-se( isso era considerado gratificante) subiam na vida, vinham a ser “chefes” e diziam a quem ficava, que eram burros em ficar por aqui ( tiveram razão). Alguns desses hoje estão reformados ou pre-reformados ( um eufemismo para não parecer mal ) e eu estou aqui chateado , não com o trabalho, mas por ter de aturar fanfarronices dos poderes, castas de habilitações duvidosas e muito outros como este Sr. Joel que me mete nojo e se calhar não sabia o que haveria de comer se não fosse o facto de nós, que gostamos de ler, darmos olhos ao seu arrazoado.
…tenho que confessar, humildemente, que não sei dizer-lhe mais do que o simples e sincero, vá à m-rda mais a sua treta.
Fevereiro 1, 2009 at 2:13 am
O país ferve em escandalos e os obscenos somos nós?!
Obsceno e ignorante é ele que não sabe nada de História. Se soubesse coraria de vergonha ao perceber ao que conduziram, no passado, discursos primários como o seu.
Fevereiro 1, 2009 at 2:24 am
já prenderam o bicho ou não?
Fevereiro 1, 2009 at 2:27 am
só li as gordas e chega…. parvalhões destes é aos pontapés. por que é que acham que estamos como estamos?
Fevereiro 1, 2009 at 2:36 am
http:
//www.youtube.com/watch?v=ole7-bR_r-M&feature=related
Fevereiro 1, 2009 at 2:44 am
A História faz-se diariamente na aldeia global. Quem não tem votado, sofre as consequências.
Fevereiro 1, 2009 at 2:59 am
Como parece ser possível repetir comentários neste blogue, repita-se que a saúde continua a ser produtiva, para emigrantes e imigrantes:
http://www.spanishalgarveproperties.com/moreinfo/article.php?articleid=45
Fevereiro 1, 2009 at 3:01 am
todo o presente é passado.
a história é um rio que vem muito de lá detràs. é como a água de heraclito: é sempre outra, a mesma.
creio que estamos num momento de viragem histórica, de viragem de estrutura.
os maias previram o fim do mundo para 2012, ano em que a terra inverteria o seu pólo magnético.olhando à nossa volta às vezes questiono-me se não teria já começado essa inversão. ou então é alguma coisa que deitam na água, não sei. alguma coisa há-de explicar a estupidez reinante que nos cerca…
Fevereiro 1, 2009 at 3:04 am
o dinheiro explica tudo
Fevereiro 1, 2009 at 3:14 am
# João Serra, o que se passa?
Fevereiro 1, 2009 at 3:19 am
fecham-se centros de saúde, entopem-se as urgências dos hospitais públicos, degradam-se as condições de atendimento dos hospitais públicos e a seguir abrem-se hospitais privados pois a saúde também é um negócio e quem a quer , paga-a. isto de saúde gratuita e universal para todos é para tótós.é como a educação: a educação há-de dar euros. não irá dar conhecimento, progresso, civilização….mas dar muito dinheiro a ganhar à parasitagem que suga um povo inteiro. a esta hora que já ninguém nos ouve, a esta hora em que as pessoas normais, como diz o fafe, já foram para a cama já lhes podemos chamar nomes, porque estes cabrões não tem outro nome, estes cabrões são do pior que um povo com quase novecentos anos de história já produziu:um governo da direita bafienta e estado-novista, portugueses do santo ofício, desses, dos puros, como dizia o abade correia da serra.
temos de fazer algo para correr com esta gente que é transversal à sociedade portuguesa, sobretudo no chamado bloco central de interesses. há duas formas: pela via pacífica, através do voto votando nas franjas. se isso não resultar…plano b
Fevereiro 1, 2009 at 3:36 am
Nada. Não se passa nada, Moriae. Está tudo na mesma.
Fevereiro 1, 2009 at 4:04 am
Pensei que estavas quase a morrer. Estava preocupado.
Fevereiro 1, 2009 at 4:17 am
Apartamentos para profs que não fazem nada:
http://www.spanishalgarveproperties.com/westernalgarve.php?page=1&type=0&location=1&category=0&price=0&sort=0
Fevereiro 1, 2009 at 4:28 am
JSerra, é verdade, estou quase a morrer :/
Fevereiro 1, 2009 at 4:49 am
#23 Fafe, fui lá comentar e ‘disse’ :
“LOL! Que idiota!
Assinado: Moriae”
Achas que vai publicar?Aquilo é moderado pelo próprio. E o blogue não tem valor significativo (aposto) na blogosfera.
Fevereiro 1, 2009 at 4:51 am
Hum… Quando?
Fevereiro 1, 2009 at 5:07 am
Tão giro que tu és … És parecido com um tal sindicalista de Coimbra que não se assume nunca e anda sempre dissimulado … volta e meia até ameaça. Não é o caso, obviamente. Esse tipo tinha a mania de assinar como gato.
Fevereiro 1, 2009 at 8:32 am
Vamos falar de crise! Mas, crise no próprio sector de Educação.
Este jornalista, pagem ou bobo da corte do de outro rei apalhaçado; fala dos privilégios que os professores têm, em relação ao restante povo.
Sou professora há 10 anos, contratada e como tal tenho o “privilégio” de já ter percorrido meio país para poder trabalhar. Em muitos anos, as despesas que tinha eram superiores aquilo que ganhava ( MUITO acima da média dos restantes portugueses: IRONIA). Mesmo assim , achei que não devia estagnar e investi mais ainda na minha formação. Tenho um mestrado e uma pós -graduação que para os contratados não adianta para nadan ( investimento pessoal, sim)
Mas, segundo estes empoleirados( este e o Miguel Sousa Tavares), somos uns medíocres. ” Os inúteis mais bem pagos”
Avaliação: que a façam, mas com coerência.E como tal, avaliem-se também . Eu, se tivesse 140.000 pessoas a contestar sobre as minhas convicções, pensaria um pouco senão estaria errada.
É triste!
Mas, sempre fomos assim. Já desde os tempos de Eça e do Rafael Bordalo Pinheiro. E com pena, o gesto do Zé Povinho está cada vez mais actual.
Fevereiro 1, 2009 at 8:51 am
ausência total de decoro é isto: presidente da ANP, João Granjo, disse que os docentes já demonstraram, num estudo feito em 2006 e 2007, a sua “vontade clara” de criar uma Ordem dos Professores, mas a associação decidiu esperar pela fixação do quadro jurídico para a criação das ordens profissionais, o que aconteceu em 2008. João Granjo referiu que o Conselho para a Promoção da Ordem dos Professores vai auscultar as associações profissionais e solicitar às escolas que induzam os docentes a tomar opinião sobre esta matéria.
Este senhor, João Granjo, até pode querer ter uma ordenzinha. Mas escolher este momento para iniciar o processo.
Só me apetece chamar-lhe nomes. E nomes muito feios.
Fevereiro 1, 2009 at 9:09 am
Cheguei agora.
Os nossos “bufos” não apareceram?
Penso que devem ter ido de fds para a neve!
Vou ler o texto do Joel Neto, deve ser do tipo nandinha, na versão macho.
É na revista sábado?
Paulo,
Os teus comentários ao “discurso” do jornaleco, já dão uma ideia para perceber o que este quer ou mandaram fazer.
Como disse alguém aqui nos comentários, NÓS os Professores somos tão importantes que tudo o que acontece, de mau, neste país a culpa é NOSSA… Grande responsabilidade a nossa!
Fevereiro 1, 2009 at 9:31 am
Só hoje, domingo, li este artigo.
Li também 50 comentários e só 2 acabavam por dar razão ao joel neto.
Para mim não é pelo facto de haver crise que os trabalhadores devem ter medo de lutar pelos seus direitos e fazer greves ou seja lá o que entederem.
Tanto assim que a crise afecta ricos médios e pobres mas de formas bem diferentes como sabemos. É diferente o Belmiro perder 300 milhes de euros ou o José da Esquina mais a esposa, perderem os seus trabalhos de 500 euros. Nos meses que se seguirão estes terão mais problemas nas suas vidas, e o Belmiro não deixará de ir em jacto particular ao Brasil passar férias mais os amigos e família.
(Quero aqui dizer que não sou invejoso e tomara que o globo fosse uma imensa colónia de férias para todos).
Posto isto, quero dizer aqui também que dou razão ao Joel Neto na medida em que tem de haver a medida certa nas lutas, uma racionalidade que esteja em harmonia com a situação geral em que vivemos.
Daí que certas medidas, mesmo as economicistas têm de ser compreendidas em função do contexto social.
E é isto que os ditos “professores do lado certo” não compreendem, pois estaão demasiados atentos ao seu UMBIGO.
Fevereiro 1, 2009 at 9:49 am
No JN? Tinha que ser. A vida está difícil e nem todos andam para contar os cigarros, como mim…
Bom domingo, abraço Guinote.
( Pede-se SOLIDARIEDADE, aqui:
Contamos com todos. Solidariedade, exige-se:
http://bandeiranegra1.wordpress.com/2009/02/01/blogue-solidario-o-nosso-zezito-e-douro-inocente-inocente-d-ouro-e-o-nosso-zezito/ ).
Fevereiro 1, 2009 at 9:52 am
muitos atropelos aos direitos dos trabalhadores sevão fazer a coberto da crise.
Fevereiro 1, 2009 at 9:55 am
#88,
Maria Campos, confesso que as referências pseudo-irónicas ao título do blogue farão sentido quando remetam para coisas minhas.
Se não gosta desse slogan dos professores e escolas do lado certo já pensou dizer isso nos blogues dos promotores da ideia?
Ou eu sou o depósito para a descarga de todas as zangas e amuos…
Ainda não chateia, mas enfanda e entedia.
Fevereiro 1, 2009 at 10:15 am
“Na verdade, a ‘má qualidade’ da lei é isso: os interesses ocultos instalados em cada Governo ou maioria política fazem do ‘legislador’ um mero executor de acertos cozinhados nos bastidores.”
Eduardo Dâmasao, “Correio da Manhã”, 1-2-2009
Fevereiro 1, 2009 at 10:19 am
Caro Paulo Guinote
Bom dia e bom domingo!
Boa disposição é preciso, estamos em dia de descanso.
A referências têm a ver com o próprio umbigo de cada um, quando não olham para a realidade social.
O Paulo só é responsável pela escolha dos posts e pelo texto que redige nos seus comentários. Não é responsável das ideias da maioria dos utilizadores do UMBIGO.
O slogan “professores do lado certo” não sei nem me incomoda quem o inventou, mas faz-me lembrar frases fanáticas de certs ortodoxias “somos os eleitos do reino do céu”, para além de revelar uma superioridade moral e ética que visa intimidar os mais incautos.
Não estou amuada, nem chateada, e espero que o PG também não fique.
Não me pediu mas quero aqui publicamente referir que tenho apreço pelo seu trabalho neste blog.
Tenha um dia feliz.
Fevereiro 1, 2009 at 10:28 am
#77 amanhã de manhã há buzinão, e será só o começo…
Fevereiro 1, 2009 at 10:30 am
AS Minhas Coisas Preferidas
Não estou amuada nem chateada
Gosto do Socas sou sua empregada
Gosto de chatear o parceiro
E de fazer “coisas” ao “engenheiro”…
Fevereiro 1, 2009 at 11:14 am
A mim, ninguém me manda calar, quanto mais esse senhor Joel Neto!
Era o que mais me faltava!
E fala em decoro?
Mas que sr é este para falar em decoro?
Não fala em DIGNIDADE? Pois não! Porque ele próprio não a tem!
Tenho dito!
Fevereiro 1, 2009 at 11:30 am
cont.
E mais: se o facto dos refeitórios fecharem quando fazemos greve, que se junte ao Bino e mão à obra: abram a a refeitório, mas primeiro cozinhem!! E depois aturem as crianças, limpem o refeitório, lavem a louça e SEMPRE APRENDEM QUALQUER COISA, antes de ESCREVEREM ASNEIRAS!!!
Fevereiro 1, 2009 at 11:56 am
Cada um tem direito a dizer os disparates que entende.
No entanto, isto devia fazer reflectir um pouco quem lê, especialmente professores e, eventualmente, sindicalistas. Isto que se lê é o que muita gente pensa… gente fora do sistema da educação, que apenas vê a escola do lado de fora. É fácil dizer estes disparates, mas não tem sido feito quase nada para mostrar o interior…
Quantas escolas levam os pais a uma visita às instalações durante o ano lectivo? Quantas incentivam os pais a participar?
Os pais são mal vistos, por não entenderem nada da escola, mas podiam ser os melhores aliados dos professores se estes quisessem. É um erro estartégico monumental e que se paga: o governo agride, os pais aplaudem; os sindicatos gritam, os pais mandam-nos calar… que tal inverter este ciclo?
Fevereiro 1, 2009 at 1:14 pm
Paulo,
Ontem fiz um comentário que não passou…
Fevereiro 1, 2009 at 1:57 pm
A minha empregada de casa também gostaria agora de ser professora e ter emprego para a vida toda, mas coitada, só estudou até ao 6º ano!…
O Joel Neto deve ter tido um momento de delírio, ou alguém lhe deu uns “tustes” extras para este artigo, pois um freelancer tem que ganhar a vidinha. Agora, um tipo que joga golfe quase diariamente com parceiros que são na sua maioria professores, tinha todas as condições para aconselhar-se bem em relação a esta matéria antes de escrever estas enormidades no final do artigo.
Fevereiro 1, 2009 at 2:04 pm
Quem é Joel Neto? Disse alguma coisa?
Existe???
Fevereiro 1, 2009 at 2:05 pm
O que é que o sr Joel propõe? Que já que a crise grassa, nos dediquemos todos a arrancar os cabelos e a carpir? que o país pare para ver a banda passar? Propõe o imobilismo? O pedimos desculpa por esta interrupção o protesto segue dentro de momentos? Já me enjoa esta FIXAÇÃO MÓRBIDA com os professores! Estas mentiras constantes, estas opiniões do senso comum! Depois os cursos CEF e o RVCC é que formam ignorantes?
Fevereiro 1, 2009 at 2:36 pm
Joel:ainda vais a tempo de ser professor.Tira o curso( se fores capaz) e depois concorre.
Fevereiro 1, 2009 at 2:38 pm
#98
O sr. também parece não saber o que se passa actualmente nas escolas.No CG estão representantes dos pais e ee.No jardim de infância, onde trabalho,os pais e ee vão levá-los e buscá-los às salas.
Para além disto, participam activamente na vida do jardim de infância entrando em teatros, contando histórias,realizando actividades relacionadas com a sua profissâo(…)para todas as crianças.
O sr. Joel que vá passar um mês ao Iraque, como já o fizeram alguns dos seus colegas que eu admiro muito.
Fevereiro 1, 2009 at 2:42 pm
Meus caros não irá tardar que as escolas abram ás 7 horas da manhã..viram a reportagem da RTP1 agora…uma creche algures no minho abria ás 5 e 30 da manhã para os pais irem para a fábrica….o futuro… quer a gente queira quer não…deixamos isto até chegAR AO QUE ESTÁ E AGORA É MUITO DIFÍCIL DE ALTERAR
….
Fevereiro 1, 2009 at 2:45 pm
Anónimo #13,
obrigado meu bom amigo por me ter tirado este peso de cima de mim. Andava eu há tanto tento a pensar o que estaria errado comigo: a febre viria de onde? Este sentimento de divindade absoluta (um bocadinho menos do que o sono primeiro). O médico disse-me que era uma faringite (ou laringite ou uma outra ite qualquer) mas afinal tudo era mais simples: eu sou o Sol e o mundo gira à minha volta. OK é um mundo pequenino, mas estou a pensar importar um daqueles mega planetas exosolares que tornam Júpiter um respeitável cidadão planetário de terceira que é para aumentar a minha importância. Deo gratia que há gente bondosa neste mundo.
Fevereiro 1, 2009 at 2:46 pm
#98
Concordo.
O governo que não faça dos professores uns chantagistas e os insulte. Aí sim muitos pais “baixarão a bolinha”.
Fevereiro 1, 2009 at 2:48 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/02/01/rapaziada-para-a-gata-nao-se-ficar-a-rireheheh/
Fevereiro 1, 2009 at 2:52 pm
#105
No futuro os pais deixarão os filhos na escola à segunda de madrugada para os irem buscar à sexta à noite.
Os professores ficarão responsáveis pelas crianças todos esses dias, dormindo também eles na escola.
Vantagem: o professor não precisa de alugar ou comprar casa, já que passa a viver na escola (fins-de-semana também porque alguém tem que fazer as limpezas – as auxiliares são cada vez menos e não chegam para tudo).
Desvantagem: o professor deixa de ter vida própria e já não poderá casar e ter filhos.
Fevereiro 1, 2009 at 2:53 pm
“(…)
The vast majority of current teachers will enjoy a final-salary pension scheme from the retirement age of 60. Only teachers who have started working since January 2007 will have to work until their 65th birthday.
(…)”
http://business.timesonline.co.uk/tol/business/economics/article5627647.ece
Fevereiro 1, 2009 at 3:33 pm
A vida está boa é para os deputados, nem sequer precisam de sindicato!!
115 deputados acumulam funções. A não exclusividade é, segundo o Estatuto dos Deputados, o regime geral aplicado ao exercício da função de deputado.
Dos 230 deputados, Luís Marques Guedes, ex-líder parlamentar do PSD e actual presidente da Comissão de Ética, é o único deputado que escreveu na folha de rosto do registo de interesses como profissão principal ‘Deputado em exclusividade’
4000 euros por mês brutos é o valor do salário médio mesal de um deputado da Assembleia da República. Em 2008, a despesa prevista com os vencimentos dos deputados ascende a 13,2 milhões de euros, incluindo salários extraordinários.
http://www.correiodamanha.xl.pt/noticia.aspx?channelid=00000181-0000-0000-0000-000000000181&contentid=E6DF2C20-1413-4892-B9F6-F865C33452B3&goComments=11
Fevereiro 1, 2009 at 4:02 pm
# 88 Maria Campos
…não sou invejoso…
I beg your pardon?
Fevereiro 1, 2009 at 4:03 pm
Realmente! Sou uma privilegiada… Como é que ainda nunca tinha dado por isso. Tantas coisas que tenho adiado por não ter possibilidades económicas. Vejo os meus alunos subsidiados do escalão A com grandes telemóveis topo de gama e o meu velhinho nokia nem dava para tirar fotografias. Encontro alunos meus que já tiraram os seus cursos e com metade do tempo de serviço ganham quase o dobro do que eu. Fico contente por eles, mas no fundo, um pouquinho roída de inveja. Talvez me andem a enganar. Isto está mau? Pois está! Mas a culpa não é de certeza dos professores.
Fevereiro 1, 2009 at 4:07 pm
#112 António Ferrão
mas se havia comentado algo do g´nero em anteriores comentários.
O Maria de Campos …
Fevereiro 1, 2009 at 4:08 pm
*género
Fevereiro 1, 2009 at 4:29 pm
Ó Joel vai pastar. Deputados que ganham aquilo que a gente sabe e nada fazem(90%. Preocupa-te com esses, ameba.
Fevereiro 1, 2009 at 5:13 pm
Provavelmente o Joel quer ser deputado do PS, pelo que convém não dizer mal!!!!!!!!!!!!!!!!
Fevereiro 1, 2009 at 6:57 pm
Tenho pena das pessoas que não têm quem lhes dê um afago, quem lhes dê confiança, quem lhes dê o mínimo de auto-estima. Tornam-se amargos, agressivos, revoltados. Provavelmente, é isso que transmitem aos descendentes. Também por isso, os professores têm de fazer o papel de pais, uma espécie de pais adoptivos, nos “braços” de quem os alunos carentes “caem” e fazem os pequenos “sonos” (que o tempo dá para pouco) que ainda lhes permitem sentir que há um outro lado no “grande depredador” de corpos e de almas.
Nenhuma sociedade tem o direito de deixar ao abandono qualquer ser humano que esteja no seu seio. Esta é a minha única verdade! Descontem-me do vencimento tudo o que seja possível para melhorar a sociedade. Nenhum desempregado, ninguém com fome, ninguém sem roupa, deve ser abandonado ao seu azar!
Metem-me realmente náuseas até ao âmago aqueles que nunca se pronunciam (ou o fazem com timidez) contra a acumulação imoral de riqueza, contra os vampiros sociais, contra os dilapidadores da ética, dos princípios, da solidariedade, da riqueza.
Indignam-me aqueles que, quando se lembrarem que uma das causas do desemprego é a mecanização e a automação das empresas, virão a correr exigir que não mais se inventem máquinas, em vez de exigirem que a produção de cada máquina seja um bem para a humanidade e não mais uma possibilidade de enriquecimento imoral de uma pessoa!
Fevereiro 1, 2009 at 7:23 pm
O pior vai acontecer quando se privatizarem as escolas, hospitais(…)
Aí os ricos vão ficar mais ricos e os outros serão todos pobres. E já faltou mais………..
Fevereiro 1, 2009 at 8:16 pm
Pelos vistos o Joel quer mesmo ser deputado porque…Muito bons, mas mesmo muito bons sãos os deputados, segundo Almeida Santos.
«Não se paga aos deputados o suficiente para que sejam todos apenas profissionais. Quanto às justificações para as faltas, é verdade que a sexta-feira é, em si própria uma justificação, porque é véspera de fim-de-semana. Eu compreendo isso. Talvez esteja errado que as votações sejam à sexta-feira. Não julguemos também que ser deputado é uma escravatura, porque não é, nem pode ser. É preciso é arranjar horas para a votação que não sejam as horas em que normalmente seja mais difícil e mais penoso estar na Assembleia da República».
Pois…pobres deputados que ganham só 3708 euros de salário-base,mais 10% do salário para despesas de representação, entre outras regalias (http://www.inverbis.net/sistemapolitico/deputados-abonos-duplicam-vencimento.html ).
Para qualquer trabalhador, a sexta-feira é, em si própria uma justificação para faltar ao trabalho, aliás, acho que tal justificação está mesmo contemplada no novo código de trabalho. Ser deputado não pode ser uma escravatura – escravatura é para os trabalhadores a recibos verdes, para os trabalhadores que acumulam horas em cima de horas sem a devida compensação, para os trabalhadores com horários tão flexíveis que não os conseguem conciliar com a vida familiar. É, portanto, penoso estar na Assembleia da República à 6ªF…pois o Sr. Almeida Santos não se apercebe o penoso que é para o vulgar cidadão ouvir frases tão deslocadas da realidade que são até ofensivas para quem, de facto, trabalha.
Fevereiro 1, 2009 at 8:46 pm
Almeida Santos não se pode,de forma alguma, aperceber do que disse e do que tal significa não só para quem trabalha como, também, para quem está desempregado.
Antes do 25 de Abril de 74, Almeida Santos quando soube que iria haver, brevemente, uma revolução em Portugal, tratou de tirar toda a sua fortuna de Moçambique e veio para o continente, como se não soubesse de nada.
Para este homem somos todos apelidados de “BURROS”, sendo ele mais os outros do PS os “ILUMINADOS”.
É agora que vou deixar de pagar à EDP, pois vou ter iluminação “GRÁTIS”
Bem hajas Almeida Santos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Fevereiro 1, 2009 at 9:56 pm
Sinceramente, pensei em responder ao Joel Neto. Dizer-lhe, de entre mais, que, habituado como estou a lê-lo, não esperava, de todo, um texto como o que surgiu, na revista, este fim de semana. Tinha ideia de um indivíduo razoável e amigo da verdade. E este texto, é verdadeiramente a negação das minhas expectativas pessoais em relação a ele. Uma vergonhosa demagógica e apressada mistificação da realidade, estruturada em comparações sem sentido e conclusões aparvalhadas sobre o que é ser professor e viver como professor, no nosso país.
Lamento que se tenha permitido a palermice que é este texto, repito, a milhas daquilo a que me havia habituado a ler, dele.
Mas, como entretanto dei com este do Paulo Guinote, decidi que a resposta estava dada.
Saudações
Elias
Fevereiro 2, 2009 at 12:30 am
Muita dor de corno tem esta gentinha dos professores1 Vejamlá se eles atacam os salários dos médicos, advogados, engenheiros, gestores, enfermeiros, etc? Também fazem greves, também fazem reinvindincações. Mas só o desgraçado do professor é o saco de pancada. Bolas, chega! É hora de dizert basta!!
Fevereiro 2, 2009 at 11:20 pm
Medíocre, este Joel Neto.
Na forma e no conteúdo ( e escreve livros???)
Nada de novo, para além de uns malabarismos pseudo intelectuais encomendados/necessários para assegurar o lugarzito de cronista que lhe garante o sustento. Porque a verdade é, afínal, líquida e inequívoca: há quem legitimamente queira e lute por uma vida melhor…e há quem se venda para aguentar o dia-a-dia. Assim ao jeito de “arranja-me um emprego, pode ser na tua empresa(ou revista)…como diz Sérgio Godinho. É para esquecer. Merecemos leituras de categoia superior, bem mais ao nosso nível.
Setembro 11, 2009 at 11:50 am
Conheci o Joel Neto um dia. Não foi numa sessão de autógrafos. Não me foi apresentado por ninguém. Apresentámo-nos. Apeteceu-me conhecê-lo porque lhe achava piada pela foto que via .. Quando combinámos encontro, pensei: pronto, afina a engrenagem porque vais passar 2 hrs em citações, menções a este e aquele autor … Vai sei extenuante. E assim foi. Foi um daqueles serões que apetece não acabem. Eu a pensar que me sairia na rifa um intelectual ou pior, um pseudo-intelectual, mas não. Um gajo como nós. Que gosta de conversar como qualquer um que goste de conversar. Diferente, apenas a forma como ganha a vida. A escrever para jornais, logo mais vulnerável. Pronto, numa coisa concordo: era escusado o blog na 3.ª pessoa
) Tenho de lhe dizer isto.