TOMADA DE POSIÇÃO DO CONSELHO GERAL TRANSITÓRIO DO AGRUPAMENTO VERTICAL DE ESCOLAS DO VALE DA AMOREIRA
A educação é um dos instrumentos fundamentais no combate à desigualdade, pois contribui, de modo decisivo para a formação e a preservação de valores sociais, cívicos e culturais essenciais e reveste-se de particular importância para a entrada das pessoas no mercado de trabalho e para o desenvolvimento da sua vida profissional.
Sendo pois um bem, de fruição colectiva é inconcebível que o estado se vá progressivamente afastando, conduzindo com as suas opções a uma escola menos pública, menos democrática e menos inclusiva.
As medidas impostas por este governo são claramente um ataque à natureza democrática da Escola Pública, criando mais desemprego entre os docentes mais precariedade nas relações laborais e mais deterioração nas condições de exercício da profissão docente. Estas medidas provocam sobrecargas horárias, esgotam os profissionais e influem negativamente no seu desempenho, dificultam a organização pedagógica das escolas e o normal funcionamento destas.
A imposição de um Estatuto de Carreira Docente, que concretiza uma divisão absurda da carreira em tudo contrária aos interesses da Escola.
A tentativa de impor um modelo de avaliação, pensado apenas com o objectivo de dificultar ao máximo a progressão na carreira. Um modelo sem qualquer sustentação científica, pedagogicamente inútil e injusto, que nada contribui para a melhoria das práticas pedagógicas.
Um comportamento impróprio numa democracia, como por exemplo a permanente desconsideração dos docentes, a imparável produção de legislação que contraria quadros legais em vigor, o desrespeito pelos tribunais, a tentativa de desvalorizar as organizações sindicais e a deterioração do diálogo e da negociação.
Assim neste contexto defendemos:
- Uma política que proporcione de facto a educação e aprendizagem ao longo da vida.
- Uma Escola que contribua para eliminar manchas de exclusão, focos de delinquência, racismo e xenofobia.
- Uma Escola orientada por critérios exclusivamente pedagógicos.
- Uma Escola inclusiva, democrática e de promoção do sucesso escolar.
- Uma Escola que respeite a dignidade profissional dos seus agentes
- Uma Escola participada por todos e aberta à sociedade .
Por isso exigimos uma urgente mudança de políticas educativas, condição essencial, para a construção de uma Escola Pública de Qualidade.
Conselho Geral Transitório do Agrupamento Vertical de Escolas do Vale da Amoreira
Vale da Amoreira 23 de Janeiro de 2009
Janeiro 25, 2009 at 8:10 pm
Pim!
Janeiro 25, 2009 at 8:39 pm
Normalmente não comento tomadas de posição de escolas.
Mas dei-me ao trabalho de ler esta e saliento as conclusoes que defendem e aqui transcrevo
“Assim neste contexto defendemos:
- Uma política que proporcione de facto a educação e aprendizagem ao longo da vida.
- Uma Escola que contribua para eliminar manchas de exclusão, focos de delinquência, racismo e xenofobia.
- Uma Escola orientada por critérios exclusivamente pedagógicos.
- Uma Escola inclusiva, democrática e de promoção do sucesso escolar.
- Uma Escola que respeite a dignidade profissional dos seus agentes
- Uma Escola participada por todos e aberta à sociedade .
PERGUNTO:HAVERÁ ALGUM PORTUGUÊS QUE NÃO DEFENDA ISTO?
Janeiro 25, 2009 at 8:42 pm
Maria, há, claro que há.
Não sabe quem? Quer que lhe faça um desenho?
Janeiro 25, 2009 at 10:03 pm
#2-QUE ME LEMBRE JÁ HÁ UM- Mª Campos
Janeiro 26, 2009 at 6:06 pm
Esclarecimentos Sobre as Implicacoes Da Nao Entrega de Objectivos 1
(Fenprof)
http://www.scribd.com/doc/11393800/Esclarecimentos-Sobre-as-Implicacoes-Da-Nao-Entrega-de-Objectivos1