Caro Paulo Guinote,Junto envio a moção que suspende o Processo de Avaliação versão SIMPLEX no Agrupamento de Escolas Martim de Freitas, Coimbra. A moção foi aprovada com 132 votos a favor, um voto contra e nove votos em branco.Um abraçoMiguel Dias
MOÇÃO
Os professores e educadores do Agrupamento de Escolas de Martim de Freitas, reunidos no dia 22 de Janeiro de 2009, entendem que as condições objectivas para a aplicação do modelo de avaliação do desempenho não se alteraram, tendo em conta os seguintes aspectos:
1. As alterações sucessivas do Modelo de Avaliação traduzem um reconhecimento inequívoco, por parte do Governo, da sua inadequação pedagógica e da sua inexequibilidade;
2. As alterações pontuais que foram introduzidas não alteraram a filosofia e os princípios que lhe estão subjacentes. Não obstante a designação Modelo de Avaliação, não o é efectivamente. Carece de natureza formativa, não promove a melhoria das práticas, uma vez que assenta na seriação dos professores para efeitos de gestão de carreira;
3. As alterações emanadas do Governo mantêm o essencial do Modelo, designadamente, alguns dos aspectos mais contestados, como a existência de quotas para Excelente e Muito Bom, desvirtuando assim qualquer perspectiva dos docentes verem reconhecidos os seus efectivos méritos, conhecimentos, capacidades e investimento na Carreira;
4. Outras alterações como as que têm a ver com as classificações dos alunos e abandono escolar são meramente conjunturais, verificando-se que esses aspectos serão posteriormente retomados para efeitos de avaliação;
5. A implementação do Modelo de Avaliação imposto pelo Governo significa a aceitação tácita do ECD, o qual dificulta o ingresso na carreira e promove a sua divisão artificial em categorias.
Os professores e educadores do Agrupamento de Escolas Martim de Freitas reafirmam a sua inteira disponibilidade para virem a ser avaliados no seu desempenho docente por um novo modelo de avaliação que privilegie a dimensão formativa, numa perspectiva contínua, assente no trabalho cooperativo, que reconheça o mérito pela competência científico-pedagógica.
Apelam a que se substitua o actual Modelo de Avaliação por um Modelo consensual e pacífico, que se revele exequível, justo e transparente, de forma a melhorar o serviço educativo público e a dignificar o trabalho docente, promovendo assim uma Escola Pública de qualidade.
Tendo em consideração o que foi referido anteriormente e coerentes com todas as tomadas de posição que têm assumido ao longo deste processo, reafirmam a sua vontade em manter a suspensão do Modelo de Avaliação.
Janeiro 24, 2009 at 9:30 pm
A Igreja dos Últimos dias
Este é mais um dos poucos comunicados resposta a diferentes apelos lançados à “Desobediencia Civil”.
Cada vez mais isolados, cada vez mais desesperados, cada vez mais desnorteados….
Cabe perguntar ao Profeta se é realmente este o caminho a seguir !
Janeiro 24, 2009 at 10:30 pm
Já não tenho uma revista americana de educação onde se estipulava quais os procedimentos da administração para contactarem com os professores.
Tinha-se chegado à conclusão, depois de vários estudos, que as comunicações escritas (normas) já decididas pela administração chocavam com a sensibilidade dos professores.
Perante este desenlace a administração optou pelo contacto com as representações das escolas, em seminário, para decidirem sobre as futuras normas.
A administração limitava-se a apresentar tópicos do que se pretendia realizar para optimizar os recursos humanos e materiais, ou outro assunto premente. Nada estava escrita nem nada estava decidido. Pretendia-se apenas ouvir os professores sobre a temática que a administração pretendia resolver.
Esta posição participante do professor, conferindo-lhe o poder de também contribuir com o seu saber e experiência, porque dentro da vivência escolar, para uma melhoria do ensino, constituía uma motivação forte para a classe, que deixava de ser um simples receptáculo de normas impostas.
O que aconteceu entre nós, foi a total inversão destas premissas. A administração, como é apanágio entre nós, marginalizou os professores e actuou prepotentemente, como se fossem escravos da administração pública, seres obedientes e disciplinados, sujeitos a todos os vexames.
O diálogo é omisso, e a administração assistiu musculadamente à confirmação do aforismo de Raymond Aron:
“Os homens é que fazem a história, mas desconhecem que história estão a fazer”.
Que o mesmo é dizer: “A Ministra é que faz a história da educação, mas não sabe que história está a fazer”.
Janeiro 25, 2009 at 12:22 am
Muito bem: clap, clap, clap…
Agosto 18, 2009 at 1:36 pm
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OMG…
Agosto 18, 2009 at 1:36 pm
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Agosto 18, 2009 at 1:37 pm
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Agosto 18, 2009 at 1:37 pm
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