Olá, Bom dia
Chamo-me Maria Maria Coelho, sou professora de Educação Física na Escola Secundária ********** e tenho 30 anos de serviço docente.
Quero começar por lhe dar os parabéns e agradecer todo o esforço e iniciativa que tem desenvolvido na defesa e luta pela profissão docente e pela dignidade dos professores.
Aguardo a divulgação do NIF da conta divulgada no seu site pois desejo contribuir para esta justa e digna causa.
Aproveito também para partilhar consigo uma leitura de todo este emaranhado da avaliação.
Todas as organizações têm de avaliar os seus funcionários pois disso também depende o desenvolvimento e a sustentabilidade dela. A não entrega dos objectivos individuais, por parte do professor/funcionário, não inviabiliza a sua avaliação, senão os maus funcionários para não terem avaliações insuficientes não entregavam os objectivos individuais. Este facto tem por consequência que os objectivos que irão prevalecer para o funcionário são os definidos pela organização/ gestão de topo. Assim, após a data limite para entrega dos objectivos individuais, o funcionário poderá questionar a organização para saber quais os que esta definiu para si. De facto, continuamos a trabalhar, a exercer a nossa profissão de acordo com o que é esperado e muitas vezes até superando esses limites.
Como a avaliação se inicia com a entrega da auto-avaliação, essa sim obrigatória, ela será referenciada aos objectivos definidos pela gestão e como tal se algum funcionário não for avaliado não é da sua responsabilidade. O pior que pode acontecer é ter avaliação insuficiente mas como este ano essas avaliações carecem de confirmação no próximo ano, a verdade é que todos teremos contagem de tempo de serviço, quer se entregue ou não os objectivos individuais e até mesmo a auto-avaliação.
Gostava de saber qual a sua opinião sobre esta leitura pessoal, que a ser verdade permite evidenciar a atitude de “ameaça” e “chantagem” do ME sobre a gestão, colocando-a também numa situação pouco confortável pois terá que divulgar quais os objectivos esperados para todos os funcionários.
Até breve e uma vez mais toda a minha solidariedade e determinação.
M.M.C.
Janeiro 22, 2009 at 10:43 am
Caro Paulo,
aproveito para agradecer a disponibilidade de todos os colegas envolvidos neste processo de averiguação da legalidade das tomadas de posição do ME.
Só fico a guardar o NIB.
Esperemos que as questões da Maria Manuel e as nossas fiquem respondidas com o parecer e que possamos, finalmente, voltar a respirar um ar mais saudável, sem tanto cheiro a adesivo.
Janeiro 22, 2009 at 10:52 am
Mais tarde ou mais cedo! Uma caricatura, esperemos!!!!!
DIÁRIO – Querido DIÁRIO
29 de Junho de 2009
paçei o 5º anuh. A p*ta da stora de mat, k é a nossa dt, n m kria
deixar paçar pk eu tnh nega a td menus a ginástica, pk jogo bem há
bola, e o crl… mas a gaija f*deu-se puke a ministra da idukaxão
mandou dizer ao ppl k penxam q mandam aí nas xkolas masé pa baixarem
os kornos k tds os socios com menos de 12 anus teiem de paçar… axu
bem.
29 de Junho de 2010
passei o 6º anuh. ainda bem q ainda n fiz 13 anus, q ódpx podia n
passar, qesta cena de passar com buéda negas é só até aos 12…
f*da-se, fiquei buéda f*dido na m*rda deste ano, e ó c*ralho, o
pan*leiro do stor d educassão física deu-me a m*rda do 2… assim tive
nega a tudo… ainda bem q a ministra da iduqaxão é porreira, ela é q
é uma sócia sbem: a xqola n serve pa nada, é uma seca. tive q aprender
que os K’s se escrevem Q, qomo em “xqola” e não “xkola”, e que
“passar” não é qom Ç… a xqola é porreira só pa qurtir qas damas qd
gente se balda…
29 de Junho de 2011
Passei o 7º ano. Exte anuh ia chumbando pq tive nega a qase td menos a
área de projetuh, mas aqela cena tb é facil, n se fax nd… Exte anuh
a dt disseme q eu passava pq tinha aprendido qas fraxex qomexam qom
letra maiúscula e pq m abituei a exqrever qom Q em vez de K, tipuh
agora ja xei xqrever “eu qomo qogumelos qom quentruhs” em vez de “eu
Komo kogumelos kom kuentruhs”. É fixolas, pode xer qum dia venha a ser
um gamela famôzo…
29 de Junho de 2013
Passei o 9º ano. Foi buéda fácil, pqu a prof paxou-me logo. Fui ao
quadro xqurever uma sena em qu dezia tipuh “aquela janela”, e eu
exqurevi “aqela janela”, pqu dixeram-me qu n se xkqureve “akela”, é
quom Q e não quom K. Mas a profs desatinou quomiguh e dixe qu eu tnh
qu pôr o U à frente do Q… Pur ixu exte anuh aprendi qu o Q leva U à
frente. No próximuh anuh é o 10º, vou pá sequndária…
29 de Junho de 2014
Aquabei o 10º ano. Não foi muituh difícil só tive que aprender-mos a
não exqureverem quom aberviaturas purque nem todas as palavras xe
puderam aberviar mas ixtu foi uma bequa para o quompliquado purque
quom esta sena do QU em vex de K e das aberviaturas exqueceramme de
quomo é que se faxião os verbuhs nos tempuhs e nas pexoas, ou lá o que
é… Mas a prof disse tass bem que no prócimo anuh a gente vê ixu.
29 de Junho de 2015
Passou o 11º ano. Foi mais fácil que o 10º. Aprendi que as frases
devem ser mais qurtax. E aprendi também que “ano” não esqureve “anuh”.
Axo que no prócimo ano vai ser mais difícil. Purque a xeguir é a
faquldade.
29 de Junho de 2016
Acabou o 12º. Fiquei buéda confuso porque tive de aprender a diferenxa
entre usar o QU e o C, tipo “esCrever” e não “esQUrever”. Quando eu
usava o K era buéda mais fácil… A prof de português é buéda
religiosa e anda a ouvir vozes de deus, porque dixe-me que eu não
merexia passar, mas “xão ordens lá de xima”…
29 de Junho de 2017
Já fiz o primeiro ano da faculdade. Estou em ingenharia cevil na
universidade lusófona. Tive um stor buéda mal iducado que me disse que
eu era um ignorante porque às vezes escrevia com X em vez de CH, S ou
C. Mas o meu pai veio cá com uma moca de rio maior e chegou-lhe a rôpa
ao pelo. E depois fomos fazer queixa do gajo e a ministra despediu-o
porque o gajo, não sei quê, parece que quis vir estragar aqui um muro
nosso. Mas não sei essas senas. O meu pai é que me explicou uma cena
qualquer de “danos murais”… O que é bom é que a ministra da iducação
continua a mandar aqui nestes sócios da faculdade para eles não
levantarem a garimpa contra nós.
29 de Junho de 2019
Acabei a minha licenciatura porque a ministra da iducação disse que
tinhamos que passar sempre mesmo que não tivessemos notas, para não
ficarmos astigmatizados. Acho que é uma cena que dá nos olhos quando
se estuda muito. Agora vou fazer um mestrado e disseram-me que, quando
acabar, vou ficar mestre. Eu quero ser de Kung-Fu.
29 de Junho de 2021
Já sou mestre. Afinal não sou de Kung Fu, sou de engenharia cevil. Os
meus profs disseram que eu não devia estar em mestrado porque ainda
não estava preparado, mas eu disse que o meu pai tinha uma moca de rio
maior e que era amigo da ministra e já tinha mandado um bacano da laia
deles para a rua e eles calaramsse. Agora vou fazer um doutoramento,
porque a ministra da iducação diz que se não deixarem um aluno fazer o
doutoramento só por causa das notas, ele fica com a auto-estima em
baixo e isso perjudica a aprendizajem.
29 de Junho de 2023
Sou doutor. O meu orientador da tese ficou muito satisfeito porque eu
já não dou erros ortográficos: ao longo destes dois anos, aprendi a
escrever “engenharia civil” em vez de “ingenharia cevil” e também
porque aprendi que a ministra é da “educação” e não da “iducação”, mas
lê-se assim. Entretantos casei. A minha dama chama-se Sónia e os pais
dela ficaram muito felizes por ela ir casar com um doutor em
engenharia civil. Ela não sabe ler nem escrever: só fez até ao 2º ano
da licenciatura e depois foi trabalhar para o Minipreço. Já tá
grávida.
29 de Outubro de 2023
Nasceu o meu filho! Chamei-lhe Júnior porque ele é mais novo que eu.
29 de Agosto de 2029
O Júnior vai fazer 6 anos daqui a 2 meses. Devia entrar para a escola
este ano, mas estive a pensar muito bem e não o vou pôr na escola. Ele
não precisa daquilo para nada, aprende em casa. Eu ensino-lhe a ler,
que sou doutor, e a mãe ensina-lhe a fazer contas, que é caixa no
Minipreço. A escola não vale nada. Acho que o sistema de ensino hoje
em dia é uma m*rda. No meu tempo é que era bom.
Janeiro 22, 2009 at 10:59 am
Desde o início do ano lectivo que deixou de haver alegria na minha Escola em Viseu.
Só para terem uma ideia, marcou-s plenário, compareceram pouco mais de 60% dos Professores e nada foi decidido, apenas o pedido de suspensão da ADD, junto do CE e CP.
Este orgãos e os elementos que lá têm assento têm acompanhado e subscrito a legislação publicada.
Acresce a isto o facto da Escola ter tido uma participação nos dias de greve superior a 90%. São sinais evidentes de estar contra esta ADD.
Sinto-me triste com o facto do meu Agrupamento ter continuado o processo ADD, chegando ao ponto de hoje, dia 22, já existirem nos serviços administrativos requerimentos de aulas assistidas para tentar obter a classificação de Muito Bom ou Excelente.
Esta semana, como já disse neste Blogue, acabei por entregar os OI (devo ter sido dos últimos a fazê-lo), pois se não o fizesse, a Tutela o faria, em conformidade com a legislação em vigor.
Ontem, dia 21 em reunião de Departamento aprovou-se uma decisão de pararmos aqui o processo, mas, com a garantia de nenhum colega, vir a requerer aulas assistidas.
Acabo de saber que esta decisão não vale de nada, porque já existem requerimentos nesse sentido, nos serviços administrativos.
Lamento, estar nesta Escola, sendo a ADD uma causa JUSTA e COMUM, mas neste Agrupamento, cada um pensa por Si e em consciência deve tomar a sua decisão.
Aqui a consciência acaba por ser influenciada por colegas que pretendem “tentar passar a perna” a outros mas compreendo que a partir do momento em que um Professor procede a tal requerimento, todos os outros têm o direito e o dever de o fazer, apesar de ser uma incoerência com os factos anteriores e participações em dias de greve.
Gostava de estar noutro local a trabalhar e sentir a ADD como uma causa COMUM.
Faço votos que esta ADD acabe por MORRER.
Aguardarei o NIB para a luta jurídica, mais, não consigo fazer no meu local de trabalho em relação a ADD.
Continuarei a dar o meu melhor como Professor perante os meus alunos.
Janeiro 22, 2009 at 11:47 am
“Como a avaliação se inicia com a entrega da auto-avaliação, essa sim obrigatória, ela será referenciada aos objectivos definidos pela gestão e como tal se algum funcionário não for avaliado não é da sua responsabilidade”.
A avaliação não se inicia com a auto-avaliação. A parte final do processo de avaliação é que se inicia com a auto-avaliação.
O processo normal (segundo o DR 2/2008) tem inicio com a apresentação dos objectivos individuais. É em função dessa entrega que se processa tudo o resto: as aulas assistidas (ou não, na versão simplex), a auto-avaliação, etc.
A não entrega de objectivos pode ler-se como “falta de acordo”, sendo os mesmos definidos pelo órgão executivo. É em função destes que depois deve ser feita a auto-avaliação.
Por isso, dizer que a avaliação começa com a auto-avaliação não é correcto.
Janeiro 22, 2009 at 11:48 am
No post anterior saiu um 8) mas devia ser o 8 de 2008…
Janeiro 22, 2009 at 2:04 pm
Correcto João Serra
A questão que se coloca é se quem não entrega os OI pode depois entregar a auto-avaliação.
Ou seja, pode-se chegar ao fim de uma processo sem o ter iniciado? Tenho algumas dúvidas.
Janeiro 22, 2009 at 3:22 pm
#6. Maria
No último post do meu blogue falo disso com mais detalhe.
Em principio, quem não entrega os objectivos vê-os fixados pelo órgão de gestão / avaliador (numa leitura possível da expressão “falta de acordo”). É em função desta fixação é que a actuação do docente se deverá basear e, consequentemente, a respectiva auto-avaliação.
Espero ter sido mais claro.
Janeiro 22, 2009 at 3:23 pm
#Sr3
Rui Martins: Leia a alegoria sobre ter ou não ter “algo” no sítio e vá chatear os seus colegas (não! Queixe-se à mamã MLR em vez de estar a colocar este seu pseudolamento em tudo quanto é lado.
Todo o mundo diz que você não engana ninguém.
O seu texto é demasiado cordeiro para não ser de lobo. Não pensou nisso?
Janeiro 22, 2009 at 3:41 pm
# 3
Bom
Ao menos a Maria Campos assume que é a favor do durex e lá vai aceitando o simplex.!!!
Isto de meias tintas, não é comigo.
#7
A minha opinião vai nesse sentido. Não aceitar os objectivos é aceitar os objectivos do avaliador.
Agora há uma situação que levanto… ) a minha cabeça a pensar é mazinha..eu avisei!)
Ao fixar a calendarização o PCE estabelece um prazo para a apresentação dos objectivos. Prazo esse com o qual cada funcionario se deve submeter pois é um objectivo de gestão do PCE/Escola/Agrupamento.
Ao não apresentar no prazo os OI o avaliado está de imediato a colocar-se fora do processo de avaliação! Logo a não cumprie o objectivo. Logo a falhar o arranque do processo. Logo a não poder situar “redigindo de forma rigorosa” oa seus objectivos. Logo não poderá depois apresentar a ficha de auto-avaliação redigida no cumprimemto dos OI . Logo…
Cabeça pensadora…..Não havia assim uma rábula?
Janeiro 22, 2009 at 3:49 pm
#9. Maria,
Penso que a partir de certo ponto não é bem assim.
“Ao fixar a calendarização o PCE estabelece um prazo para a apresentação dos objectivos. Prazo esse com o qual cada funcionario se deve submeter pois é um objectivo de gestão do PCE/Escola/Agrupamento.
Ao não apresentar no prazo os OI o avaliado está de imediato a colocar-se fora do processo de avaliação! Logo…” são-lhe fixados os objectivos que forem considerados adequados. O que é adequado tem de ser visto em concreto, bem entendido, não podem ser “castigos” ou objectivos inadequados ao grupo disciplinar/anos leccionados, etc.
Logo, tem de cumprir estes objectivos. Logo não falha o arranque do processo. Logo poderá depois apresentar a ficha de auto-avaliação redigida no cumprimemto dos OI. Logo…
Mas, como digo, é uma leitura.
Janeiro 22, 2009 at 5:39 pm
#sr8
Só merece resposta, dando a sua cara/nome de berço.
Cumprimentos.