Associação de Professores pede dinheiro para manter luta
A Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE) está a pedir aos professores contributos financeiros para que possa pagar o aluguer da aparelhagem a utilizar no próximo sábado, na concentração marcada por movimentos independentes de professores, à frente da residência oficial do Presidente da República, em Belém, Lisboa.
Depois da greve de segunda-feira, os professores e educadores de infância vão voltar à rua para mais uma manifestação contra o modelo de avaliação do desempenho e contra o estatuto da carreira docente. O custo da aparelhagem e do trabalho dos técnicos é de 780 euros, informa a APEDE numa mensagem enviada por correio electrónico onde também agradece o apoio já conseguido, mas ainda insuficiente.
A associação lembra ainda que, em breve, iniciar-se-á uma subscrição nacional para financiar o pedido de parecer jurídico que um grupo de professores fez ao jurista Garcia Pereira e ao qual a APEDE se associa. O objectivo do pedido de parecer é que seja analisada toda a legislação produzida pela actual equipa do Ministério da Educação desde que foi publicado o estatuto da carreira docente.
No blogue “A Educação do Meu Umbigo”, Paulo Guinote, um dos professores que promove esta iniciativa, explica que com base nesse parecer se poderão “desenvolver acções fundamentadas de tipo jurídico que demonstrem a ilegalidade de diversos procedimentos” propostos pela tutela, mas também pelos conselhos executivos das escolas.
Os custos do pedido de parecer vão ser suportados pelos docentes que tomaram a iniciativa, mas também por todos os que queiram participar de forma voluntária. Dez euros é a contribuição sugerida no blogue.
Vamos lá por partes: a iniciativa que partiu do núcleo umbiguista destina-se a mobilizar quem queira contribuir de forma voluntária e não andaremos – e espero que ninguém em nome deste grupo - a pedir dinheiro a ninguém de mão estendida ou nos bolsos alheios.
Que isso fique bem claro.
Em boa verdade houve quem, desde o início, se prestasse ao pagamento em núcleo restrito do que fosse necessário, mas a ideia é que isto não seja propriedade de ninguém, mas sim uma iniciativa partilhada, de que todos os interessados se sintam parte integrante em pé de igualdade.
Se há duas ou três pessoas que coordenam a parte operacional é porque assim é tudo mais rápido e eficaz. E isso depende da condiança gerada entre os colegas. Não me incomoda que os movimentos e inclusivamente sindicatos apoiem o que está a ser feito, mas que fique bem clarinho, que isto não é nenhum peditório para a assoicação dos coitadinhos e malparadinhos da Rebordosa de Cima.
Porque há maneiras e maneiras de ver as coisas.
Janeiro 22, 2009 at 8:16 pm
No Público também estava esta:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1357170&idCanal=58
O modelo proposto pela Fenprof assenta sobretudo na auto-avaliação, numa co-avaliação, do grupo disciplinar do docente em causa, permitindo assim que todos avaliem e sejam avaliados, e numa “aferição processual”, realizada por uma comissão de avaliação do conselho pedagógico, estando ainda prevista uma avaliação externa às práticas da escola.
O avaliado deve reunir durante quatro anos – período entre cada avaliação – um portefólio reflexivo, onde deve incluir tudo o que considerar significativo no seu percurso, bem como explicitar as estratégias adoptadas, a interacção com os alunos, a relação com os encarregados de educação e o seu envolvimento nos projectos da escola e nas acções de formação contínua, entre outros aspectos.
Janeiro 22, 2009 at 9:05 pm
Paulo, fizeste-me rir
))
Realmente, parecemos uns sem-abrigo a pedir esmola
Janeiro 22, 2009 at 9:11 pm
Paulo,
Estranho peditório este em que são os professores que se oferecem para ajudar a pagar a despesa!!!!
Janeiro 22, 2009 at 9:31 pm
Pois, aqui é ao contrário:
são os profs a pedir: NIB! NIB! NIB!
e o Paulo a dizer: Calma! calma!
Janeiro 22, 2009 at 9:35 pm
Curioso…
Curioso como um procedimento insignificante para a nação, como é a disponibilidade de alguns colegas para financiar os serviços de um advogado para um estudo sobre ilegalidades do ME… merece logo uma investigação pronta do jornal Público…
E como tantas barbaridades e patetices diariamente protagonizadas por um ministério, algumas a roçar e outras a ultrapassar os métodos de uma ditadura pura, são cabalmente ignorados pelo trabalho de investigação jornalístico que se esperaria de uma imprensa livre…
É curioso, é…
Quase parece uma encomenda…
Janeiro 22, 2009 at 9:38 pm
#5, esta não é a notícia sobre a nossa iniciativa.
Essa deverá aparecer, pq queremos que haja divulgação…
Janeiro 22, 2009 at 9:41 pm
1#
Estranho,
o sindicato gasta o tempo em sistemas de avaliação alternativos (que ninguém pediu) e há alguns professores que têm de fazer (no seu tempo livre) o trabalho dos sindicatos.
Venha de lá esse NIB.
Janeiro 22, 2009 at 9:43 pm
#7, não concordo contigo.
A pressão faz-se em várias frentes.
É tb necessário que se apresente um modelo de avaliação alternativo
Janeiro 22, 2009 at 9:50 pm
Eu também quero contribuir. Como o posso fazer?
Janeiro 22, 2009 at 10:00 pm
#8
continuo a achar que não é essa a função dos sindicatos e que para isso não têm competência. O ME é a entidade competente para o fazer (mas neste caso incompetente). Os sindicatos devem verificar se avaliação é justa, correcta é aplicável etc . Não devem fazer o trabalho do ministério, até porque, é o governo eleito que sabe (deveria saber) o que pretende da educação. É também um desperdício de recursos do sindicato. Estou a falar como sócio de um sindicato que acha que andam a escolher os caminhos menos eficientes.
Janeiro 22, 2009 at 10:07 pm
#10, eu não confio neste ministério para elaborar outro modelo de avaliação.
A ser feito um novo, deveriam ser chamados outros intervenientes…
Janeiro 22, 2009 at 10:18 pm
Como substituir o ME por algo melhor:
Escolher uma escola/agrupamento, nem boa,nem má e colocar os professores dessa escola durante quatro anos no ME, mas nem mais um ano.
Já tá.
Janeiro 22, 2009 at 10:20 pm
#9
Leonardo,
de contribuintes trata a DGCI. Pode optar por declaração electrónica.
Janeiro 22, 2009 at 10:32 pm
Colegas,
estou a pensar lançar um abaixo-assinado a pedir ao Presidente da República(?)a integração de todos os docentes de Portugal na Secretaria de Estado da Educação dos Açores.
Será boa ideia?
Janeiro 22, 2009 at 10:44 pm
será
mas não sei se o resto será QZP e a quantos teremos de concorrer………..
Janeiro 22, 2009 at 10:48 pm
Caro Paulo,
Assim que estiver disponível o NIB eu, que sou professor na Madeira, fico feliz em poder contribuir já que não posso estar presente em todas as frentes.
abraço e obrigado