Sou professor!
Fui aluno do Magistério da Guarda, entre 1985/1988, no último curso aí ministrado! Licenciei-me em Filosofia, em Coimbra, mas continuei, sempre, sem qualquer interrupção, a ser professor do 1.º Ciclo!
Adorava ser professor!
Agora, a curar uma depressão… por excesso de trabalho, de cargos, de reuniões, de incompreensões, vítima do péssimo ambiente que agora se vive na escola pública, mas ainda a leccionar, a fazer “das tripas coração”, a tentar encontrar um motivo para não desistir… gostaria de lhe perguntar como foi capaz de dar o seu contributo à completa humilhação da classe docente, com a aprovação do tenebroso ECD e do escabroso e kafkiano modelo de avaliação (aliás, de seriação e exclusão)!? Consegue mesmo viver tranquilo com a sua consciência? Ainda se lembra do que era e é SER professor? Do que era TER TEMPO para preparar aulas, TER TEMPO para ler um bom livro de Mialaret ou Perrenoud… e ainda TER TEMPO para poder descansar e confraternizar com a família e os amigos, de ter vida para além da escola? Ainda se lembra de quando deu a sua última aula? Ainda sente vontade de voltar para a escola e enfrentar uma turma cheia de alunos com NEE’s… e os colegas de trabalho? E de ser avaliado por quem é menos competente e menos capaz e nunca deu provas de ser melhor para ser alcandorado à “categoria” de professor-titular?
Se sim… dou-lhe os meus parabéns! Mas fique a saber que ajudou a matar a dignidade da classe a que diz pertencer… e ajudou a matar a vontade e o gosto de ser professor a milhares de colegas!
Que Deus lhe perdoe… porque talvez eu não seja capaz!
Nelson Pires
Coimbra
Janeiro 22, 2009
Carta Enviada A Deputados – Nelson Pires
Posted by Paulo Guinote under Carta, Testemunhos[76] Comments
Janeiro 22, 2009 at 12:01 pm
Num post mais abaixo sugeri que, com o dinheiro que sobrasse de pagar ao advogado, se pusesse um anúncio num jornal a dizer COMPRAMOS DEPUTADOS.
Alguém depois retorquiu que ah, e não sei quê, que não quer um deputado para nada. Ora acho que algumas pessoas subvalorizam o préstimo daqueles deputados que estão lá nas bancadas mais altas do hemiciclo a tratar da vidinha, que só abrem a boca para bocejar e que poderiam ser substituidos, só com vantagens, por um boneco de contraplacado ou de pladur, articulado na anca e nos joelhos, com umas dobradiças para se levantarem e sentarem.
Um deputado ou uma deputada desse jaez pode dar muito jeito numa casa para desempenhar várias tarefas: despejar o lixo, lavar as casas de banho, aparar a relva, aviar recados simples, correr atrás do pessoal da publicidade para os afastar, etc. Bem treinados até se poderia conseguir que fossem comprar o jornal!
Janeiro 22, 2009 at 12:13 pm
Abraço solidário, Nelson.
Viva a Finlândia. Quero o respeito que os professores finlandeses têm. Só isso!
Janeiro 22, 2009 at 12:14 pm
Ah!Você ainda tem em muito boa conta os nossos deputados!
Janeiro 22, 2009 at 12:22 pm
O Otelo queria meter os opositores no Campo Pequeno. O Sócrates é mais subtil. Manda os professores, que elegeu como inimigos de estimação, para a morte e para a depressão.
Janeiro 22, 2009 at 12:54 pm
Eu não me esqueço e dificilmente esquecerei que a propósito da primeira votação para a suspensão desta avaliação de docentes, a “nossa” Assembleia da República, que é UM ORGÃO DE SOBERANIA, eleito pelo povo, tomou uma decisão num determinado sentido porque faltaram deputados.
O grande facto que me faz reflectir seriamente, diga-se, não foi o resultado da decisão, mas o facto de toda a gente ter percebido que se tomam decisões relativas à Nação que podem ter resultados completamente antagónicos, consoante as vicissitudes físicas ou de procedimento pessoal dos membros que a compõem! Ou seja, se meia dúzia de deputados, numa qualquer votação deste «orgão de soberania» que é a Assembleia da República se lembrarem de ir a jantares no dia anterior e ficarem mal dispostos por causa disso, ou estiverem ocupados, ou simplesmente abandonarem a votação porque prevêem o resultado (caso de Zita Seabra) ou de outra coisa qualquer, as decisões poderão ter resultados completamente diferentes!!!!
Conclui-se portanto que assembleia decide ao sabor das circunstâncias e não, como lhe competeria, se fosse composta por gente «séria», pela consciência analítica dos seus próprios membros.
Conclui-se portanto que estamos perante um «circo» que decide ao sabor das circuntancias.
O meu voto não o levam…e só tenho pena que hajam parvos que lá vão em todas as eleições dar emprego a gente desta.
Janeiro 22, 2009 at 12:56 pm
#1 Suomi Vivecananda
Tenho uma ideia melhor.
E porque não usar o dinheiro que eventualmente sobrar para fazer uma campanha para defender a nossa dignidade profissional?
Janeiro 22, 2009 at 1:55 pm
Esta carta é um tratado do discurso do choradinho.
Carta demagógica e a puxar à pressão emocional. Quase chorei!
Janeiro 22, 2009 at 2:22 pm
Maniaca dos Campos
Mas você tem emoções? Chora?
Não sei não!!!?
E o NIB?
Janeiro 22, 2009 at 2:28 pm
Acabei de ouvir, na TSF, que o chefe de bancada do PS impôs a disciplina de voto, para àmanhã.
Janeiro 22, 2009 at 2:39 pm
Estamos tramados para amanhã,
Esperemos que os do PS vão de fim de semana mais cedo
Janeiro 22, 2009 at 2:50 pm
Nelson, a sua bela carta é “pérolas a porcos”.
Aquelas pessoas não se comovem, têm um símbolo-PS no lugar do coração.
Só reagem qdo sentem Medo!
Janeiro 22, 2009 at 2:58 pm
aqui no blog insultam tudo e todos que pensam, bem ou mal de forma diferente, e querem respeito??
como é possivel respeitar os profd, com o chorilho de insultos a deputados governantes e por ai adiante
devo ser muito ingenuo…..
Janeiro 22, 2009 at 3:03 pm
Muitos deputados, professores ou ex-professores, é que insultam os docentes com as suas posições acéfalas e carreiristas.
Ainda os queria ver nas escolas a saborearem o simplex/complicadex.
Janeiro 22, 2009 at 3:16 pm
#5 anti-rousseau:
“O meu voto não o levam…e só tenho pena que hajam parvos que lá vão em todas as eleições dar emprego a gente desta.”
Não votar não é solução, pois os 230 deputados são todos eleitos, independentemente do número de votantes.
É preciso é escolher os menos maus… que às vezes estão onde menos se espera, se soubermos ultrapassar os preconceitos político-partidários.
O PS não presta, mas o PSD também não é flor que se cheire.
Há mais vida para além do centrão, anti-rousseau!
Janeiro 22, 2009 at 3:17 pm
Apesar de não ter a ver com o post, é a melhor notícia do dia.
Caso Freeport
Polícia faz buscas a tio de Sócrates e ao advogado Vieira de Almeida (Sol)
A casa e as empresas de Júlio Carvalho Monteiro, empresário e tio materno de José Sócrates, bem como o escritório de advogados de Vasco Vieira de Almeida foram hoje alvo de buscas, no âmbito do ‘caso Freeport’.
(sapo online)
Janeiro 22, 2009 at 3:47 pm
Não será propaganda, para provar que é um simples cidadão, sujeito a ser investigado?
Janeiro 22, 2009 at 3:57 pm
#7, olha-me este choradinho, olha…
«Suspeitas de corrupção no licenciamento do “outlet” de Alcochete
Caso Freeport: polícia faz buscas a tio de Sócrates e ao advogado Vasco Vieira de Almeida
22.01.2009 – 14h28 Romana Borja-Santos
O Departamento Central de Investigação e Acção Penal e a Polícia Judiciária realizaram hoje, no âmbito do caso Freeport, buscas na casa e empresas de Júlio Carvalho Monteiro, empresário e tio materno de José Sócrates, e no escritório de advogados de Vasco Vieira de Almeida, noticia a edição online do semanário “Sol”. De acordo com o jornal, em causa estão suspeitas de corrupção no processo que permitiu a construção do “outlet”, em Alcochete, e cujo inquérito criminal começou em Fevereiro de 2005.
Na sequência das diligências, as autoridades levaram documentação diversa e alguma referente a “offshores antigas”, segundo disse Júlio Carvalho Monteiro. Ao semanário o empresário informou, ainda, que a contabilidade da sua empresa de Setúbal – a imobiliária ISA – foi apreendida e que a polícia referiu também um email sobre o licenciamento da superfície comercial que terá sido enviado para o Freeport.
A 10 de Janeiro o “Sol” noticiou que as autoridades judiciais inglesas, que têm em curso uma investigação criminal sobre o licenciamento da construção do Freeport de Alcochete, tinham uma lista de 15 suspeitos de corrupção e fraude fiscal, encabeçada por um ex-ministro de António Guterres. Os outros suspeitos que terão estado na origem do desfalque à empresa inglesa de “outlets” são administradores do Freeport, autarcas portugueses, construtores e advogados.
Uma semana depois, o semanário avançou que o vídeo de uma conversa entre um administrador inglês da sociedade proprietária do espaço comercial e um sócio da consultora Smith & Pedro denunciava o pagamento de “luvas” ao ministro português envolvido no caso. O DVD estaria na posse das autoridades ingleses desde 2007.
O Freeport, construído numa Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, foi viabilizado num dos últimos Conselhos de Ministros do Governo de António Guterres, durante o mês de Março de 2002. Nessa altura, de acordo com as autoridades inglesas, saíram da sede da empresa em Londres grandes quantias de dinheiro que foram transferidas para Portugal através de “offshores” na Suíça e Gibraltar, alegadamente para o pagamento de “luvas”.»
Janeiro 22, 2009 at 3:59 pm
Maria Campos o fim do teu falso engenheiro está próximo:
Janeiro 22, 2009 at 4:00 pm
Suspeitas de corrupção no licenciamento do “outlet” de Alcochete
Caso Freeport: polícia faz buscas a tio de Sócrates e ao advogado Vasco Vieira de Almeida
22.01.2009 – 14h28 Romana Borja-Santos
O Departamento Central de Investigação e Acção Penal e a Polícia Judiciária realizaram hoje, no âmbito do caso Freeport, buscas na casa e empresas de Júlio Carvalho Monteiro, empresário e tio materno de José Sócrates, e no escritório de advogados de Vasco Vieira de Almeida, noticia a edição online do semanário “Sol”. De acordo com o jornal, em causa estão suspeitas de corrupção no processo que permitiu a construção do “outlet”, em Alcochete, e cujo inquérito criminal começou em Fevereiro de 2005.
Na sequência das diligências, as autoridades levaram documentação diversa e alguma referente a “offshores antigas”, segundo disse Júlio Carvalho Monteiro. Ao semanário o empresário informou, ainda, que a contabilidade da sua empresa de Setúbal – a imobiliária ISA – foi apreendida e que a polícia referiu também um email sobre o licenciamento da superfície comercial que terá sido enviado para o Freeport.
A 10 de Janeiro o “Sol” noticiou que as autoridades judiciais inglesas, que têm em curso uma investigação criminal sobre o licenciamento da construção do Freeport de Alcochete, tinham uma lista de 15 suspeitos de corrupção e fraude fiscal, encabeçada por um ex-ministro de António Guterres. Os outros suspeitos que terão estado na origem do desfalque à empresa inglesa de “outlets” são administradores do Freeport, autarcas portugueses, construtores e advogados.
Uma semana depois, o semanário avançou que o vídeo de uma conversa entre um administrador inglês da sociedade proprietária do espaço comercial e um sócio da consultora Smith & Pedro denunciava o pagamento de “luvas” ao ministro português envolvido no caso. O DVD estaria na posse das autoridades ingleses desde 2007.
O Freeport, construído numa Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo, foi viabilizado num dos últimos Conselhos de Ministros do Governo de António Guterres, durante o mês de Março de 2002. Nessa altura, de acordo com as autoridades inglesas, saíram da sede da empresa em Londres grandes quantias de dinheiro que foram transferidas para Portugal através de “offshores” na Suíça e Gibraltar, alegadamente para o pagamento de “luvas”.
Alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo
O processo relativo ao espaço comercial do Freeport de Alcochete está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002, através de um decreto-lei, e que terá sido mudada para possibilitar a construção da infra-estrutura que já tinha sido anteriormente chumbada por colidir com os interesses ambientais acordados entre Portugal e a União Europeia.
O caso tornou-se público em Fevereiro de 2005, quando uma notícia do jornal “O Independente”, a escassos dias das eleições legislativas, divulgou um documento da Polícia Judiciária que mencionava José Sócrates, então líder da oposição, como um dos suspeitos, por ter sido um dos subscritores daquele decreto-lei quando era ministro do Ambiente. Posteriormente, a Polícia Judiciária e a Procuradoria-Geral da República negaram qualquer envolvimento do então candidato a primeiro-ministro no caso Freeport. Em Setembro passado, o processo do Freeport passou do Tribunal do Montijo para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), liderado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida.
Contudo, em reacção à notícia de 10 de Janeiro, a Procuradoria-Geral da República (PGR) esclareceu em comunicado que, até ao momento, não há indícios do envolvimento de qualquer ministro português, do actual Governo ou de anteriores, em eventuais crimes de corrupção relacionados como o chamado “caso Freeport”.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1357131&idCanal=12
Janeiro 22, 2009 at 4:01 pm
Garanto-te uma coisa:
Vai ser em lume brando!
Janeiro 22, 2009 at 4:10 pm
Comprem o SOL!
Janeiro 22, 2009 at 4:11 pm
Mas o tio do sobrinho 1º fax fazia parte do governo? Já não estou a perceber nada.
Janeiro 22, 2009 at 4:14 pm
Na volta, vão ver que o tio é quem vai arcar com as culpas; com o outro não era o sobrinho que tinha a conta na Suiça? Sempre quero ver como é que vão sair desta.
Janeiro 22, 2009 at 4:18 pm
Cuidado com a mentalidade latina!
Temos muitos casos de políticos na Europa do Sul e América Latina confrontados com acçoes judiciais contra a corrupção, vêm nas urnas o seu poder reforçado, já que estes povos são susceptíveis às técnicas de auto-vitimização. Vejam o caso Fátima Felgueiras, o caso do Presidente da Cãmara de Oeiras e o caso Valentim Loureiro.
Na América Latina são numerosos os casos em que os deputados eleitos são indivíduos que estão por vezes a cumprir penas de prisão.
Isto para não falar em Itália!
Logo Livresco, cuidado com a mentalidade do povo português. O nosso inginheiro, a ser verdade o conteúdo dos boatos, vai andar de televisão em televisão a fazer-se de vítima da conspiração.
E em Portugal as técnicas de vitimização funcionam quase a favor dos políticos que têm contas a ajustar com a justiça!
Político em Portugal só vai a tribunal e é condenado depois de perder o poder nas urnas.
Janeiro 22, 2009 at 4:19 pm
#22, não estava no Governo, mas tratava de muitos assuntos de certos governantes.Ficava em família.
A não ser que provem que foi o tio que assinou o licenciamento e recebeu o dinheiro, não me parece que seja como o “primo taxista na Suíça”…
Janeiro 22, 2009 at 4:21 pm
# 24 queria dizer “…quase sempre a favor dos políticos…”
Já agora Livresco leste o livro Rui mateus. Houve investigações às denúncias de casos escandalosos ocorridos no Partido Socialista!
A nossa luta tem de ser política, porque a nossa justiça está ao nível do 3º mundo.
Janeiro 22, 2009 at 4:21 pm
#16 João Serra
Se fosse um simples cidadão tinha pago a multa quando violou a lei do tabaco aquando da sua viagem de avião…
Janeiro 22, 2009 at 4:22 pm
#24, não concordo muito consigo.
Os casos que referiu são de Autarcas que, próximos das populações, as empanturram com febras assadas, vinho tinto e frigoríficos para guardar as sobras.
Não será bem o caso.
A menos que o Sócrates passe a andar nos arraiais sem fato Armani nem guarda-costas e beber copos de vinho e a dançar o vira.
Janeiro 22, 2009 at 4:25 pm
#24 Pedro Castro
É verdade sim senhor. Cá neste cantinho à beira-mar plantado, os políticos quanto mais levam mais as pessoas gostam deles.
Tudo cede ao “choradinho” do coitadinho.
Janeiro 22, 2009 at 4:25 pm
Ó Pipa vai a Itália onde um homem ultrapassou todos os limites da lei e pelos vistos continua 1º ministro.
Janeiro 22, 2009 at 4:32 pm
Eu só acredito que haja alguma coisa se os tribunais ingleses levarem o caso até às últimas consequências.
Afinal existe um membro da família real inglesa que perdeu o dinheiro investido que anda apressionar a investigação.
SE calhar ainda lhe devolvem o dinheiro e o homem cala-se!
Janeiro 22, 2009 at 4:36 pm
#25 pipa -comprienditi (mas eu já tinha visto o filme, de qualquer modo obrigado)
Janeiro 22, 2009 at 4:36 pm
estamos num país de corrupção!
Janeiro 22, 2009 at 4:37 pm
O caso Freeport e o caso Maddy MacCann são ambos muito curiosos…
Será que a verdade se saberá algum dia?
DUVIDO!
Janeiro 22, 2009 at 4:45 pm
Embora não tenha nada a ver com o teor do post, alguém já viu a proposta de alteração dos critérios de classificação dos exames 11º e 12º? Vergonhoso. Espero que os pais não fiquem quietos.
Janeiro 22, 2009 at 4:50 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/01/22/timelapse-movie-in-spring-cherry-blossom-season-kyoto-autumn-tint-festivalporque-a-vida-nao-e-so-avaliacao-e-outras-porcarias-do-genero-kyoto-autumn-tint-festi/
Janeiro 22, 2009 at 4:50 pm
Vão calar e comer.
Janeiro 22, 2009 at 4:52 pm
#37
Acha mesmo? Não ficaram preocupados com os incovenientes da greve e prejuízos para os filhos ? desculpem-me mas não há coerência!
Janeiro 22, 2009 at 5:00 pm
A intranquilidade dos professores sente-se em todos os locais de trabalho.
São frequentes os relatos de desânimo e as reformas antecipadas ou apressadas foram uma constante, a partirde 2007/08.
Janeiro 22, 2009 at 5:01 pm
Manchete de hoje no Correio da Manhã: Caso Freeport: Buscas em casa do tio de Sócrates
Por que será que a RTP ainda não disse nada sobre este caso? O JN e o DN mantêm-se em silêncio. Porque será? E a SIC e o Expresso? Têm medo de perder 30% das receitas com a publicidade institucional? Mas o Sol e o Correio da Manhã não têm medo. Leia aqui, o que o Correio da Manhã revela, hoje , sobre um caso que pode abalar o país. O cerco aperta-se. Ou será que os poderes ocultos serão capazes de furar o cerco e apagar o caso? A justiça inglesa está a tratar do caso com rigor e empenhamento. E a justiça inglesa não deixa os casos pela metade. Nem permite que os casos prescrevam.
http://www.profblog.org/2009/01/manchete-de-hoje-no-correio-da-manh.html
Janeiro 22, 2009 at 5:03 pm
Texto copiado nos comentários do Público online à notícia do caso Freeport:
«Ó meu rico Santo António
Meu santinho Milagreiro
Vê se levas o Zé Sócrates
P’ra junto do Sá Carneiro
Se puderes faz um esforço
Porque o caminho é penoso
Aproveita a viagem
E leva o Durão Barroso
Para que tudo corra bem
E porque a viagem entristece
Faz uma limpeza geral
E leva também o PS
Para que não fiquem a rir-se
Os senhores do PSD
Mete-os no mesmo carro
Juntamente com os do PCP
Porque a viagem é cara
E é preciso cultivar as hortas
Para rentabilizar o percurso
Não deixes cá o Paulo Portas
Para ficar tudo limpo
E purificar bem a coisa
Arranja um cantinho
E leva o Jerónimo de Sousa
Como estamos em democracia
Embora não pareça às vezes
Aproveita o transporte
E leva também o Menezes
Se puderes faz esse jeito
Em Maio, mês da maçã
A temperatura está boa
Não te esqueças do Louça
Todos eles são matreiros
E vivem à base de golpes
Faz lá mais um favorzinho
E leva o Santana Lopes
Isto chegou a tal ponto
E vão as coisas tão mal
Que só varrendo esta gente
Se salvará Portugal
E como o carro vem vazio
E é preciso poupar
Traz de volta o nosso tio
O Professor Salazar!»
Janeiro 22, 2009 at 5:06 pm
http://www.debatereducacao.blogspot.com/2009/01/afinal-conclui-se-que-o-sistema.html
Janeiro 22, 2009 at 5:08 pm
Alunos surdos do 1.º ao 4.º ano juntos em turmas únicas
PEDRO SOUSA TAVARES
Educação especial. Experiência-piloto no Porto gera polémica
DREN diz que medida defende o direito dos alunos ao ensino gestual
Alunos surdos do 1.º ao 4.º anos de escolaridade foram reunidos este ano lectivo em turmas únicas nos agrupamentos de escolas de Paranhos e Nicolau Nazoni, no Porto. A medida, revelada ao DN pelo coordenador da Federação Nacional dos Professores (Fenprof) para o ensino especial, Vítor Gomes, foi confirmada e defendida pela directora regional de Educação do Norte, Margarida Moreira.
“Neste momento, são as únicas escolas do concelho do Porto que têm surdos. Têm um único técnico de língua gestual portuguesa a ensinar alunos do 1.º, 2.º 3.º e 4.º anos, num horário de 25 horas semanais”, denunciou Vítor Gomes, que questionou se “é este o conceito de escola inclusiva” defendido pelo Ministério da Educação. “A situação é em tudo semelhante ao que chamávamos de classes especiais nos anos 70″, disse.
Contactada pelo DN, Margarida Moreira, confirmou a criação das “turmas-piloto”, mas rejeitou a ideia de que as crianças estejam a ser segregadas: “Não é compartimentação. Não temos escolas para surdos. Estas crianças estão em escolas para todos os alunos”, disse, garantindo também haver “uma organização específica” que permite ensinar os aluno em função da sua escolaridade.
Um “direito constitucional”
“Há efectivamente uma concentração de surdos, mas para consagrar um direito constitucional que nunca lhes tinha sido dado: o de aprenderem em linguagem gestual portuguesa, ao mesmo tempo que aprendem o português escrito e falado”, defendeu a directora, acrescentando que “a situação está a ser acompanhada de muito perto” pela DREN e que as escolas em causa “têm anos e anos de trabalho com surdos”.
Entretanto, o ministério anunciou que, dentro de seis meses, avaliará a forma como as escolas estão a usar a Classificação Internacional de Funcionalidade na sinalização de crianças com necessidades educativas especiais. O sistema, concebido para ser aplicado na saúde, tem sido criticado por professores e especialistas, que acusam o Governo de excluir milhares de casos.
http://dn.sapo.pt/2009/01/22/sociedade/alunos_surdos_1o_4o_juntos_turmas_un.html
Janeiro 22, 2009 at 5:09 pm
Kris, informa-nos lá sobre as classificações de 11º e 12º anos!
Janeiro 22, 2009 at 5:12 pm
Também abelha!:
Caso Freeport
Sócrates diz que caso Freeport regressa a cada eleição
O primeiro-ministro, José Sócrates, disse hoje esperar que as autoridades judiciais «façam rapidamente o seu trabalho» relativamente ao caso Freeport, recordando que ele surgiu na campanha eleitoral de 2005 e «volta agora quando vão novamente ser disputadas eleições»
Afirmando que não comenta nem conhece as actividades das autoridades judiciais, Sócrates disse esperar que «façam o seu trabalho e o façam rápido».
«Eu ouço falar disto desde a campanha eleitoral de 2005 e ouço agora novamente em 2009. Espero que procurem resultados que o país espera», disse o primeiro-ministro, à saída da Cimeira Ibérica, em Zamora, Espanha.
José Sócrates disse que o licenciamento do projecto Freeport «foi feito obedecendo a todas as normas e exigências legais».
«E eu bem posso falar, porque era ministro do Ambiente. Embora não tivesse participado no licenciamento, o Ministério do Ambiente fê-lo obedecendo a todas as normas e exigências ambientais. Disse-o em 2005 e digo-o agora», frisou.
«O caso Freeport surgiu na campanha eleitoral de 2005 e volta agora, em 2009, quando vamos disputar novamente eleições», sublinhou.
O primeiro-ministro reagia à notícia avançada pela edição online do semanário Sol de que a casa e as empresas de Júlio Carvalho Monteiro, empresário e tio materno de José Sócrates, bem como o escritório de advogados de Vasco Vieira de Almeida foram hoje alvo de buscas, no âmbito do ‘caso Freeport’.
Segundo disse Júlio Carvalho Monteiro ao semanário, a «Polícia levou diversa documentação», nomeadamente documentos de «offshores antigas».
Numa empresa de Carvalho Monteiro, a ISA, em Setúbal, foi apreendida toda a contabilidade.
Os investigadores referiram-lhe também um e-mail que terá sido enviado para o Freeport, sobre o licenciamento do outlet.
O processo relativo ao espaço comercial do Freeport de Alcochete está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002 através de um decreto-lei.
O caso tornou-se público em Fevereiro de 2005, quando uma notícia do jornal O Independente, a escassos dias das eleições legislativas, divulgou um documento da Polícia Judiciária que mencionava José Sócrates, então líder da oposição, como um dos suspeitos, por alegadamente ter sido um dos subscritores daquele decreto-lei quando era ministro do Ambiente.
Posteriormente, a Polícia Judiciária e a Procuradoria-Geral da República negaram qualquer envolvimento do então candidato a primeiro-ministro no caso Freeport.
Em Setembro passado, o processo do Freeport passou do Tribunal do Montijo para o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), liderado pela procuradora-geral adjunta Cândida Almeida.
Lusa / SOL
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=123856
Janeiro 22, 2009 at 5:19 pm
Caso Freeport: Mais buscas em ateliê de arquitectura
Sociedade que participou na construção do empreendimento de Alcochete também foi visitada pela polícia, depois das buscas anteriores feitas em imobiliária de um tio de Sócrates.
15:43 Quinta-feira, 22 de Jan de 2009
Os escritórios da Capinha Lopes & Associados, uma sociedade de arquitectos, também foram alvo de buscas da Polícia Judiciária de Setúbal e do DCIAP.
As buscas estão relacionadas com o caso Freeport, já que o ateliê participou na construção do outlet de Alcochete.
As autoridades já fizeram hoje buscas na ISA, uma imobiliária de Júlio Monteiro, tio materno do primeiro ministro José Sócrates, e no escritório de Vieira de Almeida, advogado que representa a Freeport em Portugal.
http://aeiou.expresso.pt/caso_freeport:_mais_buscas_em_atelie_de_arquitectura=f493470
Janeiro 22, 2009 at 5:21 pm
Recorde-se que o processo relativo ao espaço comercial do Freeport de Alcochete está relacionado com suspeitas de corrupção na alteração à Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo (ZPET) decidida três dias antes das eleições legislativas de 2002, através de um decreto-lei, e que terá sido mudada para possibilitar a construção da infra-estrutura que já tinha sido anteriormente chumbada por colidir com os interesses ambientais acordados entre Portugal e a União Europeia.
http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=17364
Janeiro 22, 2009 at 5:27 pm
Nelson Pires diz o que lhe vai na alma e também o que sente no corpo.
Não sei se era um dos objectivos, talvez até não, mas que era uma consequência previsível, ai isso era! Para mim, desde há três aninhos!
E não sou o professor Karamba!
Janeiro 22, 2009 at 6:03 pm
Paulo Guinote é um dos professores que promove a iniciativa
Associação de Professores pede dinheiro para manter luta
22.01.2009 – 17h27 Bárbara Wong
A Associação de Professores e Educadores em Defesa do Ensino (APEDE) está a pedir aos professores contributos financeiros para que possa pagar o aluguer da aparelhagem a utilizar no próximo sábado, na concentração marcada por movimentos independentes de professores, à frente da residência oficial do Presidente da República, em Belém, Lisboa.
Depois da greve de segunda-feira, os professores e educadores de infância vão voltar à rua para mais uma manifestação contra o modelo de avaliação do desempenho e contra o estatuto da carreira docente. O custo da aparelhagem e do trabalho dos técnicos é de 780 euros, informa a APEDE numa mensagem enviada por correio electrónico onde também agradece o apoio já conseguido, mas ainda insuficiente.
A associação lembra ainda que, em breve, iniciar-se-á uma subscrição nacional para financiar o pedido de parecer jurídico que um grupo de professores fez ao jurista Garcia Pereira e ao qual a APEDE se associa. O objectivo do pedido de parecer é que seja analisada toda a legislação produzida pela actual equipa do Ministério da Educação desde que foi publicado o estatuto da carreira docente.
No blogue “A Educação do Meu Umbigo”, Paulo Guinote, um dos professores que promove esta iniciativa, explica que com base nesse parecer se poderão “desenvolver acções fundamentadas de tipo jurídico que demonstrem a ilegalidade de diversos procedimentos” propostos pela tutela, mas também pelos conselhos executivos das escolas.
Os custos do pedido de parecer vão ser suportados pelos docentes que tomaram a iniciativa, mas também por todos os que queiram participar de forma voluntária. Dez euros é a contribuição sugerida no blogue.
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1357155&idCanal=58
Janeiro 22, 2009 at 6:19 pm
Quem tinha poderes para alterar a ZPET?
Quem era Ministro do Governo Guterres?
Quem tinha poderes para alterar a ZPET, era ministro de Guterres e que faz parte deste Governo?
E que responde pelo segundo nome?
E que vive luxuosamente apsar do modesto ordenado de 1º Ministro? (sim, pq o ordenado, para a vida que ele leva é modesto.Mal dá para pagar o colégio dos filhos).
Agora atente-se na subtileza do “tomate” Português (no último parágrafo da notícia): faz parte do Governo, mas não Participa (fica de fora) nas decisões:
«O primeiro-ministro José Sócrates expressou esta quinta-feira o desejo de que «as autoridades judiciais façam o seu trabalho», num comentário às buscas realizadas à residência e à empresa do seu tio, Júlio Carvalho Monteiro, no âmbito do processo Freeport.
disputar também eleições».
«Espero que as autoridades façam o seu trabalho e que o façam de uma forma rápida. E que produzam resultados», acrescentando: «Eu ouvi falar desse caso em 2005 (ano de eleições) e agora volto a ouvir falar em 2009, quando vamos
Sobre o projecto Freeport deu a «garantia de que o licenciamento foi feito obedecendo a todas as normas legais da altura». «Eu era ministro do Ambiente, mas não participei nesse licenciamento», acrescentou, sublinhando uma vez mais a legalidade de todo o processo.»
Queres ver que era o tio que assinava as autorizações?
Janeiro 22, 2009 at 7:30 pm
Ainda só passaram 4 anos. Tem sido rápido.
Janeiro 22, 2009 at 7:34 pm
Quanta demagogia aqui se lê!
Quanta falta de sentido de responsabilidade!
Quantos insultos!
Quanta intolerância à diferença e ao pensar e decidir diferente!
Como se dignifica sem se ser digno?
Como é que se é respeitado sem se respeitar?
Há mais mundo para além deste…
Podem poupar insultos… que eu fico bem.
Cumprimentos
António
Janeiro 22, 2009 at 7:34 pm
livresco (49)
Há outras iniciativas “agendadas” para breve, mas ainda não é altura de serem divulgadas. Neste momento, a prioridade, é a Manifestação dia 24 (sábado), 14H 30, em Belém.
Janeiro 22, 2009 at 7:43 pm
Tem havido pouca divulgação da Manifestação de Sábado.
Quando se faz, deve ser bem feito…
Janeiro 22, 2009 at 7:52 pm
#44
REB, este foi um mail que recebi hoje..
Exames Biologia e Geologia e Português
Alteração de critérios de correcção de exames nacionais preocupa professsores
21.01.2009 – 08h48 Graça Barbosa Ribeiro
A anunciada alteração nos critérios de correcção nas respostas fechadas de “verdadeiro/falso” nos próximos exames nacionais de Biologia e Geologia e de Português está a indignar e a preocupar professores e alunos. Mónica Maia-Mendes, da Ordem dos Biólogos (OB), considera que, a verificar-se, as consequências são “muito graves”; Edviges Ferreira, vice-presidente da Associação de Professores de Português (APP), pensa que será “um escândalo”.
Para se perceber o que está em causa, basta comparar o que se verificou no ano passado com o que pode acontecer este ano. Por exemplo: na prova de exame de Biologia e Geologia da 2.ª fase de 2008 existiam quatro questões de resposta fechada “verdadeiro/falso”. E essas quatro tinham, cada uma, oito afirmações que os alunos deviam assinalar como verdadeiras ou como falsas. Obtinham a classificação máxima, 10 pontos (ou um valor), se acertassem sete, ou seja, ainda que errassem uma. E havia classificações intermédias – sete pontos (para quem tivesse cinco ou seis respostas certas) e três pontos (para três ou quatro).
Este ano é diferente no que respeita às provas da disciplina de Biologia e Geologia e da de Português, ambas para o 11.º ou 12.º anos. De acordo com o Gave – Gabinete de Avaliação Educacional (http://www.gave.min-edu.pt/), a cotação total do item só é atribuída “às respostas que identifiquem correctamente todas as afirmações”. “São classificadas com zero pontos as respostas em que pelo menos uma das afirmações é identificada de forma incorrecta”, “não há lugar a classificações intermédias”, pode ler-se.
No caso de Biologia e Geologia – em que em cada prova podem existir de zero a quatro itens “verdadeiro/falso” valendo, cada um, 5 a 10 pontos – “no limite, um aluno que no ano passado errou uma das afirmações em cada um dos quatro grupos tem mais quatro valores em vinte do que um estudante que este ano faça precisamente o mesmo”, interpreta Mónica Maia-Mendes.
Engano do Gave?
Como Edviges Ferreira, da APP, a dirigente da OM diz esperar que “seja um engano do Gave”. Mas ambas realçam que, a confirmar-se, a alteração “é muito grave”. Ou mesmo “um escândalo”, nas palavras da vice-presidente da APP: “Os alunos devem ser classificados de acordo com o nível de desempenho; não pode ter a mesma classificação o que erra uma em oito e o que erra todas”, considera.
Ambas defendem que, se se verificar, esta alteração coloca em desigualdade de circunstância alunos que fizeram o exame no ano passado e os que o fazem este ano como prova de ingresso no Ensino Superior. E ainda que, neste caso, não será possível comparar a nota média global dos alunos na prova deste ano com a do ano passado.
Educação
GAVE confirma alteração no método de classificação dos exames nacionais
21.01.2009 – 15h51 Graça Barbosa Ribeiro
O director do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação, Carlos Alberto Pinto-Ferreira, confirmou hoje, em resposta ao PÚBLICO, a alteração do método de classificação dos itens de resposta fechada “verdadeiro/falso” em todas os exames nacionais que contenham aquele tipo de questão. Nas provas anteriores, quem qualificasse de forma errada uma de oito afirmações verdadeiras ou falsas obtinha, ainda assim, a classificação máxima. Nos exames nacionais de 2009 quem errar apenas uma será classificado com zero pontos, não havendo classificações intermédias.
Nos exames anteriores, quem qualificasse de forma errada uma de oito afirmações verdadeiras ou falsas obtinha, ainda assim, a classificação máxima. Nos exames nacionais de 2009 quem errar apenas uma será classificado com zero pontos, não havendo classificações intermédias.
Pinto-Ferreira justifica a alteração defendendo que ela “vem garantir um maior
rigor e exigência na validade dos itens verdadeiro/falso, evitando que alunos que apresentem respostas de forma totalmente ao acaso possam beneficiar de pontuação”. E contesta que ela comprometa a comparação de resultados na medida em que, diz, “o número de afirmações em itens verdadeiro/falso passa de 8 para 4 e, simultaneamente, a cotação total desses itens passa de 10 para 5 pontos”.
Em resposta dada através de correio electrónico a questões colocadas da mesma forma pelo PÚBLICO, o director do GAVE considera, ainda, que a mudança não coloca em causa a igualdade de circunstâncias entre os alunos que, tendo feito exames às mesmas disciplinas em anos anteriores, se candidatam este ano ao ingresso no Ensino Superior a par com os que realizarão o exame em 2009. Isto porque, escreve, “a alteração agora introduzida não torna as provas mais fáceis ou mais difíceis: apenas é afectada a qualidade do instrumento de medida – melhorando-o – e nunca o valor medido”.
Não especifica em que exames, para além dos de Biologia e Geologia e de Português (do 11º ou 12º anos), se verifica esta mudança. Mas concretiza que a alteração, “a única (…) introduzida no corrente ano lectivo, relativamente a aspectos técnicos de classificação, passa a ser a ser “aplicada a todas as provas elaboradas pelo GAVE, que contenham este tipo de item”.
Sem adiantar quando tal irá acontecer, o director do GAVE informa que aquele gabinete irá publicar um esclarecimento sobre estas questões na sua página na internet (http://www.gave.min-edu.pt/).
Janeiro 22, 2009 at 7:57 pm
#35 KRIS
Já fui ao gave, mas não encontrei novidades nenhumas. Onde?
Janeiro 22, 2009 at 8:03 pm
No concelho de Tavira existem dois Agrupamentos Verticais de Escolas e uma Escola Secundária. Já só falta um dos Agrupamentos do concelho reiterar, através de moção colectiva, a posição anti-simplex 2.
A larga maioria dos professores presentes, nas RGP realizadas, reiteraram a posição de não entrega dos O.I. A recolha de assinaturas prossegue. Quando tiver dados definitivos, informarei.
Janeiro 22, 2009 at 8:04 pm
#56
Ainda não tive tempo de analisar a “coisa”, mas aqui vai, penso eu, a informação que deu origem a esta sleuma (relativa ao exame de Port 12º ano – sou de Português)
“Itens de resposta fechada de escolha múltipla
A cotação total do item é atribuída às respostas que apresentam de forma inequívoca a única
alternativa correcta.
São classificadas com zero pontos as respostas em que se assinala:
─ uma alternativa incorrecta;
─ mais do que uma alternativa.
Não há lugar a classificações intermédias.
Itens de resposta fechada de verdadeiro/falso
A cotação total do item é atribuída às respostas que identifiquem correctamente todas as
afirmações, de acordo com a respectiva chave de resposta.
São classificadas com zero pontos as respostas em que pelo menos uma das afirmações é
identificada de forma incorrecta, de acordo com a chave de correcção.
Não há lugar a classificações intermédias.”
http://www.min-edu.pt/outerFrame.jsp?link=http%3A//www.gave.min-edu.pt/np3/218.html
Janeiro 22, 2009 at 8:07 pm
A questão foi levantada e a solução rapidamente vai ser publicada, com sucesso, perante milhões de espectadores. Está a passar na 1.
Janeiro 22, 2009 at 8:08 pm
#56
Bessouro
Considerar o item “resposta fechada de verdadeiro/falso”
Janeiro 22, 2009 at 8:08 pm
http://gataescondida.wordpress.com/2009/01/22/o-meu-cavaleiro/
Janeiro 22, 2009 at 8:29 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/01/22/timelapse-movie-in-spring-cherry-blossom-season-kyoto-autumn-tint-festivalporque-a-vida-nao-e-so-avaliacao-e-outras-porcarias-do-genero-kyoto-autumn-tint-festi/
as cores da vida…
Janeiro 22, 2009 at 8:30 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/01/22/1%C2%BA-ministro-de-portugal-born-of-frustation-james/
Janeiro 22, 2009 at 8:39 pm
Não vale a pena escrever a deputados. Nós, professores, é que temos de lutar para ganhar esta batalha.
As coisas parecem ir no bom caminho. Vejam bem:
MLR não se deitou na noite de 18 para 19 de Janeiro. Ou melhor, quando se foi deitar já eram as 7.00 da manhã, tendo acordado à 17.00 da tarde. A greve dos professores em nada a incomodou. Passou de repente e, além disso, estava a dormir.
Entretanto, os sindicatos mudaram de estratégia e convocaram uma greve de um mês às aulas assistidas. A ideia não me parece má de todo, pois tenho quase a certeza que, desta vez, a MLR não vai andar durante trinta dias a deitar-se às sete da manhã. Pelo que vai ser incomodada todos os dias com a greve.
Porém, lamenta-se que as aulas assistidas ainda não tenham sido marcadas, em número suficiente, para que alguém se sinta incomodado com a iniciativa sindical. Sei que a comunicação social evitar falar nestas coisas, mas ainda não li uma única notícia nem um único comentário sobre a adesão a esta greve de trinta dias. Vamos no terceiro dia de greve e… nada. Alguém sabe de uma única escola onde tenha havido greve?
Temendo-se o fracasso desta estratégia, há quem esteja a ponderar outras formas de luta. Parece que a Plataforma Sindical compreendeu, finalmente, a necessidade e as vantagens de uma greve para todos os professores e por tempo indeterminado. UMA HORA POR DIA, tal como já tinham sugerido muitos colegas. Será mesmo verdade?
Janeiro 22, 2009 at 8:52 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/01/22/asfixia-de-um-pais-sem-rumo/
Janeiro 22, 2009 at 8:53 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/01/22/clonagem/
Janeiro 22, 2009 at 8:53 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/01/22/comecou-a-campanha-eleitoral/
Janeiro 22, 2009 at 8:53 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2009/01/22/o-vazio/
Janeiro 22, 2009 at 9:08 pm
http://raivaescondida.wordpress.com/2009/01/22/o-presidente-da-republica-vai-fazer-algo-no-caso-freeport/
Janeiro 22, 2009 at 9:22 pm
http://raivaescondida.wordpress.com/2009/01/22/vencimentos-dos-politicos/
Janeiro 22, 2009 at 9:24 pm
o SS está na sic noticias
Janeiro 22, 2009 at 9:31 pm
O poder da aritmética é uma maioria política.
Janeiro 22, 2009 at 11:03 pm
#2
Obrigado!
#3
Digamos que ainda não perdi toda a inocência, apesar de tudo. E ainda quero acreditar que haja quem tenha a coragem de enfrentar e quebrar a “disciplina de voto”, para além dos 4 deputados do PS que o fizeram!
Este é um texto-padrão, digamos assim. Enviei-o primeiramente a um deputado da Guarda, que conheço vagamente e com quem já me devo ter cruzado dezenas de vezes. Disse-lhe inclusive de onde era… pois sou suficientemente conhecido lá para ele me identificar e processar, se entender que o meu texto o insulta. Depois enviei-o a mais 11 deputados-professores, com as devidas alterações e alguns outros pormenores, conforme o caso de cada pessoa.
O 13.º email foi enviado a um deputado eleito por Coimbra… de quem conheço o filho e a nora.
O fantástico é que a nora dele foi propositadamente à minha escola para se enteirar do meu estado de saúde, em Julho de 2008. O filho dele é vice-presidente de Câmara Municipal. Também o conheço. Se ele – o deputado, ex-professor, ex-presidente da Câmara e ex-Governador Civil (é preciso dizer o nome dele?) – se quiser informar, saberá que não há nada de demagógico no meu texto… mas a mais pura das verdades!
Vale a pena ter perdido tempo a escrever os emails? Sei que não… mas desabafei… e senti-me muito melhor!
#7
Blá… blá… blá… leia o ponto anterior. Terei todo o gosto de discutir com cada um deles o “choradinho”! Consigo já percebi que não vale a pena. Não vi um único argumento seu que pudesse rebater.
O #39 diz/confirma o que digo no meu texto.
# 48
Exactamente. No corpo e na alma. Para que eles saibam o que nos fizeram. Como já disse acima… pelo menos um deles basta-lhe telefonar para a nora… que ela confirma-lhe a verdade!
Para quem ache que o que escrevi é um insulto para os deputados… sou facilmente identificável. Eles que me processem. Eu só queria saber como foram capazes de fazer o que fizeram.. e se estão tranquilos com a sua consciência. As perguntas que lhes fiz têm uma resposta. A algumas basta um “sim” ou um “não”!
NENHUM deles me respondeu… até agora!
Janeiro 22, 2009 at 11:27 pm
Eu enviei aos Deputados do PS um poema de UM dos seus deputados!!!
Trova do vento que passa
Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.
Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.
Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.
Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.
Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio – é tudo o que tem
quem vive na servidão.
Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.
E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.
Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.
Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).
Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.
E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.
Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.
E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.
Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.
Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.
Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.
Manuel Alegre
Janeiro 22, 2009 at 11:37 pm
Só agora li o testemunho da Isabel Melo, que creio conhecer.
Aí está mais um “choradinho”… ou a TRISTE E CRUEL realidade em que este Governo lançou a escola pública e os seus professores?!
Pois é…
Janeiro 24, 2009 at 12:08 am
[...] Carta Enviada A Deputados – Nelson Pires Sou professor! Fui aluno do Magistério da Guarda, entre 1985/1988, no último curso aí ministrado! Licenciei-me em [...] [...]