AOS SENHORES PRESIDENTES DOS CONSELHOS EXECUTIVOS
COMO SE ELABORA UM PEDIDO DE DEMISSÃO EM BLOCO
PEDIDO DE DEMISSÃO
AO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO
Vimos por este meio apresentar oficialmente o pedido de demissão da categoria dos adultos.
Resolvemos que queremos voltar a ter as responsabilidades e voltar aos bancos da escola como uma criança de oito anos no máximo.
Queremos acreditar que o mundo é justo e que todas as pessoas são honestas e boas.
Queremos de volta uma vida simples e sem complicações.
Estamos cansados de dias cheios de papéis inúteis, computadores, notícias deprimentes, professores e titulares, quotas, cotas…
Não queremos mais dizer adeus a pessoas queridas e, com elas, a uma parte da nossa vida.
Queremos ir tomar o café da manhã na padaria da esquina, e achar bem melhor do que um restaurante cinco estrelas.
Queremos jogar pedrinhas na água e ter tempo para olhar as ondas que elas formam.
Queremos achar que as moedas de chocolate são melhores do que as de verdade.
Queremos poder passar as tardes de verão à sombra de uma árvore, construindo castelos no ar e dividindo-os com os nossos amigos.
Queremos voltar ao tempo em que tudo o que se sabia era o nome das cores, dos números de 1 a 10 e das cantigas de roda. Voltar ao tempo em que se é feliz, simplesmente porque se vive na bendita ignorância da existência de coisas que nos podem preocupar e aborrecer.
Queremos ainda acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação, dos castelos no ar e na areia e queremos convencer-nos de que tudo isso vale muito mais do que o dinheiro!
Aqui fica a chave do carro, a lista do supermercado, a receita do médico, os cartões de crédito, as contas a pagar e resolvam as coisas ao vosso jeito.
Pedimos deferimento
Os PCE’s
texto adaptado
Fernando Oliveira
Janeiro 16, 2009 at 8:49 pm
Que delicioso!!!
“Queremos ainda acreditar no poder dos sorrisos, dos abraços, dos agrados, das palavras gentis, da verdade, da justiça, da paz, dos sonhos, da imaginação…”
Janeiro 16, 2009 at 10:30 pm
Janeiro 16, 2009 at 11:44 pm
Ninguém o diria como tu:
“Vimos por este meio apresentar oficialmente o pedido de demissão da categoria dos adultos.”
Às vezes, voltamos a ter (1)8 anos…
Janeiro 17, 2009 at 12:09 am
Lamentável. Uma classe profissional, utilizando meios corporativistas, em processo de autodestruição, desresponsabilização.
Fazem figura de preguiçosos, ociosos, com má vontade (só carrilam as suas capacidades para lutar pela mera manutenção de privilégios indevidos), a funcionarem em circuito fechado (sendo, assim, mais fácil convencerem-se que estão a coberto da razão), não solidários (a maior parte dos trabalhadores estão incluídos em processos de avaliação profissional e de desempenho, com consequências na progressaão de carreira, que não são perfeitos e que dão bastante trabalho), burocratas e funcionários públicos, no que tal tem de pejorativo.
Janeiro 17, 2009 at 1:42 am
«…a maior parte dos trabalhadores estão incluídos em processos de avaliação profissional e de desempenho, com consequências na progressaão de carreira…»
Certo. E quase todos são avaliados segundo a quantidade de toneladas de mercadoria que vendem por ano.
Na escolas não se vendem pães ao quilo… Mesmo assim, qq que seja o “modelo”, ele deve distinguir o mérito.
Pelo exposto no teu texto fica muito claro que não fazes nenhuma ideia do DR 2/2008.
E era bom que não falasses do que não sabes.
Janeiro 17, 2009 at 1:47 am
jms, conhece o modelo de avaliação da classe docente?
Se conhece vamos lá discutir…
Janeiro 17, 2009 at 1:50 am
[...] Fernando Oliveira In A Educação do meu Umbigo [...]
Janeiro 17, 2009 at 10:02 am
Obrigado por me lerem e acharem que mereço resposta.
É o que eu digo. A vida, sabemos todos, não é fácil, é muito imperfeita. O melhor será olhar para ela como se olha para uma garrafa meio cheia.
Se eu, burocrata na pele de funcionário público, me sentir confortável, resguardando-me nos regulamentos, e para isso proporciono e forço que os regulamentos (neste caso do processo de avaliação) e procedimentos tudo prevejam e tudo decidam para que eu não tenha que me atravessar e reponsabilizar tomando decisões, vou arranjar uma teia de cláusulas e cláusulinhas impraticável. Sempre. O resultado só pode ser assim.
Olha que bom! depois queixo-me que quero (neste caso ser avaliado), mas assim não dá!
Porquê fazer-me de coitadinho, desvalorizando-me aos olhos da comunidade escolar e do comum dos cidadãos? Porque não partir de algo imperfeito, mas que tem efeitos, com injustiças, eventual e pontualmente graves, mas que começa a permitir separar o trigo do joio, e com a utilização, ir conseguindo melhorias.
Como é que uma classe de formação académica média tão elevada não consegue, em 3 anos, proporcionar um processo de avaliação? Porque não quer. Ponto.
A discussão da lei x e do artigo ou do parágrafo z, aplicado à situação muito particular do professor José na escola xpto não adianta nada. Como se vê.
Janeiro 17, 2009 at 10:17 am
#8
Tanta defesa de uma causa, neste caso lei, que já foi alterada três vezes, cada uma delas sempre cedendo às pretensões de uma classe profissional mas tornando-a cada vez mais ínvia e impraticável.
Se o modelo de avaliação era bom porque razão não foi mantido o original? Ou é o monetarismo que está por detrás?
Informe-se sobre os recuos do ME e depois exerça o seu direito de opinião.
Que eu saiba os professores não vêm aqui opinar sobre a avaliação dos juízes, enfermeiros, polícias ou médicos.
Desde quando é que vocemessê é perito em questõe educativas?
Janeiro 17, 2009 at 12:30 pm
Delicioso! Vivo na esperança de um dia isto ser realidade… Ainda não é proibido sonhar pois não?
Janeiro 17, 2009 at 1:02 pm
o jns gosta É DE UM TRAGO..DIRIA MAIS UMA ZURRAPA..UMA LOJA GOURMET PARA TOINOS QUE NÃO SABEM O QUE É GOURMET…
Janeiro 17, 2009 at 1:04 pm
Cuidado com o Gangue do Avental!!!
Janeiro 17, 2009 at 1:07 pm
APELO À PARTICIPAÇÃO NA CONCENTRAÇÃO/MANIFESTAÇÃO DE 24 DE JANEIRO
Caro(a) colega,
Como deve ser já do teu conhecimento, os Movimentos de Professores convocaram uma Concentração/Manifestação para dia 24 DE JANEIRO, às 14:30 h., em frente do PALÁCIO DE BELÉM, em Lisboa. Pretendemos dar à luta dos professores um cunho nacional e pressionar o PRESIDENTE DA REPÚBLICA no sentido de que ele nos receba e ouça as preocupações e exigências dos professores.
Como o senhor Presidente da República tem mantido um silêncio tácito sobres as políticas educativas e o conflito que opõe o Governo/ME aos professores, esta Concentração/Manifestação, já comunicada ao Governo Civil de Lisboa, tem também um sentido simbólico a que é preciso dar força.
A TUA PARTICIPAÇÃO é muito importante, pois, neste momento tão difícil da nossa luta, temos de manter a nossa determinação em NÃO CEDER NEM RECUAR.
Disponibilizamos aqui um cartaz que poderás imprimir em formato A3 ou A4 para divulgar esta iniciativa.
Saudações mobilizadoras,
Ilídio Trindade
MOBILIZAR! UNIR! RESISTIR!
Janeiro 17, 2009 at 1:07 pm
Dúvidas sobre os conflitos de interesses na aplicação do Simplex2:
1. Há conflito(s) de interesses entre os professores todos de uma escola e alguém que sendo seu/sua actual avaliador/a – Presidente do Conselho Executivo – seja candidato/a a Director/a para um próximo mandato.
Janeiro 17, 2009 at 1:08 pm
Dúvidas sobre os conflitos de interesses na aplicação do Simplex2:
2. Há ainda outro conflito (da mesma natureza) entre o/a candidato/a a Director/a Executivo/a, na condição de avaliador, e os membros do Conselho Geral de Escola que terão que o/a eleger, sabendo que estão/vão ser avaliados por esse/a candidato/a.
Janeiro 17, 2009 at 1:08 pm
Dúvidas sobre os conflitos de interesses na aplicação do Simplex2:
3. Há mais um conflito que deriva do facto de o/a candidato/a a Director/a ser o/a avaliador/a dos “futuros/as escolhidos/as” da sua Equipa e dos/as Coordenadores/as, etc.
Janeiro 17, 2009 at 1:08 pm
Dúvidas sobre os conflitos de interesses na aplicação do Simplex2:
4. Em algumas escolas, no final do ano, os PCEs não serão os Directores eleitos para o próximo mandato. Nesses casos, o Director apanhará o processo de avaliação na fase final e terá de avaliar professores que ele ou ela não acompanhou ou nem sequer conhece o que torna este processo inoperacional.
Janeiro 17, 2009 at 2:52 pm
Vote!
http://www.vaderetro-hurtiga.blogspot.com/2009/01/e-que-tal-pr-no-youtube.html
Janeiro 17, 2009 at 4:07 pm
Efectivamente, os actuais Presidentes / Directores andam algo nervosos com a situação emergente e dizem não querer desrespeitar quem os elegeu!…
Mas, eles sim, poderão pôr cobro a esta farsa em meia dúzia de dias…
Vejamos:
1º os professores, que elegeram os actuais PCE não vão aceitar de bom grado as suas demissões em bloco.
2º os professores não vão aceitar um qualquer gestor ou comissão executiva imposta; aumentará a instabilidade e o mau ambiente escolar.
3º os Pais, os Encarregados de Educação e os alunos também não aceitarão com ligeireza estas demissões.
4º (pra bom entendedor, meia palavra basta)
5º SUSPENSÃO EFECTIVA DO MODELO DE AVALIAÇÃO.
6º DEMISSÃO DO GOVERNO – ELEIÇOES ANTECIPADAS
Janeiro 17, 2009 at 11:47 pm
Fred,
Eu diria mais: não andam apenas “algo nervosos”! A meu ver, andam desnorteados…
Há muito em jogo…
espero que muito mais do que as subvenções anunciadas pelo ME na tentativa de comprar a acção dos PCE’s (futuros DIRECTORES).
#14 Quanto aos impedimentos legais neste último Simplex, parecem-me ainda mais, e mais graves e gravosos, do que nas versões anteriores…
Brevemente seremos confrontados com a situação:
“eu voto em ti enquanto elemento do CGT, tu avalias-me em função do meu voto”.
Lá se vão os Excelentes e os Muito Bons para os elementos do CGT…
Este é um dos muitos episódios de impedimento legal, de conflito de interesses, que vão surgir! Ou já ninguém no ME pensa nestas questões?
A cada dia que passa, maior se torna o desvario e a falta de vergonha!
Eleições antecipadas já!
Este ME conseguiria infestar a Fossa das Marianas!
Janeiro 18, 2009 at 3:59 pm
As respostas que tive agradeço-as.
Não por acrescentarem muito à discussão, mas mais por me darem oportunidade, a partir de elas, de demonstrar a clausura corporativa em que os professores se encerram e o complexo de superiodidade que constantemente apresentam.
Então eu por não ser professor não posso discutir o assunto, ou só poderei fazê-lo na minha classe profissional? Sou um cidadão deste país, com falhas, mas nos meus plenos direitos, posso discutir tudo, numa perspectiva de contribuição positiva. Além disso sou parte interessada, já que pago impostos, sou pai de 2 e padrasto de mais 2 jovens que frequentam o ensino secundário e básico públicos e casado com uma professora.
Quem tem, ou quem trabalha numa mercearia fina, numa garrafeira não tem que se sujeitar, por isso, a ser apodado de pessoa de mau gosto ou alcoólico. Não se alimentem de private jokes que funcionam bem no imediato e no âmbito da comunidade de dezenas de professores de cada escola, mas que vos colocam mal a prazo e duradouramente.