Tenho mais de uma dezena de moções em lista de espera para postar aqui no blogue. E atrás delas outros mails a anunciar tomadas de posição de grupos de docentes um pouco por todo o país. Se juntarmos a isso muitos docentes que entregaram os Objectivos Individuais antes da publicação do DR 1-A/2009 e que agora podem requerer que tudo seja revisto de acordo com as novas regras e mais aqueles que estão a ser forçados, de modo pouco legal, a declarar desde já se querem ou não ser avaliados e por vezes o fazem por pura reacção de medo instintivo perante intimidações, desinformações e faltas de informação, começamos novamente a vislumbrar um clima de completa sublevação pelo país em relação ao simplex2 da avaliação dos docentes.

Mesmo que avance, este modelo avançará numa versão esvaziada de verdadeiro conteúdo e de forma retalhada e muito parcelar.

A verdade – não há como negá-lo – é que nunca na história recente da nossa Educação, existiu um tão completo divórcio entre os docentes e a tutela.

E, num clima assim, nada de positivo pode acontecer.

Deveria existir a percepção disso por parte dos responsáveis políticos, que se dizem eleitos, mas eleitos também o foram alguns ditadores e muitos maus governantes, em conjunturas complicadas e quando a concorrência era fraca e escassa.

Não há que iludir a realidade: corre-se o sério risco de, perante a não entrega dos Objectivos Individuais por parte significativa dos docentes (50% que sejam), o sistema educativo ficar paralisado se o ME insistir, como parece adivinhar-se por algumas ameaças mais ou menos veladas, mais ou menos explícitas, em medidas punitivas.

A menos que seleccionem mártires para exibir em autos-de-fé públicos, o que seria um absoluto desastre em termos políticos e comunicacionais.

O ME enredou-se num labirinto com este seu recuo em forma de avanço e vice-versa e agora a situação só poderá tender a piorar.

A solução é evidente e só os estadistas adoradores de si mesmos colocam os orgulhos pessoais acima do interesse público.

Para bom entendedor…