Caros Ramiro Marques e Paulo Guinote
Gostaria de lhes transmitir uma notícia que considero muito importante e que já divulguei em comentários dos vossos Blogs.
Na E.S Infanta D. Maria, em Coimbra, os professores aprovaram por esmagadora maioria,1 voto contra e 2 abstenções no universo dos professores,uma moção em que decidiram manter suspenso o processo de avaliação. Confirmaram, pois, as decisões tomadas em Outubro, no mesmo sentido. A reunião decorreu hoje dia 6 de Janeiro às 18h e 30m.
Depois de uma proveitosa troca de opiniões chegou-se a um consenso que culminou com a aprovação da moção. Aí está um excelente exemplo a seguir pelos colegas das outras Escolas.É possível manter a unidade e resistir a todas as pressões e chantagens vindas do Ministério.Vamos a isso, com coragem.Vamos ser coerentes com todas as posições tomadas até aqui e pôr os interesses da classe acima dos interesses individuais.
O exemplo da Infanta D. Maria aí está.
Apesar de ter sido um dos subscritores da moção, não a tenho comigo neste momento. Penso que a nossa amiga Rosário Gama se encarregará de a fazer chegar aos dois. Terá interesse divulgar esta tomada de posição que me parece ter sido a 1ª assumida nesta nova fase da luta.
Numa altura em que algumas vozes manifestam descrença, tais as pressões a que temos sido sujeitos, tomadas de posição como a que referi podem servir para motivar a classe e mostrar que há um caminho a seguir. O caminho da luta na defesa de valores e princípios.
Um abraço e os meus agadecimentos pelo espaços de liberdade que põem à nossa disposição.
João Delgado
Janeiro 7, 2009 at 12:28 am
Parabéns. Exemplo a seguir.
Janeiro 7, 2009 at 12:37 am
Uma boa notícia.
Vamos seguir o exemplo da ES Infanta D. Maria, de Coimbra.
Não haverá lei que nos detenha!
Janeiro 7, 2009 at 12:38 am
Parabéns, vamos divulgar…. Muitos colegas estão com medo e quase a ceder às ameaças.
Janeiro 7, 2009 at 12:41 am
No início deste ano lectivo, foi mais ou menos assim que tudo começou. E nada melhor para liderar o movimento do que as escolas «mais importantes» (não interpretem mal a expressão entre aspas), pois têm um poder, uma visibilidade que as mais pequenas não possuem.
Grande Rosário! Aquele apelido não foi em vão: precisamos mesmo de capitães que nos guiem através desta intempérie e nos ajudem a vencer os quatro Adamastores.
Janeiro 7, 2009 at 12:43 am
GRANDE ESCOLA!
Janeiro 7, 2009 at 12:49 am
Isso mesmo, vamos divulgar. Já agora, amanhã irá ser proposta uma reunião geral, na minha escola, afim de manter suspenso o processo de avaliação. Quando tiver o resultado, também, divulgarei.
Pela nossa dignidade, sejamos firmes.
Janeiro 7, 2009 at 12:51 am
Parabéns! Grande Escola! Se pudesse bem que gostaria de para lá concorrer e leccionar! E grande Presidente! Mulher de CORAGEM!
Janeiro 7, 2009 at 12:58 am
À frente de uma grande escola há sempre uma grande mulher.
Grande exemplo!
Parabéns!
Janeiro 7, 2009 at 1:01 am
Tive sempre a certeza que seria esta a decisão que tomariam. Coimbra é uma cidade de pensadores.
Janeiro 7, 2009 at 1:07 am
É um exemplo e bom! E Infelizmente! Parece que estamos numa fase em que cada um espera que o outro avance…
Se alguém tombar…ficamos nas trincheiras…juntos com os ratos…
E merecidamente!
Janeiro 7, 2009 at 1:08 am
Um exemplo que me foi dado a conhecer…
Um “borrão” da FNE
A avaliação no desenvolvimento da carreira docente
O desenvolvimento da careira docente pressupõe um processo de avaliação permanente que integra os seguintes componentes: autoavaliação, avaliação formativa e avaliação sumativa.
1.1. A autoavaliação consiste num registo organizado e fundamentado dos elementos ilustrativos da intervenção profissional desenvolvida ao longo de um ano lectivo junto no máximo de três turmas (a estabelecer de acordo com o número global de turmas atribuído ao docente), e integrando nomeadamente:
a) Preparação e organização das actividades lectivas;
b) Realização das actividades lectivas;
c) Processo de avaliação das aprendizagens dos alunos.
1.2. A avaliação formativa consiste:
- ao longo de cada ano, na participação no trabalho regular desenvolvido pelo grupo disciplinar ou de recrutamento, particularmente na análise da planificação a desenvolver e desenvolvida, com incidência sobre as práticas lectivas adoptadas;
- ao fim de dois anos de duração de cada escalão, na análise e apreciação do registo referido no âmbito da autoavaliação, e sobre o qual é emitido um parecer do coordenador de Departamento/ou delegado de grupo disciplinar. Integrará uma reunião entre o docente e elemento(s) da Comissão de Avaliação [e eventualmente com a participação do coordenador do Departamento - o coordenador só intervém na avaliação formativa].
Esta avaliação formativa tem por finalidade inventariar eventuais dificuldades de desempenho profissional, do que deve resultar a determinação de um processo de formação que permita a ultrapassagem dos problemas detectados; ou pode ainda servir para identificar práticas pedagógicas relevantes que devam ser sublinhadas pelo seu carácter inovador ou de especial qualidade.
Deste modo, a avaliação formativa permite contribuir para a alteração de práticas, de modo a proporcionar a sua melhoria, e serve também para identificar exemplos que possam constituir base de informação que permita a correcção de práticas docentes.
1.3. A avaliação sumativa materializa-se no final de cada escalão e integra duas componentes, sendo uma da responsabilidade da Comissão de Avaliação do Conselho Pedagógico e outra do órgão executivo da unidade orgânica em que o docente está colocado, traduzindo-se numa de quatro menções: Insuficiente, Suficiente, Bom e Muito Bom.
Todo o processo de avaliação deve assentar no pressuposto do reconhecimento dos avaliadores pelos avaliados, o que só pode conseguir-se através da observação do princípio de que para o exercício dos cargos de coordenação e de supervisão pedagógica são exigíveis formações especializadas adequadas e que o acesso a esse exercício está condicionado pela apreciação de candidatura em sede de prova pública.
Também se deve garantir uma adequada ligação da avaliação sumativa dos docentes aos resultados da avaliação externa da unidade orgânica a que pertencem, mediante mecanismos de incidência que exigem que esteja garantido que todas as unidades orgânicas estão envolvidas em processos periódicos de avaliação externa.
A atribuição da menção de Insuficiente exige que o processo de avaliação tenha integrado a observação de, pelo menos, três aulas. A determinação da observação de aulas decorre do processo de avaliação formativa e da verificação de indícios de dificuldades no processo de ensino-aprendizagem. Desta observação de aulas pode decorrer a identificação de um projecto de correcção para a melhoria das práticas pedagógicas, o qual será apreciado no processo de avaliação sumativa.
A avaliação sumativa
1. Intervenção da comissão de avaliação do conselho pedagógico
Em cada unidade orgânica é constituída uma comissão de avaliação do conselho pedagógico, a qual deve ser formada por docentes acreditados para o efeito, a partir de formação especializada ou prova pública no âmbito da supervisão e da avaliação dos professores.
A Comissão de Avaliação do Conselho Pedagógico cooptará, se necessário por não integrar esta comissão, um professor da área de especialidade do professor avaliado.
Esta comissão aprecia os registos anuais já mencionados no âmbito da autoavaliação, do que resulta uma avaliação quantitativa.
2. Intervenção do órgão de gestão
Na avaliação efectuada pelo órgão de gestão da unidade orgânica são ponderados, em função de elementos disponíveis, os seguintes indicadores, de acordo com parâmetros a estabelecer a nível nacional:
a) Nível de assiduidade;
b) Grau de concretização do serviço distribuído;
c) Estratégias desenvolvidas para melhorar os resultados escolares, tendo em conta o contexto sócio-educativo e as características das turmas distribuídas;
d) Participação e dinamização de projectos de investigação, desenvolvimento e inovação educativa e sua correspondente avaliação;
f) Acções de formação contínua;
g) Exercício de outros cargos ou funções de natureza pedagógica;
A avaliação para passagem do quinto ao sexto escalão
Esta avaliação é constituída por uma prova pública que integra
a) apreciação curricular do trabalho desenvolvido;
b) Planificação, devidamente fundamentada, de uma unidade didáctica;
c) um projecto de intervenção a escolher de entre as seguintes modalidades:
a) Projectos inovadores de intervenção pedagógica
b) Área de gestão e organização escolar
c) Área de Supervisão da Actividade Docente
d) Outra, proposta pelo docente em avaliação e aprovada pela comissão de avaliação do conselho pedagógico
FNE
Janeiro 7, 2009 at 1:10 am
Grande Dª. Maria, grande escola pública da minha cidade.
Assim é que é. A canalha socretina joga no medo para nos tentar vergar. Exemplos destes devem ser divulgados, quer na blogosfera, quer através de “mails”.
Não há que ter medo. Juntos, ninguém nos pode tocar.
Janeiro 7, 2009 at 1:21 am
A imensa roubalheira de tempo de serviço decorrente do congelamento e do reposicionamento na nova carreira (muitos profs ficam 8 a 10 anos no mesmo esclão!…), também é motivador de toda e qualquer acção reivindicativa…
Janeiro 7, 2009 at 1:22 am
Parabéns, caríssimos Colegas!
Spreading the message…
Like the wind…
http://tinyurl.com/a5khbh
Janeiro 7, 2009 at 2:38 am
Sócrates é o primeiro a dar o exemplo do desrespeito pela lei, ao fumar a bordo de um avião quando tal é proibido por uma lei que ele próprio fez aprovar.
Esta referência é dirigida a todas as freiras defensoras do cumprimento escrupuloso da lei…
Janeiro 7, 2009 at 3:08 am
Ah, grande Maria “da Fonte” Rosário!
Esta atitude da ES Infanta D. Maria, de Coimbra, é um excelente exemplo para a reunião geral que vamos realizar hoje, na ES Augusto Gomes, em Matosinhos. Sem medos.
Janeiro 7, 2009 at 9:43 am
http://gataescondida.wordpress.com/2009/01/07/vade-retro/
Janeiro 7, 2009 at 9:51 am
Muito Bem.
Parabéns aos colegas do Dª Maria.
São o nosso farol!
Janeiro 7, 2009 at 10:10 am
Mais uma vez, a E.S. Infanta Dª Maria está na linha da frente.
Um exemplo a seguir.
Janeiro 7, 2009 at 10:19 am
Parabéns aos colegas do D. Maria. Se a cambada vos chatear, digam que nós vamos lá.
Janeiro 7, 2009 at 10:25 am
É com imenso prazer que o informo (para que através do seu blogue, outros colegas tenham conhecimento) que TODOS os professores e educadores do Agrupamento de Escolas da Sequeira – Guarda decidiram, ontem, NÃO ENTREGAR os objectivos individuais, dando assim continuidade a um conjunto de acções contra este modelo de avaliação.
O documento de suporte a esta tomada de posição irá agora ser encaminhado para as entidades competentes e, naturalmente, para a nossa querida ministra e os seus acólitos SE.
Esperamos que outras escolas tomem esta medida para que o sr. Pedreira sinta que não nos verga com ameaças vãs!
Aliás, os professores do Agrupamento de Escolas da Sequeira estão já motivados para, na greve de 19 de Janeiro, repetirem o que fizeram em Dezembro: ENCERRAR TODAS AS ESCOLAS DO AGRUPAMENTO.
http://www.profblog.org/2009/01/agrupamento-da-sequeira-na-guarda-um.html
Um enorme obrigada a estes colegas e aos da Dona Maria. Pode ser que estes exemplos dissipem muitos medos que vi à minha volta nestes dois dias!!! Afinal, como disse o senhor josé sousa na entrevista à SIC, “lealdade não é sinónimo de obediência”… Acho até que esta frase é um bom mote para a nossa luta!!!
Janeiro 7, 2009 at 10:48 am
Na verdade, é relevante esta tomada de posição, tratando-se de uma escola com “visibilidade”. Talvez contribua para minimizar a desastrosa via seguida pela generalidade dos professores (… e excelentemente aproveitada pelo gabinete da 5 de Outubro exibindo o simplex)na contestação ao modelo de avaliação: “muitas fichas; horas intermináveis de reuniões; muita burocracia” e outras quase irrelevâncias que iludiram o essencial do problema: a inutilidade (e perversidade) do ECD e consequente modelo de avaliação para a melhoria do ensino e exibição da excelência na prática docente.
Janeiro 7, 2009 at 11:13 am
Afinal,
YES, WE CAN!!
PARABÉNS COLEGAS DO D. MARIA.
AGORA É SEGUIR ESTE EXEMPLO!
Janeiro 7, 2009 at 11:58 am
Além desta boa notícia, há outra boa notícia: os professores do Agrupamento de Escolas de Sequeira, no concelho da Guarda, aprovaram ontem, por unanimidade, não entregar os OIs, mantendo todas as formas de luta contra este modelo de avaliação de desempenho. Prometem, ainda, fechar todas as Escolas do Agrupamento do próximo dia 19 de Janeiro.
Vamos seguir o exemplo da ES Infanta D. Maria, de Coimbra e do Agrupamento de Escolas de Sequeira, no concelho da Guarda.
Já temos dois bons exemplos. Quem dá mais?
Qual será o terceiro? Vamos contabilizá-los…
Não haverá lei que nos detenha!
Janeiro 7, 2009 at 12:26 pm
Vamos seguir os bons exemplos.
Janeiro 7, 2009 at 1:20 pm
Grande exemplo.Parabens.
Janeiro 7, 2009 at 1:48 pm
Apesar de ser mais uma repetição. Parabéns!!!
Como já referiram anteriormente é o Farol que faltava.
Entendo que a greve dia Já imprescidível, e por tempo indeterminado.
Não podemos esperar até dia 19. Se perdemos esta luta, estamos a assinar a capitulação para os próximos anos.
Coragem colegas, VAMOS EM FRENTE!!!
Janeiro 7, 2009 at 1:51 pm
Na minha Escola muitos estão apavorados com as novas ameaças contra os que não entregam os OI.
Compreendo-os mas se formos muitos A NÃO ENTRGAR OS OI, NÃO haverá procedimento disciplinar que aguente!
Não nos podemos deixar dividir…
Janeiro 7, 2009 at 5:51 pm
«Um enorme obrigada a estes colegas e aos da Dona Maria. Pode ser que estes exemplos dissipem muitos medos que vi à minha volta nestes dois dias!!! Afinal, como disse o senhor josé sousa na entrevista à SIC, “lealdade não é sinónimo de obediência”… Acho até que esta frase é um bom mote para a nossa luta!!!»
Concordo plenamente.A nossa lealdade deve ser para com os nossos alunos, a nossa consciência como Professores, a ética. Para com os utilizadores temporários das cadeiras de cabedal da 5 de Outubro, só se estes respeitarem os itens anteriores.
Parabéns aos que não vacilam.Já andava a ficar assustada…:)
Janeiro 7, 2009 at 6:30 pm
O d. Maria não é só a melhor escola pública no ranking nacional, é tb a 1ª escola a tomar posição corajosa e a servir-nos de farol!
Mais do que os sindicatos, é nos colegas que devemos retemperar forças para este 2º periodo de luta!
Obrigada!
Janeiro 7, 2009 at 6:42 pm
Na minha escola, julgo que também andam receosos com as ameaças, e penso que até 20 Janeiro a maioria terá entregue os O.I., além de que os que estão perto da reforma, já se meteram de lado para a luta.
A coerência é algo que parece não existir e para o ano, estes que se calam, irão fritar: onde estavam os sindicatos? Quando eles não foram coerentes e se acabrunharam com as ameaças do Calhau.
Janeiro 7, 2009 at 6:45 pm
Parabéns aos colegas da escola secundária Infanta D. Maria.
Janeiro 7, 2009 at 6:47 pm
Parabéns, João Delgado e E.S. Infanta D. Maria!
Posso adiantar que proposta similar será apresentada na E.S. de Ponte de Lima e que, tudo indica, será aprovada pela larga maioria dos docentes que já demonstraram ao longo desta semana a sua intenção de não entregar os Objectivos Individuais.
A não entrega dos Objectivos Individuais será a prova cabal de que os professores nunca puseram os seus interesses pessoais à frente nesta luta:
Puseram, sim, a defesa da sua dignidade, da Escola Pública e dos seus alunos!
- A luta será até ao fim!
Porque assim, infelizmente, o quiseram.
E assim será!
Janeiro 7, 2009 at 6:53 pm
http://raivaescondida.wordpress.com/2009/01/07/bloco-apresenta-modelo-alternativo-de-avaliacao-de-desempenho/
Janeiro 7, 2009 at 8:26 pm
Subscrevo o comentário 22 do Lúcio Peixe.
Janeiro 7, 2009 at 10:25 pm
Saúdo todos os corajosos colegas da Escola D. Maria e muito especialmente Rosário Gama.
Obrigada pelo exemplo.
Janeiro 8, 2009 at 4:14 am
Sinto-me um pouco aliviada com a posição assumida pelos colegas da Escola D.Maria, pois eu estava muito preocupada.
Colegas, sabem como me sinto? Estou quase no fim de carreira e parece-me que retrocedi décadas ao meu tempo de estudante universitária,aos anos de 1972 a 1974, em que fazíamos reuniões e lá vinha a polícia de choque com os cães! Muitas vezes fugi à frente dos cães, mas não deixei de lutar
Janeiro 8, 2009 at 4:30 am
Como não tinha espaço, vou concluir o meu raciocínio.
Mas nos meus tempos de estudante estávamos numa ditadura!!!!!
Neste momento, com um Portugal democrático, como é possível imporem-nos tudo sem nos consultarem?
Ameaças e mais ameaças e ainda por cima dizem que nós é que interpretamos mal.
Pergunto: Qual é a diferença entre 1973 e 2oo9? Podemos nós deixar que este país vá perdendo a democracia aos poucos? Eu tal como não tive medo nos meus tempos de juventude, também quero continuar a lutar por aquilo que acho justo! Assim, apelo a todas as Escolas a seguirem o exemplo da D.Maria. Todos unidos venceremos!
Parabéns aos colegas desta Escola.
Janeiro 8, 2009 at 10:07 am
Se a melhor escola pública do país suspende categoricamente a avaliação chilena por que não seguir o exemplo em toda a parte?