As posições que acabam por confirmar mais as teorias, para alguns fantasiosas, de muitos docentes são exactamente aqueles que, de forma canhestra, procuram desmontar essas mesmas teorias.
É o caso de Fernanda Câncio que, agarrando num mail que circula pela net, se dedica hoje a desmontar – na sua opinião – os argumentos dos professores, socorrendo-se dos dados de um relatório da OCDE que, ao que parece, atribui aos docentes portugueses uma situação privilegiada em alguns parâmetros.
Afirma Fernanda Câncio que a classe docente não é «mártir e explorada».
Isso é (ou era) mau?
Será que Fernanda Cãncio, na falta de confrontar opiniões assinadas, fica entretida na desmontagem de mails anónimos?
Estranha forma de vida. Resta saber se não é paga acima da média da OCDEe quantas horas acarreta de trabalho jornalístico.
De acordo com a lógica de Fernanda Cãncio, as posições de contestação dos docentes não devem ser tidos em consideração porque eles não são todos, afinal, mártires e explorados. A dedução implícita é que, sendo assim, está certo que passem a ser penalizados e sacrificados, em termos materiais e de condições de trabalho.
Mas isso, mesmo contestando a forma como alguns dados são lidos, sem cruzamento com outros (temos um ratio mais favorável de alunos por professor, porque, por exemplo, muitos de nós desempenham funções que em países civilizados são desempenhadas por outro pessoal técnico especializado), apenas confirma o que há muito dizemos: as políticas do ME visam atacar as condições materiais da classe docente, que consideram privilegiada. Mesmo que isso assim não seja.
Fernanda Cãncio acaba, pois, por confirmar que as opiniões contra a contestação dos dcocentes não são motivadas por qualquer preocupação com a excelência do seu desempenho, mas com as conveniências orçamentais.
Obrigado, Fernanda Câncio, pela explícita confissão.
Já sabíamos, sôtôra, mas agradecemos a douta e informada admissão.
Para a próxima, já agora, analise, a celeridade com que o Governo se preocupou em suavizar a crise para os accionistas do BPN e BPP.
Ou será pedir muito?
Porque para o erário público os custos nem têm comparação…
Ou será que não há relatório da OCDE que esteja à mão sobre o assunto.
Muit’agradecido…
Dezembro 12, 2008 at 2:32 pm
Esses escritos de Fernanda parecem ser também uma questão orçamental, do orçamento dela.
Quanto à OCDE, creio que ficou demonstrado num post mais abaixo que o relatório nãq é fiável e apresenta números fantasiosos. Verifiquei isso para a questão salarial portuguesa de que Fernanda Câncio também fala.
Perante tão grande e evidente disparidade resta-nos perguntar o que será verdadeiro do resto do relatório.
A segunda questão é saber quem forneceu aqueles dados referentes, nos salários, a 2006.
Dezembro 12, 2008 at 2:40 pm
Ela diz que é jornalista…pena não haver exames e quotas para se entrar e exercer, a verdadeira e digna profissão que é a do jornalismo!Um jornalista sério informa-se, vai para o terreno, não se vende nem se deixa manipular!Que triste figura,Fernanda…
Dezembro 12, 2008 at 2:43 pm
Calma Paulo… já começas a parecer o Ramiro… andas a disparar em todas as direcções.
Ignora o acessório: deixa isso para os pardais pequenos.
Dezembro 12, 2008 at 2:45 pm
Ai…ai…sou tão rico, tão rico e priviligiado, que ando sempre com os bolsos cheios de ar no final de cada mês!
Mas os “outros” é que têm ordenados churudos, acções de formação de borla e dentro do tempo de serviço, deslocações pagas, férias no estrangeiro aqui e ali, bons carros, tachos por compadrio e etc para não me alongar…
E o “burro” sou eu?
Dezembro 12, 2008 at 2:47 pm
no Diário Económico de hoje:
“Opinião
A “luta” dos professores
Os professores rejeitam avaliações. Claro que não é isso que dizem, mas é isso que se intui do que fazem.
Daniel Amaral
Peguemos no PIB da União Europeia, dividamo-lo pelo número de residentes e atribuamos a este rendimento ‘per capita’ o valor de 100. Façamos o mesmo para Portugal, corrigindo a paridade do poder de compra: vale apenas 73. Nas mesmas circunstâncias, o da Espanha vale 104, o da Zona euro 110, o dos Estados Unidos 150. Somos o país do euro com mais baixo poder de compra. Pior do que isso: há sete anos consecutivos que, crescendo menos, agravamos a situação.
Um outro indicador, porventura ainda mais sugestivo, consiste em dividir o PIB pelo número de trabalhadores, determinando-se a produtividade. A situação agrava-se: para uma média europeia igual a 100, a Zona euro mantém-se nos 110 e Portugal baixa para 69. Mas nós trabalhamos mais horas do que os restantes europeus. Ao corrigirmos este factor, chegamos ao grau zero da nossa desgraça: para uma média de 100, a nossa produtividade por hora trabalhada é de apenas 64.
Estes números são públicos, podem ser consultados por todos quantos desejam fazê-lo. Se os trago aqui é apenas para fazer a ponte ente a realidade estatística e o que julgo ser o senso comum: a nossa produtividade é uma lástima. É por isso que não devemos espantar-nos com a insistência com que os organismos especializados abordam este tema, sempre que falam de nós: é indispensável, é imperioso, é urgente melhorar a produtividade! Questão mais difícil: como é que isso se faz?
Para resolver um problema, precisamos de conhecer as causas que o originam. No caso da baixa produtividade, essas causas são essencialmente três: as condições de trabalho, associadas à organização das empresas e à qualidade dos gestores; a burocracia envolvente, que emana das funções do Estado; e a qualidade da mão-de-obra, fruto da escolaridade que herdámos dos nossos avós. Mas a razão principal é esta última: somos maus porque não cuidámos da Educação.
Cuidar da Educação, a nível nacional, é uma tarefa hercúlea mas gratificante. No centro do processo, como é óbvio, hão-de estar os professores. A política a seguir, definida pelo Governo e acompanhada pelas escolas, deverá passar pela fixação de objectivos, pela escolha de meios e pela avaliação de resultados. E, como sempre acontece, da avaliação há-de resultar que uns professores são melhores do que outros. Tudo bem: os melhores deverão ser premiados e a vida continua.
É aqui que surge o problema: os professores rejeitam avaliações. Claro que não é isso que dizem, mas é isso que se intui do que fazem. É curioso, aliás, como eles são contra tudo o que mexe e logo a seguir fazem greve. Foi assim em 2005, já não me recordo porquê; foi assim em 2006, porque não gostavam dos horários; é assim em 2008, porque a avaliação é uma chatice. Birrinhas corporativas: no fundo, eles não querem perder privilégios. E nós? Vamos querer que eles não queiram?
A resposta está nas mãos de Sócrates. E creio que já não haverá meio-termo: ou cede ou não cede à chantagem dos professores. Se optar pela cedência, o melhor é esquecermos a reforma da Educação, pelo menos por mais dez anos. Será a vitória do corporativismo balofo, do sindicalismo incoerente, dos partidos bota-abaixo. Será também a derrota dos que se opõem à terra queimada. A “luta” dos professores é uma luta contra o desenvolvimento do país.
d.amaral@netcabo.pt
____
Daniel Amaral, Economista”
Dezembro 12, 2008 at 2:55 pm
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=119809
“Negociações sobre avaliação dos Professores estão encerradas.”
Pedreira dixit
Dezembro 12, 2008 at 2:56 pm
#JA,
Percebo o que dizes, mas a sério que me bule com os nervos a atitude da rapariga e aquele tratamento sobranceiro-juvenil que ela dedica aos “stôres”.
Fraqueza minha, mas eu emendo-me.
Dezembro 12, 2008 at 3:01 pm
«Paulo Portas faz encontros secretos com José Sócrates», diz Manuel Monteiro .
a câncio já sabe?
Dezembro 12, 2008 at 3:13 pm
Paulo: depois do “Verdadeiro menino guerreiro” era de esperar que a Câncio ficasse assanhada… Tenhamos calma, não cedamos a provocações quer de jornalistas que terão até traumas de juventude contra os profs (O MST afirmou há uns anos que jamias se esquece de que repetiu as “Ciências” do antigo 5º ano liceal porque não sabia o aparelho digestivo do coelho…)e sigamos em frente. O que estes senhores jornalistas tentam a custo esconder é aquilo os profs já perceberam e terão de conseguir transmitir à opinião pública – é que só haverá “vagas” para 1/3 dos profs chegarem acederem à possibilidade de atingir o topo da carreira, mas ao último escalão nem 1/10 chegará – o sistema de cotas encarregar-se-á de ir retardando o acesso ao escalão seguinte. E é isto que põe a nu o cinismo e a falsidade das medidas do governo e da equipa da educação ao afirmarem que pretendem premiar o mérito.
Dezembro 12, 2008 at 3:32 pm
…eu ainda sou do tempo em que todos os jornalistas ao redigirem qualquer texto (a crónica obviamente que aqui não tem entrada)se baseavam nas agências de notícias ou faziam um TPC de rigor para terem direito a serem considerados como tal… mensagens por mail???
Dezembro 12, 2008 at 3:47 pm
#3 e 7#:
Parece-me que devemos concentrar a “artilharia” no primeiro fax. Porque ele é que comanda os cordelinhos disto tudo. Quanto mais se sentir entalado na luta dos professores, maiores cedências terá de mandar os outros fazer.
Dezembro 12, 2008 at 3:51 pm
Texto de José Luiz Sarmento
Escola Pública ou Escola Republicana?
Foi com enorme satisfação que vi, nas manifestações e nas greves dos professores, a profusão de cartazes reivindicando a defesa da Escola Pública. E foi com igual satisfação que vi alguns analistas políticos mais perspicazes começarem a aperceber-se que o conflito entre os professores e o Ministério é cada vez menos de ordem laboral e cada vez mais de ordem política.
Nos próximos meses assistiremos a negociações entre o Ministério e os Sindicatos. O que vai estar em cima da mesa vai ser o Estatuto da Carreira Docente, o Modelo de Avaliação e mais um ou outro afloramento do iceberg que calhe estar na ordem do dia. Sobre estes assuntos, cada uma das partes fará muitas cedências, poucas cedências ou nenhumas cedências conforme o poder negocial que tenha na altura. Nada disto é importante.
O que não estará em cima da mesa é a parte submersa do iceberg. E os professores sabem disso. E porque os professores sabem disso, tanto o Ministério, como os sindicatos estão em pânico. Sentados à volta da mesa, não se ouvirão uns aos outros: terão os ouvidos apurados só para os primeiros sinais de que o Comendador de Pedra se prepara para entrar na sala.
Os gatos saíram do saco e ninguém os vai conseguir meter lá outra vez. Os professores portugueses politizaram-se e ninguém os vai despolitizar. Perceberam que estão frente a frente duas concepções de escolas incompatíveis nos seus pressupostos, na sua concepção do humano e acima de tudo nos interesses que servem. De um lado, aquilo que apareceu referido nos cartazes como a Escola Pública e a que os nossos colegas franceses chamam, talvez com mais propriedade, a Escola Republicana, que se define pelo acesso de todos ao melhor que a nossa civilização oferece. Do outro lado, o inimigo: a escola tecno-burocrata, para a qual não há «civilizações», mas sim «economias», e cujo projecto consiste em ensinar uma pequena elite económica, ficando reservado a todos os outros aquilo a que Maria de Lurdes Rodrigues chama «qualificação».
A luta entre os professores o Ministério da Educação é um conflito de culturas e civilizações. Se permitirmos que o Ministério vença, os nossos netos serão selvagens.
http://www.legoergosum.blogspot.com/2008/12/escola-pblica-ou-escola-republicana.html
Dezembro 12, 2008 at 3:52 pm
#8:
Eh pá! E não convidam a rapariga?
Dezembro 12, 2008 at 3:52 pm
Concordo com o António Duarte. Perdemos demasiado tempo com as invectivas à ministra.
Sócrates é o único responsável por este estado de coisas!
Dezembro 12, 2008 at 3:56 pm
Sou tão priveligiado que tenho quase três décadas de serviço, sou licenciado, e ganho menos que um sargento com o 9º ano.
Sou tão priveligiado que trabalho bem mais que as 35 horas da lei, numa profissão altamente desgastante.
Sou tão previlegiado que tenho que ouvir desforos de uma gaja, uma pura gaja sem vergonha na cara, que se serve da sua posião de jornalista, para exprimir o seu ódio e fazer campanha pelo Governo que defende.
Uma gaja que está actualmente em destaque por se ter prestado a fazer o papel de bigode do Primeiro-Ministro. Uma gaja sem educação nem talento, uma vulgar cacique de terceira apanha.
Dezembro 12, 2008 at 3:58 pm
Um sargento com 5 anos de serviço, note-se. E falo da tropa porque não fiquei lá. Como professor, em topo de carreira, ganharei tanto como um capitão. Actualmente seria pelo menos major, e nem precisava de me ter licenciado (licenciatura a sério, note-se, não feita numa privada nem a um domingo por fax).
Dezembro 12, 2008 at 4:01 pm
não, António. saias ali não entram
Dezembro 12, 2008 at 4:18 pm
encontrei um texto de fernanda câncio (publicado no blog 5Dias) q vem mesmo a calhar.
aqui vai:
dos filhos da puta
15 Outubro 2008 | por Fernanda Câncio
sempre me fez muita confusão que para chamar um nome a alguém — no caso, para dizer que alguém não presta — se optasse por qualificar a respectiva mãe. ora não só me parece de manifesto mau gosto partir do princípio de que uma pessoa é má rês por alguma coisa que a mãe fez ou deixou de fazer, como não me é minimamente óbvio que o trabalho sexual deva ser associado à geração de más índoles. mas o mais curioso de tudo será a espécie de desculpabilização do facínora implícita na designação. como quem diz que o problema não é bem dele, é da mãe.
se me estivesse a dar um acesso de feminismo diria que é a velha mania, pelo menos tão velha quanto o livro do génesis, de atribuir a culpa de tudo às mulheres. como, pensando bem, se calhar não há momento nenhum em que não tenha acessos de feminismo, vou mais longe: fazer coincidir o epíteto ‘filho da puta’ com uma pessoa sem princípios é também dizer (entrando no subtexto da coisa, naturalmente) que é alguém sem pai conhecido, ou seja, fazendo um pouco de arqueologia cultural (sem grande esforço, basta mergulhar nas caixas de comentários deste blogue), alguém ’sem figura da autoridade’, assim a modos que sem ninguém que lhe explicasse o certo e o errado (coisa para a qual, como é sabido, as mulheres em geral não servem e as putas ainda menos).
aqui temos pois o filho da puta como vítima do destino, como mau por afinidade: tadinho, não podia fazer diferente, não podia ser diferente. never had a chance.
ora parece-me tal coisa uma insuportável afronta ao verdadeiro filho da puta, o escroque de primeira, que não se esconde atrás de ninguém nem pede desculpa de nada. o gajo que faz mal por gosto, por desfastio. um gajo que se pode respeitar, até. o contrário do sonso — ai, o que eu odeio sonsos e sonsices.
está pois na hora de arranjar umas palavras velhas para substituir esta desprimorosa, inexacta e facilitadora expressão. sobretudo porque estamos sempre a precisar dela, quando e onde menos se espera.
nos próximos capítulos da série, debruçar-me-ei sobre as expressões ‘vai para o caralho’, ‘vai-te foder’ e quejandas, numa aprofundada reflexão sobre o paradoxo de a linguagem venal fazer coincidir o que parece ser o desejo de (quase) toda a gente (ter sexo/foder) com o pior dos impropérios.
isto, claro, se amanhã quando acordar ainda me apetecer.
Dezembro 12, 2008 at 4:19 pm
#5
Concordo com este entendido, quando afirma, “Cuidar da Educação, a nível nacional, é uma tarefa hercúlea mas gratificante. No centro do processo, como é óbvio, hão-de estar os professores. A política a seguir, definida pelo Governo e acompanhada pelas escolas, deverá passar pela fixação de objectivos, pela escolha de meios e pela avaliação de resultados. E, como sempre acontece, da avaliação há-de resultar que uns professores são melhores do que outros. Tudo bem: os melhores deverão ser premiados e a vida continua.”
O homem está muito equivocado ou é cínico o tempo todo. Se entende que a Educação tem um peso tão grande no desenvolvimento de qualquer país, deveria estar mais bem informado do que se passa quando fala nas “reformas” que Sócrates está a implementar e aconselhá-lo a não desperdiçar os Fundos comunitários – os últimos cartuchos – em QUALIFICAÇÕES DO FAZ-DE-CONTA E A FOMENTAR A REBALDARIA NAS ESCOLAS.
QUEREMOS UMA ESCOLA DE QUALIDADE, BASTA DE FANTOCHADA E DE DESRESPEITO.
Quanto à forma displicente como certos “jornalistas” abordam alguns temas de importância crucial para a sociedade portuguesa, fica a dever-se, penso eu, à sua fraca capacidade para fazer projecções a médio/longo prazo. Estes comportamentos propagandísticos, de efeitos imediatos, terão elevados custos para Portugal, mas os irresponsáveis nem se dão ao cuidado de sopesar os efeitos das suas acções.
Câncio faz afirmações bombásticas (parece que acabou de descobrir a pólvora), do tipo das que se relacionam com a redução da Despesa Pública em função das medidas perversas tomadas pelo governo no que respeita à Educação e desconhece, muito provavelmente, que essas medidas irão agudizar a recessão económica, quer em profundidade quer na duração.
Dezembro 12, 2008 at 4:35 pm
… ou as pinças com que tratam os médicos… e a suavidade do discurso…
Dezembro 12, 2008 at 4:59 pm
pois… a Fernandinha…
tive o azar de estar a menos de 2 metros dela… ia eu do Cais do Sodré para o Terreiro do Paço, na última terça feira (entre as 23:50 e a 1:00, não consigo precisar). Num semáforo, parei no vermelho ao lado de um carro topo de gama da VW (o PHAENTON). Como já me tinha cruzado com o nosso 1º (responsável pela pobrezaa dos trabalhadores em geral e pela riqueza dos accionistas em geral), também num semáforo, mas no Marquês de Pombal, espreitei para os bancos traseiros, porque à frente só ia o motorista. E aí estavam… os dois pombinhos… José Sócrates e Fernanda Câncio… será que conversavam sobre o referido artigo??? Pois… isso já não sei. Mas ambos partilham de ideias bem nefastas, para os professores, para os trabalhadores e para o país em geral.
Não desistam da vossa luta! Em cada escola, parem a avaliação! Coordenem-se a nível nacional! Impossibilitem a aplicação do ECD! Não entreguem os objectivos pessoais!
MUITA FORÇA!!!
Dezembro 12, 2008 at 5:36 pm
O simples facto de ela ser tão chegada ao P.M. já lhe devia impor a decência de não tocar em certos assuntos. É uma promiscuidade que qualquer jornalista digno desse nome evitaria, caro fantasma vermelho.
Eles estão a dar cabo do país e ainda se riem, meu amigo!
Dezembro 12, 2008 at 5:52 pm
#21:e não haviam de rir? Nós batemos palmas em vez de atirarmos cocktails, não é verdade? Assim eu tb me ria…
Qto à Nandinha, ela ou tem falta de alguma coisa ou tem por lá qualquer coisa a mais.Digo eu, que não a conheço, mas conheço o género…
Dezembro 12, 2008 at 5:56 pm
A Fernanda Câncio quem é? Será alguém importante?
Dezembro 12, 2008 at 6:01 pm
Cópia de uma mensagem que enviei hoje à senhora:
Já que falou em ter um endereço electrónico público, não resisto a, também eu, lhe dizer umas coisas.
Primeiro, parece que toda a gente se achou com o direito de opinar sobre o que não sabe. Não sei se a senhora me concedia algum especial direito para falar sobre as suas condições de trabalho nas redacções ou a qualidade da sua prosa ou mesmo o grau de satisfação com que os seus leitores a recebem. Independentemente de me conceder ou não esse direito, eu não o queria fazer, porque não estou habilitado para tal…
Toda a gente de repente falou, cada vez mais, de educação. E como me parece que a senhora não gosta de falsos argumentos (quem gostará?) gostaria de a ver estudar a sério e verificar quem são os responsáveis pelo descalabro (é isto mesmo!) da escola pública. Aqui há dois ou três anos ia vomitando (a sério!) quando vi a grandes caracteres no Jornal de Notícias: “Ministra culpa professores pelo insucesso”. Sabe, minha senhora, eu sou professor vai para 33 anos e nunca fui responsável pelos conteúdos e pelas políticas educativas. Até parece que são os professores os únicos culpados pelo facilitismo das passagens de ano, por uma escola virada para a estatística, já desde o tempo de Roberto Carneiro, em que o Conhecimento deixou de ser o seu centro. Não, minha senhora, não são os professores. (Não caio agora no lugar comum de dizer que há professores maus; pois há; e jornalistas; e futebolistas; e ministros da educação; o paraíso ainda é uma utopia).
É claro que poderia estar aqui a desmontar os seus argumentos sobre o tempo de trabalho dos professores. A senhora cai no lugar comum de muita gente ao considerar que o tempo de trabalho do professor se esgota na sala de aula. O que não é verdade, por mais vezes e mais alto se diga o contrário.
Não resisto a dizer-lhe que um dos pilares da minha opção por ser professor passou por ter lido João de Deus ou Sebastião da Gama. Por ter estudado Rómulo de Carvalho e saboreado simultaneamente António Gedeão. Esta ministra da Educação destrói a Escola Publica. A História o dirá, estou convencido.
E esta é a verdade, só que como Francesco Rosi colocou um membro do PCI a dizer no velhinho filme “Cadáveres incómodos”: A verdade nem sempre é revolucionária.
Tenha um bom dia.
Dezembro 12, 2008 at 6:07 pm
Esta senhora escreve um texto em que desanca forte e feio nos professores, como se estes fossem uma cambada de lambões e queixinhas. Socorre-se de estatísticas da OCDE para tentar provar que a classe docente portuguesa é privilegiada e que, por isso, deveria manter-se calada, em vez de manifestar a sua revolta perante o actual estado de coisas.
Afirma esta senhora que os professores portugueses estão em vantagem no seio dos países da OCDE em termos de tempo de trabalho, rácio alunos/professor e níveis salariais. Esquece-se porém de vários promenores: 1. o trabalho extra-lectivo não é tido nas contas da OCDE; 2. menos alunos por docente não significa automaticamente melhoria da qualidade das aprendizagens; 3. a massa salarial deveria ter em conta não o salário médio nacional de cada país, como faz a OCDE, mas a média dos salários dos docentes dos países da OCDE. Assim, os seus números virar-se-iam de pernas para o ar. Aliás, o recurso às estatísticas pode ser enganador quando se trata de avaliar a Educação de um país. Veja-se o exemplo deste Governo PS que, com ambição de colocar Portugal no topo das estatísticas da Educação da UE optou pelo caminho do facilitismo, de que a falta de rigor e exigência dos últimos exames nacionais são o cabal exemplo de como os números podem ser redutores. Um conselho para a dita jornalista: fazendo juz à sua profissão saia do gabinete e realize um trabalho sério de investigação jornalística, indo para uma escola durante uma semana para ver o que é a verdadeira arte de ser professor. Investigue, não nos números, mas inserindo-se na realidade escolar. Vários colegas seus já o fizeram e deram a conhecer a realidade da função docente. Ah, já agora, para quando um artigo o que pensam os portugueses dos políticos e professores???
Dezembro 12, 2008 at 6:41 pm
Volto a perguntar:
Quem é a F. Câncio?
Antes do Governo de Sócrates não ouvia falar dela!!!
Digam lá quem é, por favor. Estou curioso!
Dezembro 12, 2008 at 6:57 pm
Ninguem consegue obter o sistema de avaliação que vigora em jornais como o D. N ou o Expresso?
Dezembro 12, 2008 at 7:21 pm
SISTEMA DE AVALIAÇÃO DEITADO…OU PERNA PARA CIMA…CONSTA QUE NAS TELIVISõES E AFINS ESTE MODELO É aplicado..tanto na horizontal como na vertical…as evidências estão
á flor da pele…perdão á flor do colchão…
Dezembro 12, 2008 at 7:21 pm
televisão…
Dezembro 12, 2008 at 7:24 pm
#28
Percebo agora porque é que há tanto swing entre os jornalistas…
Dezembro 12, 2008 at 8:03 pm
Eu já tinha avisado a Fernanda para ela não se meter com o Sócrates, que aquilo era menos quilómetros do que ele corre nas maratonas.
Vês, Fernanda, quem te avisa…
E agora, miúda, tens de arranjar um homem, né? Mas com tanto tempo que tu gastas a brincar aos mails, não sei se não vais passar mais uns bons anos de abstinência…
Dezembro 12, 2008 at 8:23 pm
Fico sem saber quem é a F. Câncio. se escreve bem; se escreve mal. Se gosta de ir ao cinema; ou prefere ver telenovela.
SE É CASADA OU SE É SOLTEIRA…
DIGAM LÁ SE SABEM ALGUMA COISA DELA. TALVEZ SEJA DIFÍCIL, NÃO É?
Dezembro 12, 2008 at 8:25 pm
É copofrágica..
Coprofagia,copro em latim significa “fezes” e fagia “ingestão” sendo assim: prática de ingestão de fezes. Isto ocorre naturalmente em algumas espécies de animais, como cães, gatos, insetos e aves. Relata-se também tal prática em seres humanos, porém sob a categorização de patologia de ordem psíquica, ou desvio sexual (variação da coprofilia). Existe farto material de ordem hedonista a respeito do tema, principalmente proveniente do oriente. Em práticas de dominação sexual entre duas ou mais pessoas a pessoa dominante por vezes pode defecar sobre seu escravo, não só no corpo mas como também no rosto ou até dentro de sua boca obrigando-a até a ingerir suas fezes (da pessoa dominante) isto também é denominado “scatsex”.
Dezembro 12, 2008 at 8:35 pm
Essa senhora no textinho dela também refere isto:
“Por fim, o tempo total de
trabalho exigido aos professores portugueses (1440 horas/ano) está
mais de 250 horas abaixo da média da OCDE.”
Se eu fizer a conta a 11 meses vezes 4 semanas/mês e esse resultado vezes 35h/semana dá-me 1540h/ano. E isto só assim por alto, porque só um dos meses é que tem 4 semanas certas…
Refiro ainda que as 35h/semana são as que nos pagam e estão bem abaixo das que nos “exigem”… Portanto, se ela quer falar das exigidas, pode colocar, pelo menos, mais 10h/semana nas contas dela.
Aconselho-lhe ainda a leitura deste blog, Srª Dona Fernanda: http://averdadeacimadetudo.blogspot.com
Talvez aprenda alguma coisa sobre a vida das pessoas sem “e-mail público”.
Dezembro 12, 2008 at 9:00 pm
Pronto agora já sei
A F. Câncio é COPOqualquercoisa…
Não é BLIMUNDA?
Dezembro 12, 2008 at 9:21 pm
Cunha Ribeiro:
A FC é a falsa namorada do falso engenheiro.
Dezembro 12, 2008 at 9:25 pm
Acho que o Paulo faz bem em desmascarar estes opinadores da treta ao serviço do governo.
Dezembro 12, 2008 at 11:44 pm
E se escrevêssemos todos ao Durão Barroso, nosso padrinho nas Europas, a dizer assim: Zezinho, ou nomeias o Sócrates presidente do Conselho Directivo de uma qualquer escola do Barreiro, ou os profs mandam-se todos para a rua como na GRÉCIA!
Agora sério: não está na hora de apelar para os tribunais internacionais? Quem muda uma Lei através de um Despacho, ao domingo, não sabe o que é um EStado de Direito. Logo, resta-nos o Padrinho Durão ou a LEI Europeia.
Dezembro 12, 2008 at 11:46 pm
“Por fim, o tempo total de
trabalho exigido aos professores portugueses (1440 horas/ano) está
mais de 250 horas abaixo da média da OCDE.”
São afirmações manipuladoras como esta que me fazem acreditar na oportunidade de aplicarmos as 35 horas semanais… nem mais um segundo do nosso tempo, nem mais uma folha do nosso papel, nem mais um pingo dos nossos tinteiros, nem mais um bite dos nossos computadores!
Dezembro 13, 2008 at 2:40 am
E se a Câncio fosse comentar isto?
Almeida Santos :
«Os deputados têm a sua vida profissional, não se paga aos deputados o suficiente para eles serem todos apenas deputados, sobretudo quando são profissionais do Direito ou fora do Direito. Um advogado que tem um julgamento, não pode não pode estar na Assembleia e no julgamento ao mesmo tempo. Há justificações para as faltas»,
«…talvez seja melhor não obrigar os deputados a votações em vésperas de fins-de-semana, na Assembleia da República»
«Talvez esteja errado é que as votações sejam à sexta-feira, é preciso arranjar horas para a votação que não sejam as horas em que, normalmente, é mais difícil e mais penoso estar na Assembleia da República»
«No meu tempo não havia votações à sexta-feira, porque já sei que é a véspera do fim-se-semana. Os deputados são humanos, não são máquinas»
Dezembro 13, 2008 at 2:22 pm
Uma democrata de eleição:
http://cravodeabril.blogspot.com/2008/12/uma-democrata-de-eleio.html