Dezembro 2008


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Será desta?

Um é uma obra sobre a longa busca humana pelos prazeres, mais ou menos proibidos, da gastronomia e afins.

O outro sobre a forma como liberdade e evolução biológica poderão estar relacionadas.

Há coisa de um ano que esperram para ser lidos.

É injusto para eles e para mim.

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Ainda gostava de saber onde foi parar a minha edição brasileira desta banda desenhada dos tempos áureos da crença nos OVNI.

Art Brut, Formed A Band

Vá para fora cá dentro

Heterodoxias . Factos e interpretações sobre a avaliação de professores

Corrumplex: o Simplex da corrupção

Embora a legislação sobre avaliação do desempenho indique que a definição dos objectivos individuais de um docente são confidenciais e, teoricamente, apenas partilhados com o seu avaliador, recebi este mail com uma argumentação bem diversa:

Para quem não sabe, os objectivos individuais e todos os documentos concernentes à avaliação são considerados documentos administrativos, de acordo com a Lei de Acesso aos Documentos Administrativos (LADA).
Isto significa que qualquer colega, qualquer aluno maior de idade, qualquer encarregado de educação, qualquer cidadão nacional, pode aceder aos objectivos individuais de cada professor.
Será interessante ver alguns desses documentos, feitos à pressa por quem não resiste às pressões dos Conselhos Executivos. Aliás, neste momento, para a ministra basta que os professores entreguem uma qualquer folhinha A4 com uns objectivozinhos para poder salvar a face.

COMO ACEDER:
Durante o processo de avaliação, é preciso demonstrar que há um interesse legítimo no acesso aos objectivos de determinado professor, por exemplo, o pertencer ao mesmo departamento.
Mas uma vez concluído o processo, qualquer processo pode aceder aos documentos na íntegra.

O requerimento deve ser dirigido ao presidente do Conselho Executivo, solicitando, ao abrigo da Lei nº 65/93, de 26 de Agosto, com as alterações introduzidas pela Lei nº 8/95, de 29 de Março e pela Lei nº 94/99, de 16 de Julho, o acesso aos objectivos individuais/processo de FULANO.

A Escola é obrigada a facultar o acesso, mas se o indeferir, deve ser apresentada queixa à CADA – Comissão de Acesso aos Documentos Administrativos.

Esta é uma arma importante para os professores, que assim poderão ver da transparência dos processos de avaliação e recorrer das classificações atribuídas.

Serve também para alguns pensarem duas vezes antes de entregarem objectivos irrealistas ou feitos à pressa pois mais tarde arriscam-se a vê-los tornados públicos.

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(c) Antero Valério

Mais de 360 mil crimes foram arquivados

Investigação criminal. Segundo o relatório da Procuradoria-Geral da República relativo ao ano de 2007, um total de 52% dos inquéritos- -crime que deram entrada nos serviços do Ministério Público foram arquivados. Tendência que não foge à regra europeia. O documento avança ainda que a criminalidade participada aumentou 1% face a 2006
No ano passado, 52% dos crimes investigados acabaram por ser arquivados. Os dados são do Relatório Anual da Procuradoria-Geral da República relativo ao ano de 2007.

Câmara oferece pistolas de plástico a alunos do primeiro ciclo

Uma pistola de plástico. Este foi o presente de Natal da Câmara de Porto de Mós a alguns alunos do primeiro ciclo do concelho. No início de Dezembro, a autarquia ofereceu uma ida ao circo, complementada com um pequeno presente. Entre os brindes entregues às crianças estavam pistolas de plástico, usuais nas brincadeiras de Carnaval.
O caso não agradou a alguns encarregados de educação. Célia Sousa, presidente da associação de pais da escola e jardim-de-infância do Juncal, e deputada municipal do PS, considera que este não é o brinquedo mais “correcto” para uma entidade pública oferecer. “Não é nenhum drama, mas entendo que a oferta de brinquedos deste tipo deve ser da esfera privada”, considera. O problema, entende, “é ser uma entidade pública a oferecê-la”. Aliás, confessa que num primeiro momento desvalorizou o facto. O seu filho foi contemplado com uma dessas pistolas mas o drama foi mesmo a pistola não funcionar, para desgosto da criança. Posteriormente, foi abordada por uma encarregada de educação que a alertou para a natureza do presente natalício. O marido, Luís Malhó, presidente da Assembleia Municipal de Porto de Mós, eleito pelo PSD, considera que se trata de “uma prenda de mau gosto”, entendendo que faria mais sentido “presentear as crianças com outros brinquedos”. Ainda assim, faz questão de frisar a necessidade de relativizar a questão, visando evitar que se entre em “histerias colectivas”. E não se furta a brincar com a fraca qualidade do presente: “era uma arma de plástico que nem sequer funcionava”.

Não quero que fiquem a pensar que acho que só se devem dar piões e iô-iôs  à petizada para que sejam mais tarde seres muito pacíficos e contemplativos. Eu, por acaso, até acho que muitas crianças precisam de, na idade certa, exteriorizar os seus instintos para mais tarde não darem em adolescentes ou adultos muito recalcados e disfuncionais.

Mas há questões de bom-senso que por vezes se impõem…

Uma autarquia a distribuir pistolinhas de plástico em pleno Natal?

Até eu que sou agnóstico fico um pouco incomodado…

Norte perde 40 mil empregos na indústria

Trabalhadores foram absorvidos pela restauração, construção e comércio.

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Se a terciarização acelerada foi, em dado momento, sinal de desenvolvimento económico, na conjuntura actual apenas significa que a economia portuguesa se baseia cada vez mais nos serviços e não na produção.

Poderei ser arcaico na minha lógica mas, a partir de dado patamar, esta é uma evolução que apenas acentua a nossa dependência externa.

20 mil novas reformas

A saída dos professores é a grande responsável pelo aumento do número de reformas na Administração Pública em 2008.

Dos 19 134 funcionários que se aposentaram através da Caixa Geral de Aposentações (CGA), 7083 saíram do Ministério da Educação. Destes, 5065 são professores, mais 1296 do que em 2007.

Para António Avelãs, presidente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, o aumento não se explica apenas por ser a classe que emprega mais funcionários, mas também com as actuais políticas na Educação. ‘Há muitos casos em que os professores saem penalizados, mas há docentes que, tendo essa possibilidade, preferem abandonar a profissão; e a tendência vai manter-se’, diz. Ainda assim, Avelãs acredita que as saídas ‘podem abrir campo a professores sem colocação’.

E é desonesto afirmar que as saídas se causam a perda de «privilégios» ou a interesses materiais, pois a generalidade dos que se foram embora fizeram-no com evidentes perdas salariais.

A saída ficou a dever-se á degradação objectiva das condições em que se desenvolve a docência.

Claro que a saída de muitos destes professores, quantos deles no topo salarial da carreira, foi um dos objectivos do Ministério, ansioso por substituí-los por mão de obra barata, mais dócil e proletarizada, porque mais vulnerável.

São estratégias de gestão dos recursos humanos do ME… cujos custos se perceberão bem mais tarde.

umbigo2009

Produção do Maurício Brito.

Kings of Leon, Use Somebody

OS MEUS VOTOS PARA 2009

Sentir a alegria de entrar numa sala de aula
E encontrar olhos ávidos de aprender
Raridades que outros já esqueceram.

Procurar o que perdi nos últimos tempos porque a
Raiva desviou-me do prazer de ensinar
Ouvir o que não dizem
Falar o que não querem ouvir
E sorrir quando só me apetecer chorar
Seguir o caminho que escolhi e que
Somente quem o É sabe valorizar.
Ontem já passou e
Resistir será a minha certeza!

visao30dez08

Visão, 30 de Dezembro de 2008

Seria interessante fazer um estudo que relacionasse as escolas e/ou agrupamentos onde a avaliação foi colocada em marcha a todo o gás e ninguém conseguiu sequer respirar, quanto mais fazer uma moção, e aquelas escolas e/ou agrupamentos onde o processo para a escolha do Director Executivo também arrancou de forma célere.

Porque fica nas minhas cercanias, este caso, publicado hoje em DR, chamou-me a atenção. Não conheço pessoalmente o futuro Director Executivo, mas vi-o – alguém acredita que estes concursos, na generalidade dos casos, são para levar a sério? – muito sorridente pela minha escola nos últimos dias do período lectivo e agora já percebi porquê ao ler a data do aviso nº 30592/2008. Teriam passado apenas 2 ou 3 dias, estava ainda em êxtase.

Também não me espanta que seja alguém que mandou avançar com todo o processo, obrigando as pessoas a fazerem o que agora não seriam obrigadas, nomeadamente a calendarizar e ter as aulas assistidas.

É que conhecendo estas práticas percebe-se logo com limpidez o tipo de perfil adequado às novas funções de Director Adesivo, digo, Executivo.

O site do ME afinal tem movimento em plena interrupção lectiva. O motivo é a produção de um loooongo desmentido de uma notícia do DN sobre os mimosos Magalhães.

O Ministério da Educação (ME) vem esclarecer, pela segunda vez, os termos do envolvimento das Câmaras Municipais no programa de distribuição do computador ‘Magalhães’, no seguimento de um texto publicado no Diário de Notícias (DN), da autoria de Pedro Vilela Marques, que enferma de alguns erros e contradições.

Lendo o loooongo desmentido percebe-se que, em substância, nada é verdadeiramente desmentido, pois o que o ME fez foi convidar as autarquias a associar-se à iniciativa. Se elas não querem pagar é outra coisa.

Mais divertido, o desmentido sublinha que metade dos autarcas contactados pelo DN estão dispostos a aceitar o convite, o que contradiria a peça não percebendo eu se a metade que não acedeu ao convite não desmentirá o desmentido.

Assinale-se ainda que o desmentido não desmente que dos 500.000 computadores que iam ser distribuídos até amanhã, menos de 10% tenham sido efectivamente distribuídos e que os pedidos para este ano lectivo não cheguem, ainda agora, a 50% da oferta anunciada.

Sobre este tipo de desmentidos, Umberto Eco escreveu um texto interessantíssimo que poderia servir de modelo ao Gabinete de Comunicação do ME.

Danko Jones, Don’t Fall In Love

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Chester Gould, Dick Tracy (1931, embora esta prancha seja de 1939, a primeira de uns quantos dvd que o meu amigo Luís Guerreiro me deu com 70 anos digitalizados desta bd)

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