umbigo-4000000-4

Este post foi-me pedido por alguns dos leitores mais regulares, que aqui não vou denunciar, embora alguns estejam por aí nas fotos do jantar de dia 15.

Até me faz bem ao ego, já que a carcaça hoje pesa sob a ameaça de uma gripe malandra que não pode passar desta noite e porque amanhã é dia de trabalho e eu não gosto que me chamem absentista, para além de chantagista, medroso e mais aquelas coisa bonitas com que somos mimoseados regularmente a partir da tutela. E isto é só para ficar pela adjectivação mais recente.

Pois é, durante a manhã de hoje passámos os 4 milhões de visitas aqui no Umbigo, em grande parte graças ao recorde absoluto alcançado ontem com 34.545, o que é um número absolutamente astronómico, mesmo se não corresponde a visitantes individuais. Só para terem um factor de comparação, a média de visitas diárias do Blasfémias ultrapassa as 8.000, o Arrastão anda acima das 6.500, o Abrupto anda agora pelas 4.000, o 31 da Armada acima das 3.000, o Causa Nossa pelas 2.000.

Já sei que há quem argimente que eu não uso o mesmo sistema de contagem – Sitemeter -, preferindo o sistema interno do WordPress – mas a verdade é que estou a fazer a comparação com o mesmo indicador: visitas à página e não visitantes individuais.

Isto significa que o Umbigo cresceu desmesuradamente durante este ano e isso é apenas fruto de um imenso interesse colectivo (olha o individualista com o pé a escapar-lhe…) de professores e não só que o alimentam com as suas visitas e o envio constante de material para publicação, ao ponto deste blogue se ter tornado um ponto de encontro de gente de todo o país que, a pouco e pouco, foi perdendo receios, passou a comentar, a enviar mails, a trocar ideias em on e off.

E é isso mesmo que retrata a imagem feita propositadamente pelo Maurício Brito para esta efeméride. Um narigudo (que não sou) intrometido (que sou) a espreitar por sobre uma pequena turba de medrosos chantagistas, vários assessores ministeriais, um punhado de jornalistas, um lote de sindicalistas entre o enfurecido e o surpreendido, fora mais quem quiser entrar pela porta, ler e dizer de sua justiça.

O Umbigo deixou de ser algo individual, para ser um trabalho de todos. Parece cliché e é mesmo. Por ser verdade. E não estou a ser sentimental, estou apenas a reconhecer o que devo, em termos de realização pessoal, a todo e cada um dos visitantes, comentadores, leitores e colaboradores, mais ou menos regulares.