Tornei-me gradualmente, ainda no início da idade adulta, um descrente em matéria de colectivos. Ainda mais dos colectivos por inacção ou daqueles em que os indivíduos se escondem por entre as massas.
Sei, por observação directa, que protegidos pela multidão, há indivíduos extremamente corajosos, que gritam a plenos pulmões a revolução total e outras coisas igualmente desinteressantes.
Acho que é por isso que não gosto de claques desportivas, sempre fui resistente a manifestações e só vou a enormes concertos musicais quando não pode mesmo deixar de ser.
Por deformação, desconfio das tomadas de posição unanimistas, de braço no ar ou caído. Deve ser por isso que há quem me ache um bocado reaccionário, pois – apesar da prática de trabalho em equipa não me desagradar nada – sou fortemente individualista num sentido algo radical, ou seja, no de que cada indivíduo deve ser responsável pelos seus actos e não se acobertar atrás do colectivo. Seja ele qual for: evangélico, sportinguista, socialista, neo-liberal, fundamentalista, multiculuralista ou mesmo minoritário, que é o tipo de colectivo normalmente mais intolerante, acho eu.
Por isso, mesmo achando de enorme coragem e dignidade as posições assumidas nas escolas e agrupamentos de todo o país e de ter participado este ano em mais manifestações do que participei ou participarei provavelmente em todo o resto da minha vida, considero que a chave de tudo está na nossa coerência individual e na tradução da nossa adesão a determinados princípios em actos concretos.
Se não gostamos deste modelo de avaliação está nas nossas mãos, individualmente, esvaziá-lo ao não nos tornarmos seus colaboradores activos.
O colectivo de que eu mais gosto – talvez mesmo o único - é aquele que se constrói pela soma das vontades e atitudes individuais, conscientes e livres. Não por pressão dos pares ou conveniências do momento.
Já sei que há quem, não sei o quê, não sei que mais, se lá estivesses é que vias como é difícil. Estou farto destas ladaínhas. Por isso mesmo, reservo-me o direito de, individualmente e em nome próprio, tomar as atitudes que só a mim responsabilizam de não adesão a este modelo de avaliação do desempenho ou da sua contestação passo a passo.
Não porque tenha medo de ser avaliado. Felizmente tenho bons resultados da minha prática pedagógica a apresentar e o meu currículo está repleto de avaliações nos últimos 20 anos. Julgo que mais do que qualquer responsável actual do Ministério da Educação.
Apenas porque, se discordo dele, não posso esperar que venha a onda para, disfarçadamente, me incluir nela e ninguém quase dar por isso. E, depois de tudo correr bem, sacar da fotografia e mostrar que estive lá.
Por isso mesmo ignorarei por completo a estratégia da DGRHE de tentativa de recolha dos Objectivos Individuais por via informática e ilegal. Nada na lei me obriga a tal, nada na lei permite ser penalizado por isso.
Quanto ao resto, se necessário for, também tomarei as decisões individuais coerentes com o que tenho defendido. Sem esperar mais pelos colectivos, pelas ondas e pelo fim dos medos alheios, resultado da escassez de convicções firmes.
Novembro 19, 2008 at 1:00 pm
Notícias > Avaliação de Desempenho
Avaliação de Desempenho
O Ministério da Educação desenvolveu um aplicativo informático para que, online, cada professor preencha um formulário com a indicação dos seus objectivos individuais.
Ora, em lugar nenhum o ME declara (nem o poderia fazer) que é obrigatório este preenchimento, nem determina qualquer prazo.
Ou seja, deixa ao livre critério de cada um a decisão de colocar os seus objectivos individuais a um clique da DGRHE.
E porque é que o ME não o faz? Porque poderia incorrer em grave ilícito.
1.º – Nenhum professor ou educador é obrigado a registar, por este processo, os seus objectivos individuais. Tal, a fazer-se, só deve acontecer, nos termos da legislação em vigor, em entrevista com o seu avaliador, devendo ficar arquivado na escola, no processo respectivo;
2.º – Não pode ser imposto qualquer prazo, pois não há qualquer prazo para que os objectivos individuais sejam entregues. Nos termos da lei, apenas o processo de autoavaliação constitui obrigação do professor e isso nunca ocorreria neste momento.
Para além disso, nós, PROFESSORES, estamos em luta contra este modelo e, por isso, recusamo-nos a prosseguir com qualquer procedimento relacionado com a avaliação do desempenho, exigindo a suspensão deste modelo. E isto é que é verdadeiramente importante!
Foi isso que dissemos em 8 de Novembro, 120.000 na rua. É isso que afirmamos em cada reunião do Pedagógico, de Departamento Curricular/Conselho de Docentes ou Geral de Escola, quando nos comprometemos a não o fazer. Foi isso que o Conselho das Escolas (órgão criado por Lurdes Rodrigues para fazer coro com ela) votou. É isso que, por todo o país, os conselhos executivos, nas reuniões promovidas pelo ME, estão a declarar.
Colega, não preencha esse formulário.
A nossa tarefa, agora, é preparar as acções que estão agendadas:
25 a 28 de Novembro – MANIFESTAÇÕES DISTRITAIS (27 É NA REGIÃO DE LISBOA)
3 de Dezembro – GREVE GERAL NACIONAL DOS PROFESSORES E EDUCADORES
4 e 5 de Dezembro – VIGÍLIA DE 48 HORAS JUNTO AO ME
9 a 12 de Dezembro – GREVES REGIONAIS (NA ÁREA do SPGL É A 11 DE DEZEMBRO)
GREVE ÀS AULAS ASSISTIDAS (onde estão a ocorrer) – será entregue pré-aviso no final da semana, para que produza efeitos a partir da última semana de Novembro, Início de Dezembro.
19 de Janeiro – GREVE GERAL NACIONAL DOS PROFESSORES E EDUCADORES (ASSINALANDO DOIS ANOS DE VIGÊNCIA DO ACTUAL ECD)
Os Sindicatos vão, ainda, interpor PROVIDÊNCIAS CAUTELARES em todas as situações ilegais que decorram da imposição de qualquer simplificação do modelo, de incompatibilidades entre avaliador e avaliado, etc.
Os professores não vão desarmar!
A Direcção do SPGL
http://www.spgl.pt/artigo_simples.aspx?sid=58bff08b-6882-438d-bb34-dfdc16b4e173&cntx=uIKkU9QiB%2BXjojLPFjYDXhghiDy9JfnAgMMzZ69KClC3fr%2BZ%2B6I%2FcNSdq01VfCYvQdp11BG61mYjiQjOFtVfNsMqQrTEYueqvIpEZ2hFSJ8%3D
Novembro 19, 2008 at 1:05 pm
gostei imenso de ler as suas palavras. finalmente não me sinto só e pouco menos um salmão contra a corrente. também sou o tipo de pessoa que foge das manifestações de rua porque não gosto de multidões nem de comportamentos menos assertivos provocados pelo calor do momento, ou pelo folclore do colectivo. não pertenço a nenhum sindicato, partido, religião ou equipa. pertenço ao meu país, ao mundo em que nasci e apenas respondo pelos meus princípios. manifesto-me quando quero, pela via que me apetece ou que é mais correcta para exprimir a minha opinião. seja ele a mails vazios de sentido, embora tenham palavras “lindas”, seja a aitudes rotineiras da gente que passa na rua ou frequenta o supermercado, ou para esquecer o politicamente correcto em manifestações de (in)cultura. nunca o faço sem educação e custa-me até escolher as melhores palavras porque também é meu princípio manifestar-me sem ofender ou magoar ninguém. não me guiam os jogos de marketing, as regras obscuras do mercado (não existe o que eu quero, ou fabrico ou não tenho!comprar o que me impõem, apenas em artigos de 1ª necessidade)nem movimentos. nem sindicatos. apenas a liberdade com que nasci, de “esvaziar” (agradeço a palavra!) os jogos com que querem guiar e desencaminhar os meus princípios. quase tocaria a ilegalidade, se não fosse a legalidade também um princípio e um caminho. obrigado por se manifestar sem multidões.
Novembro 19, 2008 at 1:07 pm
É exactamente essa a grande diferença entre a esquerda socialista e a esquerda anarquista, há que salvaguardar sempre a liberdade individual.
Os interesses colectivos são importantes como motivo, ou de revolução ou evolução, não como objectivo final e muito menos tornarem-se interesses de colectivos que se sedentarizam em qualquer forma de poder.
Novembro 19, 2008 at 1:11 pm
Onde às vezes discordo de ti é nesta questão do colectivo e da sua acção.
Sou pouco individualista e muito pelo colectivo, no entanto, o “meu” colectivo “é aquele que se constrói pela soma das vontades e atitudes individuais, conscientes e livres. Não por pressão dos pares ou conveniências do momento.”.
Ou seja um colectivo participado, onde os dirigentes, líderes (ou qualquer outro nome que se queira chamar), representam (e assumem) os consensos do colectivo. Os líderes são empurrados pela multidão, não as arrastam… Essa questão das elites (quaisquer que elas sejam) dirigirem as multidões é de outras concepções sociais que não a minha.
Por outro lado, para haver consensos colectivos tem de existir uma responsabilidade individual pelos nossos actos (individuais ou colectivos). Caso contrário o consenso facilmente cai por terra…
Não somos, se calhar, assim tão diferentes afinal, exprimimo-nos é de formas diferentes
Novembro 19, 2008 at 1:12 pm
#3, só à esquerdas? essa agora
Novembro 19, 2008 at 1:14 pm
#5 GRANDE CORRECÇÂO:
à = há.
Acho que me vou escinder o resto da semana
Novembro 19, 2008 at 1:14 pm
irra, ESCONDER (viram, foi fácil)
Novembro 19, 2008 at 1:15 pm
ao Guinote: excelente texto (com muito pouco de socialista ou anarquista – para o #3
)
Novembro 19, 2008 at 1:18 pm
A responsabilidade individual é o pressuposto mais fundamental para a construção da vontade colectiva. Agora posso dizer que a minha preferência pelo Umbigo continha o reconhecimento imediato da assumpção dessa responsabilidade individual, bem vincada no nome próprio do autor em cada post e nos comentários. Por isso também me sinto à vontade para concordar ou discordar de Paulo Guinote em qualquer momento, pois partilho esta visão.
Existe, claro, o simulacro da vontade colectiva, feita de um somatório de irresponsabilidades individuais. Devem desempenhar algum papel no escape de tensões, mas não dá, verdadeiramente, para sair de qualquer embróglio, quer individual, quer colectivo. Também existe o simulacro da avaliação, o simulacro defesa da economia através do financiamento público dos bancos privados, e muito, muitos outros simulacros. Há que saber distinguir sempre o genuino do contrafeito.
Novembro 19, 2008 at 1:21 pm
«…considero que a chave de tudo está na nossa coerência individual e na tradução da nossa adesão a determinados princípios em actos concretos.
Se não gostamos deste modelo de avaliação está nas nossas mãos, individualmente, esvaziá-lo ao não nos tornarmos seus colaboradores activos.»
PG
Acrescento que a tomada de posição individual pressupõe o rigoroso conhecimento da Lei; e há sempre quem não conheça; e tem medo; e não age porque “não estou bem informado” “que me pode acontecer se não fizer isto e aquilo?” “o sindicato não diz nada…”.
A tomada de consciência individual para compor o colectivo leva séculos a sedimentar-se.
Novembro 19, 2008 at 1:26 pm
25sempre25:
Discordo. Uma das alterações de situação mais significativas que a tenho tido o prazer de assistir nos últimos dias é a multiplicação de posições individuais de pura responsabilidade. Estas têm um efeito multiplicativo fulminante, e são as que constituem garantia de que nada, a partir de agora, irá ficar como estava.
Novembro 19, 2008 at 1:27 pm
mais significativas a que tenho
Novembro 19, 2008 at 1:34 pm
Não se cuidem não, Guinote…
http://bandeiranegra1.wordpress.com/2008/11/19/o-coveiro-da-corporacao-o-melhor-aliado-da-tia-milu/
Abraço,
Novembro 19, 2008 at 1:40 pm
Eu também não vou entregar os meus objectivos individuais a ninguém e estarei, sempre, na luta pela suspensão deste modelo e na da revogação deste infeliz estatuto em que, em má hora, a socretina corte embrulhou os professores do meu país.
Noutros campos, estou mais do que à vontade para poder falar da avaliação…
E, sempre que a scretina corte colocar, ao meu dispor, armas de natureza política, não deixarei de as utilizar. Assim é com a “distribuição” do Magalhares no 1º Ciclo.
“Cuidado que esta gente dá uma chouriça para levar o porco.”
A abertura deste “canal” pela DGRHE tem todos os sinais de pidesca.
Por um lado, o governo agita o porrete de “Lei”, a ameaça dos “castigos”, a adjectivação de “apátrida” e de “corruptores do estado de direito”…
Balelas.
Esta aplicação da DGRHE, para além de “fora da lei”, é mais um indício, entre tantos, de quem stá “fora da lei” é o próprio governo e o ME, em particular.
E é fascitóide:
-Quem quiser, ao arrepio do cumprimento da lei, ali pode ir bufar os seus objectivos individuais…
Eo governo agradecerá, muito, a esses bufos.
Novembro 19, 2008 at 1:41 pm
Hoje, dia 19, em Leiria irá haver um debate do PS no Hotel Eurosol às 21 h com a presença de Vieira da Silva. Estejam presentes para colocarem as vossas dúvidas sobre educação.
Novembro 19, 2008 at 1:41 pm
Spartakus: pode-nos explicar a sua ideia?
É que eu segui o seu link e fiquei na mesma.
Novembro 19, 2008 at 1:44 pm
#15:
Sim, porque isto agora é apenas um problema de compreeensão.
Colocamos as dúvidas, eles esclarecem-nos, dizem-nos tudo o que devemos fazer e lá vamos nós, contentinhos e esclarecidinhos, aplicar o modelo de avaliação.
Agora a sério: ovos, podemos levar?
Novembro 19, 2008 at 1:46 pm
Já sei a resposta à pergunta que fiz:
Podem levar ovos, mas só os professores com boa pontaria. O hotel não quer as alcatifas e os cortinados sujos…
Novembro 19, 2008 at 1:47 pm
#9 subscrevo
Novembro 19, 2008 at 1:47 pm
#10, é o papel da EDUCAÇÂO, leva à cidadania plena
Novembro 19, 2008 at 1:50 pm
Não sei se o Gui é o Paulo Guinote nem se vai ler esta resposta.
Confesso que não percebi a verborreia em #5.(Plataforma Sindical- Agenda de Iniciativas- postado em 18/11/08)
Meter artigo na greve? Mas o que o levou a dizer tamanha alarvidade?
Quanto ao 102, é como a Rita diz. Há sempre motivos imprevistos e de última hora, para faltar às aulas.Se não querem alinhar não alinhem!Podíamos emperrar o sistema, mas os iluminados não querem!
Espero mesmo que o Gui não seja o Guinote! Porque tenho pelo Paulo uma enorme admiração.
Aliás,já tenho falado com os meus colegas sobre a possibillidade de ele ser o próximo Secretário de Estado da Educação!
Novembro 19, 2008 at 1:59 pm
#21, para clarificar, não é ao #5 neste post poois não?
Novembro 19, 2008 at 2:02 pm
Pois é, Paulo.
O primeiro passo e grande passo na conquista da individualidade (identidade) de cada ser humano é a capacidade de tomar decisões pela sua própria cabeça. Escolher. Decidir. Excluir. SER RESPONSÁVEL.
Poucos seres estão ainda nesse patamar evolutivo a tender á liberdade. Preferem colocar nas mãos de outros a responsabilidade individual e o enorme poder que detêm. Esses “outros” na maioria das vezes estão, simplesmente, a manipulá-los. Eles sabem-no. Contudo, optam por mentir a si mesmos.
Colocam-se na mão de quem os quer enganar.
É a triste História Humana.
Os tiranos nunca estão sós. Acompanham-nos uma massa de “esqueletos humanos” com umas roupas vestidas. São os “nins”.
Aqueles do “pecus” ou pecado ou “pé que não anda”.
Vulgo “cobardes ou cobardolas”.
Novembro 19, 2008 at 2:12 pm
Subscrevo.
Novembro 19, 2008 at 2:14 pm
Bela prosa, Paulo.
Subscrevo.
Abraço.
Novembro 19, 2008 at 2:27 pm
ir para uma negociação… e colocar como exigência para participar nessa negociação a suspensão do assunto da negociação.. é ridículo
a fenprof precisa de formação em seriedade… talvez fosse o momento dos professores avaliarem os seus representantes
sincera/ ñ percebo cm é q 1 classe profissional c/ pessoas bem formadas escolhem como principal representante quem escolheram …
respondendo à vossa questão.. E Agora?
agora é deixar q as pessoas q supostamente defendem os interesses dos professores continuem a contribuir para o degradar da imagem publica dos professores.. e também… as condições de trabalho dos professores..
deviam pensar seriamente se são estes os representantes q defendem os vossos interesses ou se defendem os interesses eleitorais dos líderes espirituais da fenprof (PCP)
Novembro 19, 2008 at 2:33 pm
Parabéns pelo texto, Paulo.
Também penso assim e vou agir em conformidade.
Novembro 19, 2008 at 2:37 pm
Toda a razão Paulo. A democracia dá trabalho, implica optar, decidir, crescer…
Para muitos é mais fácil que alguém mande e tomo as decisões. Normalmente, são estes últimos que, em conjunto, encarneirados, mais “coragem” demonstram… sózinhos nem se dá por eles.
Novembro 19, 2008 at 2:38 pm
tomo=tome
Novembro 19, 2008 at 2:43 pm
Agora ou somos coerentes com o que temos dito sobre este modelo de avaliação ou, quais carneirinhos, vamos introduzir os OI na aplicação informática!!
Novembro 19, 2008 at 2:43 pm
Paulo, parabéns pelo texto.
Vasco Pulido Valente esclareceu bem o que se está a passar, na crónica ´”Os Professores” do dia 15, no Público. “Manifestamente, a sra. ministra decidiu pôr os professores a trabalhar para os número. Para os números dela.” E para a próxima campanha eleitoral deste governo, acrescento eu. São tácticas farsolas para arranjar a todo o custo sucesso estatístico, nem que para isso tenham que destruir a escola pública. É demasiado mau. Os professores já se aperceberam do que é que a ministra quer, e não estão para aí virados. Ninguém deveria comparecer a estas sessões de esclarecimento da ministra e dos secretários. É uma perda de tempo. As pessoas saem de lá com um ar infeliz, cansadas e frustradas. Faz mal aos neurónios e à saúde em geral. Deixem-nos a falar sozinhos e não mexam uma palha para este modelo de avaliação. Vamos ignorá-los.
Novembro 19, 2008 at 2:45 pm
Pois, caro Paulo. Os grandes homens foram-no sempre à margem (mesmo ao arrepio) das massas e, bastas vezes, das “ideias vivas” do momento. O resto, a psicologia socil explica num parágrafo.
Novembro 19, 2008 at 3:11 pm
Caro/a Colega,
Tal como se esperava, o Ministério da Educação desenvolveu um aplicativo informático para que, online, cada professor preencha um formulário com a indicação dos seus objectivos individuais.
Ora, em lugar nenhum o ME (nem poderia fazê-lo) declara que é obrigatório este preenchimento, nem determina qualquer prazo.
Ou seja, deixa ao livre critério de cada um a decisão de colocar os seus objectivos individuais a um clique da DGRHE.
E porque é que o ME não o faz? Porque poderia incorrer em grave ilícito.
1.º – Nenhum professor ou educador é obrigado a registar, por este processo, os seus objectivos individuais. Tal, a fazer-se, só deve acontecer, nos termos da legislação em vigor, em entrevista com o seu avaliador, devendo ficar arquivado na escola, no processo respectivo;
2.º – Não pode ser imposto qualquer prazo, pois não há qualquer prazo para que os objectivos individuais sejam entregues. Nos termos da lei, apenas o processo de autoavaliação constitui obrigação do professor e isso nunca ocorreria neste momento.
Para além disso, nós, PROFESSORES, estamos em luta contra este modelo e, por isso, recusamo-nos a prosseguir com qualquer procedimento relacionado com a avaliação do desempenho. E isto é que é verdadeiramente importante!
Foi isso que dissemos em 8 de Novembro, 120.000 na rua. É isso que afirmamos em cada reunião do Pedagógico, de Departamento Curricular/Conselho de Docentes ou Geral de Escola, quando nos comprometemos a não o fazer. Foi isso que o Conselho das Escolas (órgão criado por Lurdes Rodrigues para fazer côro com ela) votou. É isso que, por todo o país, os conselhos executivos, nas reuniões promovidas pelo ME, estão a declarar.
Colega, não preencha esse formulário. Trata-se de um punhal apontado ao coração da luta, traiçoeiro e desonesto. Trata-se de uma chantagem emocional à qual temos de resistir.
A nossa tarefa, agora, é preparar as acções que estão agendadas:
25 a 28 de Novembro
MANIFESTAÇÕES DISTRITAIS
3 de Dezembro
GREVE GERAL NACIONAL DOS PROFESSORES E EDUCADORES
4 e 5 de Dezembro
VIGÍLIA DE 48 HORAS JUNTO AO ME
9 a 12 de Dezembro
GREVES REGIONAIS
GREVE ÀS AULAS ASSISTIDAS (onde estão a ocorrer) – será entregue pré-aviso no final da semana, para que produza efeitos a partir da última semana de Novembro, Início de Dezembro.
Fenprof
Novembro 19, 2008 at 3:15 pm
Absolutamente de acordo, absolutamente, com absolutamente tudo (embora admita ter ido a mais concertos musicais do que o Paulo Guinote me recomendaria). Quanto ao resto, que é o Tudo que importa, irrepreensível.
Novembro 19, 2008 at 3:19 pm
Certo, Paulo.
Posso mesmo afirmar que eu nem sequer me deparo com o dilema, pois encontro-me licenciada, ou seja, de licença, e ainda nem me preocupei quando ao modo como se procederá, a título individual, à avaliação de desempenho. Como diz a canção pimbo-brasileira “Tou nem aí”…
Por outro lado, e tentando ver o ímpeto que ecoa de outras latitudes de acordo com o qual “o interesse da escolarização deverá ser colocado nas famílias e não no país” (para quando os vouchers e um empolamento ainda maior dos rankings?) parece-me importante a existência de um processo solidário e consciente que consiga travar o atropelamento à identidade dos professores e ao funcionamento das escolas. Gostei de ter lido não há muito a seguinte frase de Charlot (não o do cinema): “prefiro a crise de uma escola democratizada à paz de uma escola elitista”.(é claro que processo solidário se constitui por antoníma à ideia dos “colectivos por inacção”).
Novembro 19, 2008 at 3:24 pm
«ir para uma negociação… e colocar como exigência para participar nessa negociação a suspensão do assunto da negociação.. é ridículo…»
RM
No ponto em que estamos, deves saber que a Plataforma Sindical só está mandatada (no mínimo pelos 130 000 que estiveram em Lisboa) para “negociar” a suspensão da avaliação. Mais nada. E quem manda não é o Mário, são os professores (mas isto já toda a gente sabe, não vale a pena repetir).
Novembro 19, 2008 at 3:28 pm
Na ES Dr Manuel Gomes de Almeida, acaba de ser entregue moção assumindo suspensão da ADD. Aceder ao documento aqui: http://www.scribd.com/share/upload/5349724/28rakz9sfrr8uuvvziq7
Novembro 19, 2008 at 3:35 pm
Está a ver Paulo? O que as coisas são! Aí tem já uma quantidade de gente a dizer: «estou de acordo, Paulo»; «Belo texto, Paulo»; »estou contigo, Paulo». Até eu,Paulo, que mais tenho discordado do que concordado, me sinto hoje a concordar consigo, ainda que com reserva.
Novembro 19, 2008 at 3:36 pm
Acho que vale a pena começar a pensar o novo modelo, arrumado que está este.
Duas questões prévias:
1- Queremos uma avaliação externa?
1.1 – Se optamos por externa, como e quem garante os recursos humanos e a competência dos avaliadores?
2- Queremos uma avaliação interna, inter-pares?
2.1 – Se optamos por interna, aceitamos a observação de aulas por um par, mesmo a quem reconheçamos competência?
Novembro 19, 2008 at 3:37 pm
Mais claro que isto é impossível…
Novembro 19, 2008 at 3:46 pm
Neste momento, as escolas decidiram simplesmente informar que está suspenso o processo nas escolas e não solicitar a suspensão.
Na minha escola/Agrupamento de Escolas, a sinistra e outros vai ser simplesmente informada da decisão do Agrupamento.
E nas vossas escolas?
Novembro 19, 2008 at 4:01 pm
O aplicativo da DGRHE é uma base de dados destinada a recolher informação confidencial que deve, segundo a lei, constar apenas do processo individual de cada professor. Pediram autorização à Comissão das Bases de Dados?
Novembro 19, 2008 at 4:22 pm
NÃO PREENCHAM!!!
Caimos no mesmo logro do concurso a titulares!
Desta vez ESTAMOS UNIDOS!!! LÚCIDOS E CONSCIENTES!!!
NÃO PREENCHAM!!! NÃO PREENCHAM!!!
Novembro 19, 2008 at 4:33 pm
Eles não têm o meu mail.
Novembro 19, 2008 at 4:33 pm
bem dito, paulo.
“o que nos define não é a cor dos nossos olhos, o nosso cabelo ou o que trazemos vestido: o que nos define, são as nossas escolhas”
ó anahenriques não comeces, porra! o mário fez o que disse que faria e,como disse o 25 (belo nick), quem manda não é o mário são os professores que deixaram de ser “pecus”
ps
a que horas é o funeral?…
Novembro 19, 2008 at 4:36 pm
A Luta continua….
AOS PROFESSORES E EDUCADORES
DAS ESCOLAS DO CONCELHO DE SESIMBRA
Agrupamento Vertical das Escolas do Castelo
Agrupamento Vertical de Escolas Castelo Poente
Agrupamento de Escolas da Quinta do Conde
Agrupamento Vertical de Escolas Michel Giacometti
Escola Secundária com 3º Ciclo de Sampaio
Colegas:
Depois da grandiosa manifestação de 8 de Novembro está na hora de agir para que:
. AS ESCOLAS DO NOSSO CONCELHO TOMEM UMA POSIÇÃO FIRME E INEQUÍVOCA SOBRE O MODELO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOS PROFESSORES ACTUALMENTE EXISTENTE QUE SE CARACTERIZA POR SER UM PROCESSO BUROCRATIZADO, INJUSTO E ASSENTE EM PRINCÍPIOS ECONOMICISTAS, CUJO OBJECTIVO É IMPEDIR A PROGRESSÃO NA CARREIRA;
. OS PROFESSORES E EDUCADORES DAS NOSSAS ESCOLAS SE COMPROMETAM COM A DECISÃO DE SUSPENDER ESTA AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO E RECUSEM CONCRETIZAR TODA E QUALQUER ACTIVIDADE QUE CONDUZA À IMPLEMENTAÇÃO DO MODELO IMPOSTO PELO ME, TORNANDO PÚBLICA A SUA DECISÃO.
REUNIÃO PLENÁRIA
Cine‐Teatro Municipal João Mota – Sesimbra
Quinta‐Feira, 20 Novembro de 2008 – 19horas
Ordem de Trabalhos :
Ponto único – Tomada de posição de todos os Professores do Concelho de Sesimbra sobre a suspensão da participação no processo de avaliação de desempenho.
Novembro 19, 2008 at 4:39 pm
cONCORDO PLENAMENTE COM A POSIÇÃO. tALVEZ POR ISSO TENTO, Á MINHA MANEIRA, INDIGNAR-ME. SE TIVEREM PACHORRA CONVIDO-VOS A LEREM NO MEU BLOG A CARTA QUE ENVIEI À ANTENA1, AO PROGRAMA “DIAS DO AVESSO”, QUE ONTEM ME IRRITOU SOLENEMENTE!
Novembro 19, 2008 at 4:40 pm
VEJO AGORA QUE O ENDEREÇO DO MEUBLOG NÃO APARECE, POR ISSO AQUI DEIXO: PIPOCASECAROCHAS.BLOSSPOT.COM
Novembro 19, 2008 at 4:42 pm
Alegre,Graça Moura e outros “THINK – TANKS” do país estão connosco!
A inteligência contra o totalitarismo absurdo!!!
NÃO PREENCHAM!!
Novembro 19, 2008 at 5:00 pm
Alguém aqui tem o Jornal de Notícias dos últimos dias ?
Mário Nogueira respondeu ontem ou anteontem ao vergonhoso artigo de Paulo Baldaia e hoje Paulo Baldaia volta à carga. Gostava de ler a resposta de Mário Nogueira.
Alguém tem?
Novembro 19, 2008 at 5:03 pm
lamento . mas não leio o diário do governo
Novembro 19, 2008 at 5:06 pm
Um dos…O DN é outro.
Novembro 19, 2008 at 5:06 pm
Paulo, lamento mas já não estás sozinho…eu estou contigo…e não é por seguidismo, é mesmo por convicção…
Obrigada por o teres dito tão bem
Novembro 19, 2008 at 5:08 pm
O Kierkegaard falava do “começo por si”. Boa resposta Paulo. Obrigado
Novembro 19, 2008 at 5:14 pm
Parabéns, Paulo. Para que se dê uma verdadeira Mudança, precisamos de muita gente com tal consciência. Costumo dizer que é com ela (consciência) que vivo 24 horas/dia, pois segue-me para onde quer que eu vá.
Novembro 19, 2008 at 5:15 pm
Exactamente.
Não vale a pena pedir a suspensão, porque a todos os pedidos, a Ministra disse e dirá que não.
Logo, as escolas têm apenas de COMUNICAR a decisão à Ministra.
«Há alturas em que a única solução é desobedecer». Não se esqueçam da frase de um dos maiores portugueses da nossa história, muito maior do que qualquer um dos pequeninos portugueses que nos governam.
Quanto às formas de manifestação,só estamos limitados na forma porque somos professores e temos responsabilidades. Só isso. Olhem o caso dos alunos: atiraram ovos e tomates e conseguiram, no dia seguinte, o recuo da ministra.
Novembro 19, 2008 at 5:15 pm
#42 António,
Comissão Nacional de Protecção de Dados
http://www.cnpd.pt/
Novembro 19, 2008 at 5:30 pm
jurema:
Isso mesmo!
É aí que vou apresentar queixa, se me enviarem o tal e-mail…
Novembro 19, 2008 at 5:36 pm
É a minha postura.
Obrigada, Paulo!
Novembro 19, 2008 at 6:13 pm
RTP N
Novembro 19, 2008 at 6:20 pm
Fora de post:
Parabéns ao Paulo e a todos os umbiguistas! 4 MILHÕES!!!
Novembro 19, 2008 at 6:25 pm
«A lei é para ser cumprida por todos. Nem eu estou acima da lei, nem nenhum sindicato, professor ou profissional pode estar acima da lei», afirmou.
Na blogosfera alguém referiu isto dizendo “Vai um cigarrinho?”
Alguém sabe qual a penalização que sofreu por ter fumado dentro do avião??? Afinal, parece que sempre está acima da lei.
Novembro 19, 2008 at 6:25 pm
É a 2ª vez que aqui escrevo e, mais uma vez, e por outras palavras, só para lhe agradecer por ser quem é e o como se escreve. Bem haja!
Novembro 19, 2008 at 6:26 pm
Eu ainda não recebi mas já coloquei este endereço nos endereços de SPAM.
Assim quando chegar vai directamente para o lixo. Limpinho e sem espinhas.
Novembro 19, 2008 at 6:31 pm
Acabo de registar uma queixa na Comissão de protecção de dados, sobre a natureza e propósito das mensagens de correio que a DGRHE me enviou. Aguardo resposta. Façamos todos esse pedido de esclarecimento via internet.
Estas iniciativas também contam!
Saudações,
Luís Vilela.
Novembro 19, 2008 at 6:41 pm
ESTOU FARTA DE ABUSOS DE PODER E DE TENTATIVAS DE INTIMIDAÇÃO!!!!
NÃO ENTREGAREI OS OI, PONTO FINAL!!!!
Sou coerente com aquilo que assinei na minha escola e com aquilo que defendo e estou preparada para as consequências porque sei que serão bem menos nefastas do que as consequências que irei sofrer com este modelo de avaliação!!!
Novembro 19, 2008 at 6:48 pm
Luís Vilela : em que termos apresentou essa queixa? Referiu precisamnete a confidencialidade dos dados do processo?
Novembro 19, 2008 at 6:57 pm
Sistema de avaliação… Estatuto da Carreira Docente… Dignidade da pessoa humana… Princípios fundamentais da Democracia …
Por tudo isto… votei em consciência em plenário… disposta a assumir todas as consequências do acto, pela suspensão deste modelo de avaliação e pela revisão do ECD. (Montijo)
Novembro 19, 2008 at 7:02 pm
E agora que está suspensa em quase todos os lugares, talvez seja boa ideia continuarmos a dedicar-nos aos nossos alunos com serenidade , como é nosso apanágio… e aguardemso com calma… agora entendimentos é que não!
Novembro 19, 2008 at 7:04 pm
É interessante ver como muitos de nós se identificam com as palavras do Paulo.
Talvez estivessemos todos fartos de folclore e palavras vazias e contradições…
é chegada uma época diferente da nossa história, mais verdadeira, em que as posições que tomamos são coerentes com a nossa forma de pensar. Vários pensamentos em sintonia não são uma massificação, são um encontro…
Novembro 19, 2008 at 7:06 pm
Reb: estás muito inspirada … como sempre!
Novembro 19, 2008 at 7:11 pm
http://raivaescondida.wordpress.com/2008/11/19/professores-da-escola-secundaria-dr-manuel-gomes-de-almeida-espinho-suspendem-a-avaliacao/
Novembro 19, 2008 at 7:12 pm
Eu ainda não recebi, mas estou mortinha por isso. Quero sentir o prazer de os enviar DE IMEDIATO PARA O LIXO.
Quero acreditar na coerência dos 120 mil. Todos devem “fazer a sua parte”. LIXEIRA!!
Novembro 19, 2008 at 7:14 pm
Muito boa tarde.
Li o artigo de opinião e revi-me integralmente nele. Quer dizer integralmente não, não vou a concertos.
No meu agrupamento de escolas todos os elementos do CP subscreveram a moção para suspender a avaliação. No entanto, reunido o órgão, este não deu provimento aos seus pedidos. Só estavam escondidos entre meia dúzia.
Novembro 19, 2008 at 7:14 pm
Não quero forçar demasiado a comparação, mas esta coisa do preenchimento dos Objectivos Individuais está a lembrar-me cada vez mais aquela coisa dos estados totalitários que obrigavam a pessoa a uma “auto-crítica”. No fundo talvez não interessasse muito o que escrevessem, desde que aceitassem a ideia…era uma questão de humildade…ou de humilhação… consoante a prespectiva…
Novembro 19, 2008 at 7:15 pm
A aplicação informática da DGRHE pode ser mais uma embalagem de soro para a lurditas y sus pares.
Podem sempre informar a comunicação social que “neste momento, mais exactamente às 10 horas do dia 2 de Dezembro, apenas 3 semanas depois de ter sido criada a aplicação informática,já registaram os seus Objectivos Individuais 70 000 docentes, de todas as escolas do país…”
Até lá, não dar qualquer importância ao assunto. Ninguém manda nada, não há consequência nenhuma. Isto é um caso de polícia, para os sindicatos e tribunais resolverem; já estão a resolver.
Na minha escola, alguns receberam o famigerado mail. Eu ainda não.
E como ninguém tem provas para desmentir, porque os dados são confidenciais, lá vai a ministra durar mais uns dias e abrir-se nova frente de batalha (emocional, política e jurídica…
Novembro 19, 2008 at 7:20 pm
perspectiva…perdão
Novembro 19, 2008 at 7:21 pm
#65
Vilela,
Publica o texto e o endereço. Acho que muita gente iria aproveitar para fazer o mesmo.
Novembro 19, 2008 at 7:29 pm
«Na minha escola, alguns receberam o famigerado mail. Eu ainda não.»
No #76, estas frases ficaram no sítio errado. Devem ser consideradas no final do comentário.
Novembro 19, 2008 at 7:33 pm
http://raivaescondida.wordpress.com/2008/11/19/o-asno-o-calhau-da-politica-educativa/
Novembro 19, 2008 at 7:36 pm
eu gosto das palavras do Paulo, sempre sensatas mas, se fossemos sempre pela sensatez e pelo discernimento individual nunca nenhuma revolução teria ido avante. As pessoas precisam da pressão e algumas mesmo de se sentirem quase ameaçadas. A coragem não está com todos mas só com todos é que lá vamos! Sigamos portanto os métodos habituais! Pelo colectivo, todos contra a avaliação . Ninguém entrega os malditos objectivos!
Novembro 19, 2008 at 7:40 pm
Colegas, ‘se não entregamos a uma pessoa muito menos a uma máquina’, lá há pouco. Ignoremos a aplicação. O mail que me chegou, Senhor professor,e tc, nem aberto foi – spam. E visitar a aplicação -tenho mais que fazer.
Novembro 19, 2008 at 7:41 pm
Pedro : ora nem mais, nem sei por que razão comentam isso; deviam até ignorar completamente!
Novembro 19, 2008 at 7:45 pm
A maior das misérias resulta da troca de valores por interesses. Claro que a maior parte nem distingue uma coisa da outra como é exemplo o comen´trio 80
Novembro 19, 2008 at 7:54 pm
Luísa,
Percebo a argumentação, mas se todos fizermos a nossa parte, esse colectivo surge naturalmente.
Aquilo de que não gosto é de falsos unanimismos, que depois são roídos à primeira esquina conveniente.
Novembro 19, 2008 at 7:56 pm
“Que a consciência independente seja o Sol do teu dia moral.”
Goethe
Novembro 19, 2008 at 7:56 pm
Concordo com o Paulo e deixo-vos um mail que recebi há pouco:
“Já foi anunciado que está posta de parte a hipótese de processos disciplinares (aliás, seria impossível levantar 100 mil processos!);
Ameaçam-nos com a impossibilidade de “ter prémios” (!!!). Dá vontade de rir e de perguntar quem será que ainda se quer candidatar aos prémios do ME e que critérios presidirão a essas candidaturas…
Ameaçam com a impossibilidade de nos candidatarmos a professor titular! Imagine-se! Sabem para que servem futuramente os professores titulares? Para serem o braço-instrumental de futuras avaliações, carregando com o odioso dos colegas, com a sua desconfiança, com o consequente isolamento dentro da escola e com a subserviência forçada ao sistema. Além disso, os próximos titulares terão de submeter-se a um concurso, prestar provas e, como haverá quotas, sofrer vexames públicos;
Ameaçam com a impossibilidade de progredir na carreira, como se daqui para a frente, com os contratos individuais de trabalho que aí vêm, as quotas para os níveis superiores da avaliação e a política economicista, houvesse grandes probabilidades de progredir!!!
Conclusão: é tudo chantagem, intimidação e prepotência.
Não se deixem ir abaixo, até porque este governo não ficará lá para sempre, e muito menos a ministra da (des)educação!”
Se calhar vão chamar-me outra vez Paullete, não é careca? Mas eu não me importo nada.
Novembro 19, 2008 at 7:58 pm
Entreguei ao C Executivo da minha Escola um requerimento solicitando a suspensão da minha avaliação do desempenho. Provavelmente é uma atitude algo quixotesca, mas tenho de afirmar a minha vontade e pôr um pauzinho na engrenagem.
Novembro 19, 2008 at 8:05 pm
Antes de mais Parabéns pelo depoimento e pela coragem de assumir publicamente esta coerência.
Estou em sintonia com o Paulo.
Também decidi que não desencadearei nenhuma acção no âmbito desta avaliação.
Esta é a hora de sermos sinais de esperança, coragem, de sermos coerentes, consequentes e íntegros!
Novembro 19, 2008 at 8:06 pm
OLinda na minha escola foi aprovada a suspensão do processo no Pedagógico e pedidas explicações ao ministério.. se as satisfações não forem clarividentes -muito valrividentes mesmo- o PCE demite-se..o mesmo já fala como demitido..convém dizer que enquanto isso não suceder não se moverá uma palha no que respeita ao processo avaliativo em si…referimos também que o processo é inexequivel na forma como está…aé segunda feira será enviado para o ministério toda a papelada referente ao que foi deliberado..entretanto até agora nenhum colega da escola preencheu a aplicação dos objectivos individuais…hoje sinto uma pequena fenda a formar-se…espero que a barragem começe a quebrar por todos os lados…viva á escola pública e o livre pensamento…não ao carneirismo…
Novembro 19, 2008 at 8:10 pm
clarividentes…
Novembro 19, 2008 at 8:12 pm
Esta semana enviarei ao paulo o documento para o inserir aqui…
Novembro 19, 2008 at 8:13 pm
FEZ-SE Luz, somos todos não alinhados, os que andamos por aqui!
Gostamos de pensar pela nossa cabeça!
O desabafo do Paulo tocou fundo.
Será que é a isto que se chama almas gémeas?!!!! Em sintonia de valores?
Novembro 19, 2008 at 8:16 pm
Mas a maior parte das vezes é duro…
Novembro 19, 2008 at 8:16 pm
http://diario.iol.pt/sociedade/escolas-conselho-das-escolas-avaliacao-educacao-professores-iol/1015040-4071.html
9-11-2008 – 18:31h
Conselho das Escolas vai entregar pedido de suspensão da avaliação
Garantia foi dada pelo seu presidente, Álvaro Almeida dos Santos
O presidente do Conselho das Escolas vai enviar até sexta-feira à ministra da Educação a deliberação oficial que defende a necessidade de «suspender o actual modelo de avaliação de desempenho, até que este seja substituído por um competente».
«Vou enviar oficialmente uma carta à ministra com essa deliberação, ainda esta semana», garantiu Álvaro Almeida dos Santos, depois de confrontado pela Lusa com críticas manifestadas por vários membros do conselho, insatisfeitos por o presidente não ter entregue nem comunicado terça-feira a Maria de Lurdes Rodrigues a posição aprovada pela maioria, no dia anterior.
Em declarações à Lusa, o responsável do Conselho das Escolas (CE) alega que só não o fez porque a posição já era do conhecimento público, ao ter sido divulgada na comunicação social, uma decisão que causou «incómodo» no seio deste órgão consultivo que representa todos os conselhos executivos do país, levando até alguns membros a pedir a demissão do presidente.
Críticas ao presidente do CE
«O presidente tem tido claramente uma atitude servil em relação ao Governo, o que é totalmente inaceitável. Já não tem condições para continuar à frente do CE, pelo que devia apresentar a demissão», disse à Lusa José Eduardo Lemos, autor da moção aprovada por 30 dos 53 membros do Conselho que se reuniram segunda-feira.
Na moção em causa, defende-se a necessidade de «suspender o actual modelo de avaliação de desempenho, até que este seja substituído por um modelo competente, compreendido e aceite pela maioria daqueles a quem se dirige».
«A moção foi a votação e ganhou por maioria. Fico muito desiludido pelo facto de o presidente não a ter formalmente transmitido à ministra e de não ter sido capaz, até ao momento, de a comunicar de forma clara à opinião pública. A sua atitude não é conforme com o que foi decidido», adiantou José Eduardo Lemos.
Da mesma forma, outro membro do Conselho, que pediu para não ser identificado, disse à Lusa que o sucedido «está a criar tensões no seio do CE pelo facto de o presidente não ter comunicado a posição aprovada», dando à tutela motivos para «dar a entender que dela não tem conhecimento».
«Se não dá conhecimento, então que peça a demissão. Vejo [da parte de Álvaro Almeida dos Santos] uma colagem ao Governo, o que ultrapassa todos os limites. Há muitas pessoas do Conselho de Escolas que não estão satisfeitas com o que aconteceu», afirmou.
«É obrigação do presidente transmitir oficialmente as posições aprovadas. Há razões para ficar incomodado com esta posição», corroborou outro elemento do CE, que pediu igualmente para não ser identificado.
Almeida dos Santos recusa «ocultação»
Confrontado pela Lusa, Álvaro Almeida dos Santos negou todas as acusações, garantindo não ter havido «nenhuma ocultação das coisas».
«Rejeito completamente as acusações de colagem ao Governo. Sempre comuniquei à ministra o clima de tensão que se vive nas escolas», assegurou.
De acordo com o responsável, na reunião de segunda-feira foi ainda votada uma outra moção, que saiu minoritária com 23 votos, na qual se pedia «uma revisão profunda do actual modelo de avaliação, de forma a torná-lo exequível».
Novembro 19, 2008 at 8:18 pm
#26.RM
Escolhes sempre muito bem o adversário.
Com que então, é o PCP…
Não fazes a mínima ideia do que andaste a fazer durante, pelo menos,25 anos.
Foi em 1983 que se constiruiu a FENPROF.
A FENPRO, quer queiras ou não, são os seus dirigentes e milhares de anónimos professores que a pretendem activa e representativa.
O teu problema é outro.
Novembro 19, 2008 at 8:18 pm
#92 bulimunda
Na teu CP não houve carneiros que afirmassem que o CP não tinha competências para decidir a suspensão? No meu tive dois carneiros …
Novembro 19, 2008 at 8:18 pm
as familias estão solidarias na necessidade de parar ESTA AVALIAÇão.
Divulguem em: http://www.petitiononline.com/minedupt/petition.html
Novembro 19, 2008 at 8:19 pm
Tranquilidade sem responsabilidade
Preenchemos via net, os objectivos mínimos
Entregue antes que um “”blogista”” terrorista
O faça por si.
Outros serviços
Entregamos IRS, fazemos caixa 2, montamos carrosséis, lavagem de dinheiro a seco
E vendemos, ovos de avestruz!!!!
Cia e sis – empresários públicos.
Novembro 19, 2008 at 8:24 pm
http://diario.iol.pt/sociedade/casa-pia-pina-manique-professores-educacao-maria-de-lurdes-rodrigues-portugal-diario/1015000-4071.html
19-11-2008 – 17:03h
Manifestação de professores da Casa Pia
Protesto contra o processo de avaliação de desempenho na carreira de docente
Mais de 250 professores dos estabelecimentos de ensino da Casa Pia manifestaram-se esta quarta-feira, em Lisboa, contra o sistema de avaliação de docentes e a adesão da direcção da instituição ao processo aprovado pelo Ministério da Educação (ME), noticia a agência Lusa.
«A direcção da Casa Pia pôs-se, neste processo, na posição de que o modelo é do ME e que não podem fazer adaptações», disse o vice-presidente do Sindicato de Professores da Grande Lisboa (SPGL), Óscar Soares, criticando o «seguidismo» da direcção daquela instituição.
Em nome dos professores da Casa Pia, Óscar Soares (que não é docente na instituição, mas coordenou o protesto) defendeu um modelo formativo de auto-avaliação dos docentes, no qual eles não passassem «a vida a preencher itens e alíneas».
«Queremos um modelo que contribua para identificar os aspectos positivos e menos positivos no trabalho dos professores, que abra perspectivas de os corrigirem e que tenha uma carga administrativa e burocrática que o torne exequível, sem graves prejuízos para os professores e estudantes», afirmou o vice-presidente da SPGL.
«É um modelo injusto»
Segundo a professora do Colégio de Pina Manique Isilda Andrade, «deve haver uma alternativa» ao modelo de avaliação dos docentes porque este os «afasta das actividades com os alunos» e origina «conflitos».
«É um modelo injusto, designadamente pelos resultados e pelo abandono escolar dos alunos enquanto responsabilidade do professor», acrescentando que «cria uma série de contrariedades e mau ambiente na escola e é muito prejudicial para o ensino».
Na sequência da manifestação, os 256 professores presentes – cerca de metade dos docentes da instituição no activo, segundo o sindicato – subscreveram um abaixo-assinado que exige a suspensão do modelo de Avaliação de Desempenho do ME e que foi entregue à direcção da Casa Pia.
«Os professores lamentam a ausência de autonomia que neste processo a Direcção da Casa Pia tem manifestado, sendo exageradamente solícita em relação à aplicação na Casa Pia da legislação que o ME quer impor aos professores», dizia o documento.
De acordo com dados apontados pelo SPGL, «dez por cento dos professores [da Casa Pia] não entregou os objectivos individuais» de avaliação que lhes foram pedidos, colocando uma «pressão acrescida na Direcção da Casa Pia».
Novembro 19, 2008 at 8:25 pm
Bom, o pedido de esclarecimentos que fiz junto da Comissão é o seguinte (é muito simples, mas pode ser – para quem queira dar-se ao trabalho – completado com referências mais precisas aos aspectos legais):
“A/C Comissão de Protecção de Dados,
Recebi hoje uma mensagem de correio electrónico da Direcção Geral de Recursos Humanos da Educação (DGRHE), para que procedesse ao preenchimento de uma ficha de objectivos individuais num aplicativo disponibilizado electronicamente. Mas estes dados, por lei, devem constar apenas no processo individual do docente. Que são entregues, pelo próprio, na escola onde desempenha funções.
O aplicativo da DGRHE pretende recolher informação que é, legalmente, de natureza confidencial.
Terá a referida DGRHE, pedido autorização à vossa Comissão para requerer aquela informação? A mim não me foi pedida a respectiva autorização.
Não há aqui uma manifesta ilegalidade?
Aguardo, com urgência, esclarecimentos da vossa parte.”
Força nessas teclas, melhorem o texto!!! E toca de carregar os serviços da Comissão!!!
Saudações,
Luís Vilela.
Novembro 19, 2008 at 8:27 pm
Não raiva.. existe lá uma PS..mas até nem é maá pessoa não despe é a camisola..mas também está contra o processo em si e foi o único que não assinou -ainda -mas acho que até sexta assina..ele também acha que isto cheGou a um beco sem saída…carneiro talvez, mas que ainda pensa com os chifres dele, salvo seja…
Novembro 19, 2008 at 8:27 pm
#67 rendadebilros
Não recebi o mail da dgrhe, não sei efectivamente qual o seu conteúdo, nem sei em que termos o Luis Vilela (65) apresentou a queixa à Comissão Nacional de Protecção de Dados.
Mas sei que, sempre que suspeitarmos que a nossa entidade patronal utiliza os nossos dados pessoais indevidamente, devemos começar a solicitar esclarecimento à Comissão supracitada.
Novembro 19, 2008 at 8:29 pm
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=373813&visual=26
Nacional
Fenprof acentua críticas e acusa Santos Silva de “asnear”
A insistência da tutela no modelo de avaliação de desempenho está em rota de colisão com “o resto do mundo”, afirmou o secretário-geral da Fenprof no dia em que a estrutura sindical deixou a mesa das negociações com a ministra da Educação “por não haver mais nada a discutir”. Mário Nogueira critica ainda o ministro dos Assuntos Parlamentares por ter “asneado” ao atribuir uma “agenda de posições extremistas” à Federação Nacional dos Professores.
A ministra Maria de Lurdes Rodrigues recebeu ao início da manhã uma delegação da Fenprof, no âmbito de uma sequência de reuniões com agentes do sector da Educação envolvidos no processo de avaliação de docentes.
A clivagem manteve-se e o secretário-geral da estrutura sindical acabou por sair da reunião “mais cedo do que o normal”. Para Mário Nogueira, ao recusar a suspensão imediata do actual modelo de avaliação, a ministra da tutela mostrou que não havia “mais nada a discutir”.
“O que aconteceu é que as reuniões chegaram a um ponto em que estavam terminadas pura e simplesmente porque havia uma posição, da parte do Ministério da Educação, de não aceitar qualquer tipo de solução que passasse por suspender este modelo”, argumentou Mário Nogueira.
O sindicalista sustentou ainda que “há uma posição da ministra e uma posição dos sindicatos, dos professores, dos conselhos pedagógicos e dos conselhos executivos”.
“Está de um lado a senhora ministra da Educação e do outro o resto do mundo. Convenhamos: será que estamos todos enganados? Tenho ideia que não”, acrescentou.
Santos Silva “asneou”
Na sequência do esperado malogro da reunião entre Maria de Lurdes Rodrigues e a delegação da Fenprof, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, veio criticar a postura da estrutura sindical, à qual atribuiu uma “agenda de posições extremistas”.
Ao deixar a reunião, afirmou o ministro, a Fenprof deixou patente “uma falta de sentido de responsabilidade”.
“Demonstra claramente que a agenda é uma posição extremista, aposta no agravamento do conflito e da instabilidade e não no diálogo e na concertação de posições”, acusou Santos Silva.
No termo de uma reunião com o PCP, o secretário-geral da Fenprof acentuou o tom das críticas e acusou o ministro Santos Silva de ter “asneado”.
“Talvez o ministro Santos Silva, antes de ter produzido essas afirmações, tivesse feito bem em telefonar à senhora ministra da Educação para saber se alguma organização abandonou a reunião. Se tivesse feito isso, escusava de ter asneado como asneou”, declarou o dirigente sindical.
O ministro dos Assuntos Parlamentares reagiu entretanto às declarações do secretário-geral da Fenprof com o argumento de que se limitou a descrever “ideias ou atitudes”.
“Essas palavras não me merecem nenhum comentário porque, para haver interlocução, é preciso que se assuma o mesmo nível de língua. Não faço considerações políticas fundadas em considerações pessoais. Não caracterizo pessoas, mas ideias ou atitudes”, devolveu.
Em tom análogo ao do ministro dos Assuntos Parlamentares, o secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, condenou a posição da Fenprof, alegando que a delegação encabeçada por Mário Nogueira colocou em cima da mesa “algumas condições prévias absolutamente inaceitáveis”.
Tutela admite “grandes dificuldades”
Após um encontro, na Maia, com elementos de conselhos executivos de escolas da Região Norte, Valter Lemos, secretário de Estado da Educação, admitiu a existência de problemas de gestão decorrentes do processo de avaliação de professores. Mas não deixou de alegar que “há quem queira infernizar a vida nas escolas”.
“Naturalmente é o que nos preocupa. Há grandes dificuldades e é isso que queremos saber, é por isso que os ouvimos”, assinalou o governante.
“Desde o início que temos dito estar disponíveis, o que me parece é que há quem queira que nós não revejamos coisa nenhuma, que há quem queira infernizar a vida nas escolas”, acrescentou.
Na terça-feira, a ministra da Educação recebeu o Conselho Científico para a Avaliação de Professores, o Conselho Nacional de Educação, o Conselho das Escolas, a Confederação Nacional das Associações de Pais e a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação.
A ronda de contactos com agentes do sector chegou esta noite ao fim após uma sucessão de reuniões com a Federação Nacional de Ensino e Investigação e a Associação Sindical de Professores Licenciados. À saída do Ministério ambas as estruturas manifestavam-se “frustradas”.
Valter Lemos garantiu que, uma vez concluída a ronda de audições, o Ministério da Educação dispõe dos “elementos necessários para eventualmente ajuizar propostas, decisões ou soluções”.
Num sublinhado da dissensão com a tutela, a Fenprof enfatiza que não basta reconhecer que o actual modelo de avaliação de professores esteja a ser uma fonte de problemas nos estabelecimentos de ensino.
“A ministra até reconheceu hoje que o modelo está a criar problemas nas escolas, mas não diz que o problema é do modelo de avaliação, mas da resistência que ele encontrou”, adiantava Mário Nogueira à saída da reunião com Maria de Lurdes Rodrigues.
Carlos Santos Neves, RTP
2008-11-19 19:08:29
comentar artigo
Novembro 19, 2008 at 8:29 pm
Vim à pouco de uma reunião geral em que fiquei muito desiludido com a atitude individualista de muitos indivíduos…
Novembro 19, 2008 at 8:29 pm
Só tenha uma coisa a dizer:
“O ovo… perdão, digo povo unido, jamais será vencido!”
Novembro 19, 2008 at 8:31 pm
#102 bulimunda
No meu CP tive dois carneiros que ainda hoje afirmam que o CP não tem competências para tal acto, e votaram em nome próprio pois dizem que o voto é de natureza individual, mesmo contra a opinião do departamento.
O meu PCE anda de cú tremido para enviar a decisão do CP…diz que a DEALG não quer saber de moções e eles e tal também são professores e não sei que mais…
De qualquer modo temos tudo parado.
Novembro 19, 2008 at 8:32 pm
O conteúdo é este:
De: noreply@dgrhe.min-edu.pt
Para: MISSING_MAILBOX@MISSING_DOMAIN,
Assunto: Avaliação de desempenho
Exmo(a) Sr(a). Professor.
Com o objectivo de apoiar as escolas na implementação do processo de Avaliação do Desempenho dos docentes, a Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação disponibiliza a presente aplicação informática a qual irá sendo preenchida à medida que os agrupamentos e escolas não agrupadas vão estruturando o processo.
Nesta fase está já disponível a possibilidade de cada docente apresentar os seus objectivos. Uma vez submetidos e tendo em conta o calendário definido em cada Agrupamento/escola, o avaliador do órgão de administração e gestão acede aos mesmos para efeito de validação.
A aplicação está disponível no seguinte endereço: https://concurso.dgrhe.min.edu.pt/DefinicaoObjectivos2008.
Qualquer dúvida de funcionamento deverá ser colocada ao órgão de gestão, o qual terá apoio através do seguinte endereço:
https://concurso.dgrhe.min-edu.pt/PerguntaResposta2
DGRHE
Novembro 19, 2008 at 8:32 pm
#97,
O meu suposto avaliador é ele próprio um carneiro. Teve o descaramento de dizer a um colega que não aprovaria a moção de suspensão porque a sua educação não lhe permitia “ir contra a ordem pré-estabelecida”!!!
Novembro 19, 2008 at 8:32 pm
E que tal fazer queixa por spam?
Novembro 19, 2008 at 8:34 pm
Excelente post.
Haja coerência.
Já alguém reparou que o Umbigo completou 4 milhões de umbigadelas, hoje?
Parabéns ao Paulo!!!
Novembro 19, 2008 at 8:34 pm
#107,
Sugiro uma RGP. O CP não respeita a opinião de toda a escola?!
Novembro 19, 2008 at 8:35 pm
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=117369&tab=community
Educação
Professores acusam Ministério de lançar aplicação informática «ilegal»
Por Margarida Davim
O Ministério da Educação criou um site para recolher os objectivos individuais dos docentes, no âmbito da avaliação do desempenho. Mas o movimento Mobilização e Unidade dos Professores (MUP) diz que a aplicação é «ilegal» e a Fenprof aconselha os professores a não a utilizar
Novembro 19, 2008 at 8:37 pm
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Politica/Interior.aspx?content_id=117377
Avaliação de professores
Paulo Portas lança «um apelo derradeiro» à ministra da Educação
Paulo Portas lançou hoje «um apelo derradeiro» à ministra da Educação para simplificar a avaliação de professores e anunciou a apresentação, até ao final do ano, de um projecto inspirado no modelo do Ensino Particular e Cooperativo
«Em nome do CDS quero fazer um derradeiro apelo à ministra da Educação para que rectifique corajosamente o modelo de avaliação» e para que dê o primeiro passo para pôr fim ao «diálogo de surdos» entre a «grande maioria dos professores» e o Governo, declarou o líder democrata-cristão.
Em conferência de imprensa, Paulo Portas desafiou a ministra Maria de Lurdes Rodrigues a abandonar alguns pontos que tornam o actual modelo «complicado e injusto», propondo, entre outros, a simplificação do número de fichas a preencher, tornar facultativa a assistência dos avaliadores às aulas dos avaliados, que as notas dos alunos deixem de ser consideradas na avaliação do professor e que se dispense a avaliação dos professores no topo da carreira, que estão «a quatro anos da aposentação».
Para Paulo Portas, a «principal obrigação da ministra não é a obstinação» mas sim evitar que a escola pública chegue ao estado «de desastre», com prejuízo para a qualificação dos alunos.
No entanto, Paulo Portas considerou que «um modelo bem melhor só é lançavel mediante um diálogo prévio com um governo bem melhor».
Por isso, disse, irá apresentar até ao final do ano uma iniciativa legislativa que definirá um modelo de avaliação dos professores mas também dos manuais escolares, da escola, dos programas e dos currículos.
Paulo Portas enunciou 10 princípios que nortearão o projecto de lei a apresentar, e o programa eleitoral do CDS-PP para 2009, e que se inspira no modelo usado no ensino Particular e Cooperativo, que «funciona e é contratualizado entre os sindicatos e os professores».
«A ministra terá que responder pela consequência da sua própria intransigência. O Estado, tão arrogante sobre si próprio, foi incapaz de contratualizar um modelo de avaliação com os professores. O ensino particular e cooperativo foi capaz», sublinhou.
Um modelo melhor de avaliação dos professores implica, defendeu Paulo Portas, um regime de autonomia e descentralização das escolas, a avaliação da própria escola, dos programas e dos manuais, que o professor construa o seu dossier de avaliação ao longo do ano e que quem avalia «não é o seu colega» mas o director pedagógico da escola.
Segundo o modelo defendido por Portas, que prevê um período experimental, os professores têm que ser livres para atribuir as notas que acham que os alunos merecem e os calendários não devem interferir com o ano lectivo nem com os concursos de professores.
O modelo «deve ter um sistema arbitral próprio em caso de discórdia» que não deve depender do Ministério da Educação, defendeu Paulo Portas, que sublinhou ainda que no ensino particular e cooperativo «avaliam-se apenas três coisas»: a competência para leccionar, a competência para se relacionar com a escola, alunos e comunidade e a competência para desempenhar cargos de direcção, se os tiverem.
Lusa/SOL
Novembro 19, 2008 at 8:38 pm
Raiva estás na Aleixo?
Novembro 19, 2008 at 8:40 pm
A Sra. Ministra da Educação vai ser entrevistada, pela Sra. jornalista Judite deSousa, depois do telejornal.
Querem ver?
Às vezes, quando menos se espera…
Nunca se sabe.
Há jornalistas que estudam os assuntos, pode ser que lhe consigam fazer perguntas.
Novembro 19, 2008 at 8:41 pm
Ná. Ela mete medo. E é feia. Ninguém lhe vai perguntar nada.
Novembro 19, 2008 at 8:42 pm
Caro Paulo
Concordo com o texto, mas como sempre há sempre alguém que espera que as coisas mudem a seu jeito… Os professores deveriam, em sombra de dúvida ser um dos grupos socialmente mais crítico.
Junto a tomada de posição do meu agrupamento.
Junto envio a moção aprovada no Agrupamento Vertical de Jovim e Foz do Sousa.
Só com o empenho e solidariedade de todos, conseguimos escrever o nosso destino, não podemos permitir que outros menos bem intencionados decidam por nós.
MDias
PEDIDO DE SUSPENSÃO DA APLICAÇÃO DO MODELO DE AVALIAÇÃO DO DESEMPENHO DOCENTE PREVISTO NOS TERMOS DO DECRETO REGULAMENTAR Nº 2/2008, DE 10 DE JANEIRO
Agrupamento Vertical de Jovim e Foz do Sousa
Exma. Sr.ª Ministra da Educação
C/c:
Sua Excelência o Sr. Presidente da República
Sua Excelência o Sr. Primeiro-Ministro
Sua Excelência o Sr. Presidente da Assembleia da República
Sua Excelência o Sr. Presidente da Comissão de Educação da Assembleia da República
Sua Excelência a Sr.ª Directora Regional de Educação do Norte
Sua Excelência o Sr. Provedor de Justiça
Exmo. Senhor Presidente do Conselho Científico para a Avaliação de Professores
Conselho Nacional de Educação
Exma. Sr.ª Presidente do Conselho Geral Transitório do Agrupamento Vertical de Jovim e Foz do Sousa
Exma. Sr.ª Presidente do Conselho Executivo do Agrupamento Vertical de Jovim e Foz do Sousa
Exma. Sr.ª Presidente do Conselho Pedagógico do Agrupamento Vertical de Jovim e Foz do Sousa
Exmos. Srs. Presidentes das Associações de Pais do Agrupamento Vertical de Jovim e Foz do Sousa
Individualidades ligadas à Educação
Sindicatos de Professores
Escolas em geral
Órgãos de Comunicação Social
Líderes dos Grupos Parlamentares
ASSUNTO: Pedido de suspensão da aplicação do modelo de avaliação do desempenho docente previsto nos termos do Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro
Os Professores do Agrupamento Vertical de Jovim e Foz do Sousa, abaixo-assinados, no exercício do seu direito à opinião e à recomendação, no que se refere às orientações e ao funcionamento dos estabelecimentos de ensino e do sistema educativo, consagrado na alínea a) do nº 2 do Artigo 5º do Estatuto da Carreira Docente (ECD) e, ainda, no cumprimento do seu dever de reflexão sobre o trabalho realizado no que respeita à avaliação docente preconizada pelo modelo supra citado, solicitam a suspensão da avaliação do desempenho docente decorrente do consignado no Decreto Regulamentar nº 2/2008, de 10 de Janeiro, até que sejam resolvidos os problemas, inerentes ao normativo, enunciados de seguida.
1. A aplicação do modelo de avaliação previsto no Decreto Regulamentar nº 2/2008 tem-se revelado inexequível, por ser inviável praticá-lo segundo critérios de imparcialidade e justiça, exigidos pelos Professores deste Agrupamento e de acordo com o artigo 6º do Código de Procedimento Administrativo;
2. O Decreto Regulamentar nº 2/2008, ao referenciar «a redução do abandono escolar», como um dos itens a referir na formulação dos objectivos individuais, não tem em consideração as inúmeras variáveis inerentes à realidade social, económica, cultural e familiar dos alunos que escapam ao controlo e responsabilidade do professor;
3. O Decreto Regulamentar nº 2/2008 estipula ter em conta o progresso dos resultados escolares dos alunos, condicionando a avaliação do professor a esses resultados e entrando em desacordo com o preceituado nos artigos 6º e 44º do Código de Procedimento Administrativo. De igual forma, não são tidas em consideração as Recomendações nº 2/CCAP/2008 da Comissão Científica da Avaliação de Desempenho, produzidas em 7 de Julho, nomeadamente que «a tutela pondere a adopção de medidas pelos serviços centrais do Ministério da Educação com responsabilidades na produção de instrumentos de aferição das aprendizagens e de estatística, destinadas a criar condições para viabilizar, de forma credível e segura, a utilização dos resultados escolares para efeitos de avaliação do desempenho docente», as quais não foram ainda desenvolvidas pelo Ministério da Educação;
4. O Decreto Regulamentar nº 2/2008, no seu art.º 12º, ao preconizar como avaliadores dos docentes os seus pares, infringe as garantias de imparcialidade consignadas no art.º 6º do Código do Procedimento Administrativo, podendo sempre ser ainda invocados os artigos 44º, 48º e 51º do referido Código, inviabilizando a avaliação efectuada;
5. A divisão da carreira em patamares, que arbitrária e artificialmente qualifica os docentes em Titulares e Professores, e a implementação do respectivo concurso para Professor Titular, baseado em parâmetros injustos, instalaram um clima de insustentável instabilidade e mal-estar que impossibilitam o alcance do objectivo de melhorar a qualidade da escola pública previsto no Decreto Regulamentar nº 2/2008;
6. Por força do referido no ponto anterior, a avaliação dos docentes realizada, em muitas situações, por professores com habilitação científica e profissional diferente da do avaliado, colide com o consignado no ponto 1 do art.º 11º do Decreto Regulamentar nº 2/2008: «O docente tem direito à avaliação do seu desempenho a qual deve contribuir para o seu desenvolvimento profissional.» e com as Recomendações nº 2/CCAP/2008 da Comissão Científica da Avaliação de Desempenho, produzidas em 7 de Julho, «necessidade de criar condições e conjugar esforços para desenvolver uma prática de avaliação credível»;
7. O Decreto Regulamentar nº 2/2008 impõe percentagens máximas para as menções de Excelente e de Muito Bom, desvirtuando, com isso, qualquer intuito que lhe pudesse estar subjacente de premiar os melhores professores e, por essa via, induzir à melhoria da qualidade do ensino;
8. O Decreto Regulamentar nº 2/2008, ao estabelecer percentagens máximas de atribuição de menções de Excelente e de Muito Bom, diferentes de escola para escola (art.º 46º, ponto 3, do Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro; art.º 21.º, ponto 4, do DR n.º 2/2008 e Despacho n.º 20131/2008, de 30/7), fere o disposto no art.º 59º da Constituição da República Portuguesa, já que a mesma «qualidade» de um docente cria oportunidades diferentes de ser reconhecida oficialmente, levando, assim, à discriminação;
9. A distribuição de percentagens máximas por «universos de docentes» (ponto 6 do Despacho n.º 20131/2008, de 30 de Julho) fere igualmente o disposto no referido art.º 59º da Constituição da República Portuguesa, dado que o facto de um professor pertencer a um universo de docentes, com maior ou menor número de membros, faz com que tenha diferentes oportunidades de obter a almejada classificação, criando, assim, discriminação;
10. As Recomendações nº 2/CCAP/2008, produzidas pelo CCAP em 7 de Julho, alertam para diversas situações de desigualdade, nomeadamente «não poderá ignorar-se que no sistema educativo coexistem disciplinas que são objecto de processo de avaliação interna, relativamente às quais não se exerce qualquer tipo de aferição ou controlo externo; outras que são objecto de provas de aferição e de exames nacionais para certificar as aprendizagens; e ainda outras que, pela sua especificidade, não são facilmente objecto de avaliação interna ou externa». A diversidade de situações é, assim, grande, o que faz com que haja desigualdade entre os professores, o que colide com a lei fundamental (artigos 13º e 59º da Constituição da República Portuguesa e art.º 5º do Código de Procedimento Administrativo);
11. O estabelecimento de objectivos individuais, preconizado por este modelo, implica uma conexão entre as metas a atingir e os resultados obtidos no ano lectivo anterior, o que torna esta ligação difícil e/ou impossível de realizar, na maior parte dos casos, pelo facto de o docente leccionar turmas e/ou disciplinas com pouca ou nenhuma afinidade com as leccionadas anteriormente ou com elas trabalhar pela primeira vez;
12. O carácter urgente da implementação do Decreto Regulamentar nº 2/2008 implica um enorme acréscimo de trabalho burocrático para os docentes, relegando para um plano secundário as funções pedagógicas do processo de ensino, com as inevitáveis consequências graves para as novas gerações e, naturalmente, para o futuro do país;
13. Este modelo de avaliação decorre duma estrita preocupação economicista a qual se traduz no afastamento do topo da carreira da maior parte dos professores, independentemente dos seus conhecimentos, capacidades, competências e qualificações, não sendo de menosprezar a publicação de um despacho (20131/2008, publicado no Diário da República, 2.ª Série, nº 146, de 30 de Julho) onde se inclui o Ministério das Finanças, quando no Decreto-Lei nº 15/2007, de 19 de Janeiro -ECD- e no Decreto Regulamentar nº 2/2008 apenas estão referenciados os Ministérios da Educação e da Administração Pública.
14. Pelo exposto, e ainda por o referido modelo se pautar pela subjectividade dos seus parâmetros, passível, a todo o tempo, de ser questionado, inclusive através de recurso aos tribunais, os professores deste Agrupamento decidiram, requerer a suspensão deste modelo de Avaliação do Desempenho até que se substitua por outro que seja exequível, justo e transparente, capaz de contribuir eficazmente para uma Escola Pública de Qualidade.
Jovim, 18 de Novembro de 2008
Novembro 19, 2008 at 8:43 pm
A Reunião Geral de Professores da Escola Secundária José Saramago, em Mafra, acabou de aprovar a suspensão da ADD por voto secreto com 77,5% dos votos expressos. São mais 110 professores para a lista dos possíveis processos disciplinares, ausência de prémios pecuniários, congelamento de carreira e o que mais vier.
Novembro 19, 2008 at 8:43 pm
Alguém confirma isto?
professora disse…
Colegas: acabei de receber este mail de uma colega. Alguém sabe alguma coisa? Como se reage a isto?
PARECE FICÇÃO
HÁ INSPECTORES A CHEGAR AOS AGRUPAMENTOS E:
- ESCOLHEM UMA TURMA DE CADA CICLO DE ESCOLARIDADE E DA PRÉ
- O PROFESSOR DA TURMA ESCOLHIDA TEM DE :
* APRESENTAR TODO O MATERIAL QUE TRABALHOU NO ANO LECTIVO PASSADO
* INDICAR TRÊS ENCARREGADOS DE EDUCAÇÃO PARA APRESENTAREM TRABALHOS DOS FILHOS
- DEPOIS OS INSPECTORES CRUZAM DADOS COM ESSES MATERIAIS E COM O LIVRO DE SUMARIOS
- E FAZEM REUNIÃO COM O PROF DA TURMA, E DEPOIS COM OS ENC. EDUCAÇÃO, E DEPOIS COM COORD. DE ANO E DE CICLO E DE ESCOLA.
ESTIVERAM EM SETÚBAL
AGORA ESTÃO NO BARREIRO
EU NÃO QUERIA ACREDITAR NO QUE ESTAVA A OUVIR
MAS É VERDADE
PASSEM AOS COLEGAS
Novembro 19, 2008 at 8:44 pm
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!!
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!!
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!!
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!!
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!!
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!!
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!!
…
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!! de parabéns
Novembro 19, 2008 at 8:46 pm
121,
Até que enfim que mais alguém repara, nestes números históricos.
O Umbigo não tarda anda à velocidade da luz.
Novembro 19, 2008 at 8:47 pm
Boa noite!
Não posso deixar de referir o essencial e importante do seu texto.
O colectivo real é realmente muito mais do que a soma dos individuais.
Mas não se tenha ilusões, não existe unanimidade de opinião em relação a nada. Apercebo-me que o Paulo Guintote é uma referência do momento mas acho demasiado o nº de “seguidores” mesmo por causa tão nobre.
Fico a pensar se não se estará a dar o caso de cada ovelha não se separar do rebanho senão por ficar sem “pastor” e se sentir à deriva.
Porque aí fica só a responsabilidade de cada um e desaparece o colectivo, que neste momento é tão simplesmente um “porto de abrigo”.
Veremos como se porta cada “ovelha” (sem qq tipo de ofensa) agora que o pastor não pode delinear o caminho e o rebanho se vai desfazendo…
Não concordo com este modelo de avaliação mas vejamos até onde cada um de nós está disposto a ir…
E vejamos o que pesa mais:
- saber que o contrato será renovado no próximo ano;
- saber que vamos progredir na carreira;
- saber que não estamos sujeitos a processos disciplinares;
- saber “acatar” este modelo porque a luta com ele já nos trouxe mais dissabores do que se o tivessemos acatado;
- saber que temos uma familia que depende de nós e os riscos que corremos por lutar con o modelo não justificam a infelicidade da nossa familia;
- saber que cada um sabe de si e respeitar o que cada um escolhe para si
ou continuar uma luta a QUALQUER PREÇO.
Novembro 19, 2008 at 8:51 pm
Saber que se luta quando se acredita na justiça do combate.Esqueceu este pormenor, mart.
Novembro 19, 2008 at 8:53 pm
Antonio: é uma inspecção já agendada, n tem nada a ver c a avaliação do desempenho… e n s eles q escolhem nem a turma nem os alunos nem os EE… é rotina… estiveram na minha escola o ano passado , era uma inspectora e, como as Escolas os professores e Dts têm tudo ( papelada ) sempre em ordem, corre, em princípio tudo bem… não entrar em pânico!… n tem nada a ver … com a avaliação de desempenho
Novembro 19, 2008 at 8:54 pm
na minha Escola não viram os sumários, creio.
Novembro 19, 2008 at 8:54 pm
Mart.
A luta não é a qualquer preço…. já pagámos muito caro com o congelamento e com a previsão de perdas decorrente de 2/3 não chegarem ao topo.
Acaso é alpinista ou apenas mau contabilista?
Novembro 19, 2008 at 8:54 pm
#115 olinda
Não sou professor da Aleixo.
Novembro 19, 2008 at 8:54 pm
#122 e como digo sempre ” a velocidade da luz é estonteante!”
Novembro 19, 2008 at 8:54 pm
Isso é treta e é o normal..já estiveram na minha escola no ano passado e o procedimento foi esse,,são as inspecções habituais…
Novembro 19, 2008 at 8:54 pm
A propósito da queixa à Comissão Nacional de Protecção de Dados…
Opinião Pessoal
Após breve análise da situação, não me parece que o conteúdo do e-mail da dgrhe seja passível de queixa à CNPD.
Digo isto porque parece-me que esta entidade regula apenas o tratamento de dados como o n.º do BI, contribuinte, entre outros.
Na Lei da Protecção de Dados pode ler-se:
Artigo 3.o
Definições
Para efeitos da presente lei, entende-se por:
a) «Dados pessoais»: qualquer informação, de qualquer natureza e independentemente do respectivo suporte, incluindo som e imagem, relativa a uma pessoa singular identificada ou identificável («titular dos dados»); é considerada a pessoa que possa ser identificada directa ou indirectamente, designadamente por referência a um número de identificação ou a um ou mais elementos específicos da sua identidade física, fisiológica, psíquica, económica, cultural ou social;”
Assim, julgo que a questão dos objectivos não se enquadra aqui.
No entanto, pode haver situações em que devemos estar alerta.
Por exemplo, quando se fala da questão do ME usar o número de contribuinte dos professores, quando estes têm que inserir os dados dos Enc. de Educação na aplicação para os alunos virem a receber o Magalhães (1.º Ciclo).
Aqui sim, poderá ser caso para pensarmos no uso dos nossos dados pessoais. Afinal, para que interessa nesta situação o número de contribuinte do professor?
Julgo que é mais por aqui que gira a preocupação com os dados pessoais.
Mas eu não sou entendida no assunto e isto é apenas o que me parece da leitura que fiz da situação.
Novembro 19, 2008 at 8:57 pm
#123
Continuar a lutar a qualquer preço!
A minha honra, dignidade e brio profissional não têm preço. O achincalhamento, a atribuição de incompetência e “burrice” (ex:caso das faltas) não são toleráveis!
Novembro 19, 2008 at 8:57 pm
Andaram por aqui à procura dos “medrosos e chantagistas”. Começam a aparecer os que justificam o epíteto (ex. #123, Mart).
Embora me pareça que é mais um dos evangelistas que saíu do Largo do Rato.
Novembro 19, 2008 at 9:00 pm
“Are we men or mice?”
Novembro 19, 2008 at 9:01 pm
#121 #122
Isto é que é umbigar a valer!!!
Novembro 19, 2008 at 9:02 pm
Seguindo a metáfora do pastor, Paulo Guinote deliniou de forma muito clara o seu caminho. Justiça lhe seja feita: afirmou claramente que decidiu não entregar os O.I. Não deixou espaço para ambiguidades. No resto cada qual continua a pensar por si, ainda que goste de ouvir e dar valor a quem tem algum voto na matéria…
Novembro 19, 2008 at 9:04 pm
Texto com muita categoria.
Novembro 19, 2008 at 9:05 pm
#123
Este Mart já deve ter colocado os objectivos individuais no site da DGRHE e se calhar julga-se protegido pela lei, mas quando a avalição for suspensa, ainda leva com um processo em cima, com efeitos retroactivos…
Novembro 19, 2008 at 9:07 pm
O site do SPRC parece estar a ser alvo de um ataque de hackers
Novembro 19, 2008 at 9:10 pm
Oremus!
– Liberdade, que estais no céu…
Rezava o padre nosso que sabia
A pedir-te, humildemente,
O pão de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
– Liberdade, que estais na terra…
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
– Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
Miguel Torga
(o títalo é meu)
Novembro 19, 2008 at 9:10 pm
já tinha visto que não estava a dar, careca.
Novembro 19, 2008 at 9:11 pm
Os alunos serranos andam todos revoltados,viram na SIC?
Novembro 19, 2008 at 9:12 pm
jurema (131)
Contactei a CNPD a propósito do preenchimento do NIF nas grelhas de objectivos. Depois de muito insistir, uma doutora explicou-me que o NIF era usado por ser mais fiável que o BI por causa do algoritmo. Mas como é que não há cruzamento de dados se o NIF é usado para um fim diferente daquele para que foi criado? Ainda não me conformei.
Novembro 19, 2008 at 9:16 pm
A Covilhã, deixou-me do boca à banda estes miúdos, falavam, com coerência diferente das anteriores manif’s.
estão ali os futuros políticos?
Novembro 19, 2008 at 9:18 pm
O colectivo de que eu mais gosto – talvez mesmo o único – é aquele que se constrói pela soma das vontades e atitudes individuais, conscientes e livres. Não por pressão dos pares ou conveniências do momento.
Esta foi a melhor frase que li nos últimos tempos. É claro que é uma frase reaccionária, como o Paulo reconhece. Reaccionária contra a cobardia e contra o oportunismo. É que reaccionários há poucos: o que há muito por aí, infelizmente, são cobardes e oportunistas.
Cá o filho da minha mãe e do meu pai quando começa a ter muitas dúvidas (eufemismo para acagaçar) lembra-se destas palavras dos Evangelhos: Se Deus for por ti, quem poderá ser contra ti. Aí, o Homeme só(!) precisa de saber se Deus é por ele, isto é, se está a fazer aquilo que é justo e correcto. Se acha que está, então vamos a isso – ou vamos a eles, conforme o caso.
Novembro 19, 2008 at 9:19 pm
DOERAM MAIS AS AFIRMAÇÕES DOS PUTOS AO MINISTÉRIO DO QUE OS OS OVOS NA CARA DA MINISTRA…
Novembro 19, 2008 at 9:22 pm
138
Ainda não coloquei objectvos em qq aplicação, não sou rato nem cobarde nem ###, luto simplsmente por aquilo em que acredito: o que me permitir continuar a excercer a minha profissão mantendo o essencial da minha vida: o bem estar da minha família,
Novembro 19, 2008 at 9:23 pm
Angelica, a minha terra sempre foi um ninho de políticos, o pior é que por vezes estragam-se.
Novembro 19, 2008 at 9:24 pm
#143
(Que mania de ainda dizer número de contribuinte…
)
A questão é essa. O uso do NIF para um fim diferente daquele para que foi criado.
Bom, mas perante essa explicação, apetece perguntar:
Se o NIF é mais fiável que o BI por causa do algoritmo, qual é a credibilidade então do BI???!!!!
Que raio…
Isabel, essa justificação não me convence. A sério.
Novembro 19, 2008 at 9:25 pm
NEM QUE PARA ISSO TENHA QUE VENDER A ALMA AO DIABO..?.TAMBÉM VENDIA OS FILHOS SE A ISSO FOSSE OBRIGADA..».PARA SALVAR UM QUE FOSSE…?
Novembro 19, 2008 at 9:28 pm
quem olinda? o caniche?
Novembro 19, 2008 at 9:29 pm
#120: SIM, pode ser verdade. Aliás, são inspeções regulares.
Não tem nada a ver com este processo.
Novembro 19, 2008 at 9:31 pm
os putos da covilhã falam bem!
Novembro 19, 2008 at 9:31 pm
#123, mart, disse:
“Fico a pensar se não se estará a dar o caso de cada ovelha não se separar do rebanho senão por ficar sem “pastor” e se sentir à deriva.”
“Veremos como se porta cada “ovelha” (sem qq tipo de ofensa) agora que o pastor não pode delinear o caminho e o rebanho se vai desfazendo…”
Cada qual fale por si. Frequento este lugar há quase um ano e não me considero “ovelha” no sentido que me parece querer dar ao termo. Tenho pelo menos a presunção de pensar pela minha cabeça.
Apesar de concordar com muito do que o Paulo Guinote escreve, o que mais aprecio neste blog são mesmo os comentários, reveladores de que não se pratica por aqui o unanimismo em torno de um líder espiritual, bem pelo contrário. E isso chateia muita gente…
Novembro 19, 2008 at 9:31 pm
#143 Isabel
E lembrei-me de outra coisa…
A doutora explicou que o NIF era usado por ser mais fiável que o BI por causa do algoritmo?
Se é assim, porque é que estes anos todos tem sido o número do BI a ser usado nas listas dos concursos, e não o NIF?!
Definitivamente, essa explicação não me convence.
Novembro 19, 2008 at 9:33 pm
ás 21 e 15 a ministra fala á nação via Judite de Sousa…fechem as crianças no quarto e tapem os ouvidos pois a mulher vai berrar que nem uma louca..a escola a tempo inteiro..o inglês..as AECS..as aulas de subsistituição…domar os professores que eram mandriões..os sindicatos são uyma cambada de nazis..blá..blá…depoisa do discurso favor ir ao gregório vomitar pois a cara da mulher dá só por si vontade de vomitar em jorro…bem vou jantar antes do 666 aparecer e me tirar o apetite,,,
Novembro 19, 2008 at 9:36 pm
#156,
Também vou jantar e logo a seguir, correcção de testes. Vou corrigindo e ouvindo “a Besta”. Espero não ter uma crise de hipertensão.
Ninguém a doma. É Poderosa.
Novembro 19, 2008 at 9:37 pm
A mim também não, Jurema.
E será que não sabemos que não é nada estranho?…
Novembro 19, 2008 at 9:38 pm
Eu não recebi mail nenhum. Por enquanto estou “undercover”… 8)
Novembro 19, 2008 at 9:39 pm
Sinceramente, hoje gostava IMENSO de ser economista por dois dias, para calcular os custos REAIS deste sistema de “avaliação”.
É sabido que o primeiro objectivo deste sistema e da divisão da carreira dos professores em duas é a redução de custos.
No entanto, já alguém fez contas aos custos destas “reformas” tendo em conta a diminuição óbvia e evidente da produtividade no ensino?
Será que daqui a 5 ou 6 anos aparecerá um ministro a afirmar que a produtividade dos professores tem diminuído nos últimos 8 ou 9 anos e como tal são uns… preguiçosos?
É que “reformas” destas também a senhora da limpeza é capaz de fazer.
Novembro 19, 2008 at 9:40 pm
Lá vai a Judite fazer a caminha à Ministra, com certeza no fim dá-lhe um beijo na testa e deseja-lhe bons sonhos, onde lindos professores de bata branca preenchem fichas e enfiam Objectivos na net…
Novembro 19, 2008 at 9:43 pm
Bessouro Diz:
Novembro 19, 2008 at 8:44 pm
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!!
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!!
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!!
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!!
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!!
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!!
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!!
…
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!! de parabéns
4444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444444
Cheguei atrasado…
Mas aqui ficam mais QUATRO MILHÕES de parabéns!!!!!!!!!!!!!
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Novembro 19, 2008 at 9:43 pm
Não há notícias das reuniões de hoje com os generais?
Novembro 19, 2008 at 9:44 pm
Parabéns , Paulo .Aos 4 milhões também, já agora:)
Novembro 19, 2008 at 9:45 pm
Parece que no jornal da noite da sic vão estar os colegas da Fenprof e da Fne. Lá vou eu andar com o comando na mão
Novembro 19, 2008 at 9:45 pm
RTPN: OLHO NELA!
“Pergunta da Noite: AS GREVES DOS PROFESSORES AJUDAM A RESOLVER O PROBLEMA DA EDUCAÇÃO?
A sua opinião pode ser escolhida para destaque no “À Noite As Notícias”, na RTPN, a partir das 21h00. Deixe o seu comentário neste post.
É importante deixar o seu nome, apelido e localidade, para que possamos dar crédito à opinião, logo à noite, na RTPN.
por: Alexandre Brito, RTP
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Novembro 19, 2008 at 9:47 pm
#148
Olinda
Na nossa terra há boa gente fortalecida pelas agruras da vida e pelos ventos agrestes.
Não temos culpa que alguns maus políticos a tenham tomado de empréstimo.
Maria João
Novembro 19, 2008 at 9:50 pm
http://raivaescondida.wordpress.com/2008/11/19/bloco-de-esquerda-questiona-ministra-da-educacao-sobre-a-aplicacao-informatica-criada-pela-dgrhe-para-inscricao-dos-objectivos-individuais/
Novembro 19, 2008 at 9:51 pm
Esta aplicaçãozita bigbrotheriana mais uma vez tem a ver com a velhinha estratégia deste ME: dividir-para-reinar, uma vez que será um acto individual e a plataforma até é acessível a partir de casa.
Como dizia um colega nosso no sábado-15, cada um de nós vai ter que tomar decisões difíceis nos tempos mais próximos! Pois é!
Bem, na verdade, a indignação é tanta que nem é difícil… Estou farta! FARTA deste ME que ofende a nossa dignidade a cada dia que passa, deste governo socratino, deste PS!
Novembro 19, 2008 at 9:51 pm
http://diario.iol.pt/sociedade/professores-sindicatos-educacao-avaliacao-iol/1015064-4071.html
19-11-2008 – 19:27h
Professores: sindicatos «frustrados» após reunião com ministra
«Foi absolutamente inconclusiva», disse o secretário-geral da Federação Nacional de Ensino e Investigação
Os sindicatos de professores manifestaram-se «frustrados» e «defraudados» esta quarta-feira depois de uma reunião com a ministra da Educação sobre o processo de avaliação de desempenho, na qual Maria de Lurdes Rodrigues reiterou que não suspenderá o actual modelo, noticia a Lusa.
«A reunião foi absolutamente inconclusiva. Mantemos o pedido de suspensão da avaliação e a ministra não se compromete de maneira nenhuma sobre esta matéria. Disse que ia reflectir, mas deixou claro que não haverá suspensão», afirmou o secretário-geral da Federação Nacional de Ensino e Investigação.
Carlos Chagas falava aos jornalistas após um encontro de mais de três horas entre a ministra da Educação e os nove sindicatos que ainda não tinham sido ouvidos por Maria de Lurdes Rodrigues, que terça-feira reuniu com o Conselho Cientifico para a Avaliação dos Professores, Conselho das Escolas, Conselho Nacional de Educação, Confederação Nacional das Associações de Pais e Federação Nacional dos Sindicatos da Educação.
Segundo o responsável, a ministra reconheceu «problemas» no modelo de avaliação, sem especificar, mas não manifestou abertura suficiente e construtiva «para encontrar um caminho e uma solução».
«As nossas expectativas ficaram totalmente defraudadas», sublinhou.
O mesmo sentimento foi partilhado pela Associação Sindical de Professores Licenciados (ASPL), cuja presidente tinha a expectativa de ouvir da parte da ministra o anúncio da suspensão do processo de avaliação de desempenho.
«Estava à espera de ouvir da parte da ministra aquilo que todos os professores querem ouvir: a suspensão da avaliação, que é a decisão mais sensata. Só podemos sair daqui frustrados, muitos frustrados», afirmou Fátima Ferreira.
Novembro 19, 2008 at 9:54 pm
E Paulo, 4 milhões de parabéns!!!
Novembro 19, 2008 at 9:55 pm
Estou baralhado!
Afinal parece que a entrevista com a Judite de Sousa é só amanhã.
Peço desculpa se induzi alguém em erro, mas o melhor é confirmar.
Esperar para ver, também não será pior…
É o que dá ser um velho leão rrrruuuuuuuaaaauuuuuuuuuhhhh
já nem sei rugir nem meto medo!
Novembro 19, 2008 at 9:57 pm
Paulo
Por favor apaga o meu comentário anterior, que é capaz de causar problemas de leitura. Por causa dos 4′s
Obrigado
e mais uma vez Parabéns!
QUATRO MILHÕES!!!!!!!!!! de parabéns
4444444444444444444444444444444444444444444 4444444444444444444444444444444444444444444 4444444444444444444444444444444444444444444 4444444444444444444444444444444444444444444 444
Cheguei atrasado…
Mas aqui ficam mais QUATRO MILHÕES de parabéns!!!!!!!!!!!!!
444444444444444444444444444444444444 44444444444444444444444444444444444 444444444444444444444444444444444444 444444444444444444444444444444444444444 4444444444444444444444444444444444444444
Novembro 19, 2008 at 9:57 pm
rrrruuuuuuuaaaauuuuuuuuuhhhh
Parabéns pelos
4 MILHÕES
Abraço de Leão
Novembro 19, 2008 at 9:58 pm
Vale a pena espreitar…
http://bulimunda.wordpress.com/2008/11/19/o-futuro-trabalho-do-valter/
Novembro 19, 2008 at 10:02 pm
A entrevista é amanhã às 21
Novembro 19, 2008 at 10:04 pm
Bloco de Esquerda questiona Ministra da Educação
sobre a aplicação informática criada pela DGRHE para inscrição dos objectivos individuais
Pergunta dirigida à Ministra da Educação, a 19 de Novembro de 2008
No quadro do processo de avaliação do desempenho docente, estabelecido através do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, os objectivos individuais a que se refere o Artigo 9.º “são fixados, por acordo entre o avaliado e os avaliadores, através de uma proposta do avaliado no início do período em avaliação, redigida de forma clara e rigorosa”.
Evocando a necessidade, “evidenciada pelas escolas (…) de dispor de uma ferramenta informática de apoio ao desenvolvimento da avaliação de desempenho dos docentes, que permita o registo e controlo, pela própria escola, dos procedimentos e fases do processo”, a Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE) disponibilizou recentemente a dita aplicação informática, acessível no endereço https://concurso.dgrhe.min-edu.pt/AvaliacaoDesempenho2008, que integra o sítio daquela Direcção Geral.
Nestes termos, o Ministério da Educação pretende que os docentes em processo de avaliação inscrevam os seus objectivos na base de dados desta aplicação centralizada na DGRHE, devendo “o avaliador do órgão de administração e gestão” aceder igualmente ao sistema, com vista à validação desses mesmos objectivos individuais. Esta disposição rompe com o entendimento de que a avaliação de desempenho se encontra centrada nas escolas e não possui qualquer quadro legal que a enforme e que torne obrigatória a utilização desta ferramenta informática.
Novembro 19, 2008 at 10:04 pm
Neste contexto, é presumível que a dita aplicação mais não visa do que intimidar os professores, contornando a esmagadora maioria de escolas que se opôs, de múltiplas formas, ao actual modelo de avaliação de desempenho.
Este mecanismo suscita, ainda, as mais sérias reservas quanto à sua legalidade, uma vez que, tratando-se de uma aplicação única e centralizada, não assegura o dever de sigilo e o carácter confidencial do processo de avaliação entre avaliado e avaliador, que diferentes diplomas regulamentam.
Com efeito, de acordo com os números 1 e 2 do Artigo 49.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, promulgado através do Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro, relativos às garantias do processo, “a avaliação tem carácter confidencial, devendo os instrumentos de avaliação de cada docente ser arquivados no respectivo processo individual”, ficando acrescidamente “todos os intervenientes no processo, à excepção do avaliado (…) obrigados ao dever de sigilo sobre a matéria”.
O próprio Decreto Regulamentar n.º 2/2008, no seu Artigo 3.º, é claro quanto ao enquadramento do processo de avaliação de desempenho docente, quer em relação ao Estatuto da Carreira Docente, quer em relação ao Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho da Administração Pública (SIADAP), sublinhando a necessidade de salvaguarda dos requisitos de confidencialidade, conforme expresso no seu Artigo 6.º, número 3, onde se estabelece que, “sem prejuízo da existência de cópias na posse dos avaliadores ou em arquivos de segurança, os originais dos instrumentos de registo são arquivados, logo que preenchidos, no processo individual do docente, tendo este livre acesso aos mesmos”.
Novembro 19, 2008 at 10:05 pm
Catarse
Toda a alma é imortal, porque aquilo que se move a si mesmo é imortal.
Bloco de Esquerda questiona Ministra da Educação sobre a aplicação informática criada pela DGRHE para inscrição dos objectivos individuais
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Bloco de Esquerda questiona Ministra da Educação
sobre a aplicação informática criada pela DGRHE para inscrição dos objectivos individuais
Pergunta dirigida à Ministra da Educação, a 19 de Novembro de 2008
No quadro do processo de avaliação do desempenho docente, estabelecido através do Decreto Regulamentar n.º 2/2008, de 10 de Janeiro, os objectivos individuais a que se refere o Artigo 9.º “são fixados, por acordo entre o avaliado e os avaliadores, através de uma proposta do avaliado no início do período em avaliação, redigida de forma clara e rigorosa”.
Evocando a necessidade, “evidenciada pelas escolas (…) de dispor de uma ferramenta informática de apoio ao desenvolvimento da avaliação de desempenho dos docentes, que permita o registo e controlo, pela própria escola, dos procedimentos e fases do processo”, a Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação (DGRHE) disponibilizou recentemente a dita aplicação informática, acessível no endereço https://concurso.dgrhe.min-edu.pt/AvaliacaoDesempenho2008, que integra o sítio daquela Direcção Geral.
Nestes termos, o Ministério da Educação pretende que os docentes em processo de avaliação inscrevam os seus objectivos na base de dados desta aplicação centralizada na DGRHE, devendo “o avaliador do órgão de administração e gestão” aceder igualmente ao sistema, com vista à validação desses mesmos objectivos individuais. Esta disposição rompe com o entendimento de que a avaliação de desempenho se encontra centrada nas escolas e não possui qualquer quadro legal que a enforme e que torne obrigatória a utilização desta ferramenta informática.
Neste contexto, é presumível que a dita aplicação mais não visa do que intimidar os professores, contornando a esmagadora maioria de escolas que se opôs, de múltiplas formas, ao actual modelo de avaliação de desempenho.
Este mecanismo suscita, ainda, as mais sérias reservas quanto à sua legalidade, uma vez que, tratando-se de uma aplicação única e centralizada, não assegura o dever de sigilo e o carácter confidencial do processo de avaliação entre avaliado e avaliador, que diferentes diplomas regulamentam.
Com efeito, de acordo com os números 1 e 2 do Artigo 49.º do Estatuto da Carreira dos Educadores de Infância e dos Professores dos Ensinos Básico e Secundário, promulgado através do Decreto-Lei n.º 15/2007, de 19 de Janeiro, relativos às garantias do processo, “a avaliação tem carácter confidencial, devendo os instrumentos de avaliação de cada docente ser arquivados no respectivo processo individual”, ficando acrescidamente “todos os intervenientes no processo, à excepção do avaliado (…) obrigados ao dever de sigilo sobre a matéria”.
O próprio Decreto Regulamentar n.º 2/2008, no seu Artigo 3.º, é claro quanto ao enquadramento do processo de avaliação de desempenho docente, quer em relação ao Estatuto da Carreira Docente, quer em relação ao Sistema Integrado de Avaliação do Desempenho da Administração Pública (SIADAP), sublinhando a necessidade de salvaguarda dos requisitos de confidencialidade, conforme expresso no seu Artigo 6.º, número 3, onde se estabelece que, “sem prejuízo da existência de cópias na posse dos avaliadores ou em arquivos de segurança, os originais dos instrumentos de registo são arquivados, logo que preenchidos, no processo individual do docente, tendo este livre acesso aos mesmos”.
A implementação de uma aplicação centralizada de registo dos objectivos individuais causa portanto, neste contexto, a maior perplexidade e preocupação. Para todos os efeitos, passa a ser tecnicamente possível o acesso da tutela à informação constante desta base de dados relativa ao processo de avaliação de desempenho docente, tornando plausível o seu eventual uso para múltiplos fins, alguns dos quais potencialmente alheios ao próprio processo de avaliação. Refira-se, neste sentido, a estranheza acrescida de o endereço indicado pela DGRHE com vista ao acesso à aplicação informática se enquadrar no âmbito dos concursos, matéria que deveria inteiramente ser alheia ao processo de registo de objectivos individuais.
Assim, ao abrigo das disposições constitucionais e regimentais, requer-se à Ministra da Educação os seguintes esclarecimentos:
1º) Como tenciona V. Exca. superar a ilegalidade decorrente do facto de a aplicação informática desenvolvida pela DGRHE não assegurar os requisitos de confidencialidade e sigilo estabelecidos no Estatuto da Carreira Docente, no Decreto Regulamentar 2/2008 e no SIADAP?
Novembro 19, 2008 at 10:06 pm
Sol:
Presidente do Conselho de Escolas garante que vai entregar pedido de suspensão
O presidente do Conselho das Escolas vai enviar até sexta-feira à ministra da Educação a deliberação oficial que defende a necessidade de «suspender o actual modelo de avaliação de desempenho, até que este seja substituído por um competente»
«Vou enviar oficialmente uma carta à ministra com essa deliberação, ainda esta semana», garantiu Álvaro Almeida dos Santos, depois de confrontado pela Lusa com críticas manifestadas por vários membros do conselho, insatisfeitos por o presidente não ter entregue nem comunicado terça-feira a Maria de Lurdes Rodrigues a posição aprovada pela maioria, no dia anterior.
«O presidente tem tido claramente uma atitude servil em relação ao Governo, o que é totalmente inaceitável. Já não tem condições para continuar à frente do CE, pelo que devia apresentar a demissão», disse à Lusa José Eduardo Lemos, autor da moção aprovada por 30 dos 53 membros do Conselho que se reuniram segunda-feira.
(…)
well… well.. well… go and sin no more! lol
Novembro 19, 2008 at 10:06 pm
#172,
grande engano! Isso nem parece de felino…
Novembro 19, 2008 at 10:07 pm
2º) Ao abrigo de que quadro legal fundamenta V. Exca. a obrigatoriedade de preenchimento dos objectivos individuais através desta aplicação informática?
3º) Por que razão foi esta aplicação concebida de forma centralizada, permitindo o acesso da DGRHE aos dados nela constantes e quebrando assim o princípio, definido no quadro legal em vigor, segundo o qual o processo de avaliação se desenvolve no seio das escolas?
Novembro 19, 2008 at 10:07 pm
http://clix.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/457214
A Fenprof manipula e Mário Nogueira não é sério
O líder da Federação de Professores (FENPROF), Mário Nogueira, abandonou a reunião que hoje mantinha com a ministra. Motivo: a ministra não suspendeu a avaliação como era exigência da Fenprop para continuar a negociar.
Mas a Fenprof e Mário Nogueira querem negociar o quê, se exigem a suspensão da avaliação? Resposta: não querem negociar nada. Querem somente deitar abaixo a ministra porque ela insiste que não desiste da avaliação.
Insiste e muito bem. Eu, como pai de dois alunos, quero que os professores deles sejam avaliados pelos seus pares e pelos pais, se possível. Quero saber se são bons, se são pedadogos, se não faltam, meses a fio com atestados médicos que todos sabemos serem falsos, se não metem sucessivos artigos quartos com uma enorme descontracção e sem nenhum problema de consciência, deixando turmas inteiras sem aulas durante horas, dias, meses.
Em todo o sector privado, a avaliação é uma regra há muitos anos. Aqui, nesta empresa, não só avaliamos os nossos subordinados, como eles nos avaliam e nós avaliamos os nossos superiores, inclusive o director-geral da empresa. Porque carga de água é que os professores, que passam o ano a avaliar milhares de alunos, não podem ser avaliados?
Para descredibilizar o processo, há escolas que transformaram a avaliação em manuais de mais de 30 páginas. E Mário Nogueira, que assinou um acordo com a ministra antes do Verão para prosseguir o processo de avaliação, rompeu-o sem nenhuma justificação credível.
A Fenprof é contra o processo, mas não sugere nada em alternativa. O que quer é uma avaliação de faz de conta, em que os bons e os maus professores são todos avaliados de forma positiva, o que é uma injustiça para os bons e um prémio para os maus. É isto que os professores querem? Não sei. Mas sei que é isto que a Fenprof e Mário Nogueira querem.
A Fenprof e Mário Nogueira não defendem um sistema de ensino melhor. Defendem os maus professores, os calões, os relapsos, os incompetentes. Defendem o pior que existe no ensino, os seus vícios, os seus erros, o descalabro provado através de estatísticas do ensino secundário em Portugal nos últimos 30 anos. É este o resultado das suas posições. E será este o resultado dos próximos 30 anos se a Fenprof e Mário Nogueira conseguirem manter o sistema de ensino sem uma avaliação séria e credível.
A Fenprof e Mário Nogueira são os principais responsáveis da mediocridade do ensino secundário em Portugal
Novembro 19, 2008 at 10:08 pm
4º) Pretende o Ministério da Educação, através desta aplicação informática, ter acesso a dados que permitam identificar o grau de cumprimento da etapa de definição de objectivos individuais pelos docentes, reforçando deste modo o clima de intimidação existente, num contexto em que se levantam cada vez mais e mais fundadas reservas à adequação, utilidade e eficácia deste modelo de avaliação?
Novembro 19, 2008 at 10:08 pm
Sol:
Professores da Casa Pia protestam contra avaliação
Mais de 250 professores dos estabelecimentos de ensino da Casa Pia manifestaram-se hoje, em Lisboa, contra o sistema de avaliação de docentes e a adesão da direcção da instituição ao processo aprovado pelo Ministério da Educação
Novembro 19, 2008 at 10:11 pm
Mário Nogueira RTPn
Novembro 19, 2008 at 10:11 pm
MANIFESTAÇÕES DISTRITAIS (27 É NA REGIÃO DE LISBOA)
Novembro 19, 2008 at 10:12 pm
5º) Pretende o Ministério da Educação, perante a faculdade de acesso a informação confidencial que a aplicação informática permite,
Novembro 19, 2008 at 10:21 pm
“Por deformação, desconfio das tomadas de posição unanimistas, de braço no ar ou caído.”
Mas o Umbigo é um banho de unanimidade.
“cada indivíduo deve ser responsável pelos seus actos e não se acobertar atrás do colectivo.(..) Seja ele qual for: (..) mesmo minoritário, que é o tipo de colectivo normalmente mais intolerante, acho eu.”
Os comentaristas residentes do Umbigo, em maioria na defesa da unanimidade a coberto do colectivo maioritário, mostram elevado grau de intolerância ao indivíduo (não há aqui um colectivo minoritário opinante) em minoria.
“considero que a chave de tudo está na nossa coerência individual e na tradução da nossa adesão a determinados princípios em actos concretos “( estamos no campo dos Valores e dos Princípios. Ideológicos, também? )
“Se não gostamos deste modelo de avaliação está nas nossas mãos, individualmente, esvaziá-lo ao não nos tornarmos seus colaboradores activos. ”
Concordo em absoluto, apesar de ter ressentimentos relativamente a quem abriu a caixa de Pandora por ter corrido ao concurso de titular. Até hoje não li aqui no Umbigo uma única alma a lamentar e arrepender-se de ter concorrido, apesar da implícita aceitação do ECD e do possível papel de avaliador que tal concurso/adesão provocou.
Mas concordo em absoluto, assim como, identificando-me com a declaração de princípios no texto e reforçando-o: que , “qualquer indivíduo responsável pelos seus actos, coerentes e aderentes a determinados princípios em actos concretos” gostar do modelo de avaliação, está nas suas mãos, individualmente, enche-lo ao tornar-se seu colaborador activo.
“O colectivo de que eu mais gosto – talvez mesmo o único – é aquele que se constrói pela soma das vontades e atitudes individuais, conscientes e livres. Não por pressão dos pares ou conveniências do momento.”
Assim , a construção da soma das vontades e atitudes individuais conscientes e livres podem constituir um colectivo que defenda o modelo da avaliação. E um indivíduo que defenda o modelo de avaliação, não tem direito a opinar individualmente em nome de si próprio, tem que ter um colectivo a cobri-lo? A Democracia é isto? E o colectivo maioritario do Umbigo poderá ter a atitude civilizada e democraticamente adulta de não o enxovalhar?
(…)
“Quanto ao resto, se necessário for, também tomarei as decisões individuais coerentes com o que tenho defendido. Sem esperar mais pelos colectivos, pelas ondas e pelo fim dos medos alheios, resultado da escassez de convicções firmes.”
Qualquer indivíduo tomará a decisão coerente com o que tem defendido ( seja entregar seja não entregar)
“Sem esperar mais pelos colectivos, pelas ondas e pelos medos alheios, resultado da escassez de convicções firmes.”
Do ponto de vista da declaração de Princípio, é lapidar.
“resultado da escassez de convicções firmes.”
Também a nossa Ministra é uma mulher sem escassez de convicções firmes.
Novembro 19, 2008 at 10:25 pm
Eu pensava que a hipotética (qual é a medida padrão?)culpa pela mediocridade da educação em Portugal podia ser distribuída por muitos intervenientes no sector. Agradeço ao sr. Pedro qualquer coisa o favor de se ter maçado a informar que afinal não, que é só mesmo do Mário (tb já conhecido como El Nogerita). Ao menos assim a culpa já não morre solteira…Já agora, sr. Pedro qualquer coisa, isso não é pseudónio de Albino qualquer coisa, pois não? Ou será que também se quer candidatar a pai da nação?
Novembro 19, 2008 at 10:26 pm
Não se pode apelar à revolta escondido.
Comentar é uma coisa, mas incentivar a atitudes que podem ter consequências é outra coisa. Porque não assumir os nomes próprios como eu ou a Laranja do Lima
Novembro 19, 2008 at 10:26 pm
E o 25sempre25 tem razão.
É urgente pensar num modelo de avaliação que seja aplicavel e que diminua os efeitos colaterais.
Avaliação externa ou avaliação interpares?
Eu por acaso defendo a avaliação interpares. Só me deve avaliar quem conheça o terreno, as limitações, as potencialidades e a especificidade do meu local de trabalho. Obviamente que auditado externamente.
Novembro 19, 2008 at 10:29 pm
Caros colegas e amigos,
Hoje, em Portimão, 105 professores e educadores (de um total de 120), do Agrupamento Vertical de Escolas D. Martinho de Castelo Branco – Portimão, presentes numa 2ª Assembleia Geral realizada no espaço de 15 dias (a 1ª propondo a suspensão da avaliação tinha reunido 95 professores), aprovaram por unanimidade a suspensão do modelo de avaliação de desempenho, incluindo a não entrega dos objectivos individuais e exigiram a suspensão do actual modelo e a negociação de um outro modelo, mais justo, exequível e transparente. Tratou-se de mais uma vitória da democracia e da justiça contra a prepotência e a arbitrariedade. Em anexo segue moção aprovada que poderá ser utilizada noutras escolas e agrupamentos, adaptada. Porque esperam colegas? Mãos à obra porque não há tempo a perder. Vamos todos – 120 mil – suspender o monstro. Tudo depende de nós e não podemos vacilar – a razão está do nosso lado.
Abraço.
João Vasconcelos
Novembro 19, 2008 at 10:34 pm
Quanto aos nomes:
Chamo-me Leão!
Muito gosto em ler-vos.
Quanto à avaliação:
Prefiro/defendo a avaliação interna e interpares.
Mas tenho direito a uma avaliação justa e que dignifique 30 anos ao serviço da Educação.
Não admito faltas de respeito portanto não colaboro nesta palhaçada.
Uma vez que sempre paguei impostos a tempo e horas, sempre respeitei os outros e as leis, sempre me esforcei por ser bom cidadão, sou um leão velho e que merece respeito!
Novembro 19, 2008 at 10:43 pm
#183: http://www.petitiononline.com/minedupt/petition.html
assina PAI
Novembro 19, 2008 at 10:43 pm
Vou perder algum tempo a contestar apenas uma parte da verborreia do post #183, de Pedro Moita (embora se trate de um copy/paste), nomeadamente quando refere que “A Fenprof e Mário Nogueira são os principais responsáveis da mediocridade do ensino secundário em Portugal”.
Duvido que tenha consciência daquilo que está a afirmar, mas enfim.
Sou pai de um jovem licenciado na área de engenharia, numa universidade de referência a nível nacional. O meu filho foi sempre aluno da escola oficial. Na universidade encontrou colegas que provinham de “boas” escolas privadas. Que os alunos das escolas privadas vinham com melhores classificações, lá isso vinham. Que viessem mais bem preparados, isso é outra história, bem diferente, por sinal.
Hoje, agora, neste momento, as secundárias públicas estão de facto com sérios problemas, que têm mais a ver com o abandono maciço de bons professores. Mas a culpa não é da Fenprof nem de Mário Nogueira. A culpa é de um governo que apostou tudo na destruição do excelente ensino secundário público.
Se o Pedro prefere acreditar nas “notícias” do Expresso em vez de conhecer a realidade das escolas, é problema seu.
Novembro 19, 2008 at 9:51 pm
#183 Pedro Moita
O Pedro Moita manipula e não é sério.
Numa leitura rápida, poderíamos pensar que está apenas mal-informado quando repete os clichés dos propagandistas do governo (“professores incompetentes”, “privilegiados” e “preguiçosos”. Dando atenção ao tipo de argumentação e às mentiras em cada frase, percebe-se que não se trata de falta de esclarecimento. É claramente mal-intencionado e não consegue disfarçar as feridas que a luta organizada dos professores está a fazer ao governo e aos seus apaniguados.
Novembro 19, 2008 at 10:00 pm
184
“Eu, como pai de dois alunos, quero que os professores deles sejam avaliados pelos seus pares e pelos pais, se possível. Quero saber se são bons, se são pedadogos, se não faltam, meses a fio com atestados médicos que todos sabemos serem falsos, se não metem sucessivos artigos quartos com uma enorme descontracção e sem nenhum problema de consciência, deixando turmas inteiras sem aulas durante horas, dias, meses.”
Homem, vá-se tratar… a não ser que sejam estes os truques que você utiliza no seu posto de trabalho… mas vá-se tratar na mesma!
Novembro 19, 2008 at 10:01 pm
Uma resposta #169 ao Moita, Pedro,#184, foi dada antes do comentário , em consequência da mudança de hora…
E afinal, as ideias nem eram dele, estava a papaguear o Expresso
Chama-se a isto gastar cera com ruim defunto.
Novembro 19, 2008 at 10:06 pm
#184
“Eu, como pai de dois alunos, quero que os professores deles sejam avaliados pelos seus pares e pelos pais, se possível.”
… pais dos professores???
Novembro 19, 2008 at 10:09 pm
#184
“Eu, como pai de dois alunos, quero que os professores deles sejam avaliados pelos seus pares e pelos pais, se possível.”
… avaliados pelos pais dos professores???(LOL)
Vá lá tomar os comprimidos…
Novembro 19, 2008 at 10:23 pm
mart (#147)
É porque me preocupo com o futuro da nossa profissão, porque me preocupo com o futuro da profissão dos professores dos meus filhos, porque me preocupo com o futuro do país que luto sempre.
Novembro 19, 2008 at 10:28 pm
Pedro Moita
1) agradeço em nome individual o seu interesse e contributo para a nossa discussão/debate.
2) anda desactualizado: as aulas de substituição fazem com que os seus filhos não tenham os saudosos furos.
3)tenho a certeza que não lhe passa pela cabeça que eu trate o seu filho como se fosse um comprimido, uma lata de tinta, um pacote de açúcar, uma embalagem de detergnte..
cada sector tem especificidades proprias. E o nosso, apesar de público, é extremamente específico. Quase nenhuma outra profissão terá um impacto tão grande quotidiano na sociedade: 120 alunos repfresentam normalmente 240 pais. Ao todo, um dia de trabalho de um professor tem um impacto directo em 360 pessoas. Tem que admitir que poucas profissões estarão diariamente tão expostas e tão sujeitas ao escrutínio diario de tanta gente.
Assim, quando um professor faltava, dantes, como não havia aulas de substituição, havia um conjunto de 360 pessoas que sabiam disso no proprio dia. Na sua empresa, quando uma pessoa falta, há conhecimento imediato de 360 pessoas em simultaneo..?
Por outro lado,na nossa profisão, não há lugar a atrasos de 5 ou 10 minutos que sejam. Sabe disso, não sabe? A nossa pavloviana campaínha é implacavel. Se me atrasar 8 minutos ( bicha, filho com birra, acidente, esquecimento de algo em casa), aquela falta aquele tempo ninguem mo tira..
4) voltando à lógica empresarial, imagine que a sua empresa, por baixa qualidade da matéria prima e uma cadeia de produção ineficiente por falta de mão de obra, produz com qualidade em conformidade com o cliente, 1000 produtos/hora, com x% de scrap. Toda a gente sabe que a matéria prima e a falta de mão de obra são os factores limitantes. Até o seu director geral sabe.
Mas mesmo assim, o DG decreta que o scrap tem que começar a ser tambe´m vendido ao cliente. Como o seu DG vê na contratação de mão de obra e na melhoria da qualidade da materia-prima um custo, a única maneira de contornar a situação será mexer no equipamento de teste e descalibra-lo.E que se fizer isto, tem boas chances de ter uma boa avaliação!
Agora imagine no impacto que a colocação no mercado de scrap terá na imagem da empresa. E na sua imagem como seu trabalhador dedicado.
5) Imagine que o colega que o avalia e voce estão de olho na mesma função:melhor remunerada, mais apelativa; Imagine que a avaliaçao que ele fizer de si terá obviamente influencia na decisão de lhe atribuir a função. Agora imagine que ele só poderá iniciar a tal apetecida função se o avaliar a si. É confuso? Os dois estão a competir pela mesma função, mas o seu avaliador é ele. A avaliação queelefizer de si dita que ou ele ou voce ficarão com a tal função. Estranho, não é?
Novembro 19, 2008 at 11:01 pm
Parabéns, é o individualismo determinado que muda o mundo… ainda que o faça ao congregar muitas vontades menos firmes.
Novembro 19, 2008 at 11:15 pm
Olim: por aqui, ilustre colega?
Amanhã é o nosso dia…
Novembro 20, 2008 at 12:06 am
[...] Elogio Da Responsabilidade Individual Tornei-me gradualmente, ainda no início da idade adulta, um descrente em matéria de colectivos. Ainda mais dos [...] [...]
Novembro 20, 2008 at 11:47 am
Bom texto. Gostava de ter sido eu a escrevê-lo. Principalmente esta frase:
“considero que a chave de tudo está na nossa coerência individual e na tradução da nossa adesão a determinados princípios em actos concretos.”
Novembro 20, 2008 at 3:51 pm
Também gostava de ter sido eu a escrever este texto.
Volto a dizer, e nunca será demais, é no umbigo que encontro muito e muitos com quem me identifico. Se não andasse por aqui pensava que estou sozinha nesta luta pela minha, nossa, dignidade.
Abril 26, 2009 at 8:07 pm
[...] Antes de mais, não aceito que me apontem como factor de confusão ou desmobilização. O Umbigo e o ProfAvaliação, como outros, foram espaços de debate que sempre serviram para informar e esclarecer e, dessa maneira, ajudar a unir as pessoas de uma forma nova, não automática e acrítica. Não percebo por que razão é agora que devo prescindir dessa atitude. Desmobilizar é dar a entender que a luta contra a avaliação está perdida, que as negociações pela revisão do ECD não vão dar a lado nenhum, que as discutir opções é dividir e que a luta jurídica só interessa acessoriamente. Lamento dizer mas, pelo que tenho lido, se há alguém desanimado e desmobilizado não sou eu. E ontem nas Caldas disse isso mesmo: em coerência não é agora que desisto, apenas porque os outros recuam. Mas não sou obrigado a avançar quando me mandam, se acho que está errado. Para mim o essencial continua a ser a atitude que descrevi neste post. [...]