A (des)Ordem dos Professores
Das três hipóteses oportunamente postas em cima da mesa pelo autor do blogue “Profavaliação”, Ramiro Marques, no post “The day after”, e nesta tribuna transcrito, defendo que a criação de uma Ordem dos Professores é a que deve ser havida como preferível. E não se pressuponha ser preferível como sendo a menos má, como tentarei explicar:
Encaremos, ainda que numa discutível perspectiva pessoal, as três questões que coloco entre aspas:
1.”Criar um novo sindicato nacional de professores?” Quando 14 sindicatos se fizeram num teatro de marionetas com os cordelinhos nas mãos da Fenprof?
2. “Lutar dentro dos sindicatos existentes para os regenerar?” Ao não serem ouvidas nem achadas para o efeito, que oposição pode ser feita pelas bases ou mesmo por alguns dirigentes sindicais para se oporem a decisões como a criação da Plataforma Sindical? Se forem indivíduos incapazes de tomarem a decisão de se desvincularem ou de se demitirem continuarão vinculados a esses sindicatos, embora amarguradosaté dizer chega. Tomando estas duas decisões serão motivo de alívio para os sindicatos que se libertarão de vozes incómodas mas que lhe farão imensa falta em termos económicos, podendo até, em alguns casos levar a terem que fechar as portas de uma espécie de clube de bairro onde uns poucos amigos se encontram para jogar à bisca lambida.. Ou seja, estaremos sempre em presença do dilema de Sócrates (o filósofo): “Quer te cases quer não te cases tem por certo o arrependimento”.
3. Resta portanto a hipótese da criação de uma Ordem dos Professores. Se formos pela analogia, veremos que as profissões de formação superior têm a representá-las, mesmo na sua totalidade, escassos sindicatos, relativamente aos professores que são uns mãos largas nesse aspecto com sindicatos de várias cores e sabores para servirem “à la carte” as clientelas que representam: licenciados ou bacharéis por esta ou aquela instituição académica, deste e daquele grau de ensino do infantil ao secundário, de tendências políticas num amplo espectro de partidos ou sem partido nenhum. E depois, ainda a Fenprof tem a coragem de vir com o choradinho de que a manifestação de 15 de Novembro vai criar o divisionismo entre a classe. Ou seja este sindicato vê o argueiro no olho do vizinho sem ver a trave no próprio olho, para utilizar uma expressão popular!
Mas voltemos à analogia com o exemplo de profissões de formação superior de longa tradição académica e grande prestígio social, por exemplo, médicos engenheiros, farmacêuticos, que se organizaram em ordens profissionais no período de tempo que medeia do Estado Novo ao 25 de Abril. Segundo julgo, pouca gente sabe que os advogados criaram a respectiva ordem mesmo antes da Constituição de 1933 que marca o início do Estado Novo, e no ano seguinte, ao ser estabelecida a exigência legal de inscrição de todas as ordens e sindicatos existentes na Câmara Corporativa, este órgão de classe “rebelou-se contra esta medida por a achar deprimente”. Desta forma corajosa para uma época ditatorial, manteve-se ela à margem desse organismo criado no âmbito de um corporativismo que vigorou durante o salazarismo.
Posteriormente ao 25 de Abril, outras profissões viriam a organizar-se, ao abrigo do artigo 168.º da Constituição da Republica Portuguesa de 1976, em associações públicas (denominadas ordens profissionais), por exemplo, médicos veterinários, médicos dentistas, notários, biólogos (emendem-me se estiver errado: uma percentagem esmagadora na docência do ensino superior e não superior), revisores oficiais de contas (não confundir com técnicos oficiais de contas), economistas, arquitectos, enfermeiros (que a ministra da Educação, em entrevista à RTP2, em 3 de Novembro de 2006, comparou aos professores quando deveria ter feito a analogia dos docentes com profissionais de formação académica de idêntica e não menor exigência: grande percentagem dos enfermeiros, na altura da criação da respectiva ordem, estavam apenas habilitados com diploma de nível médio) e, muito recentemente, psicólogos.
Paralelamente, existem duas organizações profissionais de direito público, embora sem o estatuto de ordem, representativas dos técnicos oficiais de contas e dos solicitadores, maioritariamente formadas por profissionais de formação não superior. Acontece até que os técnicos oficiais de contas, se desunham por voos mais altos que transformem a sua associação profissional em ordem profissional. Várias outras profissões no âmbito da Saúde lutam para conseguirem formar as respectivas ordens, a exemplo e com o mesmo direito dos enfermeiros.
Perante este panorama, é, no mínimo, estranho os professores entenderem estarem devida e completamente representados pelos respectivos e numerosos sindicatos como se o exercício da profissão magistral se quedasse em aspectos meramente laborais: vencimentos, horários de trabalho, etc. Por vezes, os sindicatos fazem incursões fortuitas em fronteiras que delimitam jurisdição fora do seu âmbito e da pertença das ordens profissionais, como reconhece o professor universitário e crítico literário Eugénio Lisboa: “Para tudo isto os sindicatos têm dado uma eficaz mãozinha, não raro intervindo, com desenvoltura, em áreas que não são, nem da sua vocação nem da sua competência” (“JL”, n.º 964, de 12 a 25. Set.2007).
Este “statu quo” de os professores serem uma espécie de eremitas à margem de profissões representadas por ordens profissionais só pode ter duas explicações: ou a franja dos professores, que estão contra a criação de uma ordem, se acham acima dessas profissões sem necessidade de lhe seguirem o exemplo, ou entendem que a docência não tem características de natureza intelectual encontrando guarida e aconchego no seio sindical.
Qualquer destas explicações me parece destituída de caboucos sólidos que a suportem numa sociedade devidamente estratificada que já nada tem de parecença com tempos cavernícolas ou com a defesa de tempos bem recentes de uma utópica sociedade sem classes,“et pour cause”, sem ordens profisssionais.
Entretanto nestas indecisões, sobre uma verdadeira identificação profissional, e não um mero exercício profissional, as principais vítimas são os alunos que não devem ser considerados personagens secundárias de uma espécie de luta fratricida num sistema educativo que se afunda cada dia mais numa passagem para a opinião pública de que a luta dos professores é, essencialmente, de natureza laboral tendo os sindicatos a panaceia mágica para a cura de todos os males de um ensino que não ensina porque essencialmente orientado pelo ministério da Educação para objectivos estatísticos para inglês ver. A generalidade dos professores não merece e muito menos deve permitir tamanho e tão injusto opróbrio. Mas à mulher de César não basta ser honesta…
Rui Baptista
Outubro 16, 2008 at 10:15 pm
Rui! UM belo texto para reflectir. Não tenho ainda opinião formada sobre as vantagens de uma Ordem. É uma hipótese a ter em conta.
Outubro 16, 2008 at 10:25 pm
Sempre fui sindicalizada, por princípio. Sou, ainda, mas por quanto tempo mais? Estou profundamente desiludida. Uma Ordem de professores? A pensar…
Outubro 16, 2008 at 10:30 pm
Acredito que uma Ordem de facto bem intensionada, seria uma luz ao fundo do túnel.
As divisões estão de tal forma expostas no seio da nossa classe que dá mesmo que pensar. Em profundidade.
Outubro 16, 2008 at 10:32 pm
Já me desvinculei do sindicato, venha a ordem.
Outubro 16, 2008 at 10:36 pm
“Se bem me lembro” em quinze anos de docência nunca paguei a traidores.
Outubro 16, 2008 at 10:50 pm
Sou 100% a favor de uma ORDEM DE PROFESSORES, e não percebo de que é que os docentes têm medo. Uma Ordem representa-nos cria um código deontelógico que não existe na profissão docente, nada tem a ver com sindicatos. Vejam lá a título de exemplo, se a ORDEM DOS ENFERMEIROS, uma das mais recentes, não saíu em defesa classe quando há tempos atrás se manifestaram e fizeram gerve? Alguém viu/ouviu a opinião pública contra os enfermeiros? Não!
De que estamos à espera? Que nos esmaguem ainda mais? Obviamente que só a ORDEM não nos trás a solução para os nossos problemas, mas une a classe docente. Podem ter a certeza que se houvesse uma ORDEM DE PROFESSORES, os sindicatos não teriam o arrojo e descaramento de antecipar uma manifestação para dia 8. Pensem nisso colegas.
Dia 15 lá estarei na manifestação dos professores.
Outubro 16, 2008 at 10:54 pm
…e que tal se dia 15 fosse o dia zero da ORDEM DOS PROFESSORES!?
Outubro 16, 2008 at 10:56 pm
Há quem ande há anos a tentar forma-la e não consegui.Porquê?
Outubro 16, 2008 at 10:57 pm
conseguiu
Outubro 16, 2008 at 11:01 pm
#5, Fafe, não me posso orgulhar de dizer o mesmo, no mesmo tempo de serviço.
É capaz de ser a altura de “Ordenar” a coisa. Não será fácil, mas como lutar vai ser a minha sina…
Outubro 16, 2008 at 11:04 pm
…e que tal a partir de 15 fosse o dia zero do fim da “classe” dos professores…..
E eu preciso de um bastonário? e de pagar quotas para quem a fazer o quê? há professores interessados em restringir o acesso à profissão? há professores interessados em ganhar com os “exames” de entrada na ordem, vulgo estágios? existe alguma ordem que possa defender níveis salariais? e qualidade dos serviços prestados?
de facto ( e hoje estou magnânimo)a falta de cultura política é espantosa!
Outubro 16, 2008 at 11:06 pm
só agora me pus a ler os comentários anteriores ao meu!!! ih!ih! onde me fui meter!!!!
sejam felizes…..
Outubro 16, 2008 at 11:06 pm
zoltrix, a sua última frase é paradoxal. Atente no que escreveu e reflita.
Outubro 16, 2008 at 11:07 pm
Sou favorável à criação da Ordem, mas atenção à tentativa (que surgirá, seguramente) de politização da mesma. Os nossos partidos políticos e os nossos sindicatos têm uma insaciável fome de controlo e doutrinação e, muitos de nós tendem a ajoelhar-nos perante ela. Uma Ordem não é, nem podemos permitir que seja, mais um sindicato.
Outubro 16, 2008 at 11:26 pm
A Ordem não substitui sindicatos. Não é essa a sua função.
A Ordem é o reconhecimento da capacidade de auto-regulação e, consequentemente, o reconhecimento da idoneidade profissional de TODOS os que exercem a actividade. Só uma Ordem de Professores poderá destronar o
sucesso da mediocridade que impera nas nossas “escolinhas de inclusão”.
Outubro 16, 2008 at 11:31 pm
Atenção, não-sindicalizados militantes:
-Para entrar e permanecer na ordem, PAGA-SE!
-A Ordem é de inscrição OBRIGATÓRIA!
-Se não gostarem do bastonário ou da direcção, se acharem que são vendidos ou traidores ou que fazem fretes ao NE ou aos partidos, não podem RASGAR O CARTÃO como fazem com o cartão do sindicato (aqueles que alguma vez o tiveram).
-Ao decidirem que querem a Ordem estão também a decidir que os vossos colegas que não a desejam sejam obrigados, caso venha a ser criada, a inscreverem-se nela.
Vejam bem!
Outubro 16, 2008 at 11:40 pm
#16
Neste momento, António Duarte, tudo deve ser equacionado. Tenho defendido a união em torno do que verdadeiramente me motiva: leccionar com a máxima qualidade que conseguir.
Deve compreender que ouve erros grosseiros de avaliação por parte dos sindicatos (tipo aquelas penalidades que toda a gente viu, menos quem decide) e essa fragilidade não vai sarar tão cedo, temo mesmo que a gangrena esteja à espreita.
Outubro 16, 2008 at 11:41 pm
Ó António Duarte eu costumo dizer em tom de brincadeira mas a sério que uma vantagem que uma ordem realmente tinha é a de fazer pagar para lá estar nem que fosse pela força aqueles que nunca tiveram um pingo de acção colectiva. Agora a sério: não ha vendidos nem traidores nas ordens; e podem sempre abandonar a profissão se não concordarem com algum vendido ou traidor que aparecesse. Chateia-me também, apesar de achar que nestes últimos dias não ter gostado da gestão das manifestações por parte de ninguém que até parece que já ninguém fala da dita cuja e das suas malfeitorias.
Outubro 16, 2008 at 11:45 pm
Uma Ordem dos Professores seria o ideal, pois daria mais força a esta classe profissional. Mas isso é uma utopia. Enquanto nas outras classes profissionais que se reúnem numa Ordem os seus membros têm uma formação idêntica, no caso dos Professores as formações são muito diversas. Lembremo-nos que há docentes que conseguiram a licenciatura em apenas um ano… E houve instituições que foram fazendo pela vidinha com aqueles que precisavam de ganhar mais. Gostava de saber o que melhorou no Ensino com tantos licenciados à pressão!… O que é preciso é ordem e não a Ordem que vem do Ministério da Educação. Pensemos mais no bem comum do que nos interesses particulares.
Outubro 16, 2008 at 11:48 pm
Parece-me que a ordem anda mais na boca de quem procura protagonismo.
Depois de conseguida, isso é que era mandarins a decidir quem podia e quem não podia ser professor! Não sou apreciador de controleiros profissionais.
Aliás, as ordens nas outras classes profissionais desempenham papéis completamente diferentes dos sindicatos. Isto é elementar e considero importante que quem fala na ordem procurasse esclarecer isso. Bem podia falar-se em regenerar sindicatos, mas afinal pretende-se criar mais um estribilho que, não tendo nada a ver com a actividade sindical, seria mais um come dinheiro que um dia destes toda a gente contestaria.
Outubro 16, 2008 at 11:55 pm
Como disse o Carlos Sarmento, que aproveito para saudar, ordem e sindicatos são coisas diferentes: vejo pessoas que querem a ordem por achar que os sindicatos não cumprem bem o seu papel. Mas a ordem não os vai substituir nem tutelar.
Outra coisa importante é que a ordem faz o que o poder político deixar que faça. Temos o exemplo paradigmático da ordem dos engenheiros que, perante a falta de qualidade de alguns cursos de engenharia, só reconhece os diplomados desses cursos depois de fazerem um exame de que estão dispensados os restantes.
Claro que a legislação que permite isto vai ser alterada, se ainda não foi. Pode lá admitir-se que uma ordem não reconheça a qualidade do diploma do sr. primeiro-ministro?
Outubro 17, 2008 at 12:02 am
Epa…. não misturem o dia 15 com mais coisas!!!
O dia 15 é um passeio de liberdade e expressão de muita coisa mas não é dia zero de ordem alguma. se passar a ser, não vou.
Quanto a ordens, sou contra. Nos idas de hoje qualquer coisa desse tipo é um lobby ou então um alvo a abater.
Não se esqueçam do que está em causa e depois pensa-se na ‘casa’.
Reparem só no nome …. ‘ordem’ …. my god …
Outubro 17, 2008 at 12:07 am
Não tinha lido o que escreveu Carlos Sarmento.
Mas aqueles que andam a apregoar a Ordem apenas por elitismo (se calhar duvidoso, por sobrevalorização de algum canudo enfim… como hei-de dizer? Não digo!) deveriam também explicar que protagonismo, que actividades, que acções têm as ordens na melhoria das condições de vida dos “ordenados” (ou dos “ordenanças”?). Não têm os médicos sindicatos? Não são estes que lutam pela melhoria das suas condições?
Outubro 17, 2008 at 12:08 am
A ideia é ser uma Ordem dos Professores ou um refúgio dos desiludidos das políticas (não só as do ministério) da Educação?
Estes tempos de crispação entre professores não são bons conselheiros…Eu pessoalmente tenho andado desiludido com os acontecimentos dos últimos dias:
- Reconheço aos sindicatos um papel fundamental na defesa de uma certa escola (por isso até percebo a existência de vários sindicatos…com concepções politicas diferentes)
- Tenho, desde sempre pugnado pelo fortalecimento de uma sociedade civil forte e participativa, onde as associações e movimentos são uma expressão desse querer de participar.
- Penso que devem coexistir os dois numa lógica de complementaridade (até porque uma associação recém criada e vários movimentos não têm o peso institucional nem histórico dos principais sindicatos).
-Participei (ainda que ao longe pois vivo no Algarve) na organização do Fórum Social Português, onde fui convidado para dinamizar uma suas das inúmeras das oficinas. Acompanhei as lutas entre os movimentos afectos ao PCP e os apartidários (alguns não tão apartidários quanto isso… com o apoio do BE) e vi como estas guerras fizeram matar o Fórum à partida. Sempre defendi que os partidos devem participar nestes movimentos mas de uma forma clara e identificados (e não com “franchisings” como é usual acontecer).
Temo que estejamos a ver uma nova versão desta história. Que os sindicatos têm ligações aos partidos já nós sabemos (como já referi, até percebo). E os movimentos? Serão verdadeiramente livres (como se denominam)? Então porquê esse tom antisindical (e aí, MN tem razão). Algum complexo edipiano? Ou só conseguem ganhar protagonismo rebaixando os outros? E os sindicatos? Com o seu peso não aguentam umas provocações de umas organizações com “sangue na guelra”? Engolem inúmeros sapos (não só o acordo com o ME, a própria plataforma é um autentico “lago dos sapos”), mas não engolem uns girinos fritos.
E agora, para complicar, vem a Ordem (da qual não tenho opinião formada, mas que, no mínimo, não gosto da táctica…aparece sempre que os professores estão em crise qual Igreja de Jesus Cristo em Chamas).
Estes arrufos que têm acontecido só interessam a alguns e temo que esses alguns não sejam nenhuma das personagens já referidas desta tragicomédia…
Outubro 17, 2008 at 12:10 am
O Carlos Sarmento escreveu:
Só uma Ordem de Professores poderá destronar o sucesso da mediocridade que impera nas nossas “escolinhas de inclusão”.
É para isso que quer a Ordem, para mandar nas escolas?
A Ordem serve para regular a PROFISSÃO e não as escolas.
Eu defendo uma ordem para destronar a mediocridade que abunda nesta profissão, onde todos entram.
Outubro 17, 2008 at 12:16 am
Tenham paciência: ouçam, leiam e pensem…
http://
porquemedizem.blogspot.com/2008/10/depois-do-15-de-outubro.html#links
Vai separado por causa do malvado filtro…
Outubro 17, 2008 at 12:19 am
#16
Eu já pago a uma Ordem, a dos Engenheiros; não me custaria muito pagar a outra.
Não pago é a idiotas que fazem do sindicalismo uma profissão e uma carreira.
É necessária uma Ordem e um Sindicato reciclado. Ambos regulados pelos PROFESSORES.
Outubro 17, 2008 at 12:32 am
Não concordo com “ordens” sejam elas quais forem, soa-me sempre a “môfo”, a outros tempos. Todas as ordens que existem obrigam os profissionais desse sector a seguir as suas normas. Não gostei da ordem dos médicos na questão do aborto, não gosto que sejam as ordens a decidir quem será profissional (médico, advogado, engenheiro,…)ou não. Andamos uma porrada de anos a tirar o curso de professor e depois, se não me inscrever (pagar quota) na ordem, não posso exercer a profissão para a qual me preparei. Já tenho gente em número suficente a regular o que devo ou não fazer, já tenho “chefes” que cheguem a avaliar o meu trabalho, já tenho sindicatos em número suficiente (para todos os gostos) para negociarem os meus interesses junto da tutela, já pago o suficiente a muita gente para ainda querer sustentar mais uma cambada. É isto o que eu penso das ordens, não lhes reconheço qualquer utilidade prática nem vejo onde está o interesse em termos mais esse encargo financeiro.
Não vejo como é que um grupo de professores vai “destronar a mediocridade que abunda nesta profissão” (só esta triste frase, que generaliza a mediocridade na profissão docente, me faz questionar a criação desse tipo de ordem). Os PCE, os futuros directores, todos os órgãos de gestão das escolas, os EE, … qualquer um o pode fazer.
Outubro 17, 2008 at 12:35 am
Tenham paciência: ouçam, leiam e pensem…
http://
http://www.porquemedizem.blogspot.com/2008/10/depois-do-15-de-outubro.html#links
Vai separado por causa do malvado filtro…
Agora é que está certo…
Outubro 17, 2008 at 12:41 am
Mário Nogueira sublinhou que a manifestação hoje convocada “não será comparável à de Março”, que mobilizou cerca de 100 mil professores, porque não é esse o objectivo: “Março foi o culminar da luta do anterior ano lectivo. Esta servirá para reaquecer os motores e como um factor de pressão para exigir a possível alteração da legislação” da colocação de professores, explicou .Jornal de Notícias
Outubro 17, 2008 at 12:44 am
Hum!, não vos digo onde é que lhe punha um motor.
Outubro 17, 2008 at 12:45 am
Estas declarações de Mário Nogueira, o homem do CC do PCP, são ridículas.
«Verifique-se se os manifestantes são mesmo professores.»
Outubro 17, 2008 at 12:48 am
Raiva, Mário Nogueira já demonstra sinais de fraqueza. Se a manifestação de 15 de Novembro for muito expressiva, os dirigentes da Fenprof e da FNE vão ter a vida muito dificultada internamente!
Os outros sindicatos já não contam!
Outubro 17, 2008 at 12:51 am
raiva:
Confirme lá se o homem é, como diz, do CC do PCP… Olhe que não…
Outubro 17, 2008 at 1:27 am
sugiro http://
braganzamothers.blogspot.com/2008/10/15-de-novembro-mesmo-o-dia-do-no-alis.html#links
Outubro 17, 2008 at 1:34 am
o que está em causa agora é o dia 15 e não a refundação dos sindicatos ou a criação da ordem (e adianto já que não vejo vantagem nenhuma na ordem)mas a discutir-se algo e tudo se pode discutir… isso pode ser no day after.
por agora acho que deveríamos ser mais generosos e fraternos e arranjarmos maneira de enviar rapidamente a cuba os dirigentes da plataforma para serem operados às cataratas pois nos nossos hospitais as listas de espera não param de aumentar, dizem-me.
dia 15 lá estaremos
Outubro 17, 2008 at 1:35 am
Eu vou lendo atentamente os comentários contrários a favor ou contra a criação de uma Ordem dos Professores. Na altura devida, quando a poeira assentar, estarei disposto a desfazer dúvidas que possam ainda, porventura, persistir nos espíritos bem intencionados. E porque sou contra toda a forma de discriminação de opiniões, também nos mal-intencionados que se veja à légua, como escreveu Aquilino, “trazerem às costas a opinião dos outros como a mochila do regimento”. O que não invalida que não responda pontualmente a um outro comentário que se assemelhe, ou seja mesmo, gato escondido com o rabo de fora, na intenção de lavagem ao cérebro para tentar impedir que as pessoas pensem pela própria cabeça, tão do agrado de regimes ditatoriais. Valeu?
Outubro 17, 2008 at 1:42 am
Hum!, homem… Não há ali homem nenhum, há é um dissolvente que assina sem procuração.
Da outra nunca mais se esperou que não fosse guerra e terrorismo, deste esperava-se que fosse a primeira trincheira.
Mas não, o Vasconcelos enviava assinaturas à outra, pensando integrar o Quarteto Fantástico, ex-Trio Maravilha.
Está ali. No armário. Treme entre a papelada que tão bem ousava esconder.
É atirá-lo pela janela sem demora! A ele e à amante.
Epitáfio: “Cem Mil o mandaram para o Inferno e ainda não voltou!”
Outubro 17, 2008 at 2:16 am
Rui Baptista, suponho que não se refere a mim. Contudo, gostaria de esclarecer o que me parece ter sido dúbio na minha ‘impulsiva mas sincera’ opinião. Assim, qdo me referia a alvos a abater, referia-me a um conjunto de pessoas com vontade de fazer algo bom e de modo honesto, competente …. esses seriam logo alvos apetecíveis para N pessoas.
De resto, admiro ideais libertários …
Bale!
Outubro 17, 2008 at 11:38 am
Moriae, claro que compreendi a bondade do seu comentário que, como reconhece, pode dar azo a que seja interpretada dubiamente a sua ‘impulsiva mas sincera’ opinião. E tanto que isso pode ter acontecido que lhe respondo espraiando-me no meu comentário sem quebra da promessa em ser breve nas respostas a comentários maldosos que nem isso merecem. Por outro lado”se não fosse o mau gosto o que seria do amarelo?” Ou seja a todos deve ser liberdade de expressarem as suas opiniões sejam amarelas ou não ( e não me adianto no painel de cores!). Mas eu até gosto do amarelo, traz-me à lembrança os dias soalheiros, o mar, a areia da praia. Mas já viu o que seria da agricultura sem chuva? Razão tem o povo quando diz que o ideal de muitas pessoas seria ter sol na eira e chuva no nabal. Mas nada disso sucede, a não ser no reino de uma egoísta utopia. Demo-nos pois por contentes em não termos chuva na eira e sol no nabal. O mesmo sucede no caso da Ordem dos Professores e dos sindicatos. Mal vai quando se confundem ambas as coisas querendo que os sindicatos façam o que deve competir a uma ordem e uma (possível) Ordem dos Professores possa vir a fazer o que compete aos sindicatos dos docentes. Não, o meu comentário não se dirigia a ninguém em particular, seja qual for o ponto de vista defendido em opinião meramente pessoal como condição “sine qua non”. Dirigia-se aos emissários de opiniões alheias ou que delas fazem eco, por vezes, ingenuamente, outras, nem tanto ou mesmo nada. Julgo não ser esse o seu caso, “ergo” não se dirigia a si o meu comentário. Até lhe agradeço o seu comentário que me pode ajudar a rever pontos fracos da minha argumentação. Finalmente, se reparar (e reparou com certeza) o meu post teve como “leitmotiv” o oportuno post do Ramiro para evitar que depois do dia 15 de Novembro a criança seja despejada com a água do banho. O sugestivo título do seu post, “The day after”, mostra precisamente essa louvável preocupação quando aventa várias hipóteses possíveis para evitar o desnorte do dia seguinte, logo aproveitadas por divisionistas que vêm divisionismo em tudo que não seja da sua lavra e começaram a disparar tiros à toa, tão à toa que atingem os próprios cofres das quotizações. O eu ter escrito o meu post nesta ocasião e nestas circunstâncias ( como reconheceu Ortega Y Gasset, “o homem é produto da vida e das circunstâncias”) ficou-se a dever a um simples “fait-divers”: o entusiasmo que senti por ver que vários comentários eram favoráveis à criação da Ordem dos Professores, e que tanta mossa parece estarem a criar em indefectíveis sindicalistas (e sê-lo-ão por verdadeira convicção?) que desejam, a todo o custo, proletarizar os professores em benefício dos seus ideais ou meros interesses pessoais. Aqui, assumo a minha culpa por inteiro mitigada pelo facto de desde longa data defender a criação de uma Ordem dos Professores, através de várias dezenas de artigos no jornais e inclusivamente de um livro “Do Caos à Ordem dos Professores” (Janeiro de 2004). Mas agora a palavra de ORDEM É A MANIFESTAÇÃO DO PRÓXIMO DIA 15 DE NOVEMBRO. Nela é que devem ser envidados todos os esforços mesmo por todos aqueles que possam ter visto na Plataforma Sindical uma forma de desencadear uma forte onda de descontentamento por parte de uma classe fortemente indignada contra a campanha de descrédito de que vinha sendo vítima e nunca como uma forma de rendição a troco de uma mão cheia de nada e outra vazia de tudo. Esta é que é a triste realidade dos factos! Saudações cordiais.
Outubro 17, 2008 at 12:15 pm
Caro Rui Baptista,
agradeço-lhe a atenção, de todo
.
Concordo com o que diz, na generalidade e realmente, não me sinto assim tão avessa à discussão sobre: a) a criação de uma tal Ordem profissional – não é assunto a que me tenha dedicado pelo que seguirei e analisarei com interesse; b)a remodelação sindical que considero obrigatória para bem dos trabalhadores …
Parece-me que estou no sítio certo para aprender!
Dia 15, lá estarei, na Marcha dos Espíritos Livres. Até lá, juntarei os meus esforços aos milhares de colegas que tencionam participar e às centenas que se oferecem para colaborar activamente neste processo.
Cordiais saudações!
Outubro 17, 2008 at 12:56 pm
Mas com o Filipe do Paulo NÃO!!!
Outubro 17, 2008 at 2:02 pm
[...] profissionais, em beneficio da dignidade que a profissão merece. Pela primeira vez, leio um Post que me agradou plenamente no Blog “A Educação do Meu Umbigo”, que por acaso não é da [...]
Outubro 17, 2008 at 2:22 pm
Comentário 43: Sabe que a mim também “me agradou plenamente” (entre aspas para não ser acusado de plágio!) o seu comentário?
Outubro 17, 2008 at 2:41 pm
Em devido tempo:Por precipitação enviei o comentário antes de tempo? Também me agrada ter visto publicado o meu post num blogue que me habituei a respeitar pela isenção do seu autor tão diferente das “his master’s voice” que pululam em certos comentários em coro afinado com a batuta do respectivo maestro.Por outro lado, muito apreciei o comentário de Ramiro Marques (1) pela isenção que demonstra em reflectir sobre a questão da criação da Ordem dos Professores. Para ambos a minha gratidão.
Outubro 17, 2008 at 3:14 pm
Será que se existisse uma Ordem dos Professores teria havido a “palhaçada” que houve na acção de formação do Magalhães?
Eu acho essencialmente que uma “Ordem” deverá servir, entre muitas outras coisas, para por na «ordem» em determinadas condutas ou humilhações! Tanto para quem as pratica como também para quem as sugere ou obriga a fazer.
Essencialmente acho que uma “ordem dos Professores” terá uma função, mais que justificável, de defesa da nossa identidade e, principalmente, da nossa dignidade.
Julgo inclusive, como exemplo, que comentários do tipo do MST, ou outros, seriam postos na «ordem» e respondidos de forma convenientemente. E isso os sindicatos não o têm feito.
Há muita gente que ainda não percebeu que o que está em causa é muito mais do que meras reenvindicações salariais.
Outubro 17, 2008 at 3:17 pm
Agora sim se percebe… afinal sempre saltaram os coelhos da cartola.
Meus caros, quem já anda nisto há algum tempo tem alguma dificuldade em acreditar em gerações espontâneas e coisas do género.
Afinal a gente percebe – contra os sindicatos, venha a ordem.
Podiam ter dito logo – então a manifestação do dia 15 é Pró- Ordem e organizada com a intenção de criar uma ordem.
Ao menos assim sabemos todos o que vamos lá fazer.
BacoCOL@men
Outubro 17, 2008 at 4:43 pm
Os professores não podem continuar a ser reféns de um sindicato que é refém de um partido político. As outras profissões têm ordens, nós temos o Nogueira. Chega! Dignidade!
Outubro 17, 2008 at 4:44 pm
As histórias infantis do “homem do saco” ainda fazem parte do ideário estalinista.
Qualquer cidadão, docente ou não, que manifeste as suas reservas ou mesmo oposição, ao papel dos sindicatos enquanto correia de transmissão da Nomenklatura e perpetuação do Capital, é imediatamente catalogado como inimigo da classe.
Ao contrário do que diz #24:
“Reconheço aos sindicatos um papel fundamental na defesa de uma certa escola (por isso até percebo a existência de vários sindicatos…com concepções politicas diferentes)”
que confunde ou identifica a função sindical com a política-partidária, os sindicatos são actualmente uma mera excrescência do mercado capitalista, tão tóxicos quanto os investimentos de “sub-prime”, uma vez que não correspondem a nenhuma necessidade central do actual sistema educativo.
O docente é uma peça acessória do sistema tecno-informático, completamente desvalorizado e marginalizado. Um computador merece mais investimento e mais respeito do que um professor de carne e osso.
Por outro lado, os sindicatos são um tipo de investimento que que já fez sentido, em termos históricos, na altura em que a impossibilidade de ter uma voz autónoma e de ter uma identidade própria no mercado capitalista por parte doa trabalhadores assalariados, se traduzia na necessidade da criação de uma organização burocrática que suplantasse essa carência e fizesse frente ao poder absoluto do Capital.
Hoje em dia, com o emprego precário, com a imigração, com a globalização do capital, com a instalação do trabalho não materializável (do dito “conhecimento”), com a rede/net, existe um mundo totalmente novo, para o qual os sindicatos tradicionais são um empecilho e uma excrescência obsoleta (excepto em sectores envelhecidos das forças produtivas, com cada vez menor peso e influência).
Os Nogueiras, os Carvalhos, os Proenças e outras aves de rapina, já tiveram o seu período áureo, mas perderam a capacidade de dominar o que se passa no processo produtivo e têm de se encostar ao passado e poisar cada vez mais no Estado, que lhes dá de comer e de beber.
Quem continua a olhar para o Capital pelas lunetas da cartilha m-l simplex, não percebe, como o inenarrável Vilarigues, que o tempo das resmas de papel gasto com Rituais de re-ligação dos fiéis e de Consagração dos Santos, tem os dias contados.
Outubro 17, 2008 at 4:49 pm
Pergunta dos dogmáticos estalinistas:
Então porque é que o PCP ainda tem tanto peso em Portugal ?
Resposta: pela mesma razão que a selecção nacional empatou com a Albânia !
Neste país ninguém aprende com o passado e mantemo-nos como um paraíso de preguiçosos mentais e de oportunistas.
Outubro 17, 2008 at 4:58 pm
bacocolamen: O seu comentário é daqueles que merece uma resposta rápida como um raio. Basta ler o que escrevi no meu comentário 40. Por pressentir que não é pessoa para se deter em pormenores, nem em por maiores, aqui vai a transcrição final do referido comentário com as maiúsculas originais: “Mas agora a palavra de ORDEM É A MANIFESTAÇÃO DO PRÓXIMO DIA 15 DE NOVEMBRO. Nela é que devem ser envidados todos os esforços mesmo por todos aqueles que possam ter visto na Plataforma Sindical uma forma de desencadear uma forte onda de descontentamento por parte de uma classe fortemente indignada contra a campanha de descrédito de que vinha sendo vítima e nunca como uma forma de rendição a troco de uma mão cheia de nada e outra vazia de tudo. Esta é que é a triste realidade dos factos!”. Deturpar os factos é cartilha que não me incomoda. Nem muito, nem pouco nem nada!
Outubro 17, 2008 at 7:14 pm
Uma ordem tem objectivos diferentes de um sidicato. Não se podem confundir!
Penso que, perante o cenário actual, uma ordem, por princípio, seria bem vinda. Defendo esta tese porque é uma forma de congregar todos os docentes, dignificar-nos e defender condignamente a classe docente.
Não implica que os sindicatos “encerrem portas” mas, prevejo, alguns perderão campo de acção. Quem se revê em tantos sindicatos?!
Outubro 17, 2008 at 8:13 pm
DIA 15!!!!Não se deixem levar…já deixámos!CHEGA!!!
Outubro 17, 2008 at 9:08 pm
#50 h5n1,
“Neste país ninguém aprende com o passado…”
na mouche!
Outubro 17, 2008 at 9:16 pm
Bacocamen
Sou sindicalizada, não sou pró-ordem (nem percebo o que é que o cu tem a ver com as calças neste caso) VOU À MANIFESTAÇÃO DO DIA 15. Quando os sindicatos acordaram e marcaram o dia 8 já há muito se falava do dia 15. Eles é que se demarcaram da classe.
h5n1 “Então porque é que o PCP ainda tem tanto peso em Portugal? Neste país ninguém aprende com o passado e mantemo-nos como um paraíso de preguiçosos mentais e de oportunistas.”
Para essa resposta a pergunta está errada, deveria ser “Então porque é que o PS/PSD/PP ainda têm tanto peso em Portugal?” já que têm sido eles a (des)governarem-nos ao longo destes 30 e tal anos.
Outubro 17, 2008 at 11:26 pm
Seria uma discriminação injusta não responder, ainda que “á vol d’oiseau”, aos comentários favoráveis. Perante a atitude deselegante (para utilizar um eufemismo) da Plataforma/Fenprof, criticada em comentários aqui deixados por vários professores, julgo que passar uma espoja sobre o assunto, numa atitude cristã de levar uma bofetada e dar a outra face, contraponho a opinião de Bertrand Russel: “Na vida não se deveria cometer duas vezes o mesmo erro: há bastante por onde escolher”. Ou, se preferirem um ditado bem português, “quem não se sente não é filho de boa gente”. A minha escolha está feita: A MANIFESTAÇÃO DE 15 DE NOVEMBRO E MAIS NENHUMA! O que está em jogo, repito, não é ser a favor ou contra a Ordem (como almas “bem” intencionadas pretenderam fazer crer), mas sim estar a favor de uma manifestação de desagravo para quem tanto nos tem vilipendiado com atitudes de prepotência que transformam a vida dos professores num verdadeiro inferno; e para com outros tantos, sem a tarimba da docência, que fazem passar para a opinião pública que a classe docente se satisfaz em ver-se representada por sindicatos a que a lei concede APENAS poderes laborais. A auto-regulação, que cauciona capacidades científica e técnica para exercer uma profissão, pressupõe, simultaneamente, direitos e deveres de uma classe profissional sem o egoísmo humano dos direitos para nós (porque será que os dirigentes sindicais se eternizam nos lugares?) e os deveres para os outros: os professores que se defrontam com graves problemas no seu dia-a-dia que põem em causa a formação da juventude e comprometem o futuro do país.
Outubro 17, 2008 at 11:27 pm
“esponja” (4.ª linha), obviamente
Outubro 17, 2008 at 11:28 pm
Não sei se lhe chamaria ordem , sindicato ou associação. Facto é que precisamos de uma entidade que nos represente perante o poder, sem estar enfeudada a partidos políticos…
O discurso que tem estado por detrás dos promotores da ordem é visceralmente anti-sindical, diria até, conservador e classista. Não me identifico, de todo, com ele!
É certo que os sindicatos que integram a plataforma nos traíram, mas esta não é a altura de ajustar contas com eles!
É que a sinistra está à espreita, com aquela postura de abutre, que completemos o trabalho que ela iniciou – a destruição dos nossos inábeis sindicatos.
Concluo afirmando a minha determinação em participar nas duas manifes, ambas igualmente importantes neste momomento.
Outubro 18, 2008 at 12:09 am
Mais um fiasco à vista! A sociedade no seu geral está ao lado das medidas educativas e EXIGE que os professores, aqueles que torcem sempre o nariz a tudo, cumpra a sua missão com dignidade e saber estar, não com arrogância de quem julga que ainda é o dono da escola como no antigo regime.
Outubro 18, 2008 at 12:14 am
Rui Baptista,
ficarei muito feliz se o encontrar por LX no dia 15! Acredite que o vou cumprimentar (é claro que no meio de tantos professores, amigos, alunos etc vai ser como agulha em palheiro – mas fica a intenção!) com muito gosto!
Uma abraço solidário,
Margarida (co-autora, a par com a Estefânnia de Alinhoz) da Moriae
[sempre com humor e respeito]
Outubro 18, 2008 at 12:39 am
Vitor (58): Respeito a sua decisão e, consequentemente, a sua opinião.Uns atribuem a Voltaire, outros contestam a sua paternidade, o princípio que deve nortear a liberdade de que deve ser um dos pilares da Democracia e os valores por si defendidos com sacrifício de incontáveis vítimas de regimes ditatoriais: “Posso não concordar com o que diz, mas defenderei até à morte o direito que têm em dizê-lo”. Daqui se infere discordâncias saudáveis que perspectivo na sua intervenção. Todavia, no direito ao contraditório, dir-lhe-ia não haver promotores da Ordem. Apenas os que defendem a sua criação e os que estão contra. Eu defendo a sua criação e por ela me bato, embora repudie que a defesa da criação da Ordem seja tida como anti-sindical. Aceitava esse argumento se fosse demonstrado que a Fenprof está favor da criação da Ordem (pelo menos um sindicato da Plataforma há que teve uma acção muito meritória nesse sentido). É este radicalismo que não está nos meus horizontes. Basta dar-se ao trabalho de ler o meu post para verificar que a minha posição não deixa lugar a dúvidas: a Ordem não exclue a existência de sindicatos e vice-versa. Ambos têm funções distintas defendidas em textos legais, como seja a própria Constituição da República Portuguesa/1976. Deixo aqui uma pista que pode ser uma justificação para este divórcio, através de duas perguntas: primeira, quem tem medo da Ordem? Segunda, a quem interessa que a Ordem não seja criada?
Outubro 18, 2008 at 12:48 am
Margarida e Estefânia: Serei eu que terei imenso prazer em cumprimentá-las, aliás como é meu prazer e um dever que as normas de cortesia impõem. Um abraço cordial.
Outubro 18, 2008 at 1:52 am
Rui Baptista, deixe então o dever para a Estefânia.
Abraço cordial,
M.
Outubro 18, 2008 at 10:08 pm
Talvez esta declaração de uma ilustre figura pública nos esclareça sobre a vantagem da auto-regulação profissional. Tempos atrás, vários jornalistas de nomeada defenderam bateram-se por uma Ordem dos Jornalistas. Debalde! O actual ministro da Comunicação Social, de sua graça, Santos Silva (curiosamente, ministro da Educação anos atrás), tudo fez para que essa intenção profissional não vingasse. Para o efeito, em sua substituição criou uma entidade reguladora para passar carteiras profissionais (a exemplo dos sindicatos) e não cédulas profissionais com é uso da ordedens profissionais. Nessa espécie de caricatura institucional estão representado jornalistas sob a tutela de um juíz que a ela preside. Pois é esse ministro que na”II Conferência da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERCS)” que, segundo a Agência Lusa (17.Outubro.2008,) se sai com esta: “A melhor forma de conter a regulação é praticar a auto-regulação”. Ora a auto-regulação, para não ser apenas uma conveniente figura de retórica política, é da competência das ordens profissionais. Ou seja, a ERCS passaria a ter o duplo papel de sindicato e de mitigada ordem profissional. Dá que pensar, não dá?
Outubro 18, 2008 at 10:31 pm
Continuamos a confundir o conceito de “Ordem dos Professores” com “sindicatos”.
Bolas, são coisas diferentes por muito que custe!
Outubro 18, 2008 at 10:33 pm
Ordem..ordem..orde..meu deus quanta necessidade de ordem..não sabem que do caos nasce a ordem..descansem..
Outubro 18, 2008 at 11:43 pm
Auto-regulação, termostato … mas lá está … interessa mesmo afinar de igual modo?
.
todos iguais?
Por mais que pense numa ordem não encontro grandes vantagens: será controlada pelo governo ou por ‘alguns’ que lucrarão. Se não, será respeitada e reconhecida pelo tal governo? Se for este, não me parece … preferem os sindicatos
Ordens … a dos médicos funciona razoavelmente e mesmo assim, deixa muito a desejar a muita gente.
Liberdade … cumpram-se as leis universais, a constituição e seria excelente. Se nem essas são respeitadas, querem mais ‘ordens’ para quê?
Cordialmente,
Moriae
Outubro 19, 2008 at 12:01 am
Quanto mais não fosse, para pelo menos terem voz.
Outubro 19, 2008 at 2:44 am
Ok … dá para entender o espírito …
Outubro 19, 2008 at 11:57 am
Subscrevo as mensagens 68 e 69. Diz-nos a Psicologia que ninguém pode (ou deve, pelo menos) ser observador e observado em simultâneo. Ou seja, quem escreve, por vezes, não clarifica suficientemente a sua mensagem pelo facto atrás mencionado. Obrigado a ambos. Um abraço cordial.