FNE repudia Estatuto da Carreira Docente e exige um novo modelo de avaliação dos professores

A Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) aprovou hoje, em Coimbra, uma resolução que repudia o Estatuto da Carreira Docente e que exige um modelo de avaliação de desempenho “que respeite os professores”.
O documento foi aprovado no decorrer da conferência nacional subordinada ao tema “Professores de Qualidade em Escolas de Qualidade”, para assinalar o Dia Mundial do Professor, que se realizou durante todo o dia de hoje em Coimbra, e será enviado aos grupos parlamentares na Assembleia da República.

João Dias da Silva, líder da FNE, afirmou à agência Lusa que é “inaceitável a existência de uma prova de ingresso na carreira docente, a divisão dos professores em duas categorias, que é desnecessária, inútil e incompreensível,” e um modelo de avaliação baseado em quotas para acesso aos níveis superiores de avaliação.

O dirigente federativo critica o estatuto de carreira docente por este impedir que dois terços dos professores acedam automaticamente ao topo da carreira, não pela qualidade do trabalho, mas “porque burocraticamente se lhes impede, por muita qualidade que tenham”, e denuncia atropelos nas escolas na marcação de trabalhos e reuniões.

Cheira-me a que alguém está com medo de perder o barco… Mas não era a FNE que ia criar um Observatório para acompanhar isto e aquilo? E o modelo alternativo, sempre aparece em Dezembro?

Não é por nada, mas nota-se que as cúpulas do sindicalismo docente estão ligeiramente mais mexidas por estes dias. Bem hajam. Mais vale tarde…