Só quando o presente nos deixa desarmados com o seu vazio, é possível recordar com nostalgia um passado que, à época, pouco teve de assinalável.
Só assim se explica que, não sendo eu sequer um daqueles rescritores da História que avivam de negro tudo o que foi Estado Novo apenas porque lhes interessa, se afirmem disparates sobre o marcelismo como este:
Portugal viveu “anos dourados”
Só compreendo tal quando os presentes acabam por demonstrar como a transição foi suave e de sucesso para muitos, ressalvando pequenas lombas no trajecto.
Setembro 26, 2008 at 10:32 pm
Referia-se à acumulação de ouro no Banco de Portugal!…
Setembro 26, 2008 at 11:03 pm
Bem diz o provérbio:
“Atrás de mim virá quem bom de mim fará”.
Setembro 26, 2008 at 11:09 pm
#1
Na minha simples física, se tendo sido acumulado e não está lá, alguém o roubou.
Setembro 26, 2008 at 11:29 pm
#3
“roubou”… malbaratou, vendeu, trocou, emprestou, deixou (algum)…
Setembro 26, 2008 at 11:41 pm
O grande problema Paulo, é que o Portugal actual, amargamente, pouco nos dá! E tudo aquilo que nos deu, curiosamente, deixa-nos nostálgicos de um futuro que nunca se encontrou!
O que vemos é um país governado por hipócritas, chico-espertos e trafulhas ideológicos que hoje dizem uma coisa e amanhã fazem outra. Para além disso vemos um país cada vez mais corrupto e uma justiça que não existe e que no mínimo incompetente. O que vemos é a pobreza envergonhada e uma classe média a ser tortuosamente aniquilada. O que vemos é a insegurança e o galopar de crimes violêntos. O que vemos é cada vez mais pobres e cada vez mais ricos. O que vemos é a perda da identidade nacional e da alma!
Resta a liberdade de expressão, por enquanto!
Setembro 26, 2008 at 11:49 pm
É isso, Anti-Rousseau.
Mas, a liberdade de expressão não é tão livre assim. Há represálias.
Setembro 27, 2008 at 2:37 am
Esat história de ouro e bandidos (toda a gente sabe) conta-se em 3 linhas. Foi roubado por Hitler aos judeus e “dividido irmãmente” com o ditador Salazar.Não tem nada a ver com o outro ditador, Marcelo Caetano.
Com Mário Soares 1º ministro, foram vendidas 900 toneladas.
Entretanto, Israel reclamou junto dos Tribunais Intercionais o direito a esse ouro e muito outro que a Alemanha guardava em cofres de bancos suiços. Desconheço se lhe foi devolvido, mas, tratando-se de Israel, presumo que sim.
Mesmo correndo o risco de alguma imprecisão, tive por bem emitir parecer para ajudar a contextualizar.
Setembro 27, 2008 at 9:57 am
Há muitos anos a política em Portugal apresenta este singular estado:
Doze ou quinze homens, sempre os mesmos, alternadamente, possuem o poder, perdem o poder, reconquistam o poder, trocam o poder… O poder não sai duns certos grupos, como uma péla que quatro crianças, aos quatro cantos de uma sala, atiram umas às outras, pelo ar, numa explosão de risadas.
Quando quatro ou cinco daqueles homens estão no poder, esses homens são, segundo a opinião e os dizeres de todos os outros que lá não estão, – os corruptos, os esbanjadores da fazenda, a ruína do país, e outras injúrias pequenas, mais particularmente dirigidas aos seus carácteres e às suas famílias.
Os outros, os que não estão no poder são, segundo a sua própria opinião e os seus jornais – os verdadeiros liberais, os salvadores da causa pública, os amigos do povo, os interesses do país e a pátria.
Mas, cousa notável!
Os cinco que estão no poder, fazem tudo o que podem – intrigam, trabalham, para continuar a ser os esbanjadores da fazenda e a ruína do país, durante o maior tempo possível! E os que não estão no poder movem-se, conspiram, cansam-se para deixar de ser – o mais depressa que puderem – os verdadeiros liberais e os interesses do país!
Até que enfim caem os cinco do poder, e os outros – os verdadeiros liberais – entram triunfalmente na designação herdada de esbanjadores da fazenda e ruína do país, e os que caíram do poder, resignam-se cheios de fel e de amargura – a vir ser os verdadeiros liberais e os interesses do país!”
Hein, que tal? Mais uma vez, recomendo-vos vivamente que leiam “As Farpas”!
Setembro 27, 2008 at 10:58 am
“As Farpas” estão cada vez mais actuais!
E já agora que tal investigar-se as famílias dos políticos actuais? Muitos deles já descendem de outros políticos ou de pessoas ligadas ao poder ou aos grandes meios de influência. A oligarquia mantém-se, apesar de quase ninguém falar disso!
Setembro 27, 2008 at 11:41 am
O presidente do Governo espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero, anunciou ontem, em Madrid, o congelamento dos salários dos altos cargos da administração e a redução da oferta de emprego público. Estas acções, que entram em vigor em 2009, inserem-se num pacote de medidas para combater o que Zapatero definiu como “desaceleração económica”.
A outra estrela do que o líder espanhol classificou como “plano de austeridade” é a redução em 30 por cento da oferta de emprego público para 2009. O congelamento salarial abrange os altos quadros da administração geral do Estado e dirigentes de entidades empresariais, organismos e fundações públicas.
O executivo espanhol reconhece que é “limitado” o impacto orçamental destas medidas – cerca de 250 milhões de euros – mas tomou-as para que funcionem como exemplo para outras administrações públicas. Uma referência às 17 comunidades autónomas e aos mais de oito mil municípios do país.
Para além destas medidas, o pacote inclui, também, um aumento das verbas para infra-estruturas acima da média do gasto público e uma reforma da formação profissional. Num prazo menos imediato, através de legislação a ser aprovada em Agosto próximo, foi anunciada a privatização parcial dos serviços de gestão dos aeroportos, embora a maioria do capital continue a ser público.
Viva ESPanha..muerte a D,afuenso Huenriques..traidor…marricida..
Setembro 27, 2008 at 2:50 pm
«A oligarquia mantém-se, apesar de quase ninguém falar disso!»
«Viva ESPanha..muerte a D,afuenso Huenriques..traidor…marricida..»
Na fundação da Nacionalidade as famílias que governavam Portugal eram 60. Faça-se as contas (60x?)= uma data de mamões.
Actualmente, as famílias são as mesmas, mas os porcos aumentaram na relação directa dos casamentos que fizeram…
Setembro 28, 2008 at 2:48 pm
Não é preciso ir tão longe. Eu só me referia ao antes e ao depois do 25 de Abril. Não confundamos as coisas com exageros históricos.