Só quando o presente nos deixa desarmados com o seu vazio, é possível recordar com nostalgia um passado que, à época, pouco teve de assinalável.

Só assim se explica que, não sendo eu sequer um daqueles rescritores da História que avivam de negro tudo o que foi Estado Novo apenas porque lhes interessa, se afirmem disparates sobre o marcelismo como este:

Portugal viveu “anos dourados”

Só compreendo tal quando os presentes acabam por demonstrar como a transição foi suave e de sucesso para muitos, ressalvando pequenas lombas no trajecto.