Prova de recuperação não é para punir alunos
Circular de Direcção Regional avisa que alunos faltosos podem prestar prova escrita, oral ou até prática
A Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo enviou uma circular às escolas avisando-as que a prova de recuperação, feita em caso de excesso de faltas, poderá não ser escrita mas oral ou prática, consoante “a situação específica do aluno”.
A circular começa por sublinhar que a prova não deve ser encarada como uma medida “estritamente punitiva” mas decorrente dos deveres inerentes ao “direito à educação”.
“Enquanto instrumento de avaliação, a prova de recuperação deve ser adequada à situação específica do aluno e à natureza da disciplina ou disciplinas, o que pressupõe o recurso aos instrumentos de avaliação considerados mais apropriados para que o aluno faça prova da sua recuperação (…); isto é, o formato da prova a aplicar decorre da situação específica, podendo ser de natureza oral, prática ou escrita” – lê-se no ofício circular nº 14 enviado no dia 11 de Setembro a todos os estabelecimentos de ensino abrangidos pela DRELVT e que foi divulgado em blogues na Internet.
Já aqui tinha escrito sobre isso, mas posso ser mais explícito: a prova de recuperação destina-se a punir os professores que, de forma inconsciente e perfeitamente perversa, sem sentido de Estado e sem uma atitude construtiva, insistem em marcar faltas de presença aos alunos que não estão presentes nas aulas, contribuindo desnecessariamente para as estatísticas do absentismo e, indirectamente, para as do abandono escolar.
Quando os professores perceberem que, depois de desaparecerem as faltas de material, das faltas de atraso terem sido desaconselhadas (porque não se pode proibir o aluno de entrar na aula e, entrando, esteve presente e não pode ter falta, mesmo que por lá tenha passado 10 minutos) e das faltas disciplinares poderem dar enormes dores de cabeça, só falta desaparecerem as faltas de presença então o Portugal do Sucesso Educativo será uma realidade.
Aliás, deste meu púlpito nem sempre pessimista, lançaria ao ME o desafio de perseguir uma nova utopia, a concretizar nos próximos anos, se possível com esta equipa ministerial que tanto amamos:
Setembro 23, 2008 at 10:54 am
No comments, indeed!
Setembro 23, 2008 at 11:16 am
e eu que pensava que uma prova ou um exame era exactamente para ajudar os alunos. E eu que uma vez castiguei um aluno não o deixando realizar o teste. Que estúpido. mal sabia que o estava a ajudar a ser bom menino, a obter mais onhecimento e a esforçar-se!!! que enganado estava!
Setembro 23, 2008 at 11:18 am
Boa! concordo com a proposta!
Se bem que poderá ser acusada de ser uma cópia da proposta pela D Maria de Lurdes relativamente às aprovações…
Setembro 23, 2008 at 11:27 am
Nada que um despacho oportuno não resolva.
Este país é mesmo a “despachar”
Setembro 23, 2008 at 11:51 am
Hoje, particularmente escorreito e certeiro, Paulo.
… não defazendo nos outros dias todos em que também sim.
Setembro 23, 2008 at 12:37 pm
Como diria a sinistra ministra, temos que acabar com o abzentismo…
Setembro 23, 2008 at 1:39 pm
eu aprovo…até poruqe este ano sou Dt e “essa cena das faltas” é um trabalhinho que não me apetece fazer e aind por cima está a tirar-me tempo ao que verdadeiramente interessa que é ter um “porta-folhas” bonitinho e arranjar bué de actividades divertidas para os meus meninos…
eles não aprendem nada? who cares?
Setembro 23, 2008 at 2:10 pm
Eu acho que está a chegar a hora de uma tomada de posição radical por parte dos professores.
Lembrem-se de uma coisa: quando a poeira assenta depois é mais difícil retirá-la.
Logo quanto mais o tempo passa, mais difícil será a remoção deste foco infeccioso que é esta política ruinosa do PS para a educação. Cuide-se o próximo governo, pois se tiver outra política, irá necessitar de um trabalho hercúleo para remover este edifício legislativo caótico da autoria de MLR.
Setembro 23, 2008 at 3:18 pm
(8)
Não podia estar mais de acordo consigo quanto a ser urgente uma posição interventiva por parte dos professores!
No entanto, começo a sentir que a poeira já está quase assente…
Falamos muito e agimos pouco… Basta recordar todo o calor discursivo e contestatário que as “famosas” aulas de substituição geraram e agora já são dado adquirido – ponto assente que ninguém estranha e muito menos contesta! Parece-me, por vezes, que “Quem estranha, logo entranha”.
Setembro 23, 2008 at 3:29 pm
Falando de recuperação posta à prova…
Desculpem, mas, de facto, punir é verbo que não rima com pedagogia…
Punir? É para rir?
Olhem, parece-me que “não está com nada punir, porque os meninos desatam a fugir”. Pensem nos Objectivos Individuais… Tudo tem um lado bom! Mesmo quando o Tudo está de costas.
Setembro 23, 2008 at 3:51 pm
Direito à Educação?!
Não saberá esta gente que o ter direito à educação implica o dever de usufruir dela?
E desculpem-me mas aluno que, sistematicamente, não vá equipado para a aula não me serve de absolutamente nada por isso tem mesmo falta.
Artigo 17.º – 3 — O dever de assiduidade implica para o aluno quer a presença na sala de aula e demais locais onde se desenvolva o trabalho escolar, quer uma atitude de empenho intelectual e comportamental adequadas, de acordo com a sua idade, ao processo de ensino e aprendizagem.
Setembro 23, 2008 at 4:03 pm
Em tempos idos frequentei uma escola alemã no centro de Angola. Já nessa altura havia as classes obrigatórias e as voluntárias, mesmo na instrução primária. Inscrevi-me voluntariamente na opção de crochet. Consegui aprender a fazer a trança de fio, mas não cheguei a fazer mais nada. Um dia, apeteceu-me ir à piscina na hora da classe de opção. Fui imediatamente avisado que nunca mais lá poderia entrar. E assim foi. Tinha sete anos.
Setembro 23, 2008 at 4:55 pm
«A circular começa por sublinhar que a prova não deve ser encarada como uma medida “estritamente punitiva” mas decorrente dos deveres inerentes ao “direito à educação”.»
Pois claro, “decorrente dos deveres inerentes” aos direitos. Claro, conciso, prático e objectivo…
Próprio de gente que sabe do que fala…
Setembro 23, 2008 at 5:16 pm
Esta conversa da esquerda Kaviar paternalista que considera que os pobres não podem ter um sistema exigente, porque de outra forma serão excluídos socialmente, é o discurso mais extremista que conheço.
Esta gente se tivesse dois dedos de testa já tinha percebido há muitos anos que uma escola exigente é a única forma das classes sociais desfavorecidas poderem ascender socialmente.
O sistema facilitista que nomenKlatura criou em Portugal, com a conversa da exclusão social, é o maior factor de exclusão social que se conhece. Porquê? Simples. Quem tem money e/ou cultura suficiente pega nos filhotes e matricula-os num bom colégio privado (centre 1000 euros e 2500 euros por mês), quem não tem matricula-os na… escola pública.
Não tenham dúvidas nenhumas sobre o futuro a médio prazo da escola pública – será a escola dos pobres.
Disse.
Setembro 23, 2008 at 5:50 pm
Vivam os 0% de absentismo e os 100% de aproveitamento (pouco interessa a Verdade)- “Manda quem pode e obedece quem deve”!
O problema começa logo com a interpretação do exposto pela “Maria Lisboa” quando transcreve o artigo 17º, nº3 . “…atitude de empenho intelectual e comportamental…”
Se por estas palavras se entender atitude de empenho intelectual idêntica à da equipa ministerial… está tudo dito!
Conhecimento, Verdade, Honestidade, Frontalidade e Equidade são valores visivelmente em desuso… Mercantilismo em absoluto: Vale Tudo e vale mais ainda se a baixo custo!
Setembro 23, 2008 at 5:52 pm
(14) Tem razão… Só tenho pena de ser pobre (mas não de espírito!)e ter que ter o meu filho nesta aberração de escola pública… Tenho esperança apenas na inteligência dele para poder ultrapassar esta grave crise sem afectar o seu percurso académico… Mas tenho mesmo muito receio disto tudo…
Setembro 23, 2008 at 6:28 pm
As palavras na boca e pena destes srs. t~em sempre sentidos (pouco) ocultos, poqrue realmnete já todos sabíamos que o castigo era para os professores, que os alunos têm que continuar a fingir que andam na escola porque o sucesso é total SEMPRE… mas nos outros países é realmente assim???
Setembro 23, 2008 at 6:53 pm
Em bom rigor esta aberração de Estatuto do Aluno não é da autoria de MLR, mas sim do Grupo Parlamentar do PS.
E não sei se sabem mas este estatuto aplica-se a todas as escolas, públicas e privadas.
Setembro 23, 2008 at 7:24 pm
25sempre25 (13)
“Pois claro, “decorrente dos deveres inerentes” aos direitos”…
Clarissimo!
Deveres – nossos!
Direitos – dos alunos!
Os direitos deles não implicam deveres!
Setembro 23, 2008 at 7:40 pm
Cara DA.
“este estatuto aplica-se a todas as escolas, públicas e privadas.”
A sério? Você acredita mesmo nisso? Está a falar dos anos 80 e 90? Está a falar das escolas “privadas” pagas com o dinheiro do contribuinte? Ou está a falar das ESCOLAS a sério?
Portugal está cada vez mais parecido com a antiga União Soviética e com a actual Venezuela, mas tenha calma…! Quem tem dinheiro, nem que tenha que matricular os alunos na Suíça.
Cara DA, como dizia o outro: “A realidade está lá, pena é apenas alguns a enxergarem!”
Setembro 23, 2008 at 7:47 pm
Mentira que este estATUTO SEJA PARA TODAS as escolas….por exemplo em várias escolas privadas nem associação de pais permitem..outras o estatuto é adaptado..conhecimento de causa..vários colegas que conheço dão em privadas e é assim..até a avaliação é diferente..agora para inglês ver convem fazer crer que o sol quando nasce é para todos..nesse aspecto joaquim tem toda a razão..
Setembro 23, 2008 at 7:56 pm
Concordo plenamente com a proposta. Aliás a Milú vai ficar super contente com o Paulo. É que lhe retirou as palavras da boca, quando ainda há pouco dizia querer 100% de sucesso no 9ºano. 100% de ignorantes. Bora a isso!
Setembro 23, 2008 at 8:25 pm
E para ser coerente, acaba-se com a avaliação quantitativa dos alunos, no Básico.Pronto,100% de sucesso e menos uma dor de cabeça com as estatísticas.Também só daqui a uns 10 anos é que o país acorda, assim como assim…nessa altura, já estaremos ao nível de qualquer país miserável da América Latina e nessa altura estarão os privados para garantir a pequena cota necessária de letrados,gestores,e outros doutores, preparados para enquadrar as massas, que se querem brutas e alienadas. Ou será que alguém tão ingénuo ainda acredita que estes tipos defendam a verdadeira democratização do ensino?
Setembro 23, 2008 at 8:57 pm
Brevemente haverá 100% de aprovações nos cursos de engenharia e medicina. Mas aí eu compro casa em Espanha e vou lá aos médicos…
Setembro 23, 2008 at 9:15 pm
Joaquim,
Valsassina, conhece?
http://new.cvalsassina.pt/images/stories/links/Reg.%20Interno%202008.pdf (repare na página 10)
Outro:
http://www.steotonio.pt/colegio/info/escolar/legisla/legisla.htm
Maristas de Lisboa, conhece?
8. O aluno que ultrapassar o número de faltas justificadas, previstas na lei,
poderá realizar uma prova de recuperação, na modalidade de teste ou trabalho, de
acordo com a decisão do professor da disciplina e do Director de Turma. A
classificação desta prova constituirá mais um elemento de avaliação do aluno.
9. O aluno que ultrapassar o limite de faltas injustificadas realizará uma prova
escrita de recuperação, no prazo de 10 dias úteis, após o regresso às aulas. A
Direcção decidirá a data, a hora e o local de realização do teste, assim como a sua
duração. O aluno só terá direito a realizar uma prova de recuperação por disciplina e
por ano lectivo. A não aprovação na referida prova implica a retenção do aluno.
http://www.ext.marista-lisboa.org/Docs/RI_act_0809.pdf (Página 30 e 31)
Setembro 23, 2008 at 9:18 pm
Uma coisa é estar lá outra é cumprir..ouserá que tudo o que está nos regulamentos internos das públicas se cumpre?
Setembro 23, 2008 at 9:21 pm
Quanto aos maristas eu fui aluno lá..quando parte do mesmo foi alugado ao estado..mas tinhamoas contacto com alguns alunos do colégio…isto em 1980…e olha que a diferença era muita nessa altura..nós se saimos da linha eramos suspensos eles levavam repreensão e só mesmo em casos muito..muito graves eram suspensos..
Setembro 23, 2008 at 9:24 pm
O mercado é isto..liberal e a speedar que o tempo é dinheiro..
O Google não vai mais aceitar anúncios de pessoas ou grupos oferecendo serviços de pesquisa e “assessoria universitária”, atendendo a pedidos de universidades. Elas têm reclamado que diversos alunos estão entregando trabalhos universitários, dissertações e ensaios padronizados vendidos pela internet. As empresas que vendem trabalhos acadêmicos alegaram que a atividade é legal e se sentiram injustamente punidas.
Quem realizar buscas por “trabalho universitário”, “pesquisa acadêmica” ou outras expressões do tipo verá no buscador dezenas de links patrocinados de pessoas ou mesmo grupos oferecendo estes serviços na internet. A prática está colocando em dúvida a credibilidade dos títulos concedidos por universidades, segundo o Google.
O buscador afirma que foi procurado por universidades americanas que reclamaram destes links. Os serviços são freqüentemente contratados por alunos de graduação ou pós-graduação que não desejam produzir seu próprio trabalho, então o estudante contrata pela internet a “terceirização” de seu trabalho acadêmico.
O presidente da Associação de Reitores das Universidades Inglesas, Professor Drummond Boné, enviou um e-mail ao Google agradecendo pessoalmente a decisão, conforme afirmou a BBC. Para Boné, a oferta de trabalhos universitários na web desmoraliza os esforços para construir um ensino de qualidade. De acordo com a entidade, alguns trabalhos chegam a ser vendidos por 5 mil libras (cerca de R$ 20 mil). A Universities UK diz que 12 mil trabalhos acadêmicos são vendidos pela internet por ano.
Setembro 23, 2008 at 9:26 pm
Desta forma é mais rápido e barato..as pessoas saem para o mercado de trabalho com canudos e depois éé selflearning -autodidactismo…cada um por si…
Setembro 23, 2008 at 9:27 pm
LIVE FAST DIE FAST…
Setembro 23, 2008 at 9:30 pm
Excelente post do Paulo G. com humor q.b.
Concordo plenamente a tutela que se assuma e decrete o fim do registo de toda e qualquer falta.
Já agora, com relação aos 100% de sucesso no 9ºano pretendidos pela Srª Ministra tenho uma proposta em adenda, 200% de sucesso,como? Além de se passarem todos os alunos a frequentarem o 9ºano, também transitariam para o 10% ano todos os alunos que agora frequentam o 8º ano ! Só a economia que o ME fazia e a progressão nas taxas de sucesso seria imbatível!!!!
A considerar Srª Ministra? Seria um marco nos anais da educação mundial!
LOL
Setembro 23, 2008 at 9:32 pm
Claro que as escolas se quiseram ignoram, não tudo mas muita coisa, a porcaria que vem do ME. Fazem de conta que cumprem.
Aliás, já aqui dei o exemplo das aulas de substituição, só na cidade do Porto conheço 2 Escolas Secundárias que não tem aulas de substituição. No papel têm, na prática não.
Setembro 23, 2008 at 9:35 pm
#31
Perdão onde digo 10% quero dizer 10º ano.
Setembro 23, 2008 at 9:37 pm
Alberto João Jardim garante que a região continuará a lutar pela regionalização do ensino e “só razões político-partidárias” impedem a Madeira de corresponder ao objectivo dos 12 anos de ensino obrigatório.
O presidente do Governo madeirense falava no dia em que arrancou mais um ano escolar na Madeira, na inauguração de um novo estabelecimento de ensino, a Escola Básica do 1º ciclo do Rancho e Caldeira, no concelho de Câmara de Lobos, um investimento do executivo madeirense que ascendeu a 2,8 milhões de euros.
“Há dias o Presidente da República defendia o ensino obrigatório de 12 anos e é um objectivo que subscrevemos. A Região Autónoma da Madeira está em condições, se não fosse a incapacidade do Estado central, de pô-lo em funcionamento porque todas as escolas estão em condições de responder a esse objectivo”, disse Jardim.
O governante salientou que a parte das infra-estruturas é da responsabilidade da região, mas, “infelizmente, as linhas gerais do ensino são da competência do Governo da República”.
“Isto é contra a autonomia”, sustentou, acrescentando que a Madeira “não abdica da luta pela regionalização do ensino”, o que não acontece “só por razões político partidárias”.
Jardim defendeu ainda a necessidade de reformas nesta área, argumentando que “reformar é corrigir problemas de fundo, não atacar os professores…isto vindo de quem vem tem o valor que tem..mas que sabe bem ouvir lá isso sabe..
Setembro 23, 2008 at 9:45 pm
Paulo, esta tua observação traz é um novo conceito de presença – a presença mental…
Os professores têm que perceber que os alunos podem não estar presentes fisicamente nas aulas, mas estão presentes mentalmente…
Setembro 23, 2008 at 9:50 pm
Cara DA:
O seu formalismo é deveras surpreendente. Você acha que alguma empresa em Portugal conseguiria sobreviver se cumprisse na íntegra, a infindável legislação, abundantemente produzida pelos escritórios de advogados pagos a peso de ouro pelo contribuinte ao serviço da nomenKlatura?
A cara DA sabe que um professor só pode faltar à vigilância de um exame nacional com atestado médico, segundo uma das muitas intrincadas e patéticas leis produzidas pela nomenKlatura; pois imagine que um professor ficar preso no elevador…!
Se trabalhar numa escola pública tem que ir a um médico de forma a cumprir a legislação, quando o médico podia estar a atender um doente. Se trabalhar num privado, diz a verdade.
Formalmente, toda a gente cumpriu a abundante e profundamente patética legislação à portuguesa, na prática o Estado obrigou quase toda a gente mentir; e obrigou por Decreto
Suprema das ironias.
Setembro 23, 2008 at 10:01 pm
Joaquim, CarO, Caro… masculino.
Setembro 23, 2008 at 10:49 pm
Ooooops, desculpe. Acho que este meu lamentável lapso se deveu ao A de DA
Setembro 23, 2008 at 10:55 pm
«Porque não acabar com o registo de faltas até ao fim da escolaridade básica e atingirmos assim 0% de absentismo?»
Aquilo a que alguns políticos chamam “linha de rumo” e de que muito se orgulham está traçada e só uma mudança de políticas mudará alguma coisa. Esperemos então pelas eleições, já que em “democracia” estamos condenados a levar com uns quaisquer pelo menos 4 anos.
Com gajos arrogantes, mentirosos e vaidosos como são os tipos do PS não vale a pena perdermos tempo. Além de arrogantes são burros, o que agrava a sua condição.
Entretanto, está lançado um novo paradigma de escola. E é com ele que vamos ter de aprender a viver, se queremos conservar por mais algum tempo a nossa sanidade mental e ainda ter filhos.
Assim, é tempo de nos deixarmos de preocupar com as faltas dos alunos (isso é problema dos pais deles), é tempo de acabar com a vergonhosa discriminação dos exames a MAT e LPO (se a meta é 100% de sucesso, para que serve um exame?), e adaptar a escala de níveis do Básico à nova realidade: passaremos a considerar na nossa avaliação apenas os níveis 3, 4 e 5. Tudo sem problemas de consciência, remorsos ou insónias. Para aplaudirem as minhas propostas (e jurarem que já estão a pô-las em prática) podem usar o tlm 918425669 ou o mail dccesare@hotmail.com
Setembro 23, 2008 at 10:57 pm
Guinote no seu melhor, eu acho que isto está a tomar proporções de uma loucura galopante.
Setembro 24, 2008 at 7:21 am
Acho que quem “inventou” esta circular devia estar pensando em aulas de educação sexual.