Os slogans das campanha políticas são, por essência da função, frases curtas, teoricamente apelativas, transmissoras de uma ideia mobilizadora.
Na larga maioria dos casos carecem de verdadeiro conteúdo.
Quase sempre não significam nada em particular. Equivalem a uma catch-phrase publicitária para uma pasta de dentes ou uma nova marca de cereais matinais.
O PS escolheu para a sua longa (pré) campanha eleitoral um produto deste tipo:
A Força da Mudança
Como é óbvio isto não diz nada de essencial, assumindo-se que «mudar» por si só é algo de bom. Isto só é compreensível se os autores da frase e responsáveis pela sua utilização considerarem que os seus destinatários estão insatisfeitos com o que têm. O que no caso do Portugal de hoje até é bem verdade. Mas quem é responsável por esse estado de insatisfação?
Deitando fora as desculpas, exactamente os autores e responsáveis pela frase.
Atacar este slogan é demasiado fácil. Porque se o PS quiser defender-se, apontando a sua pretensa obra reformista dos últimos anos, poderemos sempre dizer que ou não fizeram o trabalho bem e querem «mudar» o que fizeram, ou então que não fizeram o que deveriam.
A mim, pessoalmente, agrada-me essa ideia de «mudança». Eu mudaria praticamente todas as caras que me entram por casa dentro, pela televisões e jornais, como sendo a classe dirigente deste país. Mudaria de Primeiro-Ministro, de Governo, de classe política, de muitos dos analistas-comentadores, de aparelhos partidários, de formas de tentar enganar a opinião pública.
Mas «mudar» ou «mudança», por si só, são palavras, sem conteúdo que permita uma valorização, pois não explicam o sentido e natureza da mudança. Nem nos permitem saber se a mudança é para melhor. Nós mudámos algo nos últimos, anos, concedo isso: mas mudámos para melhor? Mudámos o que era importante mudar?
Não!
Essencialmente mudaram-se algumas flores, mas a pocilga manteve-se a mesma, para isso bastando ver o estado da nossa justiça, do combate à corrupção, os níveis de insegurança, a incapacidade para recuperar a economia, um sector da saúde sem rumo, uma educação entregue aos delírios ideológicos de uma aliança estranha entre velhos actores vindos de origens muito diferentes.
O país continua pobre e em perda.
Mudança?
Sim, mudámos. Mas há sempre aqueles que mudam mais do que os outros. Para alguns, poucos, a mudança foi boa, houve cargos em administrações de empresas, observatórios, grupos de missão, cargos importantes e de prestígio no estrangeiro. Para muitos, quase todos, a mudança foi para pior. Aqui não preciso explicar nada de especial. Basta quem quem lê isto compare as suas perspectivas há pouco mais de meia dúzia de anos com a situação actual.
Força da Mudança?
Vão brincar com outro.
Setembro 21, 2008 at 5:27 pm
A força da mudança?
Para mim é mais:
Mudança à força!
Setembro 21, 2008 at 5:35 pm
Pois! Mudar é (era) um verbo transitivo (se calhar já não se chama assim…). Muda-se de.., muda-se para…; muda-se alguma coisa. Mudar só por si não indica nada.
Dá, no entanto, uma ideia de movimento, de acção, de alteração de um status.
Mais do que o verbo o substantivo realça essa acção, esse estado de alteração.
E isto chega para muita gente. Poucos se questionam como ou para que mudou, ou vai mudar.
Quando vi esse slogan rosa, de imediato me veio à lembrança um outro slogan que falava de evolução: Evolução na continuidade!
As relações de ideias e as relações destas com as memórias seguem caminhos escusos, nem sempre explicáveis.
Que me terá puxado esta memória tão distante, pensava eu já enterrada, com a qual julguei nunca mais ter de ser confrontada? Que semelhanças fizera soar a campainha
EStamos
Setembro 21, 2008 at 5:36 pm
O estamos foi a mais…
Setembro 21, 2008 at 5:43 pm
A propósito, lembrei-me de Camões e do soneto “Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades”. Diz o poeta, com grande sabedoria: “O tempo cobre o chão de verde manto,/que já coberto foi de neve fria,/e, em mim, converte em choro o doce canto.”
A mudança, de facto, não é igual para tudo ou para todos. Se a natureza se renova, há também aqueles que, graças ou apesar da sua mediocridade mudam para melhor. E depois há os outros, aqueles para quem a mudança só traz desgraça. Donde se conclui a ambiguidade da palavra.
Penso que, de facto, há que mudar. Para começar, e tal como costumamos fazer em casa quando queremos dar-lhe alegria, há que deitar fora os trastes velhos, gastos e demasiado sujos. Nós sabemos quais são e os lugares que eles ocupam na casa. Basta vontade para nos desfazermos deles.
Setembro 21, 2008 at 5:48 pm
Vejamos o “sucesso” de Sócrates:
O País melhorou o sistema de justiça?
O País melhorou a Saúde?
O País reduziu as desigualdades sociais?
O País está a convergir com a média do PIB per cápita europeu?
O País melhorou em segurança?
O País diminuiu os índices de corrupção e de tráfico de influências?
Diminuiu-se os índices de desemprego?
Melhorou a qualidade na Educação?
A mim parece-me que não…
Sei que:
1-Reduziu o déficit das despesas públicas carregando com impostos e taxas a classe média.
2-Aumentou alguns quilómetros de auto-estradas em Portugalque serão pagas pelas gerações vindouras.
CONSEGUEM ACRESCENTAR ALGUMA COISA AO SUCESSO DE JOSÉ SÓCRATES?
Setembro 21, 2008 at 5:50 pm
Em (5) em ves de “Diminuiu-se os índices de desemprego?” deve ler-se “Diminuiu o índice de desemprego?”
Setembro 21, 2008 at 5:53 pm
É apenas a experiência que nos ensina quanto o carácter dos homens é pouco flexível, e durante muito tempo, como as crianças pensamos poder, através de sensatas representações, através da prece e da ameaça, através do exemplo, através dum apelo à generosidade, levar os homens a deixarem a sua maneira de ser, a mudarem a sua conduta e a desistirem da sua opinião, a aumentar a sua capacidade; o mesmo se passa quanto à nossa própria pessoa. É preciso que as experiências venham ensinar-nos o que queremos, o que podemos: até essa altura ignorámo-lo, não temos carácter; e é preciso mais do que uma vez que rudes fracassos venham relançar-nos na nossa verdadeira via. – Enfim, aprendemo-lo, e chegamos a ter aquilo que o mundo chama carácter, isto é o carácter adquirido. Aí existe, portanto, apenas um conhecimento, o mais perfeito possível da nossa própria individualidade: é uma noção abstracta, e por consequência clara das qualidades imutáveis do nosso carácter empírico, do grau e da direcção das nossas forças, tanto espirituais como corporais, em suma, do forte e do fraco em toda a nossa individualidade.
Arthur Schopenhauer
É preciso que tudo mude para que tudo se mantenha
Lampedusa
Setembro 21, 2008 at 6:01 pm
Pedro Castro (5),
“2-Aumentou alguns quilómetros de auto-estradas em Portugalque serão pagas pelas gerações vindouras.”
Todos os contratos de concessão foram e estão a ser realizados para começarem a ser pagos pelo “contribuinte português” a cinco anos. Todos.
Estão a pensar ganhar as próximas eleições legislativas …
Devem estar totalmente loucos.
Setembro 21, 2008 at 6:03 pm
Vão mudar para onde???
Bom domingo!
Setembro 21, 2008 at 6:09 pm
Que se diga que têm feito um bom trabalho de divulgação nos media. A mistura dos termos acção e retórica parece ser
o último patamar, o the end, o esticar o pernil.
São termos muito fortes e desesperados. Pesquisa por acção + retórica origina diversas ligações ao que disse MLR em Guimarâes e também algo de mais estudioso
http://www.rhetorike.ubi.pt/00/pdf/regina_territorios_de_accao.pdf
se a pesquisa obedecer ao acordo ortográfico, ação + retórica vamos de viagem ao Brasil de Lula
http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2005/09/050930_diegotoledo.shtml
Para concluir, acção e retórica, combinadas ou não, pouco têm de comestível.
Setembro 21, 2008 at 6:10 pm
Talvez tenham que mudar para algum sítio bem longínquo. O povo português é aparentemente manso mas quando percebe que o estão deliberadamente a enganar a coisa dá para o torto. É melhor antecipadamente começarem a escolher os sítios para onde irão mudar.
É que o povo anda já meio furioso e não sabe da “missa a metade”.
Setembro 21, 2008 at 6:42 pm
Pode ser que faça jeito à rosa:
Mudanças – Páginas amarelas
http://www.pai.pt/search/mudanças.html
Setembro 21, 2008 at 7:23 pm
Vivemos num país de faz de conta. Em que, tal como marionetas, vamos dançando uma música que dizem estar a tocar.
Mas eu ouço bem.
E em mágicas e truques de ilusionismo já deixei de acreditar há muito tempo.
A “Força da Ilusão”, para não dizer da Mentira, seria um slogan bem mais adequado…
Setembro 21, 2008 at 7:27 pm
Alguns comentadores desvalorizaram a intervenção de Vital Moreira em defesa da Revolução do ensino.
No entanto, a prosa em questão constituíu um dos momentos mais emblemáticos da ficção desenvolvida pelo PS nos últimos anos.
Em nome da felicidade e do direito dos residentes locais ao sucesso, a Nomenklatura tudo tem feito para transformar o projecto da Escola Inclusiva numa verdadeira INOVAÇÃO, de modo a poder figurar, de acordo com a sua concepção de PROGRESSO, como mais uma missão e um marco de “mudança” na história de Portugal.
O PS corre o risco de se transformar, de facto, no único e débil veículo de TRANSFORMAÇÃO e MUDANÇA em Portugal, não porque se inscreva na Verdade histórica revelada de uma guerra entre partes inconciliáveis (como o PCP e BE insistem ainda em se projectarem), mas apenas porque soube responder à mitologia do marketing pós-moderno e adaptar-se à falência das ideologias.
Vital Moreira encarna na perfeição o “consiglieri” dos tempos modernos: com o seu passado de comissário político e o seu perfil de confessor (antes do Príncipe Álvaro Cunhal, agora do menino de ouro), consegue fazer a ponte entre a antiga “ciência da história” e o moderno mercado amoral de corrupção e perversão capitalista.
Entre o “progresso” do PS e o triste espectáculo de “reacção” de toda uma oposição desnorteada, o coração dos portugueses vai ainda balançando para o lado do primeiro, tanto mais que a velha cartilha de “mudança”, de uma esquerda esclerosada e orfã, tantas vezes declamada a torto e a direito, ainda é quem mais ordena nos media e nos estábulos intelectuais, deste Reality Show à beira mar televisionado…
Setembro 21, 2008 at 7:39 pm
Eu não desvalorizo.
Pelo contrário, percebo bem o papel de VM na constelação escassa em brilho do socratismo.
Setembro 21, 2008 at 7:45 pm
E não só do VM.
Existem outros desbotados contribuindo afincadamente para esse brilho nos mais diversos sectores, com especial relevo para o da educação.
Setembro 21, 2008 at 8:18 pm
Escola inclusiva, novas oportunidades, cursos profissionais, escola a tempo inteiro, manuais escolares, avaliação dos Profs, CAF… temas não faltam, mas o verdadeiro emblema do pântano, sempre presente nos discursos do Sr. PM e nos de MLR como tábua assente e demonstração de força, rigor e vigor, é a implementação das aulas de substituição, tão queridas de MST, aquele que considerava os Professores como os profissionais mais bem pagos para nada produzir (sem link).
Que se encomende ao ISCTE um estudo de competências definidas e objectivos atingidos sem diagnóstico.
Setembro 21, 2008 at 8:35 pm
Mudámos e muito:
Agora pagamos mais impostos – ISP, IVA, IRS, …
Vamos ter uma reforma muito menor.
Estivemos 2 anos e meio congelados.
Ganhamos muito menos que há 3 anos.
Na Educação temos os principais agentes em “estado de choque”.
Temos uma comunicação social completamente manietada.
Estamos com um mais desemprego.
E por aí fora…
Mudámos, mas foi para melhor? O meu voto é que eles não tornam a levar.
Setembro 21, 2008 at 8:49 pm
Mudança é a substantivação de um verbo. O carácter transitivo do verbo perde-se nesta operação. O mudar, tranformado assim em categoria em si mesma, parece adquirir um novo brilho. Dos dois candidatos actuais às presidenciais nos EUA, creio ser o do Partido Republicano, mais facilmnente associado ao actual estado de coisas, que mais tem insistido na necessidade de mudança. Mas isso são trocos.
A idéia de mudança traz mais água no bico. Ensaia instituir uma desobrigação permanente dos políticos com declarações passadas: uma liberdade absoluta, pois o simples apelo à memória passa a ser um acto digno apenas de conservadores. Se já antes o argumento da governabilidade permitia antever ambições pouco compatíveis com negociações, o mote da actual campanha configura um anseio de libertação de compromissos até com o próprio passado, isto é, o governo do arbítrio absoluto. Presumivelmente, com chancela eleitoral.
Setembro 21, 2008 at 9:00 pm
H5N1 atribui a VM um valor intelectual que o próprio não faz por merecer. Este último está mais próximo de um comissário de polícia de choque, preparando as hostes para não esbarrar em escrúpulos de consciência para o cumprimento da missão que se avizinha. Como argumentador, é de uma pobreza confrangedora.
Setembro 21, 2008 at 9:29 pm
As mudanças sempre têm libertado os políticos de compromissos assumidos e alguns até regressam purificados, lavados, limpos e puros.
Setembro 21, 2008 at 10:09 pm
http://livresco.wordpress.com/2008/09/21/manuel-sebastiao-actual-presidente-da-autoridade-da-concorrencia-adc-comprou-em-2004-um-apartamento-a-empresa-pilar-jardim-gestao-imobiliaria-que-tem-como-socio-o-ministro-da-economia-manuel-p/
Setembro 21, 2008 at 10:10 pm
http://livresco.wordpress.com/2008/09/21/regulacao-sem-rumo/
Setembro 21, 2008 at 10:10 pm
http://livresco.wordpress.com/2008/09/21/america-socialista/
Setembro 21, 2008 at 10:11 pm
Eles que vão tratando da mudança, porque brevemente vão entregar os gabinetes a outros. Os próximos meses vão trazer acções de campanha em barda. Os spin doctors vão difundir o argumento de que não há alternativas… eu, por mim, até acho o cão da vizinha uma alternativa credível.
Esta de mudança é para se colarem a Barac Obama…
Leram o V P Valente, hoje?
Setembro 21, 2008 at 10:20 pm
O valor está em consonância com o mercado especulativo do socialismo pós muro-de-berlim.
Mas o valor de Lukáks ou de Himmler também não se prende propriamente com o seu legado filosófico, mas encontra-se sobretudo no ZELO com que se fizeram intérpretes da história, na qualidade de amoralistas CLARIVIDENTES.
Vital Moreira é apenas uma pálida imitação de um intelectual comprometido, daquele tipo que Thomas Mann afirmava que não recuaria perante um assassínio político, se a sua convicção assim o ditasse.
É por isso que ele é tão relevante, enquanto COMISSÁRIO político da REVOLUÇÂO levada a cabo pelo PS.
Ou o Ferrão acha que não se passou nada na Educação, por exemplo ????
Setembro 21, 2008 at 10:55 pm
“A força da mudança”?
Este Obama Socras é um pândego!
Setembro 21, 2008 at 10:58 pm
A Europa nada diz perante o nosso desgoverno. Quando apanharem com a batata quente, à beira-mar plantada e globalizada é que vão ser elas.
Setembro 21, 2008 at 11:03 pm
E isto que não muda!!!!
Que maçada! E ela que tanto se empenhou em ter toda a gente, todo o tempo na escola! E ela que se empenhou tanto em escola a tempo inteiro com estudo acompanhado, aulas de recuperação e de substituição para que os programas sejam cumpridos.
E não é que os teimosos que têm dinheiro continua a gastá-lo em explicações?! Siom, porque não são os da minha escola que as têm! Gostava de saber onde é o 3º mundo da srª!
“Ministra classifica dependência de explicações como situação de «Terceiro Mundo»
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1016103
Setembro 21, 2008 at 11:12 pm
Governo investe 900 milhões de euros em 600 novas escolas
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=110214
Pois! A minha também apareceu (ainda está em acabamentos)toda maquilhada. Tão branca, tão branca, que os alunos ainda parecem mais escuros do que o habitual!
De resto, do que precisamos mesmo… NADA!!!!
Como de costume, tudo não passa de fachada!
Setembro 21, 2008 at 11:24 pm
As explicações sempre foram um dos cancros do nosso sistema educativo.
Mas no actual contexto em que os professores estão a perder poder de compra não posso hostilizar colegas que têm que ganhar dinheiro por fora!
Não existiu um empobrecimento da classe docente?
Estão à espera de quê?
Que pode fazer um(a) colega em início de carreira, casado(a), que trabalha por vezes a mais de 100Kms fora de casa, que tem que pagar prestação de dois carros (o cõnjuge também está longe de casa), pagar a prestação do apartamento e pagar a despesa do infantário para os miúdos?
Alguém pode condenar um colega por lutar pela sua sobrevivência?
Mais uma vez MLR está a virar a opinião pública contra os professores, utilisando a demagogia barata e uma política sem escrúpulos.
Mas o que mais me indigna é a nossa falta de reacção perante uma humilhação total ao qual somos sujeitos todos os dias.
É tempo de dizer basta!
Acho que temos um desafio pela frente: ou vamos para a “revolução” (palavras da MLR ex-maoísta) ou então é melhor aceitar o que se está a passar.
Desculpem, mas acabei de visitar uma colega que não aguentou o início do ano lectivo e já entrou em depressão! Já é a segunda desde o início do ano lectivo!
Vamos continuar a assistir ao assassinato psicológico dos professores sem fazer nada?
Basta.
Até começo a tornar-me repetitivo, mas acho que começamos a assistir à falta de solidariedade entre colegas!
Desde que a depressão não seja nossa… tudo, bem!
Setembro 21, 2008 at 11:58 pm
Grandes mudanças aconteceram nos tempos de 45, 50 e 90, na “era” de Benavente, talvez já na raiz do actual desemprego de professores. De há 3 anos e meio para cá, o que se verifica é um grande engarrafamento, o trânsito está entupido de circulares e decretos que, antes de serem revogados já estavam obsoletos ou estão na fila para serem revogados, sem contar com os que nem sequer viram a luz do DR, tal é a produtividade.
Setembro 22, 2008 at 12:24 am
VPV sobre a “mudancia”, Público 21/9
http://www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/09/filosofia-absurda-e-obsoleta-da-educao.html
Setembro 22, 2008 at 1:01 am
Que a força da mudança esteja connosco
Kaos
O Engenheiro fez em Guimarães uma sessão de propaganda com gente vinda de todo o lado para encher uma sala festivamente engalanada, tecnologicamente equipada e onde nenhum detalhe publicitário foi descurado. O anúncio era “A força da mudança” a imagem a vender para as Eleições de 2009. Reconheça-se que foi bem escolhida, satisfaz os que aplaudem a acção deste governo pela ditas reformas estruturais e engana os que criticam com a ideia de mudança, coisa que necessitamos como de pão para a boca.
Claro que não há mudança é sempre para pior e a força é sempre a bruta e não a da razão e muito menos do coração. Correr com esta gente é necessário e imperioso, tão imperioso como não deixar que uma Manuela Ferreira Leite se sente no lugar do Engenheiro, que uma cara de pau laranja substitua um menino d’oiro pink.
http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2008/09/que-fora-da-mudana-esteja-connosco.html
Setembro 22, 2008 at 8:18 am
A sra. Maria de Lurdes é uma demagoga do mais alto gabarito, reconhecido nacionalmente.
As explicações são um problema, pois são.
E o que fez a senhora para mudar a situação?
O número de alunos por turma é cada vez maior, o que contribui para a qualidade das aprendizagens, como todos sabemos.
Os alunos com dificuldades de aprendizagem, que usufruíam de condições especiais de ensino, deixaram de as ter.
Os professores passam a vida enleados numa teia viscosa de papéis, até perceberem que tudo aquilo serve para nada. Mas o tempo que se perde não é recuperável.
As prioridades nas escolas não são o ensino nem os alunos, vive-se para o faz-de-conta que.
Por último, em vez de implementar um sistema de avaliação do desempenho, quer pôr em prática um sistema de avaliação que têm mais debilidades, subjectividades e inexequibilidades do que seria possível imaginar.
E a avaliação dos professores vai continuar por se fazer, embora a propaganda diga o contrário.
Mas, assim que fala, a senhora aponta as armas aos professores, únicos culpados de qualquer situação menos boa do sistema de ensino.
Maria de Lurdes Rodrigues tem tanto jeito para ministra da educação como Manuel Pinho para ministro da economia. A diferença é que no primeiro caso lida-se com um grupo profissional com pouca consciência da sua importância e pouco corporativo. No segundo caso pia mais fino, por outras razões.
E como já foi dito várias vezes pelo Paulo e por outros neste blogue, quando os resultados desta desastrada política se fizerem sentir, a senhora já estará a salvo num qualquer cargo dourado.
Porque ser político é a única profissão com total imunidade. Já alguém viu um político ser chamado à pedra pelas decisões nefastas que tomou?
Setembro 22, 2008 at 8:59 am
# 35
“Os professores passam a vida enleados numa teia viscosa de papéis, até perceberem que tudo aquilo serve para nada.”
Os professores devem estar mesmo a precisar de explicadores…
Setembro 22, 2008 at 4:39 pm
O mundo de pernas para o ar
Quando vejo o capitalismo a nacionalizar empresas, ou melhor o seu prejuízo e o Engenheiro a referir-se aos partidos à sua esquerda como conservadores, como se qualquer mudança, mesmo que mal feita e prejudicial para quem vive e trabalha neste país seja progressista só por ser mudança, só posso concluir que este nosso mundo está de pernas para o ar. Desculpem lá se não me ponho aqui a fazer o pino só para tentar fazer desse vosso mundo algo com sentido. Sempre gostei de andar direito e nunca fui muito bom a dar cambalhotas.
http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2008/09/o-mundo-de-pernas-para-o-ar.html