O milagre educativo
No ano passado foram computadores. Este ano foram diplomas e cheques, que 23 membros do Governo andaram pelo país a distribuir aos bons alunos.
É justo. Ainda há dias a ministra da Educação se congratulava, sem sorrir, com as aguardadas estatísticas de 2008, o prodigioso ano em que, em vésperas de eleições, quase ninguém chumbou (na escola, pois chumbos na vida não são problema do ME). Com notável desprendimento, o Governo atribuiu então os louros ao “esforço de professores e alunos”, embora seja de justiça reconhecer que sem aquela grande ideia dos exames fáceis o país não teria decerto “milagre educativo” para festejar. Por isso, em vez de premiar os bons alunos, talvez o Governo devesse antes premiar alunos como o Luís, de 15 anos, um dos milhares de milagrados do ME, que foi notícia no “Expresso” por ter passado do 6º para o 7º ano com oito negativas e uma só positiva (a Educação Física). De facto, é a alunos como o Luís que fica a dever-se o bombástico milagre educativo português. Os bons alunos? Esses já contribuiriam para as estatísticas, com milagre ou sem ele. E apesar dele.
Setembro 16, 2008
Opiniões – Manuel António Pina
Posted by Paulo Guinote under (In)Sucesso, Educação, Estatísticas, Opiniões[6] Comments
Setembro 16, 2008 at 9:35 am
“[...]por ter passado do 6º para o 7º ano com oito negativas e uma só positiva (a Educação Física).”
Ele há professores de Educação Física que não articulam…
Setembro 16, 2008 at 9:43 am
Estão sempre do contra!
Setembro 16, 2008 at 9:46 am
Também quererão passar para as autarquias para acabar com o monstro dos concursos?
Erro nas candidaturas on-line excluiu alunos do Superior
http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1013719
Setembro 16, 2008 at 12:38 pm
“No ano passado foram computadores. Este ano foram diplomas e cheques…”
No próximo serão secadores de cabelo, e depois no outro, màquinas de lavar roupa?
Setembro 17, 2008 at 3:15 pm
[...] Do 6º. para o 7º. ano com oito negativas e uma positiva Por este andar chega a primeiro ministro. A Educação do Meu Humbigo. [...]
Outubro 22, 2008 at 11:12 am
E assim se hipoteca a esperança de um país , no futuro sermos uma nação de burros doutores .
Se as pessoas da minha geração tivessem todas este tipo de ensino seriamos todos engenheiros .