Cavaco Silva apela a autarcas para aceitarem mais competências na Educação
De certa forma Cavaco é coerente consigo mesmo, pois foi no seu segundo mandato em maioria absoluta que começaram os maiores disparates em matéria de trabalho para a estatística na área da Educação. Foi então a época áurea da «Pedagogia do Sucesso», de que Domingos Fernandes e Valter Lemos foram arautos a partir do Instituto de Inovação Educacional.
Forçar agora a municipalização dos serviços da educação – coisa bem diferente da territorialização das políticas educativas – é apenas cavar mais fundo o buraco iniciado há mais de 15 anos. Assim também se explica o completo silêncio do PSD nesta matéria, sobre a qual não tem uma visão alternativa. Também assim se percebe que o Presidente da República nunca tenha tido a coragem política de confrontar este Governo com a sua profunda máquina de propaganda na área da Educação, mas se preocupe imenso com a vírgula ou a alínea de uma qulquer lei ordinária.
Setembro 14, 2008 at 12:25 pm
Grande post Paulo – para os verdadeiros pensadores não existem vacas sagradas…:
Quanto a este assunto lê os meus comentários ao teu post:
http://educar.wordpress.com/2008/09/13/tera-mesmo-vencido-quem-ganhou-e-quem-perdeu/
Setembro 14, 2008 at 12:29 pm
Mais bitaites do Senhor Presidente
O Presidente da República apelou hoje aos autarcas portugueses para que aceitem assumir maiores competências na área da Educação. Cavaco Silva está convencido de que “a transferência de competências na área da Educação é uma forma eficiente de combater o abandono e o insucesso escolar e o desvio de alguns jovens para a droga e delinquência”. Pessoalmente, pelo pandemónio que se potencia, via como um disparate absoluto a transferência do pessoal não docente das escolas para as autarquias, mantendo o pessoal docente sob a tutela do Ministério da Educação. Mas agora entendo a razão desta transferência de despesas para o orçamento das autarquias. Quando uma escola precisar de mais pessoal auxiliar ou administrativo e o orçamento ou a vontade da autarquia não o permitir, estar-se-à a combater o insucesso escolar, e quando problemas disciplinares com algum funcionário protegido pelos poderes da terra esbarrar com a vontade de algum cacique local e com a falta de autonomia da escola para lidar com o caso, estar-se á a combater a droga e a delinquência juvenil.
Cavaco Silva continua a insistir em pronunciar-se sobre matérias que não lhe dizem respeito. E com palmas e elogios de agradecimento pela publicidade por parte de quem não poderá alegar intromissão se, numa oportunidade futura, as palavras do PR não forem tão agradáveis.
Código de barras: Cavaco Silva, Educação
Empurrado por Filipe Tourais – Sábado, Setembro 13, 2008
1 Puxões e esticões adicionais:
josé manuel faria disse…
Se a educação passar para as autarquias, caso da selecção do pessoal docente. Será o fim da igualdade de oportunidade para os profs.
http://opaisdoburro.blogspot.com/2008/09/mais-bitaites-do-senhor-presidente.html
Setembro 14, 2008 at 12:30 pm
O apreço de Belém
-Já deu para percebemos que existem ministros que merecem o apreço de Cavaco Silva, ao contrário de outros. É nítida a simpatia do Presidente da República para com Maria de Lurdes Rodrigues, que não é de agora, indiferente a qualquer polémica ou contestação. Ao desafiar os autarcas a aceitarem mais competências em matéria de educação, Cavaco Silva envia um sinal claro à ministra para continuar a política de reformas, e um sinal ao país, de que no seu entendimento, elas vão no bom sentido.
http://direitodeopiniao.blogs.sapo.pt/331459.html
Setembro 14, 2008 at 12:31 pm
Domingo, 14 de Setembro de 2008
Abriu a caça aos patos
Foi num cenário azul idílico que Sócrates discursou. O movimento “Novas Fronteiras”, é a enésima tentativa de conquistar uma base de apoio mais alargada, e como tal, o que Sócrates procurou fazer no seu discurso foi “dourar a pílula” apregoando –naturalmente – as políticas do seu governo e acusando o “bota-abaixismo” das oposições. A realidade, não se esconde por detrás da propaganda, indefinidamente e, apesar dos dotes de vendedor de banha da cobra, Sócrates deve sabê-lo.
No seu discurso a “nobreza” e a “seriedade” da política tornaram-se apanágios do PS. A oposição foi rotulada de “bota-abaixista” e “negativa”… não há dúvida que Sócrates tem aprendido algumas coisas com os seus homólogos de outras paragens.
Inteiramente acertada a escolha do tema central: a educação. Acertada pela época do ano mas, sobretudo, pelo investimento propagandístico que tem sido feito nesta área. Acertada porque, no plano imediato, o sector da educação tem tido estatísticas favoráveis, os resultados da política de redução do insucesso a qualquer custo só se farão sentir dentro de alguns anos quando os jovens começarem a procurar emprego num mundo competitivo que valoriza o empenho, a qualidade e a disciplina… mas até lá, poder-se-á traçar um quadro kitsch da educação.
Em resumo, abriu a caça aos patos. O pior, é que os patos somos nós…
http://hekate-hkt.blogspot.com/2008/09/abriu-caa-aos-patos.html
Setembro 14, 2008 at 12:31 pm
Parque das nações em tons rosa
Tu que dizes mal devias ter vergonha.
Sim tu, que andastes por ai a dizer que Cavaco Silva e o governo estavam em rota de colisão, sim tu!
Tu que criastes uma conspiração Cavaco/Ferreira Leite contra Sócrates, devias era agora pedir perdão.
Tu que criastes muitas notícias, vendestes jornais, dissestes que os municípios não estão nada satisfeitos por receberem competências no domínio da educação, tudo sem receberem fundos a condizer, sim tu, mentiroso!
Sim, estou a falar contigo, ouve a ministra da educação e vê como estavas errado.
Sim, afinal está tudo bem, não existe diferendo com o PR, não existe diferendo com as autarquias, tudo é amor.
Estão a ouvir cambada de alarmista, a seguir e dado o ambiente do Fórum Novas Asneiras… perdão, entusiasmei-me… Fórum Novas Fronteiras, a Senhora Ministra se calhar irá dizer que está tudo bem com o ensino, que ela e os professores são grandes amigos.
nosentidodoaco.blogspot.com/2008/09/parque-das-naes-em-tons-rosa.html
Setembro 14, 2008 at 12:32 pm
Quanto à Manuela Ferreira Leite tirem as vossas conclusões…:
“Santana Lopes existiu mesmo?
00h37m
1. O país político foi ontem sacudido por uma confissão surpreendente: Santana Lopes podia perfeitamente não ter figurado na galeria dos primeiros-ministros de Portugal. Não por obra do acaso, não por graça divina, mas porque houve, pelos vistos, pelo menos três figuras do PSD que foram convidadas antes dele para substituir Durão Barroso na chefia do Executivo – quando este sentiu o apelo de Bruxelas -, que recusaram a missão.
A revelação foi feita pelo primeiro dos alegados pretendentes ao cargo, Nuno Morais Sarmento, numa entrevista ao jornal “Expresso”. Diz o ex-boxeur, naquele seu registo pseudo-humilde de quem não deixa deslumbrar-se pelo poder, que teve o Mundo a seus pés mas que preferiu dar um pontapé no destino. Durão, ainda segundo Morais Sarmento, terá convidado posteriormente Manuela Ferreira Leite e Marcelo Rebelo de Sousa (desconfia-se que por esta ordem). E também eles não ficaram inebriados pelo perfume da governação.
Mas vamos imaginar que um deles anuía ao convite do agora presidente da Comissão Europeia. Cenário 1 – Portugal liderado por Manuela Ferreira Leite: busca incessante de contas em dia e, quiçá, maior contenção nas intervenções públicas e/ou apresentação de projectos qualificados como “mega” ou “hiper”. Cenário 2 – Portugal liderado por Marcelo Rebelo de Sousa: subida nos índices de leitura e um horário laboral que implicasse menos horas de sono. Cenário 3 – Portugal liderado por Nuno Morais Sarmento: provavelmente, não teria sido muito diferente na actuação e no estilo do amigo Pedro Santana Lopes, com quem partilha a arte da regeneração mediática em política.
As declarações de Morais Sarmento devem ser, obviamente, lidas à luz da situação interna no partido e da sua clara ambição política. Seja como for, não lhe fica bem vir a público reconhecer, quatro anos depois dos factos, que só não aceitou ser primeiro-ministro porque não quis. Por todos os motivos, mas sobretudo tendo em conta o resultado final da governação de Santana Lopes, para a qual ele próprio contribuiu, ainda que como actor secundário da tragicomédia.”
http://jn.sapo.pt/opiniao/
Setembro 14, 2008 at 12:33 pm
A Manuela Ferreira Leite na altura não se chegou à frente e agora vão votar nela…não me façam rir
Se existe alguém culpado do PS estar no poder é o PSD e o Durão Barroso que cobardemente voltou as costas a Portugal para aceitar um tacho…
Setembro 14, 2008 at 12:33 pm
o texto mais duro sobre Sócrates foi escrito por Fernando Freire de Sousa, marido de Elisa Ferreira e, também ele, secretário de Estado no primeiro Governo de Guterres. Chamou a Sócrates “o único ministro entertainer da nossa história”, “um produto programado e tenso” que, “com toda a sua ambição, não regateia o uso do inacreditável para lhe servir os fins”.
…
http://citadino.blogspot.com/2008/03/jos-scrates.html
Setembro 14, 2008 at 12:34 pm
…
Elisa e Sócrates coabitaram no ministério da Rua do Século. Dez anos depois, a ex-ministra desvaloriza os incidentes, à luz do “excelente trabalho” que ambos fizeram. “Nunca houve um conflito factual, que se possa chamar assim”, diz. Mas reconhece que “era natural que [Sócrates] tivesse a ambição de ascender ao lugar que eu ocupava, como, aliás, acabou por acontecer. É nesse enquadramento que eu entendo as notícias que saíam sobre alegados conflitos.”
Curiosamente, na recente disputa interna pela liderança do PS, o texto mais duro sobre Sócrates foi escrito por Fernando Freire de Sousa, marido de Elisa Ferreira e, também ele, secretário de Estado no primeiro Governo de Guterres. Chamou a Sócrates “o único ministro entertainer da nossa história”, “um produto programado e tenso” que, “com toda a sua ambição, não regateia o uso do inacreditável para lhe servir os fins”.
…
http://citadino.blogspot.com/2008/03/jos-scrates.html
Setembro 14, 2008 at 12:43 pm
ESCOLA PARA FORMAR DELINQUENTES
O sonho da senhora Ministra da (des)educação está a realizar-se finalmente.
Conseguiu acabar com os trabalhos de casa, com a necessidade dos alunos estudarem e até de frequentarem as aulas para passarem e ficarem com o diploma, seguindo o belo exemplo do nosso Primeiro-Ministro… Não se criam hábitos de trabalho, de cumprir horário, de sequer aparecer… Há sempre um exame que pode ser repetido até o aluno absentista passar…
Conseguiu inventar um estatuto do aluno em que os actos de violência praticamente não são punidos, o que faz da escola pública o lugar ideal de estágio para todos aqueles que querem dedicar-se à criminalidade. Pensam que é exagero? Só quem está nas escolas é que sabe o que se passa: assaltam, ameaçam, agridem e violam colegas, enquanto outros filmam, destroem portas, estores, persianas, extintores… Se os alunos são (des)educados para obterem tudo com facilidade ou violência, não adianta falar-se de falta de justiça ou de polícias nas ruas. Infelizmente, a sociedade deixou de se preocupar com a prevenção e com o valor do trabalho.
Conseguiu imaginar um estatuto da carreira docente, em que o aluno é que tem a autoridade, que tem o poder de avaliar o professor, mesmo que não queira aprender, pois o professor é coagido financeira e profissionalmente a inventar sucesso, mesmo que os alunos não o queiram. Dividiu a classe, despromovendo a maior parte dos professores e mantendo alguns com direito a progredir, através de um concurso com critérios injustos, baseados na antiguidade ou na sorte das vagas disponíveis na escola. De facto, foi um concurso só para alguns poderem manter os direitos adquiridos, enquanto os outros (por serem mais jovens) eram impedidos de concorrer para manter os seus direitos profissionais…
Conseguiu copiar um modelo de avaliação do pessoal docente em que os professores têm de andar a bajular os capatazes e os directores para poderem continuar a pagar os empréstimos aos bancos. A senhora Ministra diz que os resultados da avaliação dos alunos só contam 6% na avaliação dos professores, mas as grelhas de objectivos e de avaliação dos docentes são centradas nos resultados dos alunos. Já para não falar nos outros 6% relativos ao abandono que nunca será da responsabilidade do professor…
Eu tenho a certeza de que os números serão muito positivos, mas o sucesso que a senhora Ministra conseguirá é o de entregar os diplomas a futuros cidadãos habituados a não fazer nada, pois haverá sempre um subsídio para receber ou um banco para assaltar.
É preciso agir para salvar a escola e a sociedade!
salvarescola@gmail.com
http://www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
Setembro 14, 2008 at 12:52 pm
A “Rentrée” da Bruxa da Educação, e do seu Dono, que partilha “estados de alma” com Paulo Pedroso
A “Rentrée” aí vem aos bocados, tal qual o país: deprimida, desgastada e com vontade de fugir imediatamente de aqui.
Quem queria juntar mais um beco sem saída ao labirinto de becos sem saída em que já estávamos, já o conseguiu, com este permanente e orquestrado espectáculo da violência: a Favela Portuguesa chegou à sua Maioridade e teima em exibir as ancas por tudo o que é sítio.
Pessoalmente, estou a adorar. Gosto da Bruxa da Educação, do sinistro “Grupo do I.S.C.T.E.”, ao qual, cruzado com a má-raça da “Mariana” dos Lindos-Olhos, devemos o descalabro dos Ensinos Secundário e Superior — e o pior ainda está para vir… — gosto do Sr. Sócrates, em certos meios, tratado por “Engenheiro”, que veio falar de melhorias dos Estabelecimentos de Ensino. Como tudo no seu discurso, vai ser rapidíssimo, cheio de “néons” e tecnologias, com “palettes” de saídas profissionais, mas só conseguiu que as câmaras nos mostrassem… contentores, o que já não é mau, nos tempos que correm: breve, teremos tecto a céu descoberto.
O Saloio de Boliqueime anda pela Polónia, a saúdar a beatices da Opus Dei e a vangloriar os empresários portugueses que foram tirar empregos de cá, para os colocar… lá.
(…)
http://www.sinistraministra.blogspot.com/2008/09/rentre-da-bruxa-da-educao-e-do-seu-dono.html
Empresários!!! (?)
O sr Silva “patrocinia” com a dona Maria os “impresárius” “muita” “ginirosos” e as “impresas” para a “minicilizacioni” a fim de acabar de vez e finalmente com Portugal.
http://WWW.EPIS.PT
Setembro 14, 2008 at 2:01 pm
Era perfeitamente desnecessária, esta intervenção do PR.
Em simultâneo com a feira de (vãs) – sr Vital, deixe-nos em paz! – vaidades em que se tornou o conclave das Novas Oportunidades, onde se continuam a “martelar” resultados – o imbecilismo continua patente na convicção do inginheiro e apaniguados em que, durante três anos,”obtiveram resultados nunca vistos”!… em educação; deixa-me rir…- o sr presidente resolveu intervir tentando demover os autarcas da posição relutante que têm demonstrado em não aceitar o presente “envenenado” que o governo lhes pretende “por nos braços”!
A questão da municipalização do ensino, em Portugal, é antiga.Desde a Primeira República até hoje, com intervalos de dezenas de anos, se apresentou como a “varinha milagrosa” para curar o sistema dos muitos males que o enfermam.
Depois de 1974, foi, também, com um governo socialista , em 1984, que, com mero truque legislativo de uma lei de orçamento de estado, se iniciou , mais agressivamente, esta tentativa de entregar às autarquias o ónus do descontentamento do mau estado do ensino.
Nesse momento, previa-se, numa primeira fase, a entrega da ASE , transportes, construção e manutenção dos edifícios do Pré-Escolar e Ensino Primário às câmaras…e conseguiram-no; nesse pacote, por tranches, previa-se, depois, a entrega do pessoal auxiliar destes sectores e conseguiram-no, caricaturalmente, passando a viver-se, neste domínio, numa curiosa promiscuidade, de josgos do “empurra”…Numa última golpada, era a entrega dos professores e educadores destes sectores de ensino;aqui, a “coisa” encontrou uma oposição nunca vista por parte destes docentes e, até hoje, as coisas estão como estão.
Desde 1984 que as razões de descontentamento dos caciques locais , vulgo autarcas, se centraram na falta de meios financeiros para aceitarem essas responsabilidades, nunca questionando o modelo, pois claro.
Agora, mais uma vez, a questão volta a colocar-se e, passados 24 anos, as posições de ambos os contendores são as mesmas.E, nos professores, não se fala…
Debita o governo, reforça o presidente e, dos professores, ninguém é chamado à liça para se pronunciar.
Em 1984,creio, a Fenprof realizou uma manifestação em Lisboa de professores primários contra a municipalização que ficou na história, podendo ser comparada à deste ano, pelo número de participantes só deste sector,obrigando o governo a “meter na gaveta” aquela proposta…
Em 2008, mais uma vez, as posições retomam-se.
Creio que a pressa com que a socretina corte pretende impingir mais este “martelado” produto, (que já levou, por desvio, a ministra a estabelecer protocolos com as câmaras que o aceitam, evitando assim, a oposiçao da Ass dos Municípios) seprende com um outro objectivo:
o de implementar, durante este ano lectivo, do “novo” e “martelado” modelo de gestão dos Agrupamentos que, sem a colaboração e participação dos municípios, corre sérios riscos de abortar…
E o sr presidente sabe disso.
Creio que foi ,por isso mesmo, que resolveu aparecer na liça.
Ele quererá,também, que as escolas e os agrupamentos deste país mais se assemelhem a colectividades de aldeia, a “ranchos folclóricos” onde toda a “etnografia” do território desfile, com os caciques à cabeça…Ele sabe que foi graças, também, a estes expedientes que conseguiu, ao tempo, os bambúrrios eleitorais com o seu partido.
Setembro 14, 2008 at 2:36 pm
Presidente apela ao diálogo entre câmaras e Ministério da Educação
14.09.2008, Ana Fragoso
Transferência de competências do Estado para as autarquias em matéria de educação está a ser polémica e Cavaco Silva resolveu intrevir
O Presidente da República apelou aos autarcas e Ministério da Educação para que o diálogo para a transferência de competências na área da Educação, do poder central para as autarquias, produza resultados “frutíferos”. Em Alfândega da Fé, durante uma cerimónia simbólica de inauguração de um centro escolar, Cavaco Silva disse mesmo que “essa é a melhor solução para a Educação em Portugal”.
Tal como o PÚBLICO revelou ontem, o contrato para a educação, que visa transferir para as câmaras municipais competências que são actualmente do Ministério da Educação, está a ser rejeitado por vários autarcas
No seu apelo de ontem, o chefe de Estado não esqueceu o Ministério da Educação, sugerindo que “o diálogo seja tão frutuoso quanto possível” para bem do sistema educativo.
Já após as palavras do Presidente da República, a ministra da Educação, em Lisboa, negou que exista uma posição formal da Associação Nacional dos Municípios Portugueses (ANMP) contra os contratos de transferência de competências para as autarquias e elogiou a posição do Presidente da República.
“Há dúvidas de António Ganhão [vice-presidente da ANMP], mas não há qualquer posição formal da ANMP”, afirmou Maria de Lurdes Rodrigues.
Interrogada sobre as palavras do Presidente da República em apoio da sua posição, Maria de Lurdes Rodrigues frisou que “o Presidente da República foi sensível” à ideia de partilha de competências.
Já António Ganhão afirmou, em declarações à TSF, que há um aspecto que pode levar a “confusões”. “Há questões que consideramos que não foram suficientemente discutidas e aprofundadas, sendo que até colidem com as decisões tomadas pela ANMP em congresso: têm a ver com o regime de dupla tutela. O director da escola que tem que ter necessariamente autoridade, nós não a discutimos, vai ficar com o poder sobre funcionários municipais de aplicar processos disciplinares até à multa”, afirmou.
As palavras de Cavaco Silva causaram nos presidentes de câmara presentes em Alfândega da Fé reacções diversas. Alguns dos líderes dos municípios mais pequenos adiantaram que vão assinar desde já o acordo, mas há ainda nos autarcas do distrito de Bragança quem tenha “grandes reservas”.
É o caso de Jorge Nunes, presidente da Câmara de Bragança, que considera ainda turvas algumas questões fundamentais: “Queremos receber mais competências, mas que fique tudo devidamente esclarecido, em matéria de tutela, de apoio social, etc”, argumentou.
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain.asp%3Fdt%3D20080914%26page%3D7%26c%3DA
Setembro 14, 2008 at 2:38 pm
Juro que já estou sem paciência nenhuma para aturar também o “saloio de boliqueime”.
Deve estar a gozar comigo e com os portugueses em geral.
Patrocina “os empresários pela inclusão”
http://www.epis.pt, tão “generosos” que em 2007 se afiambraram com 0,7% da riqueza produzida pelo país em 2007.
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/noticia.php?id=968365&div_id=1730
Setembro 14, 2008 at 2:41 pm
E o fascista não se cala:
Sócrates diz que maioria absoluta não podia ter cedido face a “críticas” e “bloqueios” às reformas na educação
14.09.2008, João Pedro Pereira
A O primeiro-ministro José Sócrates defendeu ontem a firmeza mostrada pelo Governo nas reformas educativas: argumentou que as medidas introduzidas criaram “uma escola melhor” e afirmou que não se podia ter “resignado à ideia de um partido a quem o país deu maioria absoluta ficar bloqueado apenas por ter medo das incompreensões, dos bloqueios ou das críticas”.
Na qualidade de secretário-geral do Partido Socialista, Sócrates falava em Lisboa, no Fórum Novas Fronteiras (uma iniciativa do PS dedicada à política educativa), onde definiu a educação como a “prioridade das prioridades” e sublinhou a meta de atingir “maior igualdade social” através da aposta no ensino. O líder socialista admitiu que Portugal é um país com grandes desigualdades de salários, que são “verdadeiramente causadas pelas desigualdades na educação”.
Mais uma vez, o primeiro-ministro lembrou que vai ser feito “o maior investimento de sempre” nas escolas portuguesas (400 milhões de euros ao longo dos próximos meses) e sublinhou o aumento do número de alunos nas escolas, bem como a melhoria dos indíces de sucesso escolar.
Condenando a política “do bota-abaixo”, Sócrates classificou como “ridículo” o argumento esgrimido pela oposição de que os exames do ano lectivo passado foram demasiado fáceis: “O [aumento do] sucesso escolar verificou-se em todos os níveis de ensino, em todos os anos, com ou sem exames. Este sucesso escolar foi observado ao longo dos três anos de legislatura. Isso não conseguem explicar”.
Também o constitucionalista Vital Moreira, cuja intervenção fechou o evento, criticou a oposição à esquerda do PS – a que chamou a “esquerda da esquerda” e a “esquerda de protesto” -, argumentando que esta se orienta por uma “bizarra narrativa, em que ela própria não acredita, ao dizer que se assiste à destruição do Estado social.”
Tecendo elogios à “vontade e fôlego reformista” do Governo, o académico considerou que nos últimos três anos se assistiu
à “mais profunda e abrangente reforma” no sector desde a democratização do acesso ao ensino superior, no pós-25 de Abril. Na linha do mote governamental de “não deixar ninguém para trás”, Vital Moreira defendeu que o ensino público se deve ter o objectivo da “universalidade”.
O constitucionalista ressalvou, no entanto, que algumas medidas ainda não estão “em velocidade de cruzeiro” e que outras não terão sido as mais adequadas: “Ocasionalmente, pode ter havido decisões menos justas. Nem todos os protestos e queixas são necessariamente infundados”. E observou não ser possível haver “reformas sem oposição”, nem “reformas sem vencer oposições”.
O primeiro–ministro considerou “ridículo” o argumento da oposição de que os exames foram facilitados
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain.asp%3Fdt%3D20080914%26page%3D8%26c%3DA
Setembro 14, 2008 at 2:45 pm
Vital Moreira: já não tenho paciência para os teus dislates!
Setembro 14, 2008 at 2:46 pm
dislate
do Cast. dislate?
s. m.,
disparate;
desconchavo;
despautério.
Setembro 14, 2008 at 2:46 pm
dislates de prostituto
Setembro 14, 2008 at 2:47 pm
O senhor Silva está a querer enganar quem?
A gestão das escolas do 1º ciclo (primárias) sempre foram de gestão municipal. Autárquica. É por essa razão que foram e são o parente pobre do sector público do SNE.
Setembro 14, 2008 at 2:47 pm
prostituir
Conjugar
do Lat. prostituere
v. tr.,
desmoralizar;
levar à prostituição;
aviltar;
corromper;
v. refl.,
entregar-se à prostituição;
degradar-se.
Setembro 14, 2008 at 2:50 pm
não passas de um vendido
Setembro 14, 2008 at 2:50 pm
Vital Moreira
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Vital moreira)
Ir para: navegação, pesquisa
Vital Martins Moreira (Vilarinho do Bairro, 8 de Novembro de 1944), é um jurista português.
É professor associado da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, onde se licenciou em Direito e obteve o grau de Doutor em Ciências Jurídico-Políticas.
É membro do conselho do European Master’s Degree in Human Rights and Democratization (Veneza) [1], organizado por um consórcio de universidades europeias.
É director do Centro de Direitos Humanos[2] do Jus Gentium Conimbrigae[3] e Presidente do Centro de Estudos de Direito Público e Regulação (CEDIPRE) [4].
Foi ainda Juiz no Tribunal Constitucional (1983-89).
Militou no Partido Comunista Português, pelo qual foi Deputado à Assembleia Constituinte.
Colabora regularmente na imprensa, sendo colunista no Diário Económico e no Público.
É um dos autores do blogue Causa Nossa.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Vital_moreira
Setembro 14, 2008 at 2:59 pm
FNAC vai vender computadores «Magalhães»
Portáteis estarão disponíveis para venda no final do mês
Afinal, não vão ser só os alunos do primeiro ciclo do ensino básico a terem direito a computadores portáteis produzidos pela JP Sá Couto. Segundo o jornal Diário de Notícias, os «Magalhães» também vão estar à venda nas lojas FNAC.
As primeiras informações apontam para um lançamento especial já às 24 horas do dia 26, nas lojas do NorteShopping, no Porto, e a do Colombo, em Lisboa. Os interessados terão de desembolsar entre 285 e 295 euros, mas as primeiras 250 pessoas que comparecerem em cada local vão poder gastar menos 30%.
«Magalhães», um computador pouco português
Espanha também já fabrica computadores «Magalhães»
Ainda segundo o jornal, estarão à venda numa primeira fase 10 mil computadores, dado que a fábrica de Matosinhos tem de cumprir a promessa de concluir a encomenda de 500 mil, feita pelo Governo. Os alunos deverão começar a recebê-los igualmente na última semana do presente mês.
Recorde-se que 500 mil alunos entre os 6 e os 10 anos vão ter direito a um portátil a preços muito reduzidos. A 0, 20 ou 50 euros (consoante o nível de apoio social), o «Magalhães» obrigará, porém, a um contrato de ligação a uma operadora de Internet durante 36 meses.
http://www.diario.iol.pt/tecnologia/magalhaes-computador-portatil-fnac/990773-4069.html
Nota: Neste momento, tal como para carregamento de telemóvel, podem-se efectuar carregamentos para aceder á Net.
Setembro 14, 2008 at 3:02 pm
O insulto aos professores…Vital Moreira no seu melhor:
Os professores
Por Vital Moreira
São muitos e até têm razões de queixa. Mas o grande número ainda não confere poder de veto político e os motivos para protesto não lhes dão razão na sua oposição global à reforma da escola pública. Como sucede com a generalidade das lutas de carácter sectorial, centradas na defesa de interesses profissionais, a sua capacidade para vingar na opinião pública e para vergar o poder político é reduzida.
Há quem tenha a ilusão de que milhares de professores na rua podem arrastar a demissão da ministra da Educação e paralisar as reformas em curso. Não se dão conta, porém, de duas coisas elementares: primeiro, Maria de Lurdes Rodrigues já deu sobejas provas de que não se deixa impressionar pela contestação; segundo, Sócrates nunca poderia ceder numa reforma essencial para a modernização do país, por causa do protesto profissional. Ainda que este conte com o apoio dos habituais (e dos novos…) “partidos de protesto”, a instrumentalização partidária de lutas profissionais não ajuda nada ao seu êxito, antes lhes retira legitimidade. De resto, para além de justa em si mesma, a reforma da educação até pode render mais votos na população em geral do que os que faz perder entre os professores…
A reforma do ensino público é essencial à sustentabilidade da escola pública, à melhoria do seu desempenho e à correcção dos vergonhosos indicadores nacionais no que respeita ao insucesso escolar e ao défice de qualidade do ensino. Tínhamos escolas e professores a mais e qualidade e produtividade a menos. A escola funcionava a meio tempo para a generalidade dos alunos e nem sequer proporcionava aulas de substituição no caso de falta dos professores. Uma insólita carreira profissional “plana” fazia prevalecer a antiguidade, e não o mérito, na progressão profissional. Faltava tanto uma genuína avaliação de desempenho como mecanismos elementares de selecção qualitativa dos professores. Um sistema de autogestão no governo das escolas gerava “endogenia administrativa”, défice de autoridade e falta de responsabilidade perante o exterior. Em consequência da sua degradação, a fuga da escola pública acentuava-se. Era preciso mudar quase tudo, portanto.
Os professores bem podem queixar-se da avalancha que lhes caiu em cima desde há três anos e que alterou profundamente a sua condição profissional. Mais tempo na escola, aulas de substituição e maior controlo da assiduidade, mais dificuldade de progressão na carreira, mais exigências de avaliação dos alunos e de informação aos pais, um exigente regime de avaliação, um novo sistema de governo escolar que lhes retira o monopólio na gestão escolar. Sentem-se vítimas de uma revolução que lhes cai em catadupa sobre a cabeça, sem tréguas, ainda por cima acompanhada do congelamento de progressões na função pública, que condena muitos professores à baixa remuneração de entrada na actividade.
Enquanto o Governo dá mostras de querer corrigir em quatro anos os erros e omissões de 30 anos, os professores adoptaram em geral uma posição radicalmente conservadora e reactiva. Mal habituados a levar sempre a melhor contra a 5 de Outubro, arrancaram logo em 2005 com uma greve a exames. Perderam, mas não se conformaram, tendo-se oposto irresponsavelmente a todas as mudanças, desde a redução das escolas sem alunos até ao concurso plurianual de professores, desde o novo estatuto da carreira à reforma da gestão escolar. O radicalismo sindical da Fenprof, instrumento sindical do PCP, não deixou margem para nenhum acordo nem nenhuma ponte.
Costuma dizer-se que as reformas devem ser feitas com os profissionais dos sectores em causa. A tese não é em geral verdadeira, verificando-se quase sempre a oposição dos interesses profissionais afectados. Na maior parte dos casos, os profissionais são mais forças de conservação e de reacção do que de mudança. No caso da reforma do ensino público, os professores mostraram desde o princípio que ela não podia contar com a sua aceitação, muito menos com a sua colaboração. Por culpa própria, forçaram uma reforma contra eles, já que partiram em guerra contra ela, sem concessões nem compromissos.
É sem dúvida desejável que as reformas sejam feitas, tanto quanto possível, em diálogo com os grupos profissionais afectados, procurando captar o apoio ou pelo menos a não hostilidade dos sectores moderados da profissão. Mas não pode haver ilusões quanto a realizar reformas sem ter de enfrentar e de vencer muitas resistências. Não há reformas absolutamente consensuais, pois quase todas afectam interesses de grupo. Quem não queira ou não possa vencer tais resistências não deve encetar nenhuma reforma de fundo.
Se se pode ter de fazer uma reforma contra a hostilidade dos profissionais, já é ilusório pensar que se pode levar de vencida essa resistência sem ganhar o apoio daqueles que delas são beneficiários, ou seja, os cidadãos e os contribuintes, em geral, que são os destinatários dos serviços públicos e suportam os seus custos. Estará votada ao fracasso toda a reforma que não estabeleça como ponto inegociável que os serviços públicos (escolas, hospitais, tribunais, etc.) não pertencem nem estão ao serviço dos respectivos grupos profissionais, mas sim da colectividade e dos seus utentes e beneficiários. De facto, por mais legítima que seja a defesa de interesses profissionais dos professores (o que não está em causa), não existe nenhuma razão para crer, pelo contrário, que eles coincidem com os interesses das escolas e dos seus utentes, que cabe ao poder político prosseguir. Como bem disse há dias um comentador, “sem professores não há escola, mas a escola não é dos professores”.
Em seu próprio benefício, os professores deviam tornar-se parte da solução e não parte do problema. Também no interesse da reforma, a ministra da Educação deve trabalhar para isolar os sectores radicais e conquistar pelo menos a compreensão dos sectores mais moderados. Mas, chegada a hora de optar, não pode sacrificar nem adiar a reforma do ensino público de que o país não pode prescindir.
(Público, 3ª feira, 4 de Março de 2008)
http://aba-da-causa.blogspot.com/2008/03/os-professores.html
Setembro 14, 2008 at 3:04 pm
Cuidado que para o desgoverno fazer bom negócio com as “criancinhas” vão dizer que tem conteúdos didáticos e tal. O que é tudo treta.
Esses conteúdos são vendidos a baixos preços pelas empresas que os criaram. Etc.
Setembro 14, 2008 at 3:04 pm
prostituto
Setembro 14, 2008 at 3:09 pm
O Doutor Vital Moreira
O Doutor Vital Moreira escreveu ontem para o “Público” um artigo sobre os professores.
Sinceramente acho que deveria ter mais nível. Lembro-me bem quando era deputado na Assembleia Constituinte e, por isso, dá-me pena, reduzir questões complexas a explicações simples e vê-lo agora como um propagandista da ministra.
Escrevi para o Público não uma resposta (também lhe enviei uma em que contesto vários pontos), mas um cenário que se aplicaria a uma situação semelhante aos professores universitários, como ele. Evidentemente seria o caos e o fim do despertar das ideias e da investigação.
O texto:
O Doutor Vital Moreira parte do pressuposto que existem apenas interesses profissionais contra os interesses públicos, que os interesses profissionais dos professores só por si são conservadores, contra os interesses reformadores do governo, que os professores são manipulados pela Fenprof, logo manipulados pelo PCP, que são interesses minoritários, logo não contam e são opostos à maioria da população. Parece que quer concluir que classe é igual a corporação, logo reaccionária em si mesma e que os professores se portam irresponsavelmente.
Imagine-se agora um cenário em que uma política semelhante era aplicada aos professores da universidade. A questão é pertinente, visto que o estatuto vai ser alterado e as universidades portuguesas são também financiadas pelos contribuintes e estão longe de ter os mesmos resultados que outras congéneres europeias.
-Reestruturação das carreiras. Apenas contariam os cargos exercidos nos últimos sete anos. De toda a actividade anterior se faria tábua rasa. Livros publicados, estudos, conferências, prémios anteriores a essa data não contariam nada ou quase nada. Certamente muitos professores catedráticos seriam ultrapassado por outros.
- Avaliação. Daqui a 20 dias úteis as universidades teriam que ter definidos dezenas de parâmetros mensuráveis para começar a avaliar os professores. Esses professores teriam que definir objectivos individuais no imediato e ser sujeitos a ter três aulas assistidas até Junho. Essas aulas seriam supervisionadas por um professor dessa ou de outra especialidade que faria recomendações e daria uma nota. O Reitor preencheria fichas sobre todos os professores.
Na avaliação seriam tidos em conta os resultados dos alunos. Por exemplo, o docente que reprovasse mais de 25% dos alunos seria fortemente penalizado. O professor teria que elaborar também testes especiais para cada aluno que faltasse a um percentagem de aulas determinada.
- Horários. Qualquer atraso de 5 minutos seria penalizado com falta. As faltas dadas por ir a conferências congressos etc. impediriam que fosse classificado com Excelente ou Muito Bom. Fazer investigação só depois das 35 horas semanais. Substituição de professores de outras especialidades e de outros cursos nos momentos em que faltassem e sem necessidade de aviso prévio. Aumento das horas lectivas.
- Gestão da universidade. Aumento do número de alunos no Senado Universitário (já que estes não precisam de ser representados pelos pais), representação e poder dado às CCRs, autarquias etc, de modo a que os docentes estivessem em minoria. A gestão entregue ao Reitor que nomearia todos os presidentes de conselhos de departamento e todo o conselho pedagógico. O Reitor poderia ser demitido pelo ministro.
http://ruadealconxel.blogspot.com/2008/03/o-doutor-vital-moreira.html
Setembro 14, 2008 at 3:11 pm
Vital Moreira porque não te calas!: tens fama de ser um baldas de primeira na Universidade…
Setembro 14, 2008 at 3:13 pm
Sais ao outro que chegou a Primeiro-Ministro…
Setembro 14, 2008 at 3:14 pm
Há quem venda o ? e a alma
Setembro 14, 2008 at 3:15 pm
livresco (24),
Vindo dum estalinista até se compreende. Quando exerceu funções de alto quadro no PCP era daqueles que ODIAVA o “rebelde” sector intelectual do partido. Muitos professores, como se sabe, pertenciam a este sector do PCP.
Este indivíduo sempre defendeu a DITADURA porque não haveria de continuar a defender a DITADURA (?)
As cartas mentais dos indivíduos não mudam. As auto estradas e IP são as mesmas. A única “mudança” são alguns acessos mais convenientes para o próprio – itinerários complementares (IC).
Setembro 14, 2008 at 3:16 pm
fascistas ao poder…:
Vital Moreira quer ser Presidente do TC criar PDF versão para impressão enviar por e-mail
12-Fev-2007
ImageVital Moreira chegará ao Tribunal Constitucional já a pensar na presidência. As negociações ainda decorrem num inner circle dos dois maiores partidos, mas já estarão fechadas ao nível dos líderes do PS e do PSD: em breve, as eleições para os seis novos juízes do Tribunal Constitucional (TC) têm de ser marcadas. Vital Moreira é um nome proposto pelo PS já a pensar na próxima presidência do TC, a assumir dentro de quatro anos e meio.
Dentro de um mês, a 11 de Março, seis dos 13 juízes do TC cumprem os nove anos de mandato que a lei impõe como prazo máximo e têm de sair. Todos pertencem ao grupo de dez que são eleitos pela Assembleia da República (os outros três são cooptados por aqueles) em lista única que tem de obter dois terços dos votos dos deputados.
Com a saída do actual presidente, Artur Maurício (conotado com o PS), é provável que ascenda à presidência do TC o actual vice-presidente, Rui Moura Ramos. É que, apesar de a lei dizer que os presidente e vice-presidente do TC são eleitos por voto secreto, a tradição aponta para uma sucessão quase dinástica do presidente.
Se a tradição continuar a ser o que é, as escolhas que agora se fizerem poderão determinar o destino do TC nos próximos nove anos. Vital Moreira deverá ser o nome indicado para a vice-presidência, de modo a que, quando daqui a quatro anos e meio Rui Moura Ramos atingir o limite do mandato, possa ser substituído naturalmente. Mas as indicações não fi cam por aqui. Dos seis juízes que saem, três são conotados com o PS e outros tantos com o PSD. A composição tinha sido escolhida em 1998, logo após a alteração da Lei do TC, pelos então líderes do PS e do PSD, António Guterres e Marcelo Rebelo de Sousa.
Agora, José Sócrates e Marques Mendes têm pela frente a mesma tarefa: propor ao Parlamento nomes de juristas com elevado reconhecimento e independência, que possam desempenhar o papel que a Constituição lhes reserva – e que é o de garantir o respeito pela própria Constituição.
O leque de nomes de que se fala é bastante restrito, sendo certo que aqui não há paridade, pois entram apenas homens. Pelo lado do PS, além de Vital Moreira, são apontados como prováveis Rui Pereira – presidente da Unidade de Missão para a Reforma Penal e membro do Conselho Superior Ministério Público – e Pedro Bacelar de Vasconcelos, constitucionalista da Universidade do Minho e que foi cabeça de lista pelo PS à Assembleia Municipal do Porto nas últimas eleições autárquicas.
Na área socialista, também há a hipótese Vitalino Canas, actual deputado e porta-voz do PS e também especialista em assuntos constitucionais. Mas é um nome que agrada menos a alguns sectores, dada a excessiva proximidade com o aparelho partidário, o que não garantiria a imagem de distanciamento que um juiz do TC deve ter.
Pelo lado do PSD, são apontados os nomes de Blanco de Morais, Jorge Bacelar Gouveia e Luís Marques Guedes. Este último poderia causar alguma surpresa pelo facto de ser o actual líder da bancada social-democrata no Parlamento. Mas num cenário de alteração do grupo parlamentar que tem vindo a ganhar terreno, sobretudo pelo crescente descontentamento interno, a “prateleira dourada” para o filho do primeiro presidente do TC significaria uma saída pela porta grande.
PUBLICO | 13.02.2007
http://www.inverbis.net/tribunais/vital-moreira-quer-ser-presidente-do-tc.html
Setembro 14, 2008 at 3:17 pm
O texto do colega livresco 24. (artigo de vital moreira no Público…) é VITAL, ESTRATEGICAMENTE DECISIVO para se perceber porque a sinistra e o socrático continuam a vir a público falar mal dos professores:
“…De resto, para além de justa em si mesma, a reforma da educação até pode render mais votos na população em geral do que os que faz perder entre os professores…”
Este é o verdadeiro MOTIVO porque aquela gente INSISTE – estudos de opinião revelaram que era preferível perder votos nos professores porque a cada um perdido correspondem 2 ou 3 ganhos com a demagogia.
E aqui teremos de ser muitíssimo inteligentes… ou continuaremos a perder sucessivas batalhas.
Mesmo que em vários artigos de opinião nos jornais de fds cada vez mais cronistas apareçam com um ar desconfiado…
Setembro 14, 2008 at 3:19 pm
Até posso aceitar que o nosso presidente, por desconhecimento profundo em determinada área ou por maus aconselhamentos, defenda determinadas políticas, apesar de achar que a lógica economicista tende a exercer sempre um peso muito grande nas suas decisões.
O que não aceito é que ele tenha fechado os olhos à acção rosada concertada de ataque à dignidade profissional da classe docente, à vergonhosa propaganda eleitoral que todos assistimos e ao consequente desperdício dos dinheiros públicos deste governo.
Porque “Cooperação Estratégica” deve ser outra coisa.
Bem diferente de “Estratégica Cooperação”…
Setembro 14, 2008 at 3:30 pm
Acção de formação para profs (URGENTE)
ACÇÃO DE FORMAÇÃO
FORMADORES
· MILÚ RODRIGUICES, doutorada em Ciências do Insucesso, pela
Universidade Clandestina do Monte da Virgem.
· VALTER GEMES, doutorado em Banalidades e Idiotices, pela
Universidade do Queijo da Serra.
· JORGE CALHAU, doutorado em Incompetências, pela Universidade
Piscatória de Braga.
OBJECTIVOS DA ACÇÃO DE FORMAÇÃO
1. Permitir que os professores desenvolvam as suas capacidades de
técnicos de animação escolar;
2. Incentivar os professores a resistirem até próximo de metade da
idade da reforma;
3. Dinamizar o espírito burocrático na carreira docente;
4. Desenvolver as capacidades físicas, gestuais, linguísticas e
criativas dos docentes.
MÓDULO I – PRÉ-FORMAÇÃO
1. Entender que ensinar é uma violação dos direitos de quem não quer
aprender (350 horas)
2. ‘Quanto mais entreter mais futuro vai ter (250 horas)
MÓDULO II – RELAÇÃO COM A UNIVERSIDADE
1. Superar o Síndrome da Paciência (150 horas)
2. Como se desviar de um OVI (objecto voador identificado) -
Visualização de casos práticos no Youtube (200 horas)
3. Como sobreviver a um ano escolar sem dar uma falta (500 horas)
4. Adquirir capacidade de ignorar quando o aluno lhe rebenta os
dentes (200 horas)
5. Como esvaziar uma caixa de antidepressivos e ansiolíticos em dois
intervalos (150 horas)
6. Como tentar confiscar um telemóvel sem se magoar – Visualização de
casos práticos em vídeo (800 horas)
7. Como utilizar as novas tecnologias num contexto de jogos e
mensagens (125 horas)
MÓDULO III – ACTIVIDADE PRÁTICA
1. Arrotar, dizer palavrões e cuspir, em intervalos consecutivos de
2 segundos (200 horas)
2. Aguentar duas chapadas, três pontapés e uma cabeçada, sempre com
sorriso rasgado (350 horas)
3. Correr 100 metros, com o livro de ponto debaixo do braço, no
máximo de 25 segundos (100 horas)
4. Abanar 500 vezes a cabeça, afirmativamente, durante 5 minutos. (185 horas)
5. Utilizar 5 resmas de papel, para grelhas de auto-avaliação de 20
alunos, no período de 5 dias ( 240 horas)
MÓDULO IV – RELAÇÃO COM O (A) AVALIADOR(A)
1. Nível 1 (principiante): Pagar o almoço do(a) avaliador(a) na
cantina e oferecer-lhe um bilhete para o espectáculo do Tony Carreira
(150 horas).
2. Nível 2 (avançado): Reunir durante 3 horas, não tratar de nada e
fazer uma acta de 17 folhas (225 horas).
PATROCINADORES:
Ø Academia de defesa pessoal ‘PIRA-TE E FOGE, L.DA’
Ø Edições Rebeldia
Ø Associação de Pais ‘COSPE FOGO’
INSCREVE-TE JÁ
n Se enviares a tua inscrição no espaço de 3 dias terás direito a
faltar a 1/2 aula de substituição.
n Se juntares à tua inscrição a de um colega distraído, receberás uma
dentadura postiça e umas canadianas em 2.ª mão.
Sindicato dos Técnicos de Animação Escolar
Setembro 14, 2008 at 3:34 pm
“…De resto, … , a reforma da educação até pode render mais votos na população em geral do que os que faz perder entre os professores…” (raciocínio “classico” do PCP)
Mas essa é a lógica que preside a este ataque de leão dos socretinos e que leva (também) a que toda a oposição esteja calada. Pensam ainda que malhar nos professores dá votos.
Só num país de nível tão tão tão baixo isto pode acontecer. De facto. É próprio de regimes autoritários do 3º mundo.
Setembro 14, 2008 at 3:43 pm
“…De resto, … , a reforma da educação até pode render mais votos na população em geral do que os que faz perder entre os professores…”
Mas é estranho que … PRIMEIRO-MINISTRO “DEFENDE” OS PROFESSORES
Ontem li a notícia, mas, sinceramente, nem lhe dei grande importância, como cada vez mais faço sempre que vejo, ouço ou leio tal personalidade.
Mas fiquei a “roer por dentro” e… não consegui deixar de lhe dar alguma atenção, não pelo merecimento, mas pela bizarrice, para não dizer outra coisa.
Sócrates acusa críticos do sucesso escolar de ofenderem professores
O secretário-geral do PS, José Sócrates, acusou este sábado os sectores que tentam «denegrir» a melhoria registada no sucesso escolar em Portugal de estarem a ofender os professores, os alunos e suas famílias. (In TSF)
De acordo com os factos, o primeiro-ministro não pode estar bem e deve andar preocupadíssimo com os professores.
Dizer que os os críticos do “sucesso escolar” ofendem os professores significa dizer que os professores ofendem os professores, que são uma cambada de masoquistas e esquizofrénicos, pois têm sido estes os maiores críticos do (pseudo)sucesso escolar.
As questões que estas palavras levantam são imensas, nenhuma delas favorável ao primeiro-ministro, o que não é de estranhar para quem vive num “país cor-de-rosa e faz-de-conta” e numa redoma obsessiva de poder e na tentativa de o não perder.
Quanto ao resto, cada um tire as suas conclusões!
http://www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/09/primeiro-ministro-defende-os.html
Setembro 14, 2008 at 3:48 pm
Com.24:
“Os professores bem podem queixar-se da avalancha que lhes caiu em cima desde há três anos e que alterou profundamente a sua condição profissional. Mais tempo na escola, aulas de substituição e maior controlo da assiduidade, mais dificuldade de progressão na carreira, mais exigências de avaliação dos alunos e de informação aos pais, um exigente regime de avaliação, um novo sistema de governo escolar que lhes retira o monopólio na gestão escolar. ”
Gostaria de ver V. M. a escrever sobre este assunto MAS a respeito do Ensino Universitário.
Setembro 14, 2008 at 4:22 pm
Mas V. M. é um “papista” do piorio. Ponha-se só o olho no quanto o gaijo mama todos os meses. Tudo á custa do “Zé”. Bem defende o dele. GANDA COMUNISTA!!! GANDA XOXIALISTA!!!
Melhor: (grande fascista)
Tem o desplante de há boa maneira dos controleiros de serviço do PCP, solicitar o “isolamento de elementos radicais”.
Merece total desprezo.
Setembro 14, 2008 at 4:49 pm
pOIS MAS O VITAL NÃO FALA DO FEUDO DO sUPERIOR..ONDE ESTÁ O NOVO ESTATUTO DA CARREIRA DOCENTE QUE IRIA SER MUDADO?
Dá-me nojo estes sabujos rec+em convertidos aos 40 anos…é como alguém Gay aos 40 de repente eureka..sou hetero…
Setembro 14, 2008 at 4:50 pm
E não sei mesmo se não é necrofilo…gosta de c+adeveres de comunistas ..masturba-se intelectualmente..na revolução cultural na china deve ter sido algo que ele gostaria de ter partcipado…
Setembro 14, 2008 at 5:38 pm
Quem me arranja a prosa de Vital Moreira, acima referida pelo Livresco?
Setembro 14, 2008 at 5:53 pm
O superior interesse do ensino
Março 04, 2008
O Professor universitário Vital Moreira, hoje no Público, defende a ministra da Educação, a política do Governo para a Educação no Secundário e ataca os professores que os contestam, em nome dos superiores interesses gerais e abstractos.
“A reforma do ensino público é essencial à sustentabilidade do escola pública, à melhoria do seu desempenho e à correcção dos vergonhosos indicadores nacionais no que respeita ao insucesso escolar e ao défice de qualidade do ensino.
Tínhamos escolas e professores a mais e qualidade e produtividade a menos. A escola funcionava a meio tempo para a generalidade dos alunos e nem sequer proporcionava aulas de substituição no caso da falta de professores. Uma insólita carreira profissional plana fazia prevalecer a antiguidade, e não o mérito, na progressão profissional. Faltava tanto uma genuína avaliação do desempenho como mecanismos elementares de selecção qualitativa dos professores. Um sistema de autogestão no governo das escolas gerava “endogenia administrativa”, défice de autoridade e falta de responsabilidade perante o exterior”.
Assim escreve Vital, para dar conta dos grandes males e dos remédios a tomar agora, com as medidas que aplaude, sem reservas e com o entusiasmo de quem proclama que este governo quer corrigir em quatro anos os erros e omissões de trinta. Acólitos destes, há poucos.
E valentes! Nesses trinta anos, inclui, naturalmente aqueles, bem bons, passados nas fileiras daquilo que considera “o radicalismo sindical da Fenprof, instrumento sindical do PCP e que “não deixou margem para nenhum acordo nem nenhuma ponte”.
É esse o requisitório do artigo. Seguido do remédio amargo, bem leninista, para males tamanhos: “no interesse da reforma, a ministra da Educação deve trabalhar para isolar os sectores radicais e conquistar pelo menos a compreensão dos sectores mais moderados.” Tomem lá – que é democrático. E ponham-se a pau que o conselho é mesmo para levar à letra.
Vital Moreira, sempre igual a si próprio, também é professor. De uma Universidade. Do ensino superior.
Neste grau, os problemas elencados não existem de todo, como é público e notório. E se existem, poucos falam neles e muito menos quem neles viceja.
Quanto ao problema das escolas e professores a mais, já se sabe que a questão da Moderna, Independente e com professores públicos em turbo-exercicio privado, ou acumulando prebendas honoríficas e pagamento em géneros e espécie, em cargos de relevo social, em instituições públicas e semi-públicas, não é óbice algum ao cumprimento de um horário laboral, de ensino superior.
Se os professores do secundário, dantes, tinham um limite de 22 horas e daí para baixo até chegar ao zero, os professores de universidade, nunca tiveram problemas desses. 22 horas por semana? Para quem? Para os escravos dos contratos a prazo ou em serviço de recibo verde? Isto para Vital Moreira, não é problema sério. A sério, só mesmo os professores secundários que tinham uma escola a funcionar “ a meio tempo”.
Na faculdade de Direito de Coimbra, onde o professor parece que exerce o ensino, problemas destes não existem. Até se trabalha à Sexta-feira à noite e ao Sábado de manhã, para arredondar contas de associações de direito privado, sem fins lucrativos e que prestam contas a elas mesmas e em protocolo, aos conselhos científicos de que fazem parte alguns associados. Isto, comparado como que se passa no ensino secundário, são amendoins. Peanuts. Ninharias.
Depois, outro problema grave elencado, é o sistema de autogestão no governo das escolas secundárias que gerava “endogenia administrativa”. Melhor dizendo, endogamia administrativa.
A autonomia do secundário, negada por causa das endogenias-endogamias, é sempre reivindicada para o superior interesse universitário.
Aí, sim! A plena autonomia, até financeira, e o autogoverno, em vez de permitirem a “endogenia administrativa”, permitem muito singelamente, a verdadeira endogamia: a dos lugares no ensino, agora mais do que nunca cobiçados como tábua de salvação do desemprego certo. Filhos de pais, sabem sempre ensinar. Sobrinhos idem e até primos e outros familiares e amigalhaços, que podem entrar no sistema, em endogamia, essa sim, genuína e desavergonhada.
A autoridade professoral e a responsabilidade perante o exterior, ficam asseguradas, para o secundário e, segundo Vital, com estas excelentes medidas de novos critérios de gestão. Que servem para o secundário, se funcionarem bem, o que é duvidoso, mas nunca por nunca serviriam para o superior. Os altos interesses são outra coisa.
Assim, a autoridade professoral, advém muito naturalmente da total ausência de controlo externo ou até mesmo interno, no que se refere à essência pedagógica e à qualidade intrínseca do ensino. Breve, os professores universitários, fazem o que bem querem e sobra-lhes o tempo para isso. Ninguém os vai questionar sobre a sua competência, já assegurada previamente, aquando da admissão. Ninguém os vai avaliar novamente, analisando as suas manias e taras. Ninguém os irá incomodar minimamente, através de queixas ao reitor ou ao conselho científico ou pedagógico, enquanto os mesmos não cometerem o crime mais grave que podem cometer e que nem vem no Código Penal: o de lesa-majestade, perante os superiores interesses da Universidade, dirigida pelos pares, uma pouco mais acima.
É sempre assim: quem vê argueiros alheios, está sempre alheado das traves que o cercam.
Para o Secundário, tem uma ministra corajosa, que não cede, em nome do bem público. Para o Superior, basta-lhes um Gago.
http://www.grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/2008/03/o-superior-interesse-do-ensino.html
Setembro 14, 2008 at 6:04 pm
2007-03-18 – 00:00:00
Entrevista: Marques Mendes
Jornalista : Jorge Paula
Marques Mendes, líder do PSD, acusa o primeiro-ministro de ter um projecto de poder pessoal perigoso para a democracia. Irónico, diz que o País só está melhor do que o Burundi e afirma que o aeroporto da Ota pode ser o pântano de Sócrates.
Correio da Manhã – Gosta do estilo de José Sócrates?
Marques Mendes – Não vou comentar estilos. O que acho é que a atitude que o primeiro-ministro tem utilizado é errada. Essencialmente porque tem a preocupação de atirar portugueses contra portugueses. É uma atitude política errada. É um pretexto, a alegada existência de privilégios de todas estas classes, como se de repente se tivesse descoberto que o País é formado por privilegiados. E sobretudo tem um objectivo muito mau: explorar o sentimento da inveja nacional.
– Da inveja?
– Da inveja nacional. No momento em que ataca um sector está a colocar na prática portugueses contra portugueses. Um segundo aspecto negativo na sua atitude é a tentação que se nota de um controlo enorme do poder. Eu alertei em Dezembro para o facto de o primeiro-ministro parecer ter um projecto pessoal de controlo de poder, de acumulação de poder.
– O tempo deu-lhe razão?
– Três meses depois já perceberam que não era um ponto de vista partidário, mas sim a constatação de uma realidade.
– Está a referir-se ao recente anúncio de concentração de poderes policiais?
– É o último exemplo e dos mais perigosos, mas não é o único.
– Quais são os outros? A Comunicação Social?
– Há uma preocupação enorme de controlo na Comunicação Social, nos centros de decisão económica, na Justiça, na investigação criminal e mais recentemente nas polícias. Já não é uma questão partidária. Tem a ver com a qualidade da nossa democracia. Isto não é autoridade. É abuso de poder. É confundir maioria absoluta com poder absoluto.
– A Comunicação Social está a ser objecto de diversas medidas polémicas. O que é que vai fazer?
– Neste domínio da Comunicação Social há uma preocupação crescente de controlo, um controlo cada vez mais apertado. Nesta matéria todos os partidos têm pecados. Mas os Governos anteriores, de todos os partidos, em comparação com este, são uns meninos de coro.
– Também teve a tutela da Comunicação Social.
– Todos os Governos têm essa tentação. Estou a reconhecer isso. Agora, repito, em comparação com o que se está a passar, são todos meninos de coro.
– E Sócrates não é um menino de coro.
– Não. Acho que não é tanto um projecto partidário. É muito pessoal. É o poder em sectores nucleares na mão de uma pessoa só. E em democracia isto não pode acontecer. A democracia é o regime do equilíbrio de poderes.
– O que é que o PSD pode fazer para contrariar esse projecto pessoal?
– É o que temos feito. Denunciar a situação.
– Mas se a situação é tão grave não pensa alertar o Presidente da República?
– Cada coisa a seu tempo.
– Está a renascer o Estado policial? É perigoso para a democracia?
– É perigoso e afecta a qualidade da democracia. Eu alertei em Dezembro para esta situação e agora vastos sectores, que não têm nada a ver com o PSD, dão-me razão. Está em curso este projecto de poder pessoal. A denúncia que fizemos está a seguir o seu curso e acho que a força da opinião pública é o instrumento essencial para que o Governo recue em intenções que não são boas para a democracia.
(…)
– Como é que explica, então, a posição irredutível do primeiro-ministro? Por ser teimoso? (OTA)
– Esta teimosia é grave. E só há uma explicação: como a situação do País é grave, os resultados são nulos e não tem nada para apresentar ao País, quer a toda a força mostrar obra.
– É um alibi?
– É uma tentativa de mostrar que afinal há qualquer coisa, há obra, para tentar desviar as atenções dos problemas reais quer na economia, quer na saúde, quer no desemprego. E para isso tenta criar um elefante branco, fazer um erro colossal.
– Que pode ser fatal para Sócrates?
– Olhe, Sócrates pode acabar no pântano do aeroporto da Ota se não tiver o bom senso de recuar. O Governo não pode querer resolver o seu problema à custa do dinheiro de todos os portugueses.
– É tão grave que levou o problema a Cavaco Silva?
– Ao fim de um ano foi a primeira vez que pedi uma audiência ao Presidente da República. Mas este caso é sério demais, porque podemos estar perante um erro colossal, porque a teimosia pode levar a um disparate que compromete os próximos Governos e Orçamentos.
(…)
– Há causas para a corrupção. Quais são?
– Olhe, digo isto com algum exagero, mas reconheço que cada lei que se faz em Portugal é um convite à corrupção. Porque são complexas e burocráticas
Setembro 14, 2008 at 6:09 pm
2007-03-18 – 00:00:00
Entrevista: Marques Mendes
Jornalista : Jorge Paula
“(…)Mas se a situação é tão grave não pensa alertar o Presidente da República?
– Cada coisa a seu tempo.(…)”
Comentário meu: Alertou. De certo.
Setembro 14, 2008 at 6:10 pm
retirem-se as conclusões sobre quem é e o que defende o sr Silva…
Setembro 14, 2008 at 7:21 pm
Declaração de voto relativamente ao texto constitucional – Intervenção de Vital Moreira
Sábado, 03 Abril 1976
… “Lutámos por uma Constituição democrática que visasse a garantia das liberdades e direitos fundamentais, a eliminação das sequelas do fascismo e a consolidação de um regime democrático.”…
…” Lutámos, enfim, por uma Constituição que garantisse os interesses da classe operária, dos camponeses, dos pequenos e médios proprietários, industriais e comerciantes, de todo o povo trabalhador, e pudesse representar uma plataforma de aliança de todas as classes, camadas e forças sociais interessadas na revolução portuguesa iniciada em 25 de Abril de 1974.” …
…”Nessa luta tivemos de enfrentar os ataques caluniosos dos partidos da direita, a demagogia irresponsável daqueles que, sob capa de esquerda, acabam a servir os interesses da direita.” …
…”Sr. Presidente, Srs. Deputados: Sabemos que as forças, da direita tentarão recuperar a Constituição para os seus interesses. Sabemos que tentarão reduzi-la a um mero papel a ser rasgado e violado, porventura emoldurado, mas não aplicado como instrumento de transformação da sociedade.” …
…”Se o nosso povo a tomar nas suas mãos, esta Constituição será uma bandeira de luta, uma barreira erguida contra a recuperação capitalista, contra o regresso do fascismo.” …
pois é …
ou melhor: pois era …
Setembro 14, 2008 at 7:22 pm
Filomena Diz:
Abril 12, 2008
Eu sou professora do Ensino Básico / Secundário, porém, já fui professora do Ensino Superior e por lá não continuei porque não quis! Não quis perpetuar o meu estatuto de professora equiparada a… Durante os anos que por lá andei fartei-me de trabalhar: leccionava, em média, 12 h semanais. Anos lectivos houve eu que ora leccionava 9 h/semana num semestre ora lecciona 14 h/semama no outro semestre. Já repararam como trabalhei? Trabalhava tanto para os alunos que não sei como tinha horas a fio por minha conta, isto é, para investir na minha formação. Devo ter sido uma excepção! Vejam bem que não tinha um dia livre por semana: às vezes tinha 2 outras vezes tinha 3 dias! Aquela gente era muito má a fazer horários, não acham? Afinal eu até estava lá na faculdade todos os dias!!! Pois é, mas a trabalhar para a minha valorização profissional. Foram anos mesmo estranhos: diria que de luxo…tinha um gabinete, ainda que partilhado, computador, material de escritório, telefone… Faltar às aulas? Faltava quando precisava, como agora faço, mas com umas diferenças: não tinha falta, não se “metia” o artigo x, y, ou z…simplesmente se avisavam os alunos de que a aula não seria dada e que posteriormente seria compensada em data e horário a definir. Voltando atrás…dediquei tantas horas de trabalho à componente lectiva que até tive tempo de me dedicar a um Mestrado e, seguidamente, a iniciar um Doutoramento. E, repare-se bem, a faculdade até me pagava as despesas de investigação, incluindo propinas… Estive presente em conferências nacioanais e internacionais e, não obstante as despesas a meu cargo, havia sempre uns tostões vindos da FCT e da própria faculdade para que os gastos por minha conta fossem minimizados. Quem será que contribuiu para tudo isto? talvez os desgraçados dos educadores de infância e dos professores dos ensinos básico e secundário, digo eu!
In,
http://www.educar.wordpress.com/2008/04/12/pela-blogosfera-causa-nossa/#comments
Setembro 14, 2008 at 7:25 pm
uma das características mais tenebrosas do fascismo:
o chefe, que concentra todo o poder, deve-se obediência absoluta.
Setembro 14, 2008 at 7:29 pm
Exactamente… e que ninguem pense que não se pode voltar atrás..em 1937 pensavam assim..guerra nunca mais e vejam o que se seguiu..
Setembro 14, 2008 at 8:35 pm
Mas alguém acredita que o sr. Silva vai defender os professores?
Votaram nele, agora aturem-no.
Setembro 14, 2008 at 9:33 pm
Paulo Guinote não te esqueças que o Vital Moreira é o ideólogo deste regime fascista…
Setembro 14, 2008 at 9:35 pm
Existe mais um artigo que é preciso dar atenção: este a ler com toda a atenção
http://www.scribd.com/doc/2362394/Publico-Jose-Socrates-Pode-alguem-ser-quem-nao-e-Helena-Matos
Setembro 14, 2008 at 9:38 pm
Demoro 2 dias a arranjar o artigo…PDF, imagem do original
Setembro 14, 2008 at 9:44 pm
Liguem para a SIC
Setembro 14, 2008 at 9:54 pm
Ó Livresco, vê lá se digitalizas o artigo do Eduardo Cintra Torres que saiu ontem no Público e o mandas para o Paulo. Faz um diagnóstico demolidor sobre os fretes da comunicação social ao governo.
Se precisares do jornal, diz.
Setembro 14, 2008 at 9:57 pm
Preciso do Público de hoje.
Paulo Guinote volto a dizer – levem muito a sério o Vital Moreira – ele é o ideólogo do regime e LIGUEM A SIC
Setembro 14, 2008 at 9:57 pm
LIGUEM A SIC
Setembro 14, 2008 at 10:00 pm
Os argumentos de Vital Moreira
Sexta-feira, Março 07, 2008
O professor Vital Moreira, também blogger no causa nossa, lamenta-se por causa das reacções de comentadores ao seu último artigo no Público, sobre a política educativa deste Governo e da contestação à mesma, pelos professores.
Refere que a maior parte dos comentadores discorda do escrito, tendo algumas das mensagens de resposta ao mesmo, sido “insultuosas e mal-criadas” ( sic).
Acha que a única crítica com alguma validade de apreciação- as outras ficam a caracterizar os malcriados- seria à afirmação no sentido de que “o protesto visa defender os seus “interesses profissionais”.
Está enganado, mais uma vez.
A crítica que lhe fazem, incluindo também os habituais “mabecos” da escrita em blog, não tem a ver com a honestidade de uma posição intelectual, susceptível de discussão.
Tem essencialmente a ver, com a sua posição de defensor, por vezes à outrance, das posições do poder político actual, executivo, onde está representado de modo directo e familiar. Tem a ver com a defesa de opções políticas concretas que não fundamenta devidamente, senão através de postais simples de ideias feitas e afirmações correntes, tidas como indiscutíveis e evidentes e por vezes contrárias às evidências ( caso do referendo, perdão, não referendo ao Tratado europeu) .
Os artigos no Público, arrazoam por vezes, em complemento de ideias consabidas e já colocadas em postaizinhos de duas frases.
Tudo isto seria irrelevante, caso Vital Moreira fosse um comentador anónimo ou com credibilidade diminuída, como é o caso patente da sua companheira de escrita, no blog em causa.
É por isso que Vital Moreira pode dar-se ao luxo do insulto subtil ou ainda da grosseria escondida. É também por isso que faz por ignorar os “mabecos” do costume que lhe “tentam morder as canelas”.
Se Vital fosse anónimo, mesmo com nome próprio como é um avatar que anda por aí, a escrever em blogs, nada disto contava e ninguém lhe passava charuto.
Mas não é o caso. Por força da sua posição política de força, prestigiada pela ocupação de cargos públicos e currículo político, Vital Moreira erige-se como núncio de medidas e programas de governo e ao mesmo tempo acólito fervoroso das mesmas medidas e remédios para os males que configura como indiscutíveis. Dá conselhos directos a governantes. Dá palpites de estratégia e táctica. Recebe convites para assistir a conferências de gente importante. Dá palpites privados, certamente ouvidos, sendo membro de associações de carácter privado com relevância pública ( CEDIPRE).
Participa ou participou ( continuará no Conselho Geral e de Supervisão da EDP?) em corpos sociais de empresas públicas e dá pareceres consultivos em hospitais públicos ( de Coimbra); é solicitado para dar ( vender?) pareceres ao Governo sobre matérias de governação.
Enfim, é uma figura pública que escreve o que escreve, colocando-se acima da turba e neste caso, afrontando os professores do ensino Secundário, como afrontou outros profissionais de outros ofícios, sem assumir plenamente a sua condição de classe, a não ser a de apaniguado do poder, para tentar perceber a razão profunda de tão grande mal-estar.
Vital Moreira, é um guerreiro político. Não um menino, mas um maduro que não medrou democraticamente. Vital Moreira, conseguiria sobreviver numa ditadura qualquer, desde que lhe fosse próxima ideologicamente. Conseguiria arranjar argumentos para a defender com unhas e dentes metafóricos, tal como já fez no passado.
O caso do professor Vital, é por isso, um caso pessoal. Não deve estranhar que as críticas que lhe fazem, sejam também ad hominem. E que diferem das críticas ad persona, embora por vezes, perigosamente andem lá perto. Neste caso, porém, quando sucedem, sibi imputet. Vital Moreira, põe-se demasiadas vezes a jeito para o efeito. Responde à letra, com luvas contundentes.
E a mediocridade do actual poder político governativo, dá-lhe ampla rédea, agora segura pelo mesmo, porque o cavalga pelo lado da influência de facto, para se postar como cavaleiro andante da dama desse poder.
Quem escreve contra o que Vital Moreira escreve, do modo que o indivíduo não gosta, trata-o, afinal, como ele trata sempre os adversários: com amplo desprezo crítico. As palavras podem ser mais melífluas ou mais adocicadas, mas o espírito, esse, é patente e notório: Vital Moreira não tem qualquer respeito por ideias alheias que lhe tirem o tapete confortável que anda a ajudar a tecer e que tem essencialmente a ver com uma única coisa: poder de mandar nos outros, segundo as ideias próprias, sem legitimidade directa, para tal.
Quem não entender isto, a meu ver, não entende os escritos de Vital Moreira. E é essencialmente por isso que lhe presto tanta atenção.
Publicado por josé 10:29:00
4 comentários:
At 12:45 PM, Março 07, 2008 KILAS said…
Vital Moreira é um incompreendido, qual Calimero…
Então não percebem que tendo ele recebido a escola do velho PCP, caracterizado pelos deveres de fidelidade e de obediência – isto, claro está, até que o barco começou a afundar-se pq aí começaram vários ratos a fugir do porão -, mais não está a fazer do que a agradecer ao Governo de José Sousa ( para não ofendermos o grande pensador grego, que foi Sócrates ), quer por dar emprego à sua excelsa esposa como Sec. de Estado quer pelos pareceres que lhe paga, principescamente supões uma vez que se desconhece o quantum o Estado paga a notáveis jurisconsultos da praça…
Quem não se lembra do Judas ( e da notável obra que fez em Cascais); do inefável Pina Moura, ops, Prof. Pina Moura, de José Magalhães, de Mário Lino Jamé, etc…
Bem sei que a ex-camarada Zita deu uma cambalhota muito maior… Não é preciso baterem!…
At 1:25 PM, Março 07, 2008 homoclinica said…
Para ler opiniões de 2 docentes do ensino superior, sem os constrangimentos mentais de vital moreira ir aqui: http://homoclinica.blogspot.com/2008/03/valer-pena-mudar.html/
At 6:04 PM, Março 07, 2008 Tino said…
A dignidade de um Homem e a sua credibilidade intelectual não têm preço.
No caso de Vital Moreira parecem ter.
É demasiado triste…
At 11:43 AM, Março 09, 2008 Rui said…
Tenho pena também de ter de concordar totalmente com o post.
Veja-se aqui:
“(…)o princípio básico da democracia representativa, segundo a qual o que conta são os votos em eleições e não os números em manifestações. As moções de censura votam-se no Parlamento.” (post no Causa Nossa em 8/3/08)
Como é que alguém que está sempre contra a guerra no Iraque, Guantánamo ou as restrições ao aborto, sem nunca criticar as respectivas manifestações, mas nunca se coibindo de criticar os respectivos governos, pode escrever uma coisa destas?
grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/2008/03/os-argumentos-de-vital-moreira.html
Setembro 14, 2008 at 10:01 pm
Paulo Guinote lê com muita atenção…:
Os argumentos de Vital Moreira
Sexta-feira, Março 07, 2008
O professor Vital Moreira, também blogger no causa nossa, lamenta-se por causa das reacções de comentadores ao seu último artigo no Público, sobre a política educativa deste Governo e da contestação à mesma, pelos professores.
Refere que a maior parte dos comentadores discorda do escrito, tendo algumas das mensagens de resposta ao mesmo, sido “insultuosas e mal-criadas” ( sic).
Acha que a única crítica com alguma validade de apreciação- as outras ficam a caracterizar os malcriados- seria à afirmação no sentido de que “o protesto visa defender os seus “interesses profissionais”.
Está enganado, mais uma vez.
A crítica que lhe fazem, incluindo também os habituais “mabecos” da escrita em blog, não tem a ver com a honestidade de uma posição intelectual, susceptível de discussão.
Tem essencialmente a ver, com a sua posição de defensor, por vezes à outrance, das posições do poder político actual, executivo, onde está representado de modo directo e familiar. Tem a ver com a defesa de opções políticas concretas que não fundamenta devidamente, senão através de postais simples de ideias feitas e afirmações correntes, tidas como indiscutíveis e evidentes e por vezes contrárias às evidências ( caso do referendo, perdão, não referendo ao Tratado europeu) .
Os artigos no Público, arrazoam por vezes, em complemento de ideias consabidas e já colocadas em postaizinhos de duas frases.
Tudo isto seria irrelevante, caso Vital Moreira fosse um comentador anónimo ou com credibilidade diminuída, como é o caso patente da sua companheira de escrita, no blog em causa.
É por isso que Vital Moreira pode dar-se ao luxo do insulto subtil ou ainda da grosseria escondida. É também por isso que faz por ignorar os “mabecos” do costume que lhe “tentam morder as canelas”.
Se Vital fosse anónimo, mesmo com nome próprio como é um avatar que anda por aí, a escrever em blogs, nada disto contava e ninguém lhe passava charuto.
Mas não é o caso. Por força da sua posição política de força, prestigiada pela ocupação de cargos públicos e currículo político, Vital Moreira erige-se como núncio de medidas e programas de governo e ao mesmo tempo acólito fervoroso das mesmas medidas e remédios para os males que configura como indiscutíveis. Dá conselhos directos a governantes. Dá palpites de estratégia e táctica. Recebe convites para assistir a conferências de gente importante. Dá palpites privados, certamente ouvidos, sendo membro de associações de carácter privado com relevância pública ( CEDIPRE).
Participa ou participou ( continuará no Conselho Geral e de Supervisão da EDP?) em corpos sociais de empresas públicas e dá pareceres consultivos em hospitais públicos ( de Coimbra); é solicitado para dar ( vender?) pareceres ao Governo sobre matérias de governação.
Enfim, é uma figura pública que escreve o que escreve, colocando-se acima da turba e neste caso, afrontando os professores do ensino Secundário, como afrontou outros profissionais de outros ofícios, sem assumir plenamente a sua condição de classe, a não ser a de apaniguado do poder, para tentar perceber a razão profunda de tão grande mal-estar.
Vital Moreira, é um guerreiro político. Não um menino, mas um maduro que não medrou democraticamente. Vital Moreira, conseguiria sobreviver numa ditadura qualquer, desde que lhe fosse próxima ideologicamente. Conseguiria arranjar argumentos para a defender com unhas e dentes metafóricos, tal como já fez no passado.
O caso do professor Vital, é por isso, um caso pessoal. Não deve estranhar que as críticas que lhe fazem, sejam também ad hominem. E que diferem das críticas ad persona, embora por vezes, perigosamente andem lá perto. Neste caso, porém, quando sucedem, sibi imputet. Vital Moreira, põe-se demasiadas vezes a jeito para o efeito. Responde à letra, com luvas contundentes.
E a mediocridade do actual poder político governativo, dá-lhe ampla rédea, agora segura pelo mesmo, porque o cavalga pelo lado da influência de facto, para se postar como cavaleiro andante da dama desse poder.
Quem escreve contra o que Vital Moreira escreve, do modo que o indivíduo não gosta, trata-o, afinal, como ele trata sempre os adversários: com amplo desprezo crítico. As palavras podem ser mais melífluas ou mais adocicadas, mas o espírito, esse, é patente e notório: Vital Moreira não tem qualquer respeito por ideias alheias que lhe tirem o tapete confortável que anda a ajudar a tecer e que tem essencialmente a ver com uma única coisa: poder de mandar nos outros, segundo as ideias próprias, sem legitimidade directa, para tal.
Quem não entender isto, a meu ver, não entende os escritos de Vital Moreira. E é essencialmente por isso que lhe presto tanta atenção.
Publicado por josé 10:29:00
4 comentários:
At 12:45 PM, Março 07, 2008 KILAS said…
Vital Moreira é um incompreendido, qual Calimero…
Então não percebem que tendo ele recebido a escola do velho PCP, caracterizado pelos deveres de fidelidade e de obediência – isto, claro está, até que o barco começou a afundar-se pq aí começaram vários ratos a fugir do porão -, mais não está a fazer do que a agradecer ao Governo de José Sousa ( para não ofendermos o grande pensador grego, que foi Sócrates ), quer por dar emprego à sua excelsa esposa como Sec. de Estado quer pelos pareceres que lhe paga, principescamente supões uma vez que se desconhece o quantum o Estado paga a notáveis jurisconsultos da praça…
Quem não se lembra do Judas ( e da notável obra que fez em Cascais); do inefável Pina Moura, ops, Prof. Pina Moura, de José Magalhães, de Mário Lino Jamé, etc…
Bem sei que a ex-camarada Zita deu uma cambalhota muito maior… Não é preciso baterem!…
At 1:25 PM, Março 07, 2008 homoclinica said…
Para ler opiniões de 2 docentes do ensino superior, sem os constrangimentos mentais de vital moreira ir aqui: http://homoclinica.blogspot.com/2008/03/valer-pena-mudar.html/
At 6:04 PM, Março 07, 2008 Tino said…
A dignidade de um Homem e a sua credibilidade intelectual não têm preço.
No caso de Vital Moreira parecem ter.
É demasiado triste…
At 11:43 AM, Março 09, 2008 Rui said…
Tenho pena também de ter de concordar totalmente com o post.
Veja-se aqui:
“(…)o princípio básico da democracia representativa, segundo a qual o que conta são os votos em eleições e não os números em manifestações. As moções de censura votam-se no Parlamento.” (post no Causa Nossa em 8/3/08)
Como é que alguém que está sempre contra a guerra no Iraque, Guantánamo ou as restrições ao aborto, sem nunca criticar as respectivas manifestações, mas nunca se coibindo de criticar os respectivos governos, pode escrever uma coisa destas?
Setembro 14, 2008 at 10:01 pm
Os argumentos de Vital Moreira
Sexta-feira, Março 07, 2008
O professor Vital Moreira, também blogger no causa nossa, lamenta-se por causa das reacções de comentadores ao seu último artigo no Público, sobre a política educativa deste Governo e da contestação à mesma, pelos professores.
Refere que a maior parte dos comentadores discorda do escrito, tendo algumas das mensagens de resposta ao mesmo, sido “insultuosas e mal-criadas” ( sic).
Acha que a única crítica com alguma validade de apreciação- as outras ficam a caracterizar os malcriados- seria à afirmação no sentido de que “o protesto visa defender os seus “interesses profissionais”.
Está enganado, mais uma vez.
A crítica que lhe fazem, incluindo também os habituais “mabecos” da escrita em blog, não tem a ver com a honestidade de uma posição intelectual, susceptível de discussão.
Tem essencialmente a ver, com a sua posição de defensor, por vezes à outrance, das posições do poder político actual, executivo, onde está representado de modo directo e familiar. Tem a ver com a defesa de opções políticas concretas que não fundamenta devidamente, senão através de postais simples de ideias feitas e afirmações correntes, tidas como indiscutíveis e evidentes e por vezes contrárias às evidências ( caso do referendo, perdão, não referendo ao Tratado europeu) .
Os artigos no Público, arrazoam por vezes, em complemento de ideias consabidas e já colocadas em postaizinhos de duas frases.
Tudo isto seria irrelevante, caso Vital Moreira fosse um comentador anónimo ou com credibilidade diminuída, como é o caso patente da sua companheira de escrita, no blog em causa.
É por isso que Vital Moreira pode dar-se ao luxo do insulto subtil ou ainda da grosseria escondida. É também por isso que faz por ignorar os “mabecos” do costume que lhe “tentam morder as canelas”.
Se Vital fosse anónimo, mesmo com nome próprio como é um avatar que anda por aí, a escrever em blogs, nada disto contava e ninguém lhe passava charuto.
Mas não é o caso. Por força da sua posição política de força, prestigiada pela ocupação de cargos públicos e currículo político, Vital Moreira erige-se como núncio de medidas e programas de governo e ao mesmo tempo acólito fervoroso das mesmas medidas e remédios para os males que configura como indiscutíveis. Dá conselhos directos a governantes. Dá palpites de estratégia e táctica. Recebe convites para assistir a conferências de gente importante. Dá palpites privados, certamente ouvidos, sendo membro de associações de carácter privado com relevância pública ( CEDIPRE).
Participa ou participou ( continuará no Conselho Geral e de Supervisão da EDP?) em corpos sociais de empresas públicas e dá pareceres consultivos em hospitais públicos ( de Coimbra); é solicitado para dar ( vender?) pareceres ao Governo sobre matérias de governação.
Enfim, é uma figura pública que escreve o que escreve, colocando-se acima da turba e neste caso, afrontando os professores do ensino Secundário, como afrontou outros profissionais de outros ofícios, sem assumir plenamente a sua condição de classe, a não ser a de apaniguado do poder, para tentar perceber a razão profunda de tão grande mal-estar.
Vital Moreira, é um guerreiro político. Não um menino, mas um maduro que não medrou democraticamente. Vital Moreira, conseguiria sobreviver numa ditadura qualquer, desde que lhe fosse próxima ideologicamente. Conseguiria arranjar argumentos para a defender com unhas e dentes metafóricos, tal como já fez no passado.
O caso do professor Vital, é por isso, um caso pessoal. Não deve estranhar que as críticas que lhe fazem, sejam também ad hominem. E que diferem das críticas ad persona, embora por vezes, perigosamente andem lá perto. Neste caso, porém, quando sucedem, sibi imputet. Vital Moreira, põe-se demasiadas vezes a jeito para o efeito. Responde à letra, com luvas contundentes.
E a mediocridade do actual poder político governativo, dá-lhe ampla rédea, agora segura pelo mesmo, porque o cavalga pelo lado da influência de facto, para se postar como cavaleiro andante da dama desse poder.
Quem escreve contra o que Vital Moreira escreve, do modo que o indivíduo não gosta, trata-o, afinal, como ele trata sempre os adversários: com amplo desprezo crítico. As palavras podem ser mais melífluas ou mais adocicadas, mas o espírito, esse, é patente e notório: Vital Moreira não tem qualquer respeito por ideias alheias que lhe tirem o tapete confortável que anda a ajudar a tecer e que tem essencialmente a ver com uma única coisa: poder de mandar nos outros, segundo as ideias próprias, sem legitimidade directa, para tal.
Quem não entender isto, a meu ver, não entende os escritos de Vital Moreira. E é essencialmente por isso que lhe presto tanta atenção.
Publicado por josé 10:29:00
grandelojadoqueijolimiano.blogspot.com/2008/03/os-argumentos-de-vital-moreira.html
Setembro 14, 2008 at 10:05 pm
Eu francamente estou farto dos dislates do Vital Moreira…amigo pessoal do José Sócrates e ideólogo do regime
Setembro 14, 2008 at 10:06 pm
Faz-me lembrar um comandante de campo de concentração nazi!
Setembro 14, 2008 at 10:07 pm
Dos comentários:
“Vital Moreira é um incompreendido, qual Calimero…
Então não percebem que tendo ele recebido a escola do velho PCP, caracterizado pelos deveres de fidelidade e de obediência – isto, claro está, até que o barco começou a afundar-se pq aí começaram vários ratos a fugir do porão -, mais não está a fazer do que a agradecer ao Governo de José Sousa ( para não ofendermos o grande pensador grego, que foi Sócrates ), quer por dar emprego à sua excelsa esposa como Sec. de Estado quer pelos pareceres que lhe paga, principescamente supões uma vez que se desconhece o quantum o Estado paga a notáveis jurisconsultos da praça…
Quem não se lembra do Judas ( e da notável obra que fez em Cascais); do inefável Pina Moura, ops, Prof. Pina Moura, de José Magalhães, de Mário Lino Jamé, etc…
Bem sei que a ex-camarada Zita deu uma cambalhota muito maior… Não é preciso baterem!…”
Setembro 14, 2008 at 10:08 pm
dislates de um prostituto…:
“A dignidade de um Homem e a sua credibilidade intelectual não têm preço.
No caso de Vital Moreira parecem ter.
É demasiado triste..”
Setembro 14, 2008 at 10:09 pm
“Tenho pena também de ter de concordar totalmente com o post.
Veja-se aqui:
“(…)o princípio básico da democracia representativa, segundo a qual o que conta são os votos em eleições e não os números em manifestações. As moções de censura votam-se no Parlamento.” (post no Causa Nossa em 8/3/08)
Como é que alguém que está sempre contra a guerra no Iraque, Guantánamo ou as restrições ao aborto, sem nunca criticar as respectivas manifestações, mas nunca se coibindo de criticar os respectivos governos, pode escrever uma coisa destas?”
Setembro 14, 2008 at 10:12 pm
Frases da semana
- “O que se está a fazer na Educação não é uma reforma… é uma aposentação” – Eixo do Mal, SICNotícias.
- “Esta equipa do Ministério da Educação, que baixa a fasquia para subir as estatísticas, devia estar era na Liga Portuguesa de Futebol. Aumentava o tamanho das balizas, para o futebol português passar a ter mais golos…” – José Diogo Quintela, humorista.
Setembro 14, 2008 at 10:17 pm
56 – Manuel Sanches (e tu Paulo Guinote) lê com muita atenção – o fascismo anda por ai:
http://www.scribd.com/doc/2576479/Publico-Lusa-governamentalizada-a-forca-Eduardo-Cintra-Torres
Setembro 14, 2008 at 10:20 pm
Manuel Caldeira Cabral
O choque académico
O país das universidades na banca rota, em risco de deixarem de pagar salários e com dificuldades em garantir o arranque do ano escolar, contrasta com o discurso de incremento da investigação e aposta nas qualificações do governo. Os académicos estão desiludidos com Mariano Gago, e têm razões para estar.
O governo de José Sócrates entrou com um discurso positivo em relação ao ensino superior. O choque tecnológico definia um ambicioso aumento das verbas para investigação e uma aposta na qualificação das pessoas, que passava por um reforço do número de licenciados e de pós-graduados. Objectivos que prometiam por fim a três anos particularmente negros para o ensino superior: entre 2003 e 2005 houve importantes cortes nas verbas das universidades. Diminuíram as verbas para a investigação e caíram os montantes atribuídos às despesas gerais das universidades, devido aos cortes orçamentais. Em alguns casos foram ainda reduzidas as transferências para o ensino em resultado da quebra do número de candidatos verificado nesse período.
Mariano Gago apresentava-se então ao país como um ministro com experiência, com forca dentro do governo e com uma sensibilidade académica. Criaram-se fortes expectativas de que o seu ministério iria trazer reformas importantes ao mundo académico português e retiraria as universidades da situação de penúria em que estavam. Ao fim de três anos o mundo académico sente-se distante dos objectivos do ministro que o tutela. Muitas das reformas continuam por fazer e não se sabe qual a direcção que o ministério quer dar. Os académicos não participam nas decisões. As universidades continuam a não saber, de forma clara, com o que podem contar. Todos os anos há novos cortes e novos truques para cortar ainda mais.
A situação de ruptura em que já se encontrava o ensino superior foi apenas agravada. Desde 2005, as verbas liquidas atribuídas às universidades desceram, enquanto os encargos subiram, com o aumentos dos preços e das remunerações, e as subidas de categoria. No corrente ano, com o forte desvio de verbas para a Caixa Geral de Aposentações (CGA), as universidades ficaram ainda mais estranguladas.
Será que isso significa que não vão abrir, ou não vão conseguir pagar salários? Penso que não. Mas este apertar do cinto, que já estava na última casa, irá ter consequências. Para os alunos, uma vez que esta situação não deixa outra opção às universidades senão cobrar as propinas máximas, e em cima disso tentar obter todo o tipo de receitas os serviços adicionais. Para a qualidade de ensino, já que as limitações de fotocópias, a não reparação e reposição de projectores e outro material didáctico, os cortes nas subscrições de revistas e de acesso a programas informáticos e a bases de dados, reflectem-se na forma clara na forma como as aulas decorrem. Os alunos vão pagar mais e receber um serviço pior.
Outra consequência negativa será, sem dúvida, o desvio de verbas da investigação para garantir o funcionamento das universidades e o ensino. Algo que já ocorre há algum tempo, mas que se irá agravar. A percentagem que as instituições retêm dos projectos de investigação subiu em quase todas as universidades, enquanto que o apoio que estas dão aos projectos diminuiu. Há várias áreas das ciências em que o material de laboratório e os consumíveis usados nas aulas – obrigatórias em muitos cursos – são todos comprados com verbas de investigação. Esta situação leva a questionar qual foi o verdadeiro aumento de verbas aplicadas em investigação. O aumento de investimento em investigação tão anunciado pelo ministro foi principalmente canalizado para um número reduzido de grandes projectos apadrinhados pelo ministério. Os objectivos e projectos estão a ser decididos de forma mais política, sem ser claro quais os critérios que levam a privilegiar umas áreas face a outras.
Nos anos noventa Portugal fez um enorme esforço de expansão e melhoria das suas universidades. Investiu, por exemplo enormes recursos em formar doutorados, que hoje trabalham em Universidades sem dinheiro para lhes dar condições, ou partem para o estrangeiro. Esta é a verdadeira má gestão que existe no sistema de ensino superior português.
Esta situação tem de mudar. Já devia ter mudado. Portugal precisa de universidades fortes e de qualidade. Em condições de cooperarem com as melhores universidades do mundo. Com capacidade de continuarem a atrair bons académicos. Com capacidade de manterem a sua autonomia. Estas condições não podem ser melhoradas apenas em ano de eleições. É neste sentido que Mariano Gago desiludiu.
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=322464
Setembro 14, 2008 at 10:21 pm
Apareçam por cá…porque ando por aqui:
/homoclinica.blogspot.com/
Setembro 14, 2008 at 10:24 pm
O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.
Martin Luther King
Setembro 15, 2008 at 1:18 am
«Uma insólita carreira profissional plana fazia prevalecer a antiguidade, e não o mérito, na progressão profissional.» Vital Moreira.
E sobre a carreira militar, sr Moreira, nada lhe apraz dizer?
Setembro 15, 2008 at 9:39 pm
O xoné do Vital. Ele é que tem uma ganda carreira toda (bem) aplanada de não fazer népias.
Trabalha para ele próprio bem pago pelo portuga. Essa é que é a verdade.