Escolas continuam a separar os maus dos bons alunos
Lei proibe discriminação na formação de turmas. Confap contesta “silêncio” dos professores.Neste reinicio de novo ano, o Governo destacou a melhoria dos resultados escolares, o reforço da acção social escolar e do Plano Tecnológico. Ao JN, no entanto, chegaram denúncias que pintam um lado mais negro no ensino. Pais de um aluno do 3.º ano da escola EB1 dos Combatentes, em Ovar, transferiram o seu filho para um colégio privado por discordarem da constituição de turmas definida pela direcção do agrupamento a que pertence aquele estabelecimento. Paulo Gomes e Cristina Lopes acusam o Conselho Executivo de agruparem os alunos com dificuldades educativas numa turma e, assim, de os discriminarem (ver ao lado).
De acordo com a legislação em vigor – alterada em 2007 já pela equipa de Maria de Lurdes Rodrigues – as escolas não podem constituir turmas “apenas com alunos em situação de retenção, devendo ser respeitada, em cada turma, a heterogeneidade do público escolar”.
O problema é que a constituição de turmas tem muitas variáveis e as escolas têm dificuldade de cumprir as recomendações da lei, reconheceu ao JN um professor do 2º ciclo. Nuno Domingos não acredita que haja no país um Conselho Executivo que de forma deliberada discrimine um grupo de alunos, no entanto, admite que, por vezes, “se fazem cedências às pressões dos pais”.
Albino Almeida confirmou ao JN que à Condeferação de Associaçãoes de Pais (Confap) chegam regularmente denúncias sobre a formação de turmas feita em moldes discriminatórios. O problema, precisou, é que “todas as denúncias são anónimas e feitas por fax cujos números de origem são apagados”.
Revoltado, o presidente da Confap insurgiu-se contra o “silêncio cúmplice” dos que conhecem uma ilegalidade e não a denunciam - É que tratando-se de denúncias anónimas a Confap “nada pode fazer”, alega. Ainda por cima, insiste, no terreno os membros da Confap “nada detectam”.
Este tema, este momento e estes protagonistas têm muito que se lhe diga.
Nem vou entrar pelas consequências da potencial aplicação alargada do princípio da «liberdade de escolha» ao «mercado educacional». Quando isso acontecer, curiosamente sob pressão de alguns sectores das «famílias», vai ser o bom e o bonito.
Mas, voltando ao tema, como aqui já escrevi sou contra a constituição de turmas de nível e a maioria dos comentadores que na altura se expressaram foram maioritariamente no mesmo sentido. Claro que é diferente falar em «discriminação», em dificuldades educativas e em turmas feitas fora da lei, quando existe enquadramento legal exactamente para que se constituam turmas como as dos chamados PCA, os há muito conhecidos «currículos alternativos».
Depois, e é essa verdade que Albino Almeida repetidamente oculta, a constituição de certas turmas de elite resulta de dois factores a que as «famílias» não são estranhas, muito pelo contrário:
- Turmas constituídas desde o 1º CEB com base na área de residência que, como se sabe, em muitos pontos do país corresponde desde logo a uma segmentação socio-económica.
- Pressões brutais de muitos encarregados de educação, ao longo do tempo, para afastar «indesejáveis» das turmas assim constituídas. Só quem saiba muito pouco do funcionamento das escolas, ou tenha memória selectiva, desconhecerá que é isso que se passa em muitos locais. Só que para o Pai da Nação tudo serve para atacar os professores «cúmplices» pelo seu silêncio.
O que eu gostava mesmo era de, de forma anónima ou não, serem dadas a conhecer certas práticas de responsáveis associativos na área a que pertence Albino Almeida, nomeadamente no sentido de serem feitos ou desfeitos os desmandos que ele de forma tão ufana denuncia.
Porque a públicas virtudes, quantas vezes correspondem vícios privados.
Setembro 11, 2008 at 9:37 am
Sendo a responsabilidade da constituição de turmas do PCE/Director e a sua operacionalização dos seus “amigos” controleiros mais chegados…… o Albino que apresente queixa à sua amiga MLR.
Setembro 11, 2008 at 10:24 am
Quero ver depois os Conselhos gerais a pronunciarem-se sobre a constituição de turmas e horários.
Depois é que veremos de que lado está a máscara.
Setembro 11, 2008 at 10:24 am
Todo o tempo que se perde com o Albino poderá sempre ser melhor empregue.
Setembro 11, 2008 at 10:32 am
MAria C.,
Acho que não, acho que não.
Porque ele produz imenso ruído nesta altura e há que demonstrar até que ponto vai a adesivagem dele e a mistificação que ajuda a criar.
E depois ele tem aquela rede de amizades pelos OCS do Norte, desde a RTP aos jornais, que lhe amplificam aquela postura agressiva.
E eu não gosto de dar a outra face.
Se os que andam de cruz ao peito não o fazem…
Setembro 11, 2008 at 11:29 am
Ok, Paulo, mas eu não tenho paciência para o homem, para a postura, para o tom e volume de voz, para as limitações mentais, para a maneira de ser e de estar na vida, enfim…
Setembro 11, 2008 at 12:02 pm
No CGT da minha escola…irão pronunciar-se um construtor civil, um padre, e o presidente de um centro hípico.
Será um pronunciamento divino.
Setembro 11, 2008 at 1:03 pm
«…Revoltado, o presidente da Confap insurgiu-se contra o “silêncio cúmplice” dos que conhecem uma ilegalidade e não a denunciam – É que tratando-se de denúncias anónimas a Confap “nada pode fazer”»
Esta postura de “importante justiceiro” é que me dá vontade de rir!
E afirma-se várias vezes este senhor “como professor” (tal como aconteceu no último programa Sociedade Civil da RTP 2 onde esteve presente), mas demonstra, cada vez que fala, que de escolas não percebe nada! É confrangedor assistir a isto quando são os próprios E.E. muitas vezes a pressionar as mesmas para a constituição de turmas sem elementos perturbadores!
E eu sei do que estou a falar porque, como encarregado de educação, já sofri na pele o prejuizo de ter filhos em turmas dessas onde o desenvolvimento da sua aprendizagem foi altamente prejudicada por esses factores.
Por iso o senhor Albino e outros deveriam estar calados.
Setembro 11, 2008 at 1:08 pm
Não acrescento nada. O Paulo disse tudo, de facto os pais, são os principais defensores destas turmas.
Nesta notícia a posição da FNE é a mais sensata.
Setembro 11, 2008 at 1:18 pm
Este tal de “pai” só pode ser uma pessoa muito perturbada. Os casos mediáticos são, geralmente, de exibicionistas ou tarados sexuais. Neste caso, parece estar sublimada a sexualidade pela via exibicionista social.
Outra personagem verdadeiramente asquerosa.
Setembro 11, 2008 at 1:20 pm
“Turmas constituídas desde o 1º CEB com base na área de residência que, como se sabe, em muitos pontos do país corresponde desde logo a uma segmentação socio-económica.
Pressões brutais de muitos encarregados de educação, ao longo do tempo, para afastar «indesejáveis» das turmas assim constituídas.”
Estes argumentos não me convencem. É verdade que os alunos que frequentam a escola pública são supostamente oriundos de determinadas zonas habitacionais e que estas são segmentadas sob o ponto de vista social. Digo supostamente porque muitos pais e encarregados de educação falsificam as moradas onde habitam para poder matricular os filhos nas escolas que são mais do seu agrado. Estou à vontade para falar porque fiz o mesmo. Não é um acto do qual me orgulhe mas o interesse dos meus filhos está em primeiro lugar. Só que este mecanismo de selecção funciona a nível de escolas e não de turmas. Nunca ouvi falar em turmas constituídas com base no local de residência dos alunos. Mas poderei estar enganada e agradeço que me esclareçam.
Quanto ao segundo argumento ele é insustentável sob todos os pontos de vista porque a pressões brutais, moralmente e legalmente ilegítimas por parte de alguns pais, não pode corresponder por parte de quem constitui as turmas igual procedimento. Se um doente, por exemplo, recorre ao seu médico de família para obter uma baixa médica, à qual não tem direito, exerce sobre ele pressão para o conseguir a responsabilidade é dele ou do médico que passa o documento?
Setembro 11, 2008 at 1:22 pm
Se não se devem separar e distinguir os bons dos maus alunos, então temos de começar a dar razão a Ana Benavente e estendê-la integralmente a Maria de Lurdes Rodrigues, levando alógica até à passagen administrativa de ano.
Porque se a argumentação se basear na teoria de que “os bons alunos devem ajudar a puxar pelos maus alunos”, então cáimos numa condenável concepção de pedagogia utilitarista, onde os alunos são considerados como meros meios/instrumentos, para alcançar objectivos de igualitarismo social.
Esta é a questão de fundo, que remete para a principal: para que DEVE servir a escola ??
Setembro 11, 2008 at 1:27 pm
É moralmente aceitável escolher a escola, mesmo prestando falsas declarações no acto de matrícula, mas já não o é quanto ao facto de se poderem organizar as turmas de acordo com critérios PEDAGÒGICOS ?????
Alguém que me elucide por favor !!!!!
Setembro 11, 2008 at 2:44 pm
Não percebi bem:
Rita L está à vontade porque falsificou a morada para pôr os filhos em melhor escola?
Queixa-se por outros pais, que não terão facilidade em falsificar dados, não querem os filhos em turmas desordeiras?
Setembro 11, 2008 at 4:13 pm
É curioso que se coloquem na pele de virgens ofendidas por eu ter dito que falsifiquei uma morada. Moralmente a questão é muito distinta, pelo menos no meu ponto de vista. Uma coisa é pretender uma escola como, por exemplo, boas condições físicas (salas, equipamento informático, etc.); outra é seleccionar a turma, distinguindo os bons dos maus alunos. Defendo que os pais devem poder matricular os filhos nas escolas públicas onde bem entendem. Se existir mais procura do que oferta devem entrar outras prioridades, mas nunca o local de residência ou o local de trabalho, precisamente os dois itens que são mais fáceis de falsificar por qualquer pessoa de qualquer condição social.
Depois de escrever o meu comentário soube de um episódio curioso. Trabalho numa instituição de acolhimento temporário para jovens que são retirados às famílias por variadas razões. Hoje era o primeiro dia de aulas para dois desses jovens. Quando chegaram à escola e viram a turma onde tinham sido colocados faltaram às restantes aulas. Um deles disse-me que tinha medo de alguns dos alunos da turma. O que sucedeu é que juntaram numa turma do ensino regular do 6º ano, constituída por cerca de 14 alunos, o “lixo” da escola. Não se trata de currículos alternativos. É uma escola pública sitiada na cidade do Porto. Alguns chamarão a isto critérios pedagógicos. Não entendo onde está a pedagogia de tal medida. Quer a experiência, quer a investigação diz-nos que esta é uma péssima opção. Por isso fico satisfeita que o autor deste blogue nos diga é “contra a constituição de turmas de nível”. Neste ponto estamos de acordo.
Setembro 11, 2008 at 5:08 pm
Rita L.
O que escreveu confirma a minha análise.
Há escolas que têm práticas erradas, mas muitas delas são induzidas, quantas vezes sob ameaça dos “conhecimentos”.
Claro que ninguém se deveria acobardar, mas há exemplos por demais conhecidos que a alguns aconselham seguir a sua vidinha descansados.
H5N1,
Eu a esta altura do campeonato já nem consigo distinguir a mão direita da mão esquerda, de tal modo os argumentos de alguns se emaranham e mudam conforme as conveniências.
Setembro 11, 2008 at 5:11 pm
Rita L:
Esclareça-nos por favor: se existir mais procura do que oferta em determinada escola pública, que critérios de preferência defende, uma vez que rejeita o local de residência ou o local de trabalho?
Setembro 11, 2008 at 5:30 pm
A questão aqui levantada é tão complexa e envolve elementos tão contraditórios que é impossível não dar razão aos que defendem o princípio da escola inclusiva e das turmas heterogéneas, assim como não se pode deixar de reconhecer que a necessidade prática, em certas situações, de agrupar alunos segundo determinados critérios que nos levam à criação de turmas a que podemos chamar “de nível”, ou PCA, ou CEF, ou outra coisa qualquer.
Sem tomar nesta discussão uma posição definitiva, há contudo um ponto que gostaria de sublinhar: no estado de degradação e desorganização a que chegou a escola pública, não me parece viável procurar a solução óptima, mas apenas tentar encontrar estratégias para controlar os danos causados por sucessivas más políticas educativas.
Setembro 11, 2008 at 5:42 pm
Trabalho numa escola escola pública de 1ºCEB onde a procura é superior à oferta e posso-vos dizer que os pais recorrem a diversos “esquemas” para matricularem lá os filhos.
O mais comum é o EE ser uma pessoa da área de residência da escola ( normalmente com o falso argumento que criou a criança e é responsável por ela depois de sair da escola, pois os pais trabalham muito. Fazem requerimentos para que 2 ou 3 alunos ficarem na mesma turma pois os pais alternadamente transportam-nos para a escola ou para outras quais quer actividades. Actuando em rede, conseguem organizar turmas.
Critérios?
Basta a escola da área de residência/local de trabalho ter alunos oriundos de bairros sociais.
Isto é tão velho!
Setembro 11, 2008 at 6:03 pm
Cara Rita L.
Está a falar de corrupção moral, porque o que está em causa não é uma simples “escolha”, mas sim um truque de prestar falsas declarações em benefício de interesses particulares, numa perspectiva de obstar a que o seu filho seja perturbado por companhias indesejáveis.
O problema não está em recorrer a essa estratégia useira e vezeira, mas sim em escamotear o seu verdadeiro propósito debaixo de um véu de naturalidade, estando ao mesmo tempo CONTRA a possibilidade de haver diferentes critérios de organização pedagógica, nomeadamente a possibilidade de impedir que a disrupção comece a ser uma inevitabilidade educativa no horizonte das escolas.
A isto pode-se chamar, entre outras coisas, hipocrisia, disfarçada de igualitarismo de pacotilha: eu escolho o que quero e o que me convém, de acordo com os meus conhecimentos privilegiados, e os outros que se amanhem com a balda da “escola inclusiva”.
É o discreto charme da burguesia de esquerda a funcionar…
Setembro 11, 2008 at 6:32 pm
O Albino anda a ler (e a censurar) o blog do prof. Guinote LOL LOL
Setembro 11, 2008 at 8:06 pm
“Rita L:
Esclareça-nos por favor: se existir mais procura do que oferta em determinada escola pública, que critérios de preferência defende, uma vez que rejeita o local de residência ou o local de trabalho?”
Defendo todos os critérios previstos no ponto 3.2 do Despacho nº 14026/2007 que regulamenta esta matéria com a exclusão da alínea f), precisamente o que dá origem a tantos problemas.
h5n1
Não lhe respondo porque gosto de discutir ideias e não entrar numa lógica de insulto pessoal.
Setembro 11, 2008 at 9:31 pm
Tomo nota:
“…na pele de virgens ofendidas” é um argumento filosófico e epistemológico de primeira grandeza para quem invoca o articulado da lei como último recurso de uma lógica de prestação de falsas declarações…
Setembro 11, 2008 at 11:18 pm
Eu sou favorável a turmas de nível. Já expus aqui os motivos várias vezes.
Setembro 11, 2008 at 11:28 pm
Meu caro Paulo Guinote
Devo confessar que admiro a sua forma de conseguir audiência…usa invariávelmente a figura do sr Albino Almeida e com isso arrebanha uma série de cordeiros que desatam a balir em cima do presidente da Confap.
Apesar de admirar a forma, confesso também que não acho que seja intelectualmente honesto.
E devo dizer que o acho capaz, muitas vezes, de exercícios intelectuais muito interessantes e estimulantes. Mas, não é o caso, pois mais uma vez decide zurzir na pessoa do sr Albino Almeida até de uma forma gratuita.Assim não fosse, daria resposta às questões que lhe foram colocadas por “Rita”, que me parecem bem pertinentes ao distinguir a colocação em escola da formação de turmas.Não desviaria as questões de segregação para “pressões” dos pais ( vai dizer-nos agora que afinal quem decide tudo na escola é a “pressão dos pais….”.
Todos aqueles que comentando o que disse “Rita” se agarraram à questão da falsidade da morada, mostraram claramente que preferiram aproveitar um “lance lateral” do que centrarem-se na questão que estava em discussão.
Devo dizer que lamento, que continue com a lógica de profesores contra pais ou pais contra professores, é pena que não aproveite a “larga audiencia”, para construtivamente alimentar pontes no sentido da construção de uma escola participativa onde os pais mais do que benvindos sejam parte dela.
Lamento ainda mais, que enquanto cidadão do Norte e por acaso, dirigente de associação de pais, me esteja a tentar incluir numa espécie de trogloditas que não conhecem a realidade de , pelo menos a sua escola.
Alguma humildade, mais discussão dos vários pontos de vista e menos, muito menos ataques pessoais, mesmo que não goste nada do sr Albino Almeida, seria desejável.Eu, pelo menos, teria muito mais respeito pelas suas opiniões, que deste modo, faz-me pensar que não devo levar tão a sério.Afinal, a elevação e grandeza, é que demonstram os homens e as suas ideias, e esta pequenez que o Paulo Guinote demonstra sempre que está em causa o sr Albino Almeida, claramente o diminue.
Aceite os meus cumprimentos
José Torres
Porto
Setembro 11, 2008 at 11:38 pm
Por acaso no norte alterne rima com alternando..e não é por acaso que o polvo está situado no norte..braga parque,gondomar,marco, felgueiras etc…….e as fugurinhas que estão nas camars é o que se v~E..NÃO QUER DIZER QUE NO SUL NÃO EXISTAM..MAS NO NORTE É UM ENXAME..ENQUANTO QUE NO SUL PEQUENOS CASULOS…
Setembro 11, 2008 at 11:39 pm
…e com isso arrebanha uma série de cordeiros que desatam a balir…
…menos ataques pessoais…
Setembro 11, 2008 at 11:39 pm
BEM ME VOU PORQUE A DISLEXIA ATACOU E EM FORÇA..GUTEN NACHT..
Setembro 11, 2008 at 11:43 pm
Ó Ferrão, ele só atacou um bocadinho, assim poucochinho, quase sem dor.
Setembro 11, 2008 at 11:46 pm
É Olinda. Há pessoas e pessoas…
Setembro 12, 2008 at 12:04 am
Há as pessoas e os pulhas. (Albino Almeida)
Há as pessoas e os cordeiros. (José Torres)
Setembro 12, 2008 at 12:11 am
O senhor Albino é mais uma peça no puzzle da estratégia de diversão em curso que, como sabemos, é uma das estratégias de manipulação. No fundo é um aliado do ME. E daí não vinha mal ao mundo, mas se mostrasse equidistância. Mas longe disso. Sendo pago pelo ME, é um servente deste e está manietado. Este é o governo que ao fim de menos tempo passou a ser odiado por toda uma classe. Se o senhor Albino escolheu colocar-se ao lado do governo, ele lá saberá porquê. E eu sei que quando cair o governo cairá ele. Para nunca mais se levantar.
Sigamos, então, a opinião do Ramiro Marques: dediquemo-nos a coisas importantes.
Setembro 12, 2008 at 12:13 am
Um hino à (des)Educação
Setembro 12, 2008 at 1:01 am
Ainda a propósito: não se tem bem a noção do poder que têm os pais nas escolas. E não é de agora. E a nova lei não lhes vai dar mais poderes, vai apenas permitir-lhes votar através de representante, que é coisa bem diferente de poder.
Para termos uma ideia do real poder dos pais (mesmo se individualmente considerados)bastará dizer que se um pai apresentar ao ME uma queixa de professor, haverá lugar imediatamente a procedimento disciplinar, conduzido até aqui pela IGE. O ME deveria demarcar-se de tratar directamente queixas apresentadas por pais de alunos e remetê-las para a esfera da respectiva escola. Mas não o faz. Trata o caso “pessoalmente”.
Os pais não têm poder, têm um super-poder.
Nesta matéria como em muitas outras
Setembro 12, 2008 at 1:22 am
Hum!, eu adoro este “25sempre25″, acabou de me lembrar que, antes de professor, sou pai.
O que é que eu posso fazer com este conhecimento?
Setembro 12, 2008 at 8:23 am
Caro José Torres
É evidente que os “lances laterais” como o de “Rita” visam apenas manter as escolas dos ricos ao lado das escolas dos pobres, no quadro de um embuste que apresenta uma imaginária igualdade de uma “escola inclusiva”.
Este é o cerne do problema que é OCULTADO pelaa manobras de “sobrevivência” da classe média intoxicada com teorias de pseuda tolerância e falsa igualdade.
A isto as Ritas e o José Torres nada dizem, preferindo alinhar na farsa da política educativa que sobrevive de expedientes e de pequenas corrupções e tem arruinado e afundado o conhecimento e a cultura dos jovens deste país.