Class gap widens as more choose private education
The middle-class exodus from state schools in London is speeding up, with nearly half of children in some parts of the capital now privately educated.
An analysis of government figures suggested a widening of the social class divide in education since the turn of the century. Some of the highest levels of child poverty, as measured by the proportion of children eligible for free school meals (FSM), were found in areas with the greatest proportion of children in independent schools.
The figures followed concern from Christine Gilbert, the Chief Inspector of Schools, who said that the school system was dividing children along social and economic lines.
O artigo tem quase um ano, mas como nós andamos sempre mais atrasados do que isso…
É que se há 50 anos, devido às desigualdades económicas, havia os que iam à escola e os que não iam e há 30 os que seguiam mais estudos ou menos, agora corremos o risco de ter os que ficam na escola pública e os que migram para os colégios tidos como de «elite».
No fundo, mesmo se todos sobem um ou dois degraus, o fosso acaba por continuar com as mesmas características. O Estado ao desqualificar e dar uma imagem do seu próprio sistema educativo, fomenta a permanência de fenómenos de desigualdade de oportunidades, pois o pseudo-sucesso que promete não agrada aos que têm condições para perceber o que efectivamente está em causa e têm meios para fugir.
Setembro 4, 2008 at 9:20 pm
mail…
Setembro 4, 2008 at 9:24 pm
Já vi.
Amanhã, OK?
Hoje já postei mais que o razoável…
Setembro 4, 2008 at 9:54 pm
E pensar que essa política inqualificável (liberalismo? neo-liberalismo? parvoíce prática?) de destruição da escola pública está a ser aplicada por um partido socialista!!!
Entretanto o colégio particular que ia abrir já este ano lectivo na Covilhã, parece que já não vai, por falta de inscrições, segundo a imprensa regional.
Setembro 4, 2008 at 10:28 pm
É a crise, é a crise.
Setembro 4, 2008 at 10:44 pm
A culpa não é do liberalismo selvagem..são as pesssoas que são mais selvagens que o liberalismo..Pensamento de começo de ano lectivo
Aconteceu aos verdadeiros sábios o que se verifica com as espigas de trigo, que se erguem orgulhosamente enquanto vazias e, quando se enchem e amadurece o grão, se inclinam e dobram humildemente. Assim esses homens, depois de tudo terem experimentado, sondado e nada haverem encontrado nesse amontoado considerável de coisas tão diversas, renunciaram à sua presunção e reconheceram a sua insignificância. (…) Quando perguntaram ao homem mais sábio que já existiu o que ele sabia, ele respondeu que a única coisa que sabia era que nada sabia. A sua resposta confirma o que se diz, ou seja, que a mais vasta parcela do que sabemos é menor que a mais diminuta parcela do que ignoramos. Em outras palavras, aquilo que pensamos saber é parte — e parte ínfima — da nossa ignorância.
Michel de Montaigne
Setembro 4, 2008 at 10:45 pm
E não tenham ilusão nas criancinhas do amanhã..
Aquela ideia que temos da esperança nas crianças, nos meninos e nas meninas pequenas, a ideia de que são seres aparentemente maravilhosos, de olhares puros, relativamente a essa ideia eu digo: pois sim, é tudo muito bonito, são de facto muito simpáticos, são adoráveis, mas deixemos que cresçam para sabermos quem realmente são. E quando crescem, sabemos que infelizmente muitas dessas inocentes crianças vão modificar-se. E por culpa de quê? É a sociedade a única responsável? Há questões de ordem hereditária? O que é que se passa dentro da cabeça das pessoas para serem uma coisa e passarem a ser outra?
Uma sociedade que instituiu, como valores a perseguir, esses que nós sabemos, o lucro, o êxito, o triunfo sobre o outro e todas estas coisas, essa sociedade coloca as pessoas numa situação em que acabam por pensar (se é que o dizem e não se limitam a agir) que todos os meios são bons para se alcançar aquilo que se quer.
Setembro 4, 2008 at 10:46 pm
Saramago amargo mas racional e reaçlista..
Setembro 4, 2008 at 10:52 pm
O Estado ao desqualificar e dar uma imagem do seu próprio sistema educativo
Do sistema educativo do estado fazem parte todas as escolas: as públicas, as privadas(muitas delas com um regime de admissão e frequência de alunos igual ao das públicas – com os contratos de associação), as profissionais(frequência gratuita), as de ensino especial, do ensino artístico, etc.
Setembro 4, 2008 at 10:54 pm
DA,
Quando escrevi do “seu” queria restringir a coisa à rede pública que é obrigada a obedecer mesmo (ali e aqui com uns matizes) às directrizes emanadas do ME.
Setembro 4, 2008 at 11:08 pm
A school for kids living in poverty
A question posed: What do you call homework if you have no home?
By JOHN IWASAKI
P-I REPORTER
A teacher tries to shush her young students, telling them to be “as quiet as a mouse.”
The familiar idiom sounds harmless, but it might carry a different meaning for children whose families can’t afford garbage service. Their home could be plagued with rats.
If they live in a shelter, with disruptive bed checks throughout the night, children often come to school sleep-deprived. Uncertain of where they’ll be living the next week and traumatized by aspects of homelessness, impoverished students and their parents might view education strikingly different than middle-class families.
Teaching low-income children requires a knowledge of “Poverty 101,” speakers said Wednesday at the 13th annual fundraising breakfast for First Place, a nonprofit Seattle school for children whose families face the risk or realities of homelessness.
“What do you call homework when you don’t have a home?” said keynote speaker Donna Beegle, posing the rhetorical question to an audience of more than 900 people at the Washington State Convention and Trade Center. The event raised about $360,000 in donations and pledges, breaking dollar and attendance records for the fundraiser.
Beegle’s knowledge of poverty is more than academic. The Portland-area consultant grew up in a migrant labor family that picked crops from Washington to Arizona. She married at 15, dropped out of school and was a single mom by 25.
A decade later, she had earned her bachelor’s and master’s degrees with honors in communications from the University of Portland and a doctorate in educational leadership from Portland State University. She received scholarships, sought help from mentors, worked her way off welfare and started a communications business, speaking to educators, judges, and social service and health care providers.
Her message: “We need a new understanding of poverty,” one that moves “from blame and judgment to understanding.”
“If you ask (impoverished people), ‘What does education mean to your family?’ the No. 1 answer is stress,” Beegle said in a follow-up discussion with about 25 educators, social workers and policymakers.
Students and parents worry about the way they look and dress, their place in society and their unfamiliarity with social skills that others take for granted, she said, explaining why some parents don’t participate in teacher-parent conferences.
If teachers believe their students can’t learn, “you know what? They won’t,” Beegle said, even though the children often possess untapped leadership abilities and other crucial skills honed through constantly adapting to changes in their lives.
Doreen Cato, now in her 11th year as First Place’s executive director, said that when children’s social and emotional needs are consistently met at school, academic achievement often follows.
“Even when they go home to some turmoil, they know they’re coming back to something constant” at school, she said.
About 70 children attend First Place from prekindergarten through sixth grade, learning in 14-student classrooms. Families, many of whom come from domestic violence situations, receive case management and help with food, clothing, transportation, jobs and housing.
First Place is participating in a two-year demonstration project to help programs in Marysville, Tacoma and Yakima teach children in poverty.
Cato calls her students “unsung heroes” because they have had to adapt to homelessness the same as their parents, but without the ability to change their homelessness.
Before she finished fourth grade, Tanya Pio had lived in California, Hawaii and Washington, bouncing among three elementary schools in SeaTac alone.
What led to stability was a stay in a shelter, where a parent told her mom about First Place. The school has become “like one family,” said Tanya, 12, a sixth-grader. “You know everybody. We all work together and do stuff.”
At the fundraiser, Tanya played clarinet in the school band and led band members in the First Place pledge, which stipulates that the school is a place where students don’t have to act, think or look the same because “our differences make us interesting and unique.”
“We treat others the way we like to be treated,” the students recited. “We treat each other with respect.”
SEATLE PAPER..
Setembro 4, 2008 at 11:10 pm
DESCULPA pAULO MAS ACHEI QUE DESTE MODO TERIA MAIS IMPACTO..E LIGA DE CERTA FORMA COM O POST..CHIÇA PARA AS MAÍSCULAS..
Setembro 4, 2008 at 11:11 pm
Sorry.
A mesma TV que transmitiu a morte em directo por telemovel do ditador do iraque está agora a passar a morte directa do assaltante do BES.
Setembro 4, 2008 at 11:42 pm
Bom, não é exactamente sobre o tema deste texto mas que opinião têm os profissionais da educação sobre isto?
http://news.bbc.co.uk/2/hi/talking_point/3815691.stm
Setembro 4, 2008 at 11:43 pm
Bem me vou para “el vale dos lençóis..”..já agora viram aquela de um colega nosso acusado de homicidio da amante ou da mulher ter saído em liberdade e apresentar-se na escola pra a asemana..eu não queria ser avaliador dele..pena a escola dele não ser uma das visitadas..quem sabe..podia haver reeincidencia..
deixo aqui uma música para meditar na nossa cegueira..
http://br.youtube.com/watch?v=pd1Bne4YEtk&feature=related
Até amanhã camaradas..já ouvi isto em qualquer lado..
Setembro 4, 2008 at 11:46 pm
Eu gosto é da notícia em vários jornais exibir a profissão quase como por vezes é exibida a etnia.
Acho que nunca li “engenheiro assassina obra”.
(humor um pouco rebuscado e nem muito adequado eu sei…)
Setembro 5, 2008 at 12:04 am
Paulo diz:
“O Estado ao desqualificar e dar uma imagem do seu próprio sistema educativo, fomenta a permanência de fenómenos de desigualdade de oportunidades, pois o pseudo-sucesso que promete não agrada aos que têm condições para perceber o que efectivamente está em causa e têm meios para fugir.”
Há alguns dias atrás já tinha dito que constato que muitos professores da minha escola já inscrevem os seus filhos no ensino privado desde os primeiros anos de escolaridade.
Setembro 5, 2008 at 12:13 am
Professores, médicos e advogados! E o povo claro, os operários, os engenheiros, os arquitectos, os projectistas, os desenhadores, os operadores de call-zenter, os do mini-prezo e do AZSantos, da vorten, da briza, do turizmo… políticos de carreira é que não!
Setembro 5, 2008 at 3:11 am
“O Estado ao desqualificar e dar uma imagem do seu próprio sistema educativo, fomenta a permanência de fenómenos de desigualdade de oportunidades, pois o pseudo-sucesso que promete não agrada aos que têm condições para perceber o que efectivamente está em causa e têm meios para fugir.” P.G.
Totalmente de acordo. Excelente, Paulo! Os nossos actuais desgovernantes utilizam um discurso público, para a dita O.P., com duplo ligame, do tipo paradoxo comunicacional para “instalação ou consolidação do paciente identificado como portador de esquizofrenia”. Interessa pois conferir a mensagem que subjaz a toda a discursitivite. Uma muito maior diferenciação e acentuação dos desvios das classes sociais na sociedade portuguesa, o que se traduz no renunciar completo á ideologia-base de um qualquer partido de “esquerda ou socialista” Ou “…o pseudo-sucesso que promete não agrada aos que têm condições para perceber o que efectivamente está em causa “. Isto demonstra claramente a promiscuidade ideológica que há muito se faz sentir no PS e denota a que triunfou, neste momento dentro do próprio PS – quer por demissão de muitos militantes, quer por opção, de facto, oportunista nas suas fileiras.
Na prática, exactamente o que interessa, com a apologia das facilidades, do total escândalo da concepção e dos resultados fabricados dos exemes e provas nacionais, para estatísticas internacionais e para propaganda do regime, veiculou determinada mensagem implícita para todo um conjunto vasto da população portuguesa que opta por nada gostar da indiferênciação de seus (filhos, netos, etc) que o discurso oficial veicula. Exige mais para os seus filhos.
Contudo, há um problema difícil de resolver. Explico. A classe média tradicional, trabalhadora/intelectual, está a ser perseguida por este mesmo desgoverno, deixando de ter os meios económicos que lhe permita optar pelo sector privado. Aliás, com raras excpções, todo o sectr privado de ensino em Portugal é todo directa ou indirectamente subsdiado pelo Estado, pelo dinheiro do contribuinte. Como dar a volta á questão?
Creio que a saída airosa do grande quebra cabeças deste desgoverno é mais uma vez uma MENTIRA fraudulenta e designa-se de municipalização, territorialização, proximidade com a comunidade. Daí que o fim último destas políticas lançadas desde o início do mandato é sacudir o fardo ideológico para o tenebroso “poder local”.
É de notar amplas movimentações nos sectores empresariais, nos sectores interessados do ensino superior (Isctes e c&s), nos sectores autárquicos. Conjugados. Muitas empresas se criaram com interesses neste novo filão.
Sómente subsdiados quase integralmente pelo Estado (contribuintes) podem verdadeiramente se implementar. O Estado efectivamente ao serviço dos interesses daqueles que dele se servem e não o servem. Dos politiqueiros.
Estamos perante questões ideológicas de fundo e não técnicas.
MLR tem enganado bem a população.
Só não vê quem é cego.
Todo o seu mandato no ME é marcado por uma opção política, ideológica de centralismo do Estado, de polvo burocrático à semelhança dos regimes autoritários em que o Estado, uma numenclatura de “eleitos”, tudo controla na vida dos cidadãos. Esta numenKlatura e os acólitos têm todos os direitos e servem-se principescamente, não servem.
Qual a difrença para os regimes de ultra direita no poder? Nenhuma. Na prática são irmãos gemeos.
Setembro 5, 2008 at 3:23 am
http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2008/08/tittytainment.html
Setembro 5, 2008 at 4:36 am
Como identificar, isolar e combater os adesivos?
A resposta a esta questão terá uma importância estratégica decisiva a partir de amanhã. Eles vão regressar com a força que tiveram antes da Grande Marcha de 8 de Março. Se recuarmos ao dia 9 de Março, percebemos que os adesivos perderam grande parte da sua força e influência nas escolas a partir desse dia. No dia 1 de Setembro, o Decreto Regulamentar 2/2008 e os artigos 34º, 35º e 45º do Decreto-Lei 15/2007 regressam em toda a sua plenitude e com eles os adesivos irão voltar à luz do dia. Sairão da clandestinidade. Muitos adesivos encobertos mostrarão a sua verdadeira face. Desejosos de agradarem ao poder e ansiosos por merecerem deste uma partilha nos despojos, os adesivos escondidos começarão a mostrar a sua face.
Ler em
http://www.franciscotrindade.blogspot.com/2008/09/como-identificar-isolar-e-combater-os.html#links
Setembro 5, 2008 at 11:55 am
Até pareço bruxa! Na sequência do meu comentário 18!
Grandes municípios sem educação
ALEXANDRA MARQUES
Nenhum dos grandes municípios – como Lisboa, Porto e Gaia – vai aceitar receber, este ano lectivo, as competências de Educação que o Estado pretendia transferir até Dezembro. Ainda assim serão “largas dezenas”, refere Governo.
Não há condições para que os maiores municípios aceitem as transferência de competências na área da Educação, definidas pelo decreto-lei. Lisboa seguramente não será abrangida, nem o Porto ou Gaia. “As maiores dificilmente terão condições para avançar já”, soube o JN junto de fonte governamental ligada ao processo.
O secretário de Estado da Administração Local, Eduardo Cabrita, afirmou, contudo, ao JN que “há um número significativo de municípios da Região Norte que já manifestaram intenção de aderir”. Ao fim de dois anos de conversações entre os representantes do Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) e passado um mês da publicação do diploma, não houve ainda qualquer contratualização entre uma única autarquia e o Ministério da Educação.
Ver http://www.jn.sapo.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1009448
Setembro 5, 2008 at 12:04 pm
Em sequência de 21!
“… Ao fim de dois anos de conversações entre os representantes do Governo e a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP)…”
Por lapso, na notícia deveia ler-se “…Ao fim de dois anos de conversações entre os representantes do Governo, a Associação Nacional de Municípios Portugueses ANMP e a Fenprof …”
Basta consultar o histórico da Fenprof de há 2 anos ou ter memória – O Mário Nogueira estava sempre em reuniões com a ANMP!!!!