Em relação a este meu post, e após animada troca de mails, tenho o prazer de publicar o seguinte texto do jornalista Pedro Sousa Tavares em que expõe a sua perspectiva sobre o assunto tratado e sobre a minha análise da notícia por ele então elaborada.
Sobre a ‘Estranha forma de Notícia”
Citação: “(…) A actividade de ensino ainda é regulada, em quase toda a parte, por autoridades de nível nacional ou central. Apesar disso, tal regulação não está necessariamente incorporada numa bem organizada moldura legal. Muito poucos países – a Holanda, Portugal e o Reino Unido – levaram a cabo um completo inquérito ao papel dos professores que conduziu a reformas radicais dos seus estatutos e condições de trabalho. Na maioria dos casos, as mudanças actuais sustentam-se na acumulação de uma sucessão de leis, cada uma atribuindo ‘frescas’ responsabilidades sem iniciar qualquer discussão profunda sobre o que constitui a essência da profissão de professor”
Professor Paulo Guinote,
Ponto prévio: como lhe disse, o facto de ter dado conta das leituras veiculadas no relatório não significa que esteja de acordo com elas. Já divulguei as conclusões de dezenas de estudos, relatórios e inquéritos, alguns elogiosos, outros arrasadores para o nosso sistema educativo e nunca tomei partido. O que fiz foi a minha interpretação, enquanto jornalista, dos dados, provavelmente errando algumas vezes, apesar de não acreditar ter sido esse o caso desta vez.
Na análise que fiz do relatório, a referência a Portugal, no contexto do excerto acima citado e traduzido, pareceu-me elogiosa; tal como me parece elogioso que, a propósito da importância de apostar na formação contínua, se refira Portugal como um dos “raros” países onde esta tem consequências, tanto positivas como negativas (para quem a não fizer); ou ainda que se diga que Portugal está entre os países que “mostraram o caminho para o futuro” ao nível das condições de trabalho dos professores. Foi desta posição do relatório, que não é necessariamente a minha, que dei conta. Tem todo o direito de discordar da minha análise. Só lamento que, no seu blogue, a minha notícia tenha sido apresentada como uma espécie de exemplo de tratamento truncado da informação, para não usar o termo “manipulado”.
Eu também posso considerar que as próprias interpretações do relatório pelo Paulo Guinote, nomeadamente de alguns excertos que cita, poderão ter sido condicionadas pela sua opinião sobre os assuntos em causa. Mas jamais me atreveria a presumir qualquer tipo de má-fé da sua parte. Acredito quando me diz que também não terá sido essa a sua intenção em relação a mim. No entanto, apesar de considerar que em termos de isenção o meu trabalho é a minha melhor defesa, não deixo de lamentar o teor de alguns comentários ao “post” em causa, demonstrativos de uma preocupante facilidade de cair no insulto barato e na calúnia. Gostaria que, antes de fazerem certas afirmações e processos de intenções, as pessoas percebessem que há destinatários do outro lado. Nada tenho contra as críticas. Até as considero um elemento enriquecedor do meu trabalho. Mas não admito que ponham em causa a minha integridade sem sequer me conhecerem.
Cumprimentos, Pedro Sousa Tavares
Agosto 29, 2008 at 4:16 pm
Como é óbvio, neste caso sou mero comentador.
Repito, como repeti a PST, que não encontro em lado nenhum do relatório um «elogio» ao novo sistema de avaliação dos professores, que era o título da notícia.
Quanto ao resto, ok, podemos divergir cordialmente.
Agosto 29, 2008 at 4:19 pm
Já coloquei antes num comentário aquela coisa da dificuldade entre a moral e a ética e mais a Teoria do Espelho.
Fiquei agora em vias de aprender que é plausível a interpretação jornalística.
Agosto 29, 2008 at 4:21 pm
Paulo, eu também “em lado nenhum do relatório um «elogio» ao novo sistema de avaliação dos professores”
Talvez tenha que tirar um curso de aperfeiçoamento para o meu Inglês!
Agosto 29, 2008 at 4:23 pm
Curiosidade decorrente da leitura da citação apresentada.
Muito poucos países – a Holanda, Portugal e o Reino Unido – levaram a cabo um completo inquérito ao papel dos professores (… )
Em Portugal, esse inquérito foi feito a quem?
Agosto 29, 2008 at 4:25 pm
Em [3] deve ler-se eu também não encontro “…”
Agosto 29, 2008 at 4:26 pm
Antes pelo contrário o Eurodyce elogia a estabilidade dos sistemas educativos dos países nórdicos. Mas quem sou eu…
Agosto 29, 2008 at 4:30 pm
“Inquérito” é tradução do inglês “inquiry” do relatório. A tradução é aceitável mas um pouco forçada no contexto. A palavra significa investigação, reflexão. Mas, de facto, não me parece que essa reflexão tenha acontecido.
Agosto 29, 2008 at 4:33 pm
Já agora gostava que o senhor jornalista P S Tavares tivesse a coragem de dizer que a Finlândia tem um dos melhores sistemas de ensino do mundo sem que os professores sejam oficialmente avaliados!
Agosto 29, 2008 at 4:34 pm
Huumm…
Agosto 29, 2008 at 4:34 pm
Huumm… Para o comentário 7.
Agosto 29, 2008 at 4:37 pm
Como também é verdade que nenhum jornalista em Portugal fez uma investigação comparada do papel dos professores nos diversos países europeus.
Não há coragem? Ou estas informações são inconvenientes?
Agosto 29, 2008 at 4:38 pm
Como pode o jornalista Pedro Sousa Tavares dar tal título no artigo de sua autoria e escrever o que escreveu, quando o que o relatório em questão, Eurydice, elogia é a estabilidade legislativa dos sistemas educativos dos países nórdicos!?
Agosto 29, 2008 at 4:45 pm
A mim parece-me que os relatores do Eurydice destacaram Portugal por ter reformulado por completo o regime profissional dos professores em contraste com os países que o têm reformulado aos poucos, com legislação avulsa. Ora, nós, que não nos ficámos pela leitura da legislação, sabemos que isso não invalida que o novo regime seja uma manta de retalhos. Isto, claro, sem mencionar as sucessivas adendas de remediação do original. A ideia da “reflexão” (ver comentários 4 e 7) pode muito bem ter sido extraída dos belos intróitos que precedem as leis. Leia-se a introdução ao Decreto-Lei n.o 15/2007. Em termos de reflexão, o governo deitou os foguetes, fez a festa e apanhou as canas.
Agosto 29, 2008 at 4:47 pm
É (muito) interessante verificar o título e a notícia, baseada no mesmo relatório, veiculada por outro jornal e outro jornalista.
Compare-se!
http://www.ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1340460
“Elaborado pela Rede de Informação sobre Educação na Europa (Eurydice), o documento faz também referência a Portugal, indicando que é dos poucos países da União Europeia (juntamente com a Holanda e Reino Unido) que têm levado a cabo uma reflexão completa sobre o papel dos professores, levando a uma renovação global do seu estatuto e condições laborais.”
Agosto 29, 2008 at 4:52 pm
Em relação às interpretações do relatório Eurydice.
O que é facto é que o senhor jornalista deu como título ao seu trabalho o seguinte: Avaliação dos professores elogiada.
Provavelmente a minha interpretação pode ser condicionada pela minha opinião sobre o assunto em causa, mas na minha interpretação da leitura que fiz do relatório não encontro elogios que sustentem aquele título.
Todavia estamos a falar de interpretações e, portanto, cada um tem a sua.
Agosto 29, 2008 at 4:55 pm
Bolas! mas ao menos foi obrigado a dar satisfações… Não podemos facilitar.
Agosto 29, 2008 at 5:02 pm
É (muito) interessante verificar o título e a notícia, baseada no mesmo relatório, veiculada por outro jornal e outro jornalista.
Compare-se!
http://www.ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1340460
Agosto 29, 2008 at 5:03 pm
Tranquiliza saber que PST admite ser provável errar algumas vezes …
Em minha opinião já houve (pelo menos) algumas vezes em que PST não foi muito feliz na IMPARCIALIDADE exigida à profissão…
Já agora, alguém é capaz de me explicar se existe alguma relação entre PST e MST? É simples curiosidade feminina
Agosto 29, 2008 at 5:06 pm
A notícia (14 e 17) não se consegue ler. Mais tarde, se for necessário, coloca-a integralmente aqui no Umbigo.
Agosto 29, 2008 at 5:06 pm
Pedro (13),
Provavelmente sou eu que sou muito distraída, mas de facto não dei por nenhum inquérito oficial sobre o papel dos professores.
Não dei por nenhum inquérito, nem dei por nenhuma reflexão que envolvesse os profissionais em causa.
Agosto 29, 2008 at 5:11 pm
Rita, pai e filho.
Agosto 29, 2008 at 5:12 pm
O que existiu, de facto, foi A Marcha de Indignação dos Professores de 8 de Março de 2008!
Agosto 29, 2008 at 5:14 pm
Para mim trata-se de uma sensação de “Déjà vu” estas respostas de alguns jornalistas quando confrontados com aquilo que escrevem. Fez em Junho um ano que passei por troca de “mails” ainda hoje guardados com uma jornalista da “Visão” quando na revista a autora assinou um artigo de opinião- muito pessoal, permito-me afirmar- acerca dos privilégios dos grupos profissionais, dando essencialemente destaque aos professores. Talvez alguém na altura tenha ficado “a saber” que, afinal, éramos uns privilegiados e não o sabíamos.
No caso pessoal, a “troca de correspondência” surgiu na sequência de uma carta ao director.
O problema de textos como estes- tanto o do jornal como o da revista- é que conseguem mesmo “construir uma opinião pública”, pois se até vêm na imprensa…
Agosto 29, 2008 at 5:20 pm
Os professores de LP insistem, ao longo de vários anos e ciclos de ensino, junto dos alunos, quando abordam os textos dos «media», que a notícia têm um carácter subjectivo, por oposição, por exemplo, à crónica. Ora bem, esta malta (nem toda, certamente…) da imprensa, rádio e TV insiste em fazer a sua interpretação dos factos, muito mais do que simplesmente noticiá-los com rigor e objectividade. Não é só a Manuela Moura Guedes que tem aquela estilo; é a maioria dos jornalistas, que, ainda por cima, assumem frequentemente opiniões e julgamentos sobre diversas áreas, como se fossem especialistas. Mas só da treta de dos lugares-comuns. Não é só a questão do vácuo mental e da impreparação que os leva a fazer perguntas do tipo «O que sente perante esta calamidade?» a um desgraçado qualquer que está a viver uma desgraça qualquer… Há mais! Há muito mais!
Agosto 29, 2008 at 5:21 pm
A tal reflexão “inquiry” de que fala o Eurydice é o intróito ao novo regime: diz-se lá que o antigo não correspondia às exigências que se fazem à profissão e que é preciso um novo. O relatório destaca essa tendência, em conjunto com outros países. Na página 74 diz-se que estes países “have pointed the way forward”, isto é, “apontaram o caminho a seguir”. Ver aqui um elogio é um nadinha forçado. Além disso (só cá entre nós), o Eurydice vê a reformulação da carreira como uma resposta
Agosto 29, 2008 at 5:21 pm
Peço perdão: a notícia tem um carácter OBJECTIVO… obviamente.
Agosto 29, 2008 at 5:23 pm
Já agora, vocês sabiam que MST e Ricardo Espirito Santo (sim, o do banco) são COMPADRES?!?!!!!
É só ver no GENEALL!
Agosto 29, 2008 at 5:24 pm
É só ver no GENEALL.net
Agosto 29, 2008 at 5:27 pm
Por razões que não interessa para o caso, ao longo de uns meses enviei para o mail do jornalista em questão muitos mails (aliás como o fiz para outros jornalistas e também comentaristas com Marcelo Rebelo de Sousa), com provas e argumentos credíveis do que se estava a passar no sector da Educação. Infelizmente, o jornalista Pedro Sousa Tavares, respondeu-me “grosso e feio” a um dos meus últimos mails. Percebi, até pelos artigos que escrevia no DN, que tinha optado por se dedicar a “jornalista titular”!
É portanto um jornalista (muito) informado, com provas documentais, argumentos. Sinto tristeza. É que em alguns artigos, de início, até me pareceu ser um jornalista.
Agosto 29, 2008 at 5:31 pm
Conheço pessoalmente alguns jornalistas que alinharam no discurso oficial de que os professores eram uns profissionais priveligiados. Como “tontinhos” debitaram para os jornais as mentiras da central de comunicações do ME. Depois de lhes mostrar algumas inverdades deste governo, alguns destes jornalistas perceberam que foram enganados pela propaganda oficial e que a “cara afinal não condizia com a careta”. Só que o orgulho pessoal e o facto de não quererem perder a face leva-os a não expressar o contraditório daquilo que aceitaram por verdade insofismável. Agora, aos poucos, vão dando o “braço a torcer”.
Mas repito aos poucos!
Agosto 29, 2008 at 5:35 pm
Como professor não conheço nenhuma reflexão/estudo relativa ao tema em causa que pudesse suportar o título da notícia. E, numa pesquisa muito rápida, nenhum dos colegas que contactei a conheceu tão pouco. Talvez a pressa o possa justificar.
O receio quanto à integridade… da pessoa nada se deve dizer, já do trabalho. E dou comigo a considerar a seguinte hipótese: como será que se sentiriam aqueles a quem “encomendaram a alma” em manobras de bastidores ministeriais? E que estiveram na mira de comentários/notícias bem mais lesivos e injustos?
Sempre existiu a Manifestação de 8/3 para o mostrar, mas…
Saudações,
Luís Vilela.
Agosto 29, 2008 at 5:43 pm
Existem determinados jornalistas…que enfim…para não dizer mais e não me exceder…é a chamada ditadura encapotada..
Agosto 29, 2008 at 5:45 pm
Este Portugal é anedótico: agora o Governo quer encastrar os multibancos nos tribunais – a questão é que os ladroes nem deviam passar a porta
Agosto 29, 2008 at 5:46 pm
A Rita (18) fala de uma imparcialidade exigida à profissão.
Sobre isto só me recordo de uma entrevista feita ao José Rodrigues dos Santos na tv há uns anos atrás (já não sei a propósito de quê).
Mas lembro-me que lhe perguntaram porque é que ele não votava. Ele disse que não o fazia por considerar que isso poderia afectar a sua imparcialidade enquanto jornalista, no fundo para tentar ser o mais objectivo possível (ou qualquer coisa do género. Espero não estar a cometer nenhuma gafe).
É interessante.
Mas depois baralho-me, porque, como diz o Não-há-paciência (24), depois há jornalistas que fazem artigos de opinião.
Olhem, o Paulo pôs à bocado um link para um desses artigos. A jornalista apresenta um artigo de opinião (pelo menos está nessa secção).
http://dn.sapo.pt/2008/08/29/opiniao/estado_histeria.html
Ora, como não sou jornalista, fico confusa com isto. E surge a dúvida.
Como fica afinal a questão da imparcialidade?
Agosto 29, 2008 at 5:47 pm
O único canal de TV que a máquina de propaganda do Partido Socialista não tem na mão é a TVI – por enquanto…o único Jornal é o Público – grande Belmiro
Agosto 29, 2008 at 5:47 pm
Encaremos esta (e outras…) nossa «discussão» como ela o deve ser, isto é, demonstrativa da importância que este blogue possui e, por extensão, o seu autor.
É a democracia da Internet a fazer o seu caminho e a impor-se com uma celeridade que a malta política e jornalista não controla e, por conseguinte, receia. É verdade que há muito lixo, mas também existem espaços bem estruturados e rigorosos.
É por isso que eu o leio diariamente. E «eles» e «ela» também…
Agosto 29, 2008 at 5:48 pm
Obrigada a Lbf, pelo esclarecimento. Perante alguma similitude “posturo/vertebral”, já tinha apostado cá em casa nesse parentesco, mas não acreditaram no meu 6º
Agosto 29, 2008 at 5:51 pm
34 como o Pseudo primeiro ministro está a banhos a render…porque se apercebeu que estava a aparecer muito e já ninguém o podia ver ou ouvir (manda as regras do marketing que a táctica é sair de cena durante uns tempos…)manda a pseudo namorada Escort sair em sua defesa:
http://dn.sapo.pt/2008/08/29/opiniao/estado_histeria.html
Agosto 29, 2008 at 5:54 pm
Existem tipas que têm a mania que são boas e que me irritam ao tutano…principalmente quando recebem para dizerem disparates e torcerem os números para o lado que lhe convém…
Agosto 29, 2008 at 5:56 pm
Livresco (38),
Eu não falei em primeiro ministro nenhum! Nem fiz o link para essa notícia por razão nenhuma em especial, senão para mostrar um exemplo de jornalistas a fazerem artigos de opinião.
Agosto 29, 2008 at 6:02 pm
E pensar que os professores são fãs da obra de Sofia, avó do jornalista, e transmitem ás novas gerações o legado que nos deixou.
Parece que o jornalista se está a colocar contra o legado da própria avó.
Agosto 29, 2008 at 6:03 pm
de tudo isto além da gravidade da má formação da opinião pública e portanto da constante humilhação dos professores, (que vem sempre da parte de quem não vai para a escola trabalhar diariamente anos a fio, para saberem o que é bom, por exemplo gostava de saber se o senhor recebe horas extraordinárias, é que os professores não, e se não tem que fazer trabalho de casa e se sabe o que isso lhe custa, é que os professores têm que o fazer e de forma obrigatória, não quando apetece, e ainda se tem carro particular ou não, é que os professores fazem centenas de quilómetros diários para assegurar um serviço que até ver interessa a qualquer sociedade que exista e têm que pagar a compra do carro e a sua manutenção, bem como a gasolina diária, – e só as viagens já cansam qualquer um, quanto mais aguentar e ter que ter sempre um sorriso na cara para todos os miúdos pois isso é o que nos exigem todos- ética, profissão e pais, como se não fôssemos humanos), bom como dizia além de tudo isto grave é ver que estes fazedores de opinião pública não se limitam a constatar factos, mas sim dão a sua opinião, interpretaram como um elogio,imagine-se, achou que era um elogio e achou que estava correcto ao dar o seu parecer, mas se forem professores a terem parecer, ui, ui, a vontade desta gente era queimarem-nos em autos de fé. uma vergonha, por isso é que a nossa democracia está neste estado. se estes senhores têm direito a opinião, desculpem eu também mesmo sendo prof-zeca, malandra e vigarista.
e não não tenham dúvidas, NINGUÉM nos perguntou nem ouviu sobre o que achamos que deve ser modificado na educação, não nunca vez nenhuma pois penso que para estas reflexões nem se quer conta o debate da Educação que existiu nos auditórios de algumas cidades do pais, e que só serviu para os pais falarem de casos particulares, e de entendidos de bancada pavonearem-se tipo”esta ideia é minha, eu já digo isto à muito”, pelo menos de duas que assisti foi o que retirei.
Agosto 29, 2008 at 6:05 pm
desculpem Há muito como é óbvio
Agosto 29, 2008 at 6:11 pm
è verdade!!!!!!!
não consigo ainda hoje deixar de me emocionar quando leio Sofia aos meus alunos em voz alta.
eu bem me preparo mas há sempre algum repara, a professora parece que chora, enfim……….
é uma tristeza ao que chegamos, sermos tratados desta forma e qualquer um achar que é especialista de educação.
E, Sim!!!!!!!!!!!!!!
lêem, sim, eles cá vêm vindo, ler o que se cá diz, pois então!
Agosto 29, 2008 at 6:24 pm
O dicionário que tenho aqui à mão já tem uns belos anos, mas ainda me vai servindo sempre que preciso dele. A curiosidade levou-me a pegar nele e a ver o seguinte.
Significado de interpretação:
acto ou efeito de interpretar; sentido em que se toma o que se ouve, se lê ou vê fazer; maneira de representar no teatro ou no cinema ou de executar uma peça musical; compreensão; explicação; versão; comentário.
Significado de interpretar:
fazer a interpretação de; explicar; adivinhar o significado de; esclarecer; traduzir; tomar em determinado sentido; desempenhar; representar, reproduzir o pensamento de.
Agosto 29, 2008 at 6:26 pm
“O que fiz foi a minha interpretação, enquanto jornalista”
“Foi desta posição do relatório, que não é necessariamente a minha [...] que dei conta.”
“Mas não admito que ponham em causa a minha integridade sem sequer me conhecerem.”
Hum!, não alcanço, a integridade enquanto jornalista ou como desconhecido?
Agosto 29, 2008 at 6:34 pm
O jornalista estará informado de que todos os elementos informativos publicados no dito relatório europeu, acerca do sistema educativo português, são fornecidos pelo próprio ME?
Deveria saber que não se trata de nenhum estudo ou relatório independente dos governos nacionais. Veicula, simplesmente, os elementos fornecidos pelos serviços governamentais dos Estados. No caso de Portugal, imaginem-se, informações veiculadas pelo gabinete da dona Maria e dos outros dois “bons rapazes”! É um fartote de rir (ou chorar)?
Agosto 29, 2008 at 6:37 pm
Temos de convidar os senhores ST para passarem uma semana numa escola pública.
Assistam a todas as aulas de uma turma problemática, comam na cantina, frequentem o bar e os corredores, e no final do dia fiquem para as reuniões, pode ser que os elogios comecem a ser dados a outros protagonistas.
Agosto 29, 2008 at 6:38 pm
Na maioria dos casos, as mudanças actuais sustentam-se na acumulação de uma sucessão de leis, cada uma atribuindo ‘frescas’ responsabilidades sem iniciar qualquer discussão profunda sobre o que constitui a essência da profissão de professor”
A tradução Pedro de Sousa tavares parece-me bem feita. A fidelidade ao sentido do texto original não está em causa. O erro está noutro lado. Está na descolagem da proposição (discussão profunda quanto à essencia da profissão) da realidade. Assim, não é correcto dizer-se que tal proposição é verdadeira ou falsa, é apenas sem sentido. Que os tecnoburocratas de Bruxelas tomem desejos de subordinação à sua lei como factos, ainda se percebe. Que jornalistas portugueses registem esses dislates como notícias relevantes já é mais difícil de perceber, pois dispõem de um ponto de observação mais favorável. Agora, face a uma ministra desacreditada, se a notícia é qualquer hipótese de elogio ao seu trabalho, venha de onde vier, por repuxadas interpretações – h5n1 diria acções hermeneuticas – então estamos falados. Triste, em todo o caso, já que o único trunfo com peso político entre o eleitorado que a ministra elogiada é o facilitismo, como se tem visto abundatemente. Por muito neutro que Pedro sousa Tavares agora se tente apresentar, de facto já está colado a um lado da barricada, porventura não aquele que gostaria caso dedicasse mais atenção aos jogos de força em tresença.
Agosto 29, 2008 at 6:39 pm
“E pensar que os professores são fãs da obra de Sofia, avó do jornalista, e transmitem ás novas gerações o legado que nos deixou.
Parece que o jornalista se está a colocar contra o legado da própria avó.” anahenriques
Avó e mãe, porque no que toca ao ataque gratuito que se tem feito aos Docentes, o filho esteve sempre na 1º linha… mas a Sra. não tem culpa e creio haver um ditado que diz qualquer coisa do tipo, “maus filhos de boas famílias”… Talvez sejam o seu paradigma.:(
Agosto 29, 2008 at 6:40 pm
Não sei se ainda vou a tempo de me inscrever num curso de dactilografia
Agosto 29, 2008 at 6:47 pm
De certeza que todos repararam que o artigo do tavares e os artigos da gaja que é namorada do falso engenheiro saem no mesmo jornal…
Agosto 29, 2008 at 7:01 pm
Quando é que as pessoas começam a entender que Professores, Jornalistas e Pessoas em geral não são “tábua rasa”? Quando escrevemos, quando expressamos ideia temos sempre uma etrutura(mental, física, psiquica…sei lá)que subjaz ao que exoressamos. Não é muito mais inteligente e lógico dizer: “olhem, eu sou Professora, neste momente estou, de uma maneira geral contra a política ministerial e é nessa qulidade que…. “ou “sou jornalista,não percebo nada de educação, mas como o tema agora é pertinente andei a fazer umas leituras que me fizeram chegar a esta ou ourtra conclusão…”.
Como é que há ainda há quem acredite em opiniões neutras? Porque raio não há humildade em aceitar as diferentes opiniões dos outros?
Acho que vou sofrer muito quando fizer a minha autoavalizção no próximo ano!!!A não ser que resolve, de vez, abandalhar o processo todo.
Agosto 29, 2008 at 7:01 pm
das duas uma:
ou se pega no texto do relatório e se reproduz na íntegra ou parcialmente (e neste caso já se tem uma opção subjectiva em relação aos trechos que se escolhem, em detrimento de outros);
ou se interpreta de forma crítica e comentada o mesmo, relevando os conhecimentos, as crenças e os valores pessoais que qualquer análise de um texto acarreta.
Falar em objectividade acima de qualquer suspeita ou crítica, quando se interpreta um texto (ou uma acção), é algo de absurdo e de irracional, para quem tem um mínimo de conhecimento da actividade humana. Ainda por cima em relação a uma matéria que remete para a acção controversa da política educativa de um governo partidário.
Mas enfim, a inteligência está em parte nos genes…
Agosto 29, 2008 at 7:07 pm
Pareceu-me agora, após segunda leitura dos comentários que Pedro Sousa Tavares de Filho de Miguel Sousa Tavares. Está ententidido: a pedância pode ser hereditária. utros cronistra que me escusarei de ler.
Há tanta coisa boa na vida para fazer!
Agosto 29, 2008 at 7:18 pm
Um dos problemas fundamentais é o facto de uma carteira de jornalista, não interessa agora se obtida por fax, não distinguir entre relatar factos ou pessoas.
Agosto 29, 2008 at 7:33 pm
Deixem o rapaz trabalhar, deve estar a começar, já tem o pai que tem, está na sombra da ascendência e certamente estudou numa escola pública. Só me apetece dizer: deixa estar da próxima vai correr melhor.
Agosto 29, 2008 at 7:38 pm
A “integridade” é sagrada para PST.
Mas afinal quem é que põe em causa a integridade do dito cujo, quando ele nem se apercebe de que uma interpretação é sempre algo que acarreta uma compreensão do que se está a analisar, com base na vida pessoal e na narrativa individual do sujeito hermenêutico ?
Eu não duvido da integridade de PST, mas já ponho em dúvida a capacidade intelectual do mesmo, bem como a sua competência crítica em relação à educação, que não é bem o mesmo do que afirmar que manipula os dados.
Quando não se sabe argumentar, vai-se sempre buscar a medalha de mérito outorgada pela própria consciência, que como é sabido, está quase sempre em harmonia com a imagem (integral) do sujeito; só mesmo em casos patológicos existe dissonãncia cognitiva.
Agosto 29, 2008 at 7:51 pm
Ok, vamos admitir tudo isso, vamos admitir que o jornalista é muito isento e tal… mas falta um aspecto: como se sentem os professores dos países onde tem sido aplicadas reformas comparativamente com os professores portugueses? Creio que a resposta será um bom indicador de reflexão.
Agosto 29, 2008 at 8:04 pm
PJ (52)
Corrijo: a gaja que é falsa namorada do falso engenheiro. Assim é que é.
Agosto 29, 2008 at 8:09 pm
Olinda (48)
Eu ofereço-me, eu ofereço-me!!!
Quero os 2 ST nas minhas aulas.
Cenário: Margem sul do Tejo. Cursos CEF e Profissionais. Também um pouco de Novas Oportunidades (nocturno). Alunos da Quinta X. Fights à 6ª feira, com direito a pedrada à saída da escola. Fixe! Vamos a isso.
Quando é que contactam os tipos??
Agosto 29, 2008 at 8:19 pm
Julgava que os desertos eram sítios onde nada se passava…
Agosto 29, 2008 at 8:23 pm
Concurso de Professores
Docentes excluídos devido a prazo pouco claro
Jornalista: Pedro Sousa Tavares
DN, 22 de Março de 2006
Pode ler-se em (no fim)
http://www.queixasdeprofessores.blogspot.com/2008/07/queixa-4.html
Este artigo publicado no DN revelou, por parte do jornalista, uma boa preparação (prévia) sobre a temática.
Agosto 29, 2008 at 8:27 pm
OK. anahenriques. Já li. Já não o quero nas minhas aulas. Mas QUERO o pai. A não ser que também haja desagravo para esse…
Jurema, o deserto é uma FESTA!
Agosto 29, 2008 at 8:54 pm
Será que o vírus da adesivagem pegou de estaca…
http://www.profblog.org/2008/08/sobre-natureza-dos-adesivos.html
http://www.profblog.org/2008/08/sobre-natureza-dos-adesivos-parte-2.html
Agosto 29, 2008 at 9:59 pm
Agora já o conhecemos…
Agosto 29, 2008 at 10:40 pm
Já agora como estou de volta – a namoradinha no seu melhor: ela e os seus pruridos de falta de uso:
http://www.scribd.com/doc/2517696/DN-A-QUALIDADE-DESTA-DEMOCRACIA-Fernanda-Cancio
Agosto 29, 2008 at 10:41 pm
Quanto ao Pedro Sousa Tavares:vá apanhar canas…
Agosto 29, 2008 at 10:43 pm
Já agora Pedrinho aparece por aqui:
livresco.wordpress.com
e já agora – dado que gostas tanto de educação: um pequeno arquivo da luta desde os 100.000: pode ser que aprendas alguma coisa
http://www.scribd.com/people/view/347254-liberdade
Beijinho
Agosto 29, 2008 at 10:49 pm
Pedrinho já agora divulga este link entre os amigos:
http://www.scribd.com/doc/3193879/DN-PADRE-ANTONIO-VIEIRA-O-SERMAO-AOS-PEIXES-Anselmo-Borges
Agosto 29, 2008 at 10:51 pm
Pedrinho aparece neste “folder:
http://www.scribd.com/people/documents/347254/folder/12136
Agosto 29, 2008 at 10:53 pm
Olha Pedrinho…a net é espantosa: esta cartinha já chegou a 3.325 destinatários…:
http://www.scribd.com/doc/2497642/Minha-querida-Maria-de-Lurdes-Rodrigues
Agosto 29, 2008 at 10:55 pm
E vá lá pessoal continuem a divulgar o blog do Paulo com este link:
http://www.scribd.com/doc/2389156/A-Educacao-do-Meu-Umbigo
Agosto 29, 2008 at 11:03 pm
Pedro para não dizeres que não gosto de ti…:
http://www.scribd.com/doc/5309661/Perfil-Trabalhos-e-paixoes-de-Miguel-Sousa-tavares-31Jul03
Agosto 29, 2008 at 11:07 pm
Pedro e os professores:
http://dn.sapo.pt/2008/04/10/sociedade/sindicatos_admitem_avaliacao_parcial.html
http://www.minderico.com/minderico/artigo.asp?cod_artigo=176876
http://www.netprof.pt/netprof/servlet/getDocumento?id_versao=17293
Agosto 29, 2008 at 11:08 pm
Estavas em todas Pedro:
http://dn.sapo.pt/2008/02/05/sociedade/cne_aconselha_governo_a_meter_gaveta.html
Agosto 29, 2008 at 11:19 pm
livresco #76,
Não consegui ler essa notícia. Fiquei petrificada com o olhar da Ministra.
Agosto 29, 2008 at 11:21 pm
Pedro Sousa Tavares estavas em todas e por isso a ignorância não tem perdão e tu bem sabes que este Governo atacou os professores como se estes fossem uns criminosos – sabem a cartilha nazi toda. Pedro mas os criminosos andam à solta este mês de Agosto – e como eu já afirmei neste mesmo Blog na greve dos camionistas: Este governo morreu / o Estado não existe a não ser para servir meia dúzia
Agosto 29, 2008 at 11:26 pm
Pedro Sousa Tavares quando escreveste o título “Avaliação dos professores elogiada” não estás a opinar – estás a mentir porque tu sabes bem o que escreves e sabes bem quem serves…
Agosto 29, 2008 at 11:29 pm
Quem é este pedro? tem um mau apelido, é mesmo filho daquele inominável de nome miguel e apelido igual ao deste? É filho? então, nada a estranhar, tal pai tal filho… É mesmo?
Agosto 29, 2008 at 11:32 pm
Mais Pedro Sousa Tavares:
http://www.esec-danielsampaio.pt/acesso/Formacao%20dos%20pais%20decisiva%20no%20sucesso%20escolar%20dos%20filhos.htm
Agosto 29, 2008 at 11:33 pm
A questão Pedro é quem nos paga a Avença…
Agosto 29, 2008 at 11:37 pm
Por hoje chega Pedro vai para a night que eu vou trabalhar…
Agosto 30, 2008 at 12:39 am
“Mas não admito que ponham em causa a minha integridade sem sequer me conhecerem.”
Hum!, padece da honra dos gazeteiros, entrega-se a reflexas honestidades, faz a cópia de todos os seus senhores – um Vasconcelos sem Mântua – e a sua pança cheia dorme com ventosidades de orgulho. Fu!
Agosto 30, 2008 at 2:46 am
Olá Livresco
Vê-se que chegaste de férias com a força toda.
Agosto 30, 2008 at 8:38 pm
Pedro Sousa Tavares, nem sabe onde se meteu!Fazem como os ratos:cheiram! Se não for da tribo é impiedosamente dilacerado
Agosto 30, 2008 at 11:53 pm
Não é bem assim.
Agosto 31, 2008 at 12:19 am
São histórias infantis, do género O Flautista de Hamelin.
Agosto 31, 2008 at 12:25 am
Hum!, não cumprir agora é infantilidade? Só num país a sério.
Agosto 31, 2008 at 1:03 am
Como pensará Pedro Sousa Tavares que se sentem os professores quando a sua integridade é posta em causa sem sequer os conhecerem?
Como julga que se sentem quando são trocidados por uma máquina de propoganda alimentada pelo pelo que há de pior no jornalismo?
Agosto 31, 2008 at 1:19 am
Hum!, não interessa o gajo, não merece qualquer importância, ainda nem sequer conseguiu copiar qualquer trópico de ninguém.
Agosto 31, 2008 at 1:36 am
Hum!
Agosto 31, 2008 at 1:47 am
Tché!, não haverá gente própria gente, a modos de Finigauss?
Agosto 31, 2008 at 10:28 pm
Pedro…ainda vai a tempo…INFORME-SE!Não vá pelo o que a comunicação social diz…leia a legislação, as fichas de avaliação…veja bem os itens…fale com quem está no “terreno”!Podem ajudá-lo nas sus pesquisas…não?