É uma Tese de Mestrado sobre um tema que me interessa, embora retrospectivar o fenómeno desde a Antiguidade me pareça excessivo.

Depois a perspectiva e a prospectiva não são as que mais me agradam, mas o tema é dado a abordagens conflituantes.

Em especial quando se aterra de cabeça naquele discurso embrulhadinho, a páginas 178 da Conclusão, ali paredes-meias com o chamado eduquês, aqui polvilhado com um não sei quê, não sei que mais (assumo que também, por vezes, me deixei no passado enrodilhar e enrendilhar neste tipo de tentação hermética), que nos deixa quase sem perceber a quantas andamos, pouco adiantando para além de percebermos que se não for assim é de outra maneira, ou então é ao contrário.

Era mais simples dizer que nos tempos que correm, aconselha o politicamente correcto que se negoceie o exercício da autoridade do professor na sala de aula, se possível com aqueles contratos assinados com os alunos e que depois até há quem cole nas paredes para os lembrar dos compromissos assumidos.

Não digo que não funcione. Apenas nunca necessitei, felizmente, e tenho as minhas antigas turmas para confirmar que raramente exerci o direito à ditadura.

Mas é verdade que tenho tido imensa sorte: a esmagadora maioria dos meus alunos sempre percebeu que uma sala de aula é uma sala de aula, mesmo se nos formos todos sentar fora dela a conversar em dia de calor anti-pedagógico, como uma antiga aluna minha – agora adulta devidamente formada – me relembrou há poucos dias por mail.