É uma Tese de Mestrado sobre um tema que me interessa, embora retrospectivar o fenómeno desde a Antiguidade me pareça excessivo.
Depois a perspectiva e a prospectiva não são as que mais me agradam, mas o tema é dado a abordagens conflituantes.
Em especial quando se aterra de cabeça naquele discurso embrulhadinho, a páginas 178 da Conclusão, ali paredes-meias com o chamado eduquês, aqui polvilhado com um não sei quê, não sei que mais (assumo que também, por vezes, me deixei no passado enrodilhar e enrendilhar neste tipo de tentação hermética), que nos deixa quase sem perceber a quantas andamos, pouco adiantando para além de percebermos que se não for assim é de outra maneira, ou então é ao contrário.
Era mais simples dizer que nos tempos que correm, aconselha o politicamente correcto que se negoceie o exercício da autoridade do professor na sala de aula, se possível com aqueles contratos assinados com os alunos e que depois até há quem cole nas paredes para os lembrar dos compromissos assumidos.
Não digo que não funcione. Apenas nunca necessitei, felizmente, e tenho as minhas antigas turmas para confirmar que raramente exerci o direito à ditadura.
Mas é verdade que tenho tido imensa sorte: a esmagadora maioria dos meus alunos sempre percebeu que uma sala de aula é uma sala de aula, mesmo se nos formos todos sentar fora dela a conversar em dia de calor anti-pedagógico, como uma antiga aluna minha – agora adulta devidamente formada – me relembrou há poucos dias por mail.


Agosto 19, 2008 at 7:36 pm
pois…
o tema dá para escrever uma tese e muitas mais, a história é pródiga em perpectivas sobre educação e autoridade, e quer se esteja dentro ou fora do ensino todos opiam sobre ele.
mas os pressupostos teóricos perdem-se nos conceitos, que por sua vez também têm a sua história e, por vezes não é fácil entendermo-nos porque as designações /palavras, não expressam o mesmo para todos.
Mas sim… a autoridade (e claro é um ponto de vista)é a base do ensino… porque há alguém que tem algo a ensinar, a alguém que lhe reconhece o estatuto (afirmações polémicas)
o “como” se exerce a autoridade… aí está o “busilis” da questão… e esse é o jogo… porque a autoridade que resulta… é a que se assume num processo “natural” sem que se dê por ela… mas se “sente” que existe.
Também me considero uma pessoa com sorte que adora jogar, e acima de tudo perceber o jogo do outro… cada um tem a sua mania )
Agosto 19, 2008 at 8:01 pm
Será mesquinhez… mas quem deixou a criatura apresentar este texto??? O orientador leu-o?? Terá percebido alguma coisa? E a pontuação, Senhor? A pontuação? Quem trata da pontuação?
Agosto 19, 2008 at 9:12 pm
Envergonhadamente confesso que a revisão da minha tese também deixou alguma pontuação por afinar.
Mas nada que se compare a este fôlego.
E bem levei na cabeça durante a apresentação e defesa da dita.
Agosto 19, 2008 at 10:05 pm
Ó pá, com o novo acordo nem vai ser preciso pontuação. Cada um escreve como sabe. Não é, pá? É, é.