Tese de Doutoramento que procura escalpelizar a forma como são mediadas, pela hierarquia burocrática do sistema educativo, as orientações definidas pelos organismos centrais, neste caso, os Ministérios da Educação de Portugal e Angola.
Onde se percebe a tensão entre a tentação centralizadora e as margens de autonomia no plano local, tudo intermediado pelos serviços da burocracia administrativa.
Não resisto a incluir o esquema usado na conclusão para descrever o processo.
Texto completo (>7Mb): centalsisteduc.


Agosto 17, 2008 at 8:34 pm
O trio maravilha, aconselhado pelos “ex/s” e etc, levou para, dentro do ME, toda a malta que podia e não podia para (creio)tentar contornar a hierarquia burocrática do sistema educativo. Esqueceu-se foi do essencial. A malta que nele se instalou, é totalmente ignorante em matéria educativa, nunca teve nenhum contacto nem próximo nem longínquo com o sector, é arrogante e inculta; manteve nas estruturas dos serviços centrais e regionais os mesmos de sempre (todos) e, na maioria dos casos, as trocas de cadeiras que efectuou são o total decalabro; aumentou exponencialmente a teia de burocratas (tecno) no sector entrando, finalmente e totalmente, no espaço que (ainda) estava razoavelmente a funcionar – as escolas, dando ordens e prescrições directamente aos conselhos executivos. Cada escola e Agrupamento tornou-se, deste modo, á semelhança de qualquer serviço ou departamento da 5 de Outubro, 24 de Julho e afins, um serviço burocratizado, mediatizado. Muito mais grave, já que nas escolas trabalham os “operacionais” de todo o sistema educativo – os professores e não existe nas escolas portuguesas tradição de debate educativo e técnico.
A menos que os professores consigam resistir de facto, afigura-se-me como muito grave …
Agosto 17, 2008 at 8:41 pm
Belo Eduquês…
Agosto 17, 2008 at 8:44 pm
Ana Henriques,
o trio maravilha é o Katrina do nosso ensino. O grau de destruição é tão semelhante que, se calhar, devíamos pedir auxílio ao Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.
Agosto 17, 2008 at 9:23 pm
Talvez iniciem um processo de auto-destruição. Se ficarem isolados, comem-se uns aos outros.
Agosto 18, 2008 at 1:54 pm
Para quando a preparação do 11 de Setembro?
Não é preciso haver mortos.
Basta meia-dúzia de desalojados, à frente dos quais um certo trio…