Lidos em data incerta, no velho sistema de trocas, algures pelos anos 70. Leituras muito úteis para preparar a mente para as realidades mais estranhas do nosso presente.
Aquisição datada da segunda metade dos anos 80, com origem na Barateira, entre os 200$00 e os 500$00, bem mais que os 15$00 da edição original, bem menos do que agora valerão. Em especial os outros de numeração inferior a 100.


Agosto 13, 2008 at 8:39 pm
Boas memórias (mas não os melhores da Argonauta e antes de as traduções serem feitas um pouco à baldex pelo Eurico da Fonseca). Lembro-me de os ter lido (e ainda os tenho, bem como quase todos antes do número duplo, o 100) provavelmente no final dos anos 70 porque paguei pouco por eles (pouco, quer dizer, na altura tive de fazer um choradinho para obter financiamento para a sua aquisição
– é que ficção científica + Tintin português + Tintin belga + banda desenha vária dava cabo de qualquer mesada da altura).
Agosto 13, 2008 at 9:20 pm
Grande colecção! Ainda tenho cerca de uma centena, da Argonauta,salteados, principalmente a partir do número 250, muitos dos quais com a capa prateada, outros capa azul.
Muitas das temáticas abordadas quase premonitórias deste “admirável mundo novo”.
Alguns dos autores americanos, não conseguiam deixar de reflectir nos seus escritos a dicotomia criada pela guerra fria,nomeadamente o Robert A. Heilein, contudo não deixa de ser um excelente autor.
Agosto 13, 2008 at 10:01 pm
Eu tenho uma dezena abaixo do 100 e número duplo acho que tenho o 200. No total uns 150 distribuídos pelas várias séries de capas, tirando esta última ainda em publicação, cujos autores já desconheço à excepção do R. Zelazny.
Tintin belga nos anos 70?
Isso é queram luxos!
Agosto 13, 2008 at 10:03 pm
Ia-me esquecendo.
As primeiras traduções – pelo menos algumas – eram do Artur portela Filho.
Agosto 13, 2008 at 10:25 pm
Lembro-me de ter uma meia dúzia de Argonautas. Uma miséria. Não sei onde param. Talvez no fundo de alguma mala. Porém, confesso que nunca foram uma grande fé.
Na passada semana, reencontrei alguns livros de uma colecção de que me tinha esquecido: “6 Balas”, editada pela APR.
Aquilo é que eram aventuras!
Agosto 13, 2008 at 10:30 pm
Paulo,
acho que tens, razão, o número duplo é o 200. Tintins belgas acho que tenho para aí uns 7 anos com início no fim dos anos 70 (e dois anos do Tintin francês, para além da colecção completa do Tintin português). A partir de 78/79 começou a febre da ficção científica em inglês quando consegui (finalmente) ler o Hobbit e depois o Dune. A massa ia toda para a livralhada e para o cinema.
Agosto 13, 2008 at 10:34 pm
Manuel Sanches,
Os primeiros livros da Argonauta estavam bem traduzidos e tinham bons autores e boas obras (se não contarmos com alguns autores franceses mesmo lá do início). A partir de uma determinada altura a selecção começou a ser desastrosa tal como as traduções do Eurico da Fonseca (uma vez entrevistei-o e ele explicou-me como fazia as traduções – depois disso deixei de comprar a Argonauta
).
Agosto 13, 2008 at 10:44 pm
Herr,
Quando tiveres falta de espaço, lembra-te sempre que eu tenho uma garagem com espaço disponível.
E a carteira é magra, mas para preciosidades há sempre uns fundos acessíveis.
Nos últimos tempos entretive-me a adquirir as edições (quase) completas de revistas mais recentes como a Pavillon Rouge e a Bo-Doi. Com mais falhas a dBd e a mais recente Casemate.
Spirous belgas só umas encadernações que por agora aparecem.
Dos anos 70 ainda tenho umas (a suivre), mas compradas em alfarrabistas.
Agosto 13, 2008 at 10:44 pm
Herr Macintosh #7
Para que não haja equívocos. “Miséria” refere-se ao número reduzido de livros da Argonauta que eu tinha/tenho.
Não pretende ser depreciativo para a colecção. Longe disso!
Mas, repito, não eram daqueles livros cuja chegada, via CP e transporte rodoviário, eu esperava com ansiedade.
Agosto 13, 2008 at 10:46 pm
Tenho umas “A Suivre” compradas, quase todas, num “estaminé” nas Escadinhas do Duque.
Agosto 13, 2008 at 10:48 pm
A Argonauta teve um período áureo que terminou por alturas da série prateada. A série azul ainda tem coisas boas, mas a qualidade – como diz o Herr – deixava muito a desejar, em matéria de capas, tradução e mesmo o próprio arranjo das páginas.
Depois existia uma colecção da Panorama e mais tarde começaram as da Europa-América, com uma selecção muito irregular (um Philip K. Dick, uma Batalha no Espaço; uma Ursula le Guin, uma qualquer adaptação de filme de Hollywood) e a colecção da Caminho que raramente publicou um livro decente, mesmo se reeditou as Crónicas Marcianas do Bradbury e publicou autores portugueses.
Agosto 13, 2008 at 10:50 pm
Manuel,

Fornecemo-nos no mesmo local de (a suivre).
E ficava a espreitar as Cimoc, Comix e Zona 84 espanholas. E a Víbora, claro.
Tudo isso acabou num armazém aqui desta margem onde há uns meses fiz umas boas aquisições a preço simpático.
Pena a escassez de Pilote e Metal Hurlant.
Em contrapartida, juntei umas quantas Heavy Metal e outras coisas mais raras.
Agosto 13, 2008 at 10:52 pm
Philip K. Dick e Ray Bradbury, isso sim!
Agosto 13, 2008 at 10:59 pm
Paulo,
Eu, em relação às outras revistas, era mais só espreitar/folhear.
Pelo que que li há uns tempos, ambos erámos clientes da Destarte.
Conclusão: O mundo (da BD) é um penico.
Agosto 13, 2008 at 11:16 pm
É pá, penico não.
Arranja lá outra metáfora…
Agosto 13, 2008 at 11:44 pm
Paulo,
desculpa lá, mas estas revistas (que incluem também os primeiros números da Heavy Metal, uns quantos anos da À Suivre, Jacto…) e livros da Argonauta não são para despachar (mesmo que a massa faça falta).
Agosto 13, 2008 at 11:55 pm
Manuel,
na lista não esquecer o Clifford Simak (a Argonauta publicou alguns excelentes, incluindo o fabuloso City – acho que foi traduzido como Cidades Mortas) e o Cyril M. Kornbluth com pequenos contos fantásticos.
Eh, pá! Paulo, vê lá o que fizeste!
Agosto 14, 2008 at 11:52 am
Consegui adquirir há pouco tempo umas revistinhas dos anos 60 e 70 que faziam as nossas delícias:
- Luluzinhas e Bolinhas, lembram-se?
Agosto 14, 2008 at 2:40 pm
É engraçado. Tenho estado a observá-los e constato, com tristeza, que os miúdos de hoje não querem saber destas coisas para nada. Hoje pedem 50 euros para um jogo para o nintendo ou playstation…
Agosto 14, 2008 at 3:01 pm
Antes de começarmos a cascar forte e feio na malta jovem, talvez fosse bom pensarmos o que faríamos se fossemos jovens hoje. No meu caso não sei, mas o meu interesse por livros veio, em parte, do facto de ser um tipo de presente que costumava receber e sempre devorei quase tudo o que punha a vista em cima (hoje bem passo a vista por cima mas tenho muitos chouriços para encher
).
Ler é um acto que exige alguma disciplina e, se pensarmos bem, para a malta nova é muito mais chato do que jogar um jogo no computador/playstation/xbox/nintendo e ela não entende esta coisa da gratificação em diferido que vem da leitura de um bom livro.
Agosto 14, 2008 at 3:05 pm
Percebo, Herr. Tenho uma miúda com 10 anos que até lê muito mas não deixa de ter aquela paixão pelo nintendo. Se lhe deres a escolher, prefere um jogo.
Agosto 14, 2008 at 4:32 pm
Manuel Sanches já conseguiste encontrar o álbum “Apaches”?
Agosto 14, 2008 at 6:50 pm
O melhor livro de FC é para mim, “OS Despojados”, editado em Portugal pela coleção de FC da Europa-América.
http://en.wikipedia.org/wiki/The_Dispossessed
L+G
Agosto 14, 2008 at 9:34 pm
Concordo que a maioria das capas e traduções dos Argonautas são uma miséria. No entanto, para quem gosta de FC, estão lá muitos dos melhores livros e autores.
Chamem-me saudosista, mas acho que as produções das décadas de 50 e 60 são incomparáveis com o que se fez depois.
Para quem tiver interesse deixo uma lista dos meus autores favoritos (a ordem não interessa):
Clarke
Asimov
Pohl
David Brin
Fredric Brown
Edmund Cooper
Harry Harrison
Leinster
Hoyle
Heinlein
Simak
E o melhor é:
John Wyndham
Agosto 14, 2008 at 9:41 pm
Informação:
O volume duplo é o nº 200 da colecção Vampiro (tem um Perry Mason e a Estação de trânsito do Simak)
O nº130-A da colecção Argonauta também tem a Estação de trânsito mas é quase impossível de encontrar e nem quero imaginar o preço.
A colecção Argonauta tem um volume especial, o nº100, com uma selecção das melhores histórias de FC.
O nº 500 traz a lista de todas as obras da colecção.
Agosto 14, 2008 at 11:22 pm
Não tenho o 130, mas tenho o 125 e o 133 (são os mais próximos).
Nº mais baixo o 5, depois do 79 ao 84.
Agosto 20, 2008 at 1:45 pm
Oi pessoal,
Eu tenho uns 350 livros da coleção Argonauta adquiridos no Brasil por volta dos anos 70/80.
Gostaria de completar a minha coleção mas não tenho a lista completa das obras. Perdi na mudança para a Australia. Alquem que tenha a lista poderia me enviar por Email ou então o URL de um site que contenha esta lista para download.(na livraria do Brasil a lista não está de uma forma que possa ser baixada por download)
Meu Email é Jachson@hotmail.com
Muito Obrigado
Setembro 28, 2008 at 8:00 pm
Sou um grande fã da Coleção Argonauta e tenho vários volumes para troca. Quem estiver interessado meu email é jmoacirgarcia@ig.com.br
Obrigado.