Agosto 2008


Devo, Satisfaction (I Can’t Get Me No)

Surviving the post-vacation blues

After Vacation: Tips to Bounce Back Fast

A ressaca pós-férias existe

Sinais de depressão nos primeiros dias de trabalho são habituais. Descanso já não está na moda: procura-se a emoção da aventura, para ter o que contar aos amigos no regresso.
Se já começou a sentir uma ansiedade miudinha com a perspectiva de amanhã voltar ao trabalho, sinais de irritação e cansaço, é provável que esteja a experimentar a síndrome pós-férias.
Estima-se que cerca de 40% dos trabalhadores evidenciem dificuldades no regresso à vida real, dos horários, das obrigações, das contas para pagar. No entanto, para alguns, as férias são uma fonte de rendimentos simbólicos e sociais. Vai-se de férias para ter o que contar e impressionar os amigos.
Estudos realizados em países como Espanha e Brasil revelam que quatro em dez pessoas registam, nos primeiros tempos de trabalho, sintomas como irritabilidade, cansaço, tristeza, mau humor ou alteração dos padrões de sono e de apetite. “Não se trata de uma verdadeira depressão”, explica Telmo Baptista, psicoterapeuta e presidente da Associação Portuguesa de Terapias Comportamental e Cognitiva. O que se verifica é a existência de uma reacção adaptativa – por vezes difícil – ao trabalho, marcado por um registo de dever, depois de um período de lazer e sem obrigações.
Se o estudo fosse feito por cá acho que eram 5-6 pessoas em cada 10.

A tal da depressão pós-férias

Ela dá as caras logo nos primeiros dias de trabalho e vem acompanhada de desânimo, dores de cabeça e cansaço profundo.

O cansaço profundo eu sei explicar e já o sinto há uns dias…

“Sinto um certo cansaço de viver. É uma chatice”

(…)
Sinto cansaço apenas. De fazer a barba todos os dias, de levantar, vestir, tomar banho, pequeno-almoço, comer, mastigar, engolir. Tudo isso, essas coisinhas fáceis e corriqueiras mas que são sempre as mesmas. É sempre a mesma coisa, a mesma ordem, ver a televisão. Tudo isso é uma chatice. (Manoel de Oliveira, 99 anos)

The Verve, Love is Noise (a pedido da Swan Princess)

A nota é da última página do Sol de ontem. O estranho é que se espreitarmos a agenda do Portal do Governo não se encontra nada anunciado.

Entretanto, pelo sim, pelo não, é melhor saberem se a vossa escola foi pintada nas férias. Porque podem ter brinde.

Eu tenho a minha estória pessoal, com mais de uma década, de mini-concursos e colocações tardias, mesmo quando já em QZP.

Lembro-me bem das longas filas para entregar a candidatura, dos impressos repetidamente preenchidos, dos torcicolos a olhar para as listas dos horários disponíveis, coladas nas janelas, do desconhecimento do sistema por parte dos funcionários do(a) CAE cada vez que mudava a cor do Governo (embora verdade se diga que naquela altura a cor só mudou uma vez), de assistir a colegas que faziam essa via sacra em 3 ou 4 locais, para tentarem melhorar a sua sorte.

Claro que à distância de quase outra década, o que era um martírio agora ganha tons de alguma nostalgia, mas não sou eu que defenderei o regresso forçado do convívio inter-docentes no pátio da EB 2/3 de Aranguês em Setúbal ou em qualquer outro local.

Por isso mesmo – e por outras razões – gostei que o processo de concurso fosse racionalizado, uniformizado e informatizado há uma mão-cheia de anos. Claro que teve problemas, alguns causados por resistências surdas a um sistema que fosse mais transparente, mas a coisa parecia encaminhar-se no bom sentido e o uso da tecnologia prometia rapidez. Tivemos os episódios caricatos dos concursos para 2003/04 e 2004/05 e ninguém se esquece da deplorável situação vivida em Setembro de 2004, com a Ministra Maria do Carmo Seabra a ter a pior performance dos últimos 35 anos no ME (e olhem que arrebatar tal título é mais difícil que ganhar uma medalha de ouro olímpica na ginástica feminina sem se ser uma jovem chinesa).

Mas, aplainados esses obstáculos, parecia que tudo entraria nos eixos.

E é por iso que estranho que, apesar de todos os meios disponíveis, o ME e a DGRHE insistam no método de divulgar as colocações noite avançada, do último dia útil anterior ao início do ano lectivo.

É que são muitos, mas muitos milhares de docentes, entre quadros de escola sem componente lectiva, professores do quadro de zona pedagógica, já para não falar nos contratados, que sabem o seu destino profissional, pessoal e familiar a um fim de semana de distância de se terem de apresentar para começar um novo ano de trabalho.

Neste caso foram cerca de 60 horas antes, mas com um sábado e domingo pelo meio que de pouco servem para tratar de alguns assuntos essenciais quando é necessário alguém deslocar-se para muitas dezenas ou centenas de quilómetros do seu domicílio.

E é isso que não compreendo, porque é – acho eu – tecnicamente possível colocar online estes dados no início da passada semana, dando tempo aos visados para organizarem a sua vida, analisarem as listas, detectarem incorrecções e tentarem resolvê-las.

Repare-se que não se trata de candidatos a professores, à espera de um primeiro emprego. Muitos são professores com muitos anos de serviço, mesmo décadas, que sabem mesmo na última hora onde vão poisar no ano seguinte.

Se isto é estabilidade, vou ali à esquina e já volto.

Se me argumentam que no passado era pior, podemos sempre justificar tudo com o que era pior há 100 anos, na Idade Média ou na Pré-História.

O que interessa é que, agora, seria possível fazer melhor, muito melhor, com os recursos disponíveis. Há 10 anos esta fase de colocação, feita manualmente, estava despachada muito mais cedo, ficando para agora a então chamada “2ª fase” relativa apenas aos contratados. Não fazem melhor porque não querem, não porque não saibam ou não seja possível.

47 a 62 mil professores não conseguem contrato

Não chegaram a oito mil – foram 7856 – os candidatos à contratação que encontraram uma vaga no concurso para preenchimento das necessidades residuais das escolas, cujas listas definitivas foram publicadas já depois das 23.00 de sexta-feira. Destes, cerca de 4300 obtiveram o primeiro vínculo, enquanto 3556 viram os seus contratos renovados. Um número que, ainda assim, traduz um progresso considerável em relação aos mesmos concursos do ano passado: 3252 contratados.

Mas ficam-se por aí as comparações, já que a contabilidade dos candidatos à contratação este ano não chegou a ser divulgada pelo Ministério da Educação – ontem, uma vez mais, incontactável – e as estimativas das maiores estruturas sindicais do sector estão muito longe de coincidir.

A mais representativa, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof), contou cerca de 55 mil, o que siginficaria que mais de 47 mil acabaram excluídos. Já a Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE) chegou a contas bem maiores: acima de 70 mil candidatos, o que equivaleria a mais de 62 mil sem contrato.

Nestes concursos ficaram também sem colocação cerca de 1050 professores dos quadros de zona pedagógica (QZP), que concorreram por não terem serviço distribuído nas escolas a que estiveram afectos em 2007/2008.

A notícia do DN é de Pedro Sousa Tavares e, para que conste, não destaco aqui apenas aquelas sobre as quais tenho reservas…

Quanto ao assunto, já sabemos que o ME não é um Centro de Emprego para candidatos a docentes, mas também sabemos que nas suas estruturas existem há muito Gabinetes e Centros de Estudo destinados ao planeamento e prospectiva relativamente ao sistema de ensino.

Que tenham sido autorizados a funcionar, sem qualquer regulação especial ou informação sobre as limitações do respectivo mercado de trabalho, inúmeros cursos de formação de professores é uma espécie de mistério, que só a demagogia da expansão do ensino superior à custa de cursos sem viabilidade pode explicar.

Claro que agora, perante uma massa de proletariado docente vulnerável ao sub-emprego e ao desemprego qualificado, fica-se com a dúvida quanto ao interesse em andar a formar os chamados professores generalistas, os tais que têm uma licenciatura em nada e um mestrado em coisa nenhuma, não se percebendo se vêm colmatar alguma (inexistente) lacuna nos professores disponíveis se não passam de um estratagema instrumental ao serviço de uma política que visa desprofissionalizar a docência (apesar da inflacção da certificação formal) e, em simultâneo, ultapassar em futuros concursos estes 50.000 docentes, muitos deles já com tempo de serviço e habilitação profissional.

REM, What’s The Frequency, Kenneth?

Cartoon de Terry Mosher

Expresso, 30 de Agosto de 2008

O que o autor do artigo não se parece ter apercebido é que, se os «números da violência não são os mais altos da década» e embora não refira quando foram mais altos, isso significa que, até ao momento, esse números também não são os mais altos do presente século e, inclusivé. deste milénio.

Destaque natural ainda para a frase «A verdade é que estamos a assistir a uma mudança de paradigma da criminalidade», pois bem sabemos que sempre que se dá uma qualquer «mudança de paradigma» todos os fenómenos aborrecidos se auto-explicam.

É que não sei se estão bem a visualizar a coisa, mas este é exactamente o investigador que vai coordenar o Inquérito Nacional à Vitimação encomendado pelo Governo há menos de dois meses, sendo extraordinário que já esteja em condições de apresentar conclusões como estas, sendo que o seu currículo até ao momento não faz entrever que já estivesse na posse de elementos sobre a matéria.

É hoje notícia no Sol, e é pena que mais ninguém pareça ter dado por isso, mas na segunda-feira começa um novo ano lectivo sem que se tenha conhecimento de ter sido feita qualquer certificação dos manuais escolares de acordo com o que estava previsto no despacho 415/2008, assinado pelo SE Jorge Pedreira.

Claro que, à vista desarmada, se percebia que os prazos apresentados no despacho eram algo estranhos, pois previam a entrega dos manuais na DGIDC até 31 de Maio, decorrendo depois o processo até 28 de Fevereiro de 2009, ouvidos os editores na sequência de eventuais recomendações feitas até 31 de Dezembro de 2008 pelas comissões nomeadas para o efeito.

É natural que nomeando a comissão de avaliação e certificação dos manuais para Estudo do Meio (3º e 4º anos) no passado dia 19 de Maio e dos manuais de Físico-Química e Ciências Naturais para o 3º CEB a 19 de Junho tudo fica um pouco mais complicado. E para a certificação dos manuais de Inglês, História e Geografia do 3º CEB e de Língua Portuguesa dos 3º e 4º anos do 1º CEB a nomeação oficial nem sequer foi publicada. Sendo que o despacho acima referido prevê explicitamente a sua certificação para o ano de 2008/09.

Mas tudo bem.

Isto apenas significa que haverá manuais adoptados para este ano lectivo que, a partir de Março de 2009 poderão ser objecto de reformulação. Aparentemente não se considera problemático que este rigoroso processo de certificação decorra com os manuais já em circulação comercial. Nem que uma boa parte dos manuais que deveriam ser certificados nem sequer tenham quem esteja encarregue de o fazer.

São formas de tratar as coisas muito próprias e habituais no ME. Legisla-se, definem-se uns prazos assim à primeira vista e depois a malta que se desenrasque.

Única, 30 de Agosto de 2008

Does It Offend You, Yeah?, Dawn of the Dead

Dos concursos para Destacamento por Ausência de Componente Lectiva, Afectação e Contratação. No site da DGRHE.

The right to blog: freedom’s next frontier

A summit on global citizen media highlights the experience of activist bloggers under authoritarian regimes and raises questions about how best to champion their work, says Evgeny Morozov.
(…)
The shifts in the technology of dissent pose new challenges to those who would suppress the emerging new voices. As costs of producing, storing and distributing digital content sharply fall, Xerox machines and stencils give way to desktop publishing. Most state authorities, to their great discomfort, have not yet figured out how to make dissidents register their blogs with police (as Nicolae Ceausescu’s Romania, for example, did in relation to those owning typewriters). It’s not surprising then that so many traditional funders of “democracy-promotion” – the very ones who used to fund the distribution of Xerox machines in east-central Europe – are now investing in blogging and new media to spread democracy in Asia or the middle east; one funder present at the Global Voices meeting even floated the idea of setting up a dedicate fund for cyberactivism.

At the same time, the vulnerability of some of the bloggers committed to democratisation of the flow of ideas in their own backyards means that the timing for such a proposal – along with a rapid-response legal team – may be propitious. The ubiquity of the internet – accessible via computers or mobile-phones in almost any corner of the planet – is being matched by the growth in explicit and implicit restrictions on free speech.

These parallel trends reveal further connections between bloggers and past advocates of free speech and a free public space. In the pre-internet age, most governments employed cumbersome but effective methods of suppressing and silencing dissent – prison, asylum, exile, execution. All of these were intruments to diminish or extinguish the influence of domestic critics. The internet has enabled an enormous power-shift, by allowing dissenters to publicise their voices and report events on their blogs while remaining anonymous, and continue to exert influence at home even when in exile (see “Blog standard“, Economist, 26 June 2008).

É preciso alertar e creio este local ser um a recomendar, tal como faço todos os anos… dezenas de emails para todas as autoridades que penso que podem fazer algo em relação à miséria do que se irá passar na próxima segunda-feira em todos os centros de Emprego, Centros da Seg. Social e Lojas do Cidadão. Refiro que sou um contratado a termo não docente da função pública e a minha Esposa, Docente contratada vão lá mais 7 anos…Todos os anos encontra-se sempre a mesma tristeza de procedimentos…. horas a fio nas intermináveis filas destes Organismos… Algo tão simples de resolver…. mas ninguém quer ouvir…

Repare…. amanhã, aliás hoje!!! Dia 29, como estou de “férias” acompanho-a, como é natural, ao Agrupamento onde leccionou este ano, a solicitar um modelo para entregar no Centro de Emprego a dizer que se encontra desempregada, terminou o contrato… e fica lá registada e obrigada a procurar 3 empregos de 15 em 15 dias, (treta total…vão esperar que ela aceite outra coisa qualquer que não seja leccionar!!!) … entregam-nos um documento com o qual nos dirigimos à Seg.Social a solicitar o Sub.de Desemprego…isto se tiver direito, como as regras alteraram em Janeiro de 2007, ano em que vi metade dos contribuintes saírem a chorar de lá….por não serem abrangidos com o novo sistema…

Saliento ainda, caso não consiga entregar os documentos todos no 1º dia….. daí um motivo desta confusão toda, o enorme aglomerado de pessoas…que nem era necessário… visto que, nós Serviços Administrativos, somos “obrigados” a comunicar a entrada e saída de funcionários pelo sistema DRI da Seg. Social, desta feita, era muito simples realizarem uma base de dados em que automaticamente emitissem os respectivos subsídios, mas como na mer** deste País temos de pedir tudo o que temos direito, isto acontece, porque nestes milhares existem sempre alguns que para não aturarem estas filas não aparecem, e outros esquecem-se…. enfim….

Um enorme abraço a quem tenta mudar estas cabeçinhas tontas… que tentam sempre mamar nas tetas dos vizinhos!!!

A.P.

Fenprof estima que mais de 35 mil professores vão ficar sem colocação

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) estima que possam ser entre 35 mil e 40 mil os docentes sem colocação este ano, tendo agendado acções de protesto para segunda-feira, dia em que mais professores «entram para o desemprego».

Mesmo que falhem por 10.000…

Mistery Jets, Two Doors Down

Não há nada como uma boa pop borbulhante para uma noite de sexta para sábado…

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