AS CONTAS E OS NÚMEROS DO ACORDO ORTOGRÁFICO
(…)
O Governo fez discretamente consultas em 2005, solicitando através do Instituto Camões pareceres a várias instituições: dois pareceres, o do Instituto de Linguística Teórica e Computacional e o da Associação Portuguesa de Linguística (APL), foram tornados públicos aquando da audição parlamentar de 7/4/2008. São pareceres negativos que apontam deficiências graves ao AO. A APL recomenda a suspensão do processo em curso e a não aprovação do 2.º Protocolo Modificativo. Estes pareceres foram tornados públicos, note-se, pelos autores, não pelo Instituto Camões ou pelo Governo. Um requerimento da deputada Zita Seabra permitiu recentemente o conhecimento de todas as entidades contactadas em 2005 e dos pareceres obtidos: há um parecer do Departamento de Linguística da Faculdade de Letras de Lisboa muito negativo, com as mesmas recomendações do parecer da APL, e outro da Academia da Ciências de Lisboa, defendendo a aplicação do AO, redigido por Malaca Casteleiro (MC), autor do AO (!).
O texto é de António Emiliano da Universidade Nova de Lisboa.
Julho 25, 2008 at 12:04 pm
Hum!, “discretamente” significa o quê? A Língua é segredo?
Julho 25, 2008 at 12:31 pm
Porque se cala agora o grande poeta da Língua Portuguesa, Manuel Alegre? E o prémio Nobel da escrita em Língua Portuguesa, porque não vem em defesa daquela que lhe proporcionou a fama? São uns ingratos, uns traidores.
O link parece não entrar, mas eu faço publicidade à mesma. Leiam o meu postal: Os portugueses ficaram definitivamente apátridas.
Julho 25, 2008 at 12:37 pm
A Casa dos Bicos é bastante boa como silenciador(a).
Julho 25, 2008 at 1:12 pm
Ora bem… os tais trinta dinheiros do costume.
Julho 25, 2008 at 1:59 pm
A gente cá vai escrevendo e eu atiro fora com prazer aquelas consoantes não articuladas e uns malfadados hífens…
Felizmente não há coisas perfeitas. E não conheço essas doutas opiniões.
Julho 25, 2008 at 3:28 pm
Setora,
Podemos atirar tudo fora…
E podemos ter andares a preços «execionais», assim como podemos deixar de usar a acentuação grave e passamos a usar apenas “á”.
Podemos tudo.
Mas…
Julho 26, 2008 at 12:40 am
Ó Paulo, andares a preços excecionais será ótimo! Tantas casas vazias são um espetáculo degradante.