“Colega:
Costumas dormir durante as reuniões?
Sentes um tédio imenso com toda a panóplia de reuniões a que te obrigam e que não servem para nada?
Chegou o método eficaz para combater esses problemas!
O BINGO DAS REUNIÕES!
Imprime o quadro abaixo antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc.
Sempre que ouvires a palavra ou expressão contida numa das casas, marca a mesma com um (X).
Quando completares uma linha, coluna ou diagonal, basta gritar ” BINGO”!!!
Testemunho de jogadores satisfeitos:
a.- “A reunião só tinha começado há 5 minutos quando ganhei!”;
b.- “A minha capacidade para ouvir melhorou imenso desde que comecei a jogar Bingo das Reuniões”;
c.- “A atmosfera da última reunião foi muito tensa porque 8 professores estavam à espera de preencher a 5ª casa”;
d.- “O director de turma ficou estupefacto ao ouvir oito pessoas gritar “BINGO”, pela 3ª vez numa hora”;
e.- “Agora, vou a todas as reuniões da minha escola, mesmo que não me convoquem”.
E NÃO É SÓ ISSO…
AINDA LEVAS INTEIRAMENTE GRÁTIS O GUIA “COMO IMPRESSIONAR NAS REUNIÕES QUE REQUEREM PARTICIPAÇÃO ACTIVA, QUANDO NINGUÉM VAI PRESTAR MUITA ATENÇÃO AO QUE DISSERES ”
A tabela abaixo permite a composição de 10.827 frases: basta combinar, em sequência, uma frase da primeira coluna, com uma da segunda, da terceira e da quarta.
O resultado sempre será uma frase correcta, mas sem nenhum conteúdo .
Experimenta na próxima reunião. Ainda te vão propor para titular com direito a uma medalha da Ministra da Educação.
Coluna 1
Coluna 2
Coluna 3
Coluna 4
Caros colegas,
a execução deste projecto
obriga-nos à análise
das nossas opções de desenvolvimento futuro.
Por outro lado,
a complexidade dos estudos efetuados
cumpre um papel essencial na formulação
das nossas metas educativas e administrativas.
Não podemos esquecer que
a actual estrutura da escola
auxilia a preparação e a estruturação
das atitudes e das decisões da direcção.
Do mesmo modo,
o novo modelo estrutural aqui preconizado
contribui para a correcta determinação
das novas proposições.
A prática mostra que
o desenvolvimento de formas distintas de actuação
assume importantes posições na definição
das opções básicas para o sucesso educativo.
Nunca é demais insistir que
a constante divulgação das informações
facilita a definição
do nosso sistema de formação de professores.
A experiência mostra que
a consolidação das estruturas
prejudica a percepção da importância
das condições apropriadas para uma pedagogia de sucesso.
É fundamental ressaltar que
a análise dos diversos resultados
oferece uma boa oportunidade de verificação
dos índices pretendidos.
O incentivo ao avanço tecnológico, assim como
o início do programa de formação de atitudes
acarreta um processo de reformulação
das formas de ação.
Assim mesmo,
a expansão de nossa actividade
exige precisão e definição
dos conceitos de participação geral”
2007-03-18 – 00:00:00
Entrevista: Marques Mendes
Jornalista : Jorge Paula
Marques Mendes, líder do PSD, acusa o primeiro-ministro de ter um projecto de poder pessoal perigoso para a democracia. Irónico, diz que o País só está melhor do que o Burundi e afirma que o aeroporto da Ota pode ser o pântano de Sócrates.
Correio da Manhã – Gosta do estilo de José Sócrates?
Marques Mendes – Não vou comentar estilos. O que acho é que a atitude que o primeiro-ministro tem utilizado é errada. Essencialmente porque tem a preocupação de atirar portugueses contra portugueses. É uma atitude política errada. É um pretexto, a alegada existência de privilégios de todas estas classes, como se de repente se tivesse descoberto que o País é formado por privilegiados. E sobretudo tem um objectivo muito mau: explorar o sentimento da inveja nacional.
– Da inveja?
– Da inveja nacional. No momento em que ataca um sector está a colocar na prática portugueses contra portugueses. Um segundo aspecto negativo na sua atitude é a tentação que se nota de um controlo enorme do poder. Eu alertei em Dezembro para o facto de o primeiro-ministro parecer ter um projecto pessoal de controlo de poder, de acumulação de poder.
– O tempo deu-lhe razão?
– Três meses depois já perceberam que não era um ponto de vista partidário, mas sim a constatação de uma realidade.
– Está a referir-se ao recente anúncio de concentração de poderes policiais?
– É o último exemplo e dos mais perigosos, mas não é o único.
– Quais são os outros? A Comunicação Social?
– Há uma preocupação enorme de controlo na Comunicação Social, nos centros de decisão económica, na Justiça, na investigação criminal e mais recentemente nas polícias. Já não é uma questão partidária. Tem a ver com a qualidade da nossa democracia. Isto não é autoridade. É abuso de poder. É confundir maioria absoluta com poder absoluto.
– A Comunicação Social está a ser objecto de diversas medidas polémicas. O que é que vai fazer?
– Neste domínio da Comunicação Social há uma preocupação crescente de controlo, um controlo cada vez mais apertado. Nesta matéria todos os partidos têm pecados. Mas os Governos anteriores, de todos os partidos, em comparação com este, são uns meninos de coro.
– Também teve a tutela da Comunicação Social.
– Todos os Governos têm essa tentação. Estou a reconhecer isso. Agora, repito, em comparação com o que se está a passar, são todos meninos de coro.
– E Sócrates não é um menino de coro.
– Não. Acho que não é tanto um projecto partidário. É muito pessoal. É o poder em sectores nucleares na mão de uma pessoa só. E em democracia isto não pode acontecer. A democracia é o regime do equilíbrio de poderes.
– O que é que o PSD pode fazer para contrariar esse projecto pessoal?
– É o que temos feito. Denunciar a situação.
– Mas se a situação é tão grave não pensa alertar o Presidente da República?
– Cada coisa a seu tempo.
– Está a renascer o Estado policial? É perigoso para a democracia?
– É perigoso e afecta a qualidade da democracia. Eu alertei em Dezembro para esta situação e agora vastos sectores, que não têm nada a ver com o PSD, dão-me razão. Está em curso este projecto de poder pessoal. A denúncia que fizemos está a seguir o seu curso e acho que a força da opinião pública é o instrumento essencial para que o Governo recue em intenções que não são boas para a democracia.
Após três décadas de democracia, estamos a assistir a uma reconfiguração do poder
político. Essa reconfiguração assenta em dois pilares: o actual PS e a ala cavaquista do PSD. Incapazes de segurarem este arremedo de estado social, essas duas facções do poder tecnoburocrático uniram-se para procederem à maior transferência de riqueza de que há memória nas últimas três décadas. Essa transferência de riqueza é absolutamente crucial para a manutenção dos privilégios dos oligarcas. Os professores, por serem 140000 e por estarem sistematicamente divididos enquanto grupo profissional, foram os escolhidos para
a a realização desse processo de transferência de riqueza. Dentro de meia dúzia de anos, dois terços dos professores não passarão do meio da carreira e estarão condenados a trabalharem até aos 65 anos (ou mais) com um salário inferior ao de um sargento. Para que essa transferência de riqueza se realize sem sobressaltos para os oligarcas, é necessário que o poder político limite ou anule a liberdade de expressão nos espaços e organismos públicos. A escola pública tem sido um espaço de eleição para o exercício das liberdades. Com ameaças de processos
disciplinares, exacerbação dos conflitos entre professores titulares e não titulares e uma política oficiosa de guardar segredo sobre tudo o que se passa nas escolas, o poder político foi criando as condições ideológicas e repressivas para que essa transferência de riqueza se continue a fazer de forma doce. O objectivo é fazer parecer essa transferência como natural, de modo a que as próprias vítimas do processo de pauperização e proletarização a aceitem como inevitável.
Se lerem A Política de Aristóteles, está lá tudo o que é preciso saber sobre o processo
de perversão da democracia e a sua tranformação em oligarquia. Em Portugal, esse processo está em marcha.
Ramiro Marques
Era suposto que estivesse a comentar o “Horário Ideal” postado pelo Guinote. Afinal o que o/a incomoda é…
“ana, pq não arranja um blogue?
pode despejar lá tudo, até aquele estranho movimento que você diz que é você… ”
5.º
[…]
1 – [anterior corpo do artigo]
2 – Na determinação do número de horas destinado a trabalho individual e à participação nas reuniões a que se refere o nº 2 do artigo 2º, deve ser tido em conta o número de alunos, turmas e níveis atribuídos ao docente, não podendo ser inferior a 8 horas para os docentes da educação pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico e para os outros ciclos do ensino básico e ensino secundário, 10 horas para os docentes com menos de 100 alunos e 11 horas para os docentes com 100 ou mais alunos.”
Como uma imagem pode valer mais que as palavras, eu cá regulo-me pelo relógio (na figura à esquerda). “Exige-se” que se mude o horário para das 8.00 às 20.00 h (há que respeitar o relógio único). Pronto, está dito!
Qual quê! O relógio devia até ser abolido, visto que deveríamos passar a estar disponíveis para os caprichos das chefias 24 horas por dia… e com um sorriso nos lábios… numa atitude “construtiva”…
…Construtiva de uma vida prisional- laboral.
Só o BINGO DAS REUNIÕES me faria rir numa altura destas… Assim também não falto a nenhuma. Deve ser o máximo, a emoção de fazer linha, bingo! As escolas tranformadas em casinos.. Será que também haverá slots?
Julho 20, 2008 at 10:09 am
Falta 22.00 8.00 ssistencia caseira….
Julho 20, 2008 at 11:46 am
O meu horário, este ano lectivo, é um luxo. Por vezes, tenho a hora de almoço.
Julho 20, 2008 at 11:56 am
Horário Simplex
Julho 20, 2008 at 12:05 pm
Eu gosto é dos acentos. Mais uma prova da confusão esquerda/direita portuguesas?
Julho 20, 2008 at 1:45 pm
Recebido por mail!!!
“Colega:
Costumas dormir durante as reuniões?
Sentes um tédio imenso com toda a panóplia de reuniões a que te obrigam e que não servem para nada?
Chegou o método eficaz para combater esses problemas!
O BINGO DAS REUNIÕES!
Imprime o quadro abaixo antes de começar a reunião, seminário, conferência, etc.
Sempre que ouvires a palavra ou expressão contida numa das casas, marca a mesma com um (X).
Quando completares uma linha, coluna ou diagonal, basta gritar ” BINGO”!!!
Planificação
Alunos
Objectivos
Estudo
Disciplina
Reunião
Pais
Substituição
Educação
Estratégia
Apoio
Ministério
Educandos
Competências
Recuperação
Optimização
Avaliação
Curricular
Titulares
Recursos
Resultados
Paradigma
Projecto
Implementação
Integração
Testemunho de jogadores satisfeitos:
a.- “A reunião só tinha começado há 5 minutos quando ganhei!”;
b.- “A minha capacidade para ouvir melhorou imenso desde que comecei a jogar Bingo das Reuniões”;
c.- “A atmosfera da última reunião foi muito tensa porque 8 professores estavam à espera de preencher a 5ª casa”;
d.- “O director de turma ficou estupefacto ao ouvir oito pessoas gritar “BINGO”, pela 3ª vez numa hora”;
e.- “Agora, vou a todas as reuniões da minha escola, mesmo que não me convoquem”.
E NÃO É SÓ ISSO…
AINDA LEVAS INTEIRAMENTE GRÁTIS O GUIA “COMO IMPRESSIONAR NAS REUNIÕES QUE REQUEREM PARTICIPAÇÃO ACTIVA, QUANDO NINGUÉM VAI PRESTAR MUITA ATENÇÃO AO QUE DISSERES ”
A tabela abaixo permite a composição de 10.827 frases: basta combinar, em sequência, uma frase da primeira coluna, com uma da segunda, da terceira e da quarta.
O resultado sempre será uma frase correcta, mas sem nenhum conteúdo .
Experimenta na próxima reunião. Ainda te vão propor para titular com direito a uma medalha da Ministra da Educação.
Coluna 1
Coluna 2
Coluna 3
Coluna 4
Caros colegas,
a execução deste projecto
obriga-nos à análise
das nossas opções de desenvolvimento futuro.
Por outro lado,
a complexidade dos estudos efetuados
cumpre um papel essencial na formulação
das nossas metas educativas e administrativas.
Não podemos esquecer que
a actual estrutura da escola
auxilia a preparação e a estruturação
das atitudes e das decisões da direcção.
Do mesmo modo,
o novo modelo estrutural aqui preconizado
contribui para a correcta determinação
das novas proposições.
A prática mostra que
o desenvolvimento de formas distintas de actuação
assume importantes posições na definição
das opções básicas para o sucesso educativo.
Nunca é demais insistir que
a constante divulgação das informações
facilita a definição
do nosso sistema de formação de professores.
A experiência mostra que
a consolidação das estruturas
prejudica a percepção da importância
das condições apropriadas para uma pedagogia de sucesso.
É fundamental ressaltar que
a análise dos diversos resultados
oferece uma boa oportunidade de verificação
dos índices pretendidos.
O incentivo ao avanço tecnológico, assim como
o início do programa de formação de atitudes
acarreta um processo de reformulação
das formas de ação.
Assim mesmo,
a expansão de nossa actividade
exige precisão e definição
dos conceitos de participação geral”
Julho 20, 2008 at 1:48 pm
Eu gosto dos acentos e da divisão dos dias, como se o horário fosse diferente nos três casos…
Ops, mas não é!
Julho 20, 2008 at 1:54 pm
Será que ouvi bem!!!!!!????????
A Ferreira Leite referiu-se ao “«empreendedorismo»” na TV!!!!
http://www.avante.pt/noticia.asp?id=24217&area=25
Lembrei-me logo do (ISC)A-O-ZÉ … e do Freire e do “estudio” da reestruturação da carreira dos (outros) do(c)entes!!!!!
Julho 20, 2008 at 1:56 pm
http://www.ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1335968&idCanal=59
Julho 20, 2008 at 2:03 pm
2007-03-18 – 00:00:00
Entrevista: Marques Mendes
Jornalista : Jorge Paula
Marques Mendes, líder do PSD, acusa o primeiro-ministro de ter um projecto de poder pessoal perigoso para a democracia. Irónico, diz que o País só está melhor do que o Burundi e afirma que o aeroporto da Ota pode ser o pântano de Sócrates.
Correio da Manhã – Gosta do estilo de José Sócrates?
Marques Mendes – Não vou comentar estilos. O que acho é que a atitude que o primeiro-ministro tem utilizado é errada. Essencialmente porque tem a preocupação de atirar portugueses contra portugueses. É uma atitude política errada. É um pretexto, a alegada existência de privilégios de todas estas classes, como se de repente se tivesse descoberto que o País é formado por privilegiados. E sobretudo tem um objectivo muito mau: explorar o sentimento da inveja nacional.
– Da inveja?
– Da inveja nacional. No momento em que ataca um sector está a colocar na prática portugueses contra portugueses. Um segundo aspecto negativo na sua atitude é a tentação que se nota de um controlo enorme do poder. Eu alertei em Dezembro para o facto de o primeiro-ministro parecer ter um projecto pessoal de controlo de poder, de acumulação de poder.
– O tempo deu-lhe razão?
– Três meses depois já perceberam que não era um ponto de vista partidário, mas sim a constatação de uma realidade.
– Está a referir-se ao recente anúncio de concentração de poderes policiais?
– É o último exemplo e dos mais perigosos, mas não é o único.
– Quais são os outros? A Comunicação Social?
– Há uma preocupação enorme de controlo na Comunicação Social, nos centros de decisão económica, na Justiça, na investigação criminal e mais recentemente nas polícias. Já não é uma questão partidária. Tem a ver com a qualidade da nossa democracia. Isto não é autoridade. É abuso de poder. É confundir maioria absoluta com poder absoluto.
– A Comunicação Social está a ser objecto de diversas medidas polémicas. O que é que vai fazer?
– Neste domínio da Comunicação Social há uma preocupação crescente de controlo, um controlo cada vez mais apertado. Nesta matéria todos os partidos têm pecados. Mas os Governos anteriores, de todos os partidos, em comparação com este, são uns meninos de coro.
– Também teve a tutela da Comunicação Social.
– Todos os Governos têm essa tentação. Estou a reconhecer isso. Agora, repito, em comparação com o que se está a passar, são todos meninos de coro.
– E Sócrates não é um menino de coro.
– Não. Acho que não é tanto um projecto partidário. É muito pessoal. É o poder em sectores nucleares na mão de uma pessoa só. E em democracia isto não pode acontecer. A democracia é o regime do equilíbrio de poderes.
– O que é que o PSD pode fazer para contrariar esse projecto pessoal?
– É o que temos feito. Denunciar a situação.
– Mas se a situação é tão grave não pensa alertar o Presidente da República?
– Cada coisa a seu tempo.
– Está a renascer o Estado policial? É perigoso para a democracia?
– É perigoso e afecta a qualidade da democracia. Eu alertei em Dezembro para esta situação e agora vastos sectores, que não têm nada a ver com o PSD, dão-me razão. Está em curso este projecto de poder pessoal. A denúncia que fizemos está a seguir o seu curso e acho que a força da opinião pública é o instrumento essencial para que o Governo recue em intenções que não são boas para a democracia.
Julho 20, 2008 at 2:05 pm
ana, pq não arranja um blogue?
pode despejar lá tudo, até aquele estranho movimento que você diz que é você…
Julho 20, 2008 at 2:09 pm
Para compreender o que nos está a acontecer
Após três décadas de democracia, estamos a assistir a uma reconfiguração do poder
político. Essa reconfiguração assenta em dois pilares: o actual PS e a ala cavaquista do PSD. Incapazes de segurarem este arremedo de estado social, essas duas facções do poder tecnoburocrático uniram-se para procederem à maior transferência de riqueza de que há memória nas últimas três décadas. Essa transferência de riqueza é absolutamente crucial para a manutenção dos privilégios dos oligarcas. Os professores, por serem 140000 e por estarem sistematicamente divididos enquanto grupo profissional, foram os escolhidos para
a a realização desse processo de transferência de riqueza. Dentro de meia dúzia de anos, dois terços dos professores não passarão do meio da carreira e estarão condenados a trabalharem até aos 65 anos (ou mais) com um salário inferior ao de um sargento. Para que essa transferência de riqueza se realize sem sobressaltos para os oligarcas, é necessário que o poder político limite ou anule a liberdade de expressão nos espaços e organismos públicos. A escola pública tem sido um espaço de eleição para o exercício das liberdades. Com ameaças de processos
disciplinares, exacerbação dos conflitos entre professores titulares e não titulares e uma política oficiosa de guardar segredo sobre tudo o que se passa nas escolas, o poder político foi criando as condições ideológicas e repressivas para que essa transferência de riqueza se continue a fazer de forma doce. O objectivo é fazer parecer essa transferência como natural, de modo a que as próprias vítimas do processo de pauperização e proletarização a aceitem como inevitável.
Se lerem A Política de Aristóteles, está lá tudo o que é preciso saber sobre o processo
de perversão da democracia e a sua tranformação em oligarquia. Em Portugal, esse processo está em marcha.
Ramiro Marques
http://www.professoresramiromarques.blogspot.com/
Julho 20, 2008 at 2:15 pm
mariazeca (10),
Era suposto que estivesse a comentar o “Horário Ideal” postado pelo Guinote. Afinal o que o/a incomoda é…
“ana, pq não arranja um blogue?
pode despejar lá tudo, até aquele estranho movimento que você diz que é você… ”
Muito elucidativo.
Julho 20, 2008 at 2:40 pm
Este horário é representativo da histórica mania que temos em complicar tudo.
É assim do estilo:
“Aberto todos os dias. Descanso semanal ao domingo”!
O que mais se vê é isto aplicado no sistema educativo… ao estilo “vamos marcar uma reunião às 18 h para decidirmos se fazemos outra às 21 h”!
Triste Portugal este…
Julho 20, 2008 at 3:11 pm
(des)orientações 2008/2009
5.º
[…]
1 – [anterior corpo do artigo]
2 – Na determinação do número de horas destinado a trabalho individual e à participação nas reuniões a que se refere o nº 2 do artigo 2º, deve ser tido em conta o número de alunos, turmas e níveis atribuídos ao docente, não podendo ser inferior a 8 horas para os docentes da educação pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico e para os outros ciclos do ensino básico e ensino secundário, 10 horas para os docentes com menos de 100 alunos e 11 horas para os docentes com 100 ou mais alunos.”
http://www.min-edu.pt/np3content/?newsId=2381&fileName=Reg_Int_Despacho_30_ME.pdf
Julho 20, 2008 at 3:40 pm
Falta qualquer coisa no horáro:
URGÊNCIAS 24 horas-na escola ou no domicílio.
Julho 20, 2008 at 3:42 pm
assistência caseira aos pais ..fazemos de tudo ..sem restrições..serviço completo..preços módicos..pode pagar com cartão crédito..
Julho 20, 2008 at 3:52 pm
Cartão de crédito?! Não…
Pode pagar a prestações, como começa a ser moda pagar quase tudo em Portugal.
24 meses sem juros e ainda recebe um leitor de DVD portátil se for um dos 50 primeiros…
Julho 20, 2008 at 6:31 pm
Como uma imagem pode valer mais que as palavras, eu cá regulo-me pelo relógio (na figura à esquerda). “Exige-se” que se mude o horário para das 8.00 às 20.00 h (há que respeitar o relógio único). Pronto, está dito!
Julho 21, 2008 at 12:12 pm
Fantástico… não era para mim..
Aqueles acentos é que deviam estar correctos.
Julho 21, 2008 at 2:20 pm
Qual quê! O relógio devia até ser abolido, visto que deveríamos passar a estar disponíveis para os caprichos das chefias 24 horas por dia… e com um sorriso nos lábios… numa atitude “construtiva”…
…Construtiva de uma vida prisional- laboral.
Julho 21, 2008 at 11:10 pm
Só o BINGO DAS REUNIÕES me faria rir numa altura destas… Assim também não falto a nenhuma. Deve ser o máximo, a emoção de fazer linha, bingo! As escolas tranformadas em casinos.. Será que também haverá slots?