Numa sociedade miserável, o que se redistribui é sempre a miséria.
Vasco Pulido Valente anda num período vintage. É aproveitar que não dura (para) sempre.
Julho 18, 2008
Numa sociedade miserável, o que se redistribui é sempre a miséria.
Vasco Pulido Valente anda num período vintage. É aproveitar que não dura (para) sempre.
Julho 18, 2008 at 10:43 am
E nada sai mais caro a um país do que a “Miséria”!!
Julho 18, 2008 at 11:59 am
Só uma pequenina correcção: 20% dos portugueses dá dois milhões (mais coisa menos coisa). Quanto ao resto, só não vê quem não quer ver (e é tanto mais estranho quando há sociólogos – supostamente expertos nestas coisas da sociedade – de embarda a mandarem umas valentes postas de pescada sobre tudo e mais um par de botas).
Julho 18, 2008 at 12:06 pm
Será que o Guinote não gostava de ter escrito esta do João César das Neves?
Naturalmente ele desta vez não sabe o que diz…
http://antifalsospedagogos.wordpress.com/2008/07/18/solidariedade-hipocrita-com-o-ze-dos-principais-grupos-profissionais%E2%80%A6/
Julho 18, 2008 at 12:22 pm
Admiro sempre VPV, mesmo quando discordo dele. Não é o caso
Julho 18, 2008 at 12:43 pm
Quando tinha acabado o doutoramneto em Oxford ( como gostava de de salientar – e muito bem…) e nos atiçava com a sua tese (escrita em inglês….) e (em pleno 1975…)usava um Dupont de ouro para acender os seus Marlboro, não era deste pessimismo! Eu sou pessimsita mas este gajo ABUSA!!!! oU MELHOR, SE CALAHR É REALISTA…
Julho 18, 2008 at 12:58 pm
JN
Igualdade F. L.
Caiu o fiel da balança
Morreu o rei de França
O povo no poder
A nobreza a desaparecer
O clero a tremer
Os direitos a aparecer
Seres humanos finalmente?
Não, a guilhotina, surge de repente
Vitimas, inocentes, tombam infelizmente
Mais uma vez a revolução não foi diferente
Morre muito boa gente.
Luzes de conhecimento iluminam
Grandiosas e iluminadas, mentes
Tanto sacrifício foi em vão?
Não, não e não diz a multidão
Que vive nesta espécie de democracia
Que é aldeia global no mundo da hipocrisia
Quem têm fome e barriga vazia
Nega com facilidade a democracia
Quem tudo tem, dedica-se à orgia
Do consumo, da loucura, do diferente
Da aberração que faz sofrer muita gente
Ninguém quer ser igual, todos querem mais
Todos querem ser desiguais
Pois querem mais?
Mais poder, mais reconhecimento,
Mais coisas, muitas coisas!
O povo já não quer mais ser povo
Quer algo que não é novo
Todos querem ser reis
O que lhes falta é povo!
GY responde
Coitadinhos dos vencidos
Será que vale a pena?
Ser grande com uma alma tão pequena!
Terrorista na palavra, ousado no pensamento
Anseia pela igualdade entre os seres humanos
A cada momento
Ditadura, monarquia, democracia e anarquia
Combinam com demagogia
Todas possuem, mais valia
Monarquia evita lutas de poder
Democracia cria jogos de poder
Ditadura é a força no poder
Anarquia é o salve-se quem puder
Em qualquer sistema o importante
É estar na mó de cima
Pertencer a classe dominante
Andar na rua com um ar fascinante
Viver de um novo mirabolante
Gozar tudo que o sistema que é poder
Tiver para oferecer
Sem esquecer
Estar sempre do lado triunfante
O importante é não existir igualdade
Porque então, não vale a pena ser poder
Com recompensa tão pequena
Tanta chatice não vale a pena
Julho 18, 2008 at 1:42 pm
Infelizmente, o homem, como é habitualmente costume, tem razão… Só resta mesmo miséria neste país miserável… É pena, mas é verdade.
Julho 18, 2008 at 2:11 pm
a convergência possível
(as questões fracturantes)
“Mas, à parte “o posicionamento económico do PCP e do BE”, há caminhos de convergência. Será o caso das chamadas questões fracturantes. Na sua moção, estão lá todas: o casamento gay, a adopção por casais do mesmo sexo, à eutanásia, à legalização das drogas leves, a liberalização da prostituição. “O casamento entre homossexuais é uma bandeira a que agarrámos com orgulho.”
isto sim! Ergam então essa bandeira (com orgulho, não esqueçam!)
http://jornal.publico.clix.pt/default.asp?url=%2Fmain.asp%3Ffd%3DNEXT%26page%3D8%26dt%3D%26c%3DA
Julho 18, 2008 at 2:13 pm
Até porque o pau é grosso..
Julho 18, 2008 at 2:35 pm
Professor, com memória,
não vota PS!
Julho 18, 2008 at 2:36 pm
Quarenta graus debaixo da chapa
Está um calor que mata
É Agosto o mês do tormento
Porque é que o céu não fica cinzento
Trabalhar com este calor
Faz o corpo entrar em torpor
A máquina não pára, a fábrica trabalha
O calor que sai da máquina
Faz esquecer o ruído da fábrica
As peças saem quentes
Verifico se estão atraentes
Cento e vinte por minuto
Cento e vinte por minuto
Duas por segundo
Não sei o que vai no mundo
Há que dar produção
Que pena não ser patrão
Tinha ar condicionado para toda ocasião
Em casa no escritório ou no carrão
Mas nunca tive jeito para aldrabão
Vou fazer serão
Com horas extras aumento meu salário
Para comprar pelo menos o que é necessário
Doze horas por dia é o meu horário
Bem-haja, o patrão
Que garante o salário
O movimento operário
Tem um escritório
Com ar condicionado
Os camaradas que lá trabalham
Sabem o que se passa no mundo
Que há miséria por todo lado
Até no, pais mais rico do mundo.
1º de Maio de 2008
JN
Julho 18, 2008 at 3:08 pm
Vai tudo dar ao mesmo..eu bem vos digo…
Julho 18, 2008 at 3:09 pm
ou..
Julho 18, 2008 at 7:18 pm
Caro Albino,
Alguém precisa de lhe explicar a diferença entre frase e parágrafo(s).
Quanto à publicidade gratuita, disponha sempre.
Julho 18, 2008 at 7:56 pm
Há maneiras de referir o que se passa. Dançando à volta da miséria, provavelmente não deixaremos de pensar nela. Mas já têm aparecido vozes que dizem coisas com interesse: o estado português, como outros estados na europa, consumidores de petróleo, ganham mais com esta matéria prima que os estados produtores (cobrando impostos acima de cem por cento). A destruição do transporte ferroviário a favor do rodoviário mantém Portugal demasido dependente e vulnerável aos preços do petróleo. A fiscalização sobre as aplicações dos fundos não chega a ser dissuasora, o que é um desastre quando esses fundos se destinam a formação. No fim da linha do facilistismo da educação está um país privado de aproveitar os seus recursos, quaisquer que sejam.
Necessário é apenas definir as prioridades na ordem certa.
Cada vez aprecio menos os floreados retóricos, ainda que literariamente elegantes.
Julho 18, 2008 at 8:02 pm
Um ano de exercício ilegal no Conselho Executivo da Escola João de Araújo Correia
Dia 19 de Junho último o Supremo Tribunal Administrativo acabou com as teimosias da DREN, ao não dar acolhimento ao terceiro recurso que a Direcção Regional da Educação do Norte patrocinou para manter na ilegalidade o Presidente do Conselho Executivo da Escola Secundária João de Araújo Correia.
(…)
http://www.dodouro.com/noticia.asp?idEdicao=226&id=12743&idSeccao=2480&Action=noticia
Julho 19, 2008 at 12:24 am
E também se redistribui muita legislação. Até parece que, quanto mais miserável a sociedade, mais legislação é produzida.
Julho 19, 2008 at 2:35 pm
O ASNEAR DE SUA EXCELÊNCIA
Um ministro não pode ignorar que a sua exposição pública é diferente da do cidadão comum. Esse elevado grau de sujeição ao escrutínio dos cidadãos cresce com a vulnerabilidade de determinadas pastas e volta a crescer se o titular entra em confronto permanente com os que funcionalmente tutela. Por outro lado, quando a sede das declarações públicas é uma entrevista de fundo, obviamente preparada e meditada, concedida a um “jornal de referência”, a dias do debate sobre o Estado da Nação e a encerrar este polémico ano lectivo, as asneiras ganham uma dimensão insuportável. O que a ministra da Educação disse ao Expresso de 5 transacto foi grave. Sem esgotar os factos, que o espaço não o permite, vejamos como Sua Excelência asneou:
1. Finalmente, disse que tinha dado instruções ao GAVE quanto aos exames, depois de ter repetido, vezes sem conta, a sua não intervenção e a independência daquele órgão. Qualquer cidadão sabe que o GAVE depende hierárquica e institucionalmente da ministra. Está no diploma orgânico!
2. “O objectivo dos exames não é comparar”, disse. Um aluno meu de avaliação educacional que escrevesse tal disparate chumbava liminarmente. Podemos concordar ou discordar dos exames como instrumento de avaliação ou classificação. Mas avaliar, e por arrastamento classificar, já que se pode avaliar sem classificar mas não se pode classificar sem avaliar, é, fundamentalmente, comparar. Aliás, ela própria, logo que saíram os primeiros resultados, desdobrou-se em comparações infindáveis. Ilegítimas, mas foi o que mais fez. Não se enxergou quando falou ao Expresso!
3. “Disse que em Portugal se chumba muito, que sai caro ao país”, afirmaram-lhe os entrevistadores. “Nunca disse isso”, respondeu. Estamos loucos, ou foi o que mais lhe ouvimos? Mas nem necessitamos procurar as referências. Sete linhas à frente declarou: “Claro que a repetência nos sai cara. Permanentemente no sistema educativo temos 40% de repetentes. O sistema investe com eles o dobro ou o triplo do que com os outros alunos”. Que trapalhada, para além de nem sequer saber fazer contas elementares!
4. Perguntada sobre o papel dos sindicatos respondeu: “… Diria que algumas políticas sindicais prejudicaram a escola pública, como por exemplo o modelo centralizado de concurso”. Só nos faltava, depois de nos ter revelado que os Açores não são Portugal, dizer-nos agora que os sindicatos é que definiram as politicas e decretaram o regime dos concursos.
5. “Como é que gostava de ser recordada?”, é a vigésima segunda pergunta. A mesma pessoa que acabava de inaugurar uma patética galeria de retratos de todos os ministros que a antecederam, lançar um livro comemorativo de memórias e obviamente tomar a iniciativa de promover a sua própria presença para a posteridade no hall do ministério (esperamos todos que dentro do mais curto espaço de tempo possível), respondeu com este lapidar cinismo: “Não penso nisso. Não trabalho para a memória. Não me faça perguntas dessas que me deixa atrapalhada.”
O que fica, supra, são aspectos caricatos, colhidos a título de exemplo. A irrelevância das respostas e das não respostas (que são em maior número) fazem o resto.
Santana Castilho, in “Crónica” da Escola Informação
Julho 19, 2008 at 2:36 pm
http://www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/07/mais-15000-para-o-desemprego-outra-vez.html
Julho 19, 2008 at 5:22 pm
Curiosidade estatística: qual o país da Europa que nos últimos três anos produziu mais legislação?