É perder um bocadinho de tempo, nem que seja apenas umas horas num par de dias, a ler aquilo que lhe vai cair em cima no próximo ano lectivo.
Eu sei que é chato, mas informem-se, por favor. Leiam lá o raio dos decretos e porcarias, desculpem, portarias, os despachos, algumas circulares e uns quantos quadrados.
Eu depois tento colocar aqui uma lista da «legislação essencial sobre o ano lectivo de 2008-09».
É que o próximo ano lectivo vai começar por ser durinho e, a menos que o pessoal se informe e perceba ao que anda, vai ser difícil conseguir resistir à guarda avançada da adesivagem que, embora minoritária, deve aparecer aguerrida em Setembro.
E depois, saber aproveitar esse conhecimento ao nível das escolas para evitar e saber contrariar abusos.
Tudo porque, não nos podemos esquecer, 2009 é ano de eleições e não há nada mais incómodo para um Governo em rota de colisão com as sondagens do que uma contestação bem fundamentada e esclarecida.
Por isso, deixem lá de lado a literatura de Verão um pouco e façam por se informar em primeira mão. Não quer dizer que deixem de ler jornais, de espreitar os blogues e sites sindicais ou de ouvir colegas que acham melhor informados, mas a v(n)ossa obrigação é sabermos as leis com que nos querem amarrar.
Julho 17, 2008 at 11:59 pm
E podem começar já por este!
Oficialização da (des)organização do próximo ano lectivo:
http://dre.pt/pdf2sdip/2008/07/137000000/3173131738.pdf
Julho 18, 2008 at 12:00 am
TEM TODA A RAZÃO.É UM BOM CONSELHO|
É verdade que ainda não consegui ler com atenção, verdadeiramente com atenção aquelas… coisas!
Freud explica!
Julho 18, 2008 at 12:36 am
Sugestão:
Este post deverá ser “linkado” e divulgado pelo maior número de colegas possível. Divulguem a 20, 100, 1000 professores e teremos uma multidão.
Julho 18, 2008 at 12:43 am
Apesar de dizer que não leio, passo bastante tempo a ler estas legislações.
O mais aborrecido é que quase todas remetem para 5 ou 6 outras legislações.
É um verdadeiro labirinto.
E o outro problema é que tenho de baixar o braço direito para folhear. Ou ambos, para consulta online.
Desculpe, Sr. Presidente.
Julho 18, 2008 at 12:45 am
Relativamente ao que o Paulo esvcreveu “Eu depois tento colocar aqui uma lista da «legislação essencial sobre o ano lectivo de 2008-09».”, é de todo importante que consiga fazê-lo, pois é, com certeza, uma das pessoas indicadas para “nos” ajudar a orientar…é que é tanta papelada que, confesso, ando perdida! Nunca sei qual é a lei do dia!
Julho 18, 2008 at 12:54 am
“Eu depois tento colocar aqui uma lista da «legislação essencial sobre o ano lectivo de 2008-09»”
A DGRHE já o fez:
http://www.dgrhe.min-edu.pt/Portal/WebForms/Escolas/DistribuicaoServicoLeg.aspx
Julho 18, 2008 at 1:03 am
Pois, mas eu não confio nesses gajos. Confio mais no Paulo. Força, Paulo. Estou contigo. Porreiro, pá.
Vá, fora de brincadeiras, Paulo, continue a informar-nos. Faz muita falta.
Julho 18, 2008 at 1:06 am
No que respeita à Educação (escolas, alinos, professores, etc), muitos são os assuntos que merecem destaque. Contudo, há coisas “menores” que passam despercebidas. É minha opinião que se interviermos, de alguma maneira, no sentido de mudar pequenas coisas, estaramos a dar um pequeno contributo para uma melhor Escola. Assim, passo a expor um pequeno pormenor, que já ontem tentei aflorar: no que respeita à contratação plurianual de docentes de QZP, destacamentos (e outros), ano a ano a colocação só se mantém se a escola indicar que o docente mantém componente lectiva. Caso o docente fique sem componente lectiva, tem de concorrer! Acontece que, conforme tenho verificado por experiência própria e por relatos de colegas, muitos são os casos de docentes que andam até à última da hora sem saber se têm ou não a tal componente lectiva. A outros nem ocorre tal questão, pois usam da boa fé, acrediatndo que se nada lhes foi dito é porque está tudo bem, leia-se, mantêm a componente lectiva. É tudo muito bonito, mas isto da boa fé requer reservas, pois se alguma coisa der para o torto, a culpa é sempre do docente, que deveria ter procurado informar-se da sua situação. Chamo a atenção para: um docente, a quem a escola não definiu a situação na plataforma da DGRHE reservada para o efeito, se não concorrer à afectação é simples e radicalmente EXONERADO! Podem sempre dizer: ah, mas a culpa é do professor, que deveria ter-se informado junto do CE…pois é, mas não é assim tão linear; nem sempre à abertura pra dar informações, nem sempre os CE são acessíveis. É claro que se pode pedir tal informação por escrito, eu também sei disso, mas… A minha questão é tão simples quanto isto: por que não são as escolas obrigadas a afixar uma lista dos docentes de qzp, destacados (e outros), que mantêm e não mantêm a componente lectiva? Uma folha A4 é suficiente! Este dever da Escola e direito dos docentes devia estar previsto na lei. Desculpem lá, mas é que há por aí muita sacanice e mais vale prevenir do que remediar. Querem sugerir propostas?
Julho 18, 2008 at 1:10 am
Em 8:
alinos deve ler-se alunos;
nem sempre à abertura para…dev ler-se nem sempre há abertura para…
Julho 18, 2008 at 1:12 am
sugerir propostas? também não me soa lá muito bem…mas percebe-se
Julho 18, 2008 at 1:39 am
Pois, Margarida!
E para cúmulo, as ecolas têm que colocar essa informação online em simultâneo com o concurso. O que acontece é que o prazo delas terminava esta tarde e o prazo dos concursos termina amanh~sa às 18 horas. Só esta tarde é que começaram a aparecer os bloqueios dos verbetes dos colegas dos quadros que têm continuidade pedagógiaca. E como os concursos são em simultâneo para quadros e contratados, e muitas CEtambém ainda não se deram ao luxo de informar os contratados se podem ou não colocar na sua candidatura a cruzinha no direito à continuidade pedagógica, os milhares cde professores QZP e contratados estão com a candidatura pendente. Desde a hora do almoço que a página dos concursos está praticamente bloqueada. Muitos não conseguem aceder, dos que conseguem poucos conseguem submeter. Amanhã vai piorar porque esteve tudo à espera que os CE os informassem da situação. … e o concurso é só até às 18 horas!
A falta de organização e a falta de respeito continuam. Mas exigirem, sabem fazê-lo!
Já agora, vejam o que se passa, relativamente aos erros que cometem, e a forma displiscente com que tratam os professores: http://smartforum.educare.pt/index.php?id=60227
Julho 18, 2008 at 1:44 am
(8) A proposta é competência. O Paulo deu o mote, agora é com cada um.
Eu vou estar atento.
Julho 18, 2008 at 1:48 am
Fui ver…é lamentável! Náo sei se posso dizer que é vergonhoso, porque vergonha é coisa que eles não têm!
Julho 18, 2008 at 1:50 am
Eu acho que devemos unir-nos e enviar emails para o ME a denunciar tais situações e a exigir mais competência, rigor e transparência!
Julho 18, 2008 at 2:00 am
Vou contar-vos mais uma pérola, de que tive conhecimento hoje: uma colega, que é de qzp, encontra-se destacada ao abrigo do destacamento por doença; foi-lhe dado, portanto, destacamento para o ano lectivo 2007-08, encontrando-se colocada na escolaX. Ora, como é sabido, teve cumprir todos os passinhos previstos em “manutenção do destacamento por doença”. Submeteu a papelada à DGRHE e, há poucos dias, creio que no dia 10, teve conhecimento de que o seu destacamento se mantém. Porreiro! Pensava ela! Hoje caiu-lhe uma bomba em cima: a escolaX só hoje lhe disse que não tinha componente lectiva para ela, situação que foi confirmada pela escolaX na plataforma da DGRHE. Tratou, então, de saber o que fazer, ou seja, se tem direito ao destacamento, para que escola vai? Foi ao sindicato, foi à DRE respectiva e, vejam só, a única certeza que lhe deram é que sendo professora de qzp tem de concorrer à afectação às escolas do seu qzp até às 18 h de 18 de Julho. Mas isto é assim? E então o destacamento? Não foi o ME que confirmou que o destac se mantém? Sabem que mais…ninguém sabe nada. Lá vai a “desgraçada” concorrer a qzp e entrar com uma acção judicial contra não sabe bem quem… poupem-me!
Julho 18, 2008 at 2:35 am
Isto,
http://www.educar.files.wordpress.com/2008/07/avaliaa.jpg
é ilegal.
Julho 18, 2008 at 3:08 am
Muitas escolas só hoje disseram aos docentes de QZP se tinham ou não de concorrer porque estiveram até à última hora a fazer contas para saberem se tinham ou não componente lectiva para lhes atribuir. É que, sobretudo nas escolas secundárias, foi preciso esperar pelo envio dos processos de matricula dos alunos que transitam das escolas básicas para o 10º ano (e as matriculas só foram possíveis depois do dia 11, data em que se conheceram os resultados dos exames do 9º ano). E, para piorar as coisas, a DGRHE nunca esclareceu os CE sobre se os docentes tinham de ter horário completo para serem dispensados de concorrer ou se, à semelhança do ano passado, bastava terem alguma componente lectiva, fosse ela qual fosse.
Julho 18, 2008 at 9:30 am
A DGRHE, como já tive oportunidade de o expressão em outros comentários, comporta-se como um bunker anti-professor. Mal ouvem a palavra “professor(a)”, acende-se a “luzinha” e os Dgrhe/s disparam de rajadas metralhadoras. Requeria URGENTE investigação às sua “práticas”, caso vivéssemos em Democracia.
É, literalmente, um local sinistro. A propósito, creio que teremos que fazer “algo”, para denunciar este antro de ilegalidades, má fé, imoralidades, etc,etc.
Todos se queixam. Até, os outros profissionais/professores dos serviços centrais (24 de Julho)se queixam permanentemente e (sobretudo) sabem muito bem os “métodos” praticados – o 24 de Abril de 1974.
Julho 18, 2008 at 2:22 pm
Paulo: acho muito útil o que propõe. Mas, nas férias??? Ler despachos, portarias, circulares? Ficamos logo mal dispostos… temos direito a férias sem porcarias, ops portarias!!!!
Julho 18, 2008 at 2:43 pm
Hummm… O conselho sem dúvida que é bom, mas fazer os professores (com as devidas excepções) estarem bem a par da legislação por leitura pessoal e não conhecerem só o que ouvem ou quando já lhes caiu em cima… isso seria uma verdadeira e boa “reforma”, mas daquelas que é muito difícil de implementar.
Desculpem, eu referi excepções, mas não ignoro a realidade.
Julho 18, 2008 at 7:41 pm
Recebido por mail.
“O Sindicato dos Professores da Região Centro (SPRC) está a acompanhar, com preocupação, os problemas que decorrem do mau funcionamento do processo de concurso, tendo em conta que os candidatos não conseguem preencher o formulário ou, mesmo, aceder a ele.
Tal situação decorre de deficiências na aplicação informática cuja responsabilidade é do Ministério da Educação, o qual estabeleceu prazos para as candidaturas e que deveriam terminar hoje, 18 de Julho.
No entanto, será de extrema injustiça que aos docentes, que estão até agora impossibilitados de concorrer, não seja dado o tempo necessário para que essa candidatura se processe nas adequadas condições.
Nesse sentido, a FENPROF, através da responsável nacional pela área dos concursos, está a tentar obter um cabal esclarecimento da DGRHE para a situação que se está a viver e irá apresentar ao ME e divulgar para os órgãos de comunicação social a exigência de que o prazo de candidatura seja alargado por mais 48 horas úteis, ou seja, até à próxima 3.ª feira.
Logo que possível, prestaremos informações adicionais e informaremos de qual o resultado da pressão que estamos, neste momento a exercer sobre o Ministério da Educação.
Enquanto isto, os docentes que necessitarem de qualquer apoio ou informação poderão deslocar-se às sedes e delegações do SPRC.”
Agosto 16, 2008 at 12:42 am
Injustiças, atropelos,e informações propositadamente omitidas pelo CE, existe um pouco de tudo num contexto que se torna cada vez mais autocrático e centrado na figura do Presidente/Director.
Não consigo perceber como existem professores de QZP sem componente lectiva que não são declarados e, por isso não concorrem, e até lhes arranjam um lugar nos Centros de Novas Oportunidades da Escola, que em princípio até seria atribuído a professores dos quadros de Escola, e não aos que não têm lugar.
Há sempre uns que serão “mais iguais” que outros!