Sempre apreciei este Cavaco. Sim , amigo, olha p’ra mim, já estou de braços levantados desde ontem…
Confesso a minha ignorância. Há tempos que acompanho sem regularidade este espaço e, talvez por isso, ainda não consegui perceber o que aqui se entende por “adesivo(s)”, “adesivagem”. E se pergunto é talvez pq da 1ª vez que escrevi aqui já nem sei o quê, alguém se referiu ao escrito como sendo de um «daqueles senhores cotas adesivo que tem um portefólio enorme…» E desde aí nunca consegui perceber por que arte mágica alguém consegue saber se é senhor, se é cota, se tem portefólio… Mas o que realmente me causou grande dúvida foi o adesivo… Alguém sabe o que é?
Caro 25sempre25,
Aqui no Umbigo introduziu-se o conceito de Sociologia Aprofundada da Realidade Portuguesa (é perguntar ao SE Pedreira de onde terei retirado esta expressão) de adesivo para, à semelhança do que se passou com muitos monárquicos na manhã de 6 de Outubro de 1910, designar aqueles colegas professores que eram muito contrários à política do ME até ao momento em que cheiraram que dela poderiam tirar dividendos – leia-se exercício de poder – pessoais e profissionais.
À época, aí pelo início do 2º período, apliquei a expressão para designar aqueles que, mostrando-se até então críticos da equipa ministerial, mal saiu o decreto regulamentar 2/2008 de agora não sei quantos de Janeiro começaram logo a embrenhar-se na produção de grelhas sofisticadas para avaliar os colegas.
Não se inclui na designação que os adeptos de 1ª hora deste ME, nem aqueles que vão tratando de fazer aquilo a que são obrigados, sem particular entusiasmo.
Adesivagem é o nome colectivo, assim como que à semelhança de vara (não o Armando), rebanho, enxame, etc.
A frase batida pode ter um sentido mesmo literal: já que estão a ser roubados a toda a hora, mantenham os braços levantados.
Qualquer dia, ainda nos vão pedir também para afastarmos mais os membros inferiores.
“Ao sábado à noite, na RTP2, há um concurso que ninguém que queira aprofundar aspectos da ofensiva ideológica devia perder. Trata-se de Audax e pretende ser um concurso para jovens empreendedores.
O conceito é simples: um conjunto de jovens apresenta ideias para negócios. Um júri de reputados gestores faz a triagem, escolhe 30 finalistas que apresentam na televisão o seu projecto e o vencedor, o que tem mais «espírito de iniciativa» e originalidade, ganha 50 mil euros.
O concurso é uma ideia da RTP2 e do ISCTE – faculdade lisboeta que aloja o Centro de Investigação e Apoio ao Empreendedorismo e Empresas Familiares -, patrocinado pela Caixa Geral de Depósitos e pela PT.
3- Grato pelo esclarecimento. Concluo, pelos apelidos com que alguém brindou o tal escrito que em tempos aqui deixei, que também sou isso; isto é, um adesivo. Não tinha essa ideia, mas há sempre gente que sabe coisas que a gente nem sonha.
_________________
15 – Vale a pena ler o texto de Margarida Botelho, publicado na edição 1807 de 17.07 de O Avante! para relacionarmos melhor os factos. Foi Cavaco quem lançou a ideia do “sucesso”: a começar pelo incentivo ao que chamou na época “jovem agricultor”, que acabou na derrocada da agricultura nacional e na falência de todos os jovens que foram na sua conversa.
Agora volta a ideia repisada, mas travestida.
É o tempo do “jovem empreendedor”, o que irá dar exactamente ao mesmo. Dos milhares que investiram na agricultura, ficou meia dúzia, ainda a pagar o crédito que pediram ao banco. Acredito que fiquem outros tantos empreendedores.
Mas tudo isto se insere no amplo objectivo da estratégia de manipulação nº9: «Substituir a revolta pela culpabilidade», fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da acção. E sem acção, não há revolução».
No concurso a que alude anahenriques, o empreendorismo do vencedor esmaga todos os concorrentes. Problema deles que não são suficientemente inteligentes, capacitados ou esforçados…
Isto anda tudo ligado…
Julho 18, 2008 at 12:01 am
E bem que me apetece tê-los cada vez mais levantados… pode ser que apanhe determinados pescoços prontos a apertar!
Julho 18, 2008 at 12:14 am
Sempre apreciei este Cavaco. Sim , amigo, olha p’ra mim, já estou de braços levantados desde ontem…
Confesso a minha ignorância. Há tempos que acompanho sem regularidade este espaço e, talvez por isso, ainda não consegui perceber o que aqui se entende por “adesivo(s)”, “adesivagem”. E se pergunto é talvez pq da 1ª vez que escrevi aqui já nem sei o quê, alguém se referiu ao escrito como sendo de um «daqueles senhores cotas adesivo que tem um portefólio enorme…» E desde aí nunca consegui perceber por que arte mágica alguém consegue saber se é senhor, se é cota, se tem portefólio… Mas o que realmente me causou grande dúvida foi o adesivo… Alguém sabe o que é?
Julho 18, 2008 at 12:21 am
Caro 25sempre25,
Aqui no Umbigo introduziu-se o conceito de Sociologia Aprofundada da Realidade Portuguesa (é perguntar ao SE Pedreira de onde terei retirado esta expressão) de adesivo para, à semelhança do que se passou com muitos monárquicos na manhã de 6 de Outubro de 1910, designar aqueles colegas professores que eram muito contrários à política do ME até ao momento em que cheiraram que dela poderiam tirar dividendos – leia-se exercício de poder – pessoais e profissionais.
À época, aí pelo início do 2º período, apliquei a expressão para designar aqueles que, mostrando-se até então críticos da equipa ministerial, mal saiu o decreto regulamentar 2/2008 de agora não sei quantos de Janeiro começaram logo a embrenhar-se na produção de grelhas sofisticadas para avaliar os colegas.
Não se inclui na designação que os adeptos de 1ª hora deste ME, nem aqueles que vão tratando de fazer aquilo a que são obrigados, sem particular entusiasmo.
Adesivagem é o nome colectivo, assim como que à semelhança de vara (não o Armando), rebanho, enxame, etc.
Julho 18, 2008 at 12:36 am
Sim, Sr. Presidente.
E já agora, o que é que o Sr. Presidente anda a fazer face à situação do país?
A visita ao Papa,não conta.
Julho 18, 2008 at 12:43 am
Pois, mas enquanto temos os braços levantados, continuam a ir-nos ao bolso.
(isto até dava para cartoon do Anterozóide)
Julho 18, 2008 at 12:49 am
A frase batida pode ter um sentido mesmo literal: já que estão a ser roubados a toda a hora, mantenham os braços levantados.
Qualquer dia, ainda nos vão pedir também para afastarmos mais os membros inferiores.
Julho 18, 2008 at 1:28 am
Ó Fernanda 1,
isso já não nos pedem! Ao tempo que estamos a ser f… em grande!
Realmente, como diz o PD só nos faltava mesmo pedir para andar de braços no ar para nos irem aos bolsos sem mais incómodos!
Julho 18, 2008 at 1:32 am
Maria Lisboa e Fernanda 1 olhem que os menores podem estar a consultar este blog!
Eh, Eh, Eh!
Julho 18, 2008 at 1:36 am
Adesivo aquele que se cola e que se presta a um “bom furo”.
Pratica windsurf ou seja anda no sentido do vento.
Julho 18, 2008 at 1:57 am
é que é preciso explicar tudo.
braços no ar, vira, baile mandado, chula, não tão bem a ver, é uma alegria……
Julho 18, 2008 at 2:20 am
O sr Silva faz (muito) bem.
Consta-me que há mais novidades!!!
http://www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/07/generosidades-para-os-poderosos.html
Julho 18, 2008 at 2:31 am
ANIBAL CAVACO SILVA
Actualmente recebe três pensões pagas pelo Estado, distribuídas da seguinte forma:
¤ 4.152,00,00 euros – Banco de Portugal.
¤ 2.328,00 euros – Universidade Nova de Lisboa.
¤ 2.876,00 euros – Por ter sido primeiro-ministro.
Podendo acumulá-las com o vencimento de P.R. !
O sr Silva é um (grande) brincalhão. Bem me parecia. Está a “mangar”.
Maroto!!!
Julho 18, 2008 at 2:43 am
Já agora, sr Silva!
http://www.bp0.blogger.com/_ghljWTJ-qe4/SHSgQmnwspI/AAAAAAAAABo/0HK4uHfHXRs/s1600-h/TitularesViolaConstituicao1.JPG
Julho 18, 2008 at 2:46 am
http://bp0.blogger.com/_ghljWTJ-qe4/SHSgQmnwspI/AAAAAAAAABo/0HK4uHfHXRs/s1600-h/TitularesViolaConstituicao1.JPG
Julho 18, 2008 at 9:51 am
“Ao sábado à noite, na RTP2, há um concurso que ninguém que queira aprofundar aspectos da ofensiva ideológica devia perder. Trata-se de Audax e pretende ser um concurso para jovens empreendedores.
O conceito é simples: um conjunto de jovens apresenta ideias para negócios. Um júri de reputados gestores faz a triagem, escolhe 30 finalistas que apresentam na televisão o seu projecto e o vencedor, o que tem mais «espírito de iniciativa» e originalidade, ganha 50 mil euros.
O concurso é uma ideia da RTP2 e do ISCTE – faculdade lisboeta que aloja o Centro de Investigação e Apoio ao Empreendedorismo e Empresas Familiares -, patrocinado pela Caixa Geral de Depósitos e pela PT.
http://www.avante.pt/noticia.asp?id=24217&area=25
Julho 18, 2008 at 3:41 pm
3- Grato pelo esclarecimento. Concluo, pelos apelidos com que alguém brindou o tal escrito que em tempos aqui deixei, que também sou isso; isto é, um adesivo. Não tinha essa ideia, mas há sempre gente que sabe coisas que a gente nem sonha.
_________________
15 – Vale a pena ler o texto de Margarida Botelho, publicado na edição 1807 de 17.07 de O Avante! para relacionarmos melhor os factos. Foi Cavaco quem lançou a ideia do “sucesso”: a começar pelo incentivo ao que chamou na época “jovem agricultor”, que acabou na derrocada da agricultura nacional e na falência de todos os jovens que foram na sua conversa.
Agora volta a ideia repisada, mas travestida.
É o tempo do “jovem empreendedor”, o que irá dar exactamente ao mesmo. Dos milhares que investiram na agricultura, ficou meia dúzia, ainda a pagar o crédito que pediram ao banco. Acredito que fiquem outros tantos empreendedores.
Mas tudo isto se insere no amplo objectivo da estratégia de manipulação nº9: «Substituir a revolta pela culpabilidade», fazer crer ao indivíduo que ele é o único responsável pela sua infelicidade, devido à insuficiência da sua inteligência, das suas capacidades ou dos seus esforços. Assim, ao invés de se revoltar contra o sistema económico, o indivíduo se auto-desvaloriza e auto-culpabiliza, o que engendra um estado depressivo que tem como um dos efeitos a inibição da acção. E sem acção, não há revolução».
No concurso a que alude anahenriques, o empreendorismo do vencedor esmaga todos os concorrentes. Problema deles que não são suficientemente inteligentes, capacitados ou esforçados…
Isto anda tudo ligado…
Julho 18, 2008 at 3:46 pm
Vai tudo dar ao mesmo..eu bem vos digo…
http://www.youtube.com/watch?v=XyXME7zxn7s&NR=1
ou..
Julho 18, 2008 at 6:21 pm
Tenho de abaixar os braços.Senão o fizer, não consigo colocar uma mão à frente e outra atrás.
Julho 18, 2008 at 6:21 pm
baixar
Julho 19, 2008 at 12:38 am
Se não…