No Existente Instante, mal reconheço um tal João Portuense que aqui me apareceu um dia a desancar forte e feio. Afinal o homem comove-se até com uma acção de formação sobre avaliação do desempenho. Mais umas linhas e eu tinha uma subida de glicémia, tamanhos os afectos que se soltaram em tal experiência, ao que parece inolvidável.
Feliz eu que, para conviver e trocar experiências com os colegas de diferentes «congregações», não preciso de ir a acções de formação para candidatos a adesivos envergonhados e sensíveis.
Fico sem saber é o que entende o amável e espantado postador por encontros «congragatórios».
Mas ele sabe que esta é apenas uma alfinetada a quem achou que eu é que era o «vaidosão» de serviço e mais uma série de coisas. Falta de espelhos é o que é. Desde o início do ano tinha dado tempo de passar por uma qualquer ex-loja dos 300.
Olha se me sai um avaliador destes, com evidente défice afectivo e de lágrima ao canto do olho? O que faço? Dou-lhe palmadinhas nas costas e bolachinhas?
Adenda: Todos têm direito a expressar a sua emoção pelas experiências vividas, mesmo que em forma enjoativa, assim como eu de dar a minha opinião ríspida. Venham daí as bengaladas…
Adenda 2: Numa manifestação de grande respeito pela liberdade opinativa, o autor-pseudónimo do blogue em causa apaga diligentemente todos os comentários adversos. Coisa linda… Um exemplo de postura afectiva.
Julho 15, 2008 at 5:42 pm
És tão mau para as pessoas sensíveis! Uf. Assim, qualquer dia ninguém gosta de ti!
Julho 15, 2008 at 5:53 pm
Pareceu-me o blogue de um crente. Não tenho nada contra, mas não é o meu género.
Julho 15, 2008 at 5:55 pm
Na minha escola está a decorrer uma dessas acções de formação para avaliadores! Lá estão todos os meus possiveis generais( a grande maioria sem medalhas).Em caso de guerra indicaria muitos deles para guarda-costas pessoais da ME!
Julho 15, 2008 at 5:56 pm
Se querem avaliar, avaliem! Mas deixem-se de mariquices. É isto que andam aprender nas acções de formação? É pouco.
Julho 15, 2008 at 6:17 pm
Vi o blogue. O que me veio logo à cabeça: “O gajo passou-se??!!”
Julho 15, 2008 at 6:20 pm
«Todos têm direito a expressar a sua emoção pelas experiências vividas, mesmo que em forma enjoativa…
Não exageremos na extensão dos direitos. Há um princípio, de toda a convivência civilizada, que nos impõe a estrita contenção. Há coisas, como as nossas emoções, de que não se fala. Se alguém o faz, o melhor será dizer: contenha-se!
Há, no entanto, por aí muita gente embevecida com o facto de ir avaliar os pares, é assim que agora se diz. O pior é quando se sabe aquilo que os alunos pensam deles e os alunos sabem muito bem do que falam, mesmo que, muitas vezes, gostem de desconversar.
Julho 15, 2008 at 6:30 pm
O kitsch tomou conta da escola portuguesa. O eduquês não é outra coisa: kitsch. Sentimento apela sentimento e confunde-se a relação saudável que deve haver entre professores e alunos com a efusão universal do afecto e da sentimentalidade. O curioso, porém, é que os tempos são duros e a vida ríspida. Preparar os alunos como se o seu destino fosse uma comunidade de anjos obedientes ao Senhor, não será um crime?
Julho 15, 2008 at 6:47 pm
O Paulo afirma:
“Era bom que o CCAP denunciasse que a legislação apenas se preocupa com a forma das aulas e nada com o conteúdo científico.”
Pertinente.
No meu Departamento de Ciências Experimentais, temos docentes de Matemática, Física e Química, Biologia Geologia, Electrotecnia, Mecânica, Construção Civil e Informática . São aproximadamente 80 docentes. O grupo de Informática não tem professores titulares. Quem terá competência científica para avaliar um professor que leccione, por exemplo, Técnicas de Programação ou Planeamento de Redes Informáticas?
Julho 15, 2008 at 6:48 pm
OOps, enganei-me no post.
Julho 15, 2008 at 6:56 pm
Preparem-se que isto agora vai aquecer…
Eu li e pensei que estas formações tão afectivas transformam-nos num grupo de retiro espiritual.
Julho 15, 2008 at 7:11 pm
olhem um exemplo ao vivo..deste g+enero de retiros..
Julho 15, 2008 at 7:25 pm
Concordo com o Manel, o gajo passou-se… penso que ficou a sofrer do síndrome de Oslo… Deixei-lhe lá um comentário que acho que o vai fazer sofrer o resto da vida…
São estes gajos que nos tramam…
Julho 15, 2008 at 7:27 pm
Mvaz e lua como é que se dão com essa gente?
Julho 15, 2008 at 7:34 pm
Gostei simplesmente “das solidariedades ocultas”. Quem estariam a tentar tramar?
Julho 15, 2008 at 7:37 pm
Deixem lá o homem, ele é um grande poeta.
Julho 15, 2008 at 7:38 pm
Digno do Melício. Pim!
Julho 15, 2008 at 7:41 pm
Na minha escola andou tudo muito atento e algo ensimesmado.
É gente boa, a quase ninguém vai subir a coisa à cabeça.
E a quem subir, receita-se medicamento que faça descer.
Julho 15, 2008 at 7:47 pm
Então não é necessário aplicar a solução das “palmadonas”, nas costas ou fora delas, nem as “bolachadas”, na boca ou lá perto!
Julho 15, 2008 at 7:49 pm
O meu chefe começou com umas conversas esquisitas e antes que continuasse dissemos-lhe curto e grosso que fosse para o c. e não voltou a chatear… Foi simples…
Julho 15, 2008 at 7:49 pm
A “avaliação com afectos”.
Ainda vamos acabar todos aos abraços uns aos outros, com beijinhos e lágrima ao canto do olho.
Querem ver que eu é que estou a ver mal a coisa?
Querem ver que esta É A Avaliação.A tal que andamos à procura.
E nesta altura, uma lágrima escorre-me pela face.
Tenho de ir fazer o jantar.
Julho 15, 2008 at 7:51 pm
Bom pode haver casos… eh,eh,eh…
Julho 15, 2008 at 7:53 pm
O texto e o vídeo do post com a música “dedicated to lonely hearts” causam sensações contraditórias: oscila-se entre a lágrima e uma outra sensação “como que de absorção”.
Na era pós-moderna já não existe gente sensível que consiga mostrar um brilhozinho nos olhos ao ouvir falar em instrumentos de registo ou soltar um suspiro quando se faz alusão a menções qualitativas…quem será capaz de soluçar com sentimento ao ouvir falar em indicadores de medida? E em objectivos individuais, hein?Que levante o braço quem ainda é capaz!
Já me esquecia de linkar o vídeo que traduz a reacção comovida ao depoimento (com letra e música, -ai, os violinos-, incluída):
http://br.youtube.com/watch?v=3kjdrl6qjwY
Julho 15, 2008 at 7:58 pm
Nem todos são professores a sério, necessitando de ínvias artimanhas legislativas na busca da estátua. É o décimo sexto estado da matéria conhecido, o adesivo.
Julho 15, 2008 at 8:01 pm
Quem haveria de dizer que esta avaliação dos professores iria contribuir para o aumento da natalidade em Portugal?
Julho 15, 2008 at 8:03 pm
Um Sério Candidato A Post Delicodoce Do Ano de 6.35!
Julho 15, 2008 at 8:06 pm
Hehehe!
Julho 15, 2008 at 8:06 pm
Nesse caso de cano… 6.35, 7.65 ou 9 mm…
Julho 15, 2008 at 8:08 pm
Hum!, descobriu-se o óbvio. Fiquei com fome, vou à janta.
Julho 15, 2008 at 8:21 pm
Paulo, que desilusão. O seu post (muito masculino!)cheira a vingançazinha, a mesquinhez. Que falta de elevação…nem parece seu. Não nos habituou a isto….
Os comentários ainda são mais musculados…valha-nos isto, ainda há machos neste país…
Julho 15, 2008 at 8:24 pm
Gostei “das dores pressentidas aqui e acolá”.
Que dores estaria ele a pressentir?
Não sejam maldosos…lol
Julho 15, 2008 at 8:28 pm
Gostei do texto, só foi pena o homem não ter especificado o “aqui” e o “acolá”… Ou talvez não… Não, não especifique
Julho 15, 2008 at 8:29 pm
Já agora, comentadores, também fui obrigada a frequenatr essas acções de formação, sou avaliadora, titular, coordenadora, e outras coisas ignóbeis, de fazer corar qulquer um…Sou também licenciada em filosofia por uma universaidade pública com média de 16 valores, e fiz estágio com 17, mestrado numa faculdade (pública)de psicologia e ciências da educação, sou delegada/coordenadora eleita há 12 anos. Títulos mais democráticos, mas que nada contam hoje no meu curriculo, pois sou uma dessas incompetentes…e fascista, certamente, embora tenha sido desde sempre, de esquerda.
Porém, quando olho para a minha situação pergunto-me: que posso eu fazer que não tivesse feito? Abandonar o ensino?
Julho 15, 2008 at 8:42 pm
O espírito de competição, considerado como a principal razão da vida, é demasiado inflexível, demasiado tenaz, demasiado composto de músculos tensos e de vontade decidida para servir de base possível à existência durante mais de uma ou duas gerações. Depois desse espaço de tempo, deve produzir-se uma fadiga nervosa, vários fenómenos de evasão, uma procura de prazeres, tão tensa e tão penosa como o trabalho (pois o afrouxamento tornou-se impossível) e finalmente a desaparição da raça devido à esterilidade. Não somente o trabalho é envenenado pela filosofia que exalta o espírito de competição mas os ócios são-no na mesma medida.
O género de descanso que acalma e restaura os nervos chega a ser aborrecimento. Produz-se fatalmente uma aceleração contínua cujo fim normal são as drogas e a ruína. O remédio consiste na aceitação duma alegria sã e serena como elemento indispensável ao equilíbrio ideal da vida.
Bertrand Russell,
Julho 15, 2008 at 8:43 pm
Podes fazer muita coisa… a primeira era teres te esquivado a essa acção de formação, se não o conseguisses, como colega de Filosofia tinhas a obrigação de arrasar os formadores que não devem ser grandes espingardas. Era o que eu faria.
Quanto à avaliação dos colegas, dava Muito Bom ou lá o que é a todos e estava-me nas tintas…
Julho 15, 2008 at 8:49 pm
Para a colega de Filosofia sugiro a leitura deste post:
http://
porquemedizem.blogspot.com/2008/05/tratem-bem-os-professores-eles-comeam.html#links
é tudo junto, mas tive que separar senão o sistema do Paulo pensa que é spamm
Julho 15, 2008 at 8:50 pm
Talvez a ajude a pensar no assunto…
Julho 15, 2008 at 8:50 pm
Anónimo(a),
Uma coisa é ser obrigado a fazer.
Outra ser obrigado e gostar.
Ainda outra é ser obrigado a fazer, gostar e pedir por mais.
Aqui ninguém chama (e se chamou leva na cabeça) fascista a ninguém.
Julho 15, 2008 at 8:53 pm
Paulo, Gostei da terceira opção, eh,eh,eh
estou morto por er um Herr Direcktor…
Julho 15, 2008 at 8:54 pm
era ver…
também aqui fui multado por excesso de velocidade…
Julho 15, 2008 at 9:03 pm
Estranho…
Esta onda delicodoce está a pegar.
Em reunião de CP, e em fase de balanço, a maioria das conclusões era fantástica. Tudo foi fantástico.
Até o CE foi fantástico.
E todos quase que se vieram em lágrimas.
No final, lê-se a distribuição do serviço lectivo e percebe-se. Muito clube, muito projecto, muito cargo.
Habituem-se.
Julho 15, 2008 at 9:11 pm
Sempre pode ler a legislação, ter espírito crítico, enlouquecer o formador com perguntas e duvidar, mas duvidar sempre, do que lá disserem.
Aplicando este 4 pontos e com o currículo que apresenta, talvez se consiga evitar “a desaparição da raça devido à esterilidade”, como nos diz Bertrand Russell, pela mão do bigbrother.
Julho 15, 2008 at 9:28 pm
quink644
Já me tinha ocorrido mandar alguns para o c… mas como já tenho alguma idade e fica mal a uma mulher dizer palavrões em reuniões tão formais ( Em que se tem de preencher entre 3 a 6 grelhas por reunião para avaliar o cumprimento de metas )fiquei-me pelo pensamento…..
Os tempos estão a mudar….
Há alguns anos atrás, na era da Democracia, tinhamos reuniões de Pedagógico e era tudo a seco. Agora é ver as empregadas passar com bandejas de bolinhos e cházinhos e suminhos para que andem todos contentes e bem alimentados. Aprovam tudo o que lhes colocam à frente,sem espírito crítico, sem questionar, é tudo para cumprir à risca…..Estamos na era das bolachinhas, no reinado da Monstra das Bolachas…..
Julho 15, 2008 at 9:31 pm
“chazinho”
Julho 15, 2008 at 9:32 pm
Eu mando para o “chocolate”.
Quem me conhece sabe que sou cliente de uma daquelas máquinas em que a Juliana Paes sorri com ar delicodoce.
Podia mandar para o “cadburys”, mas depois chamavam-me snob.
Julho 15, 2008 at 9:37 pm
Para mim o PCE manda colocar qualquer cena nas bebidas…. anda tudo tolo ( já fizeram mais de vinte reuniões de pedagógico, e tem mais marcadas )!
Julho 15, 2008 at 9:56 pm
Que tal mandar para o maneta? É das expressões francesas mais idiomaticamente portuguesas.
Julho 15, 2008 at 10:17 pm
Estou a ficar nostálgica lembrando o tempo em que, professora em princípio de carreira, apreciei a atitude de uma colega mais velha que, em acção de formação dinamizada por umas senhoras chiquérrimas do ME, depois de termos sido sujeitos, por tempo indeterminado, a uma série de lugares-comuns, perguntou com voz musical o que faziam lá pelos gabinetes da 24 de Julho as ditas senhoras para além de se andarem a passear de corredor em corredor com a chaveninhas de café na mão.
Quanto às “cenas deitadas actualmente nas bebidas” (45), como estive sujeita a tanto pedagógico daqueles em que a principal ocupação é ver a apresentação de gráficos e grelhas projectadas com orgulho pelo poder local (vulgo ponto-cruz), agradeço a informação e vou passar a levar uma garrafa térmica com chá de tília (sem aditivos) de casa para ver se no próximo ano a coisa corre melhor.
Julho 15, 2008 at 10:23 pm
“A Isabel, como formadora , assertiva, excelente comunicadora, informada, motivadora, lá foi levando a água ao seu e nosso moinho”
Ah!, e moeram muita água, foi?
Julho 15, 2008 at 10:46 pm
Um esclarecimento: as acções de formação são dadas pelos formadores do costume. No meu caso, por uma directora de um centro de formação da margem sul e por um colega professor de história e formador também desta zona. Eles receberam-na do ME. Claro que os questionámos, mas entre nós e eles não havia nenhuma diferença. O colega nem sequer era coordenador e estava sujeito à mesmíssima avaliação que nós.Só se fosse por catarse…
Julho 15, 2008 at 10:58 pm
Isto é tudo uma grande aldrabice, já dizia o António Silva à Beatriz Costa! Eu já tinha avisado que esse blogue metia nojo e aquele nosso colega bem podia ser o meu coordenador; também põe sempre um ar muito sofrido, para nós partilharmos as suas dores, fazendo com que nos sintamos quase obrigados a agradecer-lhe por ser tão devoto…
E eu, como não tenho paciência para hipocrisias, dou couces! Bengaladas! Atiro farpas! Ainda me lixo!
Julho 15, 2008 at 11:00 pm
Preciso de férias!!!
Na minha escola não há chazinho, nem bolachinhas. Mas há reuniões, muitas reuniões. Neste momento aprovo tudo… de cruz. Só me arrependo de não o ter feito desde a primeira hora. Resistimos, enquanto foi possível, à elaboração das grelhas, mas ficamos sozinhos. Nem sindicatos, nem colegas se mobilizaram para apoiar essa resistência. Vencidos, nesse ponto, tentamos minimizar os estragos pedindo a colaboração de todos. Também aí não houve colaboração. Venceram-me pelo cansaço. Aprovo tudo. Quero é sair da escola porque já não aguento mais.
Também fui a uma dessas formações ” Comissão de Coordenação …”. Não me pude esquivar. Foi bom…o almoço em frente ao mar. De resto, foram dois dias da minha vida desperdiçados inutilmente porque, por mais formação que me obriguem a fazer, nunca me vão convencer a aceitar este “monstro”.
Julho 15, 2008 at 11:02 pm
Na vida estamos sempre a mudar. Também mudamos algumas vezes de opinião. Aliás, só os burros é que nunca mudam, mesmo quando constatam o erro. Quem diz o erro, diz a decisão que se vem a constatar que é contra a corrente. A corrente é, por vezes, forte e não dá oportunidade a que se olhe as margens que correm em sentido contrário. Daí um certo desfazamento temporal na mudança. Para evidenciar a mudança é preciso exagerar um bocadinho para que ninguém duvide da mudança. Tudo sabedoria popular, da mais pura, muito vivida e muito portuguesa.
Temos esse grave problema, que consiste em não saber, mesmo, com quem contamos porque somos habitués de seguir a corrente da época. Quem é genuíno?
Julho 15, 2008 at 11:08 pm
“Quem é genuíno?”
Pronto, e eu que estava aqui sossegado!
Julho 15, 2008 at 11:38 pm
Para laranjalima (53)
A diplomacia da bexiga
Ficou célebre pela mão de Henty Kissinger. Nos seus peŕiplos pelos países amigos do Norte de África, deparava-se com negociações a começar às oito da manhã, a delegação dos EUA num lado da mesa comprida virados para a janela com o deserto ao fundo, o Rei hospedeiro e a sua delegação sentdos no outro lado da mesa. No eixo da mesa, garrafas de água à discrição.
Diplomata não manifesta facilmente as suas pequenas indisposições corporais, menos ainda quando está a ser tão bem recebido.
A partir do meio-dia a pressão interna na bexiga dos incautos bebedores já era insuportável. Era o momento em que circulavam os textos dos acordos. Tudo aparecia assinado (concordado) num instante.
As contrapartidas que estes negociadores sauditas conseguiam eram de doer.
Julho 15, 2008 at 11:59 pm
Adoro História; o aborrecido é ser História a sério, documentada e provada, vinda de várias fontes e criticada. Isso é adverso à Opinião, a pequena história de idiotas para idiotas.
Julho 16, 2008 at 12:10 am
Quanto ao blog do outro, como diz um emigrante que eu conheço: é um “sans amis”. Aparentemente não tem círculo de amigos e aquela cumplicidade dos trabalhos de grupo a preencher acriticamente uns papelinhos parece-lhe o expoente máximo da socialização. Há gente assim.
Quanto às sessões de’formação, também me calhou. Por acaso a senhora teve a delicadeza de não nos tomar completamente por lorpas e lá se moderou no uso dos powerpoints. Não me calhou uma das outras que se vangloria de já ter convencido coordenadores renitentes em sessões anteriores. Dessas é que eu gostava de ver a arte a convencerem-me!
Nota-se a léguas que não está preparada para aquilo que está a fazer e o barco mete água por todos os lados. Esteve a tentar explicar-nos a diferença semântica entre Modelo e Paradigma, entre Mudança e Inovação, a elucidar-nos sobre o conceito de Competência… eu sei lá mais o quê.
Até nos entregou um Glossário da Avaliação do Desempenho Docente, em 5 páginas, para todos falarmos a mesma língua. Gostei especialmente do sintagma / conceito “Erro de brandura” ou no “Efeito de halo”. Um delírio constante.
Quanto à metodologia de trabalho, de forma completamente assistemática, os grupos passam os olhos pela legislação da qual copiam para uma folha duas ou três frases, eventualmente dão uma opinião impressionista e segue-se para diante. Pelo meio metem-se uns comentários pessoais, que estamos todos no mesmo barco, porque os formadores também são professores, etc. e tal, a cantiga que nos inclina para as tais “cumplicidades” e nos deveria abrir o coração para a Palavra. Finalmente, quando já estamos saturados, lá vem o discurso da inevitabilidade, que é difícil mas temos de cumprir o dever.
Por mim, já tenho as contas feitas. Se atribuir nota máxima a todos os meus avaliados, posso levantar suspeitas e baixar um bocadinho a minha própria avaliação no parâmetro da seriedade e equidade e diferenciação. Mas como isso vale apenas umas décimas, ainda fico teoricamente na margem do Excelente. Por outro lado evita-me uma carga de trabalhos, a prestar atenção a aulas que não quero ver, ou a ler dossiês que não me interessam para nada. Basicamente, se der nota máxima em todos os parâmetros, nem preciso de ter aquela trabalheira toda e posso aproveitar o tempo para coisas mais úteis.
Julho 16, 2008 at 12:24 am
Já deviam estar a usar os quadros imteractivos.
Julho 16, 2008 at 12:56 am
“Desalinhei” nos comentários desse blogue: não resisti!! São apagados??
Julho 16, 2008 at 1:09 am
Maria,
Mas tem de resistir.
Diga que gostou muito de tanta sensibilidade, da coragem que lhe dá para seguir em frente. Repita: Ai Instante, Instante, eu vou ali e volto num instante, sei lá,mas não repita a do AVC.
SE escreve fora disto, é evidente que vai ser apagada num instante.
Julho 16, 2008 at 1:36 am
António Ferrão
A diferença é que Henry Kissinger negociava “sobre a vida dos outros”. Neste caso é também a minha vida que está em jogo. Mais, não posso partir para os EUA, nem num um périplo pelo Norte de África, vou ter que continuar a olhar pela janela a ver o deserto. Com uma agravante: sou eu que pago a água.
Julho 16, 2008 at 1:45 am
Julho 16, 2008 at 3:40 am
Gostei do “efeito de halo”(56)
Sairão estes formandos convencidos que ganharam uma santificada auréola e que o brilho que emanará das suas enfeitadas cabeças obnubilará o espírito e o discernimento dos grelhados?
Julho 16, 2008 at 8:27 am
Não sei como só podem ver o deserto…Com tanto ódio e ressentimento têm o mundo dentro de vós! Cuidado é se matam as serpentes com tanto veneno …
É quando observo esta falta de nível, até na linguagem usada, que sinto mais vergonha de ser professora…
Julho 16, 2008 at 8:32 am
As Brigadas de Dinamização Cultural do saudoso Vasco Gonçalves parece que fizeram escola na 5 de Outubro.
Aquilo a que estamos a assistir não passa de uma manobra concebida ao bom estilo da planificação e propaganda ideológica.
As equipas do ME são compostas de comissários políticos que tentam doutrinar os responsáveis pelas escolas, convencendo-os de que a “mudança” é inevitávelmente o caminho para o progresso.
Uma pura tautologia imbecil e vazia de sentido que se limita a burocratizar e a anestesiar os agentes educativos.
Os estalinistas e maoístas convertidos às delícias do mercado, estão em lugares de destaque no aparelho socialista, contribuindo com o seu “saber-fazer” para esta paródia de Revolução Cultural em forma de Powerpoint.
Ele haverá sempre mentes sensíveis e corações infantis que se comovem com os comissários políticos e com a sua linguagem de vendedores de paixões e de pechisbeque intelectual.
Julho 16, 2008 at 8:59 am
O que mais gosto neste comentadores é que neles o coração é mesmo um músculo …atitude bem estalinista! Cheios de medo e desprezo, “abandalham” toda a postura mais afectuosa, sobretudo quando acham que os seus interesses ameaçados ou que alguém lhe vai pedir contas…
Julho 16, 2008 at 10:35 am
Anónima,
O que acha do autor do blogue em causa apagar os comentários desfavoráveis?
É uma postura afectuosa?
Julho 16, 2008 at 10:36 am
Anónima,
Quanto a vergonhas eu tenho de alguém que, sendo todo empavoado e sensível, não passa de um censor quando as coisas apertam.
Aqui a cara colega pode comentar à vontade.
Sem vergonhas.
Essa é a enorme diferença.
Julho 16, 2008 at 10:50 am
Noticia: Nos States um trabalhador mata 5 colgas e suicida-se de seguida..motivo: discussão com o chefe por ser obrigado a usar óculos de protecção e não ser permitido usar o telemóvel no local de trbalho…posso estar enganado mas isto vai começar a passar-se por cá não tarda..
Julho 16, 2008 at 10:50 am
colegas…trabalho..
Julho 16, 2008 at 10:53 am
Estaline era um apaixonado por rosas e margaridas, um pai dedicado e o seu coração derretia-se com a música e a literatura.
O que alguns tontos não percebem é que o estalinismo não é uma patologia mas sim um comportamento revanchista de base imoral em relação àqueles que não partilham o seu “meio”, os seus “afectos” e os seus “ideais”.
Uma leitura de Kant sobre a diferença entre os políticos moralistas e os moralistas políticos, ou de Rorty sobre as virtudes públicas e os vícios privados, talvez ajudasse a perceber que aquelas mentes que tudo justificam e tudo pretendem “compreender”, acabam por contaminar a atmosfera à sua volta, tal como o menino de ouro e outros do seu calibre, que são os que mais contribuem para os fundamentos do despotismo moral, político e social.
Julho 16, 2008 at 10:58 am
Pergunta: h5n1 acha que os pigmeus ou os indios da AMAZÓNIA LERAM KANT OU OUVIRAM FALAR DE ESTALINE..NÃO me parece talvez por isso sejam tão felizes..você parece ser do tipo obssesivo compulsivo: só analiso por esta via..por ali não ..por aqui ..não por stali ..sim..
Julho 16, 2008 at 10:58 am
Subscrevo, H5N1.
Julho 16, 2008 at 11:01 am
Continuo a repetir este post do Russel porque no mesmo estão contidos todos os males que este tipo actual de sociedade nos quer impor..
O espírito de competição, considerado como a principal razão da vida, é demasiado inflexível, demasiado tenaz, demasiado composto de músculos tensos e de vontade decidida para servir de base possível à existência durante mais de uma ou duas gerações. Depois desse espaço de tempo, deve produzir-se uma fadiga nervosa, vários fenómenos de evasão, uma procura de prazeres, tão tensa e tão penosa como o trabalho (pois o afrouxamento tornou-se impossível) e finalmente a desaparição da raça devido à esterilidade. Não somente o trabalho é envenenado pela filosofia que exalta o espírito de competição mas os ócios são-no na mesma medida.
O género de descanso que acalma e restaura os nervos chega a ser aborrecimento. Produz-se fatalmente uma aceleração contínua cujo fim normal são as drogas e a ruína. O remédio consiste na aceitação duma alegria sã e serena como elemento indispensável ao equilíbrio ideal da vida.
Bertrand Russell,
Julho 16, 2008 at 11:28 am
Deve ser por isso que tanta gente vai de férias para o Brasil, exige menos esforço do que ler Kant e sempre se vem com um aspecto alegre e moderno ao fim de alguns dias…
Mas por acaso ainda não vi nenhuma prova objectiva de que os índios da amazónia sejam felizes, pelo menos de acordo com os nossos padrões, a menos que projectemos neles a nossa visão romântica e racista de que são puros e felizes…
Julho 16, 2008 at 11:32 am
Não h5 n1 apenas porque a vida deles se resume ao essencial..nada mais do que isso.
mas quem sou eu para definir felicidade..todavia Russel fala naquilo que nos torna cada vez mais infelizes: competição ao limite..produção..consumo..hedonismo..
Julho 16, 2008 at 11:49 am
Tão incompreendido aquele humilde e solidário coordenador congregado.
H5n1, pode ir de férias para o Brasil e levar uns livritos na sacola, au cas où aucun pygmée ne voudrait de votre compagnie…
Julho 16, 2008 at 1:00 pm
Proponho que se faça uma marcha do orgulho adesivo.
Julho 16, 2008 at 2:13 pm
Kant e Rorty de uma só vez? Para fundamentarem uma mesma opinião? estranho, no mínimo…
Julho 16, 2008 at 4:33 pm
Uma criatura que destaca a sua fotografia (?) de quando era criança e tece uma ode a si próprio, dá que pensar…mesmo à criança que existe dentro de mim, com o coração em cumplicidade nesta corrente de água que levo ao meu/teu/nosso Mundo Encantado.
Bem haja quem me consegue abismar no meu eu-mim.
Avô pirolito com gás.
Julho 16, 2008 at 5:11 pm
Mas olhem que até tem piada: o fulano deste blogue (nem me atrevo a chamar-lhe colega!) deve ser mesmo burro; o meu comentário não o apagou, porque não deve ter percebido a ironia… lol
Julho 16, 2008 at 5:12 pm
quando digo «deste blogue» claro está que não esotu a falar do Umbigo!
Julho 16, 2008 at 6:04 pm
Aquilo lá no blogue agora está mais para assim para o agridoce…
Julho 16, 2008 at 6:07 pm
# 82 Que confusão!!!
“Aquilo lá no blogue agora está mais para o agridoce!!”
Julho 16, 2008 at 6:14 pm
Bem! Está lá um comentário! Só lendo! É a negação da máscara.
Julho 16, 2008 at 6:57 pm
Logo o primeiro parágrafo, em que o autor tece loas a um trabalho cansativo de oito horas seguidas, tresanda a arbeit macht frei (chiça!)
E depois fez-me lembrar a ideia de que a condição de escravo não é imposta: alguns já nascem escravos, com apetite para o chicote e a arbitrariedade…
Julho 16, 2008 at 7:01 pm
No 1º deixei umas perguntinhas que pelos vistos eram incómodas.
No 2º gabei-lhe a borracha (a safa dos meus tempos de escola primária)que lhe vai tornando o mundo à sua imagem e desejos.Também me safou.
No 3º apelei ao meu saint Gilles de La Tourette. Pode ser que não seja safado. Safa!
Julho 16, 2008 at 7:09 pm
Uma colega contou-me há dias que esteve em contacto, neste ano lectivo, com professores de outros países europeus, que visitaram a escola dela ao abrigo de um acordo de intercâmbio. A maior parte ficou admirada com a quantidade de trabalho burocrático que os professores portugueses têm de fazer na escola… que nos países deles os professores vão à escola, dão as aulas e regressam para casa.
Julho 16, 2008 at 7:11 pm
Malandros!
Julho 16, 2008 at 7:34 pm
Deixem o homem em paz!!! Até já lhe passou
o “delicodoce” para “azedo” sem doce!
Julho 16, 2008 at 8:40 pm
Cara anónima
Foste tu que telefonaste para um fórum da TSF tecendo loas ao primeiro-ministro, elogiando o poder socretino, mostrando um quase que, isso sim, desprezo pela tua classe?
É que esta parte do teu comentário 65 (e outras anteriores) deixou-me suspeitas: “Cheios de medo e desprezo, “abandalham” toda a postura mais afectuosa, sobretudo quando acham que os seus interesses ameaçados ou que alguém lhe vai pedir contas…”.
Não é por mal, é apenas curiosidade. O partido há-de ter certamente adesivos a trabalhar a duas mãos. Isso já é tão antigo!
Um beijinho.
Julho 16, 2008 at 10:58 pm
Aviso aos Adesivos:
Nunca serão tratados com gratidão!
“Nunca mais me esqueci! … Eu era criança
E em meu velho quintal, ao sol-nascente,
Plantei, com a minha mão ingênua e mansa,
Uma linda amendoeira adolescente.
Era a mais rútila e íntima esperança…
Cresceu… cresceu… e aos poucos, suavemente,
Pendeu os ramos sobre um muro em frente
E foi frutificar na vizinhança…
Daí por diante, pela vida inteira,
Todas as grandes árvores que em minhas
Terras, num sonho esplêndido semeio,
Como aquela magnífica amendoeira,
E florescem nas chácaras vizinhas
E vão dar frutos no pomar alheio…”
Raul de Leoni
Julho 16, 2008 at 11:04 pm
É esta anónimas são aquelas que mais rapidamente vendem os filhos..ABANDONAM OS MARIDOS e correm para aquilo que realmente as satisfaz: a orgasmatite do poder ..quer seja partidário ou de outro género..presidente do CE ..coordenadora ou capacho..enojam-me estas personagens..são seres rastejantes que pululam e conspurcam com a sua peçonha o nosso espaço..
Julho 16, 2008 at 11:36 pm
Não fiz nenhuma intervenção na TSf, aí fica o esclarecimento.
Mais ainda, não abandonei o marido, tenho filhos e sou muito feliz.
Sou de esquerda (BE), gosto de Bergman, Visconti,L. Durrell, Yourcenar, Kant, Nietzsche, Foucault e Rorty. E de Barthes, muito. Da TSF, sobretudo as crónicas de Fernando ALves. E tudo o resto é nada.
Do que não gosto? De gente que faz críticas insunuosas do género daquelas a que estou a responder e de perder o meu tempo com isso.
Julho 16, 2008 at 11:44 pm
“insinuosas”
Julho 16, 2008 at 11:57 pm
caviar..
Julho 17, 2008 at 12:12 am
caviar…
Julho 17, 2008 at 12:13 am
… parabéns à perspicácia de In temp oral..eu também ouvi, agora me lembro.. mas não a descobriria aqui…mas meteu-me asco…os “regimes obtusos” sobrevivem à custa destas servis inclinações… mais importantes até que os bufos e os pides… querem de facto tacho… são anónimos aqui…na sua igreja são acólitos bem conhecidos…
Julho 17, 2008 at 12:44 am
na IURD?
Julho 17, 2008 at 12:45 am
99!
Julho 17, 2008 at 12:45 am
100! iupi…fui eu
Julho 17, 2008 at 12:47 am
Anónima,
Já viu o disparate pegado do comentário do Existente Instante a justificar actos de censura contra o estalinismo dos comentadores?
Com que então quem opina é estalinista e quem corta comentários é o grande democrata dos afectos.
Tenha dó…
Julho 17, 2008 at 1:16 am
A nanotecnologia irá em breve tornar possível que todos tenham direito a um coração que é um músculo, ligeiramente deslocado para a esquerda.
Julho 17, 2008 at 3:09 am
Intrigante.
A “prosa emocionada” do Existente instante, fez-me, de imediato, sintonizar o “Trabalhador feliz”. É um (fel)ling.
http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2008/06/o-trabalhador-satisfeito.html
Julho 17, 2008 at 8:26 am
Paulo
Tinha decidido não voltar aqui e muito menos escrever. A vida não se pode gastar nisto.
Mas, contrariamente ao que acontece relativamente a muitos comentadores que frequentam este blog(que além de banalidades da televisão como o “caviar” e de insultos grosseiros, nada mais acrescentam), tenho respeito por si.Por isso, algumas explicações, com um ponto prévio:apenas conheci o existente instante pelo seu comentário. Sou do sul, nem sei quem ele é. Apenas não gostei da enchurrada de insultos que apareceram aqui (já vai em mais de 100!), inclusivé do seu post. Achei de baixo nível.
Sempre me irritou o pessoal que confunde tudo.Uma pessoa muito próxima de mim, que é avaliador, no outro dia estava “desfeito” pois um colega, com menos de 40 anos, estava a dizer-lhe que “hoje era pior que a pide”. Essa pessoa, infelizmente, sabia bem, por ter estado em Caxias, o que a pide era de facto.Lembrei-me disto agora que num comentário anterior a pide voltou “à baila”. É que esta gente nem sabe o que isso é porque muitos nem tiveram, nem teriam se necessário fosse, coragem para a enfrentar.Eu bem disse, num comentário anterior que acabaria por ser chamada de fascista? Acha bem?
Quanto a ter apagado não sei bem o quê, não acho mal. Pelo que eu vi por aqui e por lá, não se tratava de críticas, mas de insultos. Eu também poria na rua, alguém que insultasse em minha casa…O Paulo tem a atitude nobre da hospitalidade, mas também mais sorte. Em geral, ninguém manifesta aquela hostilidade relativamente a si.
Ah, e mais duas informações para os comentadores: o estaline não era delicodoce, isso foi a imagem que ele e o regime quiseram fabricar (vou fazer parágrafo para não ficar na mesma linha).
Eu, volto a dizer, não fui à TSF, nem sequer ouvi a intervenção que vos indignou.
E por aqui me fico.
Julho 17, 2008 at 9:47 am
Anónima,
Compreendo-a, mesmo se acho que não ofendi o autor do post em causa.
Em contrapartida, ele já me ofendeu no passado ao ponto de chegar a admitir pedir-me desculpas públicas.
No meu caso, garanto que nenhum dos 3 comentários apagados era ofensivo.
Apenas crítico.
Por regra não uso de linguagem vernácula ou equivalente.
Aqui há hospitalidade e respeito, apesar dos milhares de visitantes, porque também é isso que é dado a quem aqui chega.
E por isso estou agradecido a todos.
Quanto ás “bocas” sobre a TSF, não sei de nada, não ouvi nada.
Abraço
Julho 17, 2008 at 10:45 am
Paulo
Obrigado pela sua resposta.
A minha intervenção só muito secundariamnte tem a ver consigo e com aquilo que escreveu. Na verdade nem me apercebi do que o Existente apagou. Decorreu sobretudo daquilo que foi dito pela maioria dos comentadores habituais do seu blog a propósito do seu post. A referência à TSF vem daí.
Um abraço, também.
Julho 17, 2008 at 11:17 am
laranjalima
A lembrança da diplomacia da bexiga, assim baptizada por Henry Kissinger, foi-me suscitada pelo seu comentário (51): assinar tudo em catadupa.
Sem ofensas.
Julho 17, 2008 at 12:16 pm
“A publicação do decreto que regulamenta o sistema de avaliação de desempenho docente, Dec. Regulamentar nº 2/2008 , decorre do estatuto de carreira docente aprovado pelo Dec. Lei nº 15/2007 de 19 de Janeiro de 2007. Subsistituiu o sistema de avaliação de desempenho docente plasmado em lei e decorrente do anterior estatuto de carreira docente, Dec.Lei nº 1/98 de 2 de Janeiro de 1998.
Este novo sistema de avaliação, introduz a figura de professor titular avaliador, ou seja, o colega (um e um só) do mesmo nível operativo e hierárquico, que é incumbido de avaliar o desempenho profissional dos seus colegas de profissão, com repercussões na classificação de serviço, desenvolvimento da carreira e respectiva retribuição salarial. Este novo sistema tem sido sentido pelos professores como uma aberração organizacional e mais um atentado à sua dignidade profissional, como ficou demonstrado no recente dia 8 de Março, ou Marcha da Indignação.
Face à teimosia da tutela em avançar com tamanho absurdo, cumpre tornar público um conjunto de provas materiais sobre o primeiro e único concurso de “professor titular”, destinado á transição de carreira dos professores dos três últimos escalões da anterior carreira docente (8º/9º/10º escalões).
Tratou-se, de facto, da primeira medida implementada decorrente do novo estatuto da carreira docente. Anteriormente, as regras de transição para o novo regime de aposentação já tinham constituído a total aberração de um ME e Governo que desrespeita totalmente os professores e o seu trabalho.
Neste sentido, junto envio à atenção do professor Ilídio Trindade, para publicação no blog do Movimento Mobilização e Unidade dos Professores e no blog “Queixas de Professores”, um conjunto de provas materiais, sobre o primeiro concurso “professor titular”, que comprovam ilegalidades que deveriam ser gravemente puníveis num estado de Direito. E sobre o absurdo e aberração do mesmo, com as consequências que nos parágrafos anteriores fiz alusão.
Pretendo deter-me unicamente sobre o critério “Assiduidade” do respectivo concurso.
Informo-o de que pretendo a publicação na forma de anónimo e que todos as provas divulgadas no blog não contenham quaisquer elementos de identificação das pessoas envolvidas.
Um abraço
[Identificação]”
http://www.queixasdeprofessores.blogspot.com/2008/07/queixa-2.html
Julho 17, 2008 at 12:26 pm
PETIÇÃO CONTRA A LEI DE APOSENTAÇÃO
Encontra-se activa uma Petição contra a Lei de Aposentação, cuja carta se transcreve, para a eventualidade de não a conseguir ler correctamente no alojamento onde se encontra.
http://www.petitiononline.com/rla/petition.html.
Se pretender assinar essa petição, clique aqui.
DIVULGUEM/REENVIEM AO MAIOR NÚMERO DE PESSOAS QUE PUDEREM!
Quem concordar deve ASSINAR JÁ! É URGENTE!
Se não é professor, envie a todos os que conhece, por favor.
http://www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/07/petio-contra-lei-de-aposentao.html
Julho 17, 2008 at 12:28 pm
PETIÇÃO CONTRA A LEI DE APOSENTAÇÃO
Encontra-se activa uma Petição contra a Lei de Aposentação, cuja carta se transcreve, para a eventualidade de não a conseguir ler correctamente no alojamento onde se encontra.
http://www.petitiononline.com/rla/petition.html.
Se pretender assinar essa petição, clique aqui.
DIVULGUEM/REENVIEM AO MAIOR NÚMERO DE PESSOAS QUE PUDEREM!
Quem concordar deve ASSINAR JÁ! É URGENTE!
Se não é professor, envie a todos os que conhece, por favor.
Para enviar esta informação aos seus contactos basta copiar todo o texto a azul e enviá-lo por e-mail.
http://www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/07/petio-contra-lei-de-aposentao.html
Julho 17, 2008 at 12:30 pm
Cara anónima
A minha pergunta em 90 tinha uma razão de ser. Respondeste, está respondido! Não quis mesmo ofender, mas acho que usaste terminologia bastante agressiva e ofensiva para pessoas da tua profissão. E a isso não respondeste preferindo queixar-te. Ainda por cima recebestes um abraço do Paulo
Vai ler o texto do Existente Instante e depois diz o que pensas dele.
Sem mágoa, um abraço.
Abraço
Julho 17, 2008 at 1:36 pm
para In Tempo Oral
Gosto tanto da minha profissão que fiz uma tese de mestrado sobre o ofício de professor, sobretudo centrado-me na relação entre aspectos pessoais e profissionais (daqui a nada acaba o meu anonimato…).Gosto tanto que não saberia fazer mais nada…O que eu não gosto mesmo é de atitudes, pessoas, insultos…sobretudo quando se trata da professores.
Também gostei muito do abraço do Paulo…e do seu.
Julho 17, 2008 at 2:03 pm
Cara anónima
A “casa” de Estaline era a URSS.
De acordo com a sua lógica (104) Estaline terá procededido correctamente ao pôr na ordem e expulsar para o Gulag quem na sua-dele opinião o insultava (ou se preparava para isso).
Para uma mestranda a sua argumentação parece-me pobre, principalmente quando invoca o desconhecimento do que seria a PIDE (o que quer que isso seja) pelo simples facto de não se ter sido preso politico do Estado Novo. Isto não é argumentação, isto é ideologia pura e dura travestida de “superioridade moral” dogmática.
Julho 17, 2008 at 2:46 pm
Meu caro h5n1 eu que discordo de si em muita coisa porém desta vez tenho de concordar em pleno..e até reconheço que talvez me tenha excedido em relação á anónima..mas estou farto destas Madres de Calcutá que curam cancro com aspirina..
realmente em relação á Pide eu era adolescente -13 anos no 25 de abril mas já ouvia estórias arrepiantes de pessoas que eram prsas sem culpa formada…excessos verbais..quem não os comete..olhem o bastonário da ordem dos advogados…