Docentes do Enriquecimento Curricular queixam-se do trabalho precário e do cansaço dos alunos
Os docentes das Actividades de Enriquecimento Curricular da Região de Lisboa queixam-se do trabalho precário, da falta de material pedagógico e do cansaço dos alunos após um dia de aulas, revela um estudo do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa (SPGL).
O estudo do SPGL, através de um inquérito junto de docentes envolvidos em Actividades de Enriquecimento Curricular e autarquias, permite traçar um retrato-tipo destes docentes, que são maioritariamente jovens com menos de trinta anos, mulheres, quase todos licenciados e detentores de habilitação para a docência, já trabalharam no ensino em anos anteriores e são recrutados por análise curricular ou entrevista.
Segundo o SPGL, a esmagadora maioria dos monitores das AEC na área da Grande Lisboa trabalham em condições extremas de precariedade, “com 93 por cento dos docentes a recibos verdes quando têm um horário semanal bem definido, embora na maioria dos casos com poucas horas”.
“São 15 mil os docentes que no dia 20 de Junho foram para o desemprego e que só voltam a receber lá para Outubro”, afirmou o sindicalista Manuel Micaelo, realçando ainda o carácter temporário destas funções.
É o Progresso, é a Mobilidade, é o Choque Tecnológico, é a Globalização, é Coiso. Perguntem ao Vital Moreira que ele deve conseguir explicar que é tudo em prol da Nação e da boa governança.
Julho 15, 2008 at 9:04 pm
Isto está pela hora da morte…
Docentes do Enriquecimento Curricular?
Isso significa o quê? Que os miúdos do secundário e aqueles que só têm o 12.º que andaram lá a fazer umas horas agora também são professores?
Julho 15, 2008 at 9:17 pm
Enriquecidissimos!!!! GRRRRRRRRRRRRR!
Julho 15, 2008 at 9:20 pm
E eu não me sinto cansada quando recebo os alunos após as ditas?
Julho 15, 2008 at 9:42 pm
Pegando no resto do título…
“(… ) queixam-se do trabalho precário e do cansaço dos alunos”
Mas alguém estaria à espera que, depois de um dia de aulas, os alunos do 1º ciclo estivessem “frescos” como pela manhã?
Julho 15, 2008 at 9:58 pm
Quanto ao choque tecnológico parece que, nem começando de pequenino, faz efeito: os alunos , para se candidatarem ao ensino superior, preferem ir para a porta do gabinete de ingresso às cinco da manhã, não confiam na internet… não é fantástico?
Julho 15, 2008 at 10:17 pm
Tché!, monitores.
Julho 15, 2008 at 10:34 pm
E é de supor que será ainda pior após o recente impedimento de contratação directa de professores…..,agora só entidades com registo de pessoa colectiva. Significará isto que as autarquias só poderão contratar com empresas e o que daí se adivinha … salários, habilitações, etc …
Julho 15, 2008 at 11:10 pm
1.Como escreveu o JAP, comentário 7, a tendência é para esta situação se agravar, com a nova lei de vínculos, as autarquias deixam de poder recorrer aos recibos verdes.
2.Seja como for estas actividades nem deviam existir. Na prática são mais aulas, provocando o cansaço das crianças.
No seu lugar deviam estar actividades sócioeducativas, comos os ATL, dinamizadas por Animadores.
Aos professores compete ensinar, só, e isso faz-se no período lectivo.
Julho 15, 2008 at 11:17 pm
O “cansaço das crianças” é algo de revelador. Sociólogos!
Julho 15, 2008 at 11:35 pm
Pois em Vila Verde -Brag- uma criança de 12 anos enforcou-se em cas devido-segundo os jornais-ás notas negativas e possivelmente ao excesso de aulas digo eu..é que eu como professor já tive um aluno de apoio -apenas foi meu aluno em cerca de 30 aulas-que se suicidou com 605 forte -tinha 12 anos..e eu como lhe dava mais atenção não me largava..nos intervalos rondava a sala dos professores ..estava sempre perto de mim na sala…eu não vi ne m li os sinais estavamos em 1987 e eu estava no meu 1º ano de aulas..pega no livro e vai dar aulas…vidas..
Julho 15, 2008 at 11:38 pm
Tenho cá para mim que esses milhares de semi-animadores-professores continuam precários por várias razões.
A óbvia: para poupar dinheiro ao estado. Trabalham quase de graça sem protecção social nenhuma.
A menos óbvia: isto é só uma experiência em larga escala e acaba ao fim de meia dúzia de anos de desperdício. Se não fosse tomada como experiência, se fosse assumida como uma função duradoira, um serviço para manter no futuro, não fazia sentido entregá-la a um corpo difuso e inconstante de funcionários. O que tinha lógica era constituir um grupo consistente, que fosse ganhando experiência.
Mas também é verdade que na “gerência” do ME nada tem lógica.
Julho 16, 2008 at 12:15 am
bigbrother,
Isso é “creepy”…