Como ponto de partida, gostaria de explicitar os meus eventuais preconceitos em relação ao Conselho Científico para a Avaliação de Professores.
- Em primeiro lugar, acho que é uma daquelas entidades-satélite, como o Conselho de Escolas, que o Ministério da Educação decidiu usar como forma ínvia de legitimar, alegando a cooperação e colaboração dos docentes, as suas políticas educativas. Em boa verdade, acho que o ME só usará ou acolherá as recomendações destas suas criaturas enquanto as mesmas servirem os seus objectivos, deixando-as no limbo das gavetas quando forem incómodas.
- Nada me move contra os elementos do CCAP, que não conheço pessoalmente, mas apenas na forma indirecta de colaboração pacífica, como é o caso do J. Matias Alves. Apenas considero que, quem não está de acordo com uma determinada política, não deve participar em Conselhos deste tipo, mesmo que com as melhores das intenções.
- Dito isto, considero que a acção do CCAP mais não faz, na melhor das hipóteses, do que tentar suavizar uma legislação feita para domesticar a classe docente e, em algumas situações, tenta fazê-lo com recomendações que não têm cabimento dentro do enquadramento legal em vigor. Mais do que recomendar formas de implementar a legislação, seria interessante que propusesse a modificação do diploma existente.
Numa metáfora certamente excessiva, algumas destas recomendações evocam-me uma espécie de conselhos dos kapos para que os seus carcereiros fossem mais gentis no extermínio dos colegas (e de si mesmos). Do género, olhe lá meu amigo, já que tem de dar o tirinho, dê lá o tirinho com jeito, pode ser? Obrigado! Sempre ao dispor.
Assumidos estes preconceitos, passemos à análise da recomendação nº 2/CCAP/2008.
A Introdução não deixa de ser um testemunho interessante das boas intenções do Conselho, uma espécie de aviso contra as más práticas de uma avaliação levada demasiado à letra do decreto regulamentar 2/2008 de 10 de Janeiro. Evoca-se a autonomia – meramente retórica – das escolas para justificar que elas podem fugir ao espartilho legal. Em seguida, afirma-se que se pretende «levar ao conhecimento dos decisores políticos alguns aspectos ligados à aplicação do modelo de avaliação instituído que não se revelam adequados ou exequíveis, sugerindo possíveis soluções». Esta é uma atitude corajosa. Claro que depois as prometidas «soluções» surgem algo diluídas. E o problema é que sabemos que, mesmo que assim não fosse, seriam inócuas e irrelevantes. Basta esperarmos para ver.
Em seguida passa-se para um conjunto de considerações gerais sobre o enquadramento da avaliação dos docentes lá por fora e cá dentro, assumindo os pressupostos de uma «ruptura positiva» com as práticas anteriores.
O problema é que toda esta forma muito construtiva de apresentar a tal «ruptura positiva» tem tantas hipóteses de ter sucesso generalizado como o coelhinho da Páscoa de ser um ovíparo. Nem o ME quer uma «visão multidimensional», nem muitos adesivos estão interessados em usar a «avaliação como uma plataforma para a aprendizagem ao longo da carreira». Com sorte querem tudo pronto – entenda-se por «tudo» as famosas «grelhas» – a horas para eles também terem uma muito boa ou excelente avaliação.
Seguem-se então uns interessantes pressupostos de acção:
O ponto 4.1 é de ir às lágrimas, pois as escolas praticamente não têm autonomia nenhuma nesta matéria. E daí decorem muita slimitações para o ponto 4.2 e boa parte dos seguintes.
É de realçar o esforço (p. 9) por apresentar uma proposta para «sistematizar os elementos da avaliação para simplificar a execução,» mas sabe-se até que ponto ao ME repugna um processo simples, claro e transparente nesta matéria. Muito menos um que não seja papelento e burocrático, pelo que esta grelha, sendo interessante, dificilmente será levada a sério pelo ME.
O mesmo se passa com o ponto 4 (p. 10) em que se propõe «Criar condições para a utilização os resultados escolares no âmbito da avaliação do desempenho docente».
Algumas das conclusões que se seguem são, na prática, a negação do modelo proposto pelo ME, demonstrando toda a sua inconsistência metodológica e conceptual.
Até aqui a recomendação do CCAP vai decorrendo muito bem, aproximando-se mesmo de níveis de excelência, se esquecermos a parte em que considera que se deve «organizar o processo de avaliação centrado no portefólio», ou seja, a recuperação, com novas roupagens, do velho dossier de estágio, em que se substitui a avaliação do desempenho do docente pelos registos produzidos e pela sua representação em forma de papelada (mesmo que em formato digital para ceder à modernidade).
O problema é que depois se descola um pouco da realidade quando se afirma (ponto 5, p. 12) que se deve «centrar a observação de aulas no princípio do acompanhamento científico, pedagógico e didáctico».
Ora como muito bem sabemos, a avaliação das aulas observadas (e não só) reporta, de acordo com a legislação aprovada, apenas aos aspectos pedagógicos, estando ausente qualquer preocupação com a vertente científica.
Por isso é que termos professores de Português a avaliar os de Inglês (ou vice-versa, mais o Francês), de História a avaliar Sociologia, de Geografia a avaliar Filosofia, de EVT a avaliar Educação Física ou Educação Especial e por aí fora.
Como é que, no actual contexto dos novos Departamentos Curriculares e do exercício restritivo da função de avaliador, se espera que sejam verdadeiramente avaliadas as vertentes científica e didáctica do trabalho do docente?
Como é que será verdadeiramente entendida uma planificação de uma disciplina por um docente de outra completamente diferente, para além dos aspectos formais?
E como se garante que uma aula observada, que pode correr aparentemente muito bem, se baseou nos adequados conhecimentos científicos?
E é aqui que o CCAP, embora aconselhe a que as «escolas accionem os dispositivos legais de delegação de competências ou outros, de modo a garantir a credibilidade científica e pedagógico-didáctica dos avaliadores», podia chegar-se mais à frente e declarar que esses «dispositivos legais» não existem. Ponto final. Parágrafo.
Num Departamento com 7 docentes de História, 4 de Filosofia, 6 de Geografia e, eventualmente, 2 de outras Ciências Sociais e Humanas, é impossível que o coordenador (seja de que grupo disciplinar for) não acabe a avaliar docentes de um ou dois grupos disciplinares distintos do seu. O mesmo para as Ciências Exactas e Experimentais ou qualquer outro.
Era bom que o CCAP denunciasse que a legislação apenas se preocupa com a forma das aulas e nada com o conteúdo científico. Com a papelada da planificação, mas não com a substância dos conhecimentos transmitidos.
Alegar que as escolas podem accionar «dispositivos legais» para obviar a isso é enganar o leitor. Isso não pode ser feito desse modo.
E era bom que o CCAP o denunciasse de forma clara.



Julho 15, 2008 at 5:27 pm
Eu só tenho 12 anos e não percebi nada.
Mas era bom ter bons professores e boas escolas.
Boa tarde.
Julho 15, 2008 at 5:34 pm
Os titulares da minha escola andam muito felizes! Parece que não vão ter aulas assistidas! Nem eles nem os “sumos-coordenadores”!!!! No entanto, aprovaram em Conselho Pedagógico grelhas que para os comuns dos mortais são impossiveis de atingir! Num dos itens,os professores para terem os pontos máximos, deverão planificar todas as aulas! Disseram que não se pode ter excelente a tudo!!!!
Julho 15, 2008 at 5:51 pm
Se os titulares andam contentes, o melhor é prepararem-se pois a “coisa” não é assim tão simples.
Sou titular e não estou nem contente nem orgulhoso por ter de avaliar colegas.
Na minha escola ainda andamos de volta da ficha do PCE, que deve ser mais uma vez voltar a ser mexida, pois foi recusada pela maioria dos departamentos.
Os titulares,podem ser avaliados pelos avaliados, e se tudo correr mal, a culpa é do avaliador….cai-lhe tudo em cima. Não vejo a razão de tanta felicidade desses Tritulares…eu por mim, se me deixassem dava de frosques de tritular e passava a professor normal, e se podesse sia-a do ensino, Acabou-se o Ensino, começou a maior burocracia demagógica deste século em Portugal, a avaliação dos docentes. UMa Aberração total.
Julho 15, 2008 at 6:04 pm
Os que são “Verdadeiros Titulares” talvez! Mas são muito poucos!!!!!
Existe entre os professores a ideia que tudo vai ficar igual!!! Vamos ser todos corridos a Bom ( como antes Satisfaz)! Os departamentos começaram por recusar as primeiras grelhas e na semana passada foram apresentadas as mesmas grelhas como se fosse algo irreversível!!!
Julho 15, 2008 at 6:50 pm
O Paulo afirma:
“Era bom que o CCAP denunciasse que a legislação apenas se preocupa com a forma das aulas e nada com o conteúdo científico.”
Afirmação pertinente.
No meu Departamento de Ciências Experimentais, temos docentes de Matemática, Física e Química, Biologia Geologia, Electrotecnia, Mecânica, Construção Civil e Informática . São aproximadamente 80 docentes. O grupo de Informática não tem professores titulares. Quem terá competência científica para avaliar um professor que leccione, por exemplo, Técnicas de Programação ou Planeamento de Redes Informáticas?
Julho 15, 2008 at 6:54 pm
Esclareçam-me se puderem.
Qual o diploma legal que estabelece que os professores titulares não têm aulas assistidas? Então isto já mudou, ou tenho andado distraído!
Julho 15, 2008 at 7:04 pm
Sem dúvida, uma afirmação pertinente.
No entanto, se acontecer a estas recomendações o que aconteceu às primeiras, o que delas resulta é nada.
Porque elas, depois de analisadas, resumem-se a nada, pelas incongruências, deficiências e insuficiências de que são portadoras.
Veja-se a análise que o Paulo fez. É preciso mais exemplos?
Este CCAP tem uma missão impossível. Os seus elementos não representam ninguém, nem a si próprios.
É evidente que nem toda a gente tem estofo para isto nem está disposta a fazer este papel, mas o currículo, hoje em dia, é muito importante e por ele até se faz de conta e se percorre o fio da navalha.
Julho 15, 2008 at 7:20 pm
lua (2)
Não haverá aí confusão entre titulares e coordenadores? É que nem todos os titulares são coordenadores…
Julho 15, 2008 at 7:47 pm
kinhapr Diz:
“Eu só tenho 12 anos e não percebi nada.
Mas era bom ter bons professores e boas escolas.
Boa tarde.”
Eu tenho várias vezes 12 anos e percebi o mesmo. TPC: aprender a tabuada c’os dedos.
Julho 15, 2008 at 7:55 pm
Excelente análise. Concordo com tudo.
Já tou cansada de ouvir “malhar” nos titulares!!!
Há, entre os comentadores, algo que me faz alguma confusão. É esse sentimento de quase ódio aos titulares e avaliadores. Acontece que não foram os titulares que criaram a injustiça da divisão da carreira e também não escolheram ser avaliadores.
Aqueles que estão sempre contra os titulares eu pergunto: Se reunissem as condições(apesar de injustas) não teriam concorrido? Principalmente aqueles que, como eu, não estavam no décimo escalão?
Os avaliadores foram “apanhados” no exercício do cargo de coordenador de Departamento, cargos que ninguém queria e para os quais foram eleitos.
As pessoas que vocês conhecem são, para mim, bem estranhas. Na minha escola não conheço um único avaliador que o fosse se tivesse alternativa. Quanto às “grelhas” são, todas as que conheço, do pior. Na minha escola, ainda não foram aprovadas, mas vão ser. O CP pediu aos departamentos/ professores que dessem sugestões, alterassem…enfim, pediu socorro. Não queria assumir a responsabilidade sozinho. Não houve sugestões. Sabem porquê? porque não há volta a dar. É por isso que a análise do Paulo está excelente. Não há volta a dar aquelas fichas de avaliação brutais que o ME nos impôs.
Julho 15, 2008 at 8:04 pm
A culpa é da hipótese de fax.
Julho 15, 2008 at 8:23 pm
Uma questão, a propósito de uma passagem do post…
“Ora como muito bem sabemos, a avaliação das aulas observadas (e não só) reporta (… )”
Não é suposto as aulas serem apenas observadas e não avaliadas?
Sempre entendi que a avaliação tinha por base diversos indicadores, alguns dos quais obtidos através da observação das aulas. Estas não tem que ter uma avaliação, pois o objectivo não é dizer se a aula é boa, má ou assim assim…
Julho 15, 2008 at 9:00 pm
(Isabel g.)
- coordenadores de departamento
- coodenadores-adjuntos
- coordenador de projectos educativos
-coordenadores dos DT
-coordenador dos apoios
-coordenador da Biblioteca
Coordenador de outras coisas que não me lembro….
Na minha escola são todos coordenadores de alguma coisa! E acho bem!
laranjalima! Esse é o espírito de um verdadeiro “titular”, que provavelmente antes de ser titular já o era,pela dignidade e pela sabedoria de quem chegou ao topo da carreira e enfrentou tantas reformas! Gostava que fossem todos como o(a) laranjalima. Mas não são! E sem generalizações, muitos titulares estão a gostar de o ser e começam a ameaçar e a pressionar os colegas! Eu sei que vou ser uma vitima! Sempre que questiono as grelhas e metas e objectivos sou acusada de não aceitar ser avaliada!!!
Julho 15, 2008 at 9:01 pm
A observação da aula é um dos intens da avaliação do docente, conjuntamente, com a documentação, planificações, portefólio, e o novo Plano Individual de Desenvolvimento Profissional PIDP, onde estarão as dimensões e os domínio do decreto 240/2001, entre outros… muita burocracia, muito papel.
Quem inventou nem sabe explicar e sobrou para as escolas e professores a forma de pôr em prática toda esta verborreia.
Julho 15, 2008 at 9:02 pm
Espero que todos os colegas que passam por este fabuloso espaço do Paulo compreendam que será fundamental que nós, no próximo ano lectivo, estejamos bastante atentos a todas estas falhas, incompatibilidades e incongruências que este “monstro” possui e que o Paulo tão bem “esmiúça”.
E que as divulguemos o máximo possível, entre colegas das nossas escolas e por mail.
É que residirá na nossa união a divulgar estes problemas, a questionar este sistema, que poderemos “matar” o monstro…
… e, quem sabe, não tombamos também uma monstra…?
Julho 15, 2008 at 9:16 pm
Paulo: já tinha tentado colocar um comentário sobre este assunto em post anterior e não consegui… engraçado que eu tinha deixado no blogue terrear o vocábulo delicodoce ( num post mais recente)… andamos muitos a pensar no mesmo!!!…
Julho 15, 2008 at 9:26 pm
Para reflexão ( quem não tiver paciência para ler as recomendações 1, 2 e 3 do Conselho Científico- estes professores, desculpem a ingenuidade , opagam-lhes para nos complicar ainda mais a vida?)
http://www.professoresramiromarques.blogspot.com/
Julho 15, 2008 at 9:33 pm
Andei eu a a espalhar a notícia da saída destas recomendações do CCAP!
Aguardem, e tal….
E sai isto!
E vamos conseguir 1 avaliação muito mais doce:
-3 aulas assistidas com os respectivos planos de aula,a acordar entre avaliadores e avaliados.
- não há dossiê e, muito menos, portefófios;
- Toda a informação documental é remetida para documentos e actas dos departamentos e de conselhos de turma.
Julho 15, 2008 at 10:57 pm
Quando não se falava ainda da avaliação dos professores e se queria animar uma discussão bastava colocar questões relacionadas com a avaliação dos alunos. Mas nada que se compare a uma avliação de professores!
Já não há gente de coragem! Tudo se acomoda! E depois descascam nos políticos que apenas defendem o seu interesse. O que se vê no seu lugarzinho cada um defender o seu pequeno interesse!
Então, a coragem está só quando são cem mil?
Julho 15, 2008 at 11:03 pm
http://www.youtube.com/watch?v=S7_YFKyhQMI&feature=related
meu caro leonardo o que está acontecer é simplesmnte isto..
Julho 15, 2008 at 11:04 pm
leonardo, o boy-rosadinho, ataca outra vez…
Enfim… vozes de boys-rosados não chegam aos céus.
…………………………………….
O processo, acredito eu, será todo ainda mais “simplificado” com o decorrer dos tempos.
O problema é que o ECD e a Gestão ficarão.
E o governo, se não dermos a volta a isto, ficará com os louros de ter “posto os professores na linha com uma fantástica avaliação que distingue e premeia os melhores.”
Temos de legalmente, baseados nas incongruências e pelos vistos evidentes inconstitucionalidades, conseguir dar a volta a isto.
Mas vai ser precisa muita, muita união. E temos que, ao “detectar atitudes adesivas”, agir em conformidade.
Mas continuo a achar que precisamos dos papás nesta luta: sem eles não venceremos.
Por isso, Plataforma, façam o vosso trabalho de férias muito bem feitinho…
PAIS + ALUNOS + PROFESSORES = VITÓRIA DA ESCOLA PÚBLICA
Julho 15, 2008 at 11:05 pm
“Muito menos um que não seja papelento e burocrático, pelo que esta grelha, sendo interessante, dificilmente será levada a sério pelo ME.”
Já viram?, os projectos Ciência Viva estão escondidos há dois anos. Tive quatro aprovados, mudei (mudaram-me) de escola e finaram. Claro que quem lá ficou, alguém mais graduado, deve ter feito uma figura que só vista: nada. Viu-se, professores por decreto!
Julho 15, 2008 at 11:06 pm
FAFE mais vale ir apanhar carrasquinhas e fazer uma bela açordinha….
Julho 15, 2008 at 11:10 pm
Cada um é que sabe, eu ainda tenho deformação profissional.
Julho 16, 2008 at 12:21 am
Lua, mas os titulares não-coordenadores também têm aulas assistidas, escusam de dar pulos de alegria. A grelha também é para eles. E os coordenadores escusam de se estar a rir, porque só estão dispensados de ser grelhados durante um ano. Se a coisa continuar como está, passam a responder pela mesmíssima grelha que agora aprovarem. E depois de beberem o seu próprio veneno talvez o achem amargo, especialmente quando for ministrado por um inspector. Aí é que vai ser rir!
Por isso, senhores coordenadores, convém terem muito juízo e não aprovarem nada mal feito em Pedagógico. Se não está conforme, eu votarei contra.
Já agora, o que acontece se um Pedagógico não conseguir aprovar os documentos necessários? Vão todos presos?
Julho 16, 2008 at 12:58 am
João!
Andam a circular boatos( com origem nessas acções de formação) de que os titulares vão ser dispensados das aulas assistidas, sobretudo os coordenadores avaliadores! Pelos vistos os inspectores estão a pressionar para que assim seja! Dizem algumas pesssoas que será estabelecido um acordo entre o ME, a IGE e os PCE para que assim aconteça no práximo ano!!
Julho 16, 2008 at 1:09 am
Mas podem ser só boatos!
Julho 16, 2008 at 2:30 am
(24) – «E depois de beberem o seu próprio veneno talvez o achem amargo, especialmente quando for ministrado por um inspector. Aí é que vai ser rir!»
Ora aqui se sintetiza de forma magistral o verdadeiro e único problema do ensino português: a falta de clarividência.
Isto já era mau. Agora que o ME conseguiu pôr todos contra todos, o filme mais visto é o das víboras a comerem-se uma às outras.
Julho 16, 2008 at 4:16 am
João
Estou com o 25sempre25
“Isto já era mau. Agora que o ME conseguiu pôr todos contra todos, o filme mais visto é o das víboras a comerem-se uma às outras”.
Desculpe a minha insistência, mas estão a orientar mal as baterias: o inimigo é o criador do monstro que, neste momento, se deve estar a rir, na 5 de Outubro, a ler estes comentários.
Quem disse ao João que os avaliadores, não sabem que vão ser avaliados? Vão ser avaliados pelas mesmas grelhas e por mais uma bem terrível. Até o João o vai avaliar. Tem aí uma excelente oportunidade de destilar nele “o tal do veneno”.
Se o coordenador é assim tão mau carácter porque votaram nele para vosso coordenador? Eu nunca teria votado numa pessoa assim, a não ser, e aí estão desculpados, que não houvesse mais ninguém. Mas a regra era “descartar” para cima de uma vítima que todos diziam “ter perfil” porque na realidade ninguém queria ser.
Julho 17, 2008 at 2:29 am
Nem quero acreditar, quando oiço e leio, que um professor tenha o desplante de dizer que vai avaliar o desempenho profissional de um seu colega de carreira.