Mais 50 mil vagas para cursos profissionais este ano
Ensino. Lugares disponíveis para alunos que optem pela via profissional estão a aumentar. Objectivo é cursos profissionais serem metade da oferta no secundário em 2010. Tecido empresarial acolhe bem esta aposta
(…)
No próximo ano lectivo haverá mais 50 mil vagas nos cursos profissionais do ensino secundário. A aposta do Governo na formação técnica, que dá equivalência ao 12º ano e permite ingressar directamente no mercado de trabalho, abrange este ano os 95 mil alunos. Informática, energia e electricidade, área social e turismo e lazer são as áreas onde os jovens a partir do 9º ano poderão encontrar mais vagas nas escolas profissionais e nos estabelecimentos de ensino.
Eu gostava é que fosse feita uma avaliação do impacto destes cursos, por exemplo um ano depois de concluídos, para percebermos que influência tiveram no destino profissional dos alunos. Ou se em muitos casos, mais não passa do que de fazer uma espécie de Ensino Secundário na pista mais curta e rápida.
Porque se isto não passa de um expediente para dar diplomas e certificados sem ganhos efectivos em termos de ganhos no mercado de trabalho, tudo não passa de um truque como outro qualquer para as estatísticas.
Porque o conhecimento directo e os testemunhos que nos chegam sobre a criação e funcionamento destes cursos, apesar do esforço de muitos dos docentes envolvidos, roça o caricatural.
E faz lembrar o que se passou com o Ensino Superior no período do crescimento selvagem. Tudo valia. Depois vimos no que deu, com as Modernas, Internacionais e etc.
Julho 15, 2008 at 11:39 am
Creio que o Benfica já contratou meia dúzia de jogadores formados no Curso Novas Oportunidades de Jogador de Futebol na Guarda. Na falta de tantos reforços anunciados e não concretizados, voltaram-se para o mercado interno.
Julho 15, 2008 at 12:01 pm
Desculpa lá mas isto é muito mais sério do que pensam… eu já leccionei estes cursos e é uma grande treta, pois o nosso sistema, os nossos alunos e os nossos colegas não estão preparados para este tipo de cursos…
Consequência desta anormalidade, largos milhares de jovens vão ser vergonhosamente enganados…
Isto é muito grave.
Julho 15, 2008 at 12:53 pm
Enquanto o Presidente da República elogiar os resultados da Matemática, quem é que quer saber das Novas Oportunidades?
O logro em que induzimos os nossos alunos e as famílias só vai ser avaliado daqui a vários anos e aí, já cá não estão os responsáveis. Talvez algum esteja na Presidência da República e se mostre preocupado com o estado do país.
Julho 15, 2008 at 1:08 pm
informação
(Decreto-Lei n.º 124/2008
de 15 de Julho)
alterações às condições de colocação em situação de mobilidade
especial
http://www.dre.pt/pdf1sdip/2008/07/13500/0443504441.PDF
Julho 15, 2008 at 1:44 pm
E um pouco ao lado desta notícia, já leram esta análise?… sobre as recomendações do Conselho Científico ( assunto: avaliação)?
http://educacaosa.blogspot.com/2008/07/v-quais-agradas-no-quantos.html
Julho 15, 2008 at 4:33 pm
Estes cursos existem desde o ínicio dos anos 90 nas escolas profissionais, nessa altura as escolas públicas deixaram de poder leccionar os cursos técnico-profissionais que na altura tinham, tendo estes sido substituidos pelos por cursos tecnológicos(um fracasso).
Um dos problemas destes cursos é a atribuição das disciplinas técnicas aos professores do ensino regular, quando deviam ser entregues a formadores.
E alternativa aos cursos profissionais só há uma: os Cursos Gerais, que nem todos têm capacidade para fazer.
Julho 15, 2008 at 4:56 pm
O problema não está na atribuição das disciplinas técnicas aos professores, sejam eles do ensino regular ou não, pois, têm que ser da área dos cursos. O problema é que as nossas escolas não têm a organização das escolas profissionais. Os professores têm que lidar com as várias realidades que existem numa mesma escola onde predomina o ensino regular.
Julho 15, 2008 at 4:59 pm
“Eu gostava é que fosse feita uma avaliação do impacto destes cursos, por exemplo um ano depois de concluídos, para percebermos que influência tiveram no destino profissional dos alunos.”
Eis o cerne da questão na conclusão do “post”: sempre houve quem defendesse na realidade que conheço com o apoio da então psicóloga escolar, que estes cursos e os dos antigos “currículos alternativos” deveriam ser objecto de um estudo criterioso para lá da conclusão dos mesmos. Não é impossível proceder-se a uma observação de resultados relativamente à integração dos alunos na vida activa. Para que servem as ofertas se depois ficamos sem saber se houve resultados práticos das medidas em questão?
Quanto ao comentário de DA (5), parecem-me os cursos profissionais ultrapassar o problema – que já é relevante – das aulas leccionadas por professores não especializados nas componentes práticas. Enunciaria ainda a falta de equipamentos e materiais específicos. Tentou-se uma cópia das antigas “escolas técnicas”, mas pela rama, ao exemplo de tantas medidas em diversos sectores.No entanto, não é essa a mensagem veiculada na comunicação social pelos responsáveis do ministério.
Acrescentaria ainda – pelo menos na realidade que conheço – o esforço dos coordenadores dos CEFs, deslocando-se em transporte próprio, sem qualquer ajuda financeira, a fim de contactarem empresas para conseguirem estágios para os alunos. E muitas das tentativas acabam por não ter sucesso.
Só se deveria fazer o humanamente possível, mas acabamos por desejar um melhor futuro para os alunos e trabalhamos com recursos pessoais para depois se vir acenar com resultados estatísticos pagos com verba que ultrapassa a dos impostos e já entra no “bolso” de cada um.
O mesmo se aplica a tanta coisa feita em casa por não existir espaço físico para preparação de aulas, impressoras a funcionar em condições e todo um conjunto de condições inexistentes.
Aqui baseio-me na realidade que conheço, possivelmente haverá outros locais com salas de trabalho e equipamentos em bom estado de funcionamento, bem como condições para leccionação de CEFs. Talvez exista esse universo mais organizado, mas desconheço-o.
Julho 15, 2008 at 5:19 pm
U.A. NA PRAIA E NOS SUPERMERCADOS
Campanhas para responder a quebra na procura 2008-07-15 00:05
Universidade Autónoma capta alunos na praia e nos hipermercados
A Universidade Autónoma de Lisboa (UAL) vai lançar, na próxima semana, uma campanha publicitária para captar novos alunos na praia, hipermercados e nos principais estações de transportes no acesso a Lisboa.
Madalena Queirós
O objectivo é chegar à população activa que poderá ingressar no ensino superior através do regime “Mais 23”. Estão previstas acções de campanha nas estações da Fertagus, da CP e visitas a empresas com um elevado número de trabalhadores como a Auto-Europa, hipermercados Jumbo e da Sonae. “Pretende-se contrariar a tendência da quebra de candidatos que se tem registado no ensino superior privado”, sublinha Manuel Serejo, director da Marketing e Comunicação da UAL. Para isso a universidade reforçou em 10% o orçamento de publicidade.
http://www.mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/
Julho 15, 2008 at 6:31 pm
Tenho turmas do profissional e nessas turmas para cumprir o programa e o nº de horas definido nesse programa ,tenho de dar aulas “extra “semana sim ,semana não durante todo o ano . Isto significa que dou 2 horas por semana extraordinárias sem ser paga ! Já reclamei mas ninguem quer ouvir .
Gostaria de acrescentar que estes alunos sabem muito pouco ,não se esforçam nada (com raras excepções ) mas os professores acabam por facilitar pois se não o fizerem terão que fazer mais testes e mais testes até os alunos conseguirem !Os meninos não se chateiam muito pois se não passarem num teste pedem ao professor para fazerem outro teste !
Se o professor estiver doente é obrigado a dar essas aulas mas com o horário que os alunos têm muitas vezes isso só é possível nas férias !
Julho 15, 2008 at 7:02 pm
Iremos assitir a um “boom” de diplomados impreparados e depois aparecerá outro político a insinuar para a praça pública que a culpa é da incompetência dos professores.
Julho 15, 2008 at 7:09 pm
Volto a insistir, a coisa é muito mais séria do que isto…
Julho 15, 2008 at 7:13 pm
Um dos grandes objectivos destes cursos poderá ser diminuir a criminalidade nas ruas.
O objectivo principal do ECD é diminuir gastos com os vencimentos dos professores.
Porque não dizem a verdade?
Julho 15, 2008 at 7:15 pm
A verdade quink é que se f.. todos ..a bem dizer já todos nós estamos…
Julho 15, 2008 at 7:17 pm
A Fonte do Interesse
E de vez em quando é assim: vivo numa suspensão de tudo, de interesses, de leituras, de escrita. Possivelmente é um erro supor-se que um interesse, seja qual for, reside nisso mesmo em que se está interessado. Não está. Um interesse remete sempre para outro e outro, até ao interesse final que tem que ver com a própria vida, o motivo global que nos impulsiona. Há pelo menos que haver uma razão final e genérica para que as razões circunstanciais ou ocasionais tenham um efeito propulsor. Há que termos essa razão, mesmo inconsciente, para que todas as outras actuem em nós. E o que não acontece quando por exemplo dizemos que estamos sem interesse. Não nos apetece ler, não nos apetece escrever, não nos apetece ir ao cinema, ouvir música etc, quando falta uma razão global em que isso se inscreva. E então dizemos sumariamente isso mesmo: que não nos apetece. Se temos um grande desgosto, se estamos condenados por uma doença etc. justifica-se o desinteresse por essa razão. Significa isso que essa razão é o fundamento global que nos falhou para qualquer outro interesse subsistir. Os que superam esse estado são excepcionais, ou loucos ou de força de vontade ou obsessivos, o que tudo é um modo de dizer que se está fora dos limites normais. Hoje estou em dia de suspensão – venho-o estando, aliás, há já dias. Só não sei a razão fundamental para que seja assim. Vou pensar aplicadamente, a ver se sei.
Vergílio Ferreira,
Julho 15, 2008 at 7:22 pm
O espírito de competição, considerado como a principal razão da vida, é demasiado inflexível, demasiado tenaz, demasiado composto de músculos tensos e de vontade decidida para servir de base possível à existência durante mais de uma ou duas gerações. Depois desse espaço de tempo, deve produzir-se uma fadiga nervosa, vários fenómenos de evasão, uma procura de prazeres, tão tensa e tão penosa como o trabalho (pois o afrouxamento tornou-se impossível) e finalmente a desaparição da raça devido à esterilidade. Não somente o trabalho é envenenado pela filosofia que exalta o espírito de competição mas os ócios são-no na mesma medida.
O género de descanso que acalma e restaura os nervos chega a ser aborrecimento. Produz-se fatalmente uma aceleração contínua cujo fim normal são as drogas e a ruína. O remédio consiste na aceitação duma alegria sã e serena como elemento indispensável ao equilíbrio ideal da vida.
Bertrand Russell,
Julho 15, 2008 at 7:25 pm
o futuro..
Julho 15, 2008 at 7:27 pm
quink esta é para ti…
Julho 15, 2008 at 7:28 pm
bigbrother
Julho 15, 2008 at 7:29 pm
bigbrother, sabes o que é isto dos cursos profissionais? Já te contei como são as minhas aulinhas não é?
Julho 15, 2008 at 7:33 pm
Pois e o visiemse tambem..esteve cá este fim de semana..a bem dizer só falta dizer que o melhor é ires só com cuecas..eles roubam tudo…eles roubam tudo..quink tudo se resume a uma coisa: alguém verdadeiramente são acredita na validade destes cursos..? Isto é um brainswashing social ..cria-se uma sociedade amorfa, sem cérebro que reaja a estímulos básicos: shooping malls..
Julho 15, 2008 at 7:39 pm
Mais, aquilo é feito por módulos em que alguns chumbam. Para o ano, os que pegarem na turma que eu deixei não só não saberão o que eu leccionei, como aos outros não vai servir de nada aquilo que aprenderam… Ou seja, Ao fim de 3 anos, creio que nem eles nem ninguém saberá dizer quais os módulos que fizeram ou deixaram de fazer…
Isto para já…
Julho 15, 2008 at 7:40 pm
Depois, são uns verdadeiros analfabetos e também não percebem a língua falada, além de desconhecerem tudo o que não seja futebol…
Julho 15, 2008 at 7:42 pm
Alguém explicou aos EE que eles podem dar no primeiro ano as faltas máximas pensadas para os três anos…
Julho 15, 2008 at 7:43 pm
Sabem que há craques destes que nunca foram a uma única aula de um módulo, por exemplo, e não chumbam por faltas?
Julho 15, 2008 at 7:44 pm
Depois os colegas ficam muito espantados por eu dar zero… pois se nunca o vi, o quê que devo dar???
Julho 15, 2008 at 7:47 pm
Pior que isto só os CEFs e os PIEFs… querem fazer um país de CEFs? Pobes professorinhas deste país, que anos negros se avizinham…
Acho que vou lá avisá-la…
Julho 15, 2008 at 7:53 pm
E para o ano com o novo estatuto do aluno vais ver no 2º,3º e secundário ..daqui a uns 10 anos quem nascer já vem com 12 ano incluído..certicado pelas novas oportunidades..
http://www.youtube.com/watch?v=2Wf6Qt9CV_Q
http://www.youtube.com/watch?v=S7_YFKyhQMI&feature=related
IMPOSSÍVEL?..PELO CONTRÁRIO JÁ ESTÁ A CONTECER..
Julho 15, 2008 at 7:58 pm
Estou a falar a sério…
Julho 15, 2008 at 8:00 pm
Tens de fazer sínteses descritivas de cada aluno, por cada módulo e, bem, os DTs nem te passa o que têm de fazer… Ainda este ano consegui evitar que dois cometessem p suicídio à minha frente… eh,eh,eh,
Julho 15, 2008 at 10:34 pm
É. Este ano SÓ tive turmas de CEF. Não sei como não cometi suicído. Como eu o compreendo quink… Mas quink este país está mesmo transformado num país de CEfs, veja-se o tiroteio de Loures. Tudo de arma na mão e nada acontece. Olha, são os pais dos meus alunos! Põe-te a pau. Dá-lhes com a positiva. Fogo! Justifica já as faltas dos gajos. Dá fichas para compensar as horas de formação. Qual formação?!
Julho 15, 2008 at 10:51 pm
A mim, alegadamente, pareceu-me que o tipo que, alegadamente de bigode, que alegadamente de qualquer coisa, que alegadamente apareceu na TV como alegado representante, coisa e tal, não terá aparecido alegadantente na coisa, por alegadamente eu não ser sociólogo. Perdoem-me as alegadas vírgulas, preciso duma bombinha.
Julho 15, 2008 at 10:52 pm
Hehehe, alegadamente.
Julho 15, 2008 at 10:55 pm
AQUILO EM LOURES NÃO FORAM OS CIGANOS NEM OS PRETOS…eram betinhos de cascais disfarçados–vocês não viram o modo como pegavam a caçadeira….nã qual ciganos e pretos ..eram batinhos de cascais ..
Julho 17, 2008 at 5:40 pm
calemse burros vcs não sabem do que falam, racistaas merdosos