Já saiu o primeiro número da revista (Ops – Revista de Opinião Socialista) associada ao movimento dito alegrista no seio do PS. Algumas matérias são interessantes, desde logo o tema dominante. Interessante a análise de André Freire, um dos raros politólogos da área da Esquerda que vale a pena ler e ouvir.
Quanto ao resto registe-se o escasso espaço ocupado pelos temas educativos, apenas à laia de reportagem nas pp. 30-31, assim como a elevadíssima proporção de sociólogos entre os articulistas, assim como os formados ou docentes no já incontornável ISCTE, uma espécie de gabinete de estudos e estudiosos na área socialista.
Como não desperdiço uma assinatura gratuita, já pedi a minha, mas espero que isto melhore, porque a coisa está assim a meio caminho entre O Militante (pela singeleza do grafismo) e uma qualquer publicação dinamizada pelo Bloco de Esquerda (pelo conteúdo e parte do espectro opinativo).

Julho 14, 2008 at 1:52 pm
Não tem nada a ver com este post o comentário que se sehue. Tem mais a ver com a imagem que me desperta para um certo dia longínquo – 8 de Março 2008 – que parece nem ter acontecido…
Leia-se ( eu já tinha lido ideias semelhantes em colegas próximas – tudo em adoração ou rendido à “lavagem ao cérebro”?) este testemunho:
http://existenteinstante.blogspot.com/2008/07/balano-em-balana.html
Boa semana.
Julho 14, 2008 at 1:55 pm
O colega que escreve esse blogue é daqueles que me critica por ser demasiado duro e crítico, pertencendo ele à escola da concórdia.
Isto quando não é apenas rude no trato daqueles de quem discorda.
Mas isso são coerências que não se notam ao espelho.
Assim fica a poesia e a sensibilidade dos que aceitam fazer o que lhes mandam, mas sempre com dor na alma quando carregam no gatilho.
Julho 14, 2008 at 2:12 pm
Tché!, está na hora da sesta.
Julho 14, 2008 at 3:18 pm
Que bela vida Fafe.
Olhe se tivesse o mesmo desarranjo de jet-lag com as sestas que eu, o problema que não seria!
Nota-se bem a sua estirpe latina, pois…
Julho 14, 2008 at 4:25 pm
(1),
Também estive a ler.
Por um lado, temos as ” afectuosas cumplicidades” e o partilhar de dúvidas e reflexões entre os formandos. Por outro lado, temos a acção de formação em si mesma, sobre a avaliação docente, cuja assertividade da formadora sossegou os espíritos mais inquietos e propiciou os “afectos”.
Julho 14, 2008 at 4:30 pm
Isto não tem muito a ver com este post, mas aqui vai, ainda a propósito da posição corajosa de Maria Filomena Mónica ao atacar as escolas e cursos de pedagogia (os chamados pedabobos do eduquês)
É evidente que ao fazer isso ela mexeu num vespeiro de interesses instalados e sujeitou-se a chumbo do grosso.
Outras escolas e cursos que também operam, de certa forma, no “vazio” (será poa causa daquela estória da Era do Vazio?) são as escolas de jornalismo. Como João Pereira Coutinho salientou uma vez, se as escolas de jornalismo desaparecessem, ninguém lhes daria pela falta (excepto, claro, os que lá vão buscar o cheque).
Porque na formação de professores e de jornalistas, o principal são os CONTEÚDOS. A forma de os transmitir vem depois. Os alunos deveriam estudar aprofundadamente Direito, Economia, Biologia, História, etc. e depois, NUM PLANO SECUNDÁRIO, aprenderiam pedagogia, se quisessem ser professores, ou as regras do jornalismo, se quisessem ser jornalistas.
Julho 14, 2008 at 4:38 pm
Grande dia o de 8 de Março…
Quando é que há mais?
Julho 14, 2008 at 4:45 pm
Paulo Guinote : E para nosso desassossego ( enquanto outros, pelos vistos ficam com os espíritos sossegados) li a partir do blogue de José Matias Alves ( foi daí também que parti para ler o “sossego” referido em 1) as seguintes recomendações do Conselho Científico, recomendações que estão também a ser muito bem recebidas por muitos, bastantes!!!
http://www.ccap.min-edu.pt/CCAP-REC_2-2008.pdf
http://www.ccap.min-edu.pt/CCAP-REC_3-2008.pdf
Quando viermos de férias, tudo estará pacífico e cordeirinhos não faltarão…
Boas férias, se já é caso disso.
Julho 14, 2008 at 5:13 pm
prevê-se um ano lectivo e peras! Só apetece fugir! O blogue que é posto em (1) até mete nojo. coitados dos colegas que estiverem sob a alçada daquele coordenador… Mas olhem que não é caso único; o meu é igualzinho!
Julho 14, 2008 at 5:25 pm
“Para onde vamos? perguntou Manuel
Sarmento. Para o social liberalismo
ou para uma sociedade mais justa e
com acesso à educação para todos”
Esta pergunta não tem sentido no quadro da actual política de educação em Portugal.
Porquê ? Porque os dois modelos se conjugaram e imbrincaram de tal maneira na lógica de gestão das escolas enquanto espaço educativo contratualizado entre o prestador de serviços Estado e o cidadão-cliente, que a “igualdade” se transformou numa mera retórica ideológica de actualização perversa do “darwinismo social”.
Ou seja, a esquerda e os cientistas da educação atiraram o elitismo e a selecção pela janela fora, mas fizeram-nos entrar pela porta principal, a partir do momento em que reconhecem a inevitabilidade da “diferenciação pedagógica” associada à necessidade de sucesso para todos.
O que significa então inclusão e sucesso neste ambiente de “prestação de contas” e de “racionalização económica” ?
Só pode significar uma coisa: hierarquização das escolas em função dos “resultados” avaliados em termos contabilísticos, ou seja, distinguir as escolas de acordo com um critério de selecção assente em no cálculo empresarial capitalista: precisamente o contrário daquilo que aparentemente se anunciava!!
Portanto, a pergunta a colocar deveria ser: QUE TIPO DE JUSTIÇA PROCURAMOS COM A ESCOLA ????? JUSTIÇA PEDAGÓGICA OU JUSTIÇA SOCIAL ????
Porque as duas podem e quase sempre estão em oposição, a partir do momento em que a engenharia social planificada se sobrepõe ao acto pedagógico livre, e isso é algo difícil de aceitar da parte dos andróides formatados em Bourdieu, Perrenoud, Meirieu, Castells, entre outros.
Julho 14, 2008 at 5:26 pm
Paulo Guinote Diz:
“Que bela vida Fafe.”
Não me queixo da vida – nem do coordenador.
Julho 14, 2008 at 9:16 pm
Eu também não. Da coordenadora.
Que não sei se será a avaliadora.
Da vida, tem dias.
Mas entre esta e a outra, acabo por preferi esta.