O Conselho Científico Para a Avaliação de Professores produziu na semana passada duas recomendações (nº 2/2008 e nº 3/2008).

Globalmente bem articuladas, caracterizam-se por querer dar coerência e suavidade ao processo de avaliação do desempenho dos docentes.

É uma espécie de anestesia entre o local e o geral. Adormece, mas não por completo.

O problema é que, trabalhando sobre uma legislação defeituosa, apenas tentam endireitar o que nasceu torto e não há maneira de conseguir corrigir, por muito lindas palavras que se teçam.

Mais logo tentarei explicar os pontos em que mais discordo destas recomendações, embora desde já seja evidente que o seu maior problema é aderirem, de forma pouco crítica, mas sempre imensamente construtiva, tão construtiva que realmente passa por manifesta adesivagem a um modelo que alguns dos conselheiros há não muito tempo consideravam mal concebido.