Inflação homóloga dispara em Junho e aumenta para 3,4 por cento
Enquanto isso o congelamento, na prática, continua…
E ainda temos de aturar João César das Neves a perorar como se fossem professores médicos e juízes a impedir o crescimento económico.
Não se trata de oprimir médicos, professores, juízes, funcionários ou polícias, mas de alinhar os seus benefícios com os respectivos contributos para o bem comum. As regalias de que gozam podem ser desejáveis em abstracto, mas ainda não são sustentáveis. Se o aparelho económico ceder debaixo do seu peso, todo o sistema colapsa. Neste momento ainda não cai, mas geme sem conseguir crescer. O próprio interesse dessas corporações exige um equilíbrio realista.
Para economista ou especialista em Economia parece-me ingénuo, demasiado ingénuo. Ou coisa pior…
Julho 14, 2008 at 10:48 am
Acho sempre tão estranho que nunca ninguém se refira aos políticos. Que contributo dão eles afinal para o país? Que fazem tantos deputados na assembleia? Por que razão aos votos brancos e nulos não correspondem lugares vazios no Parlamento?
Julho 14, 2008 at 11:28 am
E afinal os economistas, gestores e políticos anexos? Esses não têm “regalias”? E todos eles alinham os seus benefícios com algum contributo para o bem comum?
Veja-se o rombo dado pelas Águas de Portugal , quando TODA a gente gasta água, por isso onde não deveria haver tal prejuízo…
Vejam-se os prémios anuais crescentes dados aos administradores, quer de bancos quer de empresas públicas, que até parece que aumentam quando estas baixam os lucros. Isso é mérito?!
Como disse um sociólogo francês(?), há pouco tempo, num artigo da “Sciences Humaines”, hoje, os prémios de produtividade nada têm já a ver com a verdadeira produtividade — ajudaste a empresa a crescer, toma lá um bónus…– mas com uma arrevesada forma de aumentar o fosso entre o que já ganha mais numa empresa e o que nela ganha menos, mesmo que tenha sido mais produtivo, até, no seu escalão. É um mero distribuir de lucros a partir do topo, do género: tivemos lucros, embora menos que no ano passado. Sobrou dinheiro, vamos distribui-lo. Toma lá tu Joãozinho, que és o administrador do topo, e tu Manelito, gestor honorário… se sobrarem alguns tostões, “proporcionalmente, talvez cheguem ao Zezito das limpezas, embora sejamos considerados pela ASAE a empresa mais asseada do pais… É o império do Status e não da Justiça.
Já não falo pelos professores, que a nossa triste sina é ser a nossa profissão invisível aos demais (quanto muito pode surgir em 2ª mão e até distorcida aos pais). Mas os médicos, meu Deus! Este senhor nunca observou como os nossos médicos (pelo menos os que são funcionários públicos) dão o “litro” , quase sem tempo para se coçarem?! Está à vista de todos, ó Céus!
Julho 14, 2008 at 11:29 am
JCN é um dos reis do disparate publicado.
Faz parte de um certo grupelho moralista de freiras laicas q se empanturram de doces (+ ou – conventuais) e aconselham jejum aos outros.
Julho 14, 2008 at 4:45 pm
JCN e outros opinadores deslumbrados pelo neo-liberalismo na moda, apelam repetidamente às reformas de uma forma tão autómata que parecem o sistema de GPS do meu carro:
- “vire à esquerda”
- “vire à direita”
- “siga em frente”
Enquanto as palavras, globalização, mercado, liberalismo estiverem na moda eles repetirão incansavelmente: reforma, reforma, reforma…
Quando neo-liberalismo estiver démodé então no futuro apregoarão: revolução, revolução, revolução…
Quem não se lembra de alguns marxistas que no passado enalteciam as revoluções culturais e que agora aparecem hipnotizados pelo fundamentalismo neo-liberal?
Julho 15, 2008 at 12:06 am
.. gosto muito de imaginar o que é aconteceria ao país se acabassem os Joões Césares das Neves…não digo enquanto professores ou profissionais de outra coisa qualquer …mas enquanto “botadores de faladura”… “faziam tanta falta com a fome”,como se diz popularmante…
não se confunda o que pretendo dizer…não falo de pensadores livres, filósofos, “construtores” de ideias, ..falo, de “botadores de faladura” com os quais ou sem os quais as sociedades ficam na mesma … mas que se, ao menos, se calassem desaceleravam o seu metabolismo… e poupavam nos almoços, que, ao que julgo saber, não são à borla…
Julho 15, 2008 at 12:23 am
“O Aquecimento Global”
Parte da culpa é das vacas e do pinto do FCP.
Julho 15, 2008 at 1:19 am
Suponho que o senhor economista é também muito católico. Como tal, juntamente com outros economistas e políticos muito católicos e, não sei se por isso, muito iluminados, acham que que só eles têm as regalias justas. Aliás, se calhar ainda estão abaixo de justas.
Uns milhõezitos como o outro seriam mais justas.
Talvez se baixar num lado possa continuar a subir no outro. Se a desigualdade neste país já é a miséria que se sabe, então que mal tem aumentá-la um bocadinho mais? Não perca a sua fé, senhor economista!
Julho 15, 2008 at 1:31 am
Ah!, o JCN é que é um economista? Da economia de rato dele: iremos observá-lo, daqui a pouco, a nadar activamente para outros barcos – chama-se economia técnica.
Julho 15, 2008 at 2:07 am
Este animal de carga faz que não sabe que «médicos, professores, juízes, funcionários ou polícias» são o suporte das contas públicas. É dai que vem 90% dos impostos. Impostos e contribuições: IVA, IMI, combustíveis, IA, autoestradas, pontes,IRS, sei lá que mais. A alimária devia preocupar-se em perguntar ao governo e aos empresários (?) como pensam resolver o problema de que nunca falam, da dívida externa, que se deve exclusivamente ao enorme diferencial entre o que não produzem e o que temos de importar. Este é o verdadeiro drama desta desgraça de país. Para além da existência de JCN’s…