Ainda o de 2008/09 não está concluído, já se está a querer fazer passar a mensagem para o de 2009/10.

Chamo a atenção para dois aspectos especialmente gravosos, ou complicados de gerir, pois implicam a perda de direitos adquiridos («vantagens adquiridas» na terminologia de João Freire) ou a adulteração da antiga ordenação dos candidatos através dos efeitos da avaliação.

Para os professores de QZP:

* São obrigados a concorrer ao Concurso de Quadros de Agrupamento ou de Escolas Não Agrupadas;

NOTA: A obrigatoriedade é de concorrerem a um mínimo de 4 das actuais Zonas Pedagógicas, o que levará a que muitos docentes só consigam integrar um quadro muito distante da actual área possível para a sua colocação voluntária.

* Se não forem colocados em QA ou QE, mantêm-se como QZP e integram a Bolsa de Recrutamento;

NOTA:Poderá haver docentes com melhor graduação a obterem uma colocação em QA muito mais distante do que aquela que poderão obter os docentes menos graduados na bolsa de recrutamento, mas com os mesmo direitos profissionais…

* NOTA IMPORTANTE: os lugares que permanecem de QZP passam a ser negativos e extinguem-se quando os docentes que os ocupam forem colocados em QA ou em QE.

Para a ordenação dos candidatos:

* Classificação profissional
* Tempo de serviço
* Última avaliação do desempenho:

– Excelente: + 5 valores
- Muito Bom: + 3 valores
- Bom: + 2 valores

- Outras situações: + 0 valores

Isto vai acabar em muita falcatrua, compadrio e pouca vergonha. Em nome da flexibilização das regras do concurso e da sua não centralização, porque é «pesado» (nada que um computador artilhado não resolva em horas se o programa for decente) vai pulverizar-se qualquer hipótese de transparência e equidade nos concursos para a colocação de professores.

Desta vez começo mesmo a estranhar alguns silêncios e não falo sequer dos sindicatos. Há quem, pela sua acção passada, discorde claramente deste tipo de sistema. Seria boa ideia chegar-se à frente ou fazer com que alguém o fizesse.