Após as regras para fazer horários, organizar o ano lectivo e respectivo calendário, temos então o tal despacho sobre como devem ser atribuídas e leccionadas as ACND.
Falta agora o despacho sobre a indumentária apropriada para os professores, modelo de cortinas e/ou persianas nas janelas das escolas, horário adequado para espirrar e quantos docentes podem estar ao mesmo tempo no WC, sem que isso atente contra a boa ordem.
É sempre emocionante ver o apelo à Lei de Bases quando convém, como no penúltimo parágrafo da primeira página.
E depois todo a definição do programa informal, por despacho, da Área de Projecto e da Formação Cívica.
Não esquecer ainda que vai ser preciso planificar isto tudo no P.C.T. e depois fazer os respectivos relatórios no final, porque é tudo isso que melhora as aprendizagens.
Desde que fique registado em papel é que conta e só assim é que há garantia de desenvolvimento das necessárias competências. Se não existir relatório ou formulário preenchido os alunos não desenvolveram nada.
Julho 11, 2008 at 5:13 pm
Já agora de fato e gravata!
Julho 11, 2008 at 5:16 pm
O massacre legislativo é de tal forma que estamos paralisados perante esta “Blitzkrieg”.
Julho 11, 2008 at 5:17 pm
Se possível , em papel , muitas páginas, se houver números, melhor, que fica sempre bem e percentagens e registos disto e daquilo e reflexão sobre aquilo e aqueloutro, depois, não esquecer de fotocopiar em triplicado ou mais, para o dossiê daqui , dali e d’além…
Pedro Castro: fato e gravata para os senhores e fato saia e casaco para as senhoras…
Julho 11, 2008 at 5:18 pm
Eu já nem me dá para rir.
Tudo controlada ao milímetro.
E, depois, como refere, é um regabofe, a maior parte das vezes inútil, em relatórios e balanços.
Desde que acabaram as aulas, é um fartar de reuniões, para balanços e propostas.
Propostas?
Essas repetem-se todos os anos. E ficam arquivadas em dossiês.
O ano lectivo todo assim…..
E os relatórios repetem-se. Mas têm de ser feitos.
Quanto à indumentária, ao corte de cabelo,ao que comemos, e ao quando vamos ao wc, não serão assim coisas tão risíveis. Aguardem.
Julho 11, 2008 at 5:20 pm
rendadebilros, peço desculpa por esta omissão sexista.
Julho 11, 2008 at 5:23 pm
Professoras!
Nada de saias acima do joelho.
Nada de decotes. Tudo com golas altas.
Nada de saltos altos sexy.
Há que dar o exemplo.
Tudo de bata branca, sapatinho ortopédico e meias elásticas.
A seu tempo virá legislação.
Julho 11, 2008 at 5:24 pm
Fernanda: eu rio , embora com um riso amarelo, porque tomei a decisão de me aposentar em Dezembro… porque tens razão, veremos isso e muito mais; deixa que sejam as câmaras a “dirigir” as escolas e aguardemos para ver…o que acontece… eu já não sou desta escola, trabalho muito, é certo, mas não me calo…
Julho 11, 2008 at 5:29 pm
Não tem nada a ver com o post, mas não deixa de ser relevante, tendo em atenção as declarações que fez sobre os resultados de Matemática:
“Cavaco Silva diz que [sic] crise não afecta apenas o país.
O Presidente da República está preocupado com a crise e, sobre isso, sublinha que tem conversado com o primeiro-ministro. Cavaco Silva considera que está é uma situação internacional, que não afecta apenas Portugal.” TSF
É que o hábito de dizer banalidades desprestigia as pessoas.
Julho 11, 2008 at 5:32 pm
Caro Paulo Guinote
Todos quantos propõem e defendem barbaridades como as ACND deveriam clarificar quanto é que elas custaram até agora ao erário público e quanto continuarão a custar. Remeto para essa dimensão porque da outra – a cultural, a académica -, certamente a mais importante, esta gente não entende nem parece alguma vez ter entendido.
Um abraço,
Julho 11, 2008 at 5:36 pm
Eu gostava de saber quem idealiza estas coisas e as põe no papel…
Diz assim o ponto 6:
“6. A Área de Estudo Acompanhado deve ser assegurada pelo professor titular de turma, no caso do 1.º ciclo e, preferencialmente, pelos grupos de recrutamento de Língua Portuguesa e de Matemática, nos 2.º e 3.º ciclos.”
No 1º ciclo, a área de Estudo Acompanhado, em conjunto com todas as outras áreas curriculares, são leccionadas apenas por um professor – o professor titular de turma.
Não fosse ele a assegurar essa área, quem seria?
Julho 11, 2008 at 5:37 pm
Gabriel Mithá Ribeiro: é com muito prazer que o encontro aqui – já nos “encontrámos” noutro blogue a propósito deste assunto em que ambos falámos da nossa experiência e opinião sobre isto e não mudou nada: no entanto, ainda há pais que acham as ACND muito importantes. O 1º problema logo à partida é o currículo pesadíssimo em nº de horas das crianças e jovens, mas a alguns pais interessa que os meninos estejam na escola acompanhados, o resto não é essencial.
Julho 11, 2008 at 5:38 pm
jurema: chamava o vizinho do lado…
Julho 11, 2008 at 5:43 pm
De um modo geral, não vejo o que é que este despacho traz de novo para o 2º ciclo. O que lá vem já era feito há alguns anos por muitas escolas, por isso…
Mais um papel assinado por Valter Lemos, talvez julgando trazer a luz e a infinita sabedoria para as escolas.
Julho 11, 2008 at 5:51 pm
Vejam mais “esclarecimentos” sobre a avaliação:
(http://www.spgl.pt/cache/bin/XPQ3jTwXX4269eV28FetSMaZKU.pdf)
Patético, tudo isto.
Julho 11, 2008 at 5:56 pm
Agora as propostas já são “orais”… O máximo, não é? Que vergonha… Realmente os sindicatos perderem todo o respeito que ainda tinham:
(http://www.fenprof.pt/?aba=27&cat=108&doc=3477&mid=115)
Os sindicatos limitam-se a “ouvir” e a “divulgar”. Ao que isto chegou! Já não há vergonha? Como se prestam a estas figuras tristes???
Julho 11, 2008 at 5:59 pm
O Inútil, Silva!
http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2008/07/o-inutil.html
Julho 11, 2008 at 6:03 pm
Vejamos o que nos espera:
Projecto de concursos de professores
* A transformação dos actuais quadros de escola em quadros de agrupamento ou de escola não agrupada
* A progressiva extinção dos actuais quadros de zona pedagógica por colocação dos docentes em quadros de agrupamento ou de escola não agrupada;
* A alteração aos factores que determinam a graduação para concurso com a introdução do factor “avaliação de desempenho”.
Comentário:
1 – a transformação dos actuais quadros de escola em quadros de agrupamento ou de escola não agrupada significa a instabilidade dos professores desses quadros no que respeita ao local de trabalho que verão alargar-se da escola a cujo quadro pertencem, para o conjunto de escolas que compõem o agrupamento que, por vezes, coincide com um concelho.
2 – Competição desenfreada na avaliação de desempenho para quem se queira aproximar da área de residência.
Julho 11, 2008 at 6:07 pm
Falando de Sindicatos…
Manuel,
“Como se prestam a estas figuras tristes???”
É simples, se quem está nos sindicatos se mexer muito, ainda o ME se lembra deles e os manda de novo para as escolas… Acredito piamente que muitos não falem mais para não darem nas vistas.
Assim como acredito que muitos dos que estão nos sindicatos são professores que foram para lá para não darem aulas… O que torna tudo isto ainda mais vergonhoso, porque temos professores sindicalistas que “fugiram” ao trabalho das escolas a “defender” os direitos daqueles que lá continuaram.
Ou seja, porque hão-de aqueles que “não querem” trabalhar na escola defender quem lá trabalha?
Julho 11, 2008 at 6:11 pm
Comentário de uma amiga juíza representante dos encarregados no Conselho Pedagógico da minha escola:
“Vocês parecem aqueles condenados à morte à espera da “execução”! Não percebo a V/ não reacção?”
Julho 11, 2008 at 6:11 pm
O que eu sei é que os ditos sindicatos “aproveitaram-se” da manif dos 100 mil (onde uma boa parte dos professores foi à margem de sindicatos ou partidos), e depois não fizeram nada que dignificasse quem lá esteve.
“Como se prestam a estas figuras tristes???”
Eu acredito cada vez mais que os sindicatos servem-se a eles próprios, “servindo” as duas partes para irem ficando de bem com as duas…
Julho 11, 2008 at 6:13 pm
Pedro Castro (19)
Como já referiu, greve por tempo indeterminado…
Julho 11, 2008 at 6:17 pm
Boa tarde,embora esta situação não tenha a ver direcamente com o tema gostava, se possível, ouvir a vossa opinião. Na minha escola os professores titulares candidataram-se (apenas 2 não o fizeram + os que se vão aposentar em Setembro) ao conselho geral transitório. O presidente do CE ficou “danado” e tentou travar o processo. Não conseguiu. Perante este facto passou a ameaçar 3 deles (eu sou um) de que independentemente de serem ou não eleitos iriam ser designados coordenadores de departamento. É isto possível? A designação sobrepõe-se à eleição?
Obrigado
Julho 11, 2008 at 6:19 pm
Pedro Castro e jurema:
Então, dão-me razão. De que estão os professores à espera para entregarem os seus cartões e pararem de pagar quotas???
Sobre os concursos. ATENÇÃO!!!!
A última é que os profs. de QE/QA que não tiverem horário passam a “bolsa de recrutamento”, juntamente com todos os outros candidatos!!! Uma coisa que não é mais do que um “quadro de mobilidade especial”… Acordem por favor!!!!!??????
Julho 11, 2008 at 6:23 pm
Antonio Alves 22/:
Da maneira que isto está, tudo é possível. Voltamos ao tempo da outra senhora e até a PIDE já está instalada!!! Só não vê quem não quer…
Acho que não vai levar muito tempo para o povo reagir e quando isso acontecer, temo que não será com cravos…
Julho 11, 2008 at 6:24 pm
António,
Ui! Que belo exemplo do que se avizinha em muitas escolas já para o próximo ano lectivo…
Boa pergunta…
Eu julgo que não, pois se assim fosse as eleições perderiam o seu efeito. Eleger para quê se o director pode fazer o que lhe der na “real gana”? Não me parece…
Mas só consultando com mais calma a legislação para ver onde é que se pode basear para defender melhor a sua posição.
Todavia, se o Regulamento Interno da sua escola já foi alterado em função destas mudanças, é também uma questão de ver o que lá vem…
Julho 11, 2008 at 6:29 pm
Manuel (23)
Inteiramente de acordo.
Já vi, por experiência própria, que sou melhor a consultar e a interpretar a legislação do que certas pessoas do “meu” sindicato.
Uma vergonha. Queria eu tirar colocar uma questão e descobri que sabia mais do que as pessoas com quem falei!
Julho 11, 2008 at 6:32 pm
Manuel,
E os quadros de agrupamento não serão nos moldes de contratação por tempo indeterminado?!
Julho 11, 2008 at 6:43 pm
Jurema,
Porque razão não deixas simplesmente o “teu sindicato” e páras de pagar quotas? Esse esforço, canalizas para a nova plataforma de mobilização de professores. Que achas?
Julho 11, 2008 at 7:00 pm
António Alves/22
Na minha Escola, passou-se precisamente o mesmo e o Presidente do CE diz igualmente que as pessoas que estão a desempenhar os cargos de Coordenador de Departamento continuarão a sê-lo(não fazendo, por isso parte do CGT, mesmo que sejam eleitos), justificando que será um ano transitório e não faz sentido alterar a composição do Conselho Pedagógico. Não sei se isto faz sentido ou não mas parece-me que está um “caldinho” armado… se alguém tiver algum esclarecimento…
Julho 11, 2008 at 7:02 pm
por falar em autonomia
(será este O PS?)
http://www.opiniaosocialista.org/
Julho 11, 2008 at 7:08 pm
Manuel,
Por acaso já ando para fazer isso há algum tempo. Mas com o tanto que me andou a ocupar o tempo agora no final, enquanto escrevo e não escrevo a dita carta…
Julho 11, 2008 at 8:02 pm
Se fosse necessário mais algum exemplo de que a loucura atingiu níveis inusitados no ME, esta coisa legislativa viria a provar a toda a evidência esse facto.
– não pude evitar, foi mais forte do que eu
).
.
1- “As ACND constituem espaços de autonomia curricular da escola e dos professores.” Clarificação do dicionário de língua portuguesa: Autonomia, s.f., liberdade moral ou intelectual; independência. Vai daí a malta tem mesmo é de legislar essa coisa perigosa chamada autonomia. Henry Ford terá dito um dia que as pessoas podiam escolher a cor que quisessem para os seus carros desde que essa cor fosse o preto. O ME concorda.
2- “Decorrentes da implementação da reorganização curricular e dos estudos sobre as ACND, emergem duas preocupações que se traduzem, por um lado, na excessiva disciplinarização da função docente no 2.º ciclo (…)”. Sou só eu que não conheço estes estudos sobre as ACND? E o que é essa coisa da excessiva disciplinarização da função docente do 2º Ciclo? Os expertos do ME estão aí a pensar que vamos mas é dar genéricos a esta malta toda, será?
3- “Esta organização deverá constituir um elemento facilitador do trabalho transversal, favorável ao cumprimento do Projecto Curricular de Turma como instrumento decisivo para a regulação das aprendizagens e para a organização da vida escolar.” Homessa! Afinal a transversalidade é uma questão de distribuição de serviço! Boa! Só mesmo nas cabeças da malta do ME. Falta-lhes un je ne sais quoi… Experiência no terreno, quem sabe!
4- “(…) a dificuldade na articulação do trabalho dos professores das várias áreas curriculares, no caso dos 2.º e 3.º ciclos, relativamente ao trabalho a desenvolver na Área de Projecto e no Estudo Acompanhado”, mas então não é só distribuir e baralhar para termos esta articulação transversal?
5- “A Área de Estudo Acompanhado deve ser planeada, desenvolvida e avaliada, quando necessário, em articulação com outros técnicos de educação e envolvendo igualmente os pais ou encarregados de educação, e os alunos.” Gostei! A sério! Cá fico à espera dos tais técnicos de educação. Não percebo bem é a parte do desenvolvimento e planificação com os pais e encarregados de educação. Mas isso devo ser só eu porque o Sr. Secretário de Estado na sua imensa sabedoria e clarividência lá saberá do está a falar (desculpem só um bocadinho…
6- “Ao longo do ensino básico, em Área de Projecto e em Formação Cívica devem ser desenvolvidas competências nos seguintes domínios (…)”. E pronto, como não sabíamos o que fazer nestes tempos mortos, pimba, cá vai disto que se faz tarde. Sr. Secretário de Estado, para o próximo ano a malta só terá, no máximo, 36 semanas de aulas não sei se está a ver bem a lista de fez que mais parece uma lista de compras.
7- “De acordo com as orientações do despacho n.º 16 149/2007, de 25 de Julho, no 8.º ano de escolaridade, a Área de Projecto deve destinar um tempo lectivo de noventa minutos à utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC).” Esta é mesmo boa! Ó Sr. Secretário de Estado, mas um tempo lectivo são 45 minutos, 90 é um bloco. E já agora, alguém informou V. Exa de que Área de Projecto só tem mesmo, mesmo 90 minutos?
8- “A área curricular referida no número anterior deve ser planeada, desenvolvida e avaliada, com recurso a parcerias com entidades governamentais e não governamentais, externas à escola, que apoiem a realização dos projectos e facilitem o intercâmbio de experiências entre escolas através da realização de concursos, visitas de estudo, encontros nacionais, exposições e de outras iniciativas divulgadas e apoiadas pelo ME ou entidades locais.” V. Exa deveria querer dizer dois números antes mas tudo bem. Cá ficamos todos à espera das tais parcerias com entidades governamentais e não governamentais, externas à escola, que apoiem a realização dos projectos e facilitem o blá, blá, blá. Aliás as iniciativas destas tais entidades serão tantas que o difícil será escolhê-las
9- “O trabalho desenvolvido em cada uma das áreas referidas no número anterior deve ser objecto de uma avaliação participada e formativa, no contexto da turma e, ainda, de uma avaliação global no final do ano lectivo, a realizar pelo conselho pedagógico, da qual deverá resultar um relatório, no qual deve constar (…)”. Como o Conselho Pedagógico no final do ano não tem nada para fazer (aqueles malandros!) tomem lá que é para saber o que é bom pra tosse.
Em resumo, Terra chama ME! Não é que isto sirva de alguma coisa pois os alienígenas expertos neste momento já se encontram na galáxia de Andrómeda.
Julho 11, 2008 at 8:02 pm
Paulo, desculpa lá mas o meu comentário anterior ficou um bocadinho pró grande.
Julho 11, 2008 at 8:19 pm
http://bp0.blogger.com/_ghljWTJ-qe4/SHSgQmnwspI/AAAAAAAAABo/0HK4uHfHXRs/s1600-h/TitularesViolaConstituicao1.JPG
Julho 11, 2008 at 8:21 pm
http://www.queixasdeprofessores.blogspot.com/2008/07/queixa-2.html
Julho 11, 2008 at 8:38 pm
«6. A Área de Estudo Acompanhado deve ser assegurada pelo professor titular de turma, no caso do 1.º ciclo e…»
Ajudem-me, quem mais podia ser se as 25 horas lectivas são da responsabilidade do prof. Titular de turma?
Julho 11, 2008 at 8:42 pm
Ajudem-me, quem mais podia ser se as 25 horas lectivas são da responsabilidade do prof. Titular de turma?
Sei, lá! O gato do 8º passageiro, o Calimero, o Conan (o tal rapaz do futuro ou o outro, o Bárbaro), o John Carter de Marte, o Iron Man, o Hancock (o tal super-herói que se está nas tintas prá malta e só quer é um bom whiskey), a Fada Madrinha, a Chita (o macaco do Tarzan)…
Julho 11, 2008 at 9:25 pm
Sempre o velho Henry Ford!
Os compradores tinham “autonomia” para ter um carro Ford T da cor que quisessem, desde que fosse preto!
Julho 11, 2008 at 9:34 pm
Quando daqui a cem anitos (sei lá, nem tanto!) o homo não sei quê (mas inteligente) estudar o actual homo (também não sei o quê) e vir como é torturado o progresso em nome do… progresso, há-de dizer lindas coisas!
Aos sucessores do Paulo Guinote, historiador, basta pesar as toneladas de papel (e fazer as contas às árvores abatidas) para eliminar esta gente da espécie homo.
Julho 11, 2008 at 9:41 pm
Acabei de ter uma ideia brilhante (OK, menos brilhante do que as do Valter Lemos): no final do próximo ano lectivo todas as escolas deviam apresentar às respectivas direcções regionais de burocracia, perdão, educação um relatório com mais de 100 páginas (quatro ou cinco páginas por turma era óptimo) explicando, utilizando muito linguarejar eduquês e montanhas de gráficos, quadros, indicadores de gestão operacional num português extremamente denso, difícil de entender, o que tinha sido feito, os benefícios para a camada de ozono, para o futuro da pastilha elástica e dos contactos com os alienígenas de Rigel 7, etc.. E depois era deixar as direcções regionais a marinar
.
Julho 11, 2008 at 9:46 pm
Não era possível deixá-las a afogar?
Julho 11, 2008 at 9:50 pm
Nah! Marinar é que é bom, com o calorzinho do Verão os mangas-de-alpaca nem sabem o que fazer. A malta ali com montanhas de grossos relatórios sem saberem por onde lhes pegar. A melhor maneira de combater estes idiotas é dar-lhes mais idiotices do que eles esperam (é uma espécie daquela receita para deixar de fumar: obriga-se a pessoa a fumar umas boas charutadas… Normalmente resulta).
Julho 11, 2008 at 10:42 pm
“Novas autonomias”:
http://www.wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2008/07/um-pas-de-valentins.html
Julho 11, 2008 at 11:18 pm
Paulo,
“Após as regras para fazer horários, organizar o ano lectivo e respectivo calendário, temos então o tal despacho sobre como devem ser atribuídas e leccionadas as ACND.#
Junta aí o despacho que regula as actividades extra-curriculares das escolas do 1.º ciclo.
Sobre as ACND, pura e simplesmente deviam acabar.
Julho 11, 2008 at 11:52 pm
Ah sim, o DA tem razão.
Esse despacho também é muito interessante, principalmente no que toca às faltas das ditas actividades.
Julho 12, 2008 at 1:34 am
…suponhamos que estes senhores são para levar a sério. Bom nesse caso, projecto é projecto, plano é plano… e ensinar é estudar, aprender e ..ensinar ..e avaliar..e..e..e..e… : Projectar e planear requer naturalmente tempo..e até inspiração, e gestão …e até digestão…com a catadupa de procedimentos a que se obriga hoje os professores , não há tempo..repito, não há tempo onde caibam. A meu ver é uma perfeita batota o que andamos todos a fazer…qualquer dia podemos não saber se estamos a prevaricar por não fazermos em tempo o que nos exigem ou se estamos a prevaricar por fazermos de conta que fizemos … sim, fizemos de conta… tenho dito repetidamente a vários colegas que só um tolo é que pode acreditar que determinadas tarefas ( reuniões de avaliação por exemplo ou outras ) foram feitas de acordo com os documentos que as retratam ( actas , relatórios, etc). Na maior parte dos casos as actividades que descrevem, as “análises”, as reflexões, não cabem no tempo em que se diz terem sido feitas… Bom, voltando ao princípio, se isto á para levar a sério só mesmo uma solução, começar-se de facto a assumir que o tempo não dá para as tarefas que exigem… um pedreiro com um servente a a ajudar, pode assentar mais ou menos em parede direita 30 a 40 tijolos por hora ( não sou da especialidade, mas serve para exemplo, e não me engano muito) ..imaginemos que o um patrão tolo ( só pode ) lhe diz : tem que assentar 600… o que é acontecia?…cá para mim o pedreiro atirava-lhe com secretária acima ( perdão, o andaime)ou dizia-lhe o senhor não percebe o que está a pedir ( perdão, esqueci-me outra vez que estou nas obras…vá para puta que o pariu )
Julho 12, 2008 at 9:35 am
Aristides,
no ME o problema do assentamento dos tijolos resolvia-se com um Plano de Acção do Tijolo, umas fichas com 50 items, um relatório circunstanciado no final do ano, cinco ou seis reuniões, 200 ou 300 mil euros de investimento em novas tecnologias, três ou quatro despachos e decretos, meia dúzia de entrevistas (com ou sem bolachinhas), dois relatórios de expertos do ISCTE explicando a problemática do assentamento do tijolo, a sua teorização e evolução ao longo dos tempos e um estudo desconhecido de todos mas muito importante porque sim em que se acusa os pedreiros de serem antisociais, não motivarem os tijolos e não quererem trabalhar.
Julho 12, 2008 at 6:38 pm
Expliquem-me lá esta:
11. De acordo com as orientações do despacho n.º 16 149/2007, de 25 de Julho, no 8.º ano de escolaridade, a Área de Projecto deve destinar um tempo lectivo de noventa minutos à utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC).
Não era mais fácil dizer que no 8º ano a AP deve privilegiar a utilização das TIC (como no ano passado)? De que serve dizer que a AP deve destinar um tempo lectivo de 90 m às TIC se a AP só tem 90m por semana? Se calhar o VL não sabe!…
Julho 12, 2008 at 6:47 pm
“um tempo lectivo de noventa minutos”
Tché! mudou a hora.
Julho 12, 2008 at 7:04 pm
Desapareceram!!!
Os dois despachos que se encontravam no site da DRELVT desapareceram, já lá não estão!
Julho 12, 2008 at 8:02 pm
Zaza,
os despachos não se encontram desaparecidos. Foram envoltos num campo de forças de sentido diametralmente oposto de carga negativa-positiva criado especialmente pelo nobre povo de Rigel 7 e só se encontra visível para os verdadeiros crentes na superioridade intelectual dos membros deste governo
.
Julho 12, 2008 at 8:07 pm
Bom humor!
Julho 12, 2008 at 9:15 pm
Compreendi, então, porque é que os não vejo! Falta de crença pois claro!
Agora a sério. Ter-se-ão arrependido?
Julho 12, 2008 at 9:52 pm
Agora a sério. Ter-se-ão arrependido?
.
É possível. E o contrário também. Com esta gentalha temos de esperar tudo
Julho 14, 2008 at 5:59 pm
Quais despachos? Vocês vivem noutro planeta! Com a maravilhosa organização do ME é completamente impossível o desaparecimento de 2 despachos… E pois, é precisa muita fé. Paletes. (será que é assim que se escreve?)