quando as páginas do meu diário saltam cá para fora a pedir ajuda a ninguém

Sou uma professora portuguesa e sou mãe de duas crianças.
O meu filho mais velho nasceu em 24 de Dezembro de 2004 e, 20 meses depois, coloquei-o num infantário de Coimbra. Nessa altura, a idade das crianças pequenas, na relação com as turmas de ingresso, regulava-se pelo ano civil de nascença e, por esse motivo, o meu filho teve de avançar, no ano lectivo seguinte, entrando na sala dos três anos enquanto ainda tinha apenas dois. Lembro-me de como fiquei assustada, mas não tive alternativa. Era assim que as coisas funcionavam e, com o tempo, eu e ele fomo-nos habituando e correu tudo muito bem.
Chegou depois, e com rapidez, a altura de abandonar o Jardim Infantil, e de inscrever o meu filho na Escola Primária, no passado mês de Março. Durante este ano lectivo, o Afonso aprendeu as letras e os números e está a sair-se lindamente, porque quer aprender, porque está orientado no sentido do seu ingresso na famosa Escola Primária, porque pedagogicamente e psicologicamente, este é o seu caminho natural, porque se preparou para este decurso ao longo destes últimos (e primeiros) anos da sua vida. Todas as semanas me pergunta quando chega o dia de ir para a Escola Primária, e eu repondo-lhe, agora com grande timidez, que irá depois das férias do Verão.

Continua…