Centros de Formação de Associações de Escolas
(…)
Para a criação de um centro de formação de associações de escolas, o número de docentes, afectos aos agrupamentos de escolas/escolas não agrupadas que constituem as associações que vêm integrar o centro de formação a constituir, devem obedecer aos seguintes referenciais:* 2000 docentes para as áreas metropolitanas de Lisboa e do Porto e para as áreas cuja densidade populacional seja equiparável;
* 1000 docentes para as áreas de fraca densidade populacional;
* 1500 docentes para as áreas que não integrem nenhum dos casos referidos.Por iniciativa da direcção regional de Educação respectiva, mediante proposta devidamente fundamentada, pode ser autorizada a constituição de centros de formação de associações de escolas sem que se verifique a existência deste referencial, pelo membro do Governo competente, uma vez recolhido o prévio parecer favorável da Direcção-Geral dos Recursos Humanos da Educação.
Não percebo bem o que é densidade populacional «equiparável». Ou qual o critério para a definir como «fraca». E depois o que fica no meio.
Para além de que depois, desde qualquer Margarida Moreira o queira, nada desses critérios é válido e qualquer Centro de Formação pode ser criado ad hoc.
O despacho é este.
Julho 7, 2008 at 11:59 pm
Texto claríssimo como a água.
Julho 8, 2008 at 12:05 am
Miguel Yacobi.
O que diz sobre a escola, professores e alunos… NA MUCHE!!!
http://mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/07/motivao-o-segredo.html
Julho 8, 2008 at 9:58 am
Cito um excerto importantíssimo do texto referido por alberto/2.
Reenviem para os vossos contactos, porque ainda há gente que consegue ver que “o rei vai nú”:
“Acha que a motivação deve ser “ensinada” nas escolas?
Eu diria que temos de ajudar os professores a motivar os seus alunos e nãoapenas ensinar-lhes as matérias…
Mas, por exemplo em Portugal, os próprios professores não se sentem motiva-dos.
Eu sei, em Espanha também não.Aliás, e esta é uma opinião pessoal, nasescolas públicas, nos últimos anos, osalunos passaram a ser o foco e tor-naram-se o elemento mais importante,enquanto o professor tornou-se se-cundário. Há algumas ideias estúpidassobre o livre arbítrio dos miúdos, masestão a esquecer o mais importante, osvalores, a disciplina, o respeito e oesforço. O governo quer até fazer legis-lação para que os alunos passem parao ano seguinte mesmo sem resultados.Assim não se está a motivar ninguém,está-se a produzir pessoas preguiçosas.
Que consequências poderá isso ter quando estas crianças forem para o mercadolaboral?
É um grande problema porque estaspessoas não vão ser capazes de se esforçar. E não se passa apenas nas esco-las, também acontece no seio das fa-mílias. Se reparar, hoje as crianças têmtudo, sem qualquer esforço. Estamos afazer os pais trabalharem muito paraconseguir dar essas coisas aos filhos, eassim estamos a criar uma geração quenão está interessada ou habituada aesforçar-se para conseguir alguma coisa. O dinheiro não nasce das árvores…”
Miguel Yacobi, O Jornal Económico, 7 de Julho de 2008.
Julho 8, 2008 at 9:59 am
Cito um excerto importantíssimo do texto referido por alberto/2.
Reenviem para os vossos contactos, porque ainda há gente que consegue ver que “o rei vai nú”:
“Acha que a motivação deve ser “ensinada” nas escolas?
Eu diria que temos de ajudar os professores a motivar os seus alunos e nãoapenas ensinar-lhes as matérias…
Mas, por exemplo em Portugal, os próprios professores não se sentem motiva-dos.
Eu sei, em Espanha também não.Aliás, e esta é uma opinião pessoal, nasescolas públicas, nos últimos anos, osalunos passaram a ser o foco e tor-naram-se o elemento mais importante,enquanto o professor tornou-se secundário. Há algumas ideias estúpidassobre o livre arbítrio dos miúdos, masestão a esquecer o mais importante, osvalores, a disciplina, o respeito e oesforço. O governo quer até fazer legislação para que os alunos passem parao ano seguinte mesmo sem resultados.Assim não se está a motivar ninguém,está-se a produzir pessoas preguiçosas.
Que consequências poderá isso ter quando estas crianças forem para o mercado laboral?
É um grande problema porque estaspessoas não vão ser capazes de se esforçar. E não se passa apenas nas escolas, também acontece no seio das famílias. Se reparar, hoje as crianças têmtudo, sem qualquer esforço. Estamos afazer os pais trabalharem muito paraconseguir dar essas coisas aos filhos, eassim estamos a criar uma geração que não está interessada ou habituada a esforçar-se para conseguir alguma coisa. O dinheiro não nasce das árvores…”
Miguel Yacobi, O Jornal Económico, 7 de Julho de 2008.
Julho 8, 2008 at 10:22 am
Estejam atentos que Medina Carreira vai falar novamente esta 4ª feira…
Acho que há muito boa gente atenta a este blogue…
Julho 8, 2008 at 10:29 am
Gostei, a propósito da notícia do Público sobre compensações para a OTA. Quem compensa os professores e os alunos pelos cromos que temos no ME?
http://porquemedizem.blogspot.com/2008/07/l-vem-outra-vez-o-polvo.html
Julho 8, 2008 at 2:40 pm
É como convém que seja e nada é inocente: continuando o caminho da conveniente falta de clareza e objectividade que facilita os clientelismos, “clubismos/amiguismos” e demais eventuais conveniências e consolida decisões arbitrárias e ou de fundamentos duvidosos que para todos os efeitos nunca encontrarão obstáculos no espírito da Lei! De resto, como tudo o resto!!! – Mais exemplos de rigor, de excelência, de transparência e de mérito!- Será que, esta retórica “de qualidade” vazia de uma prática em conformidade, ainda vende? – Estarão os portugueses, ainda, tão imbuídos e iludidos pelo tal “espírito reformador” e justiceiro que está a esvaziar o país, as suas gentes, as suas actividades, as suas capacidades, as suas expectativas, os seus valores, a sua solidariedade…?
Como dizia Camões ” fraco rei faz fraca a forte gente”
Julho 8, 2008 at 2:59 pm
Já agora convém publicitar que alguns responsáveis dos C. Formação estão eles próprios a ministrar as acções de formação que estão a decorrer em todo o país com os/as amigos/as dos futuros directores ( escolhidos em check lists pelos próprios)sobre a bendita Avaliação do Desempenho.
Alguns vão arrecadar cerca de 5.000 euros agora e em setembro…nada mal.
Julho 10, 2008 at 12:44 pm
“Já foram publicados no DR os diplomas (despacho 18038/2008 e 18039/2008) que fixam as regras e condições para a criação dos Centros de Formação de Associações de Escolas:
1.áreas metropolitanas: 2000 docentes
2.áreas de fraca densidade populacional: 1000 docentes
3.outras: 1500 docentes.
Com este diploma, desaparecem mais de metade dos actuais CFAEs e com essa extinção esperar-se-ia o regresso às escolas e às salas de aula – de onde nunca deviam ter saído – os respectivos directores. Contudo, isso não se verificou. Os directores dos CFAEs extintos continuam directores…de coisa nenhuma. Sem aulas e sem horário lectivo atribuído. É assim que o ME trata os controladores. De uma forma muito mais mansa e agradável do que os produtores. O adversário é sempre o docente que está na sala de aula. Os que se libertaram da sala de aula são tratados com cuidado e carinho. Apesar dos putativos cortes orçamentais…”
Ler http://www.professoresramiromarques.blogspot.com/2008/07/algum-me-sabe-explicar.html