Ou como em dois anos o P.A.M. concebido e aplicado principalmente para o Ensino Básico consegue ter efeitos no sucesso nos exames do 12º ano.
Maravilhoso exercício de propaganda para acéfalos!
Julho 4, 2008
Ou como em dois anos o P.A.M. concebido e aplicado principalmente para o Ensino Básico consegue ter efeitos no sucesso nos exames do 12º ano.
Maravilhoso exercício de propaganda para acéfalos!
Julho 4, 2008 at 10:11 pm
Passa-se alguma coisa comigo! Vou lavar a cara com água fria, já volto!
Julho 4, 2008 at 10:15 pm
Ouvir a senhora que tutela o ensino é a prova de que o ilusionismo é real: não se escondem os lenços, mas a verdade…
vamos facilitar é dito nas entrelinhas; ajudemos as estatísticas e matemos o futuro deste país através da educação dos nossos jovens.
Julho 4, 2008 at 10:20 pm
Na página do ministério para justificar o “sucesso” a Física e Química transcrevo “Registou-se, ainda, durante o ano lectivo que agora termina, um reforço dos tempos de leccionação destas disciplinas e das condições para a realização do trabalho experimental”, esta afirmação não corresponde à verdade, pois houve UNICAMENTE um reforço de 45 min para a realização do trabalho experimental, não para o tempo de leccionação.
O que não é dito é que, no exame, havia questões que os meus alunos do 7º ano (1º ano em que têm Físico-química) são capazes de resolver, ou antes resolveram no último teste que lhes foi dado…
Julho 4, 2008 at 10:30 pm
Que entrevista fantástica !Como professor de Matemática, tenho vergonha de ter esta pessoa como ministra de Educação. Esta medíocre quase consegue transformar a água em vinho ou uma coisa preta numa coisa branca!É incrível!Já não tenho pachorra!
Julho 4, 2008 at 10:32 pm
Há explicação para o PNEP n~so ter feito milagres?
Julho 4, 2008 at 10:33 pm
Nem sequer quero vê-la .Faço zapping !
Julho 4, 2008 at 10:34 pm
Nós, professores, somos mesmo muito bons!!!!
Deviamos receber um prémio de desempenho pelos excelentes resultados obtidos.
Não é assim que acontece com os gestores quando têm bom desempenho? Nós somos gestores de saberes!!!
Somos mesmo muuuuuuuuuuito bonnnnnnnnnnnns …
Julho 4, 2008 at 10:36 pm
Métodos eficazes para a melhoria dos resultados escolares. Exemplo.
Inspectores recebem queixas contra professores online
http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Sociedade/Interior.aspx?content_id=92561
Julho 4, 2008 at 10:36 pm
95% dos alunos tiveram nota superior no exame do que na nota interna, com diferenças que chegam a 7 valores.
E isto explica-se?
Julho 4, 2008 at 10:45 pm
Eu não consigo sequer olhar para a tromba desta mulher. Ainda bem que o vídeo não abriu!
Julho 4, 2008 at 10:45 pm
Métodos eficazes para a melhoria dos resultados escolares. Exemplo.
http://educar.wordpress.com/2008/02/16/de-passagem-pelo-fliscorno/#comments
Julho 4, 2008 at 10:57 pm
As associações independentes de professores deveriam começar a arranjar datas para convocar PROCISSÕES DE VELAS, à noite, de agradecimento à Nossa Senhora Ministra do Bom Sucesso, pelos milagres dda multiplicação das notas. Bute lá! Pela noite está fresco e até sabe bem. Sindicatos é favor manterem-se afastados.
Julho 4, 2008 at 11:01 pm
O “antes” e o “depois” ou a fórmula milagrosa tirada dos panfletos ou de alguma revista de cabeleireiro, quando se publicitam aqueles comprimidos de fibras e aparece alguém na foto do “antes” com obesidade mórbida e, logo ao lado,a foto do “depois” com a imagem de uma figura de manequim em fotomontagem de qualidade duvidosa. Foi o que fez lembrar o slogan PAM a dar início à campanha.
Julho 4, 2008 at 11:03 pm
Concluindo o meu comentário, já percebi que o Michael Jackson foi tratado pela senhora e també o homem grávido é obra dela!
Julho 4, 2008 at 11:09 pm
Realmente, se uma empresa pública de Águas, perante prejuízos na sua gestão, dá prémios num valor tão elevado, seria também razoável que os professores recebessem um prémio muito maior pelos bons resultados dos seus alunos nos exames nacionais.
Se querem a escola como uma empresa, pois que se assumam as consequências.
Julho 4, 2008 at 11:12 pm
Não se percebe tanta voz contra, colocaram-na lá no poleiro. Ou já não se recordam?
Julho 4, 2008 at 11:16 pm
Boa malha!
Julho 4, 2008 at 11:20 pm
A minha filha compara isto ao anúncio do rimel (não sei de que marca) que faz crescer as pestanas não sei quantos centímetros
Quando sai o rimel, o verdadeiro tamanho das pestanas aparece!!!! Este PNM fez crescer…crescer… e quando a verdade vier ao de cima? Quando vier o PISA será que as pestanas continuam grandes???
Julho 4, 2008 at 11:24 pm
O que vale é passar na TV e na NET, agora! Força Guinote!!!
Julho 4, 2008 at 11:33 pm
Iá! Mais música aculturante! Viva!
Julho 4, 2008 at 11:39 pm
A média dos alunos internos de matemática foi 14, isto a nível nacional. Estou para ver a média da minha escola, o ano passado foi 5 valores acima da nacional, este ano vai chegar, muito provavelmente, de 19 valores. 2.ª Feira saberei.
Julho 4, 2008 at 11:40 pm
Já repararam que, à excepção dos exames onde há poucos alunos (tipo línguas iniciação e mais um ou dois) a Matemática é a disciplina onde a média nacional de exames é mais alta? Isto é normal? Ou de repente tornámo-nos Finlandeses?
Julho 4, 2008 at 11:44 pm
L&L, claro que não é normal.
Os resultados só são na afixados 2.ª feira?
Julho 4, 2008 at 11:49 pm
E eles a darem-lhe com a Média, especialmente a política, de onde quer que venha. Haverá Ciência ou Ética nisso, para quem pensa que Matemática é só Análise! Digo: burros!
Julho 4, 2008 at 11:54 pm
Métodos eficazes para a melhoria dos resultados escolares. Exemplo.
“…Tendo assistido ao programa “Prós e Contras” em causa, e à intervenção do meu colega professor Manuel Cardoso, estava obviamente por dentro do assunto abordado no teor da informação veiculada por uma “entidade” designada de Gabinete Comunicação (Ministério da Educação). Percebi de imediato que o colega professor, talvez por inexperiência, terá proferido uma frase infeliz e, nos dias que correm, também “muito politicamente incorrecta”. Ultimamente, como é público, os professores comentam em surdina muita coisa, ouvem muita coisa, sabem muita coisa, vêem muita coisa, mas raramente têm meios de prova e, se os têm, receiam pela sua vida profissional e não os tornam públicos.(…)
Ler e divulgar queixasdeprofessores.blogspot.com/
Julho 4, 2008 at 11:56 pm
O exame de Matemática já foi bastante acessível no ano passado. Este ano foi muito mais acessível. Não é de estranhar que a média tenha aumentado.
Os alunos continuam e continuarão com as explicações !!!!!! A Matemática e a Física e Química. Biologia e Geologia sendo a terceira disciplina a escolher para explicações fica de fora – não há horário para tantas explicações e o dinheiro começa a faltar !!!!! A média desta última é ainda baixa. Mas vejam o exame e digam-me se um aluno do 3º ciclo não faria algumas das questões …
Julho 4, 2008 at 11:58 pm
Mais cópias, não será por acaso que estamos assim. E às vezes até referem os alunos, por assim dizer. Bu!
Julho 5, 2008 at 12:00 am
Paulo: mail
Julho 5, 2008 at 12:06 am
E há alguma razão para não confiar na Sociedade Portuguesa de matemática? Ou o trabalho sério acantona-se apenas lá para os lados do ME?
E já agora acabem com a minha ignorância, “treinar” para um exame é o mesmo que aprender?
Julho 5, 2008 at 12:06 am
Professores de Português preparem-se. Vem aí o Plano do Português. O v/amigo VL está em grande forma:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=965022
Julho 5, 2008 at 12:10 am
Confio tanto na SPM e nos PP como no meu umbigo.
Julho 5, 2008 at 12:14 am
Acuso a ministra e o director do GAVE
Santana Castilho *
A ministra da Educação veio tentar convencer o país de que há uma enorme recuperação, fruto das políticas do Governo
O director do GAVE teve o topete de sugerir que quem tem criticado os exames não tem competência para se pronunciar sobre avaliação educacional. Do alto da sua arrogância, ocupado que está todo o ano em produzir provas medíocres, não teve certamente tempo para comparar o seu percurso com o daqueles a que se refere.
http://bp2.blogger.com/_TYHekeX2hwo/SGJYHH0anxI/AAAAAAAABG0/piCsdVHFIxs/s1600-h/publico.jpg
Julho 5, 2008 at 12:18 am
Os testes de Português podiam ser substituídos por uns papeluchos como os do Totobola
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1334392&idCanal=58
Julho 5, 2008 at 12:19 am
Taxas de reprovação a Matemática baixam radicalmente
Em Matemática A houve uma redução de 11% e a Matemática B de 17%
http://diario.iol.pt/sociedade/matematica-exames-educacao/969096-4071.html
Julho 5, 2008 at 12:25 am
“Aquilo que nós fizemos este ano (… ) foi que tornámos acessível o conhecimento da Matemática através de mais trabalho nas escolas…”
O que raio é que isto quer dizer?!
Que antes o conhecimento não estava acessível?! Os professores guardavam-no bem guardadinho era?
Opinião: Uma tristeza esta declaração.
Julho 5, 2008 at 12:27 am
Tudo copiado, nem uma única opinião!
A não ser que ligações sejam realizações pessoais, uma vergonha!
Julho 5, 2008 at 12:30 am
Resumo da história: os exames estão mortos. A partir deste ano, o exame é encarado como estratégia política do partido no governo e a sua credibilidade social é tendencialmente nula. Haveria de se encontrar um caminho para destruir os exames sem se dar muito nas vistas.
Julho 5, 2008 at 12:31 am
“Se me permite a minha sugestão era que se tivesse falado com professores…” (a propósito das opiniões sobre o facilitismo dos exames)
Opinião: É preciso ter uma grande lata para vir à tv gabar os professores, quando é o facilitismo do ME que degrada o trabalho e o estatuto dos professores!
Julho 5, 2008 at 12:36 am
olá,
sabem do que eu gostei mesmo?
é que a senhora ministra afinal quer que se oiçam os profs nas escolas, que se pergunte a eles!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Viva!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
vou poder dizer qualquer coisita e ela vai ouvir.
Julho 5, 2008 at 12:36 am
JMC
Apoiado! Abaixo as provas e os exames. Eles tornaram-se uma falta de respeito para com o verdadeiro trabalho dos professores.
Isto assim é uma miséria.
(desculpem-me o modo como escrevo, mas depois do que vi hoje considero que a Educação em Portugal está a ficar extremamente deplorável)
Julho 5, 2008 at 12:42 am
“Aquilo que fizemos foi responsabilizar a escola e os professores”
Essa cambada de malandros, não faziam nada e só tinham boa vida!!!
Opinião: Se esta mulher tivesse uma turma de 24 alunos em que uma parte deles não mexesse uma palha para aprender fosse o que fosse, queria vê-la a cantar de galo!!! Baixava logo a crista!!
Julho 5, 2008 at 12:43 am
Jurema! Que sorte 24 aluno!!!!!
Julho 5, 2008 at 12:50 am
Posts interessantes:
http://aterceiranoite.wordpress.com/2008/07/04/criterios-de-verdade/#respond
Também o post QUALIDADE É CONNOSCO aqui:
http://marretas.blogspot.com/
Julho 5, 2008 at 12:53 am
Tenho vergonha que esta mulher seja Ministra da Educação do meu país.
As palavras que profere são um verdadeiro atentado à inteligência humana.
Julho 5, 2008 at 1:02 am
Para não dizerem que não sou isento, eis um post de Rui Pena Pires:
http://ocanhoto.blogspot.com/2008/06/onda-do-facilitismo.html
É evidente que não resisto a citar isto:
«A acusação de facilitismo é, em rigor, a arma retórica usada por aqueles que reagem à generalização do sucesso como excesso de sucesso, a arma dos que gostariam de reservar para si e para os seus o acesso aos benefícios da educação. A onda do facilitismo é a onda das acusações de facilitismo, uma onda ideológica radicalmente conservadora e elitista.»
Não terá vergonha de torcer a realidade?
Julho 5, 2008 at 1:04 am
Os resultados melhoraram, porque será que os professores não estão satisfeitos? É como no caso dos titulares, era (é) para premiar a mérito(?!), passei a titular, porque senti um vazio e não dei pulos de contentamento? Há sempre qualquer coisa que nos tira a alegria…há sempre um sabor amargo…há sempre um lado pouco sério e injusto.Não acertam uma!
Julho 5, 2008 at 1:11 am
“Mesmo que eu quisesse mandar fazer uma prova muito fácil eu não conseguiria, eu não estaria bem com a minha consciência. Isso não é possível. (… ) São insultos, são controvérsias muito muito mesquinhas…”
Ahh, essa gente que acorda de manhã e diz que os exames foram fáceis, esses pessimistas de serviço… São uns mesquinhos, muito muito mesquinhos.
Quantas vezes mais será necessário esta senhora ofender quem não partilha da sua opinião para que alguém lhe responda à letra?
E será que está bem com a sua consciência quando vem dizer para a tv as coisas que diz?!
Estranha consciência…
Julho 5, 2008 at 1:13 am
Fresquinha:
Entrevista de MLR ao Expresso, sai hoje.
”
Entrevista com a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues
“Não sou imune à contestação social”
O rosto da primeira grande contestação contra o Governo mantém-se resistente à frente da pasta da Educação. Apesar de afirmar não ser imune às contestações sociais, parece passar-lhes ao lado. Nega querer governar para as estatísticas e apesar das críticas de facilitismo, diz que “o ensino é hoje mais exigente”.
Carla Tomás, Henrique Monteiro e Nuno Saraiva (texto); Tiago Miranda (fotos)
0:00 | Sábado, 5 de Jul de 2008
Link permanente: x
A ministra recebeu o Expresso no seu gabinete do Ministério, na 5 de Outubro
Sempre teve um discurso de grande exigência, mas os exames deste ano levam a questionar: Onde está essa exigência?
Não tenho a ideia de que os exames sejam pouco exigentes. É o que se diz mas quem o diz não o provou. A elaboração dos exames exige muito trabalho técnico, muita coordenação e leva meses a fazer. Não tenho nenhuma razão para pensar que houve pouca exigência. Pelo contrário, as instruções dadas ao instituto que elabora os exames eram de dar a garantia de que se reforçassem os mecanismos de auditoria para termos exames de melhor qualidade. Há críticas pouco exigentes com elas próprias, porque não provam o que dizem. Dizer que há uma ou três perguntas fáceis não chega. Desde há três anos que insisto na necessidade de melhorar os resultados a matemática. Divulguei publicamente os resultados do PISA porque era necessário dar dimensão política a esse problema.
Reduziu-se para metade as notas negativas na prova de aferição do 6º ano. Se as provas forem muito mais fáceis, melhoram naturalmente as notas. Pode ser um método estatístico de governar?
Não estou de acordo. Fazer isso seria muito fácil. Quem acusa o Governo de manipulação estatística não explica como é que isso se faz. Eu não sei como se manipulam estatísticas dessa maneira.
As ordens que deu ao GAVE não foi: facilitem?
Evidentemente que não. Nós necessitamos de ter provas com mais exigência, de ter provas de qualidade, de ter provas sem erros.
As provas são cientificamente correctas, mas fáceis…
Não sei se são fáceis. Pode olhar para o parecer da Sociedade Portuguesa de Física, que diz que é uma prova exigente e talvez a mais bem feita dos últimos 30 anos. São críticas fáceis que não apontam um caminho para melhorar. Temos que ter confiança nos organismos que trabalham para os exames há muito tempo. E não podemos ter a atitude de que quando as estatísticas confirmam os nossos preconceitos estão bem e quando não confirmam, estão mal.
Mas o país desconfia desses organismos e tem a noção de que o sistema de educação se tem vindo a deteriorar nos últimos 20 anos.
Nós temos um problema do que são as apreciações públicas das políticas e não só as da educação.
Mas no seu tempo o sistema educativo era ou não mais exigente do que é hoje?
Não se pode fazer uma apreciação dessa forma. Aquilo em que nos podemos basear para fazer comparações são os relatórios internacionais e o PISA é um bom instrumento. Mas não podemos alimentar a ideia de que a educação falhou. A educação não falhou. A educação tem cumprido uma missão que é hoje muito, muito exigente. A escola do nosso tempo não tinha uma missão tão exigente como a de hoje. Hoje a escola tem a missão de escolarizar todos. Antigamente tinha a missão de seleccionar. Temos é que elevar a qualidade média do sistema de ensino.
Como já admitiram, os resultados dos exames do 9º e do secundário não são comparáveis com os do ano passado porque tiveram mais meia hora de tolerância e uma estrutura diferente. Como vai apresentar os resultados? Se forem melhores vai dizer que são fruto de mais trabalho?
E se houver mais notas negativas? O objectivo dos exames não é comparar.
Mas comparou os resultados do 4º e do 6º ano, porque a taxa de negativas passou para metade a matemática…
Nós acreditamos que com mais trabalho os alunos recuperam. Há milhares de alunos que começam com negativa e recuperam ao longo do ano. As explicações eram a forma como as famílias resolviam as aprendizagens: escola pública de manhã e privada à tarde. No caso específico da matemática, pedimos às escolas que organizassem a recuperação dos alunos no interior da própria escola. E não podemos desvalorizar o que as escolas fizeram nestes últimos dois anos sob o risco de desacreditar o próprio processo de aprendizagem. Eu acredito que trabalhando se aprende. Por isso, é preciso trabalhar mais. É preciso que os alunos com dificuldade sejam acompanhados. E eu acredito que o trabalho das escolas dê resultados.
Maria de Lurdes Rodrigues diz estar «convicta» de que o seu modelo de avaliação dos professores vai ser aplicado, mas que não depende dela a decisão dos sindicatos
Como é que esse trabalho pode ser aplicado em relação aos chumbos. A senhora disse que em Portugal se chumba muito, que chumbar é ineficiente e que sai muito caro ao país e que se combate com mais trabalho.
Eu não disse que era muito caro chumbar. Eu disse quanto custava um chumbo por aluno. Repare que o Plano de Acção para a Matemática custa muito dinheiro, mas ninguém me ouve falar se é caro ou barato. Não propus às escolas um determinado “plafond” financeiro. Propus que dissessem o que necessitavam e tiveram resposta. Devemos esperar o retorno desse investimento. Eu acho pessoalmente que a repetência nos sai cara. Permanentemente no sistema educativo temos 40% de alunos repetentes. Ou seja, o sistema investe com eles o dobro ou o triplo do que investe com os outros alunos.
O que se faz com esses alunos?Não se consegue com métodos de ensino iguais em todo o lado. As 10% de crianças que chumbam no 2º ano porque não conseguem atingir um nível de competência em leitura são crianças com dificuldade de variado tipo. O ensino hoje é muito mais difícil porque tem que atender a todos. Se há alunos que dizem que não querem, então temos que decidir a idade a partir da qual aceitamos esse “não quero”. Não é possível desistirmos de uma criança de 7 anos, nem de 10 nem de 12. Uma criança que seja acompanhada desde a primeira manifestação de problemas pode chegar aos 18 anos com um percurso escolar normal.
“O que os sindicatos decidem não depende de mim”
Como podemos ter confiança num sistema de ensino onde a quase totalidade dos professores não quer ser avaliada?
É preciso ter um maior distanciamento nestas análises. O que se exige hoje aos professores é o oposto do que foram as propostas que lhes foram feitas desde há muito tempo. Durante anos construiu-se uma carreira docente baseada em pressupostos, como os de que no inicio da carreira eram necessários sacrifícios, mas a partir dos 45 anos começava-se um processo de afastamento da escola e podiam reduzir as componentes lectivas. Agora está-se a normalizar a carreira docente. Em 1974 tínhamos 26 mil professores e apenas 6 mil profissionalizados. Hoje temos 150 mil. O esforço de recrutamento e de formação de professores é absolutamente brutal para o país.
Esperava que pedir aos professores para serem avaliados colocasse 100 mil professores na rua contra a sua política?
Há dois elementos na mudança que se está a propor que contrariam muito a lógica dos últimos 30 anos. Um deles é a estruturação vertical com a criação de duas categorias. Os sindicatos e as associações de professores trabalharam mais de 30 anos para anular todas as diferenças e construir uma carreira homogénea. A única variável que os professores aceitam para os distinguir é a variável tempo, os tempos de serviço.
Está confiante de que o modelo de avaliação que propõe e que vai entrar em experimentação no próximo ano vai de facto ser aplicado?
Está a ser aplicado de modo simplificado aos professores contratados e está a ser aplicado como previsto no decreto regulamentar a todos os outros professores, porque os ciclos de avaliação são ciclos de dois anos e há algum trabalho que já se está a fazer.
Mas em Julho de 2009 vai ser feita uma avaliação do modelo de avaliação. Os sindicatos já disseram que vão apresentar um modelo alternativo. Acha que vai conseguir levar para a frente este modelo em ano de eleições?
As escolas estão a trabalhar. A comissão científica da avaliação está a trabalhar. Os sindicatos têm uma comissão paritária e estão a analisar os resultados. Espero que estas instancias formais de negociação e, eventualmente, a apresentação de propostas para o ajustamento do modelo sejam suficientes.
Mas não está muito convicta?
Estou convicta. Mas o que os sindicatos decidem não depende de mim.
Quando é que descentraliza e passa as escolas para as competências das autarquias?
Também aí temos um problema de mudança de paradigma. Herdámos um modelo centralizado de escola fechada, em que o que se exige não é a participação dos agentes de proximidade, mas o fechamento. Antes do 25 de Abril proibia-se a entrada dos pais nas escolas. A escola era um braço executivo do Ministério da Educação sem nenhuma autonomia. Hoje é consensual a ideia de que o sistema ganharia eficiência se houvesse um envolvimento de proximidade. A ideia de mais autonomia e mais descentralização é consensual. O problema é a metodologia de transição. Que a transição se vai fazer não tenho nenhuma dúvida. As orientações curriculares, a afectação de recursos eventualmente, a avaliação e a inspecção caberão ao ministério. Acho que o caminho é esse. E acho que este Governo inovou na procura de metodologias para esta transição, com a aproximação que fizemos às autarquias.
A senhora ministra fala como o chefe da aldeia gaulesa, ainda não é amanhã a véspera desse dia…
Depende do que as autarquias quiserem fazer nesta matéria e há autarcas muito desiguais. Há uns que se sentem com confiança e com recursos para a partir de amanhã tomarem conta desta área. Outros estão muito receosos. Por isso a contratualização dos autarcas pode ser o motor de uma transferência mais rápida ao criar confiança noutros autarcas.
Está previsto que o novo regime de gestão das escolas entre em vigor no próximo ano lectivo. A Fenprof já entregou uma petição pública na AR contra o que considera ser um modelo anti-democrático por pôr em causa os princípios de elegibilidade, colegialidade e participação. Está confiante de que vai para a frente este novo modelo de gestão?
Pode ter a contestação de alguns sindicatos mas não de todos. Não tem a da FNE. Pode ter a oposição de alguns professores, mas não de todos. Tem os conselhos executivos e as autarquias totalmente de acordo. Apesar de tudo há uma base social de apoio a este modelo. Ele já está a ser concretizado em muitas escolas. Os autarcas estão a fazer nomeações muito exigentes. As autarquias estão a fazer-se representar ao mais alto nível. Este modelo responde ao que eram os anseios de quem hoje dirige as escolas e qualifica a participação dos pais e dos autarcas.
Alguma vez pôs a hipótese de as suas reformas não se concretizarem?
É sempre possível. Mas não significa que não se faça tudo para as coisas se concretizarem. Tenho uma orientação muito pragmática. Tenho muito mais preocupação em concretizar as coisas do que em definir grandes enquadramentos jurídicos. Tenho uma maior preocupação com os agentes de proximidade que devem concretizar as políticas, com os conselhos executivos, com as autarquias.
As suas políticas têm sido alvo de grande contestação. A senhora é imune a esta contestação. O facto de estar no 12º andar do ministério afasta-a da rua?
Não estou de maneira nenhuma fechada na 5 de Outubro. E não sou imune à contestação social. Acho que é necessário ter a consciência clara de que o que se está a fazer é imprescindível, é necessário e permite melhorar. E ter a consciência do quanto isso altera os interesses. Mas o que importa é fazer prevalecer o interesse público. No caso dos sindicatos, apesar de serem bastante diferentes e terem níveis de representatividade diferentes, procuraram criar uma certa ilusão de que os interesses dos sindicatos são os interesses da escola pública. E penso que quase nunca os interesses dos sindicatos, que representam os professores e os interesses dos professores, são os interesses da escola pública.
Os sindicatos têm prejudicado a escola pública?
Não diria tanto. Diria que algumas linhas de política prejudicaram a escola pública. Por exemplo, não tenho dúvidas que o modelo centralizado de concurso é o exemplo da política aparentemente justa e igualitária do ponto de vista dos professores e dos sindicatos que prejudica.
Resistente à contestação que levou 100 mil professores à rua, afirma que se saísse agora “sairia convicta do dever comprido”
A contestação dos professores que levou ao adiamento do modelo de avaliação não prejudicou a escola pública? A pressão dos sindicatos levou a um recuo?
O que chama de recuo, eu chamo de uma ponderação do tempo. É trabalhar na melhor forma de concretizar um objectivo comum. Não podemos desistir de introduzir a avaliação mas podemos trabalhar num modo de introduzi-la para diminuir angústias, medos, etc., sem perder de vista os objectivos. A política de colocação centralizada anos a fio permitiu coisas como 83% dos professores que iam a concurso concorrerem para 13% das escolas. Ou seja, os recursos mais qualificados estão concentrados em meia dúzia de escolas deixando as outras a descoberto. Uma política aparentemente igualitária, provocou enormes injustiças e desigualdade na escola pública.
Partilha das preocupações do PGR sobre a violência nas escolas?
Apesar de tudo no nosso país a violência nas escolas é um fenómeno bastante circunscrito. Com a dimensão que o país tem e que o sistema tem é possível identificar e actuar nessas escolas e procurámos fazê-lo. Tomámos medidas de discriminação positiva em algumas escolas e obtivemos muito bons resultados. Aquilo que mais me preocupa, porque é mais disseminado e mais difícil de resolver é o problema da indisciplina. As situações de violência estão circunscritas e permitem intervenções cirúrgicas. Mas o fenómeno da indisciplina é mais difuso, tem expressões por vezes mais ambíguas. É mais difícil de qualificar e de prevenir. É um problema de que se fala menos, mas que tem reflexos mais negativos no insucesso educativo, nas condições de aprendizagem. Isso preocupa-me mais porque vejo com mais dificuldade o como se resolve.
Diz que cumpriu as 70 medidas a que se propôs e que entre as que lhe são mais caras estão a integração escolar, ou a escola a tempo inteiro. Acha que está tudo na perfeição?
Nunca está tudo na perfeição. Era preciso ser-se pouco exigente para considerar que fazemos e está feito. É sempre possível melhorar. O trabalho tem uma herança e um futuro. Temos que pensar que o trabalho que fazemos é resultado das circunstâncias e que temos um futuro e que haverá quem, a partir do nosso contributo, possa fazer mais e melhor. É isso que também procuro fazer em relação ao passado. Há futuro e esse futuro sobreviver-nos-á.
O programa novas oportunidades é-lhe também querido, mas não faltam críticas.
Desafio-vos a irem assistir a uma das provas públicas. O programa tem mecanismos de controlo e de auditoria como não tem nenhuma outra formação no país. O sistema universitário não tem os sistemas de controlo que tem o programa novas oportunidades.
A ministra que “nunca” se ri foi descontraindo ao longo da entrevista que durou quase duas horas
O ensino deve caminhar numa aposta mais centrada na pedagogia do que no conhecimento?
Não existe essa oposição. A pedagogia é um instrumento e propõe diferentes técnicas por exemplo para o ensino da leitura. Acho é que é necessário ter uma atitude de grande abertura e não ser fundamentalista. A obrigatoriedade da escola é ensinar todas as crianças a ler. Há umas que aprendem com um método e outras com outro.
Como socióloga não acha que o fecho de escolas contribuiu para a desertificação do país?
Há mais de 20 anos que o país tinha decidido fechar essas escolas. É uma ilusão pensar que a escola vai atrair pessoas. Os interesses das crianças e do país não se podem subordinar a uma ideia que não passa por esta política educativa. Acho que salvámos estas 10 mil crianças das cerca de 2 mil escolas que fechámos. Basta ir às escolas que as acolheram. São crianças de meios rurais que passaram a ter acesso a outros recursos, desde logo a outras crianças para brincar.
“Todos nos sentimos cansados”
Diz que já cumpriu o que se propôs. Se tivesse que sair hoje, sairia convicta do dever cumprido?
Isso em qualquer dos dias. Sairia convicta do dever cumprido, não hoje mais do que há um ano ou há dois anos.
Tem consciência de que é o primeiro rosto da contestação ao Governo? Que é o 1º membro do Governo a colocar milhares de pessoas na rua contra as políticas governativas? Não a incomoda?
São ou não necessárias estas mudanças? Esta é que é a questão com que nos debatemos. Contestação haverá sempre e será tanto maior quanto forem melhores as condições para essa contestação e quanto mais profunda for a mudança de paradigma. São mudanças muito radicais em relação à tendência dos últimos 30 anos.
No meio da grande contestação de que tem sido alvo, nunca pensou demitir-se? Na altura em que Correia de Campos se demitiu , também se pensou que a senhora iria abandonar o Governo.
Não lhe vou responder a isso.
Não se sente cansada ou desgastada?
O cansaço é normal em quem trabalha. Todos nos sentimos cansados. Todos temos uns dias em que estamos mais motivados do que noutros.
Como é que gostava de ser recordada?
Não penso nisso. Não trabalho para a memória. Não me faça perguntas dessas que me deixa atrapalhada.
Pensa filiar-se no PS?
Sim, não é uma questão problemática para mim.
Então porque ainda não o fez?
Porque entendo que é necessário disponibilidade para a vida partidária. Encaro a vida partidária como um desafio importante e um dever cívico. Já pensei filiar-me várias vezes mas ainda não aconteceu. Não me faz trabalhar pior, nem melhor filiar-me no PS.
Acha que o PS tem condições para renovar a maioria absoluta e deve pedi-la?
Eu gostaria muito que o PS voltasse a ter maioria absoluta e farei o meu melhor para que isso aconteça. Mas acho que falta muito tempo.
Se o Eng. Sócrates ganhar outra vez as eleições está disponível para mais quatro anos?
Não estou a pensar nisso. Isso não depende de mim, mas sobretudo do Eng. Sócrates.
No dia em que foi convidada alguém a aconselhou a não aceitar o convite?Há sempre de tudo.
Houve um ex-ministro da administração interna que disse algo do género: “estes não são os meus polícias”. Estes são os seus professores?
Esta é a comunidade educativa do meu país e tudo farei para dar o meu contributo.
Disse que perdeu os professores mas ganhou o país…
Dou um prémio a quem encontrar essa minha frase. Há diferentes interesses que devem ser ponderados, os dos professores, os dos alunos, os das famílias, das autarquias, os do país. O que a frase pode simbolizar no aspecto mais positivo é que há vários interesses que têm de ser ponderados. A política da educação não pode estar reduzida à condição dos professores.
Já foi sindicalizada? Que visão tinha e tem hoje dos sindicatos?
A minha experiência de sindicalizada é insignificante para o caso. A minha visão mais elaborada sobre os sindicatos vem de ter estudado o sindicalismo e de leccionar sociologia do trabalho.”
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/359479
Julho 5, 2008 at 1:14 am
Aos 3 min e 51 desisti de ouvir a entrevista. Já não conseguia aguentar mais. Eu acho que a RTP devia mesmo entrevistar os professores nas escolas como a Ministra sugere. Qualquer um que não tenha medo dirá a verdade. No meu caso, confesso que as justificações apresentadas não me surpreendem, só me surpreende que alguém tenha a capacidade de as apresentar na televisão sem se rir. 3 valores de subida? E isso é por causa de mais trabalho, de mais exercícios, de mais testes intermédios? E não se arranja uma solução assim para a crise económica, não? Ah, Ministros incompetentes que não seguis os exemplos de quem sabe…
Julho 5, 2008 at 1:22 am
O último minuto e meio de monólogo exaltado é uma pérola. A Sra. Ministra tem tempo para dizer e desdizer e o Sr. jornalista, que já tinha feito o papel do “competente” contraditor, fica-se.
Pois é Sra. Ministra, foi azar a subida ser tão descarada… é uma maçada a Sra. ter de se explicar por aí nas televisões e jornais, logo agora nesta altura do ano em que já tinha marcadas as suas férias… Mas o tiro é certeiro: os pais não vão chatear!
Julho 5, 2008 at 1:24 am
Maria de Lurdes Rodrigues é um ser sapiente de sabedoria infinita. Mas só para o que lhe interessa…
Julho 5, 2008 at 1:27 am
Porque será que estou enjoada?
Julho 5, 2008 at 2:08 am
Pelo que tenho lido, a OCDE, trabalha com os elementos fornecidos pelos governos nacionais. Ora, sabendo-se o que “vai pelo burgo”, a coisa promete…delirium.
Julho 5, 2008 at 2:14 am
Prefiro o Seinfeld… Esta fulana está a perder a graça…
Julho 5, 2008 at 2:52 am
DA Diz:
Julho 5, 2008 at 1:13 am
Coisa nenhuma.
Tinha a sua piada se me predispunha para ler a redacção copiada por algum(a) DA.
Ou seja, não se produz.
Em tempo, e pelas poucas amostras, não me incomoda qualquer avaliação, mostrar medo é um bom começo.
Julho 5, 2008 at 3:06 am
Hoje, para qualquer efeito, não há música.
Julho 5, 2008 at 5:17 am
Já sabia que ia dar nisto. Por isso tinha aconselhado o auxílio de Holmes e Poirot, para provar que os exames eram fáceis. Era de prever esta situação, tão agradável e de vento em popa
Julho 5, 2008 at 8:48 am
http://livresco.wordpress.com/2008/07/05/entao-a-ministra-da-educacao-deve-estar-noutro-mundo-%c2%abestar-no-governo-e-como-estar-no-pais-das-maravilhas-o-mundo-altera-se%c2%bb-o-ex-ministro-das-financas-so-quando-experimentou-o-%c2%abinne/
Julho 5, 2008 at 10:25 am
DA obrigado pela divulgação Isso é que é serviço público. Quem quiser lê aqui. Eu não sabia, e hoje de manhã peguei no expresso, mas larguei-o logo e comprei o SOL . Chiça! Fui logo lavar as mãos. Façam as campanhas que quiserem, mas eu não compro.
Julho 5, 2008 at 10:46 am
ESTA SEMANA QUE NIGUÈM COMPRE O EXPRESSO !!!! Phónix…Vão lá fazer campanhas de lavagem para longe e despejem a água suja nos… na cabeça.
Julho 5, 2008 at 11:48 am
Arrogâncias e teimosias
Ao assumir as rédeas do Ministério da Educação foi fácil a Maria de Lurdes apontar os culpados do sistema e demonizá-los! Assim, pensou ela, faria as reformas sem oposição e com os pais e os alunos a servirem-lhe as intenções! Mas como governar contra aqueles que são o suporte do próprio sistema?! E da hostilização passou à desconsideração e os Professores indignaram-se com o desrespeito e o aviltamento!… Todos os dias a dita Senhora traz novas investidas! As Escolas já não sabem com que linhas se cosem pois a amálgama legislativa, numa ânsia desmedida de reformar, só trouxe confusão ao Ensino!… Não tem ela, todos os dias e de duas em duas horas, trinta pessoas no Gabinete a solicitarem a sua atenção mas têm os professores trinta alunos a cada hora e meia para quem têm de preparar aulas, corrigir testes e fichas, dar aulas e ainda servir de psicólogos, serem animadores culturais ou mediadores de conflitos! E ainda tem que sobrar tempo para reuniões atrás de reuniões até às nove da noite para debater, interpretar e im-plementar o sistema da Sra Ministra! Só lhes falta limpar as salas e varrer os pátios para que tudo pareça limpo!… E tudo isto, pasme-se, por umas poucas centenas de euros mensais (três vezes abaixo da Europa), que é quanto vale uma licenciatura com estágio em início de carreira!… E agora vem a avaliação!… Quem diz que os professores nunca foram avaliados ou não sabe o que diz ou di-lo por má fé e a Sra. Ministra mente!… E o Sr. Primeiro também mente!… Eu, em trinta e seis anos de profissão fiz dezenas de cursos e sempre com avaliação! Fui Bolseiro do Ministério da Cultura no estrangeiro e fui avaliado! Tive de frequentar centenas de horas de crédito para progredir na carreira e sempre com avaliação! Fiz relatórios e o Conselho Pedagógico avaliou-me e fui também avaliado pelos meus alunos e pela comunidade! E prestei contas às inspecções sobre o meu trabalho pedagógico! E cheguei a ter Bom porque trabalhei! Eu e milhares como eu! Ouviu Sra. Ministra?!… Trabalhei!… E quem é esta mulher, chegada à política sem mandato nem eleita por ninguém para se arrogar o direito de me denegrir, de apodar de preguiçosos toda uma classe que afinal a formou a ela e tantos da sua laia?!.. Ou esqueceu-se ou tem memória curta!… E agora vem a terreiro implementar uma avaliação em final do segundo período com uma grelha complexa e mal testada! E tudo para impedir a maioria dos professores de progredirem! E com o argumento falacioso e ridículo de que não havia avaliação! E ainda por cima com o desplante de colocar professores a avaliar professores, sem preparação, sem experiência, sem o mínimo daquela competência que se reconhecia aos antigos inspectores pedagógicos porque abalizados para o efeito!… É esta a bagunça que a Senhora Ministra criou e a que quer chamar Reforma! Então e ela?! Quem a avalia e a quem presta contas da sua teimosia, arrogância e incompetência?!… Hélio Rodrigues in http://www.jornaldoalgarve.pt (2008-03-13)
Julho 5, 2008 at 12:12 pm
Apenas dois pontos:
Primeiro, essa do GAVE ser uma instituição independente dá-me um pouco de comichão, visto ser um gabinete do ministério.
Segundo, pela lógica da ministra, e tendo em conta que paralelamente ao PAM existe o Plano de Leitura, então os professores de Português estão a trabalhar pouco…
Tenha juízo senhora ministra. Acho que ao fim ao cabo, já ninguém a consegue ouvir sem ter uma das duas reacções, ou risota geral, ou revolta, dependendo do humor nesse dia…
Julho 5, 2008 at 12:44 pm
Tenho o Expresso aberto à minha frente, na página central, e estou estupefacta: umas fotografias “lindas”, tão positivas como as notas dos exames. Já fui lavar as mãos.
Julho 5, 2008 at 1:00 pm
vai “mazé” trabalhar…;)
Julho 5, 2008 at 1:02 pm
Afinal os professores são tão bons que não precisam de ser avaliados. Como reconhecimento do mérito e do rigor, a partir da próxima segunda-feira, todos passarão a titulares, directamente para o topo da carreira.
Julho 5, 2008 at 1:37 pm
Fiquei com a impressão de que esta é capaz de ser a entrevista da despedida. “Todos nos sentimos cansados” MLR.”Como é que gostava de ser recordada?”
Como o Sócrates tem de remodelar o ministro da Agricultura, pode ser que MLR apanhe boleia. Vamos esperar com traquilidade.
Julho 5, 2008 at 2:07 pm
“tranquilidade”
Julho 5, 2008 at 2:17 pm
Esta anormal vê a primeira página do Público de hoje e dorme sossegada?
Julho 5, 2008 at 2:19 pm
Maria C. (63),
Ora, consta que o Balsemão é o Bildersberg-chefe cá do burgo e está empenhadíssimo, de certo, na construção do futuro “homem”, magistramente retratado nesta imagem,
http://bp0.blogger.com/_sFz8dgRW-hA/SGrIrHAkJpI/AAAAAAAAB7k/dHTwKmojRbM/s1600-h/pais+e+filhos+2.jpg
Julho 5, 2008 at 2:28 pm
http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?p=stories&op=view&fokey=ex.stories/359479
para quem (ainda) tem paciência
Julho 5, 2008 at 2:30 pm
Paulo, quando li o seu curto comentário abaixo do vídeo não queria acreditar que MLR apontasse mesmo o PAM como origem da grande melhoria dos resultados no 12º ano (”Não é nenhum milagre (…) O plano de acção para a Matemática traduziu-se em mais professores, em mais tempo de trabalho, e isso tem que ter resultados”). E o entrevistador, que até foi algo aguerrido, não pareceu informado, não pareceu notar o absurdo. E eu fico tão atónita com a aberração dos argumentos de MLR que até já duvido de mim, já me interrogo se não estou confundida ao pensar que o PAM, iniciado há apenas cerca de três anos, foi para o Básico, não ainda para o Secundário.
Se não estou confundida, o Paulo não quer escrever mais um post insistindo nesse disparate da argumentação de MLR? É que parece que ninguém nota e denuncia publicamente esse argumento do PAM, como se ele tivesse reflexos no 12º ano por algum contágio mágico.
Julho 5, 2008 at 2:34 pm
peço desculpa…não tinha visto que já estava ali, mais acima, no 48
Julho 5, 2008 at 2:41 pm
Pedro (68),
Claro que a afecta. Mas o “truque”, para o pacóvio portuga, é fingir publicamente que não afecta, para que a mensagem subliminar seja a de que as mudanças são duras e criam resistências porque os professores perdem “privilégios”, não gostam de mudanças, etc.
Só truques. Trafolhices. Mentiras.
Os assessores de imagem e comunicação da gaija, pagos por todos nós, é que diariamente lhe dizem o que dizer, onde deve aparecer mediaticamente, côr das vestimentas, o tom de voz,e toda a estratégia. Até a hora e minuto do secretário xoné colocar na imprensa mais uma “charada” qualquer. ´
Julho 5, 2008 at 3:03 pm
Insisto. É muito importante divulgar por todos os contactos (sobretudo mail).
O REI E A RAINHA VÃO NUS
Desde que foi desmascarado, o Estudo sobre a Reorganização da Carreira Docente do Ministério da Educação, coordenado por João Freire, tem vindo a ser objecto de algumas reflexões e comentários nos blogs de educação.
. Solicita-se uma ampla divulgação deste estudo e das reflexões sobre ele, para que todos os professores (e todos os cidadãos em geral) possam, definitivamente, perceber as trampolinices dos nossos responsáveis ministeriais e afins que, através do seu enfezamento, vão tornando o País mais mesquinho e vil.
. Parte deste estudo pode consultá-lo neste blog em ESTUDO QUASE SECRETO.
. Reflexões e comentários:
Da APEDE:
. Para uma Genealogia do Estudo da Carreira Docente – 1
. Para uma Genealogia do Estudo da Carreira Docente – 2
De Ramiro Marques
. Estudo sobre a Reorganizão da Carreira Docente: a Origem de Todos os Males
De Paulo Guinote:
. Margarita e o Mestre
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-2
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-3
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-4
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-5
. A Arqueologia do Estatuto da Carreira Docente-6
Ver mobilizacaoeunidadedosprofessores.blogspot.com/2008/07/rei-e-rainha-vo-nus.html
Julho 5, 2008 at 3:29 pm
Sentimento,
Tenho vergonha que esta mulher seja Ministra da Educação do meu país.
As palavras que profere são um verdadeiro atentado à inteligência humana.
Julho 5, 2008 at 4:35 pm
O que eu mais gosto, é o realismo com que o faz. Nem sei o que é que ela está a fazer como ministra. Devia era ir para o palco do Tivoli.
Julho 5, 2008 at 5:14 pm
Para além do PAM, que ninguém deu conta no secundário, existem mais duas coisas muito interessantes.
Esta fornada de alunos é a que fez pela primeira vez os exames do 3º ciclo em 2005. Foram eles que, devido aos resultados a matemática, estiveram na origem do aparecimento do PAM. Foram eles que estiveram na origem do célebre sonho de dona pinóquia. Segundo ela (vá lá saber-se se na altura já pinóquiava)o maldito sonho punha a miudagem toda com negativa. Passados três anos, esta geração pouco virada para os números transformou-se nos CR7 da matemática. Sir Ferguson que se cuide…
Por outro lado, e feitas umas contas assim a olhómetro, parece-me que a média dos externos a matemática A deve andar muito por perto dos dez. Estão a ver o berbicacho? Vai sobrar para quem?
Aqui há dois anos atrás, aqui del rei que as classificações internas estavam inflacionadas. Dois anos depois aqui del rei que as mesmas estão deflacionadas. Ou muito me engano ou vem aí borrasca da grossa. Os marinheiros que se ponham a pau…
Julho 5, 2008 at 5:34 pm
É tudo pornográfico e com todas as consequências que isso implica…
Deixei de ver e ouvir, porque não aprecio necrofilia. Acho ascoroso.
Julho 5, 2008 at 5:35 pm
Isabel (#71),
Espero encontrar o tempo para isso.
Julho 5, 2008 at 6:20 pm
[...] Julho 5, 2008 Uncategorized Depois de ler varias noticias e blogs sobre o assunto aqui, aqui e aqui, fui ver aconselhada pelo actual comentador da TVI ver os exames de um outro pais e [...]
Julho 5, 2008 at 6:29 pm
Do livro “Nomenklatura” de Mikhail Voslensky:
“Desenvolveu-se nos meios da Nomenklatura (soviética) a seguinte prática – “Pripiski”, ou vigarice pura e simples:
Incluem-se abertamente nas contas, números falsos correspondentes a produtos que não foram fabricados; esta técnica está assente sobre a aceitação nítida do carácter inteiramente teórico e burocrático da planificação e da contbilidade, uma vez que os gabinetes do “Gosplan” (organismo estatal dos Planos Quinquenais) e dos ministérios preconizam disposições teóricas sem conhecimento da realidade. Logo os resultados não têm, por isso mesmo, qualquer relação com a realidade”.
(p.172)
Esta dinâmica perversa do “socialismo real” parece ter sido adoptada alegremente por este governo, que mente e esconde deliberadamente a triste realidade dos portugueses.
Talvez seja altura de os deputados socialistas impôrem uma lei para que os jornais, as televiões, as rádios e os blogs sejam obrigados a divulgar 75% de notícias positivas e apenas 25% de críticas e dados negativos do país. Assim passaríamos à frente da Roménia, pelo menos em termos de censura e de insanidade política totalitária.
Julho 6, 2008 at 12:29 am
Palavras da nossa Ministra:
- “Mais trabalho permitiu estes melhores resultados.”
- “Nunca houve tanta preparação para os exames.”
- “O plano de acção para a matemática foi fundamental para estes resultados.”
- “Sem me permite a sugestão, no final dos exames devia-se ter falado com os PROFESSORES DE MATEMÁTICA e não com os alunos.”
…
Bem, sinceramente já ULTRAPASSEI HÁ MUITO os meus limites:
- SERÁ QUE NÃO EXISTE FORMA DE FAZER COM QUE OS COLEGAS DE MATEMÁTICA FAÇAM UM COMUNICADO NACIONAL QUE DIGA DE FORMA CLARA E INEQUÍVOCA QUE ISTO TUDO É UMA GRANDE PERVERSÃO?
- QUE AS NOTAS DOS EXAMES NADA TIVERAM A VER COM AS CLASSIFICAÇÕES DOS ALUNOS NAS ESCOLAS?
- QUE CHEGAMOS AO ABSURDO DE ALUNOS COM NOTAS FINAIS DE 13 E 14 VALORES TEREM TIDO 20 VALORES NO EXAME NACIONAL??
Ó PLATAFORMA:
- É NESTAS HORAS QUE VOCÊS TÊM DE INTERVIR!!
- PROMOVAM UMA INICIATIVA DESTAS OU ALGO PARECIDO!
- PROPORCIONEM A FORMA DE PROVAR POR A+B QUE ISTO TUDO É UMA VERGONHA!
- E JÁ!!!
Julho 6, 2008 at 2:19 am
É como eu afirmei no meu blog: “Vêm agora dizer, que essa subida é promocional ao conhecimento dos alunos”.
A título de curiosidade:
http://mindmakers.wordpress.com/2008/07/05/disfuncoesxi/
Julho 6, 2008 at 2:29 am
a GAFE é uma instituição independente como era a PIDE o era…