Áurea Sampaio parece que viu a luz e estranhou…
Mas porque será que demoraram tanto tempo a dar razão a quem a tinha?
E sempre com os remoques quanto a formas hábeis dos sindicatos instalarem a dúvida nos apaniguados opinadores que apoiavam a ministra.
Mas não houve algumas mais pessoas, bem afastadas dos sindicatos, que sempre avisaram quanto ao mesmo?


Julho 3, 2008 at 11:48 pm
Outra que se sente enganada. Espanta-me esta gente que deu um cheque em branco à ministra e que agora faz o “acto de contrição”.
É também a má consciência de muitos jornalistas que não fizeram o trabalho de casa!
Julho 3, 2008 at 11:48 pm
Quais exames?
Os Matemática do 6.º, 9.º e 12.º foram mais acessiveis, consta que sim, e os outros foram todos fáceis?
Na minha escola as colegas de Português pelo que viram das correcções que fizeram, prevêm descalabro nas notas dos exames do 12.º. Deve ser do facilitismo.
Julho 3, 2008 at 11:51 pm
Conhecerão estes jornalistas o “estudo” do João Freire?
Julho 3, 2008 at 11:57 pm
Fiquei sem preceber: o facilitismo é insídia dos sindicatos ou convicção genuína da jornalista baseada em factos? Estou confuso…
Julho 4, 2008 at 12:00 am
Estas pessoas parecem aqueles velhinhos que vivem isolados lá no meio do monte e que, por ingenuidade e não terem maldade nenhuma, caiem logo no conto do vigário!!!!
Que é feito do “prove-me lá pra ver se isso é mesmo assim”??
Baahhhh
Julho 4, 2008 at 12:09 am
Mas atenção à parte final do texto. Parece que mesmo assim a senhora só vai acreditar no que os seus olhos vêm quando o PISA sair… Por agora os últimos acontecimentos são apenas “perturbadores”, como diz a própria. Sugere que não são suficientes para a convencer…
Julho 4, 2008 at 12:17 am
Pergunta de isctatística: que percentagem de ministros do actual Governo são mulheres?
Julho 4, 2008 at 12:32 am
Quando os nossos comentadores começam por acreditar no primeiro furacão que lhes aparece à frente, não adianta que surjam as vozes da razão a dizer que o furacão vai destruir tudo. Eles só percebem quando tudo se torna demasiadamente óbvio e, às vezes, já sem remédio. Eu que estive durante uma semana a corrigir a prova (exame de Matemática do 12º ano) que é a prova de que os alunos têm o tal “direito ao sucesso” só vos posso dizer que espero ansiosamente por 2ª feira para ver como será a reacção dos que ainda acreditam neste ministério quando virem o milagre da aprendizagem repentina da Matemática.
Julho 4, 2008 at 12:50 am
Eu que o diga César C, descobri muitos alunos que são autênticos génios.
Será que houve uma colheita “vintage”?
Julho 4, 2008 at 12:54 am
E quem vai provar que os excelentes resultados foram devidos apenas à facilidade das provas de exame? Poirot? Holmes? Na TV?
Julho 4, 2008 at 12:55 am
Ouve-se que a matemática a média subiu muito:)
Julho 4, 2008 at 12:56 am
Claro que não foi…foi o plano da matemática;)
Julho 4, 2008 at 1:15 am
Em resposta ao João Serra (com. 10) direi que tenho esperança que a diferença relativamente às notas de anos anteriores seja suficiente para provocar algum escândalo. Qualquer pessoa que queira ser razoável sabe que em matéria de resultados na educação nada se altera de forma muito significativa e muito rápida. Pode ser que se levante um clamor de indignação por algo que muitos vão perceber tratar-se de uma farsa. Estou convencido que a média vai subir aí uns três valores…
Julho 4, 2008 at 1:25 am
Seria um escandâlo num país civilizado! Num país em que a maioria da população anda meia alienada, vão todos bater palmas! É mais fácil acreditar nas aparências e fugir da verdade!
Julho 4, 2008 at 1:26 am
“escândalo”
Julho 4, 2008 at 2:20 am
Por vezes alguns (algumas) descobrem a pólvora até vir outro feiticeiro de ilusões que os iluda!
Os alunos têm direito ao sucesso. Que grande novidade!!! Qualquer professor sabe e deseja isso. Mas o que acontece é a falácia do costume: um país baseado em mentiras e governado por gente intelectualmente desonesta que esconde a sua própria culpa. Pobre Portugal!
PS (irónico): «Os alunos têm direito ao sucesso? O governo também!»
Julho 4, 2008 at 4:07 am
Coemço a estar farto destes senhores – e senhoras – que descobriram agora o caminho ínvio para o sucesso educativo. O problema desta gente (comentadores, escrevinhadores, opinadores, jornalistas…) é que opinam sobre tudo sem saber de que estão a falar. Eu também gosto de mandar uns bitaites seobre pintura – sobretudo agora que andam a pintar a barraca onde habito -, mas quando o pintor abre a boca remeto-me à minha insignificância. Toda esta malta sabe coisas e tem soluções. É uma pena que não as tentem pôr em prática. Cá pela minha escola há umas turminhas de CEFs e PIEF ideais para eles experimentarem as suas mezinhas.
Julho 4, 2008 at 10:17 am
do blog
http://veu-da-ignorancia2.blogspot.com/
“Anunciado o fim da retenção em França
Le ministre de l’Education Xavier Darcos a commencé à dessiner la réforme du lycée qui devrait être présentée début juillet. Des dispositifs de soutien scolaire seraient mis en place dès la rentrée 2008 dans 200 établissements en grande difficulté. Le redoublement serait remplacé par des modules complémentaires d’aide. Les services d’orientation seraient renforcés et un statut du lycéen mis en place.
O “facilitismo” é mesmo uma conspiração internacional.”
Isto faz-me cá lembrar uma “discussãozita” que eu tive com o h5n1 a propósito do novo plano do Monsieur Sarkozy para a educação em França.
À nous de les copier! Lá há-de chegar a hora.
Julho 4, 2008 at 10:30 am
Esta gente (jornalistas e afins) nunca há-de perceber que esta ministra, ao contrário do que dizem, desmantelou o brinquedo e destruiu as suas partes de tal forma, que só há uma um remédio fácil para quem vier a seguir: deitar fora.
Como algumas das peças que sobraram interessam a alguns, o que vamos assistir é o aproveitar a preços de saldo, ou mesmo a apanhar do lixo, o que não é lixo, mas pode que pode ser útil e dar lucro.
Fazendo de conta que se muda de assunto: o que ainda não sei é desde quando é que os sindicatos têm conhecimento do relatório João Freire. É que eu estou convencido que terão conhecimento dele desde a primeira hora, dadas as ISCTE connections existentes. Isso, para mim, é grave e ainda mais traiçoeiro que o “entendimento” que foi “acordo”, ou não, mas sim ou talvez, de acordo com o delegado sindical da minha escola.
Julho 4, 2008 at 11:20 am
Interessante.
Julho 4, 2008 at 12:11 pm
Para os sindicatos e para os partidos, o que conta é o coeficiente de massa manipulável, isto é, a quantidade de pessoas em condições ideais de se fidelizarem a determinados padrões, ideológicos, burocráticos e de carreirismo político-mafioso em função do enquadramento profissional.
Ora ao PCP, com a perigosa deriva empresarial do modelo de Estado e com a perda de influência real nos corredores da 5 de Outubro, em virtude da ascenção da burocracia de Bruxelas, convém-lhe concentrar o fogo de artilharia nos jogos autárquicos de palacetes e barracas, onde os caciques estão mais ou menos todos no mesmo plano moral e intelectual em que estavam os merceeiros abastados do Séc.XIX.
A conquista do Palácio de Inverno será assim substituída pela ocupação paulatina das “Dachas” autárquicas, onde já esvoaçam os insectos leais à Raínha-mãe do Comité Central.
Esta lógica é semelhante, no essencial, à de todos os partidos, pelo que muitos já estarão a salivar diante da perspectiva de conseguir responder às “necessidades” dos docentes nas autarquias onde têm assento estes implantes bio-desagradáveis.
Julho 4, 2008 at 12:18 pm
h5n1:diga-nos lá o seu modelo estruturado de sistema educativo, de forma simples e concisa…talvez o fiquemos a perceber melhor.
Julho 4, 2008 at 1:35 pm
ESte artigo como o de outros comentadores abona pouco sobre as suas capacidades de leitura. Em todas as medidas tomadas desde o início que está inscrito aquilo a que se chama facilitismo. Era só ler e interpretar o sentido que se inscrevia nas medidas.
Um pequeno e chocante exemplo, no ensino secundário: quando se retiram os professores do trabalho de preparação das aulas e se ocupam em aulas de substituição o que se está a dizer? Que a qualidade das aulas e, por isso, das aprendizagens é irrelevante,o importante é a medida espectacular de pôr os profs na ordem.
Esta gente super inteligente que pulula pela comunicação social não percebeu nada, não sabe nada, apesar de falar sobre tudo.
Agora parecem um coro de virgens ofendidas e destroçadas.
Sobre o PISA, seria bom que se acompanhasse publicamente todo o processo. Ando cá há muito anos…
Julho 4, 2008 at 2:26 pm
Caro António
Nem você é o Socrates nem eu sou a Fereira Leite.
Por isso não me sinto obrigado a apresentar planos “alternativos”.
Limito-me a pensar e a julgar de acordo com a minha liberdade individual, uma coisa que não passa pela cabeça de muitos, de tão habituados que estão a comprar as respostas já feitas e elaboradas por outros.
Se quiser que eu seja mais rigoroso, diria que coloco questões, fundamentadas nas minhas leituras em diversas áreas da existência humana, e na minha experiência pessoal, em forma de crenças pessoais e de comentários críticos.
Quem procura respostas prontas e modelos estruturados, encontra na Internet ou numa das agências político-mafiosas em funcionamento em qualquer parte do mundo.
Quem não se contenta com o que existe, segue ao longo da vida uma busca incessante de perguntas que interpelem o sentido da existência humana.
Claro que uma boa pilha de livros de filosofia ajuda muito a contrariar a mania das respostas “científicas” e dos “modelos estruturantes”.
Em resumo:
Pegue num molho de filósofos, adicione uma pitada de sociólogos, uma colher de chá de antropólogos, uma colher de sopa de historiadores e um raminho de escritores e poetas, mexa tudo no caldeirão da realidade em lume forte, com o cuidado de retirar os políticos ranhosos que se formam na espuma da fervura: aí tem a minha receita para construir uma escola decente.
Julho 4, 2008 at 2:47 pm
h5n1 /24.
Adorei a sua receita…
Precisamos mesmo urgentemente de mudar de cozinha!!
Julho 4, 2008 at 4:32 pm
PS:
Esqueci-me de que se pode e deve temperar tudo com lógica matemática e ciências exactas e servir ao som de música clássica ou de jazz, porque o rigor e as artes também devem fazer parte da vida académica.
Julho 4, 2008 at 6:50 pm
E as asas de morcego?
Julho 4, 2008 at 7:24 pm
A época da filosofia (medicina, engenharia, pintura e escultura, literatura…) já passou. Agora tudo se vende, mesmo o tempo e, recentemente, o ar e a água. Estamos tramados neste planeta globalizado, governado por mentecaptos economicistas que não nem sabem plantar uma couve.
Julho 4, 2008 at 8:51 pm
não nem sabem
não sabem, no mínimo,
Julho 5, 2008 at 1:47 am
Pelo que tenho lido, a OCDE, trabalha com os elementos fornecidos pelos governos nacionais. Ora, sabendo-se o que “vai pelo burgo”, a coisa promete…delirium.